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Transcrição:

INSTRUÇÕES GERAIS O Altar, os assentos e os postos dos Oficiais e as cadeiras para os membros devem ser arrumados de acordo com a Sala Capitular indicada no Diagrama 1. Esta cerimônia é destinada a ser realizada em sessão pública ou secreta, conforme o Capítulo decidir. Poderá ser usada como cerimônia anual para lembrar a morte de todos os membros do Capítulo que faleceram durante o ano ou poderá ser usada para cada Irmão que falecer. É óbvio, que a redação terá de ser mudada para se adaptar à situação, se a Cerimônia for para mais de um Irmão falecido, conforme provavelmente será o caso na maioria das cerimônias. NC: Como a maioria dos Capítulos DeMolays no Brasil se reúne em Templos maçônicos com uma única porta de entrada, como os Templos para o Rito Escocês Antigo e Aceito, tomamos os Diagramas Adaptados do Ritual como padrão para os Diagramas aqui apresentados. CARGOS REQUERIDOS Mestre Conselheiro (); Primeiro Conselheiro (1C); Segundo Conselheiro (2C); Capelão (Cap); Orador (Or); Segundo Diácono (2D); Sete Preceptores (1P, 2P, 3P, 4P, 5P, 6P e 7P); Escrivão (Esc). EQUIPAMENTO NECESSÁRIO Bíblia aberto sobre o Altar; Bíblia sobre a mesa do Orador; Flores diferentes para os Oficiais (ver a seguir); Fitas vermelhas e amarelas sobre o Altar (mas não sobre a Bíblia); Livros escolares sobre o Altar; Malhete para o Mestre Conselheiro.

FLORAIS Cada Oficial terá um ramalhete floral perto de si. Os Conselheiros podem deixar seus ramalhetes em suas mesas. Se for conveniente, cada Preceptor poderá ter um pedestal para colocar seu ramalhete, assim como o Segundo Diácono. Os buquês dos Oficiais são: : Botões de rosa, de qualquer cor; 1C: Rosas totalmente abertas, de qualquer cor; 2C: Sempre-vivas; 2D: Brotos de samambaia bem verdes; 1P: Violetas (Viola odorata); 2P: Lírios brancos (longuiflorum); 3P: Rosas brancas; 4P: Alfinetes ou Gypsis; 5P: Monsenhores amarelos; 6P: Monsenhores brancos; 7P: Rosas vermelhas.

CERIMÔNIA Os Oficiais já devem estar dentro da Sala Capitular e estar posicionados conforme o Diagrama 1. (Levantando-se) Irmãos, todos somos chamados a prestar o último tributo de respeito à memória de um Irmão que já faleceu. Um lugar que era ocupado está agora vago. Uma cadeira que era ocupada está agora vazia. Uma voz muitas vezes ouvida nesse Capítulo está para sempre silenciada aos ouvidos mortais. Uma forma familiar aos nossos olhos jamais será vista nesta terra novamente. Mãos, cujo aperto de auxílio nos alegrava, estão entrelaçadas no descanso eterno. É necessário, portanto, fazer uma pausa em nossos trabalhos e prestar devido tributo à memória de nosso Irmão falecido. Irmão Escrivão, você fará a chamada de nosso Capítulo. O se senta. O Esc procede com a chamada dos membros do Capítulo, chamando somente pelos presentes. A cada presente que for chamado, deve responder Aqui ao Esc. O nome do Irmão falecido é chamado por último por três vezes, sem resposta, havendo uma pausa entre cada chamada. Após a terceira vez, se levanta e diz: Irmãos, nós chamamos o nosso Irmão.... Não há resposta, mas digo que apesar de sua voz estar silenciada pela morte e sua imagem sem forma, mesmo assim ele está aqui. Ele está aqui na eterna lembrança de seus amigos; ele está aqui na triste recordação, que jamais será esquecida; ele está aqui em cada palavra de alegria e de incentivo que ele falou, nos gestos amáveis que praticava, na amizade fraternal irradiada por seus olhos, em seu ardente aperto de mão. Ele está aqui no exemplo de sua vida jovem, leal, pura, reverente e patriótica. Chamamos por seu nome, mas ele não responde. Olhamos para o lugar que ele preenchia, mas ele não está lá. Estendemos-lhe as mãos na antiga saudação, mas elas ficam vazias ao nosso lado. Porém ele pode ser visto com os olhos da fé; e com os ouvidos da fé ele pode ser ouvido; estamos certos de que vamos saudá-lo novamente em um outro mundo. Portanto, em nome dessa fé, afirmo que ele está aqui. Escutem o Orador. O se senta. O Or se levanta, pega a Bíblia em sua mesa e lê o Livro de Eclesiastes, Capítulo 12, versículos 1 a 7. Considerando as nuances entre as traduções bíblicas, o texto é basicamente este:

