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LITERATURA PROF. RAFAEL QUESTÃO 01 Observe a seguinte declaração sobre o Pré-Modernismo: Creio que se pode chamar pré-modernismo (no sentido forte de premonição dos temas vivos em 22) tudo o que, nas primeiras décadas do século, problematiza a nossa realidade social e cultural. BOSI, Alfredo. "História concisa da literatura brasileira". São Paulo: Cultrix, 1994. p. 306. Atente agora para o que se afirma a respeito de algumas obras e autores brasileiros e assinale a alternativa cujo conteúdo NÃO contempla a síntese crítica de Alfredo Bosi: A) Um dos grandes temas de "Os Sertões" é a denúncia que Euclides da Cunha faz sobre o crime que a nação brasileira cometeu contra si própria na Guerra dos Canudos. B) Monteiro Lobato imortalizou o personagem Jeca Tatu, transformando-o no símbolo do caipira subdesenvolvido que vive na indolência e pratica sempre a "lei do menor esforço". C) Mário e Oswald de Andrade notabilizaram-se como os grandes líderes da revolução de 22 e, portanto, do processo de ruptura em relação à tradição intelectual, libertando a literatura brasileira da "calmaria" em que se encontrava. D) Lima Barreto expressou sempre o inconformismo face às injustiças sociais e, na obra "Triste Fim de Policarpo Quaresma", construiu uma imagem caricata do Brasil com todas as suas contradições. E) Em "Os Sertões", Euclides da Cunha opõe o homem do sertão ao homem do litoral, acentuando-lhes as diferenças econômicas e socioculturais. QUESTÃO 02 "(...) esta aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormecidas. O homem transfigura-se." Assinale a frase que, retirada de "Os sertões", sintetiza o trecho citado. A) "é o homem permanentemente fatigado" B) "o sertanejo é, antes de tudo, um forte" C) "a raça forte não destrói a fraca pelas armas, esmaga-a pela civilização" D) "Reflete a preguiça invencível (...) em tudo" E) "a sua religião é como ele - mestiça" QUESTÃO 03 (Uespi-PI) Leia atentamente os enunciados abaixo a respeito da produção literária brasileira considerada prémodernista. 1) Trata-se de um período de transição, em que os escritores, apesar de ainda guardarem traços das estéticas realista, naturalista ou parnasiana, expressam um viés crítico que será explorado pelos modernistas. 2) O nacionalismo pré-modernista identificava-se com o da primeira geração romântica, em que autores como Gonçalves Dias e José de Alencar idealizavam as origens e a constituição do povo brasileiro. 3) Na poesia, Augusto dos Anjos foi uma das expressões mais relevantes, representando uma poética de caráter mais objetivo e concreto, como será, décadas após, a produção de João Cabral de Melo Neto. Está(ão) correta(s): A) 1 e 2 apenas B) 3 apenas C) 1 apenas D) 1, 2 e 3 E) 2 e 3 apenas QUESTÃO 04 (PUC-RS) Para responder à questão 32, leia o fragmento do conto Negrinha, de Monteiro Lobato. Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças.... E tudo se esvaiu em trevas. Depois, vala comum. A terra papou com indiferença aquela carnezinha de terceira uma miséria, trinta quilos mal pesados... E de Negrinha ficaram no mundo apenas duas impressões. Uma cômica, na memória das meninas ricas. Lembras-te daquela bobinha da titia, que nunca vira boneca? Outra de saudade, no nó dos dedos de dona Inácia. Como era boa para um cocre!...... Considerando o fragmento anterior, é correto afirmar: A) Em Negrinha, conto-título de livro de Monteiro Lobato, editado em 1920, o autor apresenta, de forma crítica e mordaz, o tratamento cruel a que é submetida a pequena escrava, maltratada até a morte. B) Para o pré-modernista Monteiro Lobato, a infância é um período a ser celebrado pela alegria e vontade de viver, tema que anima o conto Negrinha. C) Como escritor romântico, Monteiro Lobato cria a personagem Negrinha como aquela que dá alegrias a Dona Inácia, sua patroa, por estar sempre a seu lado.

