AL-2002/2003/2004 MU207011

Documentos relacionados
UCPs Série Ponto. Descrição do Produto. Dados para Compra

Driver Comunicação p/ Protocolo N2

UCP com E/S Digitais - 1 Mbyte Flash

As características acima se referem ao modelo mais completo PO3345. Os demais possuem subconjunto destas características.

Módulo 32 ED 24 Vdc Opto

Interface de Rede PROFIBUS-DP

Terminal de Operação Cimrex 90

Módulo de Conversão Serial-Ethernet

Módulo 16 ED 125 Vdc Opto

1. Descrição do Produto. 3. Características Funcionais. 2. Itens Integrantes Características Gerais

Módulo Conversor RS-232/RS-485

Cabeça de rede de campo PROFIBUS-DP Redundante PO5063V4

AL-2433 PROFISwitch - Acoplador Rede PROFIBUS Redundante

Derivador e terminação para rede RS485

Terminador com Diagnóstico de Fonte

Cabeça de rede de campo PROFIBUS-DP Redundante PO5063V5

Cabeça de Rede de Campo PROFIBUS-DPV1

QK800 - QK801 QK2000. Manual de Utilização Ref Rev. B 12/97

Terminal de Operação Cimrex 12

MÓDULO DE REDUNDÂNCIA DE FONTE MRF-100

ezap 900 Controlador Lógico Programável ezap900/901 Diagrama esquemático Apresentação Módulo ZMB900 - Características Gerais Dados Técnicos

Série Ponto IP-20. Série Ponto. VersaMax Fabricante: GE. FlexI/O Fabricante: Allen-Bradley. ET 200M Fabricante: Siemens.

Fonte Bivolt 24 Vdc / 5 A

ZAP 900. Controlador Lógico Programável ZAP900/901. Diagrama esquemático. Apresentação. Módulo ZMB900 - Características Gerais. Dados Técnicos.

CONTROLADOR DE CARGA CTL-100

Módulo 16 SD Relé NA Contato Seco

Fonte Full Range Vac/Vdc 24 Vdc/ 3A

Módulo 8 Entradas Digitais 24 Vdc Monitorado. Os seguintes produtos devem ser adquiridos separadamente para possibilitar a utilização do produto:

Transparente entre 9,6 kbps até 12 Mbps Detecta automaticamente a taxa de comunicação Modelos de 2 e 4 canais Profibus-PA Opera de forma

ADAPTADOR RJ-45 PARA BORNE AA-400

Automação Industrial PEA-2211: INTRODUÇÃO À ELETROMECÂNICA E À AUTOMAÇÃO AUTOMAÇÃO: CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL

Módulo 16 SD 24 Vdc Transist. Opto

Profª Danielle Casillo

ü Na década de 1920 os dispositivos mecânicos foram substituídos pelos relés; ü O uso da lógica de relés dificultava modificações do processo;

A foto ilustra os modelos das fontes disponíveis.

Classificação IP 20 5 canais isolados Transparente para todas as versões do protocolo PROFIBUS-DP Especificações RS-485 para cada canal Taxa de

MANUAL PARA INSTALAÇÃO

Fonte de Alimentação

3. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Fonte de Alimentação 30 W 24 Vdc

Training Box Duo Mini Curso.

RELÉ DE NÍVEL RLM-450

Descrição do Produto. As fotos ilustram alguns dos modelos disponíveis:

PLATAFORMA PARA ESTUDO EM PROGRAMAÇÃO DE MICROCONTROLADORES FAMÍLIA 8051

Terminal de Operação Cimrex 69

Referência: PDF Revisão: 3 Arquivo : PDF doc Atualizado em: 31/08/2005

MANUAL DE INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO DO CONVERSOR CSSM CONVERSOR RS-232/RS-485 PARA FIBRA MONOMODO

0 MAR/09 EMISSÃO INICIAL GC MRC MRC REV. DATA NATUREZA DA REVISÃO ELAB. VERIF. APROV. EMPREENDIMENTO: ÁREA: ELÉTRICA

BORNE RELÉ RR-100. Manual do usuário Borne Relé MAN-PT-DE- RR-100 Rev.:

Módulo de Expansão Entradas Analógicas

RELÉ AMPLIFICADOR RP 200. Manual do usuário Série: J RELÉ AMPLIFICADOR MAN-DE-RP 200 Rev.:

Controladores Lógicos Programáveis (CLP) Disciplina: TAIE4

BORNE COM 8 RELÉS RR-400

14/3/2016. Prof. Evandro L. L. Rodrigues

Descrição do Produto. Dados para Compra. Itens Integrantes

Scripts de Redundância para Sistema de Supervisão InTouch

Manual de instalação e configuração do módulo de entradas NER-08

Atividade de Participação de Aula 02 (Individual) Aluno: Data: 17/08/2017

SINUS TRIAD UPS. 3 a 10 kva DUPLA CONVERSÃO

RELÉ DE ESTADO SÓLIDO SSR1

FONTE DE ALIMENTAÇÃO CHAVEADA XCSL240C

SEL-433 APLICAÇÕES DE MICROPROCESSADORES I

CLP Controlador Lógico Programável

Modelo Display de cristal líquido Nº de teclas

SSC510 Arquitetura de Computadores 1ª AULA

E M B R A S U L. embrasul.com.br. Controlador de Demanda GDE4000

SENSOR MAGNÉTICO TIPO PICK-UP

FONTE DE ALIMENTAÇÃO CHAVEADA XCSD30C

Tutorial 133 DUO Criação de telas e utilização do teclado

Multimedidor Mult-K [1] Introdução Mult-K Foto ilustrativa [2] Princípio de funcionamento [5] Precisão Mult-K

Transdutor Digital MKM-01

MANUAL DE INSTALAÇÃO TÉCNICA GPS MD-1052

SIMULADOR DE SINAIS ANALÓGICOS SAN 04

Inversor de Freqüência

Indicador Digital TM-2000/AN. Manual de usuário Série: E Indicador Digital MAN-DE-TM2000AN Rev.: 02.00/08

Benefícios de um CLP:

MANUAL DE INSTALAÇÃO OPERAÇÃO CFL125850

INTRODUÇÃO: MICROCONTROLADORES

AMPLIFICADOR DE PICK-UP XF-100

Relé de Proteção Térmica EP4 - SLIM ANSI 23/ 26/49. Catalogo. ELECTRON TECNOLOGIA DIGITAL LTDA Página 1/6

MONITOR DE TEMPERATURA DIGITAL MoniTemp ANSI 49. Catálogo Técnico

Controlador Programável µdx101. Seleção de Jumper

MÓDULOS DE AQUISIÇÃO DE DADOS E CONTROLE

Correção. MOVIDRIVE MDX61B Placa de controle MOVI-PLC DHP11B. Edição 09/ / BP

Arduino Lab 02 Sensor de luminosidade e display de LCD 16 2

Módulo de Expansão de Barramento

EXPERIÊNCIA 4: IMPLEMENTAÇÃO DE UM CRONÔMETRO

Display Torre. Índice

LC4200. Manual do Usuário

ACIONAMENTO DE MÁQUINAS ELÉTRICAS USANDO CLP SIEMENS S7-212

MANUAL DE INSTALAÇÃO E PROGRAMAÇÃO CONVERSOR - IP / USB / SERIAL RV1

Transcrição:

Manual de Utilização AL-2002/2003/2004 MU207011 Rev. G 02/2006 Cód. Doc: 6207-011.8 altus

Condições Gerais de Fornecimento Nenhuma parte deste documento pode ser copiada ou reproduzida de alguma forma sem o consentimento prévio e por escrito da ALTUS S.A., que reserva-se o direito de efetuar alterações sem prévio comunicado. Conforme legislação vigente no Brasil, do Código de Defesa do Consumidor, informamos os seguintes aspectos relacionados com a segurança de pessoas e instalações do cliente: Os equipamentos de automação industrial, fabricados pela ALTUS, são robustos e confiáveis devido ao rígido controle de qualidade a que são submetidos. No entanto, equipamentos eletrônicos de controle industrial (controladores programáveis, comandos numéricos, etc.) podem causar danos às máquinas ou processos por eles controlados, no caso de defeito em suas partes e peças, erros de programação ou instalação, podendo inclusive colocar em risco vidas humanas. O usuário deve analisar as possíveis conseqüências destes defeitos e providenciar instalações adicionais externas de segurança que, em caso de necessidade, atuem no sentido de preservar a segurança do sistema, principalmente nos casos da instalação inicial e de testes. É imprescindível a leitura completa dos manuais e/ou características técnicas do produto, antes da instalação ou utilização do mesmo. A ALTUS garante os seus equipamentos contra defeitos reais de fabricação pelo prazo de doze meses apartirdadatadaemissãodanotafiscal.estagarantiaédadaemtermosdemanutençãodefábrica, ou seja, o transporte de envio e retorno do equipamento até a fábrica da ALTUS, em Porto Alegre, RS, Brasil, ocorrerá por conta do cliente. A garantia será automaticamente suspensa caso sejam introduzidas modificações nos equipamentos por pessoal não autorizado pela ALTUS. A ALTUS exime-se de quaisquer ônus referentes a reparos ou substituições em virtude de falhas provocadas por agentes externos aos equipamentos, pelo uso indevido dos mesmos, bem como resultantes de caso fortuito ou por força maior. A ALTUS garante que seus equipamentos funcionam de acordo com as descrições contidas explicitamente em seus manuais e/ou características técnicas, não garantindo a satisfação de algum tipo particular de aplicação dos equipamentos. A ALTUS desconsiderará qualquer outra garantia, direta ou implícita, principalmente quando se tratar de fornecimento de terceiros. Pedidos de informações adicionais sobre o fornecimento e/ou características dos equipamentos e serviços ALTUS, devem ser feitos por escrito. A ALTUS não se responsabiliza por informações fornecidas sobre seus equipamentos sem registro formal. DIREITOS AUTORAIS Série Ponto, MasterTool e QUARK são marcas registradas da ALTUS Sistemas de Informática S.A. IBM é marca registrada da International Business Machines Corporation. i

