Roteiro de Áudio. SOM: abertura (Vinheta de abertura do programa Hora do Debate )



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1 Roteiro de Áudio Episódio 1 A língua, a ciência e a produção de efeitos de verdade Programa Hora de Debate. Campanhas de prevenção contra DST: Linguagem em alerta SOM: abertura (Vinheta de abertura do programa Hora do Debate ) MÚSICA: O gosto do Azedo - Rita Lee SOM: Sou o vírus sem cura Sou o HIV que você não vê Você não me vê mas eu vejo você HILDA Olá! Meu nome é Hilda e agora você ouve pela Rádio Unicamp o programa Hora do Debate. E eu sou o Antonio. É um prazer estar com vocês. O nosso tema de hoje será as DSTs. As tais Doenças Sexualmente Transmissíveis. Pois é, será que todo mundo está bem informado sobre o assunto? Temos aqui no nosso estúdio o médico infectologista e professor universitário de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Doutor Paulo Velho.

Roteiro de áudio. Programa: Hora de Debate. Campanhas.../ Monica G. Zoppi Fontana 2 Olá Doutor, seja bem vindo ao nosso programa. Eu gostaria de começar perguntando como o senhor vê o espaço que a mídia concede hoje a discussão da Aids e das DSTs? DR. PAULO: É importante lembrar que a Aids é uma DST, então assim, essa diferença que se faz com a Aids mostra muito do que a mídia faz, quer dizer, a hipervalorização da Aids em detrimento das outras DSTs. O que já traduz uma certa importância não só médica, mas também econômica que a doença traz. A Aids traz renda, as outras DSTs só trazem prejuízo. (...) Lembrar que, na verdade, as indústrias farmacêuticas têm grande lucro com o tratamento da AIDS. A prevenção de DSTs é hoje muito discutida nas escolas e na mídia em geral. Apesar disso as pessoas ainda têm idéias equivocadas em relação à prevenção dessas doenças? DR. PAULO: As pessoas têm, acho que muitos médicos têm e acho que existe um descompasso entre o que é científico e as políticas de saúde nessa área e mesmo o que a mídia acaba promovendo e valorizando. O que o senhor acha das mudanças ocorridas ao longo dos anos nas campanhas de prevenção de DSTs? Elas são adequadas aos diversos momentos de evolução dessas doenças no Brasil? Haveria alguma relação aí?

DR PAULO VELHO Existem fases históricas e evolutivas aí. Na década de 60, uma fase em que houve mudança de padrão de comportamento e uma liberdade sexual maior, trouxe obviamente uma quantidade muito maior de doenças sexualmente transmissível... 3 Então, quando apareceu a Aids houve por conta da preocupação uma mudança de comportamento, por exemplo, dos homossexuais, preocupados porque muitos deles eram expostos e contraiam a doença, então isso levou a uma mudança de comportamento, mas como a imunidade estava baixa a gente teve um aumento da sífilis. Então existem fases e com isso mudanças de prevalência de uma ou outra DST. Mas o certo é que mais recentemente... Inicialmente então nós tivemos uma mudança no comportamento dos homossexuais, a doença passou a comprometer homens bissexuais, homens que depois tinham relação heterossexual, as mulheres. Devido ao grande número de contaminação de DSTs no nosso país, como o senhor acha que deveriam ser as campanhas de prevenção? DR. PAULO: Eu penso que o Ministério da Saúde, junto com o Ministério da Educação, deviam investir mais na formação dos médicos. Acho que essa é uma estratégia que vem sendo pouco valorizada. Depois, me parece que nós precisávamos ir além do que a campanha de usar o preservativo. Acho que além da importância do uso do preservativo, que deve ser, sim, valorizada... Mas eu acho que, porque usar e porque usando isso não é suficiente. Então, acho que a gente

Roteiro de áudio. Programa: Hora de Debate. Campanhas.../ Monica G. Zoppi Fontana precisa dar mais informação do que vem sendo dada. Então acho que a gente precisa dar mais informação do que vem sendo dada. Obrigado Doutor. 4 Logo voltaremos a conversar com o senhor.. E aí, qual a sua opinião sobre as DSTs? Ligue para a gente e dê sua opinião. O nosso telefone é (19) 3289-2121. Ou, se preferir. Mande um e-mail para horadodebate@radiounicamp.com.br No próximo bloco iremos às ruas para saber o que as pessoas pensam sobre essas questões e voltaremos falar com o nosso convidado de hoje. Fique conosco que voltamos já. SOM: Vinheta de encerramento do bloco MÚSICA: Chão de Giz Zé Ramalho SOM: Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de Vênus (...) Quanto ao pano dos confetes já passou meu Carnaval Isso explica por que o sexo é assunto popular Será mesmo que é o sexo é um assunto popular?