Or Lembra-te do teu Criador, nos dias da tua adolescência, antes que venham os dias maus e cheguem os anos dos quais dirás: Não sinto neles prazer nenhum ; antes que se obscureçam o sol e a luz, a lua e as estrelas, e tornem a vir as nuvens e depois a chuva; dia em que tremem os guardas da casa, em que se curvam os homens vigorosos e param as mulheres de moer, por serem poucas; e em que perdem o seu brilho as que olham pela janela; quando se fecham as portas que dão para a rua e enfraquece o ruído do moinho; quando se acorda ao cantar do pássaro e emudecem as melodias; então, tem-se medo da subida, tem-se sobressaltos na caminhada, enquanto a amendoeira floresce, o gafanhoto engorda e o fruto da alcaparra estala, enquanto o homem se encaminha à sua casa de eternidade e as carpideiras já se agitam lá fora; antes que se rompa o fio de prata e se parta a taça dourada, e o cântaro quebre na fonte e a roldana arrebente o poço; antes que o pó volte à terra, como era, e que o sopro volte a Deus que o concedeu. ¹ Todos se levantam. Irmão Capelão, você nos guiará em oração. O Cap, conduzido pelo er, vai para diante do Altar pelo lado Sul. Assim que ambos deixarem seus postos, todos os DeMolay Ativos no Oriente, o 1C e o 2C descem ao nível do chão. Os demais presentes no Oriente também podem descer ao nível do Altar. Todas as luzes são diminuídas, exceto a luz do Altar (se houver) e as 7 velas. O er e Cap param diante do Altar. O er dá um passo à frente, em direção ao Norte. Ambos se viram para o Oriente. O Cap dá um passo em direção ao Altar; simultaneamente er dá um passo atrás. DeMolays Ativos, ajoelhem-se sobre o joelho esquerdo. Todos demais permaneçam em pé.

Os DeMolay Ativos se ajoelham quando o Cap se ajoelha, exceto o er. Cap Todos Nosso Pai que estais no Céu, nós Vos agradecemos pela garantia confortadora da fé implantada em nossos corações, sem a qual nós estaríamos tristes como aqueles que não têm esperança. Nós lamentamos a partida de um amigo querido. Sua alma foi para Vós, e Vós sois o amor e a misericórdia sem limites. Nós invocamos o consolo de Vossa graça sobre todos aqueles a quem nosso Irmão era mais chegado, por quem era querido, e especialmente sobre seu círculo familiar agora rompido, suas esperanças alegres não realizadas e seus sonhos de amor não satisfeitos. Rezamos para que Vós nos ajudeis a aprender a lição de uma vida plena, como nosso Irmão viveu entre nós, e que possamos moldar, assim como ele o fez, nossas vidas de acordo com Vossa Santa Vontade. Amém. Amém. Todos se levantam após o Cap. O Cap dá um passo atrás; simultaneamente er dá um passo a frente em direção ao Altar. Ambos se viram para o Norte. Cap dá um passo a frente ficando ao lado do er. O Cap, conduzido pelo er, vai ao seu lugar, passando pelo Norte. O Cap passa na frente do er e vai para seu lugar. Assim que o Cap e o er deixam o Altar, todos os DeMolays Ativos que estavam no Oriente, o 2C e o 1C retornam para seus postos. As Luzes são acesas ao máximo. Todos se sentam, exceto o. Irmãos, as flores têm sido, durante séculos, inesquecíveis símbolos de todas as mais sagradas emoções da alma. Elas são vozes mudas, porém eloquentes, que expressam o que a língua incerta não pode expressar em palavras. Elas são as músicas aromáticas, a poesia fragrante, o retrato em pétalas e a esculturas que saúdam e combinam a beleza de todas as artes, falando o Idioma Universal que os mais cultos e os mais civilizados têm sempre compreendido... As flores praticam seu suave ministério ao lado das camas dos que sofrem, ofuscando as mais intensas angústias. Elas dão a promessa de esperança e felicidade no Altar Sagrado, onde os juramentos do matrimônio são feitos, transmitem milhares de mensagens pela estrada da vida e florescem à beira da sepultura, como emblemas dos jardins que não murcham, mas que crescem no mundo que há de vir. Irmão Segundo Diácono, que tributo você traz ao nosso Altar?

