PPC OU PPP (PURCHASING POWER PARITY)

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Transcrição:

PPC OU PPP (PURCHASING POWER PARITY) É um índice de ajuste dos salários e da renda per capita. O PPC leva em consideração o poder de compra de um determinado salário frente ao custo de vida do país que está sendo analisado. Exemplo: * Um operário chinês recebe, em média 100 dólares por mês. * Um operário mexicano recebe, em média 450 dólares por mês. Porém, isso não quer dizer que o poder de compra do mexicano é 4,5 vezes maior que a do chinês. É preciso analisar o custo de vida nos dos países para ver qual deles tem o maior poder de compra. Esse ajuste é a PPC.

ÍNDICE BIG MAC O Índice Big Mac, oficialmente Big Mac Index, é um índice calculado sobre o preço do Big Mac em mais de 100 países, tendo como objectivo medir o grau de sobre- ou subvalorização de uma divisa em relação ao dólar americano, comparando os preços do hamburger Big Mac nos Estados Unidos com o preço do Big Mac do país no qual se pretende comparar a moeda. O princípio é que os procedimentos operacionais da cadeia de fast food McDonald's são os mesmo em todos os países em operação, inclusive a margem de contribuição por produto. Exemplo: segundo o índice, se um Big Mac custar 3 dólares num lugar e 3 euros noutro, então 1 euro tem valor equivalente a 1 dólar. O índice foi criado em 1986 e é calculado pela revista The Economist.

ÍNDICE BIG MAC 2010

Desde 2006, a Commonwealth Securities Limited (CommSec)1, instituição australiana de análise de risco e investimentos, passou a calcular o Índice ipod, que atualmente compara o custo em dólares de se adquirir o ipod Nano de 8gb em diferentes países. A premissa é a de que, como está presente em todos os países e é fabricado predominantemente na China, a comparação do Índice ipod não seria prejudicada por diferenças de custos de produção entre os países, apena inclui custos de transporte e tributação. ÍNDICE IPOD

ÍNDICE IPOD (BASE 2008) Preço de venda do ipod Argentina... US$ 353,20 Brasil... US$ 271,54 Média mundial... US$ 194,78 China... US$ 189,00 EUA... US$ 149,00 Austrália... US$ 131,95 Tempo de trabalho necessário para adquirir o ipod Tempo médio... 41,5 horas Mumbai (Índia)... 177 horas Buenos Aires (Argentina)... 99 horas Rio de Janeiro (Brasil)... 56 horas São Paulo (Brasil)... 46.5 horas Zurique (Suíça)... 9 horas Considerando uma jornada de trabalho diária de 8,5 horas, em Mumbai seriam necessários mais de 20 dias de trabalho para se comprar o produto, enquanto que em São Paulo seriam 5,5 dias. Fonte:ALBERGONI, Leide. Paridade do poder de compra: índice Big Mac ou índice IPOD? Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v.2, n.7, setembro 2009. Disponível em http://www2.fae.edu/galeria/getimage/1/731662978925767.pdf

IDH É um indicador da ONU que mede a qualidade de vida nos países e se baseia em três critérios básicos: PIB per capita, ajustado pela paridade do poder de compra (critério econômico) Expectativa de vida (critério social vinculado à saúde) Educação (critério social vinculado ao investimento social) No caso da Educação, há uma subdivisão: número médio de anos de estudo X número médio de anos de estudo esperado.

NOVOS INDICADORES INCORPORADOS AO IDH IDH Ajustado à Desigualdade Índice de Desigualdade de Gênero Índice de Pobreza Multidimensional.

IDH A ONU atribui uma nota para cada um dos quesitos ou critérios e depois uma nota para o país. A nota tem variação de zero (pior situação) até um (melhor situação). A partir do ranking de 2010, a ONU passou a dividir os países em quatro grupos ou quartis (25% do total de países analisados): * ¼ dos países (com as melhores notas) = IDH muito elevado * ¼ dos países (metade para cima) = IDH elevado * ¼ dos países (metade para baixo) = IDH médio * ¼ dos países (com as piores notas) = IDH baixo

47 países neste grupo

Grupo do Brasil IDH elevado (...) (...)

IDH -BAIXO

ÍNDICE DE GINI Mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0, quando não há desigualdade (a renda de todos os indivíduos tem o mesmo valor), a 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um um indivíduo detém toda a renda da sociedade e a renda de todos os outros indivíduos é nula). Fonte: PNUD O Índice de Gini foi criado há 100 anos (1912) pelo italiano Corrado Gini

O BRASIL SE ENCONTRA ENTRE OS 10 PAÍSES DE MAIOR DESIGUALDADE DO MUNDO

B R A S I L

ESTUDO INDICA QUE DESIGUALDADE ATINGIU MENOR NÍVEL JÁ VISTO DO BRASIL Segundo levantamento da FGV, renda de pobres aumentou mais do que a de ricos na última década. O Estado de São Paulo 03 de maio de 2011 17h 12 Na última década, a desigualdade no Brasil chegou ao nível mínimo já registrado no país, e a renda da metade mais pobre da população aumentou em ritmo 5,5 vezes mais rápido que a da minoria mais rica do país, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com o pesquisador Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da FGV, a renda dos 50% mais pobres no Brasil cresceu 67,93% ao longo da última década (dezembro de 2000 a dezembro de 2010), enquanto a renda dos 10% mais ricos teve incremento de 10,03%. "É como se os pobres estivessem num país que cresce como a China, enquanto os mais ricos estão em um país relativamente estagnado", compara Neri. Segundo o pesquisador, os principais efeitos por trás da redução da desigualdade são, em primeiro lugar, o aumento da escolaridade, e em segundo, programas sociais de redistribuição de renda.

Núcleo duro Intitulado "Desigualdade de Renda na Década", o estudo se baseou em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) e da Pesquisa Mensal do Emprego (PME), ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para traçar um panorama da década. A conclusão de Neri é de que o período merece o título de "década de redução da desigualdade", assim como os anos 1960/70 teriam sido os do milagre econômico; os anos 1980, os da redemocratização; e os 1990, os da estabilização. A pesquisa mostrou que a pobreza caiu 67,3% desde o início do Plano Real, em 1994, até 2010. A redução da pobreza foi de 50,64% durante a era Lula, entre dezembro de 2002 e dezembro de 2010. Já do início do Plano Real, incluindo o mandato de Fernando Henrique Cardoso, até 2002, a queda foi de 31,9%. "A pobreza caiu dois terços de seus valores iniciais nos últimos 17 anos, mas agora entramos no terço mais difícil, onde está o núcleo duro de pobreza. É onde as metas de erradicação vão encontrar mais dificuldades", diz Neri.

'Para os nossos filhos' De acordo com o estudo, a desigualdade chegou a seu mínimo histórico em 2010. O parâmetro é o índice Gini, que chegou ao valor mais baixo no Brasil desde a primeira pesquisa do Censo que investigou a renda dos brasileiros, em 1960. O Gini varia de 0 a 1, e quanto mais alto, maior a desigualdade. O Brasil chegou ao ápice em 1990, com 0,609. Desde então, viu queda progressiva no indicador, até chegar ao mínimo de 0,530 no ano passado. "Ainda é um nível de desigualdade muito alto, mas está em queda. Para chegar a um nível médio de desigualdade, como o norte-americano (cerca de 0,42), ainda vai levar uns 30 anos. Vai ser algo para os nossos filhos", diz Neri. Ele ressaltou, entretanto, que "algo diferente" está acontecendo no Brasil em relação a outros países emergentes, como Rússia, Índia e África do Sul, nos quais a desigualdade vem aumentando. Apesar de a escolaridade ter sido identificada como o principal fator por trás da redução da desigualdade, o estudo mostrou que a renda de analfabetos vem aumentando em ritmo maior que daqueles que chegaram à universidade, e que o "prêmio educação" - o valor do salário em relação ao número de anos estudados - teve queda.

De acordo com dados da Pnad, entre 2001 e 2009, os analfabetos obtiveram incremento de 47% na renda, enquanto pessoas com nível de escolaridade a partir do superior incompleto tiveram queda de 1% nos ganhos. "O trabalho pouco qualificado ficou mais valorizado no Brasil, como o de empregadas domésticas, operários da construção civil, trabalhadores agrícolas", diz Neri. "Em parte, isso pode ocorrer porque programas sociais como o Bolsa Família tenham aumentado o salário reserva dessas pessoas, que só se dispõem a trabalhar com um salário razoável. Mas ainda é preciso estudar o fenômeno mais a fundo." Neri aponta que os maiores ganhos reais de renda no período foram de "grupos tradicionalmente excluídos", ou seja, os que costumavam ser listados nos extremos mais desvantajosos dos panoramas da desigualdade. O aumento da renda de pessoas e pardas, por exemplo, foi maior em relação às brancas, e o das mulheres foi maior em relação aos homens. http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,estudo-indica-que-desigualdade-atingiumenor-nivel-ja-visto-do-brasil,714373,0.htm?p=1