LEI ORDINARIA n 39/1993 de 17 de Dezembro de 1993 (Mural 17/12/1993) Estabelece o Plano de carreira do Magistério público do Município, institui o respectivo quadro de cargos e dá outras providências. CRESPIN ANTONIO RIZZI, Prefeito Municipal de Mato Castelhano. Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei: TÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o Esta lei estabelece o plano de carreira do Magistério público do Município, cria o respectivo quadro de cargos, dispõe sobre o regime de trabalho e plano de pagamento dos membros do magistério. Art. 2 o O regime jurídico dos membros do magistério é o mesmo dos demais servidores do Município, observadas as disposições específicas desta Lei. Art. 3 o Para efeito desta Lei: I- Magistério público Municipal - é o conjunto de Professores e especialistas de educação que, ocupando funções do Ensino Municipal, desempenham atividades próprias vinculadas aos objetivos da educação; II- Professor - é o membro do Magistério Público Municipal que exerce, como titular do cargo público, atividades docentes no campo da educação. III- Especialistas de Educação - é o membro do Magistério Público Municipal que atua nas atividades da administração, planejamento, orientação, supervisão e outras que se fizerem necessárias no Setor Educacional, que a Lei vier a mencionar; IV- Atividades de Magistério - são aquelas exercidas pelos Professores e Especialistas de Educação no desempenho de todas as tarefas relativas à Educação. TÍTULO II DA CARREIRA DO MAGISTÉRIO CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS BÁSICOS Art. 4 o A carreira do Magistério Público do Município tem como princípios básicos: I- habilitação profissional, condição essencial que habilite ao exercício do magistério através da comprovação de titulação específica. II- eficiência: habilidade técnica e relações humanas que evidenciem tendência pedagógica, adequação metodológica e capacidade de empatia para o exercício das atribuições do cargo. III- valorização profissional; condições de trabalho compatíveis com a dignidade da profissão e remuneração condigna com a qualificação exigida para o exercício da atividade; IV- progressão na carreira, mediante promoção baseadas no tempo de serviço e merecimento. CAPÍTULO II DA ESTRUTURA DA CARREIRA
Seção I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 5 o A carreira do Magistério Público de 1º grau de ensino, constituída de cargos de provimento efetivo, é estruturada em cinco classes dispostas gradualmente, com acesso sucessivo de classe a classe, cada uma compreendendo os níveis de habilitação, estabelecidos de acordo com a formação do pessoal do Magistério. Art. 6 o Para efeitos desta Lei, cargo é o conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas ao membro do magistério, mantidas as características de criação por Lei, denominarão própria, número certo e retribuição pecuniária padronizada. Seção II DAS CLASSES Art. 7 o As classes constituem a linha de promoção dos professores. Parágrafo Único As classes são designadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo esta última a final de carreira. Art. 8 o Todo cargo se situa, inicialmente, na classe "A" e a ela retorna quando vago. Seção III DA PROMOÇÃO Art. 9 o Promoção é a passagem do membro do Magistério de uma determinada classe para a imediatamente superior. Art. 10 As promoções obedecerão ao critério de tempo de exercício mínimo em cada classe e ao de merecimento. Art. 11 O tempo de exercício mínimo na classe imediatamente anterior para fins de promoção para a seguinte será de: I- quatro anos para a classe "B"; II- quatro anos para a classe "C"; III- quatro anos para a classe "D"; IV- cinco anos para a classe "E". Art. 12 Merecimento é a demonstração positiva do membro do magistério no exercício do seu cargo e se evidencia pelo desempenho de forma eficiente, dedicada e leal das atribuições que lhe são cometidas, bem como pela assiduidade, pontualidade e disciplina. Art. 13 Em príncipio, todo o professor tem merecimento para ser promovido de classe. 1 o Fica prejudicado o merecimento, acarretando a interrupção da contagem do tempo de exercício para fins de promoção, sempre que o professor: I- somar duas penalidades de advertência; II- sofrer pena de suspensão disciplinar, mesmo que convertida em multa; III- completar três faltas injustificadas ao serviço; IV- somar dez atrasos de comparecimento ao serviço e/ou saídas antes do horário marcado para