O se senta. O 2D, levando os brotos de samambaia, vai ao lado ocidental do Altar e depõe seu ramalhete sobre o Altar. 2D Sendo o dever de meu cargo abrir a porta de nosso Capítulo àqueles que procuram admissão em nosso círculo, coloco no Altar estes brotos de samambaia, emblemas do imorredouro Capítulo no qual nosso Irmão entrou pela porta aberta da morte. O 2D volta ao seu lugar e se senta. Simultaneamente, o, levando os botões de rosa, vai ao lado ocidental do Altar e depõe seu ramalhete sobre o Altar. Do posto do sol nascente, símbolo do amanhecer da vida, trago esta rosa que está se abrindo e coloco-a no Altar, em sinal da adolescência que se passou nos primeiros anos, quando o orvalho da vida ainda permanecia neles e a promessa escondida ainda estava por se cumprir. O volta ao seu lugar, mas não se senta. Irmão Segundo Conselheiro, que tributo você traz ao nosso Altar? O se senta. O 2C, levando as sempre-vivas, vai ao lado ocidental do Altar e depõe seu ramalhete sobre o Altar. 2C Do posto do sol meridiano, símbolo do meio dia da vida, trago este apanhado de semprevivas e coloco-as no Altar em sinal da adolescência que o nosso Irmão não atingiu, mas que lhe deu tantas promessas abundantes sobre a totalidade da vida madura. O 2C volta ao seu lugar e se senta. Irmão Primeiro Conselheiro, que tributo você traz ao nosso Altar? O 1C, levando as rosas abertas, vai ao lado ocidental do Altar e depõe seu ramalhete sobre o Altar. 1C Do posto do pôr-do-sol, símbolo das vésperas da existência, trago estas rosas totalmente abertas como símbolo do dia eterno que segue a noite da vida. Nosso Irmão viveu bem os anos a ele destinados. Nossa fé acendeu um facho que o guiou sobre as águas escuras da morte, a fé que nos permite vê-lo, através dos olhos da esperança, na margem mais

distante, onde não há crepúsculo ou pôr do sol. O 2C volta ao seu lugar e se senta. As virtudes são as flores no jardim da vida, que lhe dão beleza e fragrância, assim como as fraquezas são as ervas daninhas e os pecados são os espinhos que oferecem sofrimentos e dor. Irmãos Preceptores (os Preceptores se levantam), nosso Irmão usou merecidamente a Coroa da Juventude que vocês lhe confiaram. Que tributo vocês trazem para nosso Altar? O 1P, levando as violetas, vai ao lado ocidental do Altar e depõe seu ramalhete sobre o Altar. 1P Deposito estas violetas de suave afeto sobre o Altar em sinal da devoção filial de nosso Irmão. Ele foi um bom filho e a memória dessa virtude é um dos consolos que aliviarão, com o decorrer do tempo, a tristeza daqueles que lhe foram mais próximos e mais queridos. O 1P volta ao seu lugar e se senta. O 2P, levando os lírios, vai ao lado ocidental do Altar e depõe seu ramalhete sobre o Altar. 2P Coloco estes lírios imaculados da ressurreição sobre o Altar em sinal da reverência que nosso Irmão teve pelas coisas sagradas e sua profunda fé de que os mortos viverão novamente. Sua confiança em Deus era constante; ele amava o companheirismo dos justos e encontrava paz e alegria nos sagrados lugares de adoração. O 2P volta ao seu lugar e se senta. O 3P, levando as rosas brancas, vai ao lado ocidental do Altar e depõe seu ramalhete sobre o Altar. 3P Coloco estas rosas brancas, emblema do cavalheirismo e do escudo sem manchas, sobre o Altar, em sinal da cortesia de nosso Irmão a florescência máxima do caráter humano. Essa virtude realmente cativante aperfeiçoou sua vida e lhe proporcionou uma beleza que é a flor daquele cavalheirismo que hoje medra, como nos dias das antigas campanhas e dos ornamentos de coragem e perícia. A alma dele era mesmo uma alma de cavaleiro, pois tinha a cortesia que assim faz todos aqueles que são bondosos, gentis, pacientes, atenciosos e refinados. O 3P volta ao seu lugar e se senta. O 4P, levando os alfinetes (gypsis), vai ao lado ocidental do Altar e depõe seu

