As dores de cabeça de um Oficial de Justiça Ai! Acho que agora acabou...

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1 ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Filiada à FOJEBRA, FESPESP e ANSJ Órgão oficial da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo Presidente: Yvone Barreiros Moreira Ano 24 - Agosto n o 37 As dores de cabeça de um Oficial de Justiça Ai! Acho que agora acabou... REFORMA SINDICAL DO LULA DESTAQUES A luta pelos valores das diligências Lei do IPI continua sendo um objetivo AOJESP integra Pró-conselho do SINP A luta por alterações no PCC do Tribunal Reajuste de 3,12% Valor das diligências defasados Síndrome do Pânico Ad Hoc s Insultos Agressões PCC do TJ SP PREV A verdade sobre o Oficial Avaliador A Frente Parlamentar em Defesa dos Servidores e do Poder Judiciário Entendendo a Reforma Política Oficiais de Justiça, Escreventes e Auxiliares Judiciários: Associem-se à AOJESP para integrar AÇÕES JUDICIAIS COLETIVAS REDUÇÃO DE 16% EM SEGURO: A AOJESP acaba de assinar novo convênio de seguro de vida com a Porto Seguro, com valores 16% menores que a Bradesco Seguros. Faça sua inscrição para o futuro contrato de seguros para os carros. Falar com Rosa e Sr. João (11) ramal 14 e 28 ou pelo Questões críticas da Central de Mandados Uma Reforma Sindical pró-centrais Oficial de Justiça agredido Aylton Bekes Cezar, vice-presidente da AOJESP, foi atacado dentro da Fundação CASA - antiga FEBEM). A SPPREV passou na Assembléia Legislativa, mas sem o autoritarismo que o governo queria Foram dois meses de protestos, mobilização, vigília, estudos e propostas de mudanças no projeto original governista, com sugestões viáveis e constitucionais, as quais - pela pressão exercida sobre os deputados - acabaram por prevalecer.

2 Editorial 2 DILIGÊNCIAS: a luta da AOJESP junto à Corregedoria As Entidades que representam os servidores do Judiciário paulista receberam com indignação o índice de reposição salarial de 3,12% publicado em 26/6, no Diário Oficial. Este percentual era aguardado desde 1º de março, dia em que foi fixada a Data-base para o Judiciário.. No começo deste ano, após reunião com a presidência, o próprio Tribunal de Justiça anunciou um índice de defasagem de 4,62%, desprezando 20 meses devidos e não considerando o período de abril/2002 a fevereiro/2004. Os mesmo cálculos feitos pelo departamento financeiro da AOJESP comprovam que para repor a defasagem salarial dos servidores públicos, o TJ deveria aplicar um índice de reposição superior a 30%. É inacreditável a omissão e a indiferença dos donos do Poder em relação à perda de poder aquisitivo dos servidores públicos do Judiciário. Enquanto eles nos dão essa Tribuna Judiciária - Agosto n o 37 Se o destinatário da ordem Judicial não for encontrado no 1º endereço e houver necessidade de o Oficial de Justiça se dirigir a um segundo endereço, que não seja vizinho do primeiro, as despesas corresponderão a mais um ato. Portanto dois atos, vez que não se trata de endereço vizinho. O Oficial de Justiça gastou seu tempo e teve despesas de deslocamento e locomoção, além do que, ele foi e voltou à pé, ou usando o seu carro, bem de família. A Associação entende que esta estória de 10 km é inaceitável e já declarou ao Corregedor Geral e ao Presidente do Tribunal de Justiça que os Oficiais de Justiça não podem continuar a diligenciar por apenas R$ 7,34 (no caso de Justiça gratuita), com valores inferiores aos R$ 14,79 (capital) e R$ 11,84 (interior). As mesmas distâncias percorridas pelo Oficial do cível também percorrem os Oficiais lotados nas Varas Criminais. Não se pode aceitar os ditames equivocados da Corregedoria Geral. O provimento que regulamenta o assunto é nº 50 de Cabe aos Juízes auxiliares e assessores se atualizarem para o fato de que, hoje, tramitam 17 milhões de processos e de que existem outras bases de cálculos diferenciadas do MVR, de 1º de novembro de 1985 (10,79% e 8,89% do MVR). Com R$ 7,34, o reembolso é absolutamente insuficiente para bem executar os mandados. Entendemos que o critério de indenização e de reembolso tem que ser, necessariamente, pelas distâncias percorridas, ou seja, por quilometragem e por endereços, para ir e voltar. A Corregedoria Geral tem a desfaçatez de determinar que não se reembolse a volta do Oficial, que muitas vezes, se locomove 30 km, 50 km, 70 km e até 100 km só para atingir zonas rurais. E mais: Obriga os Oficiais a diligenciar em duas, três Comarcas, distantes uma da outra. Não aceitamos o critério de que até 10 km, conte-se apenas um só ato. Se o Oficial percorreu dois, três ou quatro