Sumário Sumário PREFÁCIO... 1 DESCRIÇÃO DESTE MANUAL... 1 MANUAIS RELACIONADOS...1 TERMINOLOGIA... 2 CONVENÇÕES UTILIZADAS... 3 SUPORTE TÉCNICO... 4 REVISÕES DESTE MANUAL... 5 INTRODUÇÃO... 7 CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS... 7 APLICAÇÕES DOS CONTROLADORES AL-2002, AL-2003 E AL-2004... 8 DESCRIÇÃO TÉCNICA... 9 OS CONTROLADORES PROGRAMÁVEIS AL-2002/MSP, AL-2003 E AL-2004... 9 ELEMENTOS DOS CONTROLADORES PROGRAMÁVEIS... 9 ARQUITETURAS DOS CONTROLADORES PROGRAMÁVEIS... 12 UCPS AL-2002/MSP, AL-2003 E AL-2004... 16 PAINEL FRONTAL... 16 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS... 18 CARACTERÍSTICAS GERAIS... 18 CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS... 19 CARACTERÍSTICAS DE SOFTWARE... 20 DIMENSÕES FÍSICAS... 24 REDE ALNET II... 24 RELÓGIO DE TEMPO REAL E REDE DE SINCRONISMO... 25 ACESSÓRIOS... 25 ARQUITETURA... 26 PROCESSADOR PRINCIPAL...27 COPROCESSADOR... 28 MEMÓRIA RAM... 28 MEMÓRIA FLASH EPROM... 28 INTERFACES DE COMUNICAÇÃO... 28 CÃO-DE-GUARDA... 28 PROGRAMAÇÃO... 29 MODOS DE OPERAÇÃO DA UCP... 29 PROGRAMA APLICATIVO... 30 MAPA DE MEMÓRIAS... 37 PROTEÇÕES... 39 CONVERSÃO DE CÓDIGO AL-2002 PARA AL-2003 OU AL-2004... 40 CONFIGURAÇÃO... 41 MÓDULO C... 41 ii

Sumário INICIALIZAÇÃO... 41 PARÂMETROS DO MÓDULO C... 42 MÓDULOS DE E/S... 42 DISTRIBUIÇÃO DOS MÓDULOS NOS BARRAMENTOS... 42 DECLARAÇÃO DOS MÓDULOS DE E/S NO PROGRAMADOR... 42 PONTES DE AJUSTE E ENDEREÇAMENTO... 43 CONFIGURAÇÃO DA ARQUITETURA... 43 ETAPA 1 - UCP... 43 ETAPA 2 SISTEMA DE E/S... 44 ETAPA 3 MÓDULOS ESPECIAIS E DE COMUNICAÇÃO... 48 ETAPA 4-ACESSÓRIOS... 51 INSTALAÇÃO... 52 INSTALAÇÃO MECÂNICA...52 PAINEL DE MONTAGEM... 52 MONTAGEM DOS BASTIDORES AL-3630, AL-3631, AL-3632 E AL-3635... 53 MONTAGEM DOS BASTIDORES AL-1500 E FONTE SUPLEMENTAR AL-2512... 55 MONTAGEM DOS TRILHOS DE FIXAÇÃO PARA MÓDULOS QUARK... 57 INSTALAÇÃO DOS MÓDULOS... 57 INSTALAÇÃO DOS MÓDULOS NOS BASTIDORES... 57 INSTALAÇÃO DOS MÓDULOS NOS BASTIDORES AL-1500... 58 INSTALAÇÃO DOS MÓDULOS QUARK NOS TRILHOS DE FIXAÇÃO... 60 INSTALAÇÃO ELÉTRICA... 63 INFORMAÇÕES GERAIS... 63 CABOS DE ALIMENTAÇÃO E SINAIS... 64 ALIMENTAÇÃO DA FONTE PRINCIPAL DO SISTEMA... 65 ALIMENTAÇÃO E CONEXÕES DAS FONTES SUPLEMENTARES... 65 ALIMENTAÇÃO E CONEXÕES DOS MÓDULOS DE E/S... 66 INTERFACE SERIAL... 67 ALNET II... 69 INSTALAÇÃO DO MÓDULO SERIAL AL-2405... 70 INSTALAÇÃO DA EXPANSÃO DE MEMÓRIA RAM... 71 INSTALAÇÃO DA EXPANSÃO DE MEMÓRIA FLASH EPROM... 72 CUIDADOS GERAIS... 72 CONEXÕES... 72 DISTRIBUIÇÃO DAS ALIMENTAÇÕES FORA DO ARMÁRIO... 73 ILUMINAÇÃO DO ARMÁRIO... 73 BLINDAGEM... 73 ALIMENTAÇÕES... 73 TEMPERATURA E POTÊNCIA... 74 INTERFERÊNCIA ELETROMAGNÉTICA... 74 SUPRESSORES DE RUÍDO... 75 FUSÍVEIS... 75 PROTEÇÃO CONTRA RAIOS... 75 TESTE DE FUNCIONAMENTO... 76 SUBSTITUIÇÃO ENTRE AL-2002, AL-2003 OU AL-2004... 76 MANUTENÇÃO... 78 CP NÃO ENTRA EM FUNCIONAMENTO... 78 DIAGNÓSTICOS DO PAINEL... 78 ERROS NA OPERAÇÃO... 80 ERROS DETECTADOS NA UCP... 81 iii

Sumário ERROS DETECTADOS NAS FONTES DE ALIMENTAÇÃO... 82 ERROS DETECTADOS NO SUBSISTEMA DE E/S... 82 INFORMAÇÕES E STATUS DO CP... 83 F-STCP.044 - FUNÇÃO STATUS DO UCP... 83 MANUTENÇÃO PREVENTIVA... 88 RELÓGIO DE TEMPO REAL... 89 CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS... 89 SINCRONISMO... 90 CONFIGURAÇÕES DE USO... 90 BASE DE TEMPO EXTERNA... 92 ACERTO RELATIVO... 92 ACERTO ABSOLUTO... 93 CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS... 93 TROCA A QUENTE... 94 COMO REALIZAR A TROCA A QUENTE... 94 TROCA DE MÓDULO INDIVIDUAL... 94 TROCA DE MÓDULO POR BARRAMENTO... 95 ACESSÓRIOS... 96 MÓDULOS DE ENTRADA SÉRIE AL-2000... 96 MÓDULOS DE ENTRADA SÉRIE AL-1000... 96 MÓDULOS DE ENTRADA SÉRIE QUARK... 96 MÓDULOS DE SAÍDA SÉRIE AL-2000... 97 MÓDULOS DE SAÍDA SÉRIE AL-1000... 97 MÓDULOS DE SAÍDA SÉRIE QUARK... 97 MÓDULOS ESPECIAIS... 98 FONTES DE ALIMENTAÇÃO... 98 BASTIDORES... 98 TRILHOS DE FIXAÇÃO... 98 INTERFACES SERIAIS... 99 MEMÓRIAS... 99 BATERIA... 99 CABOS... 99 PROGRAMADORES... 99 REDES ALNET I E ALNET II... 100 FOCOS... 100 IHMS... 100 MANUAIS... 100 SUBSISTEMA DE E/S... 102 MÓDULOS DO SUBSISTEMA DE E/S... 102 MÓDULOS DA SÉRIE AL-2000... 102 MÓDULOS DA SÉRIE AL-1000... 102 iv

Sumário MÓDULOS DA SÉRIE QUARK... 103 MÓDULOS PROCESSADORES... 104 ENDEREÇAMENTO... 105 DIMENSIONAMENTO DAS CORRENTES DOS BARRAMENTOS... 106 GLOSSÁRIO... 108 v

Prefácio Prefácio Descrição deste Manual Este manual descreve as UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 da série AL-2000 de controladores programáveis e está dividido em 8 capítulos e 3 apêndices. O capítulo 1, Introdução, apresenta os controladores, suas principais características e aplicações. O capítulo 2, Descrição Técnica, contém as características detalhadas das UCPs e seus limites de operação. O capítulo 3, Configuração, mostra como configurar as UCPs e os módulos de entrada e saída através do software programador. O capítulo 4, Instalação, informa como instalar corretamente as UCPs com instruções sobre instalação física, conexões dos módulos ao barramento, instalação elétrica e cuidados gerais com condições ambientais e aterramento. O capítulo 5, Manutenção, contém os procedimentos que devem ser realizados para a verificação do bom funcionamento da UCP, instruções para a substituição da bateria e fusível, bem como informações sobre manutenção preventiva. O capítulo 6, Relógio de Tempo Real, descreve a função e a utilização do relógio integrado nas UCPs. O capítulo 7, Sincronismo, descreve o uso do sistema de sincronismo dos relógios de diversas UCPs. O capítulo 8, Troca a Quente, descreve os procedimentos para a realização de troca a quente de módulos de E/S do controlador programável. O apêndice A, Acessórios, contém uma lista completa de produtos ALTUS que podem operar em sistemas com UCPs da série AL-2000. O apêndice B, Subsistema de E/S, apresenta informações detalhadas sobre os módulos do subsistema de E/S que podem ser utilizados com as UCPs da série AL-2000. O apêndice C, Glossário, relaciona as expressões e abreviaturas utilizadas neste manual. Manuais Relacionados Para maiores informações sobre a utilização das UCPs da série AL-2000, podem ser consultados os seguintes manuais: MasterTool - Manual de Utilização do MasterTool MasterTool - Manual de Programação do MasterTool Manual de Utilização do AL-3830 Manual de Utilização da Rede ALNET II Manual de Utilização FOCOS Manual de Utilização AL-1413 Manual de Utilização AL-2006 Manual de Utilização AL-3406 Manual de Características Técnicas de Controladores Programáveis 1

