CADERNO DE PROTEÇÕES COLETIVAS

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1 Quando edificares uma casa nova, farás um parapeito, no eirado, para que não ponhas culpa de sangue na tua casa, se alguém de algum modo cair dela. Moisés (1473 A.C.). Deuteronômio 22.8 CADERNO DE PROTEÇÕES COLETIVAS

2 MANUAL Página 1/49 Histórico Data Revisão Modificação 18/08/14 0 Emissão Inicial.

3 MANUAL Página 2/49 INTRODUÇÃO Este Caderno de Proteções Coletivas foi desenvolvido para auxiliar principalmente os profissionais que constroem os equipamentos provisórios de uma obra. Escadas, guarda-corpos, linhas de vida, etc., se não construídos de forma adequada, podem vir a ser mais um risco. Dentre seus objetivos principais está o de enfatizar a real importância do correto dimensionamento das proteções coletivas e proporcionar, à empresa e seus profissionais, o entendimento e padronização de uma metodologia para o cálculo de tais proteções. ÍNDICE Pág. Escadas, Rampas, Passarelas e Guarda-corpos Classificação Escada Rampa Passarela Tubular Escada de uso individual Escada de eletricista Escada vertical Guarda-corpo Guarda-corpo e escada para acesso a caminhões Guarda-corpo para uso geral (tabelas) Andaimes Andaimes tubulares industriais Andaimes tubulares simplesmente apoiados Andaimes tubulares de encaixes multidirecionais Sistema Multicrab Andaimes de Formas autoportantes e trepantes Linhas de ida Linhas de vida horizontais em cabos de aço Memorial de calculo para linha de vida em cabos de aço Montagem de Laços em cabo de aço Tabelas práticas de linhas de vida em cabo de aço Linhas de vida horizontais em cordas Outros exemplos de proteções coletivas comercializados Extintores de Incêndio portáteis Proteção para Serra Circular de carpintaria Proteção para vergalhões Sinalização... 43

4 MANUAL Página 3/49 1. Escadas, Rampas, Passarelas e Guarda-corpos Riscos mais frequentes O principal risco de acidente no uso de escadas decorre de quedas. Estas podem ser provocadas pelos seguintes fatores, entre outros: Dimensionamento incorreto dos degraus; Existência de graxos e líquidos nos degraus; Tropeções nos degraus; Falta de sinalização; Falta de guarda-corpo; Rompimento de degraus, pelo uso de material de baixa resistência; Obstrução da passagem pela presença de objetos nos degraus; Perda de equilíbrio provocado pela desproporção entre o espaçamento dos degraus e o ritmo do movimento do usuário; Inclinação inadequada. Outros riscos são consequência de: Manutenção deficiente; Falta de utilização de equipamentos de proteção individual; Presença de rebarbas de madeira no guarda-corpo; Uso inapropriado; Falta de inspeção permanente; Ruptura de superfície por sobrecarga; Queda de ferramentas em níveis inferiores; Escadas de madeira pintada, encobrindo as rachaduras. De todo modo, a existência de escadas emendadas, amarradas, ou seja, inseguras e perigosas é reflexo da falta de visão e conhecimento das pessoas que administram a obra quanto às normas regulamentadoras de segurança do trabalho. A conscientização dessas pessoas é, portanto, fator primordial para a redução de acidentes. Escadas provisórias de uso coletivo O ângulo de inclinação de uma escada é determinado pela profundidade dos degraus e altura dos espelhos. Nas escadas de uso coletivo, a profundidade de cada degrau deve situar-se entre 0,25m e 0,30m e a altura do espelho, entre 0,15m e 0,18m. tais dimensões situam o ângulo de inclinação entre 27º e 35º (Figura 01). A cada 2,90m de altura, a escada deve ser dotada de um patamar intermediário que deve ter a mesma largura da escada. No dimensionamento das escadas provisórias de uso coletivo deve ser considerado o fluxo de trabalhadores, conforme tabela a seguir.

5 MANUAL Página 4/49 Número de Trabalhadores Largura Mínima Até 45 0,80m De 45 a 90 1,20m De 91 a 135 1,50m É também importante verificar a altura para a passagem das pessoas em todos os pontos da escada. O espaço livre vertical não deve ser menor que 2,25m. A distância entre patamares intermediários não deve exceder 16 degraus (espelho de 0,8m) ou 19 degraus (espelho de 0,15m). Escadas, Rampas e Passarelas Numa obra é frequente que o transito de pessoas. equipamentos e materiais entre diferentes pontos de trabalho deve ser feito atravessando superfícies de passagem (escadas, rampas e passarelas). Usam-se para isso, tantos as estruturas permanentes de edificações como outras, instaladas provisoriamente. A NR 18 dedica o item especificamente às condições que devem governar o uso de superfícies de passagem provisórias. Elas podem ser classificadas conforme seu ângulo de inclinação com respeito à horizontal (ver figura abaixo)

6 MANUAL Página 5/49 Figura 01

7 MANUAL Página 6/49 Figura 02 Rampa de uso coletivo

8 MANUAL Página 7/49 Figura 03 Passarela tubular

9 MANUAL Página 8/49 Figura 04 Escada de uso individual

10 MANUAL Página 9/49 Figura 05 Escada de Fibra (para eletricista) Pés de Borracha antiderrapante e isolante ou de Alumínio

11 MANUAL Página 10/49 Figura 06 Escada Vertical

12 MANUAL Página 11/49

13 MANUAL Página 12/49

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16 MANUAL Página 15/49 Figura 07 Guarda-corpo em barras CA50 Figura 08 Guarda-corpo tubular Obs.: Ambos suportam esforço horizontal de 150 Kg Medidas em centímetros

17 MANUAL Página 16/49 Figura 09 Guarda-corpo em madeira Obs.: Suporta esforço horizontal de 150 Kg Medidas em centímetros

18 MANUAL Página 17/49 Figura 10 Guarda-corpo tubular para fixação em carrocerias de caminhão

19 MANUAL Página 18/49 Figura 11 Escada para acesso a caminhões Medidas em milímetros

20 MANUAL Página 19/49 Figura 12 Guarda-corpo e Escada para acesso a caminhões

21 MANUAL Página 20/49 Figura 13 Guarda-corpo para uso geral simplesmente apoiado (muito apropriado para terraplenagem) Vista Frontal Perspectiva Nota Suporta esforço horizontal de 80 Kgf/m Modelo de Dimensionamento de um Sistema de Guarda-Corpo - FUNDACENTRO Seguem Tabelas de Dimensionamento

22 MANUAL Página 21/49

23 MANUAL Página 22/49 Dimensionamento dos Montantes De acordo com a NR 18: Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção, os guarda-corpos serão compostos por travessa superior a 1,20 m, travessa intermediária a 0,70 m e rodapé de 0,20 m, além do fechamento com tela.

24 MANUAL Página 23/49

25 MANUAL Página 24/49 2. Andaimes O andaime, após montado, deve atender aos seguintes requisitos: Deve ser projetado para resistir às solicitações a que está submetido. Em andaimes metálicos, os montantes devem ter espessura de parede mínima igual a 2,65 mm e diâmetro mínimo de 42,20 mm (NBR 6494). Dispor de sistema de guarda-corpo e rodapé de proteção em todo o seu perímetro. Deve ficar perfeitamente na vertical, sendo necessária para terrenos irregulares, a utilização de placa de base ajustável (macaco). Para torres de andaime com altura superior a quatro vezes a menor dimensão da base de apoio é obrigatória sua fixação em estrutura firme que apresente resistência suficiente e não comprometa o perfeito funcionamento da unidade. Quando não for possível, a torre deve ser estaiada. A plataforma de trabalho dos andaimes deve ter forração completa, antiderrapante, ser nivelada e fixada de modo seguro e resistente. Os pisos da plataforma de trabalho não podem ultrapassar em 25 centímetros as laterais dos andaimes. Não é permitido nenhum tipo de frestas nos pisos, que ocasionem queda de ferramentas, tropeções ou torções. O vão máximo permitido entre as pranchas deve ser de 2 centímetros. Se houver necessidade de sobrepor um piso no outro no sentido longitudinal do mesmo, esta sobreposição deverá ser de, no mínimo, 20 centímetros e só pode ser feita nos pontos de apoio. As plataformas de trabalho dos andaimes coletivos devem possuir uma largura mínima de 90 centímetros. As plataformas de trabalho dos andaimes individuais devem possuir largura mínima de 60 centímetros. Possuir escada de acesso à plataforma de trabalho com gaiola ou trava-queda (para andaime com altura superior a 2 metros). Andaimes sobre rodízio só podem ser montados em áreas com piso firme e nivelados com possibilidade de livre deslocamento. Os andaimes sobre rodízio não podem ter mais do que 5 metros de altura até o guarda-corpo da última plataforma. Todos os rodízios do andaime devem possuir travas e estar em perfeitas condições de uso, para evitar que o andaime se movimente quando da sua utilização. Devem ser tomadas precauções especiais quando da montagem, desmontagem e movimentação de andaime próximo a circuitos e equipamento elétricos.

26 MANUAL Página 25/49 Figura 14 Andaimes tubulares industriais Figura 15 Andaimes tubulares simplesmente apoiados

27 MANUAL Página 26/49 Figura 16 Andaimes tubulares de encaixes multidirecionais

28 MANUAL Página 27/49

29 MANUAL Página 28/49 Figura 17 Andaimes de Formas autoportantes e trepantes

30 MANUAL Página 29/49 3. Linhas de vida Principais fatores de risco de acidente Os principais fatores de risco de acidente na utilização das linhas de vida estão associados às situações seguintes: Queda em altura devido ao rompimento do cabo (mau estado de conservação das ferragens ou das costuras); Choque com objetos quando se progride numa linha vertical; Eletrização ou eletrocussão na vizinhança de instalações em tensão. Regras de segurança Utilização: Olhar para cima antes de progredir numa linha de vida temporária; Não usar as linhas de vida para elevar cargas ou rebocar viaturas; Formar adequadamente todos os trabalhadores sobre as regras de montagem e utilização. Manutenção dos cabos de aço: Inspecionar, antes de cada uso, o cabo de aço com a finalidade de detectar a existência das seguintes deficiências: - Formação de nó fechado resultante do seu mau manuseamento; - Número de arames rompidos, os quais não podem ser 3 numa única perna; - Existência de corrosão na galvanização; - Qualquer outro defeito que possa ser considerado grave. Afastar os cabos de aço de produtos químicos nocivos (ácidos), abrasivos e cantos afiados. Armazenar os cabos de aço em local seco, por meio de carretel, para fácil manuseio, sem torção estrutural. Manutenção das cordas: Protegê-las dos cantos afiados e do piso das obras; Evitar pisar a corda com sapatos impregnados de areia ou pó; Armazenar a corda em carretel, em local seco, à sombra e devidamente afastada de fontes de calor, produtos químicos, abrasivos ou cortantes; Não usar detergente na sua lavagem, mas apenas sabão neutro com temperatura a 30ºC Pontos de ancoragem São tantas as variáveis em uma obra, que não é viável uma receita para a determinação e dimensionamento dos pontos necessários para as ancoragens de linhas de vida, redes de proteção, ou quaisquer proteções coletivas que os necessitem. Conforme a NR 18, um ponto de ancoragem unitário deve suportar uma carga pontual de Kgf (hum mil e quinhentos quilogramas força) ou 14,71 KN (quilonewtons) e ser constituído de material resistente às intempéries, como aço inoxidável ou material de características equivalentes.

31 MANUAL Página 30/49 Alguns modelos de pontos de ancoragem móveis: Tipo Pinça Tipo Cinta Tipo Cinta Tipo Cabo Tipo Placa Tipo Abraçadeira Para inserção em concreto Tipo Gancho Vara de manobra 2.2. Linhas de vida horizontais em cabos de aço

32 MANUAL Página 31/49

33 MANUAL Página 32/49 Figura 18 Montagem de Laços em cabo de aço

34 MANUAL Página 33/49

35 MANUAL Página 34/49

36 MANUAL Página 35/49

37 MANUAL Página 36/49

38 MANUAL Página 37/49

39 MANUAL Página 38/ Linhas de vida horizontais em cordas Os princípios para cálculos das linhas de vida construídas com cordas industriais é a mesma utilizada para cabos de aço, mas como, proporcionalmente, as resistências das cordas são muito menores que as dos cabos de aço (tabelas abaixo), é muito comum (e mais segura) a aquisição de Kits já dimensionados e com limite para o número de trabalhadores engatados. As cordas são mais usadas na confecção de linhas de vida provisórias (com grande aplicação na construção civil de infraestruturas). Para esta utilização, é mais recomendada (fabricada para..) a corda de Poliamida (Nylon) trançada e com alma.

40 MANUAL Página 39/49 4. Outros exemplos de proteções coletivas comercializados 4.1. Extintores de Incêndio portáteis A utilização de extintores portáteis contra incêndios deve ser realizada conforme as classes de fogo e sob treinamento de capacitação para tal.

41 MANUAL Página 40/ Proteção para Serra Circular de carpintaria

42 MANUAL Página 41/ Proteção para vergalhões

43 MANUAL Página 42/ Sinalização

44 MANUAL Página 43/49

45 MANUAL Página 44/49

46 MANUAL Página 45/49

47 MANUAL Página 46/49

48 MANUAL Página 47/49

49 MANUAL Página 48/49

50 MANUAL Página 49/49 ESTACIONE DE RÉ ESTACIONAMENTO PARA VISITANTES xxxxxxxxx

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