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CENTRO DE CRIADORES DE CANÁRIOS Fundado em 15 de agosto de 1915 Sede própria com Exposição permanente Rua General Belegard 138 - E.Novo - RIO - CEP 20710-003 Site: www.3c.org.br Tel: (0xx21)2581-3649 E-Mail: centrodecriadoresdecanarios@gmail.com DIRETORIA BIÊNIO: 2016 e 2017 PRESIDENTE Wilson Larocca VICE-PRESIDENTE Dalmo Almeida Gimenes DIRETOR TESOUREIRO Raul de Mello Senra Netto DIRETOR TÉCNICO Marcus Vinicius Ribeiro da Silva DIRETOR CANÁRIO DE PORTE Marcelo Azevedo Pereira DIRETOR DE PATRIMÔNIO Nilson Guimarães Carvalho Filho CONSELHO DELIBERATIVO BIÊNIO: 2017-2018 PRESIDENTE Nilson G. Carvalho Filho VICE-PRESIDENTE Jorge Luís Bastos Casado SECRETÁRIO José Pereira da Silva MEMBROS EFETIVOS: 1 - José Luís de Castro Silva 2 - Adelino C. Pena 3 - Jairo Godoy 4 - Luiz Antônio Vieira Santos 5 - Joaquim Moreira Alves 6 - Nilson Carvalho Filho 7 - Jorge Luís Bastos Casado 8 - Carlos de Assis Guimarâes 9 - Diego Wanderley 10 - Gustavo Adolfo de Salles 11 - Cristiano Andrade 12- Cláudio José T. L. Ferreira 13 - José Pereira da Silva Editorial 3C 102 ANOS... No dia 15 de agosto de 2017 o 3C completa 102 anos, com muito orgulho, lutas e glórias. Apesar da crise econômica que assola o País, os sócios, na contramão desse momento difícil, investiram e com isso tivemos o grande prazer de ver a acentuada melhora na qualidade dos canários, tanto de cor quanto de porte. A dedicação e o empenho dos criadores, também, propiciou essa melhoria que ficou demonstrada nos concursos. A Diretoria decidiu que em 2018 teremos a Expo- 100 aberta a sócios de outros clubes. Com isso, teremos o Torneio de Gloster, Fife e Espanhola aberto e também a Expo-100. Esta faltando definir só a logística. Wilson Larocca Presidente do 3C 3
SOCIAL - Cadastro Sócios do 3C ANEL CRIADOR ANEL CRIADOR CA - 0 001 JOSE LUIS CASTRO E SILVA STUD CARIOCA CA - 0 005 JOAQUIM MOREIRA ALVES CRIADOURO MOREIRA CA - 0 022 PAULO FREITAS CA - 0 045 CANARIL DEDO DE DEUS CA - 0 075 JORGE LUIS BASTOS CASADO LIMA JORGE CASADO CA - 0 115 JOSE ALEXANDRE MOREIRA CA - 0 118 ERNANI OLIVEIRA CA - 0 126 ANTONIO ROBERTO G. SILVA CA - 0 130 MARCUS VINICIUS RIBEIRO DA SILVA CA - 0 131 MARCELO VIANNA PESSOA CA - 0 138 ANTONIO CARLOS O CRIADOURO VARANDAS CA - 0 144 ANNA KATARINA T. DE A. CAMPOS ANNA KATARINA CA - 0 146 LUIZ DE SOUZA TAVARES LUIZ TAVARES CA - 0 149 FABIANO DE CARVALHO MARINHO CA - 0 153 MAURO GOMES FERREIRA CA - 0 161 EDUARDO FARINELLI FARINELLI CA - 0 168 AUGUSTO CESAR GUERREIRO LIMA CA - 0 179 JOSE GOUVEA CA - 0 202 SERGIO FONTE NERI CANARIL S & A CA - 0 214 CLEIDI MANZOLILLO MANZOLILLO CA - 0 240 CANARIL CARVALHO CA - 0 243 BARONE CA - 0 251 LUIZ ANTONIO VIEIRA DOS SANTOS CA - 0 264 AMAURY PEREIRA SIMAS STUD ENCANTO CA - 0 290 SÉRGIO NASCIMENTO BREIA BREIA CA - 0 300 LUIS CARLOS BASTOS MATOS LUIZINHO CA - 0 313 MILVIO VICENTE BERTIN CANARIL BERTIN CA - 0 376 JOSE LUIZ DE O. REIS REIS CA - 0 381 ANTONIO CALIL FILHO CA - 0 387 KLAUDIUS DIB DIB CA - 0 391 NILSON GUIMARÃES CARVALHO FILHO CA - 0 392 PAULO ROBERTO BARONE BARONE CA - 0 417 JAIRO GONCALVES GODOY CA - 0 418 CARLOS RODOLFO NOHL CR NOHL CA - 0 419 RINALDO DE SOUZA CA - 0 424 ARNALDO SCHEFFELMEIER CA - 0 427 EDSON ELIAS DA SILVA CA - 0 429 JOSE RIBAMAR LIMA FILHO RIBAMAR CA - 0 436 RODRIGO GUERRA CARVALHEIRA CA - 0 437 JOSE PEREIRA DA SILVA CANARIL NOSSO NINHO CA - 0 439 PAULO ROBERTO REI SOARES PAULO REI CA - 0 440 ARCHIDEMIO C. BITTENCOURT FILHO BITTENCOURT CA - 0 444 AMARILDO JOSE DA SILVA CA - 0 451 ALEXANDRE DA SILVA MACEDO CA - 0 454 ROBERTO LACOMBE MALLEVAL CA - 0 456 RAUL DE MELLO SENRA NETO CANARIL LUAR CA - 0 477 WILLIAM DESTEZ SANTOS CA - 0 478 SILVIO JORGE BAPTISTA FELIPPE CA - 0 498 RENATO BRAZ MARTELOTTE CA - 0 505 ANTONIO CARLOS AZEVEDO CA - 0 507 GEOMARSIL DA SILVA CORTES CA - 0 512 JOÃO GILBERTO GONÇALVES SANTAREM CA - 0 524 CARLOS ALBERTO FARIA DA VEIGA CA - 0 525 PAULO CESAR MAIA MONTEIRO CA - 0 534 CARLOS DE ASSIS GUIMARÃES CA - 0 544 DALMO ALMEIDA GIMENES CA - 0 545 MARCELO AZEVEDO PEREIRA CANARIL MAP CA - 0 547 ANTONIO ALVES BASILIO JR CA - 0 565 ADELINO CORREIA PENA CANARIL PENA DE OURO. DE JORGE - CA - 0 578 WALTER ALVIM BARROS WALTER CA - 0 582 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES SALLES CA - 0 585 WILSON LAROCCA LAROCCA CA - 0 587 SAVIO JANNUZZI FELIX SAVIO CA - 0 597 CLAUDIO JOSE TROCCOLI DE LEMOS FERREIRA CA - 0 603 JOÃO CARLOS MATTOSO SALGADO SALGADO CA - 0 604 JOÃO SILVEIRA LUZ JOÃO CA - 0 607 JOSE MAURO MEDEIROS CA - 0 608 ORLANDO JOSE P. NASCIMENTO CA - 0 609 RICARDO MEANDA GORDO CA - 0 611 GUSTAVO FERREIRA SIMÕES CA - 0 612 PEDRO LUIZ ARAUJO DO REGO BARROS CANARIL BARROS CA - 0 614 ANTONIO CARLOS M GONÇALVES GONÇALVES CA - 0 618 JOSE MAURICIO SOARES HENRIQUE JOSE MAURICIO CA - 0 619 RONALDO MATIAS DE SOUZA CA - 0 623 LEONARDO MOURO DA COSTA CA - 0 631 EDSON RIBEIRO SCHIAVO CA - 0 635 DIEGO ROBERT TRINDADE SOUZA CA - 0 641 FERNANDO B. DOS SANTOS CA - 0 643 REINALDO DE ALMEIDA ALVES REI CA - 0 645 CRISTIANO ANDRADE DA SILVA CA - 0 646 FERNANDO A. ARAUJO CA - 0 647 EVALDO GRINEVALD GRINEVALD CA - 0 648 DIEGO DE SOUZA WANDERLEY CA - 0 655 TIAGO LIMA SARAIVA CA - 0 656 LUIZ PAULO C. CARVALHO CA - 0 658 LUIZ CESAR BARÇANTE BARÇANTE & NABUCO CA - 0 662 MARCOS JOSÉ CARVALHO MOREIRA MARCOS CA - 0 664 EVALDO TEIXEIRA DE CASTRO TEIXEIRA CA - 0 670 MANOEL GONÇALVES MOREIRA MANOEL CA - 0 672 LUIZ CARLOS GARCIA GARCIA - BEBEDOURO AUTOMÁTICO CA - 0 673 CRIADOURO GLOBA CRIADOURO GLOBA CA - 0 675 FERNANDO DE SOUZA CARVALHO CANARIL MAANAIM CA - 0 678 PAULO GONÇALVES DA FONSECA CA - 0 777 LUIZ FERNANDO R. ALBUQUERQUE LUIZ FERNANDO Identifique o Criador Se quiser saber quem é o criador de determinado canário do 3C, anel CA, veja o código do criador no anel e consulte a relação de sócios acima. Muitas vezes, na lista de resultados da FOB, acontece de aparecer somente o número do criador e você fica sem saber quem é ele. Esta relação o ajudará a descobrir o nome do criador. Estes são os sócios proprietários do 3C - Centro de Criadores de Canários. Alguns já faleceram, mas os herdeiros podem solicitar a transferência do título de propriedade e continuar a criação de canários. 4
Índice N 102 em Revista 2017 Canários Coloridos? 25 Criar Frisados Parisienses desafio? (iniciação) 42 Farinha pouca... 19 Fenótipo Estendido 23 A Era da Informática na Canaricultura 22 Linguagem do Canário 38 SOCIAL Concurso DESENHO PARA COLORIR 25 Curso de Canaricultura da FOB/OBJO 2016 47 Fotos da Expo-100 14 Momentos do Grande Concurso - 2017 34 Palestras - 2017 37 Prata da Casa 15 Recordar é VIVER 12 Resultados da EXPO-100 26 Resultados do Grande Concurso 30 Resultados do Torneio de Gloster, Fife e Espanhola 29 Troféus do 3C 44 Sumário 3 - Editorial 8 - A Flauta das Aves 11 - A Cor do Canário 12 - Recordar é VIVER 14 - Fotos da Expo-100 15 - Prata da Casa 19 - Farinha Pouca... 22 - A Era da Informática na Canaricultura 23 - Fenótipo Estendido 25 - Canários Coloridos? 25 - Concurso DESENHO PARA COLORIR 26 - Resultados da EXPO-100 29 - Resultados do Torneio de Gloster, Fife e Espanhola 30 - Resultados do Grande Concurso 34 - Momentos do Grande Concurso - 2017 36 - Canário Persa Rasmi Boland 37 - Palestras - 2017 38 - Linguagem do Canário 41 - Anilhamento 42 - Criar Frisados Parisenses desafio? (iniciação) 44 - Troféus do 3C 45 - Pássaros das Capas 47 - O Canário Passe-partout Clássico 47 - Curso de Canaricultura da FOB/OBJO 2016 49 - Melhor Prevenir... 50 - Moléstia e Cura TRANSCRITO A Cor do Canário 11 A Flauta das Aves 8 Anilhamento 41 Canário Persa Rasmi Boland 36 Melhor Prevenir... 49 Moléstia e Cura 50 Momentos do Grande Concurso - 2017 34 O Canário Passe-partout Clássico 47 Pássaros das Capas 45 Capa: Sanhaçu-de-Fogo - John James Audubon, de domínio público - Fotos: W.Larocca e Daysi Pereira Quadros Editoração: A.Simas - Coordenação: Dalmo Gimenes Impressão: Grafica MEC Editora Ltda. - R.Visc.Sta.Isabel, 420 - Grajau - Rio/RJ - Tiragem:700 exemplares O Centro de Criadores de Canários necessariamente não endossa o teor dos artigos desta Revista, cuja responsabilidade é inteiramente de seus autores. 5
Criador Revelação 3C em 2014 Canário de Cor: Branco, Branco Dominante, Amarelo Intenso e Nevado, Amarelo Mosaico, Amarelo Marfim Mosaico (Linhas de Macho e Fêmea), Lutino Mosaico, Lutino Marfim Mosaico (Linhas de Macho e Fêmea), Ágata Amarelo Mosaico, Ágata Amarelo Marfim Mosaico, Ágata Topázio Amarelo Mosaico, Ágata Topázio Amarelo Marfim Mosaico, Vermelho Intenso e Nevado. E-Mail: canarilnossoninho@gmail.com Telefone: (21) 2425-1138 Celular: (21) 98624-4172 6
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CIENTÍFICO - Fisiologia A Flauta das Aves Publicado originalmente na Revista Brasil Ornitológico 83 A.Simas - (ornitófilo) Mitologia Syrinx (siringe em português), na mitologia grega, era uma das ninfas dos bosques (Hamadríades) da Arcádia desejada por Pã, divindade protetora dos pastores e rebanhos, figura horrenda com tronco de homem, chifres e pernas de bode, filho de Mecúrio com uma cabra que o amamentou. Quando Pã declarou-se apaixonado dizendo: Cedei, formosa ninfa, aos desejos de um deus que pretende tornar-se seu esposo (Ovídeo), Syrinx, para livrar-se de ser possuída, correu para o rio Ladon, seu pai que para protegê-la pediu auxilio às suas irmãs e Syrinx, ao ser abraçada por Pã, foi transformada num pé de junco que emitiu sons doces e melancólicos semelhantes a soluços. Então, desolado, Pã cortou o pé de junco e fez uma flauta, juntando alguns pedaços de caniço, de diferentes tamanhos. Ao tocar a flauta, Pã recorda-se de sua grande paixão. Assim a ninfa Syrinx virou a flauta de Pã. A flauta de Pã Syrinx, a flauta de Pã, é um instrumento musical constituído por um conjunto de tubos fechados numa extremidade, escalonados em tamanho, ligados uns aos outros, em feixe ou lado a lado. A flauta não tem bocal ou boquilha, sendo soprada com o lábio tangenciando as extremidades abertas dos tubos. Os sons são gerados pela vibração do ar na aresta da abertura dos tubos e cada um produz uma nota musical, geralmente numa escala pentatônica. Física Em física, a flauta de Pã é denominada tubo sonoro fechado, podendo calcularse o comprimento acústico do tubo, para cada nota musical, pela fórmula L(ƒ)= v[t]/ 4ƒ onde a velocidade do som v[t] é função 8 Pan & Syrinx - 1617-19 - Peter Paul Rubens e Jan Brueghel the elder da temperatura. O som é um fenômeno físico onde ocorre vibração periódica longitudinal de partículas em um meio. É definido por três parâmetros: 1) Período (duração) tempo de vai e vem em segundos (s) ou milissegundos (ms); 2) Frequência (Hz) número de vezes (ciclos por segundo) que o fenômeno se repete por unidade de tempo; 3) Amplitude ou intensidade (db) valor da pressão (volume), dada pela duração da energia da onda. frequência baixa = som grave frequência alta = som agudo Música Claude Debussy compôs um solo para flauta a que deu o nome de Syrinx. Escrita em 1913, esta música, inspirada no amor de Pã pela ninfa, é indispensável no repertório de qualquer flautista. Um dia, talvez faça parte do repertório de algum pássaro. Instrumentos de sopro Quando classificados pelo meio produtor de som, os instrumentos de sopro podem ser: 1) De embocadura o som é produzido pela vibração dos lábios do executor que controlam a pressão do sopro (berrantes de tropeiros, trombones, trompas e a famosa vuvuzela africana da Copa de 2010); 2) De palhetas o som é produzido por vibração de palhetas dentro da cavidade, provocada pela passagem do ar (clarinetas, saxofones e assemelhados, inclusive gaitas e instrumenembocadura ideal (FARKAS, 1962, P.14) tos de fole como acordeom e órgãos); 3) De arestas o som é produzido pela vibração do ar na aresta de tubos, furos ou lâminas (todas as flautas).
Ornitologia A siringe Atribuiu-se ao órgão vocal das aves o nome de siringe (syrinx em grego), em alusão à metamorfose da ninfa Syrinx que resultou na flauta de Pã. A siringe está localizada no saco aéreo interclavicular, na junção dos brônquios com a traqueia. Existem diferenças anatômicas da siringe nas espécies de aves, desde as mais primitivas como as galliniformes e anseriformes cujas membranas timpaniformes têm pouca mobilidade e grande rigidez muscular até as mais evoluídas capazes de produzir variados cantos. Outras aves, não possuem siringe, sendo incapazes de cantar, embora emitam gritos ensurdecedores. Outras são mudas, como o urubu que apenas bufa. Estas se comunicam de outras formas, seja estalando o bico ou chocalhando as penas. Nas aves primitivas a siringe é um tubo simples revestido por uma membrana periférica, contendo um saco aéreo. Nas de canto mais elaborado sua estrutura é mais complexa, sendo constituída de pares simétricos de membranas timpaniformes externas e internas e musculatura correspondente, formando os lábios da cavidade siríngea. A maior diversidade de aves com órgão vocal superdesenvolvido é da ordem passeriformes, subordem oscinos. Neste grupo estão os fringilídeos, destacando-se o canário (serinus canaria). Estes pássaros têm os elementos da siringe em dobro, ou seja, um conjunto de membranas timpaniformes e sua musculatura para cada tubo bronquial, com controle independente, podendo produzir sons superpostos, denominados duos ou variações conjuntas. A siringe funciona como uma válvula que controla a passagem do ar, cujas membranas (lábios) vibram com a pressão do ar, produzindo sons diferentes pela ressonância no tubo acústico que é a traqueia, em função de seu comprimento e dos parâmetros anteriormente mencionados Possui um par de lábios em cada lado (LL=lábio lateral e LM=lábio médio), que abrem e fecham controlando a passagem do ar correspondente a cada um dos brônquios, coordenando a respiração com a emissão dos sons. Para produzir notas diferentes, regulam a pressão do ar comprimindo os lábios processo análogo à produção de notas musicais nos lábios dos músicos tocadores de instrumentos de sopro de embocadura. AR Controle bilateral da siringe Durante a respiração normal, tanto na inspiração quanto na expiração, os lábios da siringe permanecem na posição de repouso, deixando livre a passagem do ar. Quando o pássaro está cantando, os lábios controlam as demandas vocais e respiratórias do seguinte modo: 1) Na inspiração, os lábios abrem a passagem de ar, facilitando a rápida reposição do ar exalado na vocalização; 9
2) Na expiração, os lábios da direita e esquerda, se comprimem, fechando a passagem do ar, opondo resistência à pressão expiratória subsiringea que tende a abrir os lábios. O equilíbrio entre essas forças (Princípio de Bernoulli) mantém os lábios na posição fonatória para que estes vibrem com a passagem do ar. Registros eletromiográficos durante o canto demonstraram que os músculos siríngeos dorsais e traqueobronquiais desempenham papel importante no fechamento dos lábios enquanto que os músculos siríngeos ventrais são responsáveis basicamente pelo controle da frequência fundamental da oscilação dos lábios (Goller e Suthers 1999). Cada ave usa um modelo motor diferente de vocalização, algumas agrupam as sílabas, produzindo o som em uma única expiração por um dos lados da siringe e um assobio pelo outro lado da siringe, como se fosse som estereofônico, em dois canais independentes. Outras podem alternar o controle e produzir os sons em separado ou simultaneamente, como acompanhamento musical harmônico ou dissonante. Só não conseguem o efeito estereofônico porque a caixa acústica é uma só. A maioria dos pássaros faz essa troca de lado com tamanha precisão que é impossível perceber. Goller e Larsen realizaram observações endoscópicas do movimento dos lábios, durante vocalizações induzidas por estimulação cerebral, em pássaros anestesiados e vocalizações espontâneas, em pássaros não anestesiados. Utilizaram um angioscópio para filmar, sensores óticos de vibração e microtermístores em cada um dos brônquios primários para medir a cadência do fluxo de ar e ao mesmo tempo a pressão da traqueia e da siringe, inclusive gravando os sons produzidos. Estas pesquisas além de comprovar que os lábios médios (LM) e os lábios laterais (LL) da siringe se movem, fechando a passagem do ar dos brônquios e deixando uma estreita abertura que vibra, produzindo som e que as membranas timpaniformes médias (MTM) não interferem na geração dos sons, revelaram, dentre outras surpreendentes descobertas, que o cardeal da Virginia (cardinalis cardinalis) usa o lado esquerdo da siringe para gerar frequências abaixo de 3,5KHz e o lado direito para as frequências mais altas. Já os canários da raça Malinois produzem os sons, usando predominantemente (90%) o lado esquerdo, enquanto que o genuíno Timbrado Espanhol, canto descontinuo (4 sílabas por segundo) tipo silvestre, utiliza ambos os lados da siringe, produzindo sons de amplitude variável e frequência acima de 7KHz, diferente do Malinois que desenvolve seu canto (22 sílabas por segundo) com sons de grande amplitude e frequência fundamentalmente abaixo de 4KHz. Durante o canto, a respiração entre as sílabas nos Malinois se processa pelo lado direito e nos Timbrados por ambos os lados da siringe. O Harzer usa ambos os lados da siringe, produzindo ondas de baixa frequência e de grande amplitude, originando um canto de tom baixo. Conclusão Em contraste com o modelo clássico de produção do som na siringe dos pássaros canoros, onde as membranas timpaniformes médias eram consideradas os elementos principais, esta pesquisa de Goller e Larsen comprovou que as referidas membranas não interferem na produção dos sons. Inclusive, as MTM foram incapacitadas cirurgicamente e os sons continuaram a ser produzidos pelos lábios que, controlando a passagem do ar, desempenham o papel principal na geração dos sons. Esta evidência, do som ser gerado por um mecanismo de vibração e não simplesmente pela vibração do ar numa aresta, elimina a idéia da siringe funcionar como uma flauta. Assim de flauta a siringe só tem o nome e poderia ser enquadrada na classificação de instrumentos de sopro de embocadura. Então, melhor seria dizer que a siringe é a corneta das aves. Além do mais, a configuração vocal observada pode ser semelhante a dos humanos, sugerindo que a geração do som também pode ser similar, apesar das diferenças significativas na anatomia do órgão fonador dos pássaros e dos humanos. Referências: Goller F. e Larsen O.N. 1997 A new mechanism of sound generation in songbirds www.pnas.org/cgi/reprintframed/94/26/14787 Marker P. e Slabbekoorn H. 2004 Nature Music The science of birdsongs Elsevier Academic Press. Slater P.J.B. e Catchpole C. 2008 Birdsong Cambridge University Press. Smith T. 2003 Feathering collision in beating reed simulation 146th ASA Meeting, Austin, TX. Suthers R.A. 2004 Vocal mechanisms in birds and bats Anais da Academia Brasileira de Ciência nº2. Suthers R.A. 2006 Producing songs The vocal apparatus Suthers Laboratory www.indiana.edu/-songbird Tela Pan & Syrinx - cortesia de www.peterpaulrubens.org Vídeo do funcionamento da siringe em www.indiana.edu/-songbird 10
TÉCNICO - Ornitologia A Cor do Canário Márcio Fernandes Juiz OBJO Conforme é do conhecimento geral, a cor do canário é formada basicamente por lipocromo e melaninas. Mas, afinal de contas, o que são lipocromo e melaninas? LIPOCROMOS Os lipocromos são formados por pigmentos chamados carotenóides que podem ser do tipo carotenos e xantofilas. Pelo tipo de lipocromos os canários podem ser: Amarelo e Amarelo Marfim, pela origem dos canários ancestrais; Vermelho e Vermelho Marfim, pela hibridação com o Tarim da Venezuela; Branco e Branco Dominante, pela ausência total de qualquer tipo de lipocromo. Ao contrário, a cantaxantina, que não existe na alimentação normal do canário, tem que ser adicionada. É depositada diretamente nas penas, não formando reservas no organismo. Se o fornecimento for suspenso, as penas em crescimento se tornarão mais claras, daí a necessidade da adição continuada da cantaxantina na alimentação, ao menos durante o período da muda. ALIMENTAÇÃO X DEPÓSITOS DE LIPOCROMOS Sendo os depósitos de lipocromo diretamente influenciados pela alimentação, podemos alterar a cor original do canário, definida por seu patrimônio genético, manipulando a alimentação. Alguns exemplos: As verduras contém pigmentos vegetais, especialmente a zeaxantina, com a forte tendência a dourar nossos canários amarelos, afetando negativamente a qualidade do lipocromo. Quanto mais verde, mais zeaxantina a verdura contém. É interessante ressaltar que, no caso do fator marfim, este efeito é benéfico à cor. Ao invés de dourar o canário amarelo marfim, o excesso de zeaxantina intensifica sua cor. O uso de um lipotrópico, produtos com base em cloreto de colina e metionina, que atue sobre o fígado, acelerando o metabolismo, intensifica a deposição do lipocromo, melhorando a cor. A gema do ovo, o milho amarelo, o gérmen de trigo, a alfafa (muito pouco usado na ração de canários), contém muita zeaxantina, daí provocar os mesmos efeitos que as verduras frescas quando fornecidas em excesso. Os carotenóides competem com a cantaxantina na coloração dos canários vermelhos, daí a recomendação de se evitar rações ricas em outros carotenóides quando da muda de canários desta cor. A luteína é abundante nas sementes MELANINAS Teorias mais modernas reconhecem 3 tipos de melanina: Eumelanina Negra, Eumelanina Marron e Feomelanina. As melaninas são formadas no organismo e depositadas nas penas por processos internos, diretamente ligados à Tirosina, um aminoácido presente no sangue dos canários. A Tirosinase, enzima que participa do processo de oxidação da Tirosina, fabrica uma molécula em forma de oito, que associada à presença da enzima Tirosinase e a intensidade da melanização é diretamente proporcional à quantidade de Tirosina disponível no processo de oxidação. Os processos de polimerização vão determinar a formação da Eumelanina Negra, Eumelanina Marrom e/ou Feomelanina. ALIMENTAÇÃO X DEPÓSITOS DE MELANINA Como o processo de melanização não depende diretamente da alimentação, não há como influenciar diretamente os depósitos. Aditivos comerciais disponíveis no comércio de produtos para canários, que oferecem intensificação da melanização pela sua adição à alimentação foram testados e nenhum resultado significativo foi detectado. É evidente que fornecendo-se alimento que intensifique o brilho da plumagem, por exemplo, esta mostrará melhor as melaninas do canário, bem como seu desenho, tornando-o melhor aos olhos dos apreciadores. Assim a recomendação neste momento é fornecer um teor maior que o normal de lipídeos durante a muda para tornar a plumagem mais sedosa, com mais brilho e assim demonstrar melhor o tipo do canário. Bibliografia: - Le Canari - Précis de Canariculture Maurice Pomarède - Editions du Point Vetérinaire 11
SOCIAL - Documentário Recordar é VIVER 12
Festa de confraternização de 2016 13
EXPO 100 (cor e porte) de 2017 Agradecimentos à todos que colaboraram para o êxito e brilhantismo da Exposição, organizadores, pessoal de apoio, auxiliares e principalmente aos Expositores. 14
HOMENAGEM A JOAQUIM MOREIRA ALVES SOCIAL - Biografia Prata da Casa por André Lomba (Canaricultor) Joaquim Moreira e esposa Sra. Maria Oswaldina Joaquim Moreira Alves nasceu na cidade do Porto, em Portugal, em 13 de outubro de 1934. Em Portugal, torcedor do Futebol Clube do Porto, e no Brasil torcedor do Clube de Regatas Vasco da Gama. Em 1951, Joaquim veio para o Brasil, aos 17 anos de idade. Passou a morar na cidade do Rio de Janeiro, no bairro do Centro, e posteriormente no bairro do Estácio na casa de sua irmã. Membro de uma família de oito irmãos, Joaquim começou a trabalhar no botequim de seu tio, na cidade de Niterói, na década de 1950. Em 1952, veio morar na cidade do Rio de Janeiro, trabalhando no antigo mercado da Praça XV de Novembro. Sendo um amante do ciclismo, Joaquim comprou sua primeira bicicleta e passou a competir pela Associação Atlética Portuguesa, ganhando sua primeira medalha no final de 1952, no circuito da Gávea. Em 1953, ganhou todas as corridas da quarta categoria, subindo para a terceira categoria. Prosseguindo, no mesmo ano Joaquim ganhou todas as corridas, passando para a segunda categoria. Disputando corridas na segunda categoria, ganhou algumas corridas e pontuou em outras, passando para a primeira categoria. Ainda em 1953 concorreu na primeira categoria, disputando duas corridas e fazendo dois segundos lugares. Em 1954 passou a correr pelo Clube de Regatas Vasco da Gama; e foi selecionado pela antiga Federação Carioca de Ciclismo. Participou da primeira corrida por etapas do Rio Grande do Sul à São Paulo, com mais de 140 ciclistas do Brasil e de outros países da América do Sul, tendo obtido o 15 lugar geral e o 5º lugar entre os brasileiros. Em 1955 participou da Volta do Estado do RJ, que saia de Niterói, percorria diversas cidades e chegava ao Vasco da Gama. Foi o melhor carioca na corrida, ficando a cinco segundos do primeiro colocado, quando sofreu um grave acidente na Serra de Friburgo para Teresópolis. Em 1957 participou da Volta de Portugal, não sendo bem sucedido. Em 1956 conheceu aquela que seria sua esposa, a Srta. Maria Oswaldina, e começaram a namorar por correspondência. Regressando ao Brasil, Joaquim decidiu abandonar o ciclismo. Noivou e casou em 1959, com a Sra. Maria Oswaldina. O casal teve três filhos. Para esquecer o ciclismo, um vizinho que criava canários lhe vendeu todo o plantel, inclusive as gaiolas, pela quantia de cinco contos de reis. Joaquim foi assistir a uma exposição na antiga Avicultura Alonso, em 1960, e se apaixonou definitivamente pela canaricultura. Dando início a uma vitoriosa trajetória nos inúmeros torneios que começou a participar. Inicialmente, Joaquim se especializou na criação de canários Frisados Parisienses, ganhando três primeiros lugares e um 2º lugar em 1961, na exposição clássica de Centro de Criadores de Canários, no RJ. Foi um dos fundadores da sede própria do Clube 3 C, no bairro do Engenho Novo no RJ. A partir do ano de 2000, Joaquim vem sendo campeão em inúmeros campeonatos da 3 C, sempre criando canários de porte; chegando a criar todas as raças deste segmento. Foi seis vezes campeão brasileiro. Em 2010, Joaquim ingressou para os quadros da ACCN- Associação dos Criadores de Canários de Niterói. Fui pessoalmente a sua residência levar e preencher a sua ficha de filiação, e também conhecer seu Canaril. Retornei outras vezes ao seu Canaril, ficando sempre impressionado com sua organização e competência técnica. Atualmente Joaquim está se dedicando a criação de sete raças de canários de porte, são elas: Frisado Parisiense, Frisado do Norte, Border, Fiorino, Gloster, Münchener e Lancarshire. Homem de personalidade forte e cativante, Joaquim se tornou uma referência na criação de canários de porte no Brasil. Hoje aos 77 anos de idade, Joaquim Moreira é um dos mais respeitados criadores de porte do Brasil, com uma vida inteira dedicada ao desenvolvimento e a expansão da canaricultura. Transcrito da coluna Expoentes da Canaricultura, publicada na Revista ACCN 2011. 15
de Milvio e Ione Bertin CA-313 CANÁRIOS LINHAS CLARA E ESCURA COM E SEM FATOR Tetra-Campeão do Grande Concurso (2009, 2010, 2011 e 2012) Vice-Campeão de Grande Concurso em 2008 e 2015 Vice-Campeão da Expo-100 em 2009, 2010, 2013 e 2015 Tri-Campeão de Expo-100 (2008,2012 e 2016) Praia de Botafogo, 208/801 Botafogo - Rio de Janeiro Tel.: (21) 2551-8245 e 999604-9757 milvio.vicente@terra.com.br 16
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Farinha TÉCNICO pouca - Biologia... A.Simas (Ornitófilo) Diz o dito popular Farinha pouca, meu pirão primeiro! A escassez ou fartura de alimentos disponíveis influi diretamente na criação de canários e de outros animais, regulando a quantidade de ovos e de filhotes. A atividade reprodutiva, além de exigir dos reprodutores o dispêndio de mais energia do que o normal, também multiplica o consumo de alimentos para garantir a sobrevivência e desenvolvimento da prole. Desta forma, se a oferta de alimentos é pequena, a procriação será prejudicada e os pais percebem isto, reduzindo suas ninhadas para ter êxito na criação dos filhotes. Por incrível que pareça, como consequência da escassez de alimentos, alguns canários podem não aprontar ou deixar de alimentar seus filhotes. Até acontece de as fêmeas reduzirem a quantidade de ovos e de posturas ou simplesmente sequer botarem ovos. Segundo alguns teóricos, os filhotes criados nessas condições pouco favoráveis herdam geneticamente esta informação e, no ano seguinte, na época de reprodução, serão pouco prolíferos, mesmo que a oferta de alimentos seja grande. Outros afirmam que os animais em liberdade têm a capacidade de prever quão satisfatória será a disponibilidade de alimentos na natureza, na próxima estação de cria, fazendo o planejamento familiar, ou seja, dimensionando sua prole em função desta previsão. Outro fator que afeta diretamente na quantidade de filhotes produzidos é a superpopulação ou, como os estudiosos preferem dizer, o apinhamento, o que também está relacionado à disponibilidade de alimentos, pois mesmo que a oferta seja grande, haverá muita disputa no consumo, reduzindo a possibilidade de sobrevivência e, segundo a teoria de Lack, a seleção natural ajustará o tamanho da ninhada de modo a aproveitar ao máximo os recursos existentes. Quando um membro de uma ninhada é mais fraco ou menor do que os demais, incapaz de lutar pelo alimento com tanto vigor quanto os outros, geralmente morre porque os maiores monopolizam o alimento e o menor nem sempre é contemplado, até não abrir mais o bico, deliberadamente ou por estar muito debilitado, vindo a sucumbir. A suposição é que este filhote, devido ao instinto de sobrevivência, deveria continuar lutando até o fim, mas para Dawkins, em sua teoria do Gene Egoísta, ocorre o oposto: Logo que o filhote pequeno torna-se tão fraco que sua expectativa de vida fica reduzida ao ponto no qual o benefício para ele devido ao investimento parental é menor do que metade do benefício que o mesmo investimento poderia, potencialmente, conferir aos outros filhotes, ele deveria morrer voluntária e dignamente. Fazendo-o ele beneficiará seus genes ao máximo. Isto é, um gene que dá a seguinte instrução, Corpo, se você é muito menor do que seus companheiros de ninhada, desista da luta e morra, poderia se tornar bem sucedido no fundo, pois ele tem 50 por cento de probabilidade de estar no corpo de cada irmão salvo, e sua chance de sobreviver no corpo do filhote fraco é, de qualquer forma, muito pequena. Deveria haver um ponto de retorno impossível na carreira de um filhote fraco. Antes de ele atingir esse ponto deveria continuar lutando. Assim que ele o alcança deveria desistir e, de preferência, se deixar comer pelos companheiros de ninhada ou pelos pais. Pode parecer uma atitude altruista, mas na verdade é puro egoismo do gene que prefere sacrificar um ser para beneficiar os demais. Deixar morrer talvez seja o mais natural, porém, contrariando as leis da natureza, o homem intervém, alimentando este filhote à força ou o transferindo para outro ninho, com filhotes do mesmo tamanho ou para uma ama-seca. Até onde esta prática é salutar? Será benigno salvar um filhote fraco, ou estaremos favorecendo a perpetuação um gene deletério? Quando transferido de ninho, o filhote costuma reagir, voltando a lutar pela vida, talvez porque, segundo essa teoria, os genes dos outros filhotes sejam diferentes do seu. Na maioria das vezes, este filhote, condenado à morte, é saudável tanto quanto seus irmãos, apenas teve o azar de nascer depois, geralmente do último ovo que a fêmea botou um dia após ter iniciado o choco. Daí a recomendação de retirar-se diariamente os ovos, para iniciar o choco de todos os ovos no mesmo dia, após a oviposição do último ovo, que nos canários é facilmente identificado por ter coloração azul mais forte. Assim os filhotes disputarão o alimento em iqualdade de condições. 19
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Jorge Casado Canários: Azuis, Verdes e Ágatas Amarelos, Opalinos / Marfins. Tarins (Pintassilgo da Venezuela): Ancestrais, Diluídos e Canelas. Bigodinho Africano Telefones de Contato: Residência 2285-1264 Celular 97531-0596. E-mail: jlbcl.casado@gmail.com 21
TECNOLOGIA - evolução A Era da Informática na Canaricultura José Pereira da Silva - (Sócio 3C - CA 437 e Rio Ornitológico FC 010) Tudo na vida se moderniza e a canaricultura não poderia deixar de acompanhar essa evolução. Antigamente, até uns cinco, dez anos atrás, a criação de canários seguia uma evolução e troca de informações de forma mais lenta e gradual. Hoje, com a internet, esta interação se dá de forma muito rápida, imediata, vertiginosa, no momento em que está ocorrendo. É fundamental que o criador se atualize, se informe, procure novos conhecimentos para evoluir sua criação. Vejo que hoje os campeonatos europeus estão ocorrendo e, no mesmo momento, estamos recebendo fotos dos campeões de cada raça ou cor. Não existe mais distância física para a troca de dados. O que antes levava dias ou até meses, hoje é imediato, temos reuniões através de vídeo conferências on line, pessoas dos mais distintos pontos da Terra se reúnem, se vêem, trocam informações e decisões como se presentes fisicamente estivessem. A informação, mais do que nunca, deve estar atualizada e sua velocidade é espantosa, o volume de informações é instantâneo, não se pode ficar à parte para não ficar ultrapassado. Hoje temos diversos aplicativos, entre eles o Facebook e o WhatsApp, que ligam os criadores de todo mundo no momento dos fatos, diversos grupos interagindo e trocando informações, conselhos, vendo a tendência. Todo criador deve se utilizar dessas ferramentas para sanar problemas imediatos, e ver a direção que os ventos sopram para a ornitologia mundial. Se, por um lado, essas ferramentas internéticas não substituem a necessidade física de exames e avaliações veterinárias, por outro lado, uma imediata troca de fotos e informações com outros criadores pode salvar a vida de filhotes e canários adultos que não teriam uma sobrevida para esperar a visita ou ida ao veterinário. Cada dia que passa a informação, o conhecimento, é mais socializado, estar a par da evolução é fundamental, mas o diferencial vai aflorando mais nitidamente a sensibilidade do criador. Se os conhecimentos estão se nivelando, aberto a todos, se os exemplares estão ao alcance do criador, vão sobressaindo os que criam com mais casais de cada raça ou cor, os que têm olhos para enxergar e explorar o potencial de cada canário, que sabem organizar os casais, que consigam desenvolver linhagens que melhoram o aspecto físico, agregando uma genética mais próxima entre seus animais, porém, cada vez mais, além do dinheiro e do espaço físico, a arte de criar se faz presente. Importante que se diga, a informática e suas ferramentas são meios para uma melhor canaricultura e não fins em si mesmas, então, o foco tem que estar na criação prática e não na teoria, que acaba viciante. 22
TÉCNICO - Ornitologia Fenótipo Estendido A.Simas (Ornitófilo) Fenótipo, do grego pheno, (evidente, brilhante), e typos, (característico) é empregado para designar as características apresentadas por um indivíduo, sejam elas morfológicas, fisiológicas, bioquímicas ou comportamentais. O fenótipo é aquilo que se vê: aspecto físico, constituição e aparência, e por extensão o comportamento e outras manifestações do gene, como o canto dos pássaros, formato do ninho, fertilidade, precocidade, produção de ovos, zelo pela prole etc. A herança genética de cada indivíduo, independente do tipo de animal e espécie, é única e se exterioriza, sofrendo e exercendo influência do e no ambiente. Um exemplo notável da influência das espécies no meio ambiente, para não falar dos humanos e dos cupins, é o dos Castores (Castor canadensis), roedores que constroem diques, represando águas que acumulam detritos e matéria orgânica, além de destruir a flora e fauna existente. Observa-se, na natureza, que os pássaros nidificam de forma diferente, conforme a espécie. Esta habilidade é transmitida pelos genes, em algum cromossoma ainda não identificado. Quando se encontra um ninho feito de barro, sabe-se que é do pássaro João-de-Barro (Fumarius rufus). Seu ninho é uma extensão de seu fenótipo, pois só os pássaros desta espécie constroem o ninho desta forma, enquanto o Tecelão (Cacicus chrysopterus) faz excelentes trabalhos artesanais ao tecer seus ninhos. Outros sequer constroem ninhos, colocando seus ovos em ninhos alheios, como é o caso do Cuco (Cuculus canorus) e do Chopin (Molothrus bonariensis). Há canárias que seus ninhos são verdadeiras obras primas. Outras são um desastre. Aprisionado em gaiola, o canário doméstico é incapaz de influir no ambiente, exceto pelos resíduos de alimentos e excrementos, que no caso são manipulados pelo humano. Eu, por exemplo, costumo usar as fezes dos canários como fertilizante nos vasos de plantas, que ficam lindas. Porém, o canário sofre muita influência do ambiente que afetam seu comportamento e aspectos fisiológicos, como a muda de penas que depende do regime de luz. Ninho de João-de-Barro. Foto de Dario Sanches. No que diz respeito à cor do canário, já se sabe muita coisa: fatores autossômicos, sexo-ligados, recessivos, dominantes etc. Mas, pouco se sabe sobre outros fatores extremamente importantes para quem cria canário como: fertilidade, cuidados com a prole, agressividade etc. Sobre a transmissão do canto, uma pesquisa da Universidade de Maryland (EE.UU) revelou que o canto do canário é um cromossoma ligado ao sexo, semelhante à cor canela, ou seja, um macho de canto clássico, acasalado com qualquer canário produzirá fêmeas de canto clássico puras, e, neste caso, todos os filhotes machos serão portadores. Sabe-se que um canário de topete é dominante e, quando acasalado com uma fêmea sem topete, há uma probabilidade de 50% de a prole ser de topete. Ao passo que um canário sem topete jamais terá filhotes com topete, salvo se acasalado com outro de topete, sendo, portanto, recessivo. Na avicultura, especialmente na criação de galinhas, onde são feitos os maiores investimentos, várias pesquisas permitiram determinar que a aptidão para por ovos, maturidade sexual, choco e outros fatores são transmitidos pelo macho. Por extensão, acreditamos que essas conclusões também se apliquem na canaricultura, visto que os canários semelhantes às galinhas são igualmente do tipo Abraxás, isto é, o heterogameta ou cromossoma sexual está localizado na fêmea. Já foi comprovado que o fator precocidade é dominante em relação à maturidade tardia que é recessivo, 23
