SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO



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Transcrição:

MÓDULO 11 SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO 11.4 PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO/VESTIÁRIOS/ REFEITÓRIOS

DEPARTAMENTO DE PESSOAL MANUAL DE PROCEDIMENTOS SUMÁRIO ASSUNTO PÁGINA 11.4. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO/VESTIÁRIOS/REFEITÓRIOS... 3 11.4.1. INTRODUÇÃO... 3 11.4.2. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO... 3 11.4.2.1. SAÍDAS DO LOCAL DE TRABALHO... 3 11.4.2.1.1. Portas... 3 11.4.2.1.2. Escadas... 3 11.4.2.1.3. Exercícios de Alerta... 3 11.4.2.2. EXTINTORES DE INCÊNDIO... 4 11.4.2.2.1. Localização... 4 11.4.2.2.2. Colocação... 4 11.4.2.2.3. Sinalização... 4 11.4.2.2.4. Classes de Fogo... 4 11.4.2.2.5. Tipos de Extintores... 4 11.4.2.2.6. Número Mínimo de Extintores... 6 11.4.2.2.7. Inspeção dos Extintores... 6 11.4.2.2.8. Controle de Inspeção... 6 11.4.2.2.9. Recarga dos Extintores... 6 11.4.3. VESTIÁRIOS... 6 11.4.3.1. ATIVIDADES DISPENSADAS... 6 11.4.3.2. LOCALIZAÇÃO DO VESTIÁRIO... 6 11.4.3.3. CARACTERÍSTICAS DO VESTIÁRIO... 6 11.4.3.4. ARMÁRIOS... 7 11.4.3.5. ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES... 7 11.4.3.6. PROIBIÇÃO... 7 11.4.4. REFEITÓRIO... 7 11.4.4.1. OBRIGATORIEDADE... 7 11.4.4.2. REQUISITOS PARA INSTALAÇÃO DO REFEITÓRIO... 7 11.4.4.3. ESTABELECIMENTO COM MAIS DE 30 A 300 EMPREGADOS... 8 11.4.4.4. ESTABELECIMENTO COM 30 OU MENOS EMPREGADOS... 8 11.4.4.5. FRENTE DE TRABALHO... 8 11.4.4.6. ESTABELECIMENTO DISPENSADO DE MANTER LOCAL PARA REFEIÇÃO... 8 11.4.4.7. CASOS EXCEPCIONAIS... 8 11.4.4.8. CONTRATAÇÃO DE TERCEIROS... 8 11.4.4.9. TRABALHADOR QUE TRAZ SUA REFEIÇÃO... 9 2 FASCÍCULO 11.4

MANUAL DE PROCEDIMENTOS DEPARTAMENTO DE PESSOAL 11.4. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO/VESTIÁRIOS/ REFEITÓRIOS 11.4.1. INTRODUÇÃO Visando à segurança, higiene e conforto dos empregados, a legislação determina que as empresas mantenham locais apropriados para troca de roupa e para realização de refeições, bem como mantenha no local de trabalho todas as condições necessárias à proteção contra incêndio. 11.4.2. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO Para que sejam minimizados os riscos a que os empregados ficam expostos no caso de incêndio, todas as empresas deverão possuir: a) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, em caso de incêndio; b) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início; c) pessoas treinadas no uso correto desses equipamentos. 11.4.2.1. SAÍDAS DO LOCAL DE TRABALHO Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que os empregados que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência. A largura mínima das aberturas de saídas deve ter 1,20m. O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho. Quando não for possível acesso imediato às saídas, deverão existir, em caráter permanente e completamente desobstruídos, circulações internas ou corredores de acesso contínuos e seguros, com largura mínima de 1,20m. Se não for possível atingir, diretamente, as portas de saída, deverão existir, em caráter permanente, vias de passagem ou corredores, com largura mínima de 1,20m, sempre rigorosamente desobstruídos. As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída. As saídas devem ser dispostas de tal forma que entre elas e qualquer local de trabalho não se tenha de percorrer distância maior que 15 metros nos de riscos grandes e, 30 metros no de risco médio ou pequeno. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus e as passagem devem ser bem iluminadas. As escadas em espiral, de mão ou externas de madeira, não serão consideradas partes de uma saída. 