Controlador Lógico Programável Os controladores lógico programáveis são equipamentos eletrônicos utilizados em sistemas de automação. São ferramentas de trabalho muito úteis e versáteis para aplicações em sistemas de acionamento e controle, e por isso são muito utilizadas no mercado industrial. Permitem desenvolver e alterar facilmente a lógica para acionamento das saídas em função das entradas. Desta forma pode-se associar diversos sinais de entrada para controlar diversos atuadores ligados aos pontos de saída. Em princípio qualquer grandeza física pode ser controlada, isto é, pode ter seu valor intencionalmente alterado. É claro que existem limitações práticas e uma delas é a restrição da energia que se deve dispor para afetar esse fenômeno. Por exemplo: a maioria das grandezas climáticas pode ser medida, mas não pode ser controlada por causa da ordem de grandeza da energia envolvida. O controle manual implica em ter um operador presente ao processo que irá dar origem a alguma variável física e que, de acordo com algum procedimento de seu conhecimento, irá operar um dispositivo qualquer (válvula, botoeira, chaves, etc.) que deverá produzir alterações naquela variável física. O controle automático ocorre quando uma parte ou a totalidade das funções do operador é executado por algum equipamento, seja ele eletrônico ou não. Com o avanço da eletrônica foram desenvolvidos dispositivos capazes de realizar funções lógicas e aritméticas com os sinais de entrada e, a partir deste processamento, gerar sinais de saída. Com este avanço, o controlador, os sensores e os atuadores passaram a operar em conjunto, transformando um processo, antes manual, em um sistema automatizado, em que o próprio controlador toma algumas decisões em função da situação dos sensores e aciona os atuadores. 23
Histórico O Controlador Lógico Programável ( C.L.P. ) surgiu pela necessidade da indústria automobilística. No final dos anos 60, a General Motors gastava muito tempo e dinheiro para modificar a lógica de controle dos painéis de comando, para cada mudança que ocorria na linha de produção. Era necessário encontrar um sistema que deveria atender a algumas características: Deveria ser de fácil programação; A linguagem de programação deveria ser familiar aos operadores, acostumados aos comandos elétricos; Deveria possibilitar alterações do programa sem mexer na parte física; Ser menor, mais barato e mais confiável que os painéis de comando a relé; Ter manutenção fácil e barata. Foi a partir desta necessidade que foi desenvolvido o primeiro CLP. O CLP é um tipo de controlador universal, podendo ser utilizado em diversas aplicações e permite ao usuário, além do programa armazenado na memória, a possibilidade de alterar, ampliar e otimizar facilmente os processos de comando. Fundamentos de sistemas de supervisão e controle Em qualquer processo de controle que se analisar, será possível reconhecer uma seqüência de operações características, que são descritas a seguir: Deve realizar a medição das mudanças ocorridas nas variáveis que estão sendo controladas; Executar a tradução (transformação) das mudanças ocorridas nas variáveis em sinais que podem ser utilizados pelo elemento final de controle; Transmitir estes sinais até o ponto de utilização, no caso os atuadores que irão realizar a operação do processo de controle; Aplicar os sinais traduzidos aos elementos finais de controle para se realizar as correções necessárias; Fazer a detecção (confirmação) da realização das correções; Realizar a monitoração do sistema controlado, ininterruptamente; Realizar a manutenção do sistema de acordo com as condições de controle iniciais. 24
Estrutura básica de um CLP No diagrama abaixo pode-se identificar os componentes básicos de um CLP. Programa do CLP Software Módulo de Entrada CPU Unidade Central de Processamento Módulo de Saída Hardware Variáveis de Entrada Variáveis de Saída Campo Estrutura básica do CLP Variáveis de entrada: São sinais externos recebidos pelo CLP e podem ter origem nos sensores do processo controlado ou por comandos gerados pelo operador. Módulo de entrada: É o dispositivo que realiza a conversão dos sinais externos em sinais que possam ser processados ( entendidos ) pelo CLP. Programa do CLP: É a seqüência de instruções que informará ao CLP a maneira como ele executará as ações de controle desejadas. A forma mais utilizada de programação de um CLP é pela linguagem LADDER. CPU (Unidade central de processamento): É o cérebro do CLP. Na CPU são processados os sinais externos, de acordo com a programação armazenada em sua memória. Módulo de saída: É o dispositivo que realiza a conversão dos sinais gerados pela CPU, de modo que possam ser utilizados pelos atuadores. Variáveis de saída: São os dispositivos que estão conectados a cada ponto de saída do CLP e que irão executar as funções de comando no processo controlado. 25
Sistemas de malha de controle Em todos os sistemas de controle pode-se distinguir dois tipos de malha de controle. Malha aberta: Quando o sistema é executado com base no tempo. Isto é, quando o sistema realiza todo processo de controle e não analisa as condições finais do processo. Exemplo: Máquina de Lavar Roupa. Realiza sempre o mesmo ciclo (seqüência de operações) independente da roupa estar suja ou limpa no final. Malha fechada: Quando o sistema de controle analisa as condições finais do processo, as compara a um valor inicial pré-configurado e decide ou não reiniciar o processo de controle. Exemplo: Regulagem da temperatura da água do banho. Abre-se ou fecha-se o registro até que a temperatura esteja adequada. Caso ocorra variação da temperatura regula-se novamente o registro até alcançar novamente a condição desejada. Definições importantes Em sistema de controle automático existem algumas nomenclaturas muito utilizadas que devem ser rapidamente compreendidas quando forem encontradas. Variável controlada É a quantidade ou propriedade física que deve ser medida e controlada. Ex.: temperatura do ar de uma sala, velocidade de rotação de um motor elétrico, etc. Set point É o valor de ajuste da escala do controlador, isto é, o valor de referência que deve ser mantida a variável controlada. Ex.: a temperatura do ar de uma sala deve ser mantida em 24 ºC. 26
Desvio É a diferença entre o set-point e o valor medido da variável controlada, a cada instante. Ex.: O set-point é de 24 ºC e a temperatura do ambiente controlado que está sendo medido é 21 ºC. O desvio é de 3 ºC. Para que se possa entender o fluxo de informações utilizadas pelo sistema de controle deve-se admitir o controlador como ponto de referência. Então, quando se utiliza o controlador como referência, pode-se dizer que: As entradas são informações ou sinais que vem do campo (elementos sensores) para o controlador; As saídas são informações ou sinais que saem do controlador e se direcionam para o campo (elemento final de controle); Entrada Controlador Saída Classificação das entradas e saídas Sinais binários (ou digitais): São sinais que apresentam duas condições (situações) bem definidas. Variável Controlada Tempo Gráfico de um sinal binário Ex.: energização da bobina de um contator, estado de pressostatos, termostatos, comando liga-desliga de um motor elétrico, etc. 27
Sinais analógicos: São sinais que apresentam, ponto a ponto, diversos valores dentro de uma faixa contínua de medição. Variável Controlada Tempo Gráfico de um sinal analógico Ex.: temperatura medida em um ambiente, pressão medida em uma tubulação de fluido refrigerante, velocidade de rotação de um motor elétrico, etc. Se existem dois tipos de sinais utilizados em sistemas de controle e todo sistema de controle possui entradas e saídas então, qualquer sistema de controle deve ter: Entradas binárias (ou digitais): São os sinais ou informações que o controlador recebe do campo e que são do tipo binário. São representadas pelas letras: BI ou DI. Ex.: estado ligado/desligado de um motor elétrico, posição do contato de um termostato, pressostato, fluxostato, etc. Entradas analógicas: São os sinais ou informações que o controlador recebe do campo e que são do tipo analógico. São representadas pelas letras: AI. Ex.: sinal de um sensor de temperatura, de um sensor de pressão, de um medidor de vazão, etc. 28
Saídas binárias (ou digitais): São os sinais ou informações que saem do controlador e se direcionam para o campo (elemento final de controle) e que são do tipo binário. São representadas pelas letras: BO ou DO. Ex.: comando liga/desliga de um motor elétrico, energização/desenergização da bobina de um contator, de uma válvula solenóide, etc. Saídas analógicas: São os sinais ou informações que saem do controlador e se direcionam para o campo (elemento final de controle) e que são do tipo analógico. São representadas pelas letras: AO. Ex.: comando de um inversor de freqüência, comando de uma válvula de água gelada proporcional, etc. Princípio de funcionamento de um CLP A estrutura de um CLP pode ser dividida em três partes: entrada, processamento e saída. Fluxograma de funcionamento de um CLP Em um sistema de controle qualquer, os sinais dos sensores são aplicados às entradas do CLP e a cada ciclo (varredura ou scan) estes sinais são lidos e transferidos para a unidade de memória interna. Estes sinais são associados entre si e são processados de acordo com as instruções de comando contida na programação. No final do ciclo de varredura, os resultados do processamento são transferidos a uma memória de saída e então aplicados aos terminais de saída. Um esquema deste ciclo de varredura é mostrado no desenho a seguir: 29
Ciclo de funcionamento de um CLP Dispositivo de programação Todo CLP tem uma ferramenta de programação e diagnóstico que serve para: Programação; Testes; Instalação; Detecção de erros; Documentação do programa; Armazenamento do programa. Normalmente este último é um software específico de cada fabricante, e contém módulos para: Inserção, elaboração e modificação de programas. Verificação da sintaxe do programa e dos dados inseridos. Tem como objetivo reduzir os erros de programação; Conversão do programa em informações que podem ser lidos e processados pelo CLP; Realização da comunicação de dados entre o PC (software) e o CLP (hardware); Auxílio ao programador a escrever, corrigir e testar os programas, verificando os estados das entradas e saídas, dos temporizadores, contadores, etc. Teste da seqüência do programa através de operações passo a passo. Configuração de hardware; Verificação da impressão do programa, com dados, identificadores e comentários; Lista dos dados processados entradas, saídas, temporizadores, contadores, etc.; Descrição das alterações; Realização de uma cópia de segurança do programa em memórias não voláteis. 30
Fases de elaboração de um programa CLP Os programas de controle são parte essencial de um sistema de automação e devem apresentar: Menor número de falhas possível; Ser de fácil manutenção; Custo acessível. Para ter estas características os programas de controle devem ser desenvolvidos sistematicamente, ser bem estruturados e apresentar documentação detalhada. O modelo apresentado a seguir (modelo de fases) mostrou-se eficaz para o desenvolvimento de um programa CLP. Este modelo é dividido em etapas bem definidas e torna o trabalho objetivo, sistemático e leva a resultados claros. O modelo de fases pode ser estendido a todos os projetos técnicos e apresenta as seguintes etapas que estudaremos. Especificação (Formalização da tarefa) A especificação da tarefa consiste em fazer: Descrição da tarefa; Esquema de tecnologia e posicionamento; Estrutura básica da instalação e/ou processo. Projeto (Concretização da solução) A concretização da solução requer os seguintes itens: Apresentar graficamente a função e comportamento de controle, independentemente da tecnologia que será utilizada; Ter uma representação de funcionamento em diagramas passo-a-passo; Apresentar tabelas verdade do sistema; Definir os módulos de programação; Listar os componentes e diagramas de circuitos. 31
Implementação (Programando a solução) Para implementação do programa exige-se: Programação nas linguagens de programação disponíveis; Simulação dos programas elaborados. Instalação e testes Para a instalação e testes deve-se fazer: Construção da instalação; Teste dos módulos de programação; Teste do programa completo. Documentação A documentação deve conter: Descrição das tarefas; Esquema de posicionamento e tecnologia; Diagramas de circuito; Esquemas de conexão de bornes; Impressão dos programas de controle nas linguagens de programação; Lista de alocação das entradas e saídas; Outros documentos. Linguagem de programação Os CLP s foram desenvolvidos para substituir os dispositivos eletroeletrônicos de acionamento e a linguagem de programação mais utilizada é semelhante à linguagem de diagramas lógicos de acionamento desenvolvidos por eletrotécnicos e profissionais da área de controle. Esta linguagem de programação é denominada linguagem de contatos ou simplesmente diagrama LADDER. O diagrama LADDER é, portanto, uma linguagem de programação gráfica, derivada da representação dos esquemas de comandos elétricos. O diagrama LADDER permite que se desenvolvam lógicas combinacionais, seqüenciais e circuitos que envolvam os dois tipos de lógica. Para tanto utilizam como 32