Terminologia Prefácio Neste manual, as palavras software e hardware são empregadas livremente, por sua generalidade e freqüência de uso. Por este motivo, apesar de serem vocábulos em inglês, aparecem no texto sem aspas. As seguintes expressões e abreviaturas são empregadas com freqüência no texto do manual: CP - Controlador Programável, equipamento composto por uma UCP, módulos de entrada e saída e fonte de alimentação. UCP - Unidade Central de Processamento, é o módulo principal do CP, que realiza o processamento dos dados. AL-3830 - programa ALTUS para microcomputador padrão IBM-PC ou compatível, que permite o desenvolvimento de aplicativos para os CPs das séries AL-600, AL-2000, AL-2000, PICCOLO e QUARK. Ao longo do manual, este programa será referido pela própria sigla ou como "programador AL-3830". Este programador não possibilita o desenvolvimento de programas para as UCPs AL-2003 e AL-2004, embora permita a elaboração de programas para a UCP AL-2002/MSP. AL-3840 MasterTool - programa ALTUS para microcomputador padrão IBM-PC ou compatível, executável em ambiente WINDOWS, que permite o desenvolvimento de aplicativos para os CPs das séries PICCOLO, AL-2000, AL-2000 e QUARK. Este programador não possibilita o desenvolvimento de programas para as UCPs AL-2003 e AL-2004, embora permita a elaboração de programas para a UCP AL-2002/MSP. MT4000 / MT4100 - programa ALTUS para microcomputador padrão IBM-PC ou compatível, executável em ambiente WINDOWS, que permite o desenvolvimento de aplicativos para os CPs das séries PICCOLO, AL-2000, AL-2000 e QUARK. Este programador permite o desenvolvimento de programas para as UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004. Outras expressões podem ser encontradas no apêndice C, Glossário. 2

Prefácio Convenções Utilizadas Os símbolos utilizados ao longo deste manual possuem os seguintes significados: Este marcador indica uma lista de itens ou tópicos. MAIÚSCULAS PEQUENAS indicam nomes de teclas, por exemplo ENTER. TECLA1+TECLA2 é usado para teclas a serem pressionadas simultaneamente. Por exemplo, a digitação simultânea das teclas CTRL e END éindicada como CTRL+END. TECLA1, TECLA2 é usado para teclas a serem pressionadas seqüencialmente. Por exemplo, a mensagem Digite ALT, F10 significa que a tecla ALT deve ser pressionada e liberada e então a tecla F10 pressionada e liberada. MAIÚSCULAS GRANDES indicam nomes de arquivos e diretórios. Itálico indica palavras e caracteres que são digitados no teclado ou vistos na tela. Por exemplo, se for solicitado a digitar A:AL-3830, estes caracteres devem ser digitados exatamente como aparecem no manual. NEGRITO é usado para nomes de comandos ou opções, ou para enfatizar partes importantes do texto. As mensagens de advertência apresentam os seguintes formatos e significados: PERIGO: Relatam causas potenciais, que se não observadas, levam a danos à integridade física e saúde, patrimônio, meio ambiente e perda da produção. CUIDADO: Relatam detalhes de configuração, aplicação e instalação que devem ser seguidos para evitar condições que possam levar a falha do sistema e suas conseqüências relacionadas. ATENÇÃO: Indicam detalhes importantes de configuração, aplicação ou instalação para obtenção da máxima performance operacional do sistema. 3

Prefácio Suporte Técnico Para entrar em contato com o Suporte Técnico da Altus em São Leopoldo, RS, ligue para +55-51-589-9500. Para conhecer os centros de Suporte Técnico da Altus existentes em outras localidades, consulte nosso site (www.altus.com.br) ou envie um email para altus@altus.com.br. Caso o equipamento já esteja instalado, é aconselhável providenciar as seguintes informações antes de entrar em contato: Modelos de equipamentos utilizados e configuração do sistema instalado Número de série da UCP, revisão do equipamento e versão do software executivo, constantes na etiqueta fixada na sua lateral Informações do modo de operação da UCP, obtidas através do programador MasterTool Conteúdo do programa aplicativo (módulos), obtido através do programador MasterTool Versão do programador utilizado 4

Prefácio Revisões deste Manual O código de referência, da revisão e a data do presente manual estão indicados na capa. A mudança da revisão pode significar alterações da especificação funcional ou melhorias no manual. O histórico a seguir lista as alterações correspondentes a cada revisão deste manual: Revisão: A Data: 02/98 Aprovação: Luiz Gerbase Autor: Dirceu Ramos Observações: Versão inicial Revisão: B Data: 02/2003 Aprovação: Luiz Gerbase Autor: Fabio Giehl Observações: Inserido UCP AL-2004 Remoção de produtos obsoletos Inserido referências ao AL-3406 Formatado para o novo modelo de manuais Revisão: C Data: 11/2004 Aprovação: Luiz Gerbase Autor: Gilberto Almeida Observações: Excluída informação sobre posições válidas do barramento para endereçamento do módulo Incluída referência para as CTs dos bastidores Correção de erros ortográficos Alterado conteúdo das Convenções Utilizadas e Suporte Técnico Revisão: D Data: 05/2005 Aprovação: Luiz Gerbase Autor: Leonardo Diego Pacheco Observações: Inseridas informações sobre o operando inteiro de 32 bits com sinal (%Ï) Corrigido valores da quantidade de operandos tabelas podem ser declarados. Revisão: E Data: 09/2005 Aprovação: Luiz Gerbase Autor: Leonardo Diego Pacheco 5

Prefácio Observações: Inseridas informações sobre o módulo de função F-STCP.044 na parte de manutenção sobre diagnósticos e STATUS do CP. Revisão: F Data: 01/2006 Revisor Técnico : Gustavo Castro Revisor Editorial : Rodolfo Pirotti Revisor Usuário : Marcelo Carniel Revisor Gerencial : Leonel Poltosi / Luiz Gerbase Autor: Cristiane Gandini / Leonardo Diego Pacheco Observações: Inserido o subcapítulo Configuração da Arquitetura, no Capítulo 3. Inserido informações sobre o novo diretório, ou seja, o suporte a 32 módulos C, 24 módulos E, 200 módulos P e 229 módulos F. Inserido informações sobre o zeramento de operandos retentivos. Revisão: G Data: 02/2006 Revisor Técnico : Gustavo Castro Revisor Editorial : Roberto Martiny Revisor Usuário : Nelson Theves Revisor Gerencial : Leonel Poltosi Autor: Leonardo Diego Pacheco Observações: Corrigido informações da quantidade de módulos P e módulos F que estava incorreta na revisão F. 6

Capítulo 1 Introdução Introdução A série AL-2000 de controladores programáveis foi desenvolvida associando-se qualidade e alta tecnologia, oferecendo soluções para sistemas de controle de processos industriais de médio e grande porte. As UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004, pertencentes à série AL-2000, são concebidas com componentes de última geração e com arquitetura diferenciada, proporcionando grande flexibilidade de utilização e alto desempenho. Características Principais As características a seguir são válidas para os três modelos de UCP, exceto quando indicado em contrário. As características detalhadas das UCPs estão descritas na tabela 2-1 do capítulo 2, Descrição Técnica. controle de até 2048 pontos de entrada e saída no AL-2003 e AL-2004 e até 512 pontos no AL-2002/MSP alta capacidade de comunicação, possuindo interfaces integradas para as redes de comunicação ALNET I e ALNET II linguagem de programação gráfica, de fácil aprendizado, estruturada em módulos, semelhante a diagramas elétricos (linguagem de relés - "ladder diagram") organização dos pontos de entrada e saída de forma modular, permitindo a fácil inclusão de pontos ou alteração da configuração programação realizada em microcomputador IBM-PC ou compatível, através do software de programação MasterTool Programming. alta capacidade de diagnóstico de funcionamento dois canais de comunicação serial no AL-2002/MSP, para o protocolo ALNET I (RS-232C) e para o protocolo ALNET II (EIA485) três canais de comunicação serial nos AL-2003 e AL-2004, para o protocolo ALNET I (RS-232C), para uso genérico (configurável RS-232C ou EIA485), para o protocolo ALNET II (EIA485) operações em ponto flutuante, através dos módulos função do AL-2700 para AL-2002 e AL- 2003. E embutido no software executivo do AL-2004 através do operando real (%F). embutido a partir da versão 2.10 do software executivo do AL-2004 operações com operandos inteiro de 32 bits com sinal através do operando inteiro (%KI, %I e %TI). memória do tipo Flash EPROM para armazenar programas aplicativos LEDs indicativos do modo de operação da UCP no painel frontal circuito "cão-de-guarda" para supervisão de operação da UCP capacidade de uso de módulos de E/S da série AL-1000 e da série AL-2000 simultaneamente relógio de tempo real integrado, com calendário possibilidade de sincronismo dos relógios das UCPs, permitindo a aquisição de eventos de forma distribuída com precisão de 1 milisegundo possibilidade de sincronismo com bases de tempo externas de alta precisão, tais como equipamentos GPS ("Global Positioning System") permite a troca a quente de módulos de E/S, nos módulos que possuem esta característica 7

Capítulo 1 Introdução permitem o uso do processador AL-2006 "Brother", implementando sistemas com redundância de UCPs ou E/S remotas permitem o uso da interface para rede Ethernet TCP/IP AL-3405 permitem o uso do processador multitarefa de tempo real AL-2005 As principais diferenças entre as UCPs estão colocadas na tabela 1-1. AL-2002/MSP AL-2003 AL-2004 Número de pontos de E/S 512 2048 2048 Número de operandos A 96 512 512 Tipos de operandos numéricos M, D TM, TD M, D, TM, TD M, D, F, I, TM, TD, TF e TI Memória para operandos numéricos 15,5 Kbytes 48 Kbytes 48 Kbytes Memória Flash para o programa aplicativo Tempo médio de processamento para 1024 instruções contato 128 Kbytes 1024 Kbytes 1024 Kbytes 5ms 1,6ms 1,6ms Interfaces de comunicação serial 1 2 2 Tabela 1-1 Diferença entre as UCPs Aplicações dos Controladores AL-2002, AL-2003 e AL-2004 controle de máquinas de grande porte controle de linhas de produção controle de processos contínuos, tais como plantas químicas, refinarias de petróleo, produção de celulose, etc sistemas de controle e distribuição de energia sistemas de aquisição de dados e registro de eventos intertravamentos de segurança sistemas com pontos de entrada e saída distribuídos em grande área 8

