PENSAR COM EMMANUEL LEVINAS

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Transcrição:

PENSAR COM EMMANUEL LEVINAS

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Mattei, Jean-François Pitágoras e os pitagóricos / Jean-François Mattéi ; [tradução Constança Marcondes Cesar]. São Paulo : Paulus, 2000. (Coleção Filosofia em questão) Título original : Pythagore et les pythagoriciens. Bibliografia. ISBN 85-349-1688-8 1. Filosofia antiga 2. Pitágoras 3. Pitagorismo I. Título. II. Série. 00-2041 CDD-182.2 Índices para catálogo sistemático: 1. Pitagorismo : Filosofia 182.2 Coleção FILOSOFIA EM QUESTÃO Pensamento ético contemporâneo, Jacqueline Russ Pitágoras e os pitagóricos, Jean-François Mattéi Pensar com Emmanuel Levinas, Benedito E. Leite Cintra

BENEDITO E. LEITE CINTRA PENSAR COM EMMANUEL LEVINAS

Direção editorial: Zolferino Tonon Coordenação editorial: Claudiano Avelino dos Santos Revisão: Thiago Augusto Almeida Passos Iranildo Bezerra Lopes Capa: Marcelo Campanhã Editoração: PAULUS Impressão e acabamento: PAULUS Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Cintra, Benedito E. Leite Pensar com Emmanuel Levinas / Benedito E. Leite Cintra. São Paulo: Paulus, 2009. (Coleção Filosofia em questão) Bibliografia ISBN 978-85-349-3117-5 1. Filósofos judeus França 2. Levinas, Emmanuel, 1906-1995 3. Levinas, Emmanuel, 1906-1995 Crítica e interpretação I. Título. II. Série. 09-09377 CDD-194 Índices para catálogo sistemático: 1. Filosofia francesa 194 2. Levinas, Emmanuel: Obras filosóficas 194 PAULUS 2009 Rua Francisco Cruz, 229 04117-091 São Paulo (Brasil) Fax (11) 5579-3627 Tel. (11) 5087-3700 www.paulus.com.br dir.editorial@paulus.com.br ISBN 978-85-349-3117-5

APRESENTAÇÃO Emmanuel Levinas (1906-1995) foi um judeu- -lituano-francês. De ascendência judaica como Marx e Freud. Nasceu em Kaunas, na Lituânia, um dos países do Mar Báltico, assim como a Estônia e a Letônia. Viveu a maior parte de sua vida na França, tendo se tornado cidadão francês. Dizia que pensava em três línguas. Pensava em hebraico porque era judeu. Pensava em russo porque era a língua oficial da Lituânia. Pensava em francês porque foi a língua que adotou desde seus 17 anos. Passou a falar e a escrever tão bem em francês que, tendo emigrado da Ucrânia para onde seus pais se mudaram, refugiou-se na casa de Edmund Husserl, também de ascendência judaica, e, para compensar a hospitalidade, ensinava francês para a mulher de Husserl. Para ensinar nas Universidades, Levinas teria de receber o título de Doutor. Isso aconteceu em Estrasburgo, na França. O tema de sua tese foi: A teoria da intuição na Fenomenologia de Husserl. Por este livro escrito em francês, La théorie de l intuition dans la phénoménologie de Husserl, recebeu um prêmio da Academia Francesa. 5

Levinas foi prisioneiro dos nazistas. No campo de concentração, ficou sabendo que toda a sua família tinha sido morta. Durante o cativeiro, escreveu um livro muito importante: Da existência ao existente. Em palavras simples, isso significa: uma coisa é simplesmente viver no mundo, outra coisa é tomar a vida em suas próprias mãos. Isso pode parecer banal: todos queremos dar um rumo próprio às nossas vidas. Mas, como isso realmente acontece? Será que acontece simplesmente quando tomamos parte de uma sociedade? 6

INTRODUÇÃO Totalidade e Infinito é a obra-mestra de Levinas. Publicada em 1961, valeu-lhe a livre-docência na Universidade. Nela se expressa o núcleo de sua reflexão filosófica. A data marca o centro entre preparação e desdobramento de sua atividade intelectual. Susin escreve que Levinas se distingue dos outros pensadores da intersubjetividade pelo vigoroso confronto entre o horizonte grego e o firmamento bíblico (O Homem messiânico). Anote-se o emprego de horizonte para o grego e de firmamento para o bíblico: o horizonte é alcançado pelo olhar, mas o firmamento é inalcançável. Estão postos os dois termos: totalidade como horizonte e infinito como firmamento. Contudo e este é o grande desafio para compreender Levinas, se horizonte quer dizer propriamente mundo, infinito não quer dizer propriamente Deus! Levinas cultivou uma grande amizade com o padre Van Breda: meu saudoso e emi nente amigo (Ética e Infinito). Deve-se a este padre a fundação dos Archives-Husserl, para onde recolheu 7