endereços, distantes um do outro, serão duas, três e quatro diligências a serem reembolsadas, não importando se a diligência é cível ou criminal. Existem comarcas cuja zona urbana não atinge 10 km. Se o Oficial de Justiça percorrer vários endereços, distantes um do outro, não pode ser indenizado somente por um ato, mas por todos os endereços percorridos. A AOJESP esteve reunida com o Corregedor Geral, Desembargador Gilberto Passos de Freitas e com a Drª Carmen Lucia da Silva, expondo-lhes 3,12%, índice insuficiente e ofensivo migalha, tramita na Assembléia o projeto de lei nº 10/07, que eleva o salário dos magistrados para 22 mil, protestou a presidente Yvone. Este é o comunicado do TJ A Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo comunica a todos os seus servidores o encaminhamento ao Órgão Especial da proposta de reposição salarial de 3,12%, correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no período de março de 2006 a fevereiro de O índice resulta de intensas negociações da Presidência do Tribunal com o Poder Executivo estadual para suplementação do orçamento vigente, uma vez que a proposta original do Tribunal foi reduzida quando da sua aprovação. O percentual aprovado será aplicado sobre a totalidade dos vencimentos e é retroativo a março passado. O pagamento de todos os essas teses. O preço do combustível é o mesmo para todos e a natureza da função é idêntica para todos. Logo, necessário se faz a reposição das perdas nas diligências e a padronização da indenização com critérios e valores iguais para todos os Oficiais, das Comarcas e da Capital. A AOJESP calculou o reajuste dos combustíveis e atualizou pela taxa SELIC. O resultado foi: R$ 17,98 para o Cível e R$ 14,39 para a justiça gratuita, porém a Corregedoria não respondeu. Esperando que todos os Oficiais passem a trabalhar por quilometragem e por endereços, sem o quê a Corregedoria e o Tribunal continuarão glosando as diligências para sobrar dinheiro, que alguém, presume-se, esteja interessado. A AOJESP está tomando providências junto ao Conselho Nacional de Justiça. Um caso de Fernandópolis comprova o interesse que alguns Juízes corregedores, quando fazem correição nos cartórios vão direto aos mapas dos Oficiais. E as falhas cartorárias? E a falta de condições de trabalho? Quem responde por elas? E os servidores que adquirem doenças no trabalho? Yvone Barreiros Moreira Presidente da AOJESP valores devidos desde 1º de março, por conta da reposição, ocorrerá no dia 30 de julho do corrente. O Tribunal prepara proposta orçamentária para 2008, incluindo a previsão de reposição salarial do próximo ano, além de insistir na consignação de recursos para amortização do passivo com os servidores. O TJ informou que a reposição incide na Gratificação Judiciária. Os novos coeficientes devem ser multiplicados por 445,42 (este valor é o mesmo para todas as categorias e corresponde a 2 x a referência 12 da escala de vencimentos de cargos em comissão), resultando na Gratificação Judiciária. No caso de um Oficial de Justiça, os vencimentos iniciais vão para R$ 2.981,72. Veja no site da AOJESP (www. aojesp.org.br/tabela_reajustes. html) uma tabela completa com os valores de cada categoria. ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO TRIBUNA JUDICIÁRIA Órgão Oficial da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo Sede Própria: Rua Tabatinguera, o andar CEP São Paulo - SP Fone/Fax: (011) (011) (011) Diretoria Executiva Yvone Barreiros Moreira Presidente Aylton Bekes Cezar 1 o Vice-Presidente Doroti de Oliveira Moreira 2 a Vice-Presidente Jane Monteiro da Costa Secretária Geral Maria da Glória Novaes 1 a Secretária Enizal Vieira: 2 o Secretário Oton José Batista da Silva Tesoureiro Geral Jonas Barbosa 1 o Tesoureiro Abidala Ascar: 2 o Tesoureiro Conselho Fiscal Eduardo Romeiro Atahualpa H. Tomaz de Aquino Acácio Simões dos Santos Mário Medeiros Neto Benvindo Marques Carneiro Norma Maria de O. Pereira Sonia Maria de Sá Macedo Conselho Regional Luiz Orlando P. Frasson Aparecido de O. Camargo Luis Cláudio Reineri Ramos Valdemir Aparecido Castilho Antonio Luis Maximino José Rodrigues Sergio Ramos Aiello Jornalista Responsável: João Paulo Rodrigues s - MTE 977 Fotografia: Edilson A. Silva Arte e Diagramação: Silvio Ramos Jr./Teor Comunicações Tiragem:

3 AOJESP em Ação Reunião com vice-presidente do TJ reforça pauta de reivindicações vice-presidente do Tribunal de O Justiça do Estado de São Paulo, Des. Caio Eduardo Canguçu de Almeida, recebeu, dia 17/7, a presidente da AOJESP para uma reunião. Yvone Barreiros recorreu ao magistrado para pedir apoio às reivindicações já levadas ao presidente Des. Celso Luis Limongi e ao corregedor geral Des. Gilberto Passos Freitas. Yvone alertou para o grande número de funcionários que estão contraindo doenças funcionais e para os riscos da profissão do Oficial de Justiça. Alguns deles já foram ameaçados diversas vezes. E o Estado não oferece condições dignas de trabalho, completou. A presidente pediu que o sistema de diligências voltasse a ser como acontecia. O advogado pagava as despesas das diligências e o Oficial, portando a guia de depósito (GRDs), sacava o reembolso depositado pela parte, sem que tivesse seu mapa glosado pelos cartorários. Desde que a Corregedoria começou a fazer correições nas comarcas e foruns regionais, os Oficiais de Justiça passaram a sofrer ofensas e serem discriminados, criticou a presidente da AOJESP. O desembargador Canguçu demonstrou não conhecer parte dos problemas apresentados, mas interessou-se em buscar mais informações sobre os mesmos. Ele solicitou que a Entidade apresentasse uma pauta de reivindicações para que sejam discutidas junto ao Conselho da Magistratura. Ao que parece, a senhora está coberta de razão. Traga documentos esclarecendo como eram feitos os paga- A presidente Yvone Barreiros reiterou a urgência para a solução de diversos problemas que afligem os Oficiais de Justiça e obteve a atenção do Desembargador Caio Canguçu, que também é membro do Conselho Superior da Magistratura. mentos das guias e como a senhora pleiteia que sejam futuramente, solicitou Canguçu. Yvone também pediu ao desembargador que estudasse uma possibilidade que permita aos Oficiais de Justiça adquirir carros mais baratos, da mesma maneira que faz o Tribunal de Justiça ao adquirir sua frota para Juízes. Ela aproveitou a oportunidade para reiterar a necessidade de que os Oficiais de Justiça sejam pagos pela Avaliação e cobrou mais informações sobre os boatos da Central de Mandados. AOJESP não desiste do Projeto de Lei do IPI Projeto de lei do deputado Márcio França, ex-oficial de Justiça, é bandeira unificada para a classe em todo o Brasil Associação dá outra arrancada A com mais um Projeto de Lei em Brasília. Renovam as chances para que os Oficiais de Justiça adquiram carros com a isenção do imposto sobre produtos industrializados (IPI). O ex-oficial de Justiça Márcio França, eleito deputado federal, atendeu à reivindicação da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP) e apresentou o Projeto de Lei nº 418/07 em benefício da classe na área federal. Causa espanto o fato dos oficiais de Justiça não disporem de veículo oficial para o cumprimento de mandados. É fato público e notório que esses servidores utilizam o veículo particular porque o Poder Público não o fornece, explica o deputado. A proposição altera a Lei nº de 24 de fevereiro de 1995, modificada pela Lei nº , de 31 de outubro de 2003, para estender a isenção do IPI aos veículos utilizados pelos oficiais de justiça usados em serviço. Um projeto de lei semelhante chegou a ser apresentado na Câmara Federal, com nº 81/99, tendo sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, que opinou pela constitucionalidade, juridicidade, técnica legislativa, legalidade e, no mérito, pela aprovação. Entretanto, o deputado relator, de Pernambuco, argüiu que os Oficiais de Justiça não dariam a mesma contrapartida que os taxistas oferecem à sociedade. Isso prejudicou o PL. Onde já se viu, dizer que os Oficiais de Justiça não desempenham um papel social. A categoria, além de ser o braço direito do Judiciário na base da sociedade, não cobra a corrida e não visa lucro, como fazem os taxistas contestou a presidente da AOJESP. Agora, mais do que nunca, os Oficiais de Justiça dos 27 estados do Brasil precisam atuar unidos para a aprovação de leis de seu interesse, já que os Tribunais de Justiça estaduais têm ouvidos de mercador. Os Oficiais, junto aos parlamentares de seus estados, de seus senadores, se efetivamente atuarem em conjunto, conquistarão seus direitos, afirmou Yvone. Um parlamentar que dignifica a classe política e o Congresso Nacional Deputado Márcio França é entrevistado pela presidente Yvone para o Programa Tribuna Judiciária, que pode ser visto na íntegra no site da AOJESP, seção de vídeos. O deputado Márcio França está sendo considerado um dos mais influentes do Congresso Nacional, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Com excelente trânsito no Palácio do Planalto, o deputado tem se destacado como articulador dos principais temas sociais e do funcionalismo. Não é a primeira vez que Márcio França tem seu trabalho reconhecido. Durante a administração de São Vicente, ele foi considerado um dos cinco melhores prefeitos do Brasil. Tribuna Judiciária - Agosto n o 37 3