Capítulo 2 Descrição Técnica Descrição Técnica Este capítulo apresenta as características funcionais dos controladores programáveis AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004. Aborda as partes integrantes do sistema, bem como as características gerais, elétricas, de programação e funcionais das UCPs. Os Controladores Programáveis AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 Elementos dos Controladores Programáveis As UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 compõem, respectivamente, os controladores programáveis AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004, quando acrescentadas a outros elementos para a composição de uma arquitetura de controle. A figura 2-1 apresenta os elementos básicos para a composição de sistemas, sendo cada elemento descrito a seguir. UCP AL-2002/MSP, AL-2003 ou AL-2004 - a UCP é responsável pela execução das funções de controle, realizando o ciclo básico de leitura dos módulos de entrada, execução do programa de controle do usuário (programa aplicativo) e atualização dos módulos de saída, além de várias outras funções auxiliares. Fonte de alimentação principal - é a responsável por prover as tensões reguladas e livres de transientes para a operação da UCP e demais módulos presentes no barramento 0. Podem ser utilizados os seguintes modelos: AL-3501 - entrada de 20 a 30 Vdc AL-3510 - entrada de 93 a 253 Vac ou 110 a 220 Vdc AL-3511 - entrada de 19,2 a 57,6 Vdc AL-3512 - entrada de 93 a 253 Vac ou 100 a 300 Vdc 9

Capítulo 2 Descrição Técnica Figura 2-1 Controlador Programável AL-2002/MSP, AL-2003 ou AL-2004 Barramentos - os barramentos são responsáveis pela interligação da UCP aos módulos de E/S, bem como pela alimentação dos circuitos lógicos destes módulos. As UCPs podem ser ligadas a até 9 barramentos de E/S, numerados de 0 a 9. Cada barramento pode conter até 16 módulos: Barramento 0 - é o barramento à direita da UCP, ligado diretamente à mesma, contendo módulos pertencentes à série AL-2000. Possuem duas seções distintas: posições 0 a 4 - possuem sinais que permitem a interligação de módulos com características especiais, tais como interfaces com os outros barramentos e módulos processadores, além dos módulos convencionais de E/S da série AL-2000 posições 5 a 15 - permitem exclusivamente a conexão de módulos convencionais de E/S da série AL-2000 Barramento 1 - não utilizado, reservado para futuras ampliações do sistema. Barramentos 2 a 9 - são alimentados por fontes suplementares e ligados à UCP através das interfaces de barramento. Contém módulos pertencentes à série AL-1000 e QUARK. 10

Capítulo 2 Descrição Técnica Bastidor para barramento 0 - existem 3 modelos de bastidores disponíveis para o barramento 0 do CP AL-2002/MSP, AL-2003 ou AL-2004, todos com posições para fonte de alimentação, UCP e módulos de E/S: AL-3630 para 4 módulos de E/S AL-3631 para 4 módulos de E/S inteligentes AL-3632 para 8 módulos de E/S AL-3634 para 16 módulos de E/S AL-3635 para 8 módulos de E/S inteligentes AL-3640 com fonte redundante e para 6 módulos de E/S Interface de barramento AL-3411 - a interface de barramento AL-3411 permite a conexão de módulos de E/S locais das séries AL-1000 ou QUARK ao CP com o auxílio de fontes suplementares. Podem ser utilizadas até duas interfaces AL-3411, cada uma possibilitando a utilização de 4 barramentos de 16 módulos. Quando utilizada, ocupa obrigatoriamente a posição 0 (se necessário somente uma interface) ou as posições 0 e 1 (se necessário duas interfaces) do barramento 0, posições imediatamente à direita da UCP. Interface de rede PROFIBUS AL-3406 - permite conectar a rede de campo PROFIBUS-DP às UCPs AL-2003 ou AL-2004, permitindo ainda conectar 2 barramentos padrão QUARK à mesma UCP, de forma semelhante a interface de barramento AL-3411. Esta interface suporta redundância da rede PROFIBUS. Módulos de E/S locais - estes módulos estão alojados nos barramentos 0 a 9, sendo responsáveis pelo interfaceamento da UCP com os sinais de controle do campo. Fontes suplementares - alimentam os circuitos lógicos dos módulos de E/S dos barramentos 2 a 9, quando existentes. A fonte suplementar AL-2512 alimenta os módulos de E/S da série AL-1000, enquanto que a fonte suplementar QK2512 alimenta os módulos de E/S da série QUARK. A alimentação dos circuitos de entrada e potência de saída desses módulos deve ser provida por fontes adicionais independentes. Cabos de conexão aos barramentos - interligam as interfaces de barramento AL-3411 às fontes suplementares dos barramentos 2 a 9, quando existentes. Apresentam comprimento máximo de 2,5 m. Módulos de E/S remotos - os módulos de E/S podem ser conectados em até 8 unidades remotas, conectadas à UCP via rede ALNET II dedicada, através do processador AL-2006. Esta configuração permite que os módulos possam situar-se a grandes distâncias da UCP. Processador AL-2006 - processador que controla os módulos de E/S remotos. Permite também o controle de sistemas redundantes. Cabos para E/S remotas (AL-2300 e AL-2301) - interligam as E/S remotas ao processador AL-2006, da seguinte forma: O cabo AL-2300 conecta a UCP ou o processador "bridge" ao derivador AL-2600. É fabricado com 2 metros de comprimento. O cabo AL-2301 conecta os derivadores entre si. É fornecido em metros e seu comprimento máximo, sem repetidor, dependendo da velocidade da rede, pode chegar a 2 Km. Esta conexão também pode ser realizada com cabos óticos. Derivador AL-2600 - elemento passivo de conexão da rede ALNET II. Módulos Processadores Uma característica importante comum às UCPs AL-2000/MSP, AL-2003 e AL-2004 é a possibilidade de uso de módulos processadores auxiliares à UCP, que conferem grande conectividade, flexibilidade e capacidade de controle para processos complexos aos controladores. Estes módulos podem ser instalados somente nas posições 0 a 4 do barramento 0. A seguir está colocada uma breve descrição dos modelos disponíveis: 11

Capítulo 2 Descrição Técnica AL-2005/RTMP - o Real Time Multitasking Processor AL-2005/RTMP é um processador de comunicação e de algoritmos que pode ser utilizado para realizar tarefas de alta complexidade liberando a UCP para realizar tarefas convencionais de CP (varredura, acionamentos, intertravamentos, etc). O número máximo de módulos AL-2005 depende do espaço disponível nas posições 0 a 4 do barramento 0. Entre as aplicações mais freqüentes, podem ser citadas: processador aritmético - o AL-2005/MSP possui uma biblioteca matemática, incluindo rotinas aritméticas em ponto flutuante, permitindo a realização de cálculos complexos processador de comunicação - o AL-2005/MSP permite a conexão de até dois canais seriais simultâneos. Para tanto, é necessário a instalação de módulos adicionais para o padrão físico desejado. Os protocolos de comunicação devem igualmente ser adquiridos separadamente e instalados no produto. AL-2006/"Brother" - este processador executa as funções básicas de controle de entradas e saídas remotas através da rede ALNET II dedicada para este fim. Também permite a implementação de arquiteturas de controlador programável com redundância de UCP do tipo "hot stand-by". AL-3405 - destina-se à conexão em rede local padrão Ethernet. Implementa a comunicação entre CPs e/ou entre CPs e supervisórios através do protocolo de transporte TCP/IP, com nível de aplicação ALNET II. Apenas um módulo AL-3405 pode ser utilizado por UCP. Arquiteturas dos Controladores Programáveis Os elementos básicos descritos na seção anterior permitem a configuração dos controladores programáveis em três arquiteturas diferentes: sistemas com E/S locais sistemas com E/S remotas sistemas com redundância de UCPs Sistemas com E/S Locais Este é o tipo mais freqüente de configuração, apresentando apenas módulos de E/S locais alojados nos barramentos 0 a 9, sendo mostrado na figura 2-2. A UCP AL-2002/MSP controla até 512 pontos digitais de E/S, além dos pontos analógicos e as UCPs AL-2003 e AL-2004 controlam até 2048 pontos digitais de E/S, além dos pontos analógicos, que em ambas as UCPs são limitados pelo número máximo de módulos. Como cada barramento pode conter 16 módulos de E/S, esses pontos são distribuídos num máximo de 142 módulos, sendo 128 da Série QUARK ou AL-1000 (nos barramentos 2 a 9) e 14 da Série AL- 2000 (no barramento 0, pois suas 2 primeiras posições são ocupadas pelas interfaces de barramento AL-3411). A distância máxima entre a UCP e os módulos de E/S é limitada pelo comprimento máximo do cabo que é de 2,5 m. 12

Capítulo 2 Descrição Técnica Barramento 0 - módulos Série AL-3000 Fonte U C P Interfaces de barramento Barramento 2 - módulos Série Quark Fonte Suplementar Para barramentos 3,4 e 5-módulos Série Quark Barramento 6 - módulos Série Quark Fonte Suplementar Para barramentos 7,8 e 9-módulos Série Quark Figura 2-2 Arquitetura com E/S Locais A figura 2-3 apresenta um sistema composto pela UCP AL-2002/MSP, em uma configuração típica. Figura 2-3 Configuração Típica de CP com E/S Locais 13