operadores para estas lógicas: entradas, saídas, estados auxiliares, registros numéricos, contadores e temporizadores. Na figura abaixo são apresentados os três principais símbolos de programação: Contato normalmente aberto Contato normalmente fechado Bobina de acionamento Simbologia básica de programação Funções básicas A representação dos blocos de programação básica (blocos de contatos) são apresentados a seguir: Versão elétrica Diagrama LADDER Circuito CLP 2 4 V B1 + I0 Q 0 Q 1 B1 I0 Q 0 I1 I2 I3 C L P Q 2 Q 3 Q 4 H 1 I4 I5 Q 5 - H 1 0 V Bloco normalmente aberto 33
Versão elétrica D iag ram a L A D D E R Circuito CLP 2 4 V B 1 I0 Q 0 B 1 + I0 I1 I2 I3 C L P Q 0 Q 1 Q 2 Q 3 Q 4 H 1 I4 I5 Q 5 - H 1 0 V Bloco normalmente fechado Versão elétrica Diagrama LADDER Circuito CLP 24 V B1 B2 H1 I0 I1 Q0 B2 B1 + I0 I1 I2 I3 I4 I5 CLP Q0 Q1 Q2 Q3 Q4 Q5 - H1 0 V Função AND Versão elétrica Diagrama LADDER Circuito CLP 24 V B1 B2 H1 I0 I1 Q0 B2 B1 + I0 I1 I2 I3 I4 I5 CLP Q0 Q1 Q2 Q3 Q4 Q5 - H1 0 V Função OR Funções especiais No software de programação dos fabricantes há um número bem grande de funções que podem ser utilizadas. Nesta apostila serão apresentadas apenas algumas funções, caso o aluno tenha interesse em conhecer maiores detalhes sobre cada função especial será necessário consultar o manual do software, que é específico para cada fabricante e modelo de CLP. 34
Temporizadores com retardo na energização desenergização (T): Esta instrução ativa uma saída após um determinado tempo. On Delay timer (S ODT): Retardo na energização. T0 S - ODT I0 S5T#5S S TV Q Q0 I1 R Temporizador com retardo na energização OFF Delay timer (S OFFDT): Retardo na desenergização. T1 S - OFFDT I0 S5T#10S S TV Q Q0 I1 R Temporizador com retardo na desenergização 35
Contadores (C): Esta instrução ativa uma saída após determinado número de eventos. Contador crescente (S CU): Quando ocorrer um impulso positivo na entrada S, o contador é carregado com o valor da entrada SC. A cada impulso positivo da entrada CU, o contador irá contar crescentemente a partir do valor carregado em SC. Se houver um impulso na entrada R o contador é resetado. C0 I0 I1 C#12 CU S SC S - CU Q Q0 I2 R Contator crescente Contador decrescente (S CD): Quando ocorrer um impulso positivo na entrada S, o contador é carregado com o valor da entrada SC. A cada impulso positivo da entrada CD, o contador irá contar decrescentemente a partir do valor carregado em SC. Se houver um impulso na entrada R o contador é resetado. C1 I0 I1 C#12 CD S SC S - CD Q Q0 I2 R Contator decrescente 36
Up Down Counter (S CUD): É uma combinação dos contadores crescente e decrescente. C2 I0 I1 I2 C#12 CU CD S SC S - CUD Q Q0 I3 R Contator crescente/decrescente 37
Arquitetura dos sistemas de supervisão e automação A seguir apresentamos a arquitetura de um sistema de supervisão e automação Programador, CLP e módulos de saídas e entradas No programador são elaborados os programas em linguagem de relés (Ladder), ao término do programa, envia-se o mesmo a CPU do CLP através de um cabo de dados, porém a CPU necessita que o programa seja convertido em linguagem de máquina (assembly do controlador), e quem executa esta função é o compilador que já está contido no software de programação. A função do compilador é transformar a linguagem de relés em uma linguagem que o microcontrolador do CLP entenda. A linguagem de relés também chamada de Ladder é muito utilizada pelos programadores de CLP e além dessa, pode-se destacar também a STL (Listas de Instruções) e por último os Blocos Lógicos. 38
Com o CLP em funcionamento, o mesmo lê as posições do módulo de entrada, compara com programa que está armazenado na memória da CPU e atualiza o módulo de saída. Estratégias de supervisão e controle Abaixo apresentamos um trecho de programação Exemplo básico de Programação No exemplo acima a CPU verifica as duas entradas do CLP, caso o endereço I124.0 ou I124.1 estejam acionados, a bobina Q124.0 é acionada. A figura abaixo apresenta o mapa das entradas e saídas e seus respectivos endereços Módulo de entrada e saída do CLP 39