4 AOJESP em Ação Associação dos Oficiais de A Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP) protocolou reclamação disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, contra o Tribunal de Justiça de São Paulo para impedir a nomeação de Oficiais de Justiça ad hoc s. O termo corresponde à nomeação de qualquer pessoa para suprir as carências de funcionários no Poder Judiciário. São pessoas que não fizeram concurso público ou sequer passaram por algum tipo de avaliação antes de assumir função de cargo efetivo. A AOJESP alega que os servidores nomeados como Oficiais de Justiça ad hoc não possuem qualquer qualificação para o exercício da função. Eles não têm conhecimentos técnicos a respeito da legislação processual. Na maioria dos casos eles nem seriam capazes de passar num concurso público para ocupar vaga de titular de cargo efetivo. É Tribunal de Justiça do Estado O de São Paulo anunciou convênio firmado com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECI-SP) para realizar cursos de qualificação para Oficiais de Justiça. Desde a vigência da Lei /06, os Oficiais de Justiça assumiram a incumbência de efetuar as avaliações de bens penhorados em processos de execução. A novidade veio a partir da reivindicação da AOJESP, que por diversas vezes reiterou ao alto escalão do TJ que a classe necessitava de aperfeiçoamento e de remuneração pelo acúmulo de serviço. Apesar do pedido, apenas uma parte foi atendida. Além de não pagar pela avaliação, o curso abrange apenas o mercado imobiliário. A lei foi injusta com os oficiais de justiça. Teremos que trabalhar muito AOJESP recorre ao CNJ contra ad hoc s inadmissível admitir-se alguém para trabalhar num Poder, sem vínculo empregatício, nomeando-se trabalhador do Executivo municipal, autor das ações. Aliás, isto é imoral afirmou Yvone Barreiros Moreira, presidente da AOJESP. De acordo com a Constituição Federal o acesso aos cargos, empregos e funções públicas deve ser feito por meio de concurso de provas ou de provas e títulos, ressalvando as nomeações a cargo de comissão, que requerem lei própria. Tais princípios são desconsiderados pelo Tribunal de Justiça, que firma convênios inconstitucionais e absorve funcionários de prefeituras em seu quadro de pessoal, concedendo-lhes atribuições de alta responsabilidade. A comarca de Taboão da Serra é um dos casos mais evidentes dessa infração constitucional. São 10 Ad hoc s trabalhando como se fossem Oficiais de Justiça, fazendo citações, prisões, penhoras, arrestos e mais Até que enfim, saiu o curso de avaliação. Agora, falta pagar por ela mais, sem receber por isso. A classe merecia ser ouvida, pois iríamos reivindicar uma remuneração por esse trabalho, ou quando muito que o juiz arbitrasse um valor por esse trabalho, a ser pago pelas partes. Sem remuneração não dá!, afirmou Yvone Barreiros, presidente da Entidade. O Tribunal acredita que o curso proporcionará aos oficiais um conhecimento detalhado do mercado imobiliário, agilizando as avaliações e, em conseqüência, o trâmite dos processos. No entanto, o TJ não tem sinalizado positivamente quando o assunto é remuneração. Na última reunião com a Corregedoria Geral, o Desembargador Gilberto Passos Freitas e a Juíza assessora Drª Carmen Lucia da Silva afirmaram que para atender a reivindicação da Entidade, a Assembléia Legislativa teria que aprovar uma Lei estadual diligências próprias do ofício. É um completo descumprimento da Constituição Federal e das leis que regulamentam a profissão completou Yvone. A Lei Complementar nº 516/87, anterior à CF já exigia um complexo procedimento administrativo para admissão de Oficiais de Justiça. O Judiciário paulista vem tomando essa atitude para tentar amenizar os efeitos da falta de pessoal, que chega a 15 mil. Em alguns casos, há Oficial de Justiça trabalhando por três, sendo submetidos às ordens de mais de um Juiz para atender a demanda de processos. A única maneira de solucionar o problema seria a realização de concursos públicos para suprir os cargos vagos. Mas, o presidente do Tribunal de Justiça, Des. Celso Luiz Limongi, alega que não há verba e o impasse continua. A Entidade já acionou o CNJ e aguarda uma manifestação do Ministro Corregedor do órgão sobre a matéria. regulamentando o pagamento pela Avaliação. A Entidade, inconformada com o posicionamento, diz que trata-se de má vontade do Tribunal de Justiça e elenca o exemplo de outros estados onde o impasse foi resolvido