Curso de Linguagem C



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system("pause"); //Envia comando para o sistema operacional solicitando parada de execução do programa } //limitador do corpo do programa

Transcrição:

Curso de Linguagem C 1

Aula 1 - INTRODUÇÃO...4 AULA 2 - Primeiros Passos...5 O C é "Case Sensitive"...5 Dois Primeiros Programas...6 Introdução às Funções...7 Introdução Básica às Entradas e Saídas... 10 Introdução a Alguns Comandos de Controle de Fluxo... 14 Comentários...18 Palavras Reservadas do C... 17 AULA 3 - VARIÁVEIS, CONSTANTES, OPERADORES E EXPRESSÕES... 18 Nomes de Variáveis... 18 Dicas quanto aos nomes de variáveis...... 18 Os Tipos do C... 18 Declaração e Inicialização de Variáveis... 19 Constantes...23 Operadores Aritméticos e de Atribuição... 23 Operadores Relacionais e Lógicos... 25 - Operadores Lógicos Bit a Bit... 27 Expressões... 28 - Expressões que Podem ser Abreviadas... 28 - Tabela de Precedências do C... 29 Modeladores (Casts)... 30 Aula 4 - ESTRUTURAS DE CONTROLE DE FLUXO... 31 O Comando if... 31 - O Operador?... 34 O Comando switch... 35 O Comando for...38 O Comando while... 39 O Comando do-while... 40 O Comando break... 41 O Comando continue...43 O Comando goto... 43 AULA 5 - MATRIZES E STRINGS... 45 Vetores... 45 Strings... 46 Matrizes... 50 AULA 6 PONTEIROS... 53 Como Funcionam Ponteiros...54 Declarando e Utilizando Ponteiros... 53 Ponteiros e Vetores... 57 Inicializando Ponteiros... 61 Ponteiros para Ponteiros... 62 Cuidados a Serem Tomados ao se Usar Ponteiros... 63 AULA 7 - FUNÇÕES A Função... 64 O Comando return... 64 Protótipos de Funções... 66 O Tipo void... 67 Arquivos-Cabeçalhos... 68 Escopo de Variáveis... 70 Passagem de parâmetros por valor e passagem por referência... 72 Vetores como Argumentos de Funções... 74 Os Argumentos argc e argv... 74 Recursividade... 76 Outras Questões... 76 AULA 8 - DIRETIVAS DE COMPILAÇÃO... 77 As Diretivas de Compilação... 77 A Diretiva include... 77 2

As Diretivas define e undef... 78 As Diretivas ifdef e endif... 80 A Diretiva ifndef... 81 A Diretiva if... 81 A Diretiva else... 81 A Diretiva elif... 82 AULA 9 - ENTRADAS E SAÍDAS PADRONIZADAS Introdução... 83 Lendo e Escrevendo Caracteres... 83 Lendo e Escrevendo Strings... 84 Entrada e Saída Formatada... 85 Abrindo e Fechando um Arquivo... 89 Lendo e Escrevendo Caracteres em Arquivos... 91 Outros Comandos de Acesso a Arquivos... 94 Fluxos Padrão... 98 AULA 10 - Tipos de Dados Avançados... 100 Modificadores de Acesso... 100 Conversão de Tipos... 104 Modificadores de Funções... 105 Ponteiros para Funções... 106 Alocação Dinâmica... 107 Alocação Dinâmica de Vetores e Matrizes... 112 AULA 11 - Tipos de Dados Definidos Pelo Usuário... 115 Estruturas - Primeira parte... 115 Estruturas - Segunda parte... 118 Declaração Union... 122 Enumerações... 123 O Comando sizeof... 124 - O Comando typedef... 125 Uma aplicação de structs: as listas simplesmente encadeadas... 126 3

Aula 1 - INTRODUÇÃO Vamos, neste curso, aprender os conceitos básicos da linguagem de programação C a qual tem se tornado cada dia mais popular, devido à sua versatilidade e ao seu poder. Uma das grandes vantagens do C é que ele possui tanto características de "alto nível" quanto de "baixo nível". Apesar de ser bom, não é pré-requisito do curso um conhecimento anterior de linguagens de programação. É importante uma familiaridade com computadores. O que é importante é que você tenha vontade de aprender, dedicação ao curso e, caso esteja em uma das turmas do curso, acompanhe atentamente as discussões que ocorrem na lista de discussões do curso. O C nasceu na década de 70. Seu inventor, Dennis Ritchie, implementou-o pela primeira vez usando um DEC PDP-11 rodando o sistema operacional UNIX. O C é derivado de uma outra linguagem: o B, criado por Ken Thompson. O B, por sua vez, veio da linguagem BCPL, inventada por Martin Richards. O C é uma linguagem de programação genérica que é utilizada para a criação de programas diversos como processadores de texto, planilhas eletrônicas, sistemas operacionais, programas de comunicação, programas para a automação industrial, gerenciadores de bancos de dados, programas de projeto assistido por computador, programas para a solução de problemas da Engenharia, Física, Química e outras Ciências, etc... É bem provável que o Navegador que você está usando para ler este texto tenha sido escrito em C ou C++. Estudaremos a estrutura do ANSI C, o C padronizado pela ANSI. Veremos ainda algumas funções comuns em compiladores para alguns sistemas operacionais. Quando não houver equivalentes para as funções em outros sistemas, apresentaremos formas alternativas de uso dos comandos. Sugerimos que o aluno realmente use o máximo possível dos exemplos, problemas e exercícios aqui apresentados, gerando os programas executáveis com o seu compilador. Quando utilizamos o compilador aprendemos a lidar com mensagens de aviso, mensagens de erro, bugs, etc. Apenas ler os exemplos não basta. O conhecimento de uma linguagem de programação transcende o conhecimento de estruturas e funções. O C exige, além do domínio da linguagem em si, uma familiaridade com o compilador e experiência em achar "bugs" nos programas. É importante então que o leitor digite, compile e execute os exemplos apresentados. 4