5 Será que é? Vamos para as ruas com nossos correspondentes ver o que as pessoas falam sobre o sexo. De São Paulo, é com você Tarsila. Olá Antonio, Hilda. Estou aqui nas ruas de São Paulo e vamos falar um pouquinho sobre sexo. Estou aqui com o Roberto, 50 anos e Cristina, 27. Roberto, você acha que o sexo é um assunto popular? ROBERTO: Eu acho que sim. É bem discutido nas escolas, nas ruas, nos bares. É assunto cotidiano hoje. E você Cristina, acha que o sexo é um tabu hoje em dia? CRISTINA: Não mais. Acredito que há alguns anos atrás falar sobre o assunto seria muito mais um tabu do que nos dias atuais, porém ainda existem o lance de algumas famílias não comentar tão claro, não falar tão claro sobre o assunto. Roberto, você tem filhos? Fala com eles sobre sexo? ROBERTO: Tenho um garoto de 10 anos, já falo com ele sobre sexo e a mãe fala com ele também sobre o assunto.

Roteiro de áudio. Programa: Hora de Debate. Campanhas.../ Monica G. Zoppi Fontana E como você Cristina, como foi na sua família? CRISTINA: Por eu vir de uma família bem mais tradicional, foi um tabu há alguns anos atrás hoje em dia se fala sobre o assunto mais não tão aberto como em outras famílias. Muito obrigada a todos vocês pela participação. Agora aí do estúdio, é com vocês. Muito obrigado Tarsila. Ouvimos aí algumas opiniões. Vamos agora para Recife, com nossa correspondente Clarice. CLARICE: Olá a todos. Estamos aqui nas ruas do Centro de Recife e vamos falar agora com Fernando e com a Márcia. Fernando, você acha que o sexo é um assunto tabu hoje em dia? FERNANDO: Ainda é. Na verdade alguns tópicos sobre sexo ainda são tabu, na verdade não de forma generalizada. Eu acho que quando você conversa simplesmente sobre prevenção acho que já não é tanto tabu assim. Agora em outros aspectos ainda é muito... As pessoas têm muito receio ainda de falar certas coisas sobre sexo, então acho que de uma forma geral ainda tem um tabu muito grande sobre sexo sim Inclusive não é todo lugar que se você conversa sobre sexo e isso já mostra que tem algum tabu aí por trás disso. CLARICE: 6

E com quem você conversa sobre sexo? 7 FERNANDO: Bom, basicamente com amigos. Em relação à família mesmo, não tenho muito esse hábito de conversar não, mas com meus irmãos... Porque, na verdade, meus irmãos têm quase a mesma idade que eu, então, fica mais fácil conversar sobre isso. CLARICE: E você, Márcia, o que acha? É tabu ou não? MARCIA: Não, tabu não. Ele é muito desenvolvido. Na minha opinião. Hoje ta muito aberto, muito dialogo. Os jovens aí estão sabendo o que fazem. CLARICE: Muito obrigada pela participação de vocês. É, aqui em Recife as opiniões são diversas também. Voltamos com vocês aí no estúdio. Muito obrigado Clarice. Ouvimos mais alguns ouvintes, mas afinal, o que você achou Hilda? É popular? É tabu? Bom, parece que as pessoas não acham que hoje em dia seja tabu, mas não sei se é tão popular assim. Acho que a questão ainda é bem polêmica. Já que o assunto está em todos os lugares ele é popular, mas quando a família é tradicional essa popularidade é mascarada e não se fala sobre sexo em casa.

Roteiro de áudio. Programa: Hora de Debate. Campanhas.../ Monica G. Zoppi Fontana É, Hilda, mas eu penso que embora se fale de sexo em todo lugar, como disse um dos entrevistados eu não acho tão simples assim falar sobre esse assunto com qualquer pessoa. Não mesmo. E isso que você acabou de falar me chamou a atenção na fala de uma das entrevistadas. Mas isso o que? Se referir ao sexo como esse assunto. Parece constrangedor para algumas pessoas até dizer a palavra sexo em alto e bom som, e esse silenciamento, acho, que é uma forma de mostrar como o sexo ainda é um tabu na nossa sociedade, embora esteja tão presente na vida das pessoas. Hilda, eu acho que você tem razão. Na mídia esse assunto está sempre presente, mas tem certas coisas que só falamos mesmo com nossos amigos mais íntimos e, às vezes, nem com os nossos parceiros somos capazes de falar abertamente. E se falar de sexo não é fácil, não deve ser nada fácil falarmos de prevenção de DSTs, né? Com certeza. E é isso que veremos no nosso próximo programa. Muito obrigado a todos os nossos ouvintes pela audiência e até lá. 8

Vamos ficando por aqui e até lá, com mais sexo, (risadas), ou melhor, com mais alguns aspectos sobre o tal assunto. (tom de ironia) 9 SOM: vinheta final do programa Roteiro: Mónica Graciela Zoppi Fontana(Coordenadora) Equipe: Heloísa Rutschmann Fonsechi Leandro Rodrigues Alves Diniz