LEGISLAÇÃO APLICÁVEL - Constituição Federal - Código Eleitoral (Lei n. 4737/65) - Lei n. 9.504/97 (Lei das Eleições) - Lei Complementar n. 64/90 (Lei das Inelegibilidades)
DISPOSIÇÕES GERAIS REGISTRO DE CANDIDATO - Só pode lançar candidatos o partido que, até 1 (um) ano antes da eleição, tenha registrado seu Estatuto no TSE, e tenha, até a data da convenção, órgão de direção constituído na circunscrição do pleito (art. 4º, Lei nº 9.504/97). - Candidatos majoritários: registro em chapa única e indivisível. - As condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser aferidas no momento do pedido de registro da candidatura, ressalvadas as supervenientes ao registro. - Estão sujeitos ao cancelamento do registro os candidatos que, até a data da eleição, forem expulsos do partido, assim decretado pela Justiça Eleitoral, após solicitação do partido. 2
DISPOSIÇÕES GERAIS - Condições de elegibilidade (art. 14, 3º, CF). - Domicílio eleitoral e a filiação partidária : até um ano antes da eleição (art. 9º da Lei n. 9.504/97). - A idade mínima constitucionalmente estabelecida deverá ser observada na data da posse (art. 11, 2º, Lei n. 9.504/97) sendo: 35 (trinta e cinco) anos para Presidente e Vice- Presidente da República e Senador; 30 (trinta) anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; 21 (vinte e um) anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e Juiz de Paz; 18 (dezoito) anos para Vereador. 3
DISPOSIÇÕES GERAIS - Todo candidato deve ser escolhido em convenção partidária (não há candidatura avulsa). - Certidão de quitação eleitoral: abrangerá exclusivamente a plenitude do gozo dos direitos políticos, o regular exercício do voto, o atendimento a convocações da Justiça Eleitoral para auxiliar os trabalhos relativos ao pleito, a inexistência de multas aplicadas, em caráter definitivo, pela Justiça Eleitoral e não remitidas, e a apresentação de contas de campanha eleitoral. - O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito. Validade dos votos condicionada ao deferimento do registro em instância superior. 4
DISPOSIÇÕES GERAIS Para fins de expedição da certidão considerar-se-ão quites aqueles que: I - condenados ao pagamento de multa, tenham, até a data da formalização do seu pedido de registro de candidatura, comprovado o pagamento ou o parcelamento da dívida regularmente cumprido; II - pagarem a multa que lhes couber individualmente, excluindo-se qualquer modalidade de responsabilidade solidária, mesmo quando imposta concomitantemente com outros candidatos e em razão do mesmo fato. 5
COMPETÊNCIA PARA REGISTRO - Do Tribunal Superior Eleitoral: candidatos a Presidente e Vice-Presidente da República. - Dos Tribunais Regionais Eleitorais: candidatos a Governador e Vice-Governador; Senador e seus dois suplentes; Deputado Federal; Deputado Estadual e Deputado Distrital (TRE-DF). - Do Juiz Eleitoral: Prefeito e Vice-Prefeito; Vereador. 6
CONVENÇÃO PARTIDÁRIA (arts.7º e 8º da Lei. 9504/97) - Período: de 10 a 30 de de junho do ano em que se realizarem as eleições. - Regras para realização das convenções: tratadas nos estatutos partidários. - No caso de omissão, o órgão nacional do partido deverá estabelecer e publicar normas para escolha e substituição dos candidatos e formação de coligações, no DOU, até 180 dias antes das eleições. 7
CONVENÇÃO PARTIDÁRIA (arts.7º e 8º da Lei. 9504/97) - A convenção poderá ser anulada pelo órgão superior do partido quando, na deliberação sobre coligações, o órgão inferior se opuser às diretrizes estabelecidas pelo órgão de direção nacional do partido. - As anulações de deliberações de atos decorrentes de convenção partidária deverão ser comunicadas à Justiça eleitoral no prazo de 30 (trinta) dias após a data limite para o registro de candidatos. - Se, da anulação, houver necessidade de escolha de novos candidatos, o pedido deve ser apresentado nos 10 (dez) dias seguintes à deliberação e até 60 (sessenta) dias antes do pleito. 8
COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS ( art. 6º e, da Lei 9.504/97) -São formadas pela união de dois ou mais partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, com objetivo de lançarem juntos candidatos a cargos eletivos. - A coligação terá denominação própria, que poderá ser a junção de todas as siglas dos partidos políticos que a integram. - Funcionam como um só partido no relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários. - Formadas para as eleições majoritária; proporcional ou para ambas. Neste último caso, há possibilidade de formar mais de uma coligação para a eleição proporcional entre os partidos que integram a coligação majoritária. Vedado, entretanto, partido estranho à coligação majoritária. 9
DO PEDIDO DE REGISTRO (art. 11, caput da Lei 9.504/97) - Prazo final para partido/coligação requerer o registro: até as 19 horas do dia 5 de julho do ano que se realizarem eleições. - Na eleição majoritária, cada partido ou coligação pode lançar apenas 1 (um) candidato. - Na eleição proporcional, cada partido isolado pode lançar até 150% do número de vagas e, em coligação, até o dobro do número de vagas.(art. 10 e 1º a 4º da Lei 9.504/97) - Percentual de candidatos por sexo: mínimo de 30% e máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. 10
DOCUMENTOS PARA O REGISTRO (art. 11, 1º, Lei n. 9.504/97) O pedido de registro deve ser instruído com os seguintes documentos: I - cópia da ata a que se refere o artigo 8º; II - autorização do candidato, por escrito; III - prova de filiação partidária; IV - declaração de bens, assinada pelo candidato; V - cópia do título eleitoral ou certidão, fornecida pelo cartório eleitoral, de que o candidato é eleitor na circunscrição ou requereu sua inscrição ou transferência de domicílio no prazo; 11
DOCUMENTOS PARA O REGISTRO (art. 11, 1º, Lei n. 9.504/97) VI - certidão de quitação eleitoral; VII - certidões criminais fornecidas pelos órgãos de distribuição da Justiça Eleitoral, Federal e Estadual; VIII - fotografia do candidato, nas dimensões estabelecidas em instrução da Justiça Eleitoral; IX propostas defendidas pelo candidato a Prefeito, governador de Estado e a Presidente da República. - Possibilidade de diligências: prazo de 72 (setenta e duas) horas. 12
PROCESSAMENTO DO REGISTRO IMPUGNADO (LC n. 64/90) Publicação do edital Impugnação (prazo: 5 dias do edital - art.3º ) Notificação Contestação (prazo: 7 dias da notificação- art. 4º) Inquirição de testemunhas, se houver (prazo: 4 dias da contestação - art. 5º) Diligências, se houver (prazo: 5 dias - art. 5º, 2º ) Alegações finais (prazo comum para as partes: 5 dias - art. 6º ) Sentença (prazo: 3 dias - art. 8º) Recurso (prazo: em 3 dias da publicação da sentença) Contra-razões (prazo: 3 dias) Remessa ao TRE, inclusive por portador (art. 8º 2º imediata). 13
VAGAS REMANESCENTES (art. 10, 5º, Lei 9.504/97) - No caso de as convenções não indicarem o número máximo de candidatos, os órgãos de direção dos partidos políticos poderão preencher as vagas remanescentes até 60 (sessenta) dias antes da eleição. SUBSTITUIÇÃO DE CANDIDATOS (art. 13, Lei 9.504/97) - Hipóteses: inelegibilidade; renúncia, falecimento, registro cassado, indeferido ou cancelado. - Prazo para substituição: até 60 (sessenta) dias antes da eleição, observados 10 dias contados do fato ou da decisão (cargo proporcional) 14
VARIAÇÃO NOMINAL (art. 12, Lei 9.504/07) O candidato às eleições proporcionais indicará no pedido de registro, além do nome completo, as variações nominais, que pode ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente. Homonímia: preferências (art. 12, 1º, Lei.9504/97) - Indeferimento de todo pedido de variação de nome coincidente com nome de candidato à eleição majoritária, salvo para candidato que esteja exercendo mandato eletivo ou o tenha exercido nos últimos 4 anos, ou que, nesse mesmo prazo, tenha concorrido em eleição com o nome coincidente. 15