Capítulo 2 Descrição Técnica 1. UCP AL-2002/MSP 2. Fonte de Alimentação 3. Interface de Barramento 4. Barramento 0 5. Fontes suplementares 6. Cabos para conexão dos barramentos 2 e 3 7. Barramentos 2 e 3 Sistemas com E/S Remotas Com o uso do o processador AL-2006 "Brother", as UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 podem controlar pontos remotos de E/S, conectados através de uma rede ALNET II dedicada. Desta forma são utilizados todos os recursos desta rede, tais como: conexão à grandes distâncias, alta velocidade, uso de conexões óticas redundantes. O número de total de pontos de E/S possível de ser controlado pela UCP permanece inalterado, devendo ser dividido entre as E/S locais e remotas. Os pontos remotos podem ser divididos entre até 8 unidades de E/S remotas, compostas por CPs QK2000/MSP ou mesmo outros CPs da Série AL- 2000, que executam um programa especial. A ligação entre o processador AL-2006 Brother e as remotas de E/S pode ser realizada através de cabo padrão EIA 485, fibra ótica simples ou redundante (rede FOCOS), com alcance máximo sem bridges de 2 km com o cabo e de 3,6 km com a fibra ótica. O controle do processador AL-2006 é realizado por software, inserido no programa aplicativo das UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 ou AL-2004 através dos programadores MT4000, MasterTool ou AL-3830. Para informações mais detalhadas devem ser consultados o Manual de Utilização AL-2006 e o Manual de Utilização da Rede ALNET II. A figura 2-4 ilustra uma configuração com pontos de E/S remotos das séries AL-2000 e Quark. 14

Capítulo 2 Descrição Técnica Fonte U C P Processador AL-2006 Rede ALNET II Dedicada Derivador AL-2600 Pontos de E/S Remotos Série Quark Derivador AL-2600 Série AL-2000 Derivador AL-2600 Bridge QK2401 Série Quark Derivador AL-2600 Figura 2-4 Arquitetura com E/S Remotas Sistemas com Redundância de UCPs As UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 permitem a implementação de arquiteturas redundantes do tipo hot stand-by, com o uso do processador AL-2006 Brother. Esta configuração é formada por duas UCPs idênticas, ambas com o mesmo programa aplicativo. Entretanto, somente uma realiza o controle do sistema, enquanto que a outra permanece em estado de espera, verificando o correto funcionamento da primeira. Se ocorrer alguma falha na UCP que realiza o controle, a UCP reserva assume o controle do sistema, evitando paradas no processo. O processador AL-2006 Brother transmite os valores dos operandos principais da UCP ativa para a UCP reserva, a cada ciclo do programa aplicativo, assegurando a continuidade no controle do processo na troca de UCPs. A capacidade de transferência é de 2016 bytes para os diversos tipos de operandos. Configurações com UCPs redundantes devem utilizar E/S remotas para que, ao transferir-se o controle para a UCP reserva, seja transferido também o controle das E/S remotas. Neste tipo de arquitetura, as E/S locais somente são usadas para sinalização e comando do processo de redundância de UCPs, não sendo possível o seu uso para o controle do processo propriamente dito. Portanto, neste 15

Capítulo 2 Descrição Técnica caso, o processador AL-2006 possui dupla função: implementação da redundância e controle das E/S remotas, cujas características principais estão descritas no item anterior. O controle do processador AL-2006 é realizado por software, inserido no programa aplicativo das UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 ou AL-2004 através do programador MasterTool Programming. Para informações detalhadas consultar o Manual de Utilização AL-2006. A figura 2-5 ilustra uma configuração com duas UCPs redundantes AL-2002/MSP e pontos de E/S remotos das séries AL-2000 e QUARK. UCPs Redundantes Comunicação de Redundância Cabo AL-1366 Fonte Derivador AL-2600 Rede ALNET II Dedicada U C P Processador AL-2006 Fonte U C P Pontos de E/S Remotos Série Quark Derivador AL-2600 Derivador AL-2600 Série AL-2000 Derivador AL-2600 Figura 2-5 Arquitetura com Redundância de UCPs UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 Esta seção apresenta os módulos UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004. Painel Frontal Afigura2-6mostraospainéisfrontaisdestasUCPs,comseuselementos. 16

Capítulo 2 Descrição Técnica Figura 2-6 Painéis Frontais do AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004. A parte superior de ambos os painéis contém 9 LEDs indicadores das condições de operação e atividade de comunicação das UCPs, identificados pelos seguintes códigos: EX - Execução - indica que a UCP está executando corretamente o programa aplicativo. Normalmente o equipamento encontra-se neste estado, varrendo continuamente as entradas e atualizando as saídas de acordo com a lógica programada. PG - Programação - indica que a UCP está em modo de programação. Neste estado, a UCP fica somente aguardando os comandos a serem enviados pelo programador, sem executar o programa aplicativo. FC - Forçamento - indica cinco condições diferentes: existem operandos forçados, estão sendo carregados módulos de programa através da interface serial, estão sendo transferidos módulos de programa entre a memória Flash e RAM, a memória de programa está sendo compactada ou a memória Flash de programa está sendo apagada. ER - Erro - este LED indica que o processador da UCP detectou alguma anomalia de funcionamento no seu hardware ou software. WD - Watchdog - indica que o circuito de cão-de-guarda está acionado. Este circuito monitora continuamente a execução do microcontrolador principal da UCP, desabilitando o mesmo em caso de falhas. TX ALNET I - indica que a UCP está transmitindo mensagem no canal serial da rede ALNET I (conector ALNET I no painel frontal). 17

Capítulo 2 Descrição Técnica RX ALNET I - indica que a UCP está recebendo mensagem no canal serial da rede ALNET I (conector ALNET I no painel frontal). TX ALNET II - indica que a UCP está transmitindo mensagem no canal da rede ALNET II (conector ALNET II no painel frontal). RX ALNET II - indica que existe alguma comunicação ocorrendo no barramento da rede ALNET II, não necessariamente endereçada para este CP (conector ALNET II no painel frontal). Além dos LEDs indicadores, o painel frontal possui também conectores padrão DB9 fêmea: ALNET I - conector de comunicação ALNET I no padrão RS-232C, permite a conexão dos programador MasterTool Programming para a carga e depuração do programa aplicativo e também a ligação em rede de comunicação de baixa velocidade. COM - conector auxiliar de comunicação, existente somente nas UCPs AL-2003 e AL-2004, configurável nos padrões RS-232C ou EIA485 com o uso do módulo serial AL-2405. Permite a comunicação ponto a ponto ou em rede no protocolo ALNET I. Pode também ser utilizada para outros protocolos, processados através da execução de módulos F especiais no programa aplicativo. SYNC - conector padrão RS-232C para a ligação da rede de sincronismo de horário dos CPs. ALNET II - conector de ligação da rede de comunicação de alta velocidade ALNET II. Características Técnicas Características Gerais AL-2002/MSP AL-2003 / AL-2004 Número máximo de módulos de E/S 142 142 Número de pontos de E/S digitais 512 2048 Número de pontos de E/S analógicos (1) (1) Microcontrolador Intel 80C152 e 80C32 80C251 e 80C152 Interface de comunicação principal - padrão -protocolo - baud-rate - LEDs de atividade Serial RS-232C ALNET I (2) Config. (3) Sim Serial RS-232C ALNET I (2) Config. (3) Sim Interface de comunicação auxiliar padrão -protocolo - baud-rate - LEDs de atividade Interface de comunicação de alta velocidade - padrão -protocolo - baud-rate - LEDs de atividade Memória para programa aplicativo - Serial EIA485 ALNET II Config. (7) Sim 32K RAM (8) 64K Flash (8) Serial RS-232C/ EIA485 (4) ALNET I (5) Config. (6) Não Serial EIA485 ALNET II Config. (7) Sim 64K RAM 1024K Flash Memória para operandos numéricos 15,5K RAM 48K RAM Retentividade de memória de programa e operandos Bateria Bateria de lítio de lítio e capacitor (9) LEDs de modo de operação da UCP Sim Sim Freqüência de "clock" 14,75MHz 14,75MHz 18

Capítulo 2 Descrição Técnica Proteção IP30 (10) IP30 (10) Temperatura de operação 0 a 60 C (11) 0 a 60 C (11) Temperatura de armazenagem -25a70 C(12) -25a70 C(12) Umidaderelativadoardeoperação 5 a 95% (13) 5 a 95% (13) Peso sem embalagem Peso com embalagem 420 g 570 g 420 g 570 g (1)Limitado pela capacidade de módulos do barramento e pela capacidade de processamento do programa aplicativo. (2)ALNET I versão 2.00 e 1.00 parcial permitindo uso de modems. (3)Configurável de 300 a 9600 bauds. (4)Utiliza os módulos seriais AL-2405/232I ou AL-2405/485I (5)Como padrão, processa o protocolo ALNET I versão 2.00 e 1.00 parcial, permitindo uso de modems. Pode processar outros protocolos com a execução de módulos F apropriados no programa aplicativo. (6)Configurável de 300 a 19200 bauds, quando processando o protocolo ALNET I. Pode permitir outra faixa, ou somente baud-rate fixo, quando processando outros protocolos. (7)Configurável de 64 Kbps a 1 Mbps. (8)O AL-2002/MSP pode ser expandido para 128 Kbytes de RAM e 128 Kbytes de Flash, sendo a expansão de um tipo de memória independente do outro. (9)Além da retentividade através de bateria de lítio da fonte de alimentação, as UCPs AL-2003 e AL- 2004 possuem um supercapacitor para a retenção de memória RAM por curtos períodos de tempo (12 horas), permitindo que o módulo UCP permaneça desconectado do barramento durante este período sem a perda dos dados ou programa armazenado na memória RAM. (10)Proteção contra acessos incidentais de objetos sólidos com tamanho maior que 2,5 mm. e sem proteção contra água, conforme normas IEC Pub. 144 (1963), levando-se em conta o produto instalado. (11)Excede norma IEC 1131 (12)Conforme norma IEC 1131 (13)Condensação conforme norma IEC 1131 nível RH2 Tabela 2-1 Características Gerais dos CPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 Como características adicionais, comuns às duas UCPs, tem-se: circuito de supervisão cão-de-guarda ("watchdog timer") troca a quente de módulos de E/S, individual e por barramento relógio de tempo real e controlador de sincronismo entre UCPs incorporados no próprio módulo capacidade de operação em conjunto com módulos processadores: AL-2005 (Real-Time Multitask Processor) AL-2006 Brother (Processador para Redundância e/ou E/S Remotas) AL-3405 (Interface Ethernet) Características Elétricas tensões de alimentação: +5 Vcc ±5% +15 Vcc ±5% -15 Vcc ±5% +5 Vbb ±10% consumo: 300 ma @ +5 Vcc 250 ma @ +15 Vcc 30 ma @ -15 Vcc 70 ma @ +5 Vbb 30 µa @ bateria, quando o sistema está desenergizado dissipação do módulo: 7 W 19