O C é "Case Sensitive" AULA 2 - Primeiros Passos Vamos começar o nosso curso ressaltando um ponto de suma importância: o C é "Case Sensitive", isto é, maiúsculas e minúsculas fazem diferença. Se declarar uma variável com o nome soma ela será diferente de Soma, SOMA, SoMa ou soma. Da mesma maneira, os comandos do C if e for, por exemplo, só podem ser escritos em minúsculas pois senão o compilador não irá interpretá-los como sendo comandos, mas sim como variáveis. Dois Primeiros Programas Vejamos um primeiro programa em C: #include <stdio.h> /* Um Primeiro Programa */ int main () { printf ("Ola! Eu estou vivo!\n"); return(0); } Compilando e executando este programa você verá que ele coloca a mensagem Ola! Eu estou vivo! na tela. Vamos analisar o programa por partes. A linha #include <stdio.h> diz ao compilador que ele deve incluir o arquivo-cabeçalho stdio.h. Neste arquivo existem declarações de funções úteis para entrada e saída de dados (std = standard, padrão em inglês; io = Input/Output, entrada e saída ==> stdio = Entrada e saída padronizadas). Toda vez que você quiser usar uma destas funções deve-se incluir este comando. O C possui diversos Arquivos-cabeçalho. Quando fazemos um programa, uma boa idéia é usar comentários que ajudem a elucidar o funcionamento do mesmo. No caso acima temos um comentário: /* Um Primeiro Programa */. O compilador C desconsidera qualquer coisa que esteja começando com /* e terminando com */. Um comentário pode, inclusive, ter mais de uma linha. A linha int main() indica que estamos definindo uma função de nome main. Todos os programas em C têm que ter uma função main, pois é esta função que será chamada quando o programa for executado. O conteúdo da função é delimitado por chaves { }. O código que estiver dentro das chaves será executado seqüencialmente quando a função for chamada. A palavra int indica que esta função retorna um inteiro. O que significa este retorno será visto posteriormente, quando estudarmos um pouco mais detalhadamente as funções do C. A última linha do programa, return(0);, indica o número inteiro que está sendo retornado pela função, no caso o número 0. 5

A única coisa que o programa realmente faz é chamar a função printf(), passando a string (uma string é uma seqüência de caracteres, como veremos brevemente) "Ola! Eu estou vivo!\n" como argumento. É por causa do uso da função printf() pelo programa que devemos incluir o arquivo- cabeçalho stdio.h. A função printf() neste caso irá apenas colocar a string na tela do computador. O \n é uma constante chamada de constante barra invertida. No caso, o \n é a constante barra invertida de "new line" e ele é interpretado como um comando de mudança de linha, isto é, após imprimir Ola! Eu estou vivo! o cursor passará para a próxima linha. É importante observar também que os comandos do C terminam com ;. Podemos agora tentar um programa mais complicado: #include <stdio.h> int main () { int Dias; /* Declaracao de Variaveis */ float Anos; printf ("Entre com o número de dias: "); /* Entrada de Dados */ scanf ("%d",&dias); Anos=Dias/365.25; /* Conversao Dias->Anos */ printf ("\n\n%d dias equivalem a %f anos.\n",dias,anos); return(0); } Vamos entender como o programa acima funciona. São declaradas duas variáveis chamadas Dias e Anos. A primeira é um int (inteiro) e a segunda um float (ponto flutuante). As variáveis declaradas como ponto flutuante existem para armazenar números que possuem casas decimais, como 5,1497. É feita então uma chamada à função printf(), que coloca uma mensagem na tela. Queremos agora ler um dado que será fornecido pelo usuário e colocá-lo na variável inteira Dias. Para tanto usamos a função scanf(). A string "%d" diz à função que iremos ler um inteiro. O segundo parâmetro passado à função diz que o dado lido deverá ser armazenado na variável Dias. É importante ressaltar a necessidade de se colocar um & antes do nome da variável a ser lida quando se usa a função scanf(). O motivo disto só ficará claro mais tarde. Observe que, no C, quando temos mais de um parâmetro para uma função, eles serão separados por vírgula. Temos então uma expressão matemática simples que atribui a Anos o valor de Dias dividido por 365.25 (365.25 é uma constante ponto flutuante 365,25). Como Anos é uma variável float o compilador fará uma conversão automática entre os tipos das variáveis (veremos isto com detalhes mais tarde). A segunda chamada à função printf() tem três argumentos. A string "\n\n%d dias equivalem a %f anos.\n" diz à função para pular duas linhas, colocar um inteiro na tela, colocar a mensagem " dias equivalem a ", colocar um valor float na tela, colocar a mensagem " anos." e pular outra linha. Os outros 6