D) Negrinha é uma das personagens mais marcantes da literatura infantil de Monteiro Lobato, o autor que inaugurou o gênero no Brasil. E) No conto Negrinha, Monteiro Lobato relembra uma pequena companheira de infância, vizinha das terras de seu avô. QUESTÃO 05 (UFRRJ) Fragmento de Triste fim de Policarpo Quaresma "Policarpo era patriota. Desde moço, aí pelos vinte anos, o amor da Pátria tomou-o todo inteiro. Não fora o amor comum, palrador e vazio; fora um sentimento sério, grave e absorvente. (... ) o que o patriotismo o fez pensar, foi num conhecimento inteiro de Brasil. (... ) Não se sabia bem onde nascera, mas não fora decerto em São Paulo, nem no Rio Grande do Sul, nem no Pará. Errava quem quisesse encontrar nele qualquer regionalismo: Quaresma era antes de tudo brasileiro." BARRETO, Lima. "Triste fim de Policarpo Quaresma". São Paulo: Scipione, 1997. Este fragmento de "Triste Fim de Policarpo Quaresma" ilustra uma das características mais marcantes do Pré- Modernismo que é o: A) Desejo de compreender a complexa realidade nacional. B) nacionalismo ufanista e exagerado, herdado do Romantismo. C) resgate de padrões estéticos e metafísicos do Simbolismo. D) nacionalismo utópico e exagerado, herdado do Parnasianismo. E) subjetivismo poético, tão bem representado pelo protagonista. QUESTÃO 06 (UNOPAR-PR) A linguagem de seus poemas é marcada por um vocabulário antipoético: escarro, verme, morcego, etc. Seus temas preferidos são a ingratidão do ser humano, a putrefação dos cadáveres. São dele os famosos versos: a mão que afaga é a mesma que apedreja. Trata-se de A) Vicente de Carvalho. B) Luís Vaz de Camões. C) Augusto dos Anjos. D) Vinicius de Moraes. E) Manuel Bandeira. QUESTÃO 07 (UFRGS-RS) Uma atitude comum caracteriza a postura literária de autores pré-modernistas, a exemplo de Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Euclides da Cunha. Pode ela ser definida como A) a necessidade de superar, em termos de um programa definido, as estéticas românticas e realistas. B) pretensão de dar um caráter definitivamente brasileiro à nossa literatura, que julgavam por demais europeizadas. C) a necessidade de fazer crítica social, já que o realismo havia sido ineficaz nessa matéria. D) uma preocupação com o estudo e com a observação da realidade brasileira. E) aproveitamento estético do que havia de melhor na herança literária brasileira, desde suas primeiras manifestações. QUESTÃO 08 (Mack-2001) A estrofe que NÃO apresenta elementos típicos da produção poética de Augusto dos Anjos é: A) Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos signos do zodíaco. B) Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja a mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija! C) Meia-noite. Ao meu quarto me recolho. Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede: Na bruta ardência orgânica da sede, Morde-me a goela ígneo e escaldante molho. D) Beijarei a verdade santa e nua, Verei cristalizar-se o sonho amigo Ó minha virgem dos errantes sonhos, Filha do céu, eu vou amar contigo! E) Agregado infeliz de sangue e cal, Fruto rubro de carne agonizante, Filho da grande força fecundante De minha brônzea trama neuronial. QUESTÃO 09 (UFPB-2006) Astrologia Minha estrela não é a de Belém: A que, parada, aguarda o peregrino. Sem importar-se com qualquer destino A minha estrela vai seguindo além... - Meu Deus, o que é que esse menino tem? - Já suspeitavam desde eu pequenino. O que eu tenho? É uma estrela em desatino... E nos desentendemos muito bem! E quando tudo parecia a esmo E nesses descaminhos me perdia Encontrei muitas vezes a mim mesmo... Eu temo é uma traição do instinto Que me liberte, por acaso, um dia Deste velho e encantado Labirinto (QUINTANA, Mario. Quintana de bolso. Porto Alegre: L&P, 1997, p. 102). A influência dos astros na vida dos homens faz-se presente, também, nos seguintes versos do poeta Augusto dos Anjos: Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos signos do zodíaco. (Psicologia de um vencido. In: ANJOS, Augusto dos. Os melhores poemas de Augusto dos Anjos. São Paulo: Global, 1997, p. 51).