Nota: No CLP Siemens é possível a utilização das Flags (Posições de memórias), que servem para manipulações dos programas e funcionam como bobinas auxiliares. A utilização das mesmas também necessita de endereços tais como: M0.0, M0.1, M0.2,... M0.n. O desenho abaixo é um exemplo de programa que utiliza posições de memórias para auxiliar a lógica Flag, temporizador e selo Com a ativação do ponto de entrada I124.0, o temporizador começa a contagem de tempo, após 10 segundos há o estouro, então M0.0 é ativada, seus contatos invertem e Q124.0 é ativado também, caso o temporizador venha a ser resetado, o selo mantém Q124.0 ativado. Especificações gerais para sistemas de supervisão e automação Para que se possa especificar um CLP para uma determinada automação é preciso que se faça um estudo de caso para as seguintes situações: Custo benefício. Esse tipo de controle é realmente necessário Levantamento dos pontos digitais de saída. Levantamento dos pontos digitais de entrada. Levantamento dos pontos analógicos de entrada e saída. Procurar no mercado, um fabricante que atenda suas necessidades. Procurar o melhor preço e suporte técnico. 40
Exercício 01 Elaborar um programa no CLP, onde um motor deve ser ligado através de uma botoeira tipo pulso (NA) para a partida do motor, uma botoeira tipo pulso (NF), para a parada e um relé térmico para o caso de parada por sobre corrente e caso o motor pare pelo acionamento do relé térmico, o CLP deve sinalizar com uma saída de alarme. O mapeamento das entradas e saídas estão relacionadas abaixo. Mapa de entradas e saídas 41
Exercício 02 Elaborar um programa no CLP, onde um motor deve ser ligado através de uma botoeira tipo pulso (NA) para a partida do motor, o mesmo deve ter uma partida em estrela triângulo, botoeira tipo pulso (NF), para a parada e um relé térmico para o caso de parada por sobre corrente, e caso o motor pare pelo acionamento do relé térmico, o CLP deve sinalizar com uma saída de alarme. O mapeamento das entradas e saídas estão relacionadas abaixo. Mapa de entradas e saídas 42
Exercício 03 Elaborar um programa no CLP, conforme descritivo gráfico abaixo, utilizar botoeira tipo pulso (NA) para a partida temporizada dos motores, botoeira tipo pulso (NF), para parada geral dos motores. Observação Caso algum relé térmico venha a desarmar, todo o sistema deve parar. O mapeamento das entradas e saídas estão relacionadas abaixo. Seqüência de partida dos motores Mapa das entradas e saídas 43
Exercício 04 Elaborar um programa no CLP, conforme descritivo gráfico abaixo, utilizar botoeira tipo pulso (NA) para a partida temporizada dos motores, botoeira tipo pulso (NF), para parada geral dos motores. Caso algum relé térmico venha a desarmar, todo o sistema deve parar. O mapeamento das entradas e saídas está relacionado abaixo. Seqüência de partida dos motores Mapa das entradas e saídas 44
Exercício 05 O desenho abaixo representa um circuito frigorífico de um balcão. Com relação ao fluxograma do circuito mecânico, identifique todos os pontos de controle que possam ser verificados pelo CLP(entradas do CLP). Identifique todos os pontos que devem ser controlados pelo CLP no circuito. Elabore um programa no CLP que satisfaça as condições de funcionamento do ciclo de refrigeração, considere as observações abaixo: O sistema pára por recolhimento; A ventilação do condensador pára quando compressor pára; A ventilação do evaporador funciona mesmo que o compressor pare; Todos os motores são com partida direta; A solenóide é uma válvula normalmente fechada; Botoeira para start, botoeira para stop e sistema de proteções com térmicos; Fluxograma de funcionamento 45
Exercício 06 Idem ao exercício 5, porém a partida do compressor é em estrela triângulo. Fluxograma de funcionamento Exercício 07 O desenho abaixo representa um circuito frigorífico de uma câmara para congelados, o mesmo necessita de degelo para o bom funcionamento. Com relação ao circuito mecânico, identifique todos os pontos de controle que possam ser verificados pelo CLP( entradas do CLP). Identifique todos os pontos que devem ser controlados pelo CLP no circuito. Elabore um programa no CLP que satisfaça as condições de funcionamento do ciclo de refrigeração, considere as observações abaixo: O sistema pára por recolhimento; A ventilação do condensador pára quando compressor pára; A ventilação do evaporador funciona mesmo que o compressor pare durante o ciclo de refrigeração; 46
Todos os motores são com partida direta; As solenóides são normalmente fechadas (SV0 e SV1); Tempo de refrigeração = 1h (3600s); Tempo de degelo = 15 minutos (900s). Tempo de gotejamento = 5 minutos (300s); Tempo de retardo da entrada da ventilação da câmara = 5 minutos (300s); Degelo a gás quente; Durante o degelo a ventilação da câmara não pode funcionar; Botoeira para start, botoeira para stop e sistema de proteções térmicas; Fluxograma de funcionamento da câmara Fluxograma de funcionamento Exercício 08 O desenho abaixo representa parte de circuito de refrigeração, onde água circula por um condensador através de bombas. Elabore um programa no CLP que satisfaça as condições abaixo: Uma botoeira é responsável pela partida da bomba (B0), a bomba só pode partir se houver nível mínimo de água na torre; 47
A bóia LL é normalmente aberta, e seu contato fecha com a presença da água; Sabe-se que devido aos aspectos físicos da instalação, o fluxostato (contato NA) instalado na saída do condensador, verifica a circulação de água após 5 segundos da partida de uma das bombas; Ao ligar a 1ª bomba (B0), um temporizador de 10 segundos deve ser habilitado, e caso o fluxostato não feche o contato dentro desse tempo, a 1ª bomba deve ser desligada, um alarme deve ser tocado em função desse problema e a segunda bomba deve partir; Ao partir a segunda bomba, outro temporizador de 10 segundos deve ser habilitado novamente, a fim de verificar se o fluxostato fechará seu contato antes dos 10 segundos, caso isso aconteça, a segunda bomba permanecerá funcionando; Caso o fluxostato não feche seu contato antes de 10 segundos, o programa deve desabilitar o funcionamento da segunda bomba e tocar outro alarme. O funcionamento da ventilação da torre está amarrado com contato do fluxostato e o contato do termostato, e caso a bóia HL atue um sinalizador deve ascender; Fluxograma de funcionamento da torre Fluxograma de funcionamento 48
Exercício 09 A foto abaixo representa uma torre de resfriamento, onde as bombas são responsáveis pela circulação de água no condensador de um Chiller. Elabore um programa no CLP que satisfaça as condições abaixo: Idem ao exercício 08; Sabe-se que a água entra na torre com 35 C, e é bombeada a 29,5 C, e o termostato que verifica a temperatura nessa faixa é o C conforme desenho abaixo, o mesmo também controla a ventilação da torre; O termostato C1 é responsável por controlar as válvulas solenóides SV0 e SV1 (NF s), caso a temperatura de saída da torre seje 27 C, a válvula solenóide SV0 será fechada e a válvula solenóide SV1 será aberta juntamente com a parada da ventilação; Foto da instalação 49
Fluxograma de funcionamento 50
Exercício 10 O fluxograma abaixo representa um rack que satisfaz o funcionamento de 2 câmaras de resfriados. Fluxograma de funcionamento Elabore um programa no CLP que satisfaça as condições abaixo: Descreva o funcionamento do circuito; Identifique as entradas e saídas no CLP; Elabore um programa que satisfaça o funcionamento do circuito; Considere degelo natural para as 2 câmaras; Tempo de refrigeração = 1hora; Tempo de degelo = 15 minutos; Tempo de retardo da entrada do motor da ventilação; Durante o degelo, a ventilação da câmara não funciona; No início os compressores partem com retardo de 20 segundos; O sistema pára por recolhimento; 51
Exercício 11 O fluxograma abaixo representa um circuito de refrigeração industrial, que utiliza amônia como fluido refrigerante. Fluxograma de funcionamento Elabore um programa no CLP que satisfaça as condições abaixo: Uma botoeira é responsável pela partida do sistema. A bomba de circulação de água não pode funcionar sem água na torre, a mesma é responsável pela circulação de água no condensador e cabeçote do compressor. A bomba de amônia não pode funcionar sem nível no tanque flash, a bóia LL é responsável por habilitar a mesma. A bóia HL será responsável por habilitar a entrada de amônia no tanque flash. 52
A válvula (SV3) será responsável pela capacidade do compressor, é acionada por um dos pressostatos de baixa. A válvula(sv2) será responsável pela entrada de gás quente no evaporador, a fim de fazer o degelo, caso SV2 esteja aberta, SV1 deve estar fechada. Durante o degelo a válvula SV4 deve estar ligada, a fim de poder despressurizar com o set-point (P2) da PM1. O fluxostato instalado na saída da bomba será responsável pela habilitação de todo funcionamento do sistema. A ventilação da câmara não pode funcionar durante o processo de degelo. Estabelecer tempos para o degelo, gotejamento e retardo da ventilação. Na partida do compressor, um pressostato deve fechar seu contato em 7segundos devido ao aumento da pressão do óleo, caso isso não ocorra o CLP deve parar o sistema e tocar um alarme. Faça um descritivo de todo o funcionamento do circuito antes de elaborar o programa. Mapear todas as entradas e saídas que possibilite o CLP controlar o sistema. 53
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