sendo um fator sexo-ligado (Hays-1924). Portanto, é o macho que transmite a precocidade. Como resultados de uma série de experiências realizadas, pesquisadores chegaram à conclusão que a maior responsável pela incubabilidade (taxa de eclosão) é a nutrição. A carência de vitaminas e sais minerais afeta a percentagem de nascimentos e de filhotes saudáveis. A alimentação dos reprodutores deve ter todos os elementos nutritivos necessários. Descobriu-se também que nem todos os organismos que compartilhavam o mesmo genótipo eram idênticos fenotipicamente. O ambiente no qual o genótipo interage influencia fortemente na expressão de seus produtos, tornando-se uma variável chave na determinação fenotípica. Observa-se, por exemplo, que os canários de fator vermelho dependem de ingerir cantaxantina para expressar o exuberante vermelho em suas plumagens. Outro exemplo simples é a confecção do ninho pela canária; será de estopa, juta ou papel, dependendo do material disponível. Mas ainda não se sabe se uma fêmea que não alimenta seus filhotes transmitirá este defeito à sua progênie ou se é o macho que determina isto, ou ambos? E as irmãs também não alimentam os filhotes? Será que a fêmea pode aprender a alimentar seus filhotes? Este comportamento poderá ser modificado por influência do ambiente? E, uma vez modificado, poderá ser transmitido geneticamente à prole? Chegamos ao ponto central da teoria de O fenótipo estendido de Richard Dawkins: O comportamento de um animal tende a maximizar a sobrevivência dos genes para esse comportamento, aconteça desses genes estarem ou não presentes no corpo de um particular animal. Fonte: The Extended Phenotype de Richard Dawkins Ninho de canária com filhotes - Stud EnCanto 24 Cupinzeiro (Termite Cathedral) foto da Wikipedia Ninhos de Tecelão (Ploceus cucullatus) - Wikipedia Dique construido pelos Castores - Wikimedia Commons
TÉCNICO - Desafio Canários Coloridos? Concurso DESENHO PARA COLORIR por Sergio Medeiros (Criador de canários) Do canário verde ancestral derivam as mais variadas cores, sejam as obtidas por mutações e outras tantas por hibridismo. Ultimamente tem ocorrido o registro de novas cores, em tempo relativamente curto, pois a partir do opalino, tivemos: asas cinza, féo, topázio, eumo, onix, cobalto, todas elas das séries melânicas. O cobalto então nos aproximou muito do canário negro. As tentativas de cruzamento com o negrito da Bolívia não deram os resultados esperados um hibrido fértil para conseguir descendência negra; parece que o negrito só se reproduz em regiões de grande altitude; se for este o caso, que tal levar fêmeas de canário e tentar a reprodução na altitude. Um abnegado/apaixonado por canários poderia tentar o resultado positivo valeria o sacrifício. Já a linha clara poderia nos trazer o canário azul, através do aprimoramento do amarelo limão. Imaginem quão lindo seria o canário azul com suas tonalidades celeste, marinho, violeta, turquesa etc. Já pensou nisso? Devem existir fingilídeos que ostentem a cor azul na sua plumagem; será que, a exemplo do vermelho do Tarin, não conseguiríamos o azul por hibridismo com as espécies de plumagem azul? Assim, tanto o negro quanto o azul ainda são sonhos a serem realizados. Mas, e as cores que já existem e foram deixadas de lado pelo aprimoramento? O que fazer com as séries dos melânicos diluídos/oxidados de padrão antigo? Não seria o caso de anexar um termo como, por exemplo, canela primus e recolocá-las no concurso? Igual providência seria com os nevados que variavam entre muito nevado e pouco nevado, hoje os preferidos. Mas consideremos, por exemplo, os lipocrômicos intenso e nevado. O melhor intenso é aquele que cujas penas (asas/cauda) são totalmente coloridas enquanto que dentre os nevados, o melhor é aquele que apresenta um nevadismo uniforme porém mínimo, o que o aproxima dos intensos. Não é paradoxal? O melhor nevado o nome já diz deveria ser aquele exemplar cujo nevadismo fosse uniforme e completo, alcançando todas as penas e plumas do pássaro. Imaginem a aparência surreal que teria um canário super nevado. Traçamos essas linhas para estimular o confrade a pensar canário e programar seus objetivos além da simples obtenção de filhotes. Concurso Desenho para Colorir Inscrição n... Nome:... Endereço:... Bairro:...Cidade:...Estado:... Tel:...Ass:... REGULAMENTO 1. Objeto: Colorir o desenho acima, usando qualquer técnica (lápis de cor, guache, aquarela etc). 2. Participantes: Qualquer pessoa, de qualquer idade. Não precisa ser sócio do 3C, basta gostar de pássaros. 3. Inscrição: Inscrição inteiramente grátis. Recorte e entregue o desenho colorido no 3C, pessoalmente ou pelo Correio, com a ficha preenchida, até 30/11/2017. Cada participante só poderá inscrever um desenho. 4. Julgamento: O Presidente do 3C designará uma Comissão de 3 sócios que tenham sensibilidade artística para escolher o melhor trabalho, não cabendo qualquer questionamento. 5. Prêmio: O vencedor do Concurso receberá, como prêmio, um canário classificado no Grande Concurso, oferecido pelo Stud EnCanto, o qual ficará em exibição na Exposição, sendo entregue na festa de fim de ano. 6. Condições: Ao inscrever o desenho, o participante aceita os termos deste regulamento e autoriza a publicação do mesmo. 25 corte
SOCIAL - Reultados dos Campeonatos Resultados da EXPO-100 CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS CRIADORES - CANÁRIOS DE COR Class Criador Classes Conj E?ciência Pontos 1 MARCOS CARVALHO - CCC - CA 20 35 12,40000 434 2 RIBAMAR - CCC - CA 17 27 15,59259 421 3 CANARIL LUAR - CCC - CA 10 39 7,07692 276 4 TROCCOLI - CCC - CA 13 25 9,76000 244 5 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES - CCC - CA 11 33 7,27273 240 6 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS - CCC - CA 19 23 9,73913 224 7 ARNALDO SCHEFFELMEIER - CCC - CA 14 34 6,08824 207 8 CRIADOURO EXCELENTE RJ - CCC - CA 22 42 4,00000 168 9 CANARIL NOSSO NINHO - CCC - CA 13 17 9,35294 159 10 JAIRO GONÇALVES GODOY - CCC - CA 10 24 4,50000 108 11 DALMO GIMENES - CCC - CA 11 23 3,82609 88 12 KLAUDIUS DIB - CCC - CA 8 17 3,88235 66 13 DUDU JORAS - CCC - CA 8 12 2,91667 35 14 LUIZ ARY MUNIZ TAVEIRA - CCC - CA 1 5 2,40000 12 15 RENATO VENTURA - CCC - CA 5 7 1,00000 7 CANARIL LOPES - CCC - CA 1 1 0.00000 EDUARDO - CCC - CA 2 5 0.00000 TIAGO - CANARIL RIO DAS OSTRAS - CCC - CA 7 15 0.00000 CLASSIFICAÇÃO EFICIÊNCIA - CANÁRIOS DE COR Quantidade mínima: 20 Conjuntos Class Criador C 1 2 3 4 5 Conj Pontos E?ciência (%) 1 RIBAMAR ( CA - 429 ) 12 14 7 2 1 0 27 421 15,59259 2 MARCOS CARVALHO ( CA - 662 ) 14 15 11 3 1 0 35 434 12,40000 3 TROCCOLI ( CA - 597 ) 6 11 5 1 1 0 25 244 09,76000 4 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CA - 608 ) 3 13 3 1 1 0 23 224 09,73913 5 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES ( CA - 582 ) 6 8 4 5 5 2 33 240 07,27273 6 CANARIL LUAR ( CA - 456 ) 8 5 7 4 4 4 39 276 07,07692 7 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CA - 424 ) 1 9 6 3 2 0 34 207 06,08824 8 JAIRO GONÇALVES GODOY ( CA - 417 ) 3 4 3 0 0 2 24 108 04,50000 9 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CA - 444 ) 1 8 2 4 6 3 42 168 04,00000 10 DALMO GIMENES ( CA - 544 ) 1 3 3 3 1 1 23 88 03,82609 26
CC01 - SÉRIE LIPOCRÔMICOS CLÁSSICOS SEM FATOR 1 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES ( CCC / CA - 582 ) 6 22 6,00000 132 2 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 5 7 9,42857 66 3 DALMO GIMENES ( CCC / CA - 544 ) 7 15 3,73333 56 4 CANARIL LUAR ( CCC / CA - 456 ) 1 6 6,00000 36 5 JAIRO GONÇALVES GODOY ( CCC / CA - 417 ) 4 13 1,53846 20 6 ( CCC / CA - 879 ) 3 5 1,40000 7 CC02 - SÉRIE INOS LIPOCRÔMICOS SEM FATOR 1 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES ( CCC / CA - 582 ) 4 10 8,40000 84 2 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 2 6 3,66667 22 3 DALMO GIMENES ( CCC / CA - 544 ) 2 6 2,00000 12 4 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 1 2 4,00000 8 5 ( CCC / CA - 879 ) 1 1 0.00000 CC03 - SÉRIE LIPOCRÔMICOS CLÁSSICOS COM FATOR 1 CANARIL LUAR ( CCC / CA - 456 ) 3 17 6,11765 104 2 RIBAMAR ( CCC / CA - 429 ) 4 6 9,00000 54 3 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 2 2 13,50000 27 4 DALMO GIMENES ( CCC / CA - 544 ) 2 2 10,00000 20 CC04 - SÉRIE INOS LIPOCRÔMICOS COM FATOR Classificação dos Criadores SÉRIES - CANÁRIOS DE COR CC22 - SÉRIE ÁGATAS OPALINOS SEM FATOR 1 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 4 6 12,66667 76 2 KLAUDIUS DIB ( CCC / CA - 387 ) 2 4 2,50000 10 CC23 - SÉRIE CANELAS OPALINOS SEM FATOR 1 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 9 11 11,27273 124 2 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 4 4 10,00000 40 CC25 - SÉRIE NEGROS OPALINOS COM FATOR 1 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 4 6 16,00000 96 2 ( CCC / CA - 577 ) 2 3 0.00000 CC26 - SÉRIE ÁGATAS OPALINOS COM FATOR 1 CANARIL LUAR ( CCC / CA - 456 ) 3 11 9,90909 109 2 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 2 2 14,50000 29 3 JAIRO GONÇALVES GODOY ( CCC / CA - 417 ) 2 4 0,50000 2 CC27 - SÉRIE CANELAS OPALINOS COM FATOR 1 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 2 7 6,85714 48 CC29 - SÉRIE FEOS SEM FATOR 1 CANARIL LUAR ( CCC / CA - 456 ) 1 1 12,00000 12 CC05 - SÉRIE NEGROS SEM FATOR 1 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 3 8 7,25000 58 2 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 2 2 12,00000 24 3 5 CRIADOURO ( CCC / CA - 577 EXCELENTE ) RJ ( CCC / CA - 444 ) 12 12 0.00000 6,00000 12 4 6 KLAUDIUS MARCOS CARVALHO DIB ( CCC /( CA CCC - 387 / CA ) - 662 ) 1 21 0.00000 4,00000 8 CC06 - SÉRIE ÁGATAS SEM FATOR 1 KLAUDIUS DIB ( CCC / CA - 387 ) 1 6 7,66667 46 2 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 1 1 0.00000 CC07 - SÉRIE CANELAS SEM FATOR 1 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 2 2 12,00000 24 CC08 - SÉRIE ISABELINOS SEM FATOR 1 JAIRO GONÇALVES GODOY ( CCC / CA - 417 ) 1 2 6,00000 12 CC09 - SÉRIE NEGROS COM FATOR 1 ( CCC / CA - 879 ) 2 3 9,33333 28 2 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 2 2 6,00000 12 3 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 2 2 6,00000 12 CC10 - SÉRIE ÁGATAS COM FATOR 1 RIBAMAR ( CCC / CA - 429 ) 7 11 13,36364 147 2 CANARIL LUAR ( CCC / CA - 456 ) 2 4 3,75000 15 3 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 1 2 4,00000 8 4 TIAGO - CANARIL RIO DAS OSTRAS ( CCC / CA - 655 ) 3 7 0.00000 CC11 - SÉRIE CANELAS COM FATOR 1 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 1 1 24,00000 24 2 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 1 1 0.00000 CC12 - SÉRIE ISABELINOS COM FATOR 1 RIBAMAR ( CCC / CA - 429 ) 4 6 18,00000 108 2 TIAGO - CANARIL RIO DAS OSTRAS ( CCC / CA - 655 ) 2 4 0.00000 CC19 - SÉRIE CANELAS PASTÉIS COM FATOR 1 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 2 3 21,33333 64 2 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 2 2 10,50000 21 CC21 - SÉRIE NEGROS OPALINOS SEM FATOR 1 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 5 15 11,86667 178 2 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 6 11 1,63636 18 3 ( CCC / CA - 147 ) 1 5 2,40000 12 4 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 1 1 8,00000 8 5 ( CCC / CA - 577 ) 2 3 2,33333 7 6 KLAUDIUS DIB ( CCC / CA - 387 ) 4 5 0,40000 2 7 JAIRO GONÇALVES GODOY ( CCC / CA - 417 ) 1 1 2,00000 2 1 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES ( CCC / CA - 582 ) 1 1 24,00000 24 CC31 - SÉRIE ACETINADOS SEM FATOR 1 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 6 17 5,41176 92 2 TIAGO - CANARIL RIO DAS OSTRAS ( CCC / CA - 655 ) 2 4 0.00000 CC32 - SÉRIE ACETINADOS COM FATOR 1 JAIRO GONÇALVES GODOY ( CCC / CA - 417 ) 2 4 18,00000 72 2 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 2 2 6,00000 12 CC36 - SÉRIE ÁGATAS TOPÁZIOS SEM FATOR 1 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 2 3 14,66667 44 CC39 - SÉRIE ÁGATAS TOPÁZIOS COM FATOR 1 RIBAMAR ( CCC / CA - 429 ) 2 4 28,00000 112 CC52 - SÉRIE CANELAS ONIXES COM FATOR 1 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 3 7 10,28571 72 CC53 - SÉRIE NEGROS COBALTOS SEM FATOR 1 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 5 17 6,17647 105 2 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 2 2 12,00000 24 CC55 - SÉRIE CANELAS COBALTO SEM FATOR 1 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 1 3 0.00000 CC58 - SÉRIE CANELAS COBALTO COM FATOR 1 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 2 4 6,00000 24 CC59 - SÉRIE NEGROS JASPE SEM FATOR 1 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 3 3 8,00000 24 CC59 - SÉRIE NEGROS JASPE SEM FATOR 2 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 2 2 10,00000 20 CC61 - SÉRIE CANELAS JASPE SEM FATOR 1 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 2 3 6,66667 20 Agradecimentos aos JUIZES: Canários de Cor ÁLVARO BLASINA Canários de Porte AMAURI JORGE DE CARVALHO 27
CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS CRIADORES - CANÁRIOS DE PORTE Class Criador Classes Conj E?ciência Pontos 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO - CCC - CA 49 99 6,74747 668 2 CANARIOS S&A SERGIO - CCC - CA 32 83 6,43373 534 3 SALGADO - CCC - CA 28 77 3,88312 299 4 CANARIL MAP - CCC - CA 22 51 4,84314 247 5 CRIADOURO MOREIRA - CCC - CA 29 48 4,89583 235 6 ARNALDO SCHEFFELMEIER - CCC - CA 16 41 5,31707 218 7 23 29 5,65517 164 8 TROCCOLI - CCC - CA 13 22 7,27273 160 9 CANARIL VELOSO - CCC - CA 13 30 3,76667 113 10 GUILHERME LEIBSOHN MARTINS - CCC - CA 12 22 2,45455 54 11 CANARIL LOPES - CCC - CA 4 9 4,88889 44 12 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES - CCC - CA 9 15 1,06667 16 13 DUDU JORAS - CCC - CA 6 9 1,44444 13 CLASSIFICAÇÃO EFICIÊNCIA - CANÁRIOS DE PORTE Quantidade mínima: 20 Conjuntos Class Criador C 1 2 3 4 5 Conj Pontos E?ciência (%) 1 TROCCOLI ( CA - 597 ) 1 9 4 1 1 0 22 160 07,27273 2 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CA - 391 ) 9 26 16 14 8 2 99 656 06,62626 3 CANARIOS S&A SERGIO ( CA - 202 ) 10 19 10 9 9 8 83 534 06,43373 4 GEOMARSIL DA SILVA CORTES ( CA - 507 ) 2 6 6 3 3 0 29 164 05,65517 5 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CA - 424 ) 5 7 4 3 1 3 41 218 05,31707 6 CRIADOURO MOREIRA ( CA - 5 ) 1 9 10 4 3 3 48 235 04,89583 7 CANARIL MAP ( CA - 545 ) 7 7 4 3 2 4 51 247 04,84314 8 SALGADO ( CA - 603 ) 3 9 10 11 4 4 77 299 03,88312 9 CANARIL VELOSO ( CA - 44 ) 1 3 4 4 3 2 30 113 03,76667 10 GUILHERME LEIBSOHN MARTINS ( CA - 250 ) 1 1 1 1 5 1 22 54 02,45455 Classificação dos criadores nas séries de canário de porte FRISADOS PARISIENSE 1 CRIADOURO MOREIRA ( CCC / CA - 5 ) 4 6 3,33333 20 PADOVANO 1 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 5 9 7,11111 64 FRISADO DO NORTE 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 5 12 11,91667 143 2 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 1 1 8,00000 8 GIBBER ITALICIUS 1 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 6 10 8,50000 85 FIORINO 1 CANARIOS S&A SERGIO ( CCC / CA - 202 ) 16 21 11,09524 233 2 SALGADO ( CCC / CA - 603 ) 8 11 7,72727 85 3 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 6 12 5,75000 69 4 CRIADOURO MOREIRA ( CCC / CA - 5 ) 10 13 5,00000 65 BOSSU BELGA 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 2 2 12,00000 24 MUNCHENER 1 CRIADOURO MOREIRA ( CCC / CA - 5 ) 3 6 12,00000 72 2 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 2 4 3,00000 12 HOSO JAPONÊS 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 4 9 2,77778 25 BORDER 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 5 7 7,42857 52 NORWICH 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 3 8 9,00000 72 YORKSHIRE 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 3 6 11,00000 66 2 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 4 8 8,00000 64 28
BERNOIS 1 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 1 1 0.00000 FIFE FANCY 1 CANARIOS S&A SERGIO ( CCC / CA - 202 ) 10 48 5,12500 246 2 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 10 31 4,29032 133 3 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 10 21 2,33333 49 4 ( CCC / CA - 507 ) 7 8 6,00000 48 5 CANARIL MAP ( CCC / CA - 545 ) 3 6 0,33333 2 RAÇA ESPANHOLA 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 8 17 8,47059 144 2 CANARIL LOPES ( CCC / CA - 9 ) 4 9 4,88889 44 3 CANARIOS S&A SERGIO ( CCC / CA - 202 ) 4 12 3,58333 43 4 ( CCC / CA - 507 ) 3 4 5,00000 20 LIZARD 1 CANARIOS S&A SERGIO ( CCC / CA - 202 ) 2 2 6,00000 12 GLOSTER 1 CANARIL MAP ( CCC / CA - 545 ) 19 45 5,44444 245 2 SALGADO ( CCC / CA - 603 ) 20 66 3,24242 214 3 CANARIL VELOSO ( CCC / CA - 44 ) 13 30 3,76667 113 4 ( CCC / CA - 507 ) 13 17 5,64706 96 5 GUILHERME LEIBSOHN ( CCC / CA - 250 ) 12 22 2,45455 54 6 CRIADOURO MOREIRA ( CCC / CA - 5 ) 8 17 1,58824 27 7 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES ( CCC / CA - 582 ) 9 15 1,06667 16 8 CANARIL JORAS ( CCC / CA - 879 ) 6 9 1,44444 13 LANCASHIRE 1 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 1 1 12,00000 12 CREST-BRED 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 1 1 12,00000 12 ARLEQUIM PORTUGUÊS 1 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 1 2 6,00000 12 Resultados da Copa Gloster FIFE FANCY 1 CANARIL AZEREDO CAMP. RIO ( RIO / FC - 9 ) 12 44 9,40909 414 2 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 9 30 2,60000 78 RAÇA ESPANHOLA 1 CANARIL AZEREDO CAMP. RIO ( RIO / FC - 9 ) 10 33 7,60606 251 2 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 8 18 4,05556 73 GLOSTER 1 CANARIL MAP ( CCC / CA - 545 ) 18 47 6,61702 311 2 SALGADO ( CCC / CA - 603 ) 18 55 5,38182 296 3 CANARIL VELOSO ( CCC / CA - 44 ) 12 25 4,92000 123 4 GUILHERME LEIBSOHN ( CCC / CA - 250 ) 15 28 3,82143 107 5 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES ( CCC / CA - 582 ) 4 9 4,66667 42 6 CANARIL JORAS ( CCC / CA - 879 ) 7 7 2,42857 17 GLOSTER CANELA 1 CANARIL MAP ( CCC / CA - 545 ) 2 4 16,00000 64 2 SALGADO ( CCC / CA - 603 ) 3 3 6,66667 20 3 CANARIL VELOSO ( CCC / CA - 44 ) 2 2 6,50000 13 4 GUILHERME LEIBSOHN ( CCC / CA - 250 ) 2 2 4,00000 8 29
Resultados do Grande Concurso CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS CRIADORES - CANÁRIOS DE COR Class Criador Classes Conj E?ciência Pontos 1 GARCIA - BEBEDOURO AUTOMÁTICO - CCC - CA 13 30 10,83333 325 2 SALGADO - CCC - CA 23 58 5,08621 295 3 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES - CCC - CA 18 45 6,08889 274 4 MARCOS CARVALHO - CCC - CA 22 32 8,37500 268 5 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS - CCC - CA 16 23 11,34783 261 6 CANARIL LUAR - CCC - CA 9 32 8,00000 256 7 DALMO GIMENES - CCC - CA 13 30 6,06667 182 8 TIAGO - CANARIL RIO DAS OSTRAS - CCC - CA 8 20 7,70000 154 9 CANARIL MAANAIM - CCC - CA 27 42 2,80952 118 10 JAIRO GONÇALVES GODOY - CCC - CA 13 22 4,72727 104 11 CRIADOURO EXCELENTE RJ - CCC - CA 19 32 3,12500 100 12 CANARIL NOSSO NINHO - CCC - CA 13 22 4,27273 94 13 KLAUDIUS DIB - CCC - CA 20 33 2,57576 85 14 ARNALDO SCHEFFELMEIER - CCC - CA 12 20 4,05000 81 15 TROCCOLI - CCC - CA 2 4 12,25000 49 CLASSIFICAÇÃO EFICIÊNCIA - CANÁRIOS DE COR Quantidade mínima: 20 Conjuntos Class Criador C 1 2 3 4 5 Conj Pontos E?ciência (%) 1 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CA - 608 ) 3 14 5 0 1 1 23 261 11,34783 1 2 CRIADOURO GARCIA - BEBEDOURO NASCIMENTO AUTOMÁTICO CALDAS ( CA ( CA - 608-33 ) 38 14 12 5 04 1 12 23 30 261 325 11,34783 10,83333 2 3 GARCIA MARCOS - BEBEDOURO CARVALHO ( CA AUTOMÁTICO - 662 ) ( CA - 33 ) 81 12 16 57 41 1 20 30 32 325 268 10,83333 08,37500 3 4 MARCOS CANARIL LUAR CARVALHO ( - ( 456 CA )- 662 ) 16 16 8 74 13 13 01 32 268 256 08,37500 08,00000 4 5 CANARIL TIAGO - CANARIL LUAR ( CA RIO - 456 DAS ) OSTRAS ( CA - 655 ) 60 8 4 34 32 10 32 20 256 154 08,00000 07,70000 5 6 TIAGO GUSTAVO - CANARIL ADOLFO RIO DE DAS SALLES OSTRAS ( CA (- 582 CA -) 655 ) 06 8 48 47 23 03 20 45 154 274 07,70000 06,08889 6 7 GUSTAVO DALMO GIMENES ADOLFO ( DE CA - SALLES 544 ) ( CA - 582 ) 63 86 86 72 34 32 45 30 274 182 06,08889 06,06667 7 8 DALMO SALGADO GIMENES ( CA - 603 ( CA ) - 544 ) 30 13 6 10 6 28 45 2 30 58 182 295 06,06667 05,08621 8 9 SALGADO JAIRO GONÇALVES ( CA - 603 ) GODOY ( CA - 417 ) 0 13 5 10 4 82 50 21 58 22 295 104 05,08621 04,72727 11 9 CANARIL JAIRO GONÇALVES NOSSO NINHO GODOY ( CA (- CA 437-417 ) ) 02 53 42 21 03 10 22 104 94 04,72727 04,27273 11 12 CANARIL ARNALDO NOSSO SCHEFFELMEIER NINHO ( CA (- CA 437-424 ) ) 21 34 2 1 30 0 22 20 94 81 04,27273 04,05000 12 13 ARNALDO CRIADOURO SCHEFFELMEIER EXCELENTE RJ (( CA -- 424 444 )) 10 4 23 13 03 02 20 32 100 81 04,05000 03,12500 13 14 CRIADOURO CANARIL MAANAIM EXCELENTE ( CA - RJ 675 ( ) CA - 444 ) 0 45 35 32 32 21 32 42 100 118 03,12500 02,80952 14 15 KLAUDIUS CANARIL MAANAIM DIB ( CA -( 387 CA -) 675 ) 0 54 53 2 21 10 42 33 118 85 02,80952 02,57576 30
SÉRIES - CANÁRIOS DE COR CC01 - SÉRIE LIPOCRÔMICOS CLÁSSICOS SEM FATOR 1 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES ( CCC / CA - 582 ) 5 17 6,76471 115 2 DALMO GIMENES ( CCC / CA - 544 ) 9 22 4,77273 105 3 CANARIL LUAR ( CCC / CA - 456 ) 1 6 10,00000 60 4 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 4 11 2,54545 28 5 JAIRO GONÇALVES GODOY ( CCC / CA - 417 ) 4 8 2,37500 19 6 CANARIL MAANAIM ( CCC / CA - 675 ) 4 8 0,37500 3 CC02 - SÉRIE INOS LIPOCRÔMICOS SEM FATOR 1 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES ( CCC / CA - 582 ) 6 17 7,47059 127 2 DALMO GIMENES ( CCC / CA - 544 ) 2 5 7,40000 37 3 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 2 4 1,25000 5 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 1 1 0.00000 CC03 - SÉRIE LIPOCRÔMICOS CLÁSSICOS COM FATOR 1 CANARIL LUAR ( CCC / CA - 456 ) 4 14 6,78571 95 2 DALMO GIMENES ( CCC / CA - 544 ) 2 3 13,33333 40 3 GARCIA - BEBEDOURO AUTOMÁTICO ( CCC / CA - 33 ) 3 12 3,08333 37 4 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 4 4 6,00000 24 5 CANARIL MAANAIM ( CCC / CA - 675 ) 6 10 2,20000 22 6 TIAGO - CANARIL RIO DAS OSTRAS ( CCC / CA - 655 ) 1 1 12,00000 12 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 2 7 0.00000 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 1 1 0.00000 CC05 - SÉRIE NEGROS SEM FATOR 1 SALGADO ( CCC / CA - 603 ) 5 15 5,00000 75 2 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 3 4 6,25000 25 3 GARCIA - BEBEDOURO AUTOMÁTICO ( CCC / CA - 33 ) 1 1 24,00000 24 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 2 2 0.00000 KLAUDIUS DIB ( CCC / CA - 387 ) 1 2 0.00000 CC06 - SÉRIE ÁGATAS SEM FATOR 1 KLAUDIUS DIB ( CCC / CA - 387 ) 4 11 4,36364 48 2 CANARIL MAANAIM ( CCC / CA - 675 ) 2 3 10,66667 32 CC07 - SÉRIE CANELAS SEM FATOR 1 SALGADO ( CCC / CA - 603 ) 5 18 7,00000 126 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 1 1 0.00000 KLAUDIUS DIB ( CCC / CA - 387 ) 1 1 0.00000 CC08 - SÉRIE ISABELINOS SEM FATOR 1 SALGADO ( CCC / CA - 603 ) 6 11 2,90909 32 2 KLAUDIUS DIB ( CCC / CA - 387 ) 1 1 12,00000 12 3 JAIRO GONÇALVES GODOY ( CCC / CA - 417 ) 2 2 6,00000 12 CC09 - SÉRIE NEGROS COM FATOR 1 GARCIA - BEBEDOURO AUTOMÁTICO ( CCC / CA - 33 ) 4 6 19,33333 116 2 CANARIL MAANAIM ( CCC / CA - 675 ) 2 2 4,00000 8 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 2 2 0.00000 CC10 - SÉRIE ÁGATAS COM FATOR 1 TIAGO - CANARIL RIO DAS OSTRAS ( CCC / CA - 655 ) 4 12 6,83333 82 2 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 1 1 12,00000 12 3 CANARIL LUAR ( CCC / CA - 456 ) 1 1 8,00000 8 4 CANARIL MAANAIM ( CCC / CA - 675 ) 1 1 8,00000 8 CC12 - SÉRIE ISABELINOS COM FATOR 1 TIAGO - CANARIL RIO DAS OSTRAS ( CCC / CA - 655 ) 2 5 9,00000 45 2 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 1 1 12,00000 12 CC15 - SÉRIE CANELAS PASTÉIS SEM FATOR 1 SALGADO ( CCC / CA - 603 ) 5 9 4,11111 37 CC19 - SÉRIE CANELAS PASTÉIS COM FATOR 1 TROCCOLI ( CCC / CA - 597 ) 2 4 12,25000 49 2 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 2 3 1,00000 3 CC21 - SÉRIE NEGROS OPALINOS SEM FATOR 1 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 5 13 7,30769 95 CC22 - SÉRIE ÁGATAS OPALINOS SEM FATOR 1 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 4 4 12,00000 48 2 KLAUDIUS JAIRO GONÇALVES DIB ( CCC GODOY / CA - 387 ( CCC ) / CA - 417 ) 71 12 1 2,08333 0.00000 25 CC23 - SÉRIE CANELAS OPALINOS SEM FATOR 1 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 8 14 12,57143 176 2 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 3 3 4,33333 13 KLAUDIUS DIB ( CCC / CA - 387 ) 2 2 0.00000 CANARIL MAANAIM ( CCC / CA - 675 ) 2 2 0.00000 CC24 - SÉRIE ISABELINOS OPALINOS SEM FATOR 1 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 1 1 12,00000 12 CC25 - SÉRIE NEGROS OPALINOS COM FATOR 1 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 4 6 10,66667 64 CC26 - SÉRIE ÁGATAS OPALINOS COM FATOR 1 CANARIL LUAR ( CCC / CA - 456 ) 3 11 8,45455 93 2 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 1 2 13,50000 27 CC27 - SÉRIE CANELAS OPALINOS COM FATOR 1 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 3 3 4,00000 12 CC29 - SÉRIE FEOS SEM FATOR 1 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES ( CCC / CA - 582 ) 6 10 3,20000 32 CC31 - SÉRIE ACETINADOS SEM FATOR 1 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 6 16 4,06250 65 2 JAIRO GONÇALVES GODOY ( CCC / CA - 417 ) 2 4 8,25000 33 3 SALGADO ( CCC / CA - 603 ) 2 5 5,00000 25 4 TIAGO - CANARIL RIO DAS OSTRAS ( CCC / CA - 655 ) 1 2 7,50000 15 5 CANARIL MAANAIM ( CCC / CA - 675 ) 1 1 5,00000 5 CC32 - SÉRIE ACETINADOS COM FATOR 1 JAIRO GONÇALVES GODOY ( CCC / CA - 417 ) 2 4 10,00000 40 2 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 1 1 12,00000 12 CC36 - SÉRIE ÁGATAS TOPÁZIOS SEM FATOR CC01 - SÉRIE LIPOCRÔMICOS CLÁSSICOS SEM FATOR 1 MARCOS CARVALHO ( CCC / CA - 662 ) 2 2 12,00000 24 1 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES ( CCC / CA - 582 ) 5 17 6,76471 115 2 CANARIL MAANAIM ( CCC / CA - 675 ) 1 1 12,00000 12 6 CANARIL MAANAIM ( CCC / CA - 675 ) 4 8 0,37500 3 CC47 - SÉRIE NEGROS ONIXES SEM FATOR 7 CANARIL JORAS ( CCC / CA - 879 ) 2 3 0.00000 8 CANARIL BERTIN ( CCC / CA - 313 ) 3 7 0.00000 1 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 1 1 24,00000 24 CC02 - SÉRIE INOS LIPOCRÔMICOS SEM FATOR CC50 - SÉRIE NEGROS ONIXES COM FATOR 1 GUSTAVO ADOLFO DE SALLES ( CCC / CA - 582 ) 6 17 7,47059 127 1 GARCIA - BEBEDOURO AUTOMÁTICO ( CCC / CA - 33 ) 2 3 12,00000 36 2 DALMO GIMENES ( CCC / CA - 544 ) 2 5 7,40000 37 CC53 - SÉRIE NEGROS COBALTOS SEM FATOR 3 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 2 4 1,25000 5 Class. 4 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC Criador / CA - 437 ) N. Cores 1 Conj 1 E?ciência 0.00000 Pontos 1 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 5 10 6,90000 69 CC03 - SÉRIE LIPOCRÔMICOS CLÁSSICOS COM FATOR 2 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 1 1 12,00000 12 4 CANARIL NOSSO NINHO ( CCC / CA - 437 ) 4 4 6,00000 24 CC59 - SÉRIE NEGROS JASPE SEM FATOR 5 CANARIL MAANAIM ( CCC / CA - 675 ) 6 10 2,20000 22 6 TIAGO - CANARIL RIO DAS OSTRAS ( CCC / CA - 655 ) 1 1 12,00000 12 1 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 2 2 6,00000 12 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 3 3 0.00000 CC61 - SÉRIE CANELAS JASPE SEM FATOR CC05 - SÉRIE NEGROS SEM FATOR 1 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 2 4 3,00000 12 1 SALGADO ( CCC / CA - 603 ) 5 15 5,00000 75 CC80 - URUCUM 2 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 3 4 6,25000 25 Class. 3 GARCIA - BEBEDOURO AUTOMÁTICO Criador( CCC / CA - 33 ) N. Cores 1 Conj 1 E?ciência 24,00000 Pontos 24 4 1 CRIADOURO GARCIA - BEBEDOURO EXCELENTE AUTOMÁTICO RJ ( CCC / CA ( CCC - 444 / CA ) - 33 ) 32 82 14,00000 0.00000 112 Agradecimentos aos JUIZES: ADRIANO BARTOLOMEU COLOMBO e GIORDANO PENTEADO 2 CANARIL MAANAIM ( CCC / CA - 675 ) 5 11 2,54545 28 3 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 5 6 3,00000 18 31
CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS CRIADORES - CANÁRIOS DE PORTE Class Criador Classes Conj E?ciência Pontos 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO - CCC - CA 55 145 7,40000 1073 2 STUD ENCANTO - CCC - CA 55 119 4,30252 512 3 CANARIL AZEREDO CAMP - CCC - CA 19 54 7,11111 384 4 CANARIOS S&A SERGIO - CCC - CA 23 65 5,32308 346 5 CANARIL MAP - CCC - CA 16 44 4,95455 218 6 GEOMARSIL DA SILVA CORTES - CCC - CA 17 28 5,71429 160 7 DIEGO DE SOUZA WANDERLEY - CCC - CA 9 18 8,50000 153 8 ARNALDO SCHEFFELMEIER - CCC - CA 8 16 8,62500 138 9 CANARIL VELOSO - CCC - CA 12 27 5,07407 137 10 CANARIL PENA DE OURO - CCC - CA 4 9 11,77778 106 11 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS - CCC - CA 2 2 13,50000 27 12 CANARIL JORAS - CCC - CA 5 5 3,20000 16 13 GUILHERME LEIBSOHN - CCC - CA 9 14 0,50000 7 CLASSIFICAÇÃO EFICIÊNCIA - CANÁRIOS DE PORTE Quantidade mínima: 20 Conjuntos Class Criador C 1 2 3 4 5 Conj Pontos E?ciência (%) 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CA - 391 ) 23 38 25 19 10 10 145 1073 07,40000 2 CANARIL AZEREDO CAMP ( CA - 144 ) 13 10 7 7 8 3 54 384 07,11111 3 GEOMARSIL DA SILVA CORTES ( CA - 507 ) 5 6 1 2 2 2 28 160 05,71429 4 CANARIOS S&A SERGIO ( CA - 202 ) 7 11 8 10 6 1 65 346 05,32308 5 CANARIL VELOSO ( CA - 44 ) 3 3 6 3 2 2 27 137 05,07407 6 CANARIL MAP ( CA - 545 ) 7 7 3 3 4 5 44 218 04,95455 7 STUD ENCANTO ( CA - 264 ) 10 23 7 5 4 6 119 512 04,30252 No julgamento, são classificados até cinco canários, em cada classe, e os que ficam em primeiro e segundo lugar são pontuados. Os canários que obtiverem individualmente o mínimo 87 pontos e os quartetos com o mínimo de 350 pontos, poderão ser inscritos no Campeonato Brasileiro. São atribuídos pontos ao criador que teve seu canário ou quarteto classificado conforme tabelas abaixo. O somatório dos pontos dividido pela quantidade de pássaros inscritos pelo criador é o índice de eficiência que determina, entre os que apresentaram um mínimo de 20 canários, quem é o criador de melhor eficiência. Tabela de Pontos para a Classificação Individual 1º lugar... 12 pontos se o canário teve menos de 90 ou 24 se teve 90 ou mais pontos 2º lugar... 08 pontos se o canário teve menos de 90 ou 16 se teve 90 ou mais pontos 3º lugar... 05 pontos se o canário teve menos de 90 ou 10 se teve 90 ou mais pontos 4º lugar... 03 pontos se o canário teve menos de 90 ou 06 se teve 90 ou mais pontos 5º lugar... 02 pontos se o canário teve menos de 90 ou 04 se teve 90 ou mais pontos Tabela de Pontos para a Classificação de Quartetos 1º lugar... 18 pontos se o quarteto teve menos de 360 ou 36 se teve 360 ou mais pontos 2º lugar... 12 pontos se o quarteto teve menos de 360 ou 24 se teve 360 ou mais pontos 3º lugar... 08 pontos se o quarteto teve menos de 360 ou 16 se teve 360 ou mais pontos 4º lugar... 05 pontos se o quarteto teve menos de 360 ou 10 se teve 360 ou mais pontos 5º lugar... 03 pontos se o quarteto teve menos de 360 ou 06 se teve 360 ou mais pontos 32
Classificação dos Criadores SÉRIES - CANÁRIOS DE PORTE FRISADOS PARISIENSE 1 CANARIL PENA DE OURO ( CCC / CA - 565 ) 4 9 11,77778 106 2 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 1 1 8,00000 8 FRISADO DO NORTE 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 5 22 8,54545 188 GIBBER ITALICIUS 1 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 3 9 9,66667 87 FIORINO 1 CANARIOS S&A SERGIO ( CCC / CA - 202 ) 8 14 12,35714 173 2 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 8 17 8,05882 137 3 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 5 5 7,60000 38 BOSSU BELGA 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 1 3 8,33333 25 MUNCHENER 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 2 4 9,25000 37 2 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 2 2 12,00000 24 HOSO JAPONÊS 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 5 11 5,45455 60 2 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 3 3 16,00000 48 BORDER 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 5 7 13,14286 92 NORWICH 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 5 16 6,87500 110 YORKSHIRE 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 2 6 6,16667 37 FIFE FANCY 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 11 35 4,85714 170 2 CANARIOS S&A SERGIO ( CCC / CA - 202 ) 10 41 3,00000 123 3 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 11 28 3,57143 100 4 GEOMARSIL DA SILVA CORTES ( CCC / CA - 507 ) 6 8 7,37500 59 RAÇA ESPANHOLA 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 8 20 8,60000 172 2 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 3 4 9,00000 36 3 CANARIOS S&A SERGIO ( CCC / CA - 202 ) 3 8 4,12500 33 IRISH FANCY 1 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 3 4 8,00000 32 LIZARD 1 DIEGO DE SOUZA WANDERLEY ( CCC / CA - 648 ) 9 18 8,50000 153 2 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 5 8 7,00000 56 3 CRIADOURO NASCIMENTO CALDAS ( CCC / CA - 608 ) 2 2 13,50000 27 4 CANARIOS S&A SERGIO ( CCC / CA - 202 ) 2 2 8,50000 17 5 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 1 2 6,50000 13 TOPETE ALEMÃO 1 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 2 2 24,00000 48 GLOSTER 1 CANARIL AZEREDO CAMP ( CCC / CA - 144 ) 19 54 7,11111 384 2 CANARIL MAP ( CCC / CA - 545 ) 16 44 4,95455 218 3 CANARIL VELOSO ( CCC / CA - 44 ) 12 27 5,07407 137 4 GEOMARSIL DA SILVA CORTES ( CCC / CA - 507 ) 11 20 5,05000 101 5 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 11 36 2,11111 76 6 CANARIL JORAS ( CCC / CA - 879 ) 5 5 3,20000 16 7 GUILHERME LEIBSOHN ( CCC / CA - 250 ) 9 14 0,50000 7 CRIADOURO EXCELENTE RJ ( CCC / CA - 444 ) 1 1 0.00000 CREST-BRED 1 CANARIL RECANTO DOS CARVALHO ( CCC / CA - 391 ) 1 1 24,00000 24 RHEINLÄNDER 1 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 4 5 7,20000 36 ARLEQUIM PORTUGUÊS 1 STUD ENCANTO ( CCC / CA - 264 ) 4 18 1,00000 18 Agradecimentos à todos que ajudaram a organizar e a realizar a Exposição. 5 ARNALDO SCHEFFELMEIER ( CCC / CA - 424 ) 5 7 7,28571 51 Agradecimentos a FOB - Federação Ornitológica Brasileira por disponibilizar todos os resultados. INSCRIÇÃO NO CAMPEONATO BRASILEIRO Tanto no concurso de canários de cor quanto no de porte, somente poderão participar no Campeonato Brasileiro, segundo regulamento da FOB, no máximo 2 (dois) exemplares na categoria individual e 1 (um) quarteto por clube filiado, por cor ou raça, podendo ser inscritos os exemplares classificados em 1 e/ou 2 lugar no concurso individual e o 1 ou o 2 quarteto classificado no Clube, desde que tenham obtido a pontuação mínima de 87 (oitenta e sete) pontos no concurso individual e de 350 (trezentos e cinquenta) pontos no concurso de quartetos. No caso de impedimento e a critério do clube, qualquer canário poderá ser substituído por outro, da mesma cor ou raça, do mesmo criador que obteve a respectiva classificação. A substituição é feita pelo administrador do clube até às 23:59h do último dia da entrega dos pássaros. 33
SOCIAL - Documentário Momentos do Grande Concurso - 2017 34
Cor e Porte Marcos José C. Moreira - CA -662 CRIADOR REVELAÇÃO 3C 2010 CAMPEÃO EFICIÊNCIA EXPO-100 / 2016 CAMPEÃO EXPO-100 / 2017 (21) 2301-3666 (COM.) (21) 98795-5502 (CEL.) 35
TÉCNICO - Padrão Canário Persa Rasmi Boland (Padrão de nova raça de canário de porte - Rasmi Boland, desenvolvida por criadores do Irã, a partir de cruzamento das raças Yorkshire e Bossu Belga. Desconhecemos se já foi feita proposta à COM). Pontuação: (Total: 100 pontos) Aparência e posição: 20 pontos Corpo: 15 pontos Tamanho: 15 pontos Cauda: 15 pontos Plumagem: 10 pontos Asas: 10 pontos Pernas: 5 pontos Cabeça e pescoço: 5 pontos Estado: 5 pontos Descrição: Aparência e posição: 20 pontos Aparência: Todas as partes do corpo devem ser alinhadas, cabeça, pescoço e dorso devem ser finos e elegantes. A cauda deve ser o prolongamento do corpo, de modo que seja proporcional ao tamanho do corpo. Posição: Em descanso no poleiro, ângulo de 60 graus. Corpo: 15 pontos O corpo deve ser elegante, fino, alongado e cilíndrico. Tamanho: 15 pontos Pelo menos 20 cm Cauda: 15 pontos A cauda deve ser longa, larga e terminar em forma de garfo. (Se houver diferença no tamanho das penas da cauda, para a medição será levado em consideração apenas a pena mais curta). Plumagem: 10 pontos A plumagem deve ser curta, macia, densa e compacta (aderida ao corpo). Penas frisadas, e plumagem desordenada não serão aceitas. Asas : 10 pontos Asas devem ser muito longas, aderentes ao corpo e cruzadas, de modo que o início da cauda fique completamente coberto. Pernas: 5 pontos 36 As pernas deve ser compridas e ligeiramente dobradas. As coxas devem ser claramente visíveis e ter cobertura total. Cabeça e pescoço: 5 pontos A cabeça deve ser pequena e oval. Sobrancelhas não reconhecíveis (inexistentes). O pescoço de tamanho médio, bastante fino, separado do corpo e proporcional à cabeça. Estado: 5 pontos Limpo, saudável e ativo. Gaiola: Modelo túnel, com dois poleiros de 12 mm de diâmetro, um alto e um baixo. Cor: São permitidas todas as cores. Fonte: Site Canary98.ir
Palestras SOCIAL - Informativo - 2017 José Pereira da Silva (Secretário do Conselho) O 3C vem realizando todos os anos diversas atividades informativo-culturais para que seus associados tenham um maior embasamento científico na criação de canários. No ano de 2016, realizamos diversas palestras, sendo que fizemos o Curso para Juízes da FOB no Rio de Janeiro, contando com uma presença maciça de criadores do Rio e de estados vizinhos. Dando prosseguimento às nossas atividades informativo-culturais, programamos para o segundo semestre de 2017 as seguintes palestras, todos os últimos sábados de cada mês, sempre às 14:30h: Dia 29/7 - Acasalamentos em Canários Como proceder Palestrante: Juiz Márcio Fernandes Dia 28/8 Sementes x Extrusadas Palestrante: Luiz Fernando Albuquerque - CEO da Megazoo 30/9 História Natural do Serinus Canarius Palestrante: Prof. Rodrigo Guerra 28/10 Novo Enfoque sobre a Genética na Canaricultura Palestrante: Juiz Álvaro Blasina 25/11 Medicina Veterinária e Preparação para a próxima temporada. Palestrante: Dr. Renan Cevarolli CEO da Hamadulu Cuidados Veterinários. Contamos com a presença de todos. Criar bem é criar com conhecimento de causa. 37
Linguagem TÉCNICO - Etologia do Canário A.Simas (ornitófilo) O canário doméstico (serinus canaria) emite diferentes sons, canções e manifesta várias expressões corporais. É desta forma que macho e fêmea conseguem se comunicar entre si, com os de outras espécies e até com os humanos. Sobre o canto do macho muito já se escreveu, porém sobre as cantigas da fêmea a bibliografia é escassa. Prestando atenção e apurando o ouvido, o criador de canário poderá perceber e identificar os diferentes trinos ou trinados dos canários. É impressionante como se comunicam com o parceiro, os filhotes e outros canários. É um repertório enorme de variedade de sons e canções. Tanto os canários quanto outros pássaros costumam comunicar-se de vários modos, combinando movimentos com vocalizações em vários contextos, como interações sexuais, interações agressivas, sinal de alarme, pedido de comida etc. Nos canários, a vocalização mais frequente é o piado de chamada, alto e breve, denominado pelos entendidos de chamada simples (SC= simple call). Basta separar um canário ou mudar a gaiola de lugar que ele começa a piar, saltando de um poleiro para o outro. Um estudo demonstrou que essas chamadas, muito comuns na troca de mensagens entre eles, são importantes inclusive na manutenção da coesão da colônia. Pequenos trinados baixos da canária ou a vibração do ninho, provocada quando os pais pousam na borda do mesmo, fazem os ninhegos, ainda de olhos fechados, erguer a cabeça, esticar o pescoço e abrir o bico para receber alimentação. Criadores experientes, ao alimentar manualmente os filhotinhos, utilizam essa técnica de bater no ninho para que abram o bico. Os filhotes, ainda no ninho ou fora dele piam alto e repetidamente, pedindo comida aos pais, piados que 38 costumo batizar de chamadas de ansiedade. Quanto mais alto piarem mais comida terão, monopolizando a atenção dos pais e ao receber o alimento agradecem, batendo as asas e emitindo outro trinado. Já a fêmea, quando pede comida ao macho, dá um pequeno trinado, baixinho e da mesma forma bate as asas em agredecimento. O mesmo trinado, denominado de trinado simples (ST= simple trill) é ouvido quando macho e fêmea trocam beijinhos, namorando através das grades. O trinado simples é composto de repetidas chamadas simples, em nível baixo, com variação de notas. O ST é usado pelas fêmeas para sinalizar uma motivação social ao invés de uma motivação sexual. Na natureza, os pássaros costumam brigar por território, alimentos, defesa do ninho, disputa de liderança, conquista da fêmea e até no acasalamento. Os canários não fogem à regra, mesmo confinados à gaiola, brigam até pelo lugar no poleiro. Os sons que vocalizam machos e fêmeas podem variar, mas basicamente são de trinado simples (ST), de 3 a 6 notas. A agressividade se manifesta inicialmente por um carcarejo de sons roucos e baixos ( reclamação ) e intimidação física, depois por sons muito estridentes ( chingamento ) e demonstração física de força, abrindo asas e arrepiando as penas da cabeça e por último pela agressão física. Os sons emitidos são variados e o perdedor ao ser agredido emite piados (SC) como se fossem gritos de dor. A comunicação do canário com os humanos pode ser uma saudação de trinado simples (ST) de 2 a 3 notas, quando vê o criador, ou, quando está com fome ou sede, por uma expressão corporal de movimentos de cabeça, demonstrando ansiedade, próximo à grade, como quem procura algo na mão do tratador. Se o canário permanece parado no poleiro com as penas arrepiadas embolado é como se estivesse dizendo Não estou me sentindo bem, estou doente e, quan-
do aparece dormindo durante o dia, com a cabeça enfiada na asa, está dizendo Salve-me ou vou morrer!. Quase todos os machos, quando você os pega na mão, fazem um trinado simples (ST) de 3 ou 4 notas, o que auxilia o criador na sexagem dos canários. Se fizer o trinado é macho, porém se não trinar, não quer dizer que seja fêmea, pois a resposta daqueles mais mansos ou quando não estão prontos é igual à das fêmeas que no máximo podem dar um piado (SC). Já o sinal de alerta é um piado (SC) longo e grave, semelhante a um apito, sonorizado pelo líder do grupo (macho-alpha) ao vislumbrar alguma situação de perigo, como o de um gavião, seja o Carijó (Rupornis magnirostris) ou o Caracará (Caracara plancus), pousado no alto de um prédio ou numa torre de transmissão próxima. Quando ouvem o alerta, todos os canários, ao invés de fugirem ou se esconderem, ficam estáticos e silenciosos, menos o líder que continua repetindo o piado, e, ao primeiro sinal de risco eminente, seja até mesmo um movimento brusco do criador, todos esvoaçam se debatendo nas gaiolas. O mais intrigante é que quando se trata de um urubu (Coragyps atratus) que aparece no mesmo lugar, nada acontece. Outros pássaros também não metem medo. O trinado mais importante é o do pedido de gala denominado de trinado específico da fêmea (FST= female specific trill). Só a canária emite este trinado. Este é o tema desenvolvido na tese, citada na bibliografia, sobre a influência dos trinados das canárias no comportamento sexual dos machos, cujas vocalizações podem revelar as preferências femininas para determinadas características masculinas e podem afetar o comportamento dos machos. Os pesquisadores inclusive testaram se o canto do macho estimula a emissão desses trinados. Será que é a fêmea quem escolhe o parceiro? A dança dos tangarás (Chiroxiphia caudata) é o mais belo espetáculo de seleção sexual, onde os machos em fila se apresentam para a fêmea, um de cada vez, fazendo bailados no ar, para que ela faça a escolha de com quem irá acasalar. Isto está registrado no vídeo Tangará Dançarino em Tejupá-SP (https:// www.youtube.com/watch?v=zrkbwi8em_w). Em contraposição a dança nupcial do canário é pobre, porém valorizada por seu canto que consegue convencer a fêmea a aceitá-lo, ou seja, a emissão de sons de determinada frequência e a repetição de notas, chamadas de frase sexy são os estímulos que desencadeiam o processo de excitação sexual da fêmea. A pesquisa demonstrou que as canárias emitem os trinados específicos de solicitação de cópula (FST) em resposta a este tipo de canto do macho. Observou-se a manifestação de certos sinais femininos em relação aos diferentes cantos do macho, revelando um sistema altamente diferenciado de sinalização feminina que pode ser discutido à luz do papel das características femininas para entender a seleção sexual em uma perspectiva mais ampla. Um comportamento bem conhecido da canária e de outras aves canoras é a demonstração de solicitação de cópula (CSD= Copulation Solicitation Display): a fêmea agacha-se, arqueia as costas e simultaneamente levanta a cauda para frente e a cabeça para trás, afasta as asas do corpo, vibrando-as e pulsando a cloaca, enquanto emite um trinado específico (figura 1). Figura 1 Representação esquemática de canária pedindo gala. Segundo essa pesquisa, as canárias abaixam pedindo gala (CSD) para trechos ( tour ) do canto do macho denominados frases sexy, onde há uma constante relação entre a largura de banda da frequência e a taxa de repetição da sílaba dentro da canção. As respostas foram em grande número para as canções de maior taxa e decresceram gradativamente com a persistência da estimulação (efeito de habituação). 39
SC é a chamada simples que consiste de uma única nota. ST é um trinado simples composto de mais de uma nota, emitido em uma sequência rítmica com um nível de pressão sonora constante. FST é um conjunto de chamadas e trinados de diferentes notas com variações da quantidade, emitidas em uma sequência arrítmica, com variação no nível de pressão sonora. OC= outras chamadas não categorizadas (figura 3). Macho galando a fêmea - foto capturada do vídeo do Youtube https://www.youtube.com/watch?v=rhynfiue7h8 Experimento Na pesquisa foram utilizadas 16 canárias domésticas de 3 a 5 anos, incubadas e criadas em laboratório e com experiência prévia de reprodução. Trinta e dois cantos de canários de duração de 6 segundos foram gravados com frequência de amostra de 22 050 Hz, contendo duas notas introdutórias (0,75 s), depois uma frase sexy (1,50 s) e seis notas conclusivas (3,75 s). As frases sexy provocaram respostas sexuais fortes nas canárias e demonstraram respostas sexuais mais altas quando a taxa de repetição da sílaba da frase sexy aumentou, de 10 para 20 silabas por segundo. Como controle, foram usadas três diferentes canções naturais de mandarim (Taeniopygia guttata castanotis), que não provocaram qualquer reação nas canárias (figura 2). Figura 2: (a) canto do canário c/frase sexy (20x); (b) canto do canário c/frase sexy (10x) e (c) canto do passarinho mandarim. Figura 3 - Sonograma dos tipos de chamada: SC, chamada simples; ST, trinado simples; FST, trinado específico da fêmea; OC, outra chamada. Durante o experimento, frente ao canto do macho, as fêmeas vocalizaram diferentes chamadas e trinados, porém não houve correlação entre os sinais femininos e essas vocalizações, exceto no que diz respeito ao trinado específico da fêmea (FST) o qual só ocorreu ao abaixar pedindo gala, comprovando significativa correlação positiva entre os dois fatos e, algumas vezes, abaixaram sem vocalização alguma, demonstrando que o inverso não é verdadeiro. Os FSTs sobrepuseram à canção masculina durante os testes. Assim, FSTs foram uma resposta clara ao canto do macho, sugerindo comunicação interativa entre os companheiros. A suposição é que as canárias maximizam suas chances de copular com um macho ao realizar um FST e um CSD ao mesmo tempo. O macho pode ser atraído pelo trinado FST da fêmea, mesmo que não esteja perto dela e não a veja abaixar (CSD). Descobriram também que os diferentes tipos de chamada são pronunciados por fêmeas em momentos bem diferentes em relação ao canto do macho. Concluiram, inclusive, ser improvável que o FST seja um subproduto das vibrações das asas ou das vibrações da cloaca observadas na CSD e que, mecanicamente, a FST e a CSD podem estar associadas aos mesmos mecanismos hormonais, uma vez que as concentrações plasmáticas de estradiol desempenham um papel crucial no desencadeamento da CSD em 40
fêmeas de canário. O estradiol é aplicado na pecuária na forma injetável para induzir o cio das fêmeas. Nenhuma referência encontrei de sua aplicação na avicultura, muito menos na canaricultura. Como o experimento foi realizado com gravações do canto do macho, concluo eu o que já sabia que as canárias abaixam pedindo gala ao ouvir o canto do canário, mesmo sem vê-lo fisicamente. Finalmente, os pesquisadores acrescentam que pouco se sabe sobre os sinais particulares trocados antes da cópula, mas a quietude dos trinados da cópula pode reduzir a detecção de ninhos por predadores ou interrupção da cópula por rivais. De fato, as interações vocais macho-fêmea podem ser afetadas pelo ambiente social, já que os machos vizinhos podem escutar as interações de cortejo dos rivais ou as chamadas das fêmeas dos rivais para realizar copulações extraconjugais. As fêmeas também podem escutar as interações vocais macho-fêmea para direcionar suas preferências. São necessários mais estudos para compreender a evolução das interações vocais macho-fêmea dentro de uma rede de comunicação. Bibliografia: Female signalling to male song in the domestic canary, Serinus canaria, de autoria de Mathieu Amy, Pauline Salvin, Gerard Leboucher (Laboratoire Ethologie Cognition Développement - Université Paris Ouest) e Marc Naguib (Behavioural Ecology Group, Department of Animal Sciences, Wageningen University, Wageningen, The Netherlands), publicada, em 2015, no Royal Society Open Science sob os termos de Licença da Creative Commons: http://creativecommons.org/licenses/by/ 4.0/, que permite o uso irrestrito, desde que o autor e fonte sejam creditados. Anilhamento TÉCNICO - Manejo 1- Pegue o filhotinho na mão. Junte o três dedinhos da frente e introduza a anilha; 2- Confira se realmente os três dedinhos entraram no anel; 3- Segure os dedos da frente e com o de trás junto ao tarso, leve o anel para cima; 4- Quando o anel atingir o final do tarso, libere delicadamente o dedo de trás. 1 2 3 4 TABELA DE ANILHAMENTO PARA 2017 Diâmetro Canários 2,7 Hoso Japonês, Fife Fancy, Raça Espanhola, Gibber Italicus, Irish Fancy, Rheinländer e Híbridos de Pintassilgos; 3,0 Canários de Canto, Canários de Cor, Bossu Belga, Scotch Fancy, Münchener, Fiorino, Giboso Espanhol, Gloster, Topete Alemão, Lizard, Mehringer, Arlequim Português, Bernois, Frisado do Sul, Frisado do Norte, Frisado Suiço, MeladoTinerfenho e LLarguet Espanhol; 3,2 Border, Yorkshire, Lancashire, Norwich, Crested/Crest Bred, Frisado Parisiense e Padovano; 3,5 Frisado Gigante Italiano. 41
TÉCNICO - Iniciação Criar Frisados Parisienses - desafio? CADERNETA DO CRIADOR por Roberto Lacombe Malleval (Criador de Frisados Parisienses - CANARIL ROELJO) A criação de frisados parisienses não é tão desafiadora como parece ser. Digo isso graças aos meus quase 30 anos de criação. Apesar de fazer sempre poucos casais, não passando de 7 no máximo, sempre tenho obtido uma quantidade razoável de filhotes. Criar parisienses é apaixonante para quem possa constatar a beleza que eles proporcionam. São elegantes, belos - são nobres. Apresentam atributos peculiares próprios de criação, por isso são os mais valorizados entre todos os canários. Gostaria de transmitir às pessoas que estão iniciando nessa raça algumas experiências adquiridas neste meu período de contato direto com os parisienses. A primeira coisa a fazer quando se quer compor um plantel é escolher os pássaros padreadores. Para isso é neces-sário primeiro visitar os criatórios existentes, averiguar a atuação para a continuidade das características inerentes ao padrão da raça e depois decidir em qual comprar. Para início deve-se escolher canários cujos atributos estejam mais perto do padrão reconhecido. Para a escolha de um bom frisado parisiense há vários fatores a observar, mas existem 6 pontos que não se deve esquecer de verificar: cabeça, fachos, tamanho, cauda, manto e peito. Assim vemos: Cabeça - tem que ser robusta, com penas bem frisadas, podendo ou não formar capacete. Fachos - conjunto de penas que devem sair concentricamente de ambos os lados até atingirem as asas. Quanto mais simétricos melhor. Tamanho - a partir de 19 cm. Calcula-se medindo da ponta do bico até à cauda. Cauda - larga e retangular, terminando em extremidade quadrada. Não deve ser menor que o tamanho do corpo. Quanto mais longa melhor. Manto - penas longas, densas que partem de uma linha mediana do dorso e caem simetricamente sobre cada um dos lados das asa. Peito - tem que ter frisos bem volumosos, devendo cobrir os dois lados do peito, em forma de concha e as penas nunca devem ser voltadas para cima. Bem, essas são as características principais a serem observadas. Realmente a plumagem é um dos fatores importantes do frisado parisiense. Tem que ser limpa, perfeita e sempre simétrica. Uma vez adquiridos os padreadores passemos para o acasalamento. Sempre cruzamos pássaros de pena dura com os de pena sedosa e também os intensos com nevados. Quando se deseja aumentar o volume da plumagem pode-se juntar nevado com nevado, desde que um dos pares tenha bastante fator intenso nos antecedentes. O ambiente de criação deve ser amplo, paredes de preferência caiadas, bem arejado, espaçoso, com boa iluminação e penetração de sol. Quanto às gaiolas, os pássaros até a época de acasalamento, devem estar em gaiolas individualizadas, de arame, ovaladas no tamanho aproximado de 46 cm de comprimento por 26 cm de largura e 42 cm de altura. Estas gaiolas devem ficar afastadas de, no mínimo, 5 cm, evitando assim que os canários biquem os fachos uns dos outros. Já na época da criação aconselho usar viveiros de 70 cm de comprimento por 30 cm de largura e 32 cm de altura. Quando comecei a criar, a primeira lenda que escutei é que as fêmeas parisienses não chocavam e se chocavam não cuidavam bem dos filhotes. Era necessário ter duas amas-secas para cada casal, diziam os antigos. Nesses anos todos tive poucos casos de fêmeas abandonarem o ninho ou de não cuidarem dos filhotes, mas isso também acontece com fêmeas de outras raças. Quando juntei meu primeiro casal, ainda sem muita prática, não tive nenhum problema: a fêmea mostrou-se boa chocadeira e excelente criadora. Para mim, então, essa lenda é um mito. O que acontece é que a maioria dos criadores de parisiense, no afã de tirarem mais filhotes, usa a amaseca constantemente, sem dar oportunidade de as fêmeas fazerem o trabalho natural de reprodução. Con- 42
CONCHA FACHOS colocá-lo de volta. A mãe logo retorna para o ninho para cobri-los. Quanto à alimentação dou a mesma que para outras raças, acrescentando, contudo, um pouco mais de proteína. O banho também não pode faltar, mas quando a temperatura e o sol estiverem adequados para que eles se sequem bem. O sol é muito importante - ideal entre 7 e 9 da manhã. A gaiola, no entanto deve estar metade coberta para que o pássaro escolha quando quer permanecer no sol ou sombra. Nunca colocar as gaiolas aonde haja corrente de ar. O canário deve sempre apresentar um visual harmônico e, muitas vezes temos que tirar uma ou mais penas que estejam destoando. Particularmente só posso agradecer a essa raça tão nobre e bela tudo o que recebi em troca. Foi um trabalho árduo, mas digno que me proporcionou ver a vida por outro prisma e conquistar boas amizades. Frisado Parisiense Ícaro - RL - Canaril Roeljo tudo sou a favor do uso de ama-seca nos casos de emergência. Eu mesmo já lancei mão dessa ajuda quando tive necessidade. É claro que há fêmeas com problemas, mas isso se verifica também nas outras raças. O que realmente tenho reparado nesses meus anos de criação é que as fêmeas parisienses, às vezes, não dão comida aos filhotes logo no 1º ou 2º dia de nascidos. Parece que não têm conhecimento ainda de sua tarefa de mãe. Nesses casos eu ajudo com papinha até elas se acostumarem com a nova situação. Mas aí vai uma experiência, pelo menos eu faço assim e dá muito certo. Não dou papinha quando a fêmea sai espontaneamente do ninho para comer, porque senão, quando ela voltar, os filhotes estarão de papo cheio e não levantarão a cabeça nem abrirão o bico, não motivando a fêmea a dar-lhes comida. O que faço para alimentar os filhotinhos é afastar a mãe suavemente, tirar o ninho, dar-lhes a papinha e MANTO Frisado Pariense de costas Kiara-RL - Canaril Roeljo Dados técnicos: Tamanho: >19cm Anilha: 3,2mm Posição no poleiro: 50 Cores: Todas as cores, inclusive vermelho, lipocrômicos, melânicos e pintados. Poleiros: de 14mm de diâmetro, no mesmo nível, afastados 14,5cm. Defeitos desclassificatórios: Asa com penas cruzadas. Facho arriado ou ausente. Manto assimétrico, ausente ou em círculo. Peito assimétrico, virado para cima ou sem concha. Pata escorregando no poleiro. 43
SOCIAL - Acervo Troféus do 3C 44
TÉCNICO - Ornitologia Pássaros das Capas Foto do Waxwings de HD Wallpapers Download CAPA DESTA EDIÇÃO Piranga flava, conhecido popularmente por sanhaçuvermelho ou sanhaçu-de-fogo, é uma ave passeriforme da família Cardinalidae. Mede aproximadamente 17 cm de comprimento e pesa, em média, 30 gramas. Apresenta dimorfismo sexual: o macho adulto possui plumagem uniformemente vermelho-vivo, com as pontas das asas negras; as fêmeas apresentam coloração olivácea, com a coroa e as partes inferiores amareladas. Os imaturos lembram as fêmeas adultas e os jovens machos apresentam plumagem parcialmente vermelha e amarela. A espécie é frequentemente vista forrageando no topo das árvores, mas algumas vezes captura insetos durante o voo. Sua dieta consiste especialmente de vespas e abelhas, mas também inclui bagas. Apreciam, em especial, os frutos de Cymbopetalum mayanum (Annonaceae). É encontrado do sul dos Estados Unidos e ao norte da América do Sul, sendo um migrante extremamente raro no oeste da Europa. No Brasil, pode ser registrado na região do Alto Amazonas e do Rio Negro, no estado do Amazonas. Constrói o ninho em forma de xícara, em um galho horizontal baixo. O ninho é feito de cortiça, gravetos e folhas e entrelaçado da mesma forma que outros membros da família. Os ovos são levemente azuis-esverdeados, salpicados com manchas castanho-avermelhadas. CAPA DA EDIÇÃO ANTERIOR Bombycilla garrulus, conhecida na Europa por Tagarela, tem uma plumagem bege acinzentada, com manchas pretas e vermelhas na cabeça e amarelas, brancas e vermelhas nas asas; a cauda tem a extremidade amarela e na cabeça uma pequena poupa. O vermelho das asas, parece de cera, daí na América do Norte ser chamado de Waxwings ( asas de cera ). Faz seu ninho, em forma de xícara, em galhos de árvores, próximo ao tronco. A postura é de 3 a 7 ovos, incubados somente pela fêmea, durante 13-14 dias. Os ovos são azul claro, salpicados de preto e cinza. A fêmea é muito semelhante ao macho, porém a terminação amarela da cauda é mais estreita e as marcas pretas menos definidas. Jovens são pardos com pouca marcação de branco e vermelho nas asas e nenhuma presença de preto. Machos mais velhos têm maior quantidade de penas vermelhas nas asas e são preferidos pelas fêmeas. Alimenta-se de insetos e principalmente de frutas. Como as frutas são ricas em açúcar, mas pobres em outros nutrientes, é ingerida em grandes quantidades. Os Tagarelas possuem um fígado grande o que ajuda a converter o açúcar em energia. Inclusive, metaboliza o etanol, resultado da fermentação do açúcar de frutas, de forma mais eficiente do que os humanos, mas mesmo assim algumas vezes ficam fatalmente embriagados.. Sanhaçu-de-fogo (Piranga flava) - por Ernani Oliveira, registrado em Nova Friburgo - RJ, julho de 2013. Pássaros retratados nas pinturas de John James Audubon, as quais ilustraram as capas desta Revista. Textos da Wikipedia - a enciclopédia livre. 45
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TÉCNICO - Genética O Canário Passe-Partout Clássico José Luis de Castro Silva (Juiz COM de Canários de Porte) Como já vimos os machos resultantes do acasalamento entre ágata X canela, desde que o macho seja homozigoto, são negros marrons oxidados e tem possibilidade de produzir os quatro tipos resultantes das combinações dos alelos dos loci envolvidos. Existem dois tipos de passe-partout, o já citado e um segundo tipo resultante do acasalamento entre isabelino X verde. Qual a diferença entre eles? Fenotipicamente nenhuma, mas seus genótipos e os resultados dos produtos obtidos apresentam variação. Isabelino X verde Xnoa ágata X canela XNoa XNO XnO No primeiro, denominado tipo I ou Cis pelos geneticistas, os genes mutantes estão em um mesmo cromossomo homólogo. No segundo, denominado tipo II ou Trans, em cada cromossomo existe um alelo primitivo e um mutante. Qual a influência da diferença nos resultados? Se analisarmos os dois genótipos, veremos que os denominados gametas parentais (idênticos aos recebidos dos pais) são distintos. No tipo I teremos Xnoa (isabelino) e XNO (verde). No tipo II teremos XNoa (ágata) e XnO (canela). Logo, para cada um dos casos teremos como recombinantes os gametas que no outro tipo são parentais. O número de recombinantes, em casos extremos, onde os loci estão muito separados um do outro, é igual, no máximo, ao número de gametas parentais. No caso presente há uma ligeira diferença entre os fenótipos parentais e recombinantes quando consideramos uma amostragem significativa. Como média podemos considerar que para cada três parentais, surjam dois recombinantes. Assim, o passe-partout tipo I, considerada um amostragem significativa, produz cerca de 40% de gametas recombinantes (ágata e canela) enquanto no tipo II a situação se inverte, isto é, o maior número será de gametas para aquelas cores. Até hoje, não possuímos uma estatística confiável sobre os resultados dos dois tipos de passe-partout e somente com grande número de resultados poderemos chegar próximo à relação verdadeira. Existem outros canários que podem também ser considerados passe-partout para mais de quatro tipos, como por exemplo, o verde portador de isabelino pastel com possibilidade de produzir fêmeas pastéis e normais nos quatro tipos, mas estes serão abordados quando tratarmos dessa mutação. Transcrição do capítulo XI de Os canário de cor Genética aplicada às mutações (1987) de José Luís de Castro Silva. Curso de Canaricultura da FOB/OBJO 2016 O Curso de Canaricultura Doméstica da FOB/OBJO, realizado no Rio de Janeiro em abril de 2016, organizado pelo 3C, retificando e completando a informação da Revista anterior, esteve sob a responsabilidade de José Pereira da Silva e Luiz Carlos Garcia, tendo como coordenadores os Srs. Severino José Simões (canários de cor) e Antonio Carlos Lemo (canários de porte). Não tivemos acesso ao conteúdo programático. Os docentes do segmento de cor foram os Juízes: João Francisco Basile da Silva, Mário Henrique Simões, Álvaro Blasina, Eduardo Martins, Leonardo Monteiro, Marcio Fernandes, Rodrigo Saldanha, Vagner Bigliard e Wagner Canhaci. Os do segmento de canários de porte foram: Wladimir Silva, Hélio Edson Fernandes, Cesar Garcia e Fernando Bretas. Teve 34 participantes em canários de cor e 23 em canários de porte. Só 5 participantes lograram aprovação na parte teórica para o ingresso como juiz: Danilo Martin, Vagner Fernando Martin, Matheus da Cruz Ramos e Humberto Queiroz do Nascimento Filho para o segmento de canários de porte e Cairo Frossard para canários de cor. Não sabemos quem fez a prova prática, mas no Brasil Ornitológico n 104 consta que nenhum candidato foi aprovado nas provas práticas, aplicadas durante a realização do Campeonato Brasileiro de 2016. 47
Linha clara sem fator Linha ino sem fator E-Mail: wlarocca@gmail.com Dalmo Gimenes Linha Clara sem Fator & Albinos Resultados: * Campeão Linha Clara s/fator - ACCN 2011 * Tetra Campeão Linha Clara s/fator 3C * Aberto de Taubaté 2011: 1 Campeão Branco 90 pts 1 Campeão Branco Dominante 90 pts 1 Campeão Amarelo Nevado 91 pts 1 Lugar Amarelo Marfim Intenso 1 Lugar Albino Contatos: Telefone: (21) 2281-2363 Celular: (21) 96434-6445 Rádio: 83*11106 E-mail: dalmogimenes@hotmail.com Anéis: ACCN - LA 544 3C - CA 544 Evoluindo o Plantel a Cada Temporada 48
TÉCNICO - Veterinaria Melhor prevenir... QUANDO O QUE COMO Ao ínício e término do período de reprodução (JUN e JAN) Profilaxia Limpeza e desinfecção do criadouro, inclusive pedilúvio, com Farmasept Plus ou Vancid (amònia quaternária) - superfícies molhadas:1 ml/1litro de água; secas: 1 ml/2 litros. Isolar pássaros doentes. Durante a muda (SET/MAI) Vitaminas e sais minerais Aminozol na água, 5 gotas/40 ml -15/15 dias ou Aminomix na ração, 10g/kg - sempre. Vitaminas (A, D3 e H). Após a muda (JAN e JUN) Exames parasitológico e bacteriológico de fezes Coletar amostras de fezes separadamente de machos, fêmeas e filhotes, em horários diferentes. No máximo 12 aves de um grupo de 40 aves (30%). Após os exames de fezes Medicação COCCIDIOSE - Coccinon1g/50ml água - 20 dias ou Baycox 3 gotas /50ml por 3/ 5 não/ +3 dias. OUTROS - Consulte o veterinário. Às vesperas das Exposições (ABR e JUN) Protejer contra parasitas e hidratar pássaros Ivomec PourOn ou Front-Line - Uma gota (agulha de insulina) na pele da nuca do canário. Hidrafort- 1 dia antes, no dia do torneio e 1 dia após o torneio. Ao retornar das Exposições e ao adquirir pássaros Eliminar parasitas e evitar contaminar o plantel Ivomec PourOn - aplicar em aves adquiridas e nas outras reaplicar se decorridos mais de 28 dias. QUARENTENA - observar por 10 a 21 dias, afastando e medicando aves doentes. Antes do acasalamento (JUN) Fertilidade VITAMINA E, em pó - 2 g / kg ração ou 2g / 1 litro de água por 7+7 dias, com intervalo de 7 dias. Ao fazer os casais (JUL) Prevenir infestação piolhos Pulverizar pássaros, gaiolas e utensílios, inclusive ninhos, com suspensão de Kill Red ou Neocid em pó (Carbaril 5%) - 10g / 5 litros de água. No período de reprodução (JUL a DEZ) Alimentação adequada Ração com maior teor de proteínas e mais rica em sais minerais e vitaminas (A, D3 e Biotina). Verduras, maçã, ovo cozido, bolo, pão etc. Papa para filhotes, no bico, 3 vezes ao dia. Fontes: Revista do 3C de 2012, bulas dos medicamentos e artigo de Stella Maris Benez. 49
TÉCNICO - Veterinaria Moléstia e Cura SINTOMAS DOENÇAS REMÉDIOS DOSAGENS Sede, muita fome, emagrecimento, movimentos trôpegos, diarréia aquosa, sangue e cálcio nas fezes, fezes brancas ao redor da cloaca, secreção pelo bico. Coccidiose a) Sulfaquinolaxina (NeoSulmetina) ou b) Clopindol (Coccinon) ou c) Toltrazuril (Bycox). a) 10 gotas p/50ml (3/ 2não/ +3 dias). b) 1g p/50g ou 50ml-20dias c) 3 gotas/50ml-3/5não/3d. Diarréia branca, gosma no ninho, fezes endurecidas tampando a cloaca. Artrite nas articulações das pernas e asas. Salmonelose ou Colibacilose Enrofloxacina ou Norfloxacina (Bytril ou Biflox). 1 gota no bebedouro de 50ml, durante 10 dias. Patas inchadas, dedos ou articulações dos pés inflamados. Fica bicando a pata. Recolhe o pé constantemente. Feridas nas patas. Estafilocose ou estreptococcus Azitromicina ou Eritromicina e Crema 6A (uso veterinário). 1/2 cápsula no bebedouro de 40ml por 15 dias e uso local do creme até curar. Ronqueira, chiados, respiração sibilante. Acesso asmático, tosse ou espirros com expectoração. Aero-saculite ou Doença Respiratória Hyalozina 2000 UTR, Anforicin B ou Tylan (tilosina). Nebulização de 12mim, 3x ao dia, por 15 dias ou mais. Respiração difícil. Corpo e cauda balançam acompanhando rítmo da respiração. Mancha roxa na barriga, na base dos pulmões. Aspergilose ou Micoplasmose Lincomicina ou Enrofloxacina (Bytril). 1 gota no bico ou 2 gotas no bebedouro de 50ml, durante 7 a 14 dias. Espirra expelindo substâncias amareladas. Narinas obstruídas, bico aberto, piado rouco ou sem som, ofegante. Ácaros nas vias respiratórias Ivermectina (Ivomec Pour on). Pingar uma gota na pele da nuca. Suspender banho e verduras por 2 dias.repetir somente após 28 dias, se necessário. Não consegue partir sementes duras. Passa a língua (bico) nas grades como se estivesse limpando as mesmas. Limpa constantemente o bico no poleiro. Sementes ficam grudadas no bico ou na plumagem. Candidíase Nistatina ou Cetoconazol. 2 gotas no bebedouro de 50ml durante 7 dias. Pés com franjas esbranquiçadas na parte de baixo, lateral e ponta dos dedos. Sarna (Ácaros) a) Ivermectina (Ivomec Pour on); b) Pomada de Helmerich, Emulsão de Benzoato de Benzila ou Glicerina Fenicada. a) Pingar uma gota na pele da nuca, observando os cuidados acima. b) Passar nos pés 5 dias. Pata inchada com ponto negro na parte inferior do dedo trazeiro (coxim plantar). Pododermatite necrótica a) Norfloxacina; b) Omcilon - A M (creme). a)1 gota no bebedouro de 50ml, por 15 dias; b) Aplicar na lesão, 2x dia. Não tentar extrair o ponto preto. Sacudidas ao evacuar. Fezes amarelas ou esverdeadas. Ventre inchado e vermelho. Enterite Eliminar sementes gordurosas e ovo. Dar sulfato de ferro e chicoria. 10 gramas p/ 250ml de água. Lesão no globo ocular do filhote que ainda não abriu os olhos, entre 3 a 8 dias de vida, com acúmulo de exsudato caseoso (puz). Estafilocose a) Pomada oftálmica; b) Amoxicilina com clavulanato de potássio - suspensão oral (Clavulin). a) Aplicar nos olhos diariamente. b) Adicionar na papinha uma pitada. Não espremer, nem furar. Filhote de ninho com ponto preto na barriga. Proventriculite Amoxicilina com clavulanato de potássio - suspensão oral. Adicionar uma pitada na papinha e dar no bico. 50