Comparando o poema Astrologia, de Mario Quintana, com os versos de Augusto dos Anjos, considere as afirmativas: I. Nos versos de Augusto dos Anjos e no poema de Mario Quintana, há uma visão pessimista da matéria, da vida e do cosmo. II. No poema de Mario Quintana a inquietação em relação ao destino não assume um tom angustiado, como se observa nos versos de Augusto dos Anjos. III. O poema de Mario Quintana e os versos de Augusto dos Anjos expressam a dor de existir e uma profunda descrença na vida humana. Está(ão) correta(s): A) todas B) apenas II C) apenas I e II D) apenas I e III E) apenas II e III QUESTÃO 10 (PUC/RS) A viagem de Euclides da Cunha à região de Canudos, onde ocorre a revolta dos seguidores de Antônio Conselheiro, A) ratifica sua posição em relação aos fanáticos rebeldes, expressa em seu artigo "A Nossa Vendéia". B) impulsiona-o a produzir "Os sertões", baseando-se somente no que realmente pôde presenciar. C) demove-o da concepção determinista vigente na época, que concebe o homem como um cruzamento de condicionamentos. D) retifica a opinião vigente, passando a considerar a revolta como resultante do atraso da nação. E) influencia a prosa do autor, antes impregnada de cientificismo e reacionarismo. QUESTÃO 11 (Cesgranrio-1995) Texto III Noite em João Pessoa 1 A noite de ontem, ostentando uma cenografia muito lúgubre, nos deu a impressão de que a justiça, na Paraíba do Norte, havia aberto falência. 2 Afigurou-se-nos, então, que nosso aerópago forense, tornar-se-ia d'ora em diante um núcleo tristíssimo de bacharéis escaveirados com a faculdade prosódica obstruída por uma alalia incurável, arrastando desconsoladamente pela sala das audiências as fósseis togas hipotecadas. 3 O largo da Catedral de N.S. das Neves, oferecia sem nenhum exagero, uma perspectiva inteiramente desalentadora. 4 A iluminação elétrica, de um efeito intensivo péssimo, iluminava com reflexos mortiços toda aquela decadência sintomática que bem equivalia à justiça mundial agonizante, festejando com alguns círios e com o Cinema Halley a véspera de sua desintegração absoluta. 5 Pouquíssimos circunstantes. 6 Alguns, exibindo hiatos de desilusão mal contida, regressavam aos lares, com o atabalhoamento nervoso e a diminuição concomitante da verticalidade dorsal de quem está sendo vaiado publicamente (...) 7 Ah! certamente, a noite da Justiça, com sua treva e os "films" magríssimos de seu cinema plebeu, foi apenas o prelúdio incoerente e mal definido dos deslumbramentos futuros que as outras noites hão de trazer, como uma compensação muito carinhosa, ao nosso espírito decepcionado. Trecho da crônica inédita de Augusto dos Anjos. Jornal O GLOBO, 04/09/94. No 6º parágrafo do texto III, percebe-se a degradação física e moral dos bacharéis, que é motivada por: A) problemas físicos que atacam os nervos. B) desilusão amorosa contida. C) decepção profissional sofrida. D) sacrifício da volta ao lar. E) arqueamento da coluna pelo excesso de trabalho. QUESTÃO 12 (Enem 2003) No ano passado, o governo promoveu uma campanha a fim de reduzir os índices de violência. Noticiando o fato, um jornal publicou a seguinte manchete: CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO ENTRA EM NOVA FASE A manchete tem um duplo sentido, e isso dificulta o entendimento. Considerando o objetivo da notícia, esse problema poderia ter sido evitado com a seguinte redação: A) Campanha contra o governo do Estado e a violência entram em nova fase. B) A violência do governo do Estado entra em nova fase de Campanha. C) Campanha contra o governo do Estado entra em nova fase de violência. D) A violência da campanha do governo do Estado entra em nova fase. E) Campanha do governo do Estado contra a violência entra em nova fase. QUESTÃO 13 (Enem 2003) Eu começaria dizendo que poesia é uma questão de linguagem. A importância do poeta é que ele torna mais viva a linguagem. Carlos Drummond de Andrade escreveu um dos mais belos versos da língua portuguesa com duas palavras comuns: cão e cheirando. Um cão cheirando o futuro (Entrevista com Mário Carvalho. "Folha de SP", 24/05/1988. adaptação) O que deu ao verso de Drummond o caráter de inovador da língua foi: A) o modo raro como foi tratado o "futuro". B) a referência ao cão como "animal de estimação". C) a flexão pouco comum do verbo "cheirar" (gerúndio). D) a aproximação não-usual do agente citado e a ação de "cheirar". E) o emprego do artigo indefinido "um" e do artigo definido "o" na mesma frase.

Para responder à questão 14, leia o poema Psicologia de um Vencido, de Augusto dos Anjos: Psicologia de um Vencido Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênesis da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Profundissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância... Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme este operário das ruínas Que o sangue podre das carnificinas Come, e à vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra. Augusto dos Anjos QUESTÃO 14 I. Influenciado pela estética parnasiana, Augusto dos Anjos demonstra grande domínio técnico e gosto pela métrica, características evidenciadas através da escolha renitente pelos sonetos; II. A influência simbolista pode ser percebida através dos temas recorrentes em sua obra, como a fascinação pela morte, a angústia e a utilização de elementos simbólicos, além do uso de metáforas; III. A adoção do vocabulário científico produz um efeito poético de angústia existencial diante das implacáveis leis da natureza, promovendo assim uma análise sobre a efemeridade humana; IV. Ao fazer referência ao amoníaco, Augusto dos Anjos estabelece uma metáfora entre o composto químico e a alma do eu-lírico, pois ao fim da vida a matéria se desintegra, mas a alma é inorgânica, por isso mantém-se intacta. Julgue as proposições: A) Todas estão corretas. B) Todas estão incorretas. C) Apenas IV está correta. D) I, II e III estão corretas. E) I e IV estão corretas. QUESTÃO 15 (Enem 2003) Observe as duas afirmações de Montesquieu (1689-1755), a respeito da escravidão: A escravidão não é boa por natureza; não é útil nem ao senhor, nem ao escravo: a este porque nada pode fazer por virtude; àquele, porque contrai com seus escravos toda sorte de maus hábitos e se acostuma insensivelmente a faltar contra todas as virtudes morais: torna-se orgulhoso, brusco, duro, colérico, voluptuoso, cruel. Se eu tivesse que defender o direito que tivemos de tornar escravos os negros, eis o que eu diria: tendo os povos da Europa exterminado os da América, tiveram que escravizar os da África para utilizá-los para abrir tantas terras. O açúcar seria muito caro se não fizéssemos que escravos cultivassem a planta que o produz. (Montesquieu, "O espírito das leis".) Com base nos textos, podemos afirmar que, para Montesquieu, A) o preconceito racial foi contido pela moral religiosa. B) a política econômica e a moral justificaram a escravidão. C) a escravidão era indefensável de um ponto de vista econômico. D) o convívio com os europeus foi benéfico para os escravos africanos. E) o fundamento moral do direito pode submeter-se às razões econômicas. QUESTÃO 16 Leia o texto a seguir. Os Direitos Humanos têm um pressuposto que é o de reconhecer que aquilo que consideramos indispensável para nós é também para o próximo. Reconhecer esse postulado nos leva a outras dificuldades: definir quais bens materiais e simbólicos são indispensáveis a nós e aos outros, ou ainda, a todos os seres humanos. [...] A distinção entre bens compreensíveis, como os cosméticos, os enfeites, roupas extras, e bens incompreensíveis, como o alimento, a casa, a roupa, não é suficiente para criarmos critérios sobre quais direitos são essenciais. Poderíamos ampliar o entendimento dos bens incompreensíveis que não seriam apenas aqueles que asseguram a sobrevivência física em níveis decentes, mas também os que garantem a integridade espiritual. Desse modo, seriam bens incompreensíveis a alimentação, a moradia, o vestuário, a instrução, a saúde, a liberdade individual, o amparo da justiça pública, a resistência à opressão, e, também, o direito à crença, à opinião, ao lazer e, por que não, à arte e à literatura. Com base no texto, assinale a alternativa em que o verso apresenta clara correspondência com a temática. A) Vamos comer / Vamos comer feijão / Vamos comer /Vamos comer farinha / Se tiver / Se não tiver então ôôôô.(caetano Veloso. Vamo Comer.)