com dispositivos administrativos internos do Judiciário. A situação dos Oficiais de Justiça do Paraná foi resolvida com um Provimento. Porque em São Paulo não poderíamos fazer o mesmo? Não é o Estado que vai arcar com o ônus argumentou Yvone. Nos termos do convênio, o CRECI-SP disponibilizará, sem ônus, o curso prático de avaliação de imóveis aos Oficiais. A AOJESP reitera instrução para que a avaliação seja feita na forma de Laudo, cujo modelo pode ser acessado no site (www.aojesp.org. br/laudo_avaliacao.htm) Judiciário paulista e governo anunciam gastos de R$ 141,3 milhões em fóruns O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Celso Luiz Limongi, o governador de São Paulo, José Serra, e o secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Marrey, apresentaram (19/7) um pacote de construção, reforma e ampliação de 37 fóruns no Estado. A previsão é de que mais de 80% das obras anunciadas pelo governador sejam finalizadas até o final de Indagamos: E as dívidas funcionais, das quais o TJ é devedor, como férias, FAM, licença-prêmio, precatórios etc.?! Quando haverá investimento para quitá-las?! Opinião da AOJESP Oficiais de Justiça indignados O Desembargador José Renato Nalini, em entrevista ao Conjur, acusa o Judiciário de usar estafetas para entregar mensagens. O desembargador é um intelectual da magistratura que tem coragem de expor as mazelas do Poder Judiciário. Entretanto, não deveria ofender os servidores do Judiciário, sem os quais jamais teria feito a carreira brilhante que fez. Graças à força de trabalho, dedicação, desempenho e eficiência dos servidores é que Juízes substitutos chegam a ser titulares, desembargadores e ministros dos tribunais superiores. Graças à dedicação dos Oficiais de Justiça é que eles, na tranqüilidade dos seus gabinetes, estudam e recebem promoções. Enquanto os Oficiais de Justiça sacrificam o seu descanso, os feriados, sábados, domingos e a companhia da própria família, os Juízes e Desembargadores têm vida tranqüila, com ótimos vencimentos, podendo ostentar bom padrão financeiro. A tecnologia e a informática, se aplicadas no Poder Judiciário, obviamente, agilizarão muitos procedimentos. O processo eletrônico virtual é uma maravilha. Porém, até onde ele pode chegar? Existe monopólio maior que o da magistratura? Basta constatar as péssimas condições de trabalho dos servidores, rodeados de baratas e de ácaros, com apenas 30 minutos para o lanche. É um Poder tão despreparado e mal administrado que sequer paga os direitos funcionais dos servidores (férias, licença-prêmio, juros e correção monetária dos vencimentos, FAM-precatórios etc). Ademais, administrar um Tribunal com apenas mil ou dois mil servidores não é difícil. Como foi o caso do Desembargador em questão que já presidiu o Tribunal de Alçada. O TJ-SP conta com mais de 45 mil servidores, cuja maioria está profundamente insatisfeita com a omissão dos Poderes. Lamentavelmente, quando se aproximam as eleições no Tribunal de Justiça, tudo se pode esperar. Até mesmo a ofensa dos donos do Poder, inclusive de alguns Juízes, que não respeitam os funcionários. 4 Tribuna Judiciária - Agosto n o 37

5 Notícias Juiz Assessor da presidência do Tribunal alerta para mudanças no Plano de Cargos e Carreiras Data-base e a criação do Plano de Cargos e Carreiras para A os servidores públicos do Judiciário foram objetos de discussão entre o presidente do Tribunal de Justiça, Des. Celso Luiz Limongi e o Governador José Serra. A informação veio do Juiz assessor Ronnie Herbert Barros Soares, com quem a Entidade se reuniu (12/6). Os dois assuntos da pauta foram muito discutidos, sem que se chegasse a um acordo. No entanto, com a aprovação da São Paulo Previdência, eles ganharam destaque. A Data-base, por ser o segundo ponto mais importante da pauta reivindicatória, foi parcialmente resolvida dias depois. Já a discussão do Plano de Cargos e Carreiras (PCC) ganha força pela recente mudança na legislação que incluiu mais de 20 mil servidores contratados nos termos da Lei 500/74 no quadro de efetivos do Judiciário paulista, conforme a Lei Complementar 1010/07. Nós vamos tentar inserir um artigo semelhante ao da São Paulo Previdência ou algo que faça menção à Lei que agrega esses funcionários, esclareceu Ronnie Soares. O Tribunal de Justiça contratou quase 60 novos funcionários, entre psicólogos e assistentes sociais, que ficarão fora da nova autarquia, indo para o INSS. Ora admitido não será segurado do RPPS, instituído pela Lei Complementar nº 1010/2007 escreve o texto publicado no Diário Oficial. Dr. Ronnie esclareceu que essa questão pode ser discutida administrativamente, mas disse não poder tomar providências quanto a isso. Segundo ele, a Comissão de Organização Judiciária do TJ aprovou um projeto que cria novos cargos, tanto para contratação de novos funcionários quanto para a efetivação dos novos Lei 500/74. Oficiais de Justiça poderão receber Palm Top Yvone Barreiros Moreira, presidente da AOJESP, aproveitou a oportunidade para cobrar os computadores na sala dos Oficiais, como prometeu o presidente do Tribunal de Justiça. Se ainda não chegaram, vão chegar! É um projeto do Tribunal de Justiça, inclusive, que os Oficiais diligenciem com Palm Tops, como já acontece com os Oficiais de Justiça federais respondeu o Juiz assessor. Yvone cobrou a equiparação nos valores das diligências e o mesmo tratamento oferecido aos Juízes no cálculo salarial. Com uma resolução do Conselho Nacional da Justiça, os magistrados recebem 90,25% do teto salarial dos ministros. Hugo Coviello (ASSOJUBS) aderiu à reivindicação e cobrou para os Oficiais de Justiça direitos iguais aos dos Juízes que acumulam em mais de uma Vara ou trabalham em feriados. Cada dia de serviço no plantão judiciário, na Justiça Eleitoral ou em concursos, equivalerá a dois dias de folga. Nos juizados especiais, para cada grupo de quatro sentenças proferidas, o juiz terá direito a um dia de crédito. É acumulo de função. Nós queremos que haja isonomia no tratamento dos Oficiais de Justiça, tal qual dos Juizes, completou Yvone. Greve de 2004 A presidente da AASPTJ, Dayse Cesar Franco Bernardi, questionou a notícia de que uma entidade teria conquistado uma ação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para pagar dois meses dos que participaram da greve de 91 dias em Uma completa inverdade. Vocês não fazem idéia dos transtornos que tivemos com pessoas ligando pra saber se era verdade, contou o Juiz Ronnie. Yvone reiterou seu pedido para que os funcionários possam repor os dias parados por ocasião da greve e ter de volta seu dinheiro retido. Mas, sobre isso, Dr. Ronnie esclareceu que até essa decisão passa pelas mãos do atual governador: É quase impossível que isso aconteça, pois não temos verba, adiantou. Yvone acredita que se o presidente do TJ na época, Desembargador Elias Tâmbara, aceitou que a greve fosse além dos 30 dias, sem punir os funcionários parados com demissão, foi porque ele reconheceu o direito de greve que perdurou por 91 dias. Na ação promovida pelo Ministério Público contra as entidades, o Juiz sentenciou que a greve é um direito que assiste ao trabalhador público. Logo, não há de se penalizar alguém que exerce um direito Constitucional, completou. Calote à vista Um projeto que tramita em Brasília poderá limitar o repasse de verbas destinadas ao pagamento de precatórios devidos pelos governos. A proposta criada pelo senador Renan Calheiros deve intensificar os conflitos entre o Estado caloteiro e seus credores, servidores públicos. O que para muitos advogados pode parecer uma inovação, na realidade, é um verdadeiro calote criado para beneficiar o Estado e privilegiar oportunistas. Os Precatórios são dívidas de origem pública, quando o governo, por meio da Fazenda Pública, é condenado em processo judicial, para valores que ultrapassem 60 salários mínimos por beneficiário. No caso do Judiciário paulista, segundo a assessoria do presidente do Tribunal de Justiça, Celso Luiz Limongi, a dívida ultrapassaria os R$ 2 bilhões. Muitos servidores públicos que têm precatórios a receber, estão morrendo por problemas de saúde, sem ver a cor do dinheiro. Com a aprovação da PEC 12, é provável que muitos credores continuem na mesma situação. O problema ocorre exclusivamente por indiferença dos governantes, que não respeitam as condenações Judiciais. Os três Poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - agindo em conivência buscam soluções para não pagar o que devem, criando dispositivos legislativos que amenizem a situação em detrimento da sociedade e do serviço público. A proposta limita o pagamento de precatórios na base de 3% da despesa líquida para a União e estados, e de 1,5% para municípios. Desses 3%, 70% serão destinados a pagamentos de credores habilitados em leilão, privilegiando aqueles que oferecerem deságios maiores. Isso significa que aqueles credores que aceitarem receber menos do que é devido pelo Estado terá o privilégio de receber antes dos demais. No entanto, uma quantia bem inferior. Os outros 30% serão destinados aos credores não habilitados no leilão, que serão pagos na ordem crescente de valores dos precatórios: quanto menor o valor, mais cedo receberá o credor. Para o restante dos credores, o projeto explicita um vergonhoso calote do Estado. Cobrança no Legislativo A AOJESP enviou correspondência a todos os deputados estaduais de São Paulo para cobrar apoio nas seguintes proposições: Emenda nº3, ao PLC nº 43 /2005 (assegura a permanência do Regime Especial de Trabalho Judicial - RETJ, 150%); Projeto de Lei nº 25/2006 (inclui os Oficiais de Justiça paulistas na Escala de Vencimentos do nível universitário); Projeto de Lei nº 512/2004 (dispõe sobre a destinação de dependências para Oficiais de Justiça nos Fóruns); e Projeto de Lei nº 479/2004 (dispõe sobre a reposição salarial de 26,39%, nos termos do inciso X do artigo 37 da Constituição Federal). Escreventes e Auxiliares Judiciários: Fazer greve ou apenas cruzar os braços? Quantos são os Servidores indispensáveis ao funcionamento do Judiciário de São Paulo? 40 mil? Sem eles não há audiências, o processo não tramita e o Juiz não trabalha. São funcionários muito mal remunerados pela importância que têm. São os Oficiais de Justiça, os Escreventes (muitos deles despacham e sentenciam) e os Auxiliares Judiciários. Na Justiça Federal, os mesmos cargos recebem salários dobrados. Que tal experimentarmos cruzar os braços? Até que nos paguem a perda salarial e equiparem nossos vencimentos aos Federais? Tribuna Judiciária - Agosto n o 37 5

6 Presidência Itinerante 6 AOJESP defende direito dos Oficiais de Justiça em Guarulhos Guarulhos Diretores da AJESPse reuniram com o Juiz Diretor do Forum de Guarulhos, Dr. Regis de Castilho Barbosa Júnior (na foto, à direita) e o Juiz Dr. Jaime Garcia dos Santos, titular das Execuções Criminais. A diretoria da AOJESP foi à comarca de Guarulhos para representar os Oficiais de Justiça locais numa reunião com o Juiz Dr. Jaime Garcia dos Santos, titular das Execuções Criminais, na qual foi discutida a correição feita pela Corregedoria, que prejudicou o reembolso das diligências. O magistrado contou que chamou representantes do Tribunal para solicitar que sua Vara fosse suprida com Oficiais de Justiça próprios, para cumprir suas diligências. Ao invés de atender ao pedido, a Corregedoria, utilizando-se de pareceres conservadores e desatualizados, fez uma correição que resultou na diminuição do número de atos reembolsados e na revolta dos Oficiais. Colega contou que durante a correição, a representante da Corregedoria que atende pelo nome de Ana Lúcia pressionou a diretora de cartório, dizendo que ela seria cúmplice se não cortasse os atos de acordo com a sua orientação. Nós sempre tivemos a certeza que aquela era a maneira certa de pagar contou a oficiala, que ganhou o reforço do magistrado eu nunca, em momento algum, desconfiei da idoneidade dos senhores (...) eu também pensei que fosse de outra forma, concluiu. A diretoria da AOJESP, presente no encontro, questionou a coerência dos pareceres e destacou algumas das péssimas condições nas quais os Oficiais de Justiça são obrigados a trabalhar. De acordo com a presidenta da Entidade, o reembolso de diligências tem natureza indenizatória e da maneira como a Corregedoria cuida do assunto, ela reduz os vencimentos dos Oficiais. Além disso, ela defendeu a equiparação de reembolso de Tribuna Judiciária - Agosto n o 37 diligências, seja para quem trabalha na Justiça Gratuita, seja para quem trabalha no Cível. Outro assunto abordado pela presidente foi a proximidade com a Data-Base. Após a reunião, a diretoria da AOJESP foi ao encontro do Juiz Diretor do Forum de Guarulhos, Dr. Regis de Castilho Barbosa Jr., para peticionar que seja reservada uma sala para que os Oficiais de Justiça da comarca possam trabalhar. O antigo espaço que eles utilizavam no Forum é ocupado, hoje, pela OAB e pelo Ministério público. Mostrando-se bastante complacente com as reivindicações da categoria o magistrado disse conhecer algumas delas e ser a favor do nível universitário para os Oficiais de Justiça. Sobre a sala, esclareceu que não há espaço hábil para destinar aos Oficiais de Justiça, mas defendeu que cada cartório do Estado tenha, no mínimo, duas mesas equipadas com computadores para que os Oficiais de Justiça possam elaborar suas certidões. Ele defendeu, também, que todo o dinheiro das custas Judiciais fique no próprio Judiciário. Se as custas forem destinadas integralmente ao Judiciário, ele terá condições de fazer investimentos muito mais eloqüentes, afirmou Dr. Regis. De acordo com Yvone, o encontro com o Juiz Diretor foi bastante construtivo e descontraído. A presidente levantou a tese dos 90,25% de vencimentos sobre o teto do Poder Judiciário, afirmando que o mesmo critério deveria ser aplicado aos servidores do Judiciário. Se os servidores do Judiciário, Juízes e Desembargadores do Estado têm os seus vencimentos baseados no teto de R$ ,00, o mesmo critério deve ser aplicado aos Oficiais de Justiça, escreventes e demais servidores, isto é, 90,25% sobre o maior vencimento do superior hierárquico, contou. Yvone exemplificou ainda sobre as cotas de produtividade pagas pela Fazenda Pública aos Oficiais lotados nas Execuções Fiscais do Estado que devem ser extensivas aos demais Oficiais. Baixa participação, mas muito conteúdo em reunião no Fórum da Barra Funda A diretoria da AOJESP esteve reunida no começo do ano com os Oficiais de Justiça lotados na Barra Funda para ouvir dos colegas, quais são seus maiores problemas no exercício da função, debater as implicações que traria uma Central de Mandados e falar sobre as diligências. Os Oficiais de Justiça presentes descreveram situações constrangedoras nas visitas aos presídios e a desunião dos colegas como algumas das situações mais corriqueiras. Segundo uma colega, na cadeia III de Pinheiros (famoso cadeião) os Oficiais enfrentam os cachorros que vivem soltos, logo na entrada, e o risco de ficarem frente a frente com bandidos perigosos. Ela conta que eles ficam soltos de um jeito que é impossível diferenciar os carcereiros dos presidiários. Para cumprir os mandados, os Oficiais precisam gritar pelo nome do intimando, que muitas vezes nem aparece, ou contar com a rara boa vontade dos carcereiros. Tem um Oficial de Justiça que chega a usar megafone (...) O próprio Oficial de Justiça deprecia seu Barra Funda trabalho, acaba com nosso trabalho afirmou. A Oficiala contou que nas vezes que foi até o presídio, pediu que chamasse o preso e na recusa do carcereiro, ela ameaçou denunciá-lo, para que, só assim, pudesse continuar seu trabalho. Ela contou que chegou a ser mantida em cárcere privado e ameaçada por algumas horas por reagir ao descaso dos funcionários. A presidente da AOJESP, Yvone Barreiros Moreira, disponibilizou o jurídico da Entidade para que providencie ação Judicial que puna os responsáveis por tais desrespeitos ao Oficial de Justiça. Segundo ela, os Oficiais de Justiça e os advogados precisam se unir em torno do problema para que as condições de atendimento no presídio sejam melhoradas. Outro colega falou sobre as censuras dos Juízes que observam até o momento de descanso dos Oficiais e criticou a falta de união entre os colegas. Ele contou o caso de um Oficial de Justiça que teve um processo administrativo aberto porque não encontrou um endereço que não estava claro. Tem endereços que são difíceis de encontrar. Na Avenida Aricanduva, por exemplo, não dá para estacionar nem ir devagar. Fui obrigado a mapear todos os números, porque eles não seguem a ordem correta destacou o Oficial. Sobre a Central de Mandados, todos concordaram que São Paulo possui características únicas, incomparáveis com cidades menores como Rio de Janeiro e Porto Alegre. A primeira vigência de uma central no Estado foi lembrada entre eles pela corrupção e pelos reais interesses do Tribunal de Justiça que criaram cargos sem lei. Daí a AOJESP ter impetrado Mandado de Segurança e ter derrubado a Central, lembrou Yvone. O corte nas diligências foi bastante criticado o reembolso é de natureza é indenizatória, quando o mapa dá uma média de R$ 600, não reembolsa as despesas com um carro 1.0, seria, no mínimo R$ 800 (...) A Corregedoria com esse método de reembolso está provocando uma redução de vencimentos, afirmou Yvone. A Entidade defende a equiparação do criminal com o Cível, eu não entendo porque vocês que trabalham no criminal ainda não pararam, questionou a presidente. Essa situação é uma das que a AOJESP espera resolver. Oficiais do Forum João Mendes debatem Central de Mandados A diretoria da AOJESP e os Oficiais de Justiça lotados no Forum João Mendes se encontraram no Espaço Habeas Corpus para discutir as diligências e a central de mandados. O objetivo da Entidade foi ouvir o que os colegas têm para acrescentar à recente reunião conjunta realizada entre a Corregedoria, a Presidência do Tribunal e a AOJESP. A presidente da Entidade fez uma longa explanação sobre o resultado de reuniões passadas e alguns boatos que estão surgindo sobre a Central de Mandados. Um dos colegas presentes suscitou a política privatizante, como um dos motivos pelos quais estariam querendo implantar uma Central em São Paulo. Segundo ele, a economia que eles estão fazendo pôde ser observada quando eles tiraram os as-

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