11.4.2.1.1. Portas As portas verticais, as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas. Todas as portas de batente, tanto as de saída como as de comunicações internas, devem abrir no sentido da saída e situar-se de tal modo que, ao se abrirem, não impeçam as vias de passagem. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas. É proibido qualquer obstáculo, mesmo ocasional, que entrave o acesso ou a vista da porta. Nenhuma porta de entrada, ou saída, ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho, deve ser fechada a chave, a ferrolho, ou presa durante as horas de trabalho. Durante as horas de trabalho poderão ser fechadas com dispositivos de segurança, que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento, ou do local de trabalho. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo, fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos dois lados. 11.4.2.1.2. Escadas Todas as escadas, plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo. 11.4.2.1.3. Exercícios de Alerta Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio. FASCÍCULO 11.4 3

DEPARTAMENTO DE PESSOAL MANUAL DE PROCEDIMENTOS Os exercícios deverão ser realizados sob direção de um grupo de pessoas, capazes de prepará-los e dirigi-los, comportando um chefe e ajudantes em número necessário, segundo as características do estabelecimento. Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente, objetivando que: a) o pessoal grave o significado do sinal de alarme; b) a evacuação do local se faça em boa ordem; c) seja evitado qualquer pânico; d) sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados; e) seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas. 11.4.2.2. EXTINTORES DE INCÊNDIO Todos os estabelecimentos ou locais de trabalho devem ser providos de extintores de incêndio portáteis, que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), para combater princípio de incêndio. 11.4.2.2.1. Localização A localização dos extintores de incêndio deve obedecer aos seguintes princípios: a) a probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso deve ser a mínima possível; b) boa visibilidade, para que os operadores fiquem familiarizados com a sua localização; c) os extintores sobre rodas devem ter livre acesso a qualquer ponto da área a proteger. 11.4.2.2.2. Colocação Os extintores de incêndio devem ter sua parte superior a uma altura de até 1,60m acima do piso. Os baldes não podem ter seus rebordos a menos de 0,60m nem a mais de 1,50m acima do piso. Os extintores de incêndio não devem ser colocados nas paredes de escadas, tampouco ser encobertos por pilhas de materiais. 11.4.2.2.3. Sinalização Os locais destinados à colocação dos extintores devem ser assinalados por circulo vermelho ou por uma seta larga, vermelha, com bordas amarelas. No piso localizado abaixo do extintor deve ser pintada, em vermelho, uma área de um metro quadrado, a qual não pode ser obstruída de forma alguma. 11.4.2.2.4. Classes de Fogo Para facilitar a utilização dos extintores, os incêndios são divididos em quatro classes: CLASSE A Fogo em materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade, e que deixarem resíduos, tais como tecidos, madeiras, papel, fibras e similares. CLASSE B Fogo em inflamáveis, ou seja, em produtos que queimam somente em sua superfície, não deixando resíduos, tais como óleos, graxas, vernizes, tintas, gasolina, gás e similares. CLASSE C Fogo em equipamentos elétricos energizados, como motores, transformadores, aparelhos de ar-condicionado, quadros de distribuição, fios e similares. CLASSE D Fogo em elementos pirofóricos e suas ligas, como magnésio, zircônio, titânio, alumínio, dentre outros. 