os manuscritos de Edmund Husserl. Foi também quem iniciou a coleção Phaenomenologica. Faz-se oportuno trazer um relato de Jacques Taminiaux a respeito de Totalité et Infini: A coleção Phaenomenologica tinha nascido: o primeiro volume fora um escrito de Eugen Fink. Entre os que o seguiram de perto, me lembro de um espesso calhamaço mal datilografado, coberto de rasuras e correções manuscritas, que Van Breda me entregou imperiosamente: Leia isso. Preciso de um parecer detalhado dentro de quinze dias. Deus sabe que amo o autor, mas vejo que está cheio de críticas a Husserl. Compreenda que hesito, mas confio em você. Era Totalité et Infini. Depois de quinze dias, assegurei ao Padre Van Breda de que o texto era de extrema importância e deveria ser publicado com toda prioridade. Felizmente logo se pôs do meu lado, e, como eu sabia do que se tratava, fez-me seu representante na Sorbonne na defesa de Levinas. Merleau-Ponty, acometido de crise cardíaca poucos dias antes, fora substituído na banca por Jankélévitch, que saudou o laureando cito de memória desta forma: Caro Senhor, felicito-o por nos ter enfim desembaraçado desse pensamento alemão que nos fez tanto mal!. Levinas, com espanto, retorquiu sem demora: Senhor, mas eu sou fenomenólogo! ( Centenaire de la fondation de L Institut Supérieur de Philosophie ). O pensamento alemão apontado por Jankélévitch dizia respeito a Husserl e Heidegger. 8

TOTALIDADE E INFINITO Este título deve ser lido com cuidado quanto à conjunção e. Quando dizemos dia e noite, às vezes esta expressão é de momentos inclusivos: dia e noite penso em você! Contudo, às vezes também queremos indicar momentos demarcados pelo nascer e pelo pôr do sol: dia e noite são para trabalho e descanso. A conjunção e tem esta particularidade de valer por e/ou : de dia e de noite penso em você ; dia ou noite, tenho minha preferência. Assim, no título há o paradoxo entre Totalidade e Infinito e Totalidade ou Infinito! A esfinge do humano! Propriamente não há em Levinas duas fases ou etapas de pensamento. Ele escreve: Filosofar é decifrar num palimpsesto uma escritura escondida (De l évasion). Comparativamente, toda a obra de Platão pode ser interpretada como um palimpsesto de sua Carta VII. De sua pesquisa, Jacques Rolland afirma que Levinas permaneceu fiel à sua finalidade mesmo quando variou sua terminologia, suas fórmulas, seus 9

conceitos operatórios e algumas de suas teses (De l évasion). 1 Enrique Dussel, escrevendo sobre humanismo helênico e humanismo semita, diz do segundo: uma tradição totalmente distinta, como o dia e a noite, da cosmovisão dos gregos (El humanismo semita). Cada vez mais se reconhece que há na filosofia ocidental esta surda diferença entre cultura helênica, ou grega, e cultura semita, ou judaico-cristã. Em recente estudo sobre Heidegger, discutindo a acusação de cumplicidade com o nazismo que se faz a este filósofo, afirma Zeljko Loparic que, por fim, a questão é outra: Da relação de antagonismo entre as duas tradições fundamentais do Ocidente, a judaica e a grega, e da periculosidade de cada uma delas (Heidegger réu). Totalidade e/ou Infinito enfrenta esta periculosidade. De qualquer forma é preciso considerar que, por preconceito ou ignorância, alguns dizem que Levinas não é filósofo, mas teólogo. Com razão se explica: Considerar-me como um pensador judeu é uma coisa que em si mesma não me choca; sou judeu e, 1 De l'évasion foi originariamente publicado em Recherches Philosophiques, 1935-1936. Em 1982, Jacques Rolland republicou a seguinte edição de De l'évasion: Levinas, Emmanuel. De l évasion: Essais. Ed. annotée par Jacques Rolland. Montpellier: Fata Morgana, 1982. Refere jutamente este editor: Filosofar é decifrar num palimpsesto uma escritura escon dida (Hu manisme de l'autre homme. Montpellier: Fata Mor gana, 1972, p. 96). E acrescenta: Ler no texto de juventude a inscrição, mesmo que seja em baixo-re levo, de uma escritura futura (p. 11). 10

