MENOLY FRANCISCA ALMEIDA DE MORAES Nascimento: 03 de Dezembro de 1937. Falecimento: 05 de Agosto de 2011. Brincalhona, comunicativa e alegre, Menoly era uma sagitariana nata. Nasceu no dia 03 de Dezembro de 1937. Filha de Procópio de Almeida e Etelvina de Almeida. Menoly cresceu juntos com seus pais e irmãos Antônio, Ilda, Dora, Gedir, Maria, Senir e Edi no interior da cidade de Rio Pardo. Passou a infância ao lado de seus pais e irmãos. Brincava de casinha e de boneca com suas irmãs, que no meio de tudo, eram suas amigas e companheiras. Ajudava desde pequena nos serviços domésticos de sua casa. Aprendeu a cozinha com sua mãe, que lhe ensinou além dos dotes culinários, a fazer crochê e tricô, o que se tornou com o passar dos anos, uma de suas maiores paixões.
Aprendeu a ler e a escrever em casa, pois como morava no interior, o acesso à escola era muito precário, e, apesar disso, Procópio e Etelvina lhe forneceram o estudo necessário. (Menoly com suas irmãs Ilda, Gedir, Edi, Dora, e Senir no casamento de sua irmã Maria) Quando tinha dezesseis anos de idade, Menoly perdeu sua mãe, o que lhe deixou muito triste. Sua mãe era o pilar e era quem lhe ensinava as coisas da vida. Obteve, através de sua mãe, a paixão pela costura, e decidiu então se profissionalizar na área. Tinha a liberdade cravejada em sua alma. Aos dezessete anos mudou-se sozinha para Porto Alegre para conseguir realizar seus sonhos profissionais. Sonhos esses que se baseavam em ter um atelier, ser uma costureira (alta-costura) e ter uma casa própria. Trabalhou na Arcal em Santa Cruz do Sul como costureira. Foi através de sua irmã Ilda e de seu cunhado Pedro que Menoly conheceu o amor de sua vida, Osvaldo, por quem rapidamente se apaixonou. Osvaldo e Menoly não chegaram a noivar, namoraram e logo casaram. Foi uma cerimônia simples, apenas para os mais próximos como os pais, irmãos, cunhados e amigos.
(Menoly e Osvaldo) Através desse matrimonio, Menoly e Osvaldo tiveram os filhos Saul André e Marco Antônio. Seus filhos lhe deram a oportunidade de ser chamado de vó pelos netos, Marco, Gustavo, Marina, Eduarda, Betina e Carolina. Alta, magra e elegante, é assim que sua nora Elisabete se lembra da sogra. Gostava de cozinhar para todos e amava estar com toda a família e amigos por perto. Adorava cantar e ouvir músicas sempre que fosse possível. Suas maiores qualidades eram a sua bondade, o amor que tinha pela família e sua persistência. (Menoly no casamento de seu filho Marco Antônio)
(Menoly com Osvaldo no casamento de seu filho Marco Antonio com Elisabete) Era comunicativa e fazia amizade com muita facilidade, mas assim como todo mundo, tinha seus preferidos. Eram eles, Saul e Lira Ramos. Era com eles que Menoly contava quando precisava, eram seus melhores amigos. Compartilhavam segredos e sempre estavam juntos. Amava sair, não gostava de rotinas ou de ficar em casa por muito tempo. Seja para ir na casa dos filhos ou ir ao centro, Menoly estava sempre pronta. Sua nora Elisabete conta que Menoly gostava de chamar as pessoas de criatura. Esse era uma maneira encontrada por ela para demonstrar carinho. Menoly participava do movimento do Cursilho que buscava levar um pouco da palavra de Deus para a sociedade. Menoly como
uma mulher de muita fé, pregava o amor e a empatia para com o próximo e ajudava a todos que precisavam. Passava para todos, principalmente para seus filhos, a importância da família. A importância da honestidade, respeito, lealdade, amor ao próximo e carinho para com as outras pessoas. (Menoly e Osvaldo com seus netos) Foi em meio ao inverno. No dia 05 de Agosto de 2011 que Menoly Francisca Almeida de Moraes teve um infarto e veio a falecer. Deixou para traz uma família cheia de amor e gratidão por ela. Se ainda estivesse aqui diria para todos nunca desistir de seus sonhos, ser persistente e sempre contar com o apoio da família, por que a família, a família é tudo que a gente pode ter. Hoje a saudade nos faz uma visita, com os corações mais confortados, relembramos os bons momentos que foram compartilhados com uma pessoa tão querida. O vazio que ficou jamais será preenchido.
A vida nos ensina a dizer adeus ás pessoas que amamos, sem tirá-las do coração. Charles Chaplin