11.4.2.2.5. Tipos de Extintores Identificado o material a proteger, o tipo de extintor deve ser determinado obedecendo-se o seguinte: a) Extintores Tipo Espuma Devem ser usados nos fogos das Classes A e B ; b) Extintores Tipo Dióxido de Carbono Usados, preferencialmente, nos fogos Classes B e C, também podem ser utilizados nos fogos de Classe A, em seu início; c) Extintores Tipo Pó Químico Seco Devem ser utilizados, preferencialmente, nos fogos das Classes B e C. Nos incêndios Classes B será usado o extintor tipo Pó Químico Seco. Entretanto, o pó químico será especial para cada material; d) Extintores de Água Pressurizada ou de Água-Gás Devem ser utilizados em fogos da Classe A. 4 FASCÍCULO 11.4

MANUAL DE PROCEDIMENTOS DEPARTAMENTO DE PESSOAL Somente serão admitidos outros tipos de extintores portáteis com a prévia autorização da autoridade competente em matéria de segurança do trabalho. No quadro a seguir, apresentamos resumo das classes de incêndio e o respectivo tipo de extintor que deve ser utilizado. Saiba que extintor você deve usar em cada tipo de incêndio. A B C D Saiba que extintor você deve usar em cada tipo de incêndio TIPOS CAPACIDADE Incêndios classe: Materiais de combustão comum, como madeira, papel, tecidos, fibras, etc. Incêndios classe: Líquidos inflamáveis, gasolina, óleos, tintas, solventes, etc. Incêndios classe: Equipamentos elétricos, transformados, motores, subestações, etc. Incêndios classe: Magnésio, Zircônio, Titânio EFEITO FUNCIONAMENTO DOS EXTINTORES MANUAIS ALCANCE DO JATO PÓ QUÍMICO SECO Pressurizado 1,00 6,00 20,00 2,00 8,00 30,00 4,00 12,00 QUILOS SIM! Em casos pequenos; porém excelente para algodão solto. SIM! excelente também para gases liquefeitos. SIM! excelente GÁS CARBÔNICO ÁGUA PRESSURIZADA ESPUMA 2,00 6,00 4,00 10,00 QUILOS SIM! Em casos pequenos, de superfície SIM! excelente 10 LITROS 10 LITROS SIM! bom NÃO! o líquido espalha o fogo SIM! bom SIM! excelente também para geradores NÃO! Condutor de eletricidade SIM! bom quando de superfície NÃO! condutor de eletricidade SIM! NÃO! NÃO! NÃO! Sufocante. Elimina o oxigênio Tirar a trava e apertar o gatilho 3 a 6 metros jato intermitente Sufocante. Esfria e elimina o oxigênio Tirar a trava e apertar o gatilho 1 a 3 metros jato intermitente Penetra, molha e esfria Tirar a trava e apertar o gatilho 12 a 14 metros jato intermitente Cobre e sufoca, eliminando o oxigênio Virar o aparelho com a tampa para baixo 8 a 10 metros RECARGA Após o uso Após o uso Após o uso ANUALMENTE CONTROLE Pelo manômetro Por peso (cada 6 meses) Pelo manômetro PELA DATA FASCÍCULO 11.4 5

DEPARTAMENTO DE PESSOAL MANUAL DE PROCEDIMENTOS 11.4.2.2.6. Número Mínimo de Extintores É obrigatória a instalação de, no mínimo, dois extintores de incêndio por pavimento da empresa, independentemente da área ocupada. A quantidade de extintores em cada empresa deverá ser determinada através de laudo técnico, pois entendemos que somente um profissional habilitado tem condição de determinar o risco de fogo e, conseqüentemente, a quantidade de unidades extintoras adequadas para cada área a ser coberta. 11.4.2.2.7. Inspeção dos Extintores Todos os extintores de incêndio devem ser inspecionados visualmente a cada mês. Nessa inspeção devem ser verificados o aspecto externo do extintor, os lacres, os manômetros e se não estão entupidos os bicos e as válvulas de alívio. 11.4.2.2.8. Controle de Inspeção Os extintores de incêndio devem ter uma ficha de inspeção e uma etiqueta de identificação presas ao seu bojo, com a data em que foi carregado, a data para recarga e o número de identificação. A etiqueta de identificação deve ser protegida convenientemente para que os dados nela constantes não sejam danificados. 