certamente, tenho as leituras, os contatos e as tradições especificamente judias que não renego. Mas protesto contra essa expressão quando ela quer significar alguém que tenha a ousadia de fazer aproximações de conceitos baseados unicamente na tradição e nos textos religiosos, sem o esforço de passá-los pela crítica filosófica (Emmanuel Levinas). E de outro modo explícito: Os versículos bíblicos não têm a função de prova, mas testemunham uma tradição e uma experiência (Humanismo do outro homem). Outro livro em português, indicativo de todo o pensamento de Levinas, é Ética e Infinito, que tem como subtítulo Diálogos com Philippe Nemo. São dez breves capítulos que percorrem toda a sua obra publicada até 1982. É excelente introdução aos muitos temas abordados por sua reflexão filosófica. Outros dois bons livros editados em português sobre nosso pensador são os seguintes: COSTA, Márcio Luis. Levinas: uma introdução. Petrópolis: Vozes, 2000. POIRIÉ, François. Emmanuel Levinas: ensaios e entrevistas. Trad. J. Guinsburg, Marcio Honorato de Godoy e Thiago Blumenthal. São Paulo: Perspectiva, 2007. A primeira obra brasileira sobre Levinas é de Luiz Carlos Susin: SUSIN, Luiz Carlos. O homem messiânico. Uma introdução ao pensamento de Emmanuel Levi- 11

nas. Porto Alegre: Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes. Petrópolis: Vozes, 1984. Também escrevi sobre Levinas: CINTRA, Benedito Eliseu Leite. Paulo Freire entre o grego e o semita. Educação: Filosofia e Comunhão. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998. Em seguida, todo o sumário de Totalidade e Infinito, como retirei da edição portuguesa. 12 Prefácio SECÇÃO I O MESMO E O OUTRO A. Metafísica e transcendência 1. Desejo do invisível 2. Ruptura da totalidade 3. A transcendência não é a negatividade 4. A metafísica precede a antologia 5. Transcendência como ideia do infinito B. Separação e discurso 1. O ateísmo ou a vontade 2. A verdade 3. O discurso 4. Retórica e injustiça 5. Discurso e ética 6. O metafísico e o humano 7. O frente a frente, relação irredutível

C. Verdade e justiça 1. A liberdade posta em questão 2. A investidura da liberdade ou a crítica 3. A verdade supõe a justiça D. Separação e absoluto SECÇÃO II INTERIORIDADE E ECONOMIA A. A separação como vida 1. Intencionalidade e relação social 2. Viver de (fruição). A noção de realização 3. Fruição e independência 4. A necessidade e a corporeidade 5. Afectividade como ipseidade do eu 6. O eu da fruição não é nem biológico nem sociológico B. Fruição e representação 1. Representação e constituição 2. Fruição e alimento 3. O elemento e as coisas, os utensílios 4. A sensibilidade 5. O formato mítico do elemento C. Eu e dependência 1. A alegria e os seus amanhãs 2. O amor da vida 3. Fruição e separação D. A morada 1. A habitação 2. A habitação e o feminino 3. A casa e a posse 13

4. Posse e trabalho 5. O trabalho e o corpo, a consciência 6. A liberdade da representação e a doação E. O mundo dos fenómenos e a expressão 1. A separação é uma economia 2. Obra e expressão 3. Fenómeno e ser 14 SECÇÃO III O ROSTO E A EXTERIORIDADE A. Rosto e sensibilidade B. Rosto e ética 1. Rosto e infinito 2. Rosto e ética 3. Rosto e razão 4. O discurso instaura a significação 5. Linguagem e objectividade 6. Outrem e os outros 7. A assimetria do interpessoal 8. Vontade e razão C. A relação ética e o tempo 1. O pluralismo e a subjectividade 2. O comércio, a relação histórica e o rosto 3. A vontade e a morte 4. A vontade e o tempo: a paciência 5. A verdade do querer A. A ambiguidade do amor B. Fenomenologia do Eros SECÇÃO IV PARA ALÉM DO ROSTO

C. A fecundidade D. A subjectividade no Eros E. A transcendência e a fecundidade F. Filialidade e fraternidade G. O infinito do tempo CONCLUSÕES 1. Do semelhante ao Mesmo 2. O ser é exterioridade 3. O finito e o infinito 4. A criação 5. Exterioridade e linguagem 6. Expressão e imagem 7. Contra a filosofia do Neutro 8. A subjectividade 9. A manutenção da subjectividade. Realidade da vida interior e realidade do Estado O sentido da subjectividade 10. Para além do Ser 11. A liberdade investida 12. O ser como bondade O Eu O Pluralismo A Paz 15