B) C) D) E) Bebida é água. / Comida é pasto. / Você tem sede de que? / Você tem fome de que? / A gente não quer só comida, / A gente quer comida, diversão e arte. /A gente não quer só comida, / A gente quer saída para qualquer parte. / A gente não quer só comida, /A gente quer bebida, diversão, balé.(arnaldo Antunes; Marcelo Fromer; Sérgio Britto. Comida.) Fome do cão, fome do cão, fome do cão, fome do cão / O ronco da Lara é da fome do cão / O ronco do bucho é da fome do cão / Fome do cão, fome do cão, fome do cão, fome do cão.(raimundos. Rumbora e Rodolfo Abrantes. Fome de cão.) Trem sujo da Leopoldina / Correndo correndo / Parece dizer / Tem gente com fome / Tem gente com fome / Tem gente com fome.(joão Ricardo Solano Trindade. Tem gente com fome.) Ummmm que fome / Tô com uma fome de leão /Come, come / Vo fazer uma refeição / Come, come /Vou detonar o macarrão / Come, come / Batata, vagem, agrião.(jairzinho Oliveira. Comer me faz crescer.) QUESTÃO 17 D) E) a concepção vanguardista de Literatura, que se baseia no culto da novidade e na experimentação formal, concepção muito recorrente no Modernismo brasileiro. A Literatura como expressão do eu, subjetivismo e desapegada de preocupações com a coletividade, como se vê no poeta Álvares de Azevedo. Leia o texto a seguir e responda às questões 18 e 19. A Literatura denuncia a realidade Em diferentes momentos da história humana, a literatura teve um papel fundamental: o de denunciar a realidade, sobretudo quando setores da sociedade tentam ocultá-la. Foi o que ocorreu, por exemplo, durante o período do governo militar no Brasil. Naquele momento, inúmeros escritores arriscaram a própria vida para denunciar, em suas obras, a violência que tornava a existência uma aventura arriscada. A leitura dessas obras, mesmo que vivamos em uma sociedade democrática e livre, nos ensina a valorizar nossos direitos individuais, nos ajuda a desenvolver uma melhor consciência política e social. Em resumo, permite que olhemos para a nossa história e, conhecendo algumas de suas passagens mais aterradoras, busquemos construir um futuro melhor. Mas não é apenas em momentos de opressão política que a literatura denuncia a realidade. Graciliano Ramos, por exemplo, ao contar a saga de Fabiano e sua família, em Vidas secas, denuncia a triste realidade de uma parte do Nordeste brasileiro, até hoje condenada à seca e à falta de perspectivas. O poeta Ferreira Gullar, em vários de seus poemas, aponta para as injustiças e as estreitas possibilidades de realização das pessoas, limitadas por uma realidade social adversa. (Maria Luiza Abaurre e Marcela Pontara. Literatura Brasileira: tempos, leitores e leituras. São Paulo: Moderna, p. 11) QUESTÃO 18 (Portal Impacto) O conteúdo global do texto pretende ressaltar: A) B) C) A Literatura possui inúmeras funções. Nesta tirinha, o cartunista Quino caricatura, de forma crítica, uma determinada concepção de literatura em que concebe A) B) C) uma Literatura engajada, envolvida nas questões sociais, como no Período Realista. uma concepção beletrista de Literatura, que vê o texto literário como simples arranjo formal, sem preocupações com a dimensão do conteúdo, como ocorreu com alguns poetas barrocos e parnasianos. uma Literatura de cunho metafísico, tal como praticada pelos poetas simbolistas, que buscavam capar pelo verso o inefável e o incompreensível. D) E) a urgência de uma literatura que trate da violência que marca a sociedade atual. a pouca relevância da literatura produzida no Brasil durante o governo militar. o papel da literatura diante dos problemas sociais que afligem as pessoas. a importância da literatura regional na constituição do cenário nacional. a falta de perspectiva da literatura que se desenvolveu no Nordeste brasileiro.

QUESTÃO 19 (ARL) Baseado no texto e seus conhecimentos sobre a Arte Literária e a Linguagem, analise as afirmações a seguir: I. Trata-se de um texto do uso exclusivo da linguagem verbal. II. O texto colabora com a ideia de Aristóteles que a Literatura é a arte que imita a vida pela palavra assumindo também uma função política (reflexão). III. A Literatura é estudada em forma de escolas literárias, também denominadas de estilos de época, e é influenciada pelo contexto histórico. Está (ão) correta(s)? A) Apenas I. B) Apenas II. C) Apenas I e II. D) I, II e III. E) Apenas II e III. QUESTÃO 20 (UFOP) Leia com atenção o seguinte texto: Como uma cascavel que se enroscava, A cidade dos lázaros dormia... Somente, na metrópole vazia, Minha cabeça autônoma pensava! Mordia-me a obsessão má de que havia, Sob os meus pés, na terra onde eu pisava, Um fígado doente que sangrava E uma garganta de órfã que gemia! Tentava compreender com as conceptivas Funções do encéfalo as substâncias vivas Que nem Spencer, nem Haeckel compreenderam... E via em mim, coberto de desgraças, O resultado de bilhões de raças Que há muitos anos desapareceram! (ANJOS, Augusto dos. Eu: poesias. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1998. p. 61) Assinale a alternativa incorreta: A) É possível observar, na construção desse texto, uma tal concentração no conteúdo que faz com que a forma fique bastante negligenciada. B) Observa-se uma tendência bastante forte para a exploração de temas mórbidos e patológicos, como nos demais poemas de Augusto dos Anjos. C) Apresenta o poema um pendor para a representação de um cientificismo, mesmo que o impulso lírico seja uma constante presença. D) Faz-se notar um pessimismo que, na sua exacerbação, acaba caminhando para um quase total aniquilamento. E) Justificando a obra a que pertence, há, no poema, um individualismo bem nítido.