Capítulo 2 Descrição Técnica nível de severidade de descargas eletrostáticas (ESD): excede norma IEC 1131, nível 4 imunidade a ruído elétrico tipo onda oscilatória: excede IEC 1131 (nível de severidade A) e IEEE C37.90.1 (SWC) imunidade a campo eletromagnético radiado: 10V/m @ 140 MHz conforme norma IEC 1131 proteção contra choque elétrico: conforme norma IEC-536-1976, classe I Características de Software Para a elaboração dos programas aplicativos, as UCPs AL utilizam uma linguagem de relés e blocos cuja principal vantagem, além de sua apresentação gráfica, é ser similar a diagramas de relés convencionais. Além das instruções binárias de contatos e bobinas, a linguagem apresenta uma série de instruções como movimentadores de operandos, operações aritméticas, contadores, conversões A/D e D/A e comparadores de operandos entre outras. A programação das UCPs são realizadas através do programador MasterTool Programming. As principais características de programação destas UCPs estão colocadas a seguir. UCP AL-2002/MSP linguagem de programação: diagrama de relés ("ladder diagram") estruturado em módulos com funções e sub-rotinas programador: AL-3830 - versão 2.00 ou posterior MasterTool - versão 1.00 ou posterior MT4000 / MT4100 - versão 1.00 ou posterior capacidade de programa aplicativo RAM: 32 ou 128 Kbytes Flash EPROM: 64 ou 128 Kbytes a versão básica do produto vem com 32 Kbytes de RAM e 64 Kbytes de Flash EPROM; é possível utilizar qualquer combinação de memória RAM e Flash EPROM, dentro das capacidades citadas carga de módulos de programa durante execução ("on line") troca de módulos de E/S sem interromper o processamento do programa aplicativo ("a quente") operandos para processamento digital (1 bit): entradas (E): até 512 relés de entrada e saída saídas (S): até 512 relés de entrada e saída auxiliares (A): até 768 relés auxiliares ATENÇÃO: O número total de 512 pontos inclui entradas e saídas simultaneamente, ou seja, a soma do número de pontos nos operandos E com S deve ser menor ou igual a este limite. operandos para processamento numérico: constantes: 20

Capítulo 2 Descrição Técnica constante memória (KM): 16 bits, formato 2' constante decimal (KD): 32 bits, formato BCD com sinal operandos simples: memórias (M): até 7936 operandos, 16 bits, formato 2' decimais (D): até 3968 operandos, 32 bits, formato BCD com sinal operandos tabela: tabelas memórias (TM): até 31 operandos com 255 posições tabelas decimais (TD): até 15 operandos com 255 posições Todos os operandos numéricos permitem sinal aritmético na representação de valores. O número de operandos simples e tabelas é configurável para cada programa, limitado pela capacidade de memória de operandos. capacidade de memória para operandos simples e tabelas: 15,5 Kbytes tempo médio de execução por instrução contato: 5 µs ocupação média de memória por instrução contato: 8 bytes Aos operandos S, A, M e D pode ser atribuída a característica de retentividade. Os operandos retentivos têm seus valores preservados na queda de energia, enquanto que os não retentivos têm seus valores zerados. Os operandos tabela são todos retentivos. UCP AL-2003 linguagem de programação: diagrama de relés ("ladder diagram") estruturado em módulos com funções e sub-rotinas programador: MT4000 / MT4100 - versão 1.00 ou posterior capacidade de programa aplicativo RAM: 128 Kbytes Flash EPROM: 1024 Kbytes carga de módulos de programa durante execução ("on line") troca de módulos de E/S sem interromper o processamento do programa aplicativo ("a quente") operandos para processamento digital (1 bit): entradas (E): até 2048 relés de entrada e saída saídas (S): até 2048 relés de entrada e saída auxiliares (A): até 4096 relés auxiliares O número total de 2048 pontos inclui entradas e saídas simultaneamente, ou seja, a soma do número de pontos nos operandos E com S deve ser menor ou igual a este limite. operandos para processamento numérico: constantes: constante memória (KM): 16 bits, formato 2' constante decimal (KD): 32 bits, formato BCD com sinal operandos simples: memórias (M): até 9984 operandos, 16 bits, formato 2' decimais (D): até 9984 operandos, 32 bits, formato BCD com sinal operandos tabela: tabelas memórias (TM): até 96 operandos com 255 posições tabelas decimais (TD): até 48 operandos com 255 posições Todos os operandos numéricos permitem sinal aritmético na representação de valores. O número de operandos simples e tabelas é configurável para cada programa, limitado pela capacidade de memória de operandos. 21

Capítulo 2 Descrição Técnica capacidade de memória para operandos simples e tabelas: 48 Kbytes tempo médio de execução: 1,6 ms para 1024 instruções contato ocupação média de memória por instrução contato: 7 bytes Aos operandos S, A, M e D pode ser atribuída a característica de retentividade. Os operandos retentivos têm seus valores preservados na queda de energia, enquanto que os não retentivos têm seus valores zerados. Os operandos tabela são todos retentivos. UCP AL-2004 linguagem de programação: diagrama de relés ("ladder diagram") estruturado em módulos com funções e sub-rotinas programador: MT4000 / MT4100 - versão 3.30 ou posterior Para a declaração e operação de operandos %KI, %I e %TI deve-se utilizar o MasterTool versão 3.83 ou superior. capacidade de programa aplicativo RAM: 128 Kbytes Flash EPROM: 1024 Kbytes carga de módulos de programa durante execução ("on line") troca de módulos de E/S sem interromper o processamento do programa aplicativo ("a quente") operandos para processamento digital (1 bit): entradas (E): até 2048 relés de entrada e saída saídas (S): até 2048 relés de entrada e saída auxiliares (A): até 4096 relés auxiliares O número total de 2048 pontos inclui entradas e saídas simultaneamente, ou seja, a soma do número de pontos nos operandos E com S deve ser menor ou igual a este limite. operandos para processamento numérico: constantes: constante memória (KM): 16 bits, formato 2' constante decimal (KD): 32 bits, formato BCD com sinal constante real (KF): 32 bits, formato de ponto flutuante IEEE 754 constante inteiro (KI) 32 bits, formato 2' operandos simples: memórias (M): até 9984 operandos, 16 bits, formato 2' decimais (D): até 9984 operandos, 32 bits, formato BCD com sinal real (F): até 9984 operandos, 32 bits, formato de ponto flutuante IEEE 754. inteiro (I): até 9984 operandos, 32 bits, formato 2' operandos tabela: tabelas memórias (TM): até 96 operandos com 255 posições tabelas decimais (TD): até 48 operandos com 255 posições tabelas reais (TF): até 48 operandos com 255 posições tabelas inteiras (TI): até 48 tabelas com 255 posições Todos os operandos numéricos permitem sinal aritmético na representação de valores. O número de operandos simples e tabelas é configurável para cada programa, limitado pela capacidade de memória de operandos. 22

Capítulo 2 Descrição Técnica Operandos do tipo inteiro 32bits (%KI, %I e %TI) somente estão disponíveis a partir da versão 2.10 do software executivo AL-2004. capacidade de memória para operandos simples e tabelas: 48 Kbytes tempo médio de execução: 1,6 ms para 1024 instruções contato ocupação média de memória por instrução contato: 7 bytes Aos operandos S, A, M, F, D e I pode ser atribuída a característica de retentividade. Os operandos retentivos têm seus valores preservados na queda de energia, enquanto que os não retentivos têm seus valores zerados. Os operandos tabela são todos retentivos. Novo diretório de módulos (AL2004) A partir da versão 2.20 do executivo da AL2004 está implementado o novo diretório de módulos. Este novo diretório dá suporte a um maior número de módulos de configuração (C-XXX), módulos de execução (E-XXX), módulos de função (F-XXX) e módulos de procedimento (P-XXX). Quantidade de módulos suportados Versões inferiores a 2.20 Versões2.20ousuperior Módulos de Configuração (C-XXX) 1 32 Módulos de Execução (E-XXX) 24 24 Módulos de Função (P-XXX) 115 200 Módulos de Procedimetnos (F-XXX) 115 229 Tabela Quantidade de módulos de programa suportado Para a criação de módulos de função e de procedimento maiores do que 115 é necessário o a versão 3.86 de MasterTool ou superior. O módulo será recusado pelo UCP caso o número do módulo seja maior que 115 e a versão da UCP não seja apropriada. As UCPs AL-2003 e AL-2002 não possui o novo diretório. Zeramento de operandos retentivos (AL2004) A partir da versão 2.20 de executivo da AL2004, existe a característica de zeramento dos operandos retentivos. O zeramento dos operandos retentivos ocorre caso a UCP identifique que os dados na memória RAM possam ter sido comprometidos e por segurança toda a área de operandos é reinicializada com ZEROS. Tabelas também possuem caraterísticas de retentividade, caso seja detectado que os dados na RAM possam estar comprometidos, as tabelas também são reinicializadas com ZERO. 23

Capítulo 2 Descrição Técnica Dimensões Físicas As UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 possuem as mesmas dimensões físicas, mostradas na figura 2-7. Rede ALNET II Figura 2-7 Dimensões Físicas (mm) As três UCPs incorporam uma interface de rede de alta velocidade, permitindo a interligação de até 32 nós em uma mesma sub-rede (um nó pode ser um controlador, gateway ou bridge) e satisfazendo uma série de aplicações com ótima relação custo/benefício. A interface de rede trabalha em completo paralelismo com o programa aplicativo, garantindo um alto desempenho de comunicação sem alterar as características do laço de controle da aplicação. Suas características fundamentais são: topologia em barramento alcance máximo sem repetidor: 2 km com RS-485, 4 km com fibra ótica velocidade programável de 25 Kbit/s até 1 Mbit/s método de acesso: determinístico, multimestre padrão físico: EIA 485 com isolamento galvânico capacidade de comunicação em broadcast e multicast controle automático de retransmissão e conferência de erros até 32 nós por subrede capacidade total de 63 subredes capacidade de utilização com fibra ótica, através de modem ótico, atingindo-se maiores velocidades e distâncias interface com o programa aplicativo com instruções de transmissão e recepção (ECR e LTR), permitindo a transferência de blocos de informação diretamente entre os CPs, sem a necessidade de gerenciadores da rede carga de programa via rede 24

Capítulo 2 Descrição Técnica Relógio de Tempo Real e Rede de Sincronismo As UCPs AL-2002/MSP, AL-2003e AL-2004 possuem relógio de tempo real e controle de sincronismo implementado através de processador dedicado. Muitas aplicações em sistemas complexos, com registro de eventos, exigem que os relógios das diversas UCPs do sistema estejam sincronizados. Através dos sinais especiais da rede de sincronismo, a contagem de tempo dos diversos controladores é mantida com precisão de 1 ms. Acessórios As tabelas 2-2 e 2-3 apresentam os acessórios mais comuns utilizados com os controladores. Uma lista completa de acessórios encontra-se no apêndice B. Cabos Cabos Equipamentos Interligados Comp. AL-1342 AL-2002 / AL-2003 / AL-2004 Laptop ou AL-3904 (DB9) 3 m AL-1343 AL-2002 / AL-2003 / AL-2004 Micro IBM-PC (DB25) 3 m AL-1344 AL-2002 / AL-2003 / AL-2004 Modem padrão RS-232C 3 m AL-1345 computador (DB25) Modem padrão RS-232C 3 m AL-1346 computador (DB9) Modem padrão RS-232C 3 m AL-1397 AL-2002 / AL-2003 / AL-2004 AL-1413 3 m AL-2300 AL-2002 / AL-2003 / AL-2004 AL-2600 (rede ALNET II) 3 m AL-1366 AL-2002 / AL-2003 / AL-2004 FT5/FT10 3 m AL-2321 AL-2002 / AL-2003 / AL-2004 AL-2410 2/10 m Outros Tabela 2-2 Cabos Denominação Função AL-2300 Cabo derivador Cabo para conexão da UCP e AL-2600 AL-2301 Cabo EIA 485 Meio físico para a rede ALNET II AL-2600 Derivador e terminação Módulo utilizado para ligar o meio físico ALNET II à UCP AL-2405/ 232I Módulo serial isolado RS-232C Interface para o segundo canal serial do AL-2003 / AL-2004 no padrão RS-232C AL-2405/ 485I Módulo serial isolado EIA 485 Interface para o segundo canal serial do AL-2003 / AL-2004 no padrão EIA 485 AL-2650 Memória RAM 128K Expansão da capacidade de programa aplicativo para AL-2002/MSP AL-2652 Memória Flash 128K Expansão da capacidade de programa aplicativo para AL-2002/MSP MasterTool Programming Software Programador Programador para AL-2000todas as UCPs Altus. Tabela 2-3 Equipamentos Opcionais 25

Capítulo 2 Descrição Técnica Arquitetura Esta seção apresenta os elementos da arquitetura das UCPs. A figura 2-8 mostra a UCP AL-2002/MSP enquanto que a figura 2-5 mostra as UCPs AL-2003 e AL-2004, ambas representadas no formato de diagrama em blocos. EPROM RAM Flash EPROM programa programa programa executivo aplicativo aplicativo Interface ALNET I Interface sincronismo Interface ALNET II Processador principal 80C152 RAM duplo acesso Coprocessador 80C32 Relógio de tempo real Interface barramento Cão-de-guarda EPROM programa executivo Figura 2-8 Diagrama em Blocos da UCP AL-2002/MSP 26

Capítulo 2 Descrição Técnica EPROM RAM Flash EPROM programa programa programa executivo aplicativo aplicativo Interface Interface ALNET I Processador barramento principal 80C251 AL-2405 Cão-de-guarda RAM dupla porta Interface sincronismo Interface ALNET II Coprocessador 80C152 Relógio de tempo real EPROM programa executivo Figura 2-9 Diagrama em Blocos das UCPs AL-2003 e Al-2004 Processador Principal O processador principal é o responsável pela execução do programa aplicativo, baseado nos valores dos operandos de entrada, gerando os valores dos operandos de saída. Realiza também a leitura e escrita dos valores dos operandos nos módulos de entrada e saída dos barramentos, processa os comandos recebidos pelos canais de comunicação serial e executa diversas outras tarefas auxiliares ao processamento do programa aplicativo. Na UCP AL-2002/MSP, o processador principal é o microcontrolador Intel 80C152, operando a 14,7456 MHz. Nas UCPs AL-2003 e AL-2004, o processador principal é o microcontrolador Intel 80C251, operando a 14,7456 MHz. As tarefas do processador principal são realizadas por um programa permanentemente gravado em memória EPROM, denominado programa executivo, que corresponde ao sistema operacional da UCP. Além de gerenciar a UCP, o programa aplicativo contém uma biblioteca de instruções utilizadas pelo programa aplicativo, relacionadas no item Programação deste capítulo. 27

Capítulo 2 Descrição Técnica Coprocessador O coprocessador contido no módulo UCP auxilia o processador principal na execução de algumas tarefas, como o sincronismo entre as UCPs, a monitoração da carga de bateria e o controle do relógio de tempo real. Nas UCPs AL-2003 e AL-2004, o coprocessador também realiza o processamento da rede ALNET II. Na UCP AL-2002/MSP, o coprocessador é o microcontrolador Intel 80C32, enquanto que nas UCPs AL-2003 e AL-2004 corresponde ao microcontrolador Intel 80C152. Assim como o processador principal, o coprocessador também possui um programa executivo para realização de suas funções, armazenado em uma memória EPROM própria. Memória RAM As memórias RAM permitem a escrita e leitura de dados, armazenando o programa aplicativo e os valores dos operandos da UCP. Com o equipamento desenergizado, os valores dos operandos retentivos e das tabelas são mantidos através da tensão de bateria. Uma memória RAM auxiliar é usada para a troca de dados entre o processador principal e o coprocessador. Memória Flash EPROM A memória Flash permite a escrita e leitura de dados, armazenando o programa aplicativo, mantendo o mesmo sem a necessidade de alimentação da bateria. Possui uma vida útil de 10.000 ciclos de gravação de dados. Interfaces de Comunicação As UCPs possuem um canal de comunicação serial padrão RS-232C que utiliza o protocolo ALNET I v2.0 para comunicação do CP com equipamentos mestres (programadores, terminal de programação AL-3904, etc.). Este canal permite a comunicação através de equipamento modem padrão RS-232C e funcionamento em rede com CPs das séries QUARK, PICCOLO, AL-2000, AL-2000 e AL-600. Além do canal principal, as UCPs AL-2003 e AL-2004 possuem outro canal auxiliar de comunicação serial. Este canal pode operar nos padrões RS-232C ou EIA485, através do uso dos módulos seriais AL-2405/232I ou AL-2405/485I. Como padrão, este canal processa o protocolo ALNET I versão 2.00 e 1.00 parcial, permitindo uso de modems. Pode processar outros protocolos com a execução de módulos F apropriados no programa aplicativo. Ambas as UCPs possuem interface integrada para a rede de alta velocidade ALNET II. Informações sobre os cabos utilizados nas interfaces de comunicação podem ser encontrados no item Interface Serial da seção Instalação Elétrica do capítulo 3, Instalação. Cão-de-Guarda É um circuito que monitora continuamente a execução correta das funções do controlador programável. Uma vez detectado algum tipo de falha, o circuito de cão-de-guarda desativa o processador, desenergiza os pontos de saída e liga o LED WD no painel frontal do CP, garantindo um procedimento de falha seguro. 28

Capítulo 2 Programação Descrição Técnica Modos de Operação da UCP As UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004, quando em operação, podem encontrar-se em cinco modos diferentes: modo inicialização modo execução modo ciclado modo programação modo erro Os LEDs situados na parte superior do painel frontal indicam o modo de operação da UCP do controlador programável, sendo os mesmos descritos na seção Painel Frontal, neste mesmo capítulo. Modo Inicialização Identificado pelos LEDs EX, PG, FC e ER do painel frontal ligados, este modo indica que o CP está inicializando as variáveis do programa executivo e verificando a validade do programa aplicativo. Este estado ocorre logo que se energiza o controlador programável, estendendo-se por alguns segundos, passando em seguida para o modo execução. Modo Execução Normalmente o controlador programável encontra-se neste modo, varrendo continuamente as entradas e atualizando as saídas de acordo com a lógica programada. Identificado pelo LED EX do painel frontal ligado, este modo indica que o CP está executando corretamente o programa aplicativo. Modo Ciclado Caracteriza-se pela execução de uma varredura do programa aplicativo, seguida de uma paralisação do CP, que passa a esperar novo comando do programador para executar uma nova varredura. Quando a UCP do controlador programável passa para o modo ciclado, a execução pára, bem como a contagem de tempo nos temporizadores. Os temporizadores contam uma unidade de tempo a cada dois ciclos executados. Identificado pelos LEDs EX e PG ligados, este modo, em conjunto com a monitoração e forçamento dos operandos, facilita a depuração do programa aplicativo. Modo Programação O programa aplicativo não é executado, não havendo atualização de entradas ou saídas. O CP aguarda comandos do programador. É identificado pelo LED PG ligado. Modo Erro É identificado pelo LED ER ligado. Indica que houve alguma anomalia no CP durante o processamento ou na preparação para o mesmo. A figura 2-10 apresenta um diagrama com os modos de operação e as possibilidades de mudança de um modo para outro. 29

Capítulo 2 Descrição Técnica Figura 2-10 Modos de Operação do CP Maiores informações a respeito dos modos de operação do controlador e o significado das sinalizações do painel, bem como os procedimentos para as situações de erro mais comuns, podem ser encontrados na seção Diagnósticos do Painel do capítulo 5, Manutenção. Programa Aplicativo A linguagem utilizada pelo controlador programável é a linguagem de relés e blocos, cuja principal vantagem, além de sua representação gráfica, é ser similar aos diagramas de relés convencionais. O software programador possibilita a criação do programa aplicativo, composto por lógicas de programação, permitindo ao controlador programável a execução da tarefa de controle desejada. Utiliza-se também o software programador para verificações de programas já finalizados, para efetuar modificações em programas, para permitir o exame do estado dinâmico de um sistema de controle ou para analisar o canal serial. Através do programador é possível verificar a correta operação de qualquer parte do sistema de controle, acompanhando todos os passos do programa em tempo real ou forçando a ocorrência de ações específicas. Se desejável, o microcomputador pode operar permanentemente conectado ao controlador programável. Entretanto, a vantagem de uma ligação temporária reside no fato de um único programador poder servir a vários CPs. O software programador utiliza a linguagem de relés e blocos funcionais com funções integradas, possuindo todas as ferramentas necessárias à programação, visualização, listagem, gravação e monitoração em tempo real dos programas desenvolvidos para o CP. O microcomputador, utilizado para executar o programador, deve possuir uma interface serial com padrão RS-232C, permitindo a sua ligação ao controlador programável. ATENÇÃO: Antes da conexão do cabo de comunicação serial deve-se garantir o aterramento de ambos equipamentos em um terra comum, evitando-se o risco de não funcionamento ou até mesmo a queima das suas interfaces seriais. 30

Capítulo 2 Descrição Técnica Módulos do Programa Aplicativo Um programa aplicativo pode ser dividido em diversos módulos. Esta divisão permite uma estruturação do programa através da criação de procedimentos e funções. Um módulo é chamado para execução pelo módulo principal ou por outros módulos, através de instruções próprias. Quando armazenado em disquete, o programa aplicativo completo corresponde a um conjunto de arquivos, onde cada arquivo corresponde a um módulo. Os arquivos são denominados da seguinte forma: T-XXXXXX.NNN onde T - tipo do módulo XXXXXX - nome do módulo (até 6 caracteres) NNN - número do módulo (0 a 255) Exemplo: F-CONTR.005 Existem 5 tipos de módulos de programa: Módulo C (Configuração) - contém todos os parâmetros de configuração do CP, como os módulos presentes no barramento, número de operandos utilizados e configuração do canal serial. Existe apenas um único módulo de configuração (C000) por programa aplicativo. Módulo C Estendido (Configuração) - este módulo de configuração existe quando o usuário utiliza em seu projeto uma determinada característica da UCP que necessita de um módulo de configuração estendido. Para maiores informações consultar o manual de utilização do MasterTool Programming (C003 a C009). Módulo E (Execução) - para as UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 podem existir até três módulos de execução por programa aplicativo, E000, E001 e E018. Estes módulos são chamados para a execução de forma automática pelo sistema operacional do CP. O E000, denominado módulo de inicialização, é executado uma única vez na energização do CP, na passagem do modo programação para execução ou na passagem de modo programação para ciclado. O módulo E001 é executado ciclicamente após o E000, correspondendo ao módulo principal do programa aplicativo. O módulo E018 é executado em intervalos de tempos periódicos, definido no módulo C. Após a passagem do tempo definido, a execução seqüencial do módulo E001 é interrompida e o módulo E018 é chamado. No final da sua execução, o processamento retorna para o ponto onde o módulo E001 havia sido interrompido. O módulo E001 é obrigatório no programa aplicativo, enquanto que os módulos E000 e E018 são opcionais. Módulo P (Procedimento) - são módulos que contêm trechos de programa aplicativo, sendo chamados por instruções CHP (CHama Procedimento), colocadas em módulos de execução, procedimento ou função. Após serem executados, o processamento retorna para a instrução seguinte à de chamada. Os módulos P funcionam como sub-rotinas, não permitindo a passagem de parâmetros para o módulo chamado. Podem existir até 112 módulos procedimento por programa aplicativo, P000 a P111. Módulo F (Função) - módulos que contêm trechos de programa aplicativo escritos de forma genérica, permitindo a passagem de parâmetros para o módulo chamado, de forma a poderem ser reaproveitados em vários programas aplicativos diferentes. São chamados por instruções CHF (CHama Função) colocados em módulos de execução, procedimento ou função. 31

Capítulo 2 Descrição Técnica Podem existir até 112 módulos função por programa aplicativo, F000 a F111. A figura 2-11 apresenta o processamento de um programa aplicativo, mostrando os pontos onde são executados cada tipo de módulo. Figura 2-11 Execução do Programa Aplicativo no CP Elementos de Programação Um módulo do programa aplicativo é composto por 3 elementos básicos: lógicas instruções operandos Um módulo de programa é dividido em lógicas de programação. Chama-se lógica a matriz de programação formada por 32 células dispostas em 4 linhas (0 a 3) e 8 colunas (0 a 7), conforme a figura 2-12. Em cada uma das células podem ser colocadas instruções, podendo-se programar até 32 instruções em uma mesma lógica. Cada lógica simula um pequeno trecho de um diagrama elétrico, contendo "barras de energia" nos lados esquerdo e direito, entre os quais são posicionadas as instruções para a programação desejada. 32

Capítulo 2 Descrição Técnica Figura 2-12 Formato de uma Lógica As duas linhas laterais da lógica representam barras de energia entre as quais são colocadas as instruções a serem executadas. As instruções contatos são colocadas nas lógicas de modo a formar caminhos de corrente entre as barras de energia, para o acionamento de instruções bobinas ou instruções no formato de caixas. Para maiores detalhes, consultar o manual de utilização do software programador utilizado. Instruções As instruções são comandos de programa que podem ler ou modificar o valor dos operandos, executando tarefas específicas. A seguir, é apresentado o conjunto de instruções disponíveis para as UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004, dividido em 9 grupos. RELÉS RNA - contato normalmente aberto RNF - contato normalmente fechado BOB -bobinasimples BBL - bobina liga BBD - bobina desliga SLT -bobinadesalto PLS -relédepulso RM -relémestre FRM - fim de relé mestre MOVIMENTADORES MOV - movimentação de operandos simples MOP - movimentação de partes de operandos MOB - movimentação de blocos de operandos MOT - movimentação de tabelas de operandos MES - movimentação de entradas ou saídas CES - conversão de entradas ou saídas AES - atualização de entradas ou saídas CAB - carga de bloco de constantes ARITMÉTICOS SOM - soma SUB - subtração 33

Capítulo 2 Descrição Técnica MUL - multiplicação DIV -divisão AND - função "E" binário entre operandos OR - função "OU" binário entre operandos XOR - função "OU EXCLUSIVO" binário entre operandos CONTADORES CON - contador simples COB - contador bidirecional TEE - temporizador na energização TED - temporizador na desenergização CONVERSÃO B/D - conversão binário - decimal D/B - conversão decimal - binário A/D - conversão analógico - digital D/A - conversão digital analógico TESTE CAR - carrega operando = -igual < -menor > - maior INDEXADOS LDI - liga ou desliga pontos indexados TEI - teste de estado de pontos indexados SEQ - seqüenciador CHAMADA CHP - chama módulo procedimento CHF - chama módulo função LIGAÇÕES LGH - ligação horizontal LGV - ligação vertical LGN - ligação negada Operandos Os operandos identificam diversos tipos de variáveis e constantes utilizadas na elaboração de um programa aplicativo, podendo ter seu valor modificado de acordo com a programação realizada. Como exemplo de variáveis pode-se citar pontos de E/S e memórias contadoras. A tabela 2-4 apresenta os operandos existentes na linguagem de programação. 34

Capítulo 2 Descrição Técnica Operando Relé de Entrada Relé de Saída Relé Auxiliar Memória Decimal Real Inteiro Constante Memória Constante Decimal Constante Real Constante Inteiro Tabela de Memórias Tabela de Decimais Tabela de Reais Tabela de Inteiros Endereço de Barramento Símbolo E S A M D F I KM KD KF KI TM TD TF TI R Tabela 2-4 Operandos do CP Os operandos são classificados em 3 tipos: operandos simples: armazenam um único valor variável durante a execução de um programa operandos tabela: armazenam conjuntos de operandos simples, modificáveis durante a execução do programa operandos constante: armazenam um valor que é atribuído pelo programa aplicativo, este permanecendo fixo durante todo o tempo de execução do programa Aos operandos simples pode ser atribuída a característica de retentividade, através do software programador. Os operandos retentivos têm seus valores preservados quando a UCP é desenergizada. Os operandos não retentivos têm os seus valores zerados na energização do controlador programável ou na passagem de modo programação para execução ou programação para ciclado. Todososoperandostabelasãoretentivos. Declaração de Operandos O número de operandos M, D, F, I, TM, TD, TF e TI a ser utilizado no programa é configurável pelo usuário no módulo C, permitindo grande flexibilidade no aproveitamento do espaço de memória destinado aos operandos numéricos. Os operandos E, S e A ocupam áreas de memórias próprias, permanentemente reservadas no microcontrolador da UCP. A quantidade destes operandos nos controladores, portanto, é prédeterminada. Por representarem valores fixos, os operandos constante (KM, KD, KF e KI) também não ocupam espaço em memória, sendo armazenados no próprio programa aplicativo na etapa de programação. Não há limites no número de operandos constante utilizados no programa. A declaração dos operandos é realizada através do software programador, sendo armazenada no módulo C. A quantidade de operandos declarada deve se adequar à capacidade máxima de memória disponível para o modelo de UCP utilizado. A reserva dos operandos M, D, F e I é realizada em blocos de 256 bytes. No caso de operandos memória, esta quantidade corresponde a 128 operandos. Em operandos decimais, reais e inteiros, correspondem a 64 operandos.. Os operandos TM, TD, TF e TI são declarados informando-se o número de tabelas necessárias para cada tipo e o número de posições que cada tabela contém. É possível a definição de até 255 tabelas totais e até 255 posições para uma tabela, respeitando-se o limite da quantidade de memória destