ESTAÇÃO ESPACIAL FUNÇÃO E EVOLUÇÃO



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Transcrição:

ESTAÇÃO ESPACIAL FUNÇÃO E EVOLUÇÃO Figura - Numa edição de 1952 da revista Collier's, o criador visionário Wernher von Braun descreveu a roda rotativa como sendo o conceito mais prático para uma estação espacial em órbita. Fonte: Revista Collier's (Fonte: NASA) Figura - A estação Espacial Internacional (ISS) - Crédito: NASA Elaboração: Cleovam Pôrto (cleovam.porto@gmail.com) Mestre em Ensino de Ciências Física (Universidade de Brasília UnB)

SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. HISTÓRICO a. A primeira Estação Espacial (Salyut) b. A primeira Estação Espacial Verdadeira c. O projeto MIR d. O projeto SKYLAB e. Freedom, Alpha e a Estação Espacial Internacional (ISS) 3. DESENVOLVIMENTO EM TODOS OS PAÍSES QUE AS PRODUZEM 4. FUTURO E O PAPEL DAS ESTAÇÕES ESPACIAIS 5. CONCLUSÃO 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. INTRODUÇÃO A atmosfera terrestre impõe limitações ao que podemos observar aqui da Terra: os observatórios no espaço permitiem que os astrônomos observem mais claramente em luz de diferentes comprimentos de onda. Estamos na Era Espacial há quase meio século e os progressos têm sido espantosos. Já se falava no passado que nossa atmosfera só deixa passar radiações de certos comprimentos de onda, na verdade, só a luz visível, algumas ondas de rádio e algumas frequências no infravermelho e ultravioleta. Isso é extremamente favorável, do nosso ponto de vista, já que as outras radiações que vêm do espaço são realmente prejudiciais aos seres humanos. Contudo, do ponto de vista do astrônomo, isso é um incômodo, já que ele gostaria de estudar essas outras radiações e o tem feito para fazer novas descobertas. Além disso, nossa atmosfera nem mesmo deixa a luz visível passar completamente. Além do óbvio problema das nuvens, a atmosfera é cheia de poeira e turbulência, fatores que se combinam para tornar a observação bastante difícil, desde o nível do solo, sem levar em consideração os poluentes no ar, poeira interestelar e gás, poluição luminosa que aumentaram muito desde o começo da corrida espacial, além de objetos em torno de nosso planeta. Uma forma de diminuir essas dificuldades é construir observatórios tão altos quanto possível. Isso evita alguns dos efeitos atmosféricos. Mas a única solução real é evitar a atmosfera, completamente, por meio de foguetes, satélites e naves espaciais. Um observatório na Lua, que não possui atmosfera, permitiria que os astrônomos fizessem observações livres de poeira e nuvens. Isso vem ao encontro com as observações por meio de telescópios como o Hubble, por exemplo, sondas espaciais (sonda Cassini, Kepler além de outras) e as técnicas de espectroscopia e radioastronomia, além do uso de estações espaciais. 2. HISTÓRICO As origens da Estação Espacial datam de uma época na qual a ciência, tecnologia e ficção (científica) se confundiam. Aparentemente a primeira

referência data de 1869, quando o romancista americano Edward Everett Hale no livro ( The Brick moon and other stories ) imaginou um satélite que teria como missão auxiliar a navegação em alto mar (o que o sistema GPS faz hoje). Figura - "The Brick Moon" - A primeira imaginação que teve Edward Everett Hale em 1869 do que seria um satélite. Fonte: http://davidszondy.com/future/space/satellites.htm. Em 1903, o russo Konstantin Tsiolkovsky publicou um trabalho de ficção, com forte base científica, o qual previu a existência de estações espaciais em órbita, bem como missões interplanetárias. O termo estação espacial foi cunhado pelo romeno Hermann Oberth em 1923, que a concebeu com a forma popular de um toróide posto em lenta rotação e já lhe atribuiu objetivo de entreposto para futuras missões para a Lua e Marte, na qual é um dos objetivos da Estação Espacial Internacional - ISS (Intenational Space Station) hoje. Em 1928, o austríaco Herman Noordung apresentou os primeiros esquemas para uma possível estação, já considerando o lançamento por meio de foguetes e sua divisão em módulos em diferentes funções (o que foi feito na estação MIR e na ISS).

Figura - O professor Hermann Oberth nasceu em 25 de junho de 1894(Romênia). Fonte: http://www.meaus.com/07-prometheus-120.htm Os passos seguintes foram dados pelo alemão Wernher von Braun, que em 1946, apresentou aos militares americanos planos para uma estação espacial. Após aperfeiçoamentos, ele os publicou em 1952 na forma de artigos e documentários com planos preliminares que incluíam dimensões e órbita. Neles a estação mantinha a arquitetura toroidal como forma de garantir um ambiente de gravidade artificial. A ela, ele atribui as funções de observação da Terra, laboratório, observatório astronômico e entreposto para missões destinadas à Lua e a Marte, basicamente as mesmas funções atribuídas à Estação Espacial Internacional (ISS) dos dias atuais. Como se não bastasse, ele também indicou que ela seria abastecida por uma nave reutilizável dotada de asas, antevendo o desenvolvimento do Ônibus Espacial americano. A partir da década de 1970, os Estados Unidos e a antiga e Ex-União Soviética estavam lutando sem trégua pela superioridade militar em nosso planeta, a qual incluía de forma significativa o controle de armas nucleares. As missões Apollo marcam o limite externo da exploração do Sistema Solar. Com a criação de estações espaciais e veículos de lançamento, a partir desta mesma década, os voos espaciais se concentraram em órbitas próximas da Terra. Desta forma, a ideia de monitorar a partir dos satélites norte-

americanos possíveis provas nucleares russas não autorizadas, e para estes fins foi lançada uma série de detectores a bordo das missões denominadas Vela. Estes satélites estavam equipados com detectores de raios gama (que são fótons muito energéticos). Mas ao invés de obter muitos dados das armas russas, os pesquisadores viram que a maior parte das explosões detectadas chegava do espaço exterior. No ano de 1973, quando foi possível liberar o conteúdo das missões, os cientistas anunciaram a descoberta de misteriosos surtos de raios gama e teve início uma das controvérsias mais interessantes na Astrofísica contemporânea, ainda não completamente resolvida. A primeira Estação Espacial Salyut - Quando ficou claro que os EUA venceriam a corrida à Lua, a URSS redirecionou seus esforços para próximo da Terra. As missões espaciais haviam se tornado cada vez mais longas durante a década de 1960, mas para que os cosmonautas conseguissem fazer uma investigação prolongada em órbita, era necessário uma estação espacial semipermanente. Ela ofereceria um ambiente mais confortável para os cosmonautas e poderia receber espaçonaves não tripuladas com novas provisões da Terra. Algumas das primeiras estações espaciais soviéticas Salyut foram operadas pelos militares e destinavam-se em parte a ser satélites de espionagem tripulados. Os primeiros anos foram conturbados a primeira tripulação da Salyut I morreu em consequência de um vazamento em sua cápsula de reentrada ao retornar à Terra. Em resumo, a URSS começou seu programa de estações espaciais com: Salyut I em 1971, Salyut 2 em 1973, Salyut 3 em 1974, Salyut 5 em 1976, Salyut 6 em 1977, Salyut 7 em 1982 e a Estação Espacial Mir em 1986. Mas as cápsulas Soyuz, usadas para levar pessoas até uma órbita e trazê-las de volta, tornaram-se mais confiáveis e estão em uso até hoje. As Salyuts 6 e 7 operaram por quatro anos cada uma e foram substituídas em 1986 pela MIR, estação muito maior que operou até 1999. Durante a sua vida orbital de quatro anos, a estação espacial Salyut 7 proporcionou um salto enorme em relação a anteriores capacidades da Salyut e viria a tornar-se o lar de inúmeras tripulações soviéticas e internacionais.

a. A primeira Estação Espacial Verdadeira O sucesso Soviético ainda estava por vir ao lançarem a Estação Espacial MIR (que significa paz, ou mundo) usando um projeto modular novos elementos como laboratórios extras foram acrescentados durante seu tempo de vida. A mesma ideia foi aplicada à Estação Espacial Internacional. A estação espacial soviética MIR, o primeiro complexo de investigação científica instalada fora da Terra, foi lançado há mais de 25 anos, tendo girado em torno do planeta até 23 de março de 2001. MÓDULOS DA MIR E SUA PRINCIPAL UTILIZAÇÃO MÓDULO PRINCIPAL UTILIZAÇÃO VEÍCULO DE LANÇAMENTO DATA DE LANÇAMENTO Módulo central da Mir Alojamento Foguetes Proton 8k82k 20 fevereiro, 1986 Kvant-1 Astronomia Foguete Proton 8k82k 31 março, 1987 Kvant-2 Sistemas de suporte vital Foguete Proton 8k82k 26 novembro 1989 Kristall Laboratório tecnológico, Foguete Proton 8k82k 31 maio, 1990 científico e astrofísico Spektr Laboratório experimental Foguete Proton 8k82k 20 maio, 1995 Módulo de acoplagem Baía de acoplagem de vaivéns Atlantis 12 novembro, 1995 Priroda Módulo de análise remota Foguete Proton 8k82k 23 abril, 1996 ESPECIFICAÇÕES DA MIR Peso... 20 toneladas (módulo central), 130 toneladas quando completa Comprimento...33 metros Largura...27metros Altitude orbital...233,5 km Velocidade orbital...28 163 km/h b. O Projeto Skylab A resposta inicial dos EUA foi o Skylab, um estágio de um foguete Saturno V posto em órbita em 14 de maio de 1973. A primeira estação espacial americana teve sua cota de problemas, mas hospedou três tripulações por períodos de até 84 dias. Quando o Skylab foi abandonado em 1974, os EUA não tinham planos imediatos para uma estação espacial sucessora. Nos seus nove meses de funcionamento, a Skylab apresentou muitos problemas de engenharia complexos e que ameaçaram o programa. Por outro lado, a primeira estação espacial americana ganharia renome como um laboratório orbital de enorme valor científico. Durante as 3896 revoluções ao planeta, as três equipes que a visitaram confirmaram que os recursos do espaço podem garantir abordagens novas e únicas á ciência e à tecnologia, e à forma como vemos o nosso planeta e o Universo.

EXPEDIÇÕES SKYLAB Expedição Comandante Piloto Astronauta Cientista Lançamento Aterragem Duração (dias) Skylab 1 (SL-1) Não Tripulada - - 14 Maio, 1973 - - Skylab 2 (SL-2) Pete Conrad Paul Weitz Joe Kerwin 25 Maio, 1973 22 Jun, 1973 28.03 Skylab 3 (SL-3) Alan Bean Jack Lousma Owen Garriott 28 Jul, 1973 25 Set, 1973 59.46 Skylab 4 (SL-4) Gerry Carr Bill Pogue Ed Gibson 16 Nov,1973 8 Fev, 1974 84.50 Com o lançamento da nave Skylab em 1973, teve início um ciclo de dois anos no qual os americanos pela primeira vez operaram uma estação espacial. Encerrada a operação da Skylab, os esforços americanos voltaram-se para o desenvolvimento do Ônibus Espacial, que voou pela primeira vez em 1981, quando então os planos para uma nova estação espacial foram retomados. Em 1982, foi proposto um programa a ser desenvolvido em colaboração internacional, objetivo confirmado em 1984 pelo presidente americano, que autorizou a NASA a buscar parceiros entre os aliados americanos. Em 1985 o Japão, a ESA e o Canadá já estavam engajados no programa. O período até 1993 viu uma série de revisões do projeto, a mais importante devido à entrada da Rússia em 1992. Entre 1993 e 1998, o programa entrou numa fase mais estável sob o ponto de vista técnico, que culminou com o lançamento da primeira parte, um módulo russo de nome Zarya, em 1998. ZARYA - é um dos módulos que compõe a Estação Espacial Internacional. Foi o primeiro componente da estação a ser enviado ao espaço, em 20 de novembro de 1998. Um foguete russo Proton enviou o módulo através da base de Baikonur, no Cazaquistão. A estabilidade do projeto durou até 2001, quando da publicação do Report by the International Space Station (ISS) Management and Cost Evaluation (IMCE) Task Force to the NASA advisory Council, November 1, 2001. Como consequência, devido aos custos estimados, a NASA foi obrigada a cancelar ou suspender o desenvolvimento de alguns módulos essenciais para a ampliação da tripulação para 6 ou 7 membros. Com isso, a ISS foi reconfigurada com vistas a manter apenas três tripulantes, mais planos para futura ampliação. O acidente com a nave americana Columbia em fevereiro de 2003 levou a uma suspensão das atividades de montagem da ISS, atrasando seu já dilatado cronograma de montagem.