término da jornada. 2 o Sempre que ocorrer qualquer das hipóteses de interrupção prevista no parágrafo anterior, iniciar-se-á nova contagem para fins do tempo exigido para promoção. Art. 14 Acarretam a suspensão da contagem do tempo para fins de promoção: I- as licenças e afastamentos sem direito à remuneração; II- as licenças para tratamento de saúde no que excederem a noventa dias, mesmo que a prorrogação, exceto as decorrentes de acidente em serviço; III- as licenças para tratamento de saúde em pessoa da família, quando não remuneradas; IV- os afastamentos para exercício de atividades não relacionadas com o magistério. Art. 15 O merecimento para promoção à classe "E", final da carreira, será avaliado também pelo aperfeiçoamento, atualização e aprimoramento dos conhecimentos do professor, mediante prova de habilitação. Parágrafo Único As provas de habilitação serão realizadas uma vez por ano, no mês de julho, desde que exista professor em condições de concorrer à Classe final. Art. 16 As promoções terão vigência: I- para as classes B, C e D, a partir do mês seguinte aquele em que o professor completar o tempo exigido para a promoção; II- para a classe "E", a partir de primeiro de agosto do ano em que obteve habilitação nos termos do artigo anterior. Seção IV DOS NÍVEIS Art. 17 Os níveis constituem a linha de habilitação dos professores, como segue: Nível 1 - Segundo Grau, professores com titulação de Magistério a nível de 2º Grau completo. Nível 2 - Professores com titulação de formação especial para o Magistério com estágio e acrescida de estudos adicionais com duração mínima de um ano e estágio. Nível 3 - Professores titulados em Faculdade de Educação, com Licenciatura Curta; Nível 4 - Professores titulados em Faculdade de Educação, com Licenciatura Plena. Nível 5 - Professores com mestrado em educação, Supervisores e orientadores Educacionais. 1 o A mudança de nível é automática e vigorará a contar do mês seguinte aquele en que o interessado requerer e apresentar o comprovante de nova habilitação. 2 o O nível é pessoal, de acordo com a habilitação específica do professor, que o conservará na promoção a classe superior. CAPÍTULO III DO RECRUTAMENTO E DA SELEÇÃO Art. 18 O recrutamento para os cargos de professor far-se-á para a classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos, observadas as normas gerais constantes do regime jurídico dos servidores municipais. Art. 19 O professor da área currículo por disciplina, cujo número de horas em que leciona for inferior á carga horária normal estabelecida nesta lei para o mebro do magistério, terá de completar a jornada em outras atividades constantes das especificações do cargo de professor, conforme determinado pela direção da escola ou órgão central de educação do Município.
TÍTULO III DO REGIME DE TRABALHO Art. 20 O regime normal de trabalho de professor é de vinte e duas horas semanais. Art. 21 O Professor Municipal, sempre que as necessidades do ensino o exigirem, poderá ser convocado para cumprir regime suplementar de trabalho, com a seguinte cargo horária: I- de trinta e três (33) horas semanais, cumprindo em um (1) ou dois (2) turnos, em unidade escolar ou órgão; II- de quarenta e quatro (44) horas semanais, cumprindo em dois (2) turnos, em unidade escolar ou órgão; Art. 22 A convocação será feita através de Portaria do Prefeito, por prazo determinado ou indeterminado, mediante proposta da Secretaria Municipal da Educação e Cultura e com anuência dos Servidor. Primeiro O exercício do regime de trinta e três (33) horas semanais não exclui a possibilidade de acumulação legal. Segundo O regime de quarenta e quatro (44) horas semanais proibe o exercício cumulatico de outra função pública. Art. 23 Aos regimes suplementares de trabalho de trinta e três (33) e quarenta e quatro (44) horas semanais, corresponderá respectivamente uma gratificação igual de 50% (cinquenta por cento) e 100% (cem por cento) do vencimento básico do membro do Magistério que continuará a ser percebido sempre que o afastamento do exercício profissional for com vencimento básico. Art. 24 A convocação, para cumprir regime suplementar de trabalho, poderá cessar: I- quando cessar a necessidade de ensino; II- a pedido do próprio interessado; III- no interesse público. TÍTULO IV DO QUADRO DO MAGISTÉRIO Art. 25 É criado o Quadro do Magistério Público, que será constituído de cargos de professor e de funções gratificadas. Art. 26 São criados 50 (cinquenta) Cargos de professor. Parágrafo Único As especificações do cargo efetivo de professor são as que constam do Anexo I a esta lei. Art. 27 São criadas as seguintes Funções Gratificadas específicas do Magistério: Quantidade Denominação Código 02 Supervisor de Orientação e Pesq. FG 03 Técnica 02 Supervisor de Núcleo Urbano FG 03 02 Supervisor de Núcleo Rural FG 03 02 Supervisor de Apoio Administrativo FG 03 01 Supervisor de Serv. Bibliotecários FG 02 02 Supervisor de Serviços Diversos FG 01