ramalhete sobre o Altar. 4P Coloco estes alfinetes, emblema da memória, sobre o Altar, em sinal do espírito da camaradagem de nosso Irmão. Ele era um amigo leal e Irmão para os membros de nossa Ordem. Seu aperto de mão era forte e verdadeiro e sua camaradagem era digna de nossos preceitos, pois ela se mostrava em todos os seus atos, pensamentos e palavras. Como nosso companheiro, ele será sempre lembrado com tristeza e seu lugar em nosso círculo jamais será completamente preenchido. O 4P volta ao seu lugar e se senta. O 5P, levando os monsenhores amarelos, vai ao lado ocidental do Altar e depõe seu ramalhete sobre o Altar. 5P Coloco estes monsenhores amarelos, símbolo de constância, sobre o Altar, em sinal da fidelidade de nosso Irmão. Ele era verdadeiro, ao pé da letra e do espírito, cuja obrigação ele assumiu diante do Altar para todo voto íntimo do dever. Ele sempre lutava com firmeza para viver à altura do seu conceito de vida correta, e o lema de sua vida bem poderia ter sido Sempre Fidelis ; ele foi sempre fiel a tudo o que lhe era confiado. O 5P volta ao seu lugar e se senta. O 6P, levando os monsenhores brancos, vai ao lado ocidental do Altar e depõe seu ramalhete sobre o Altar. 6P Coloco estes monsenhores brancos sobre o Altar em sinal da pureza de corpo, de coração e da mente de nosso Irmão. Nosso círculo não teve nenhum tipo de pessoa mais admirável, de vida pura, de mente pura e de conversas puras. O 6P volta ao seu lugar e se senta. O 7P, levando as rosas vermelhas, vai ao lado ocidental do Altar e depõe seu ramalhete sobre o Altar. 7P Coloco estas rosas vermelhas da coragem sobre o Altar, em sinal do amor à Pátria que tinha nosso Irmão. Apesar de não ter sido convocado a oferecer sua vida em defesa da Pátria, ele representou o mais alto tipo patriótico brasileiro. A sua bandeira não teve nenhum amante mais devotado, e se dele houvesse precisado, não possuiria mais valente defensor. O 7P volta ao seu lugar e se senta. O vai ao lado ociental do Altar, pelo Sul, e pega as fitas que estão sobre ele.

Irmãos, vocês ouviram os tributos a nosso Irmão falecido e viram as flores simbólicas depositadas sobre o Altar, em sinal de suas virtudes. Agora, eu as ligo entre si com o cordão da lembrança querida. O amarra todos os ramalhetes que estão sobre o Altar com a fita amarela e vermelha da Ordem, formando um único buquê. Deposito estas flores sobre nosso Altar como uma oferta neste templo de coisas sagradas. Esta grinalda de memórias é um penhor que apresentamos aos mortos, para ainda serem verdadeiros aos princípios aos quais eram fiéis, e um voto que fazemos aos vivos a fim de procurar merecimento ao mesmo tributo quando chamados pela morte. Dediquemo-nos e consagremo-nos, em volta deste Capítulo, aos ensinamentos de nossa Ordem. Meus Irmãos do Capítulo..., levantem-se. Os membros do Capítulo se levantam. Todos Deixemos este lugar, fortalecidos com todos os propósitos bons e puros que animam um DeMolay. Estas flores murcharão em poucas horas; a sua fragrância desaparecerá e suas pétalas tornar-se-ão somente poeira perfumada. Elas não passam de símbolos das coisas que vivem para sempre. Tomemos conosco através dos dias e anos futuros as lições que elas nos ensinam. Desse modo, nossas vidas serão um jardim onde as flores passageiras da terra murcharão e se extinguirão. Assim vocês prometem e juram? Eu realmente prometo e juro! O retorna ao seu lugar pelo Norte. Irmãos, coloquemos nossa mão direita sobre o coração em sinal de nossa fidelidade aos princípios aos quais nosso Irmão se dedicou, como símbolo de que ele viverá sempre em nossos corações (todos colocam a mão direita sobre o coração). Nós invocamos a divina misericórdia sobre todos os que o estimavam e saudamos a majestade da morte e a insondável vontade de nosso Pai Celestial. O levanta o braço direito com a mão direita espalmada, em sinal de bênção. Que Deus santifique todas as lições que aprendemos nesta hora. Todos se sentam. Um curto discurso poderá ser feito nesta ocasião pelo Orador ou outra pessoa assim designada.

Isso conclui nossa Cerimônia em memória de nosso Irmão.... Se a Cerimônia foi realizada somente para um Irmão, as flores devem ser dadas à mãe, se ela estiver presente.

DIAGRAMA 1 SALA CAPITULAR