c. Freedom, Alpha, e a Estação Espacial Internacional (ISS) A estação espacial Freedom, viria a ser cancelada, pela falta de rumo e de fundos que levaram a ser cancelada, a favor da bem-sucedida Estação Espacial Internacional (ISS). É um projeto tão vasto e complexo que nenhuma nação seria capaz de desenvolvê-lo sozinho. Dezesseis países envolveram-se na criação da Estação Espacial Internacional (ISS) são eles: Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Japão, Holanda, Noruega, Rússia, Espanha, Suécia, Suíça, Grã-Bretanha, Estados Unidos da América. Esta era uma nave maciça que se tornou a mais recente estrela no céu noturno, tendo ficado mais brilhante à medida que módulos adicionais, painéis solares e outros componentes foram sendo transportados e acrescentados ao longo de vários anos e missões. A ISS é um laboratório espacial a longo prazo, criado em um ambiente onde a gravidade, a temperatura e a pressão podem ser manipuladas para maximizar a realização de pesquisa de longa duração no campo das ciências médicas, materiais e da vida, permitindo, ao mesmo tempo, estudos e experiências essenciais que nunca poderiam ser realizadas em laboratórios terrestres. Também servirá de ponto de partida para futuras explorações espaciais. 3. DESENVOLVIMENTO EM TODOS OS PAÍSES QUE AS PRODUZEM a. China A maior parte das mais memoráveis conquista da exploração espacial foi levada a cabo por duas nações os EUA e a Rússia a par de grandes contribuições de países europeus. No entanto, outros países começam agora a reivindicar o seu lugar no palco mundial. Quando a Era Espacial teve início, em finais da década de 1950, a URSS e a China tinham uma relação política mais próxima. Os planos tiveram que ser alterados em 1960, quando as relações entre os dois países arrefeceram dramaticamente e a China prosseguiu sozinha a investigação sobre a construção de foguetes, dessa forma, com a falta de aliados e a concentração em mísseis, em vez de foguetes espaciais fez com que a China só lançasse o seu primeiro satélite em abril de 1970, o Leste Vermelho 1, lançaram de forma independente o seu próprio satélite.

A sucessão de lançamentos de satélites chineses, fez com que estes oferecessem seus serviços a outros países, tais como o Paquistão e a Suécia. Atualmente mantém acordos com o Brasil. Em 2003, tornaram-se a terceira nação a enviar humanos ao espaço de forma independente, tendo realizado uma segunda viagem tripulada em 2005. Os responsáveis chineses pelas questões espaciais declararam que os planos do país para o futuro incluem uma estação espacial e o envio de humanos à Lua. A 15 de Outubro de 2003, um foguete Grande Marcha levou o tenente-coronel Yang Liwei até a órbita a partir de um local de lançamento no deserto do Gobi na China. Embora astronautas de ascendência chinesa já tivessem sido lançados para órbita enquanto cidadãos de outros países, esta foi a primeira vez que a China enviou um cidadão ao espaço. Ainda mais impressionante, a nave Shenzhou 5 por ele tripulada era uma criação chinesa. A missão, na esteira de uma série de voos de teste de nave não-tripuladas, durou mais de 21 horas e atraiu uma enorme atenção por parte dos meios de comunicação mundiais. A China realizou uma segunda missão a 12 de Outubro de 2005. Dessa vez, a nave Shenzhou 6 transportou dois astronautas, o coronel Fèi Jùnlóng e o coronel Niè Haishèng, numa viagem que durou mais de quatro dias. b. Japão Em fevereiro de 1970, a nação japonesa lançou o seu primeiro satélite, Oshumi. Satélite simples, porém o relevante do teste era o foguete que o lançou. O Japão também tem participado ativamente do programa espacial tripulado americano, selecionado e treinando astronautas japoneses, construindo um módulo de experiências japonês de dimensões impressionantes, chamado Kibo. O primeiro astronauta japonês, Mamoru Mohri (Endeavour, 1992). O Japão lançou duas sondas em 1986, a Sakigake e a Suissei. A nave Hiten foi enviada até à Lua em 1990.

Em 1998, o Japão lançou sua primeira sonda interplanetária, a Nozomi, concebida para estudar a atmosfera de Marte. Infelizmente, houve problemas com a alteração da trajetória da sonda, baixos níveis de combustível e dificuldades com o circuito elétrico. O satélite não chegaria a Marte. A sonda espacial Hayabusa, foi lançada em 2003 com o objetivo de recolher uma amostra da superfície de um asteroide, embora tenha conseguido chegar ao asteroide em 2005, não retornou à Terra. A sonda avariou-se. Embora talvez não possa competir com os grandes orçamentos de outras nações espaciais, o Japão continua envidando esforços, estando sendo planejadas outras missões lunares. Módulo pressurizado Kibo é mostrado em sua fábrica em Nagoya, no Japão, é de 11,2 metros (36,7 pés) de comprimento para ser enviada à ISS. Foto cedida pela JAXA. c. Índia A Índia também participa do mercado global de programa espacia. O país tem prosseguido um programa espacial impressionante. O seu primeiro satélite, o Aryabhata, foi lançado em 1975, pela União Soviética. Em breve, a Índia conseguia lançar naves de forma independente e, em julho de 1980, tornouse a sétima nação a fazê-lo, lançando o satélite Robini 1B. 4. O FUTURO E O PAPEL DAS ESTAÇÕES ESPACIAIS Entre 1971 e 2001, a União Soviética, depois a Rússia apenas, desenvolveu lançou e operou três gerações de estações espaciais. A primeira geração incluiu as naves Salyut 1 a 5 e durou de 1971 até 1977. A segunda incluiu as Salyut 6 e 7 de 1977 a 1991. A terceira geração, a primeira de estações permanentes, foi a nave MIR, que teve sua montagem iniciada em 1986 e que foi operada até 2001, ano de sua retirada de órbita. Com a sua entrada no programa da ISS, os esforços para o desenvolvimento de uma estação sucessora da MIR foram redirecionados para o desenvolvimento da parte russa da ISS, derivada dos planos originais daquela que seria a MIR 2, que acabou não se realizando. A ISS já é a maior estrutura posta no espaço, com laboratórios e equipamentos fornecidos por 16 nações, e uma tripulação de

até sete pessoas. A tripulação realizará dezenas de experimentos, muitos acerca da forma pela qual o corpo humano se adapta para viver e trabalhar no ambiente sem gravidade. Isso é considerado fundamental para preparar futuras missões além da órbita da Terra. Os astronautas e cosmonautas também vão testar os procedimentos necessários para receber suprimentos de aeronaves comerciais. 5. CONCLUSÃO Os programas espaciais em todos os países que participaram desse empreendimento se colocam na vanguarda do futuro. Todos que participaram pagaram um preço alto por isto, do ponto de vista de vidas humanas, material e também do ponto de vista político. Mas, a conquista do espaço e suas vitórias tinham seu preço, era como na época das grandes navegações, só que muito mais sofisticado, cercado de muito conhecimento científico, mas, mesmo assim uma aventura rumo ao desconhecido. As tecnologias criadas e posteriormente inventadas, fez com que o mundo e a forma da humanidade vê-lo se transformaram devido às informações que hoje temos de nosso planeta e também fora dele a humanidade se beneficiou destas novas tecnologias criadas não todos, para isto precisamos ter um mundo mais igualitário e fraterno para que todos possam usufruir destas tecnologias da Era Espacial. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ULLMANN, H.F. ASTRONOMICA (Galáxias, Estrelas, Planetas e Exploração Espacial). Portugal, Margaret Olds. 2008 SOUZA, P. N. Programas Espaciais e a Tecnologia de Satélites. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), São José dos Campos, SP. 2006. RIDPATH, I. Guia Ilustrado Zahar Astronomia, Rio de Janeiro, Zahar editora, 2007. COMINS, N. I, KAUFMANN III, W. J. Descobrindo o Universo, Porto Alegre, Bookman, 2010. TAYLOR, J.W.R. Foguetes e Mísseis, São Paulo, Edições Melhoramentos (USP), 1978. BÔAS, D. J. F. V, Veículo Lançador de Satélites, Curso Astronáutica e Ciências do Espaço, AEB escola, Brasília, 2005.

HOUAISS, A. Dicionário HOUAISS da Língua Portuguesa. Instituto Antonio Houaiss. Editora Objetiva Ltda. Rio de Janeiro, 2001. http://darussia.blogspot.com/2011/02/primeira-estacao-orbitral-sovietica.html http://www.karl.benz.nom.br/hce/estacoes/mir/mir.asp http://eternosaprendizes.com/2010/05/14/14-de-maio-de-1973-lancamento-do-skylab/