11.4.2.2.9. Recarga dos Extintores Os extintores de pressão injetada devem ser pesados semestralmente. No caso de perda de peso além de 10% do peso original do extintor, deverá ser providenciada a sua recarga. Os extintores do tipo espuma devem ser recarregados anualmente. A recarga dos extintores deve ser feita de acordo com as normas técnicas oficiais vigentes no País. 11.4.3. VESTIÁRIOS Em todos os estabelecimentos industriais e naqueles em que a atividade exija troca de roupas ou que seja obrigatório o uso de uniforme ou guarda-pó, deve haver um local apropriado para vestiário, dotado de armários individuais, com separação de sexos. Em casos especiais, poderá a autoridade local competente em matéria de Segurança e Medicina do Trabalho, em decisão fundamentada submetida à homologação do MTb, dispensar a exigência de armários individuais para determinadas atividades. 11.4.3.1. ATIVIDADES DISPENSADAS Nas atividades comerciais, bancárias, securitárias, de escritório e afins, nas quais não haja troca de roupas, não será exigido o vestiário, sendo admitidos gavetas, escaninhos ou cabides, onde os empregados possam guardar ou pendurar seus pertences. 11.4.3.2. LOCALIZAÇÃO DO VESTIÁRIO A localização do vestiário levará em conta a conveniência do empregador, devendo ser respeitada, entretanto, a determinação da autoridade regional competente em Segurança e Medicina do Trabalho. 11.4.3.3. CARACTERÍSTICAS DO VESTIÁRIO A área do vestiário será dimensionada em função de um mínimo de 1,50m 2 para cada empregado. Paredes Suas paredes devem ser construídas em alvenaria de tijolo comum, ou de concreto, e revestidas com material impermeável e lavável. Pisos Os pisos também devem ser impermeáveis e laváveis, em acabamento liso, inclinados para os ralos de escoamento providos de sifões hidráulicos. Devem, também, impedir a entrada de umidade e emanações no vestiário e não apresentar ressaltos e saliências. Cobertura A cobertura do vestiário deve ter estrutura de madeira ou metálica, e as telhas podem ser de barro ou de fibrocimento, devendo possuir telhas translúcidas para melhorar a iluminação natural. 6 FASCÍCULO 11.4

MANUAL DE PROCEDIMENTOS DEPARTAMENTO DE PESSOAL Janelas As janelas devem ter fixos inclinados a 45 graus, com vidros incolores e translúcidos, totalizando uma área correspondente a 1/8 da área do piso. A parte inferior do caixilho da janela deve situar-se, no mínimo, a 1,50m a partir do piso. Iluminação Com o objetivo de manter um iluminamento mínimo de 100 lux, devem ser instaladas lâmpadas incandescentes de 100w/8,00m 2 de área com pé-direito de 3,00m, ou outro tipo de luminária que produza o mesmo efeito. 11.4.3.4. ARMÁRIOS Os armários devem ser essencialmente individuais, podendo ser de aço, madeira ou de qualquer outro material de fácil limpeza, devendo ter aberturas para ventilação ou portas teladas ou serem sobrepostos. A pintura dos mesmos deve ser feita com tinta lavável, ou, quando for o caso, revestidos com fórmica. Os armários devem ter as seguintes dimensões: a) armários de um só compartimento 0,80m de altura por 0,30m de largura e 0,40m de profundidade; b) armários de compartimentos duplos 1,20m de altura por 0,30m de largura e 0,40m de profundidade, com separação ou prateleiras, sendo que um dos compartimentos deve ter a altura de 0,80m, para guardar a roupa de uso comum e o outro compartimento deve ter altura de 0,40m, para guardar a roupa de trabalho, ou, opcionalmente, medir 0,80m de altura por 0,50m de largura e 0,40m de profundidade, com divisão no sentido vertical, de forma que os compartimentos com largura de 0,25m estabeleçam, rigorosamente, o isolamento das roupas de uso comum e de trabalho. 