1 o O exercício das funções gratificadas de que trata este artigo é privativo de professor do Município ou posto à sua disposição, com habilitação específica. 2 o O professor investido na função de supervisão fica automáticamente convocado para trabalhar em regime suplementar de vinte e duas horas, salvo se já estiver em acumulação de cargos. TÍTULO V DO PLANO DE PAGAMENTO CAPÍTULO I DA TABELA DE PAGAMENTO DOS CARGOS E FUNÇÕES GRATIFICADAS Art. 28 Para efeitos desta Lei, fica criado o vencimento básico de Cr$ 13.600,00 (treze mil e seiscentos cruzeiros reais). Classes Nível A B C D E Nível 1 13.600,00 Nível 2 15.640,00 Nível 3 17.680,00 Nível 4 19.720,00 Nível 5 21.760,00 Art. 29 A tabela de vencimentos do quadro de carreira do Magistério Público Municipal fica assim constituída: Níveis Nível 1 1.00 Nível 2 1.15 Nível 3 1.30 Nível 4 1.45 Nível 5 1.60 Coeficientes s/básico Parágrafo Único A tabela para os cargos do Magistério público Municipal observado o valor de cada nível na classe "A" será acrescido no percentual de 3% (três por cento) para a classe "B" e assim sucessivamente até a classe "E". Art. 30 A tabela de vencimentos das Funções Gratificadas Ficam assim constituída: Função Gratificada Valor FG 01 Cr$ 10.000,00 FG 02 Cr$ 12.000,00 FG 03 Cr$ 15.000,00 CAPÍTULO II DAS GRATIFICAÇÕES Seção I Disposições gerais Art. 31 Além das gratificações e vantagens previstas para os servidores em geral do Município, conforme Lei de instituição do regime Jurídico único, serão deferidas aos professores as seguintes gratificações específicas:
I- gratificação pelo exercício de direção de escola, e Creche II- gratificação pelo exercício da unidocência ou Multiseriada III- gratificação de adicional de tempo de serviço. Parágrafo Único As gratificações de que trata este artigo serão devidas somente quando o professor estiver no efetivo exercício das atribuições de direção de escola ou de creche, ou em classes de unidocência ou multiseriada, ou no computo geral de tempo de serviço e durante os afastamentos legais com direito a remuneração integral. Seção II DA GRATIFICAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE DIREÇÃO DE ESCOLA Art. 32 Ao professor municipal designado para exercer as funções de Diretor de Escola e Diretor de Creche é atribuída uma gratificação mensal, incidente sobre o vencimento da classe e nível em que estiver enquadrado, na ordem de 20% (vinte por cento). Seção III DA GRATIFICAÇÃO PELA UNIDOCÊNCIA OU MULTISERIADA Art. 33 O professor que seja único em exercício no respectivo estabelecimento de ensino, para atendimento de todas as séries em funcionamento na escola, perceberá uma gratificação de 15% (quinze por cento), sobre o vencimento básico da classe e nível a que pertencer. Parágrafo Único O Professor único, nas séries de primeira a quarta série, também fará jus a gratificação disposta no artigo anterior, no mesmo percentual. TÍTULO VI DA CONTRATAÇÃO PARA NECESSIDADE TEMPORÁRIA Art. 34 Consideram-se como de necessidade temporária as contratações que visem a: I- substituir professor legal e temporariamente afastado; e II- suprir a falta de professores com habilitação específica de magistério. Art. 35 A contratação a que se refere o inciso I do artigo anterior somente poderá ocorrer quando não for possível a convocação de outro professor para trabalhar em regime suplementar, observando o disposto no artigo 22, devendo recair, sempre que possível, em professor aprovado em concurso público que se encontre na espera de vaga. Parágrafo Único O professor concursado que aceitar contrato nos termos deste artigo, não perderá o direito a futuro aproveitamento em vaga do plano de carreira e nem sofrerá qualquer prejuízo na ordem de classificação. Art. 36 A contratação de que trata o inciso II do art. 35, observará as seguintes normas: I- será sempre em caráter suplementar e a título precário, mediante verificação prévia da falta de professores com habilitação específica para atender as necessidades do ensino; II- a verificação prévia de que trata o inciso anterior será feita mediante concurso público, o qual terá de ser repetido de seis em seis meses para constar a persistência ou não da insuficiência de professores com habilitação específica de magistério. III- a contratação será precedida de seleção pública e será por prazo determinado de seis meses, permitida a prorrogação se verificada a persistência da insuficiência de professores com habilitação de magistério, nos termos do inciso anterior.
Art. 37 As contrações serão de natureza celestina, ficando assegurados os seguintes direitos ao contratado: I- regime de trabalho de vinte e dua horas semanais; II- vencimento mensal igual ao valor do padrão referencial de que trata o art. 28; III- gratificação natalina (décimo terceiro salário) e férias proporcionais nos termos do regime jurídico único dos servidores do Município. IV- inscrição em sistema oficial de previdência social. TÍTULO VII DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. 38 Ficam extintos todos os cargos efetivos, em comissão ou funções gratificadas específicas do Magistério Municipal anterior à vigência desta Lei. Art. 39 Os atuais professores concursados dos Magistério Municipal serão aproveitados nos cargos criados por esta Lei, distribuídos nas classes A, B, C e D do quadro de carreira e no nível de habilitação que lhe corresponder, observado o seguinte: I- na classe A os professores que possuírem até quatro anos de exercício no magistério do Município. II- na classe B os professores que possuirem mais de quatro anos e até oito anos de exercício no magistério do município; III- na classe C os professores que possuírem mais de oito anos até doze anos de exercício no magistério do Município; IV- na classe D os professores que possuírem mais de doze anos de exercício no magistério do Município. Art. 40 O Secretário Municipal de Educação, designará a unidade escolar, ou órgão onde o Professor deverá ter exercício. Art. 41 Remoção é a alteração de designação a pedido, por necessidade de serviço, ou por permuta do Professor de uma unidade Escolar para outra. Primeiro A remoção se processará em época de férias, salvo o interesse do ensino. Segundo Na remoção será dada prioridade: a) Ao professor mais antigo; b) Ao professor que reside mais próximo á escola. Art. 42 A cedência é o ato através do qual o executivo coloca o professor, com ou sem vencimentos, á disposição de entidade ou órgão público, que exerçam atividades no campo Educacional sem vinculação administrativa á Secretaria Municipal de Educação. Parágrafo Único A cedência será concedida por prazo certo, que não poderá ser superior a um ano, mas que poderá ser renovado se assim concordarem as partes interessadas.
Art. 43 Mediante prévia autorização do Prefeito Municipal e com a anuência do Secretário Municipal de Educação, poderá ser concedida ao Professor Municipal, regularmente concursado, Licença para estudos, que poderá ser com ou sem ônus para o Município. Parágrafo Único A licença nos termos do artigo anterior, deverá ser formalizada através de ato legal, por período certo, que poderá ser prorrogado, através da concordância das partes. Art. 44 Fica o Poder Executivo Municipal, autorizado a, mensalmente, até o dia 18 de cada mês, conceder aos servidores municipais, adiantamento de salário, mediante requisição do servidor, em percentual máximo de 30% (trinta por cento) do vencimento. Art. 45 Revogadas as disposições em contrário, e sta lei entrará em vigor na data de sua publicação. GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE MATO CASTELHANO, 17 de Dezembro de 1.993. Crespim Antonio Rizzi Prefeito Municipal Este texto não substitui o publicado no Mural 17/12/1993