11.4.3.5. ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES Nas atividades e operações insalubres, bem como nas atividades incompatíveis com o asseio corporal, que exponham os empregados a poeiras, produtos graxos e oleosos, os armários serão de compartimentos duplos, com as opções de dimensão mencionadas na letra b do item anterior. 11.4.3.6. PROIBIÇÃO Não será permitida a utilização do vestiário para quaisquer outros fins, ainda que em caráter provisório. As roupas e pertences dos empregados não podem ser encontrados fora dos respectivos armários, sob pena de a empresa ser autuada. 11.4.4. REFEITÓRIO Todas as empresas estão obrigadas a propiciar aos seus empregados condições de conforto e higiene que garantam a realização de refeições adequadas, nos intervalos previstos na jornada de trabalho. É dever da empresa orientar seus empregados sobre a importância das refeições adequadas e dos hábitos alimentares saudáveis. 11.4.4.1. OBRIGATORIEDADE É obrigatória a existência de refeitório nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 empregados, não sendo permitido aos trabalhadores fazer suas refeições em outro local do respectivo estabelecimento. Os refeitórios devem ser instalados em locais apropriados, não podendo se comunicar, diretamente, com os locais de trabalho, instalações sanitárias e locais insalubres ou perigosos, quando for o caso. Não será admitida, ainda que em caráter provisório, a utilização dos refeitórios para depósito ou quaisquer outros fins. 11.4.4.2. REQUISITOS PARA INSTALAÇÃO DO REFEITÓRIO Os estabelecimentos que estiverem obrigados a manter refeitório, para alimentação de seus empregados, devem observar os seguintes requisitos para sua instalação: Dimensões Mínimas O refeitório deve ter uma área de 1,00m 2 por usuário, abrigando, de cada vez, 1/3 do total de empregados por turno de trabalho, sendo este turno o que tem maior número de empregados. A circulação principal deve ter a largura mínima de 75cm, e a circulação entre bancos e parede deve ter a largura mínima de 55cm. Piso O piso deve ser impermeável, revestido de cerâmica, plástico ou outro material lavável. Paredes As paredes serão revestidas com material liso, resistente e impermeável, até a altura de 1,50m. Cobertura A cobertura deve ter estrutura de madeira ou metálica e as telhas podem ser de barro ou fibrocimento. FASCÍCULO 11.4 7

DEPARTAMENTO DE PESSOAL MANUAL DE PROCEDIMENTOS Teto O teto pode ser de laje de concreto, estuque, madeira ou outro material adequado. Iluminação Os refeitórios devem ter rede de iluminação, com fiação protegida por eletrodutos. Devem ser instaladas lâmpadas incandescentes de 150w/6,00m 2 de área, com pé-direito de 3,00m máximo ou outro tipo de luminária que produza o mesmo efeito. A iluminação e a ventilação do refeitório devem estar de acordo com as normas fixadas na legislação federal, estadual ou municipal. Higiene Os refeitórios devem ser providos de lavatórios individuais ou coletivos e pias instalados nas proximidades do refeitório, ou nele próprio, em número suficiente, a critério da autoridade competente em matéria de Segurança e Medicina do Trabalho. Água Potável A água potável, em condições higiênicas, deve ser fornecida em copos individuais ou bebedouros de jato inclinado e guarda-protetora, proibindo-se sua instalação em pias e lavatórios, e o uso de copos coletivos. Mesas e Cadeiras As mesas devem ter tampo liso de material impermeável, e os bancos ou cadeiras mantidos, permanentemente, limpos. 11.4.4.3. ESTABELECIMENTO COM MAIS DE 30 A 300 EMPREGADOS Nos estabelecimentos com mais de 30 até 300 empregados, embora não seja exigido o refeitório, devem ser asseguradas aos trabalhadores condições suficientes de conforto para a ocasião das refeições. Essas condições de conforto devem observar os seguintes requisitos mínimos: a) local adequado para as refeições, fora da área de trabalho; b) piso lavável; c) limpeza, arejamento e boa iluminação; d) mesas e assentos em número correspondente ao de usuários; e) lavatórios e pias instalados nas proximidades ou no próprio local; f) fornecimento de água potável aos empregados; e g) estufa, fogão ou similar, para aquecimento das refeições. 11.4.4.4. ESTABELECIMENTO COM 30 OU MENOS EMPREGADOS Nos estabelecimentos com até 30 empregados, mediante permissão da autoridade competente em matéria de Segurança e Medicina do Trabalho, as refeições poderão ser realizadas nos locais de trabalho, observadas as seguintes condições: a) respeito aos dispositivos legais relativos à Segurança e Medicina do Trabalho; b) haver interrupção das atividades do estabelecimento, nos períodos destinados às refeições; e c) não se tratar de atividades insalubres, perigosas ou incompatíveis com o asseio corporal. 11.4.4.5. FRENTE DE TRABALHO Nos estabelecimentos ou frentes de trabalho com menos de 30 trabalhadores, a critério da autoridade já referida, deverão ser asseguradas aos trabalhadores condições suficientes de conforto para as refeições, em local que atenda aos requisitos de limpeza, arejamento, iluminação e fornecimento de água potável. 11.4.4.6. ESTABELECIMENTO DISPENSADO DE MANTER LOCAL PARA REFEIÇÃO Estão dispensados de manter local apropriado para refeição de seus empregados: a) os estabelecimentos comerciais, bancários e atividades afins, que interromperem suas atividades por duas horas, no período destinado às refeições; e b) os estabelecimentos industriais localizados em cidades do interior, quando a empresa mantiver vila operária ou os operários residirem nas proximidades, de modo que possam realizar suas refeições nas próprias residências. 11.4.4.7. CASOS EXCEPCIONAIS A autoridade competente em matéria de Segurança e Medicina do Trabalho, considerando condições especiais de duração, natureza do trabalho, exigüidade de área, peculiaridades locais e tipo de participação no PAT, poderá dispensar a exigência de refeitório e de local apropriado para refeições para as frentes de trabalho e estabelecimentos com menos de 30 empregados, bem como para os estabelecimentos com mais de 300 empregados. 11.4.4.8. CONTRATAÇÃO DE TERCEIROS Quando a empresa contratar terceiros para a prestação de serviços em seu estabelecimento, deve estender aos respectivos as mesmas condições de higiene e conforto oferecidas aos seus próprios empregados. 8 FASCÍCULO 11.4

MANUAL DE PROCEDIMENTOS DEPARTAMENTO DE PESSOAL 11.4.4.9. TRABALHADOR QUE TRAZ SUA REFEIÇÃO Para o trabalhador que traga sua própria alimentação, a empresa deve garantir condições de conservação e higiene adequadas e meios para o aquecimento em local próximo ao destinado às refeições. Aos trabalhadores rurais e aos ocupados em frentes de trabalho devem ser oferecidos dispositivos térmicos em número suficiente para todos os usuários. As empresas devem fornecer recipientes ou marmitas a serem utilizados pelos trabalhadores, devendo atender às exigências de higiene e conservação, compatíveis com os equipamentos de aquecimento disponíveis. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL: Portaria 6 DSST, de 29-10-91 (Informativo 44/91); Portaria 2 DSST, de 21-1-92 (Informativo 04/92); Portaria 13 SSST, de 17-9-93 (Informativo 38/93); Portaria 3.214 MTb, de 8-6-78 Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho NR-23 e NR-24 (DO-U de 6-7-78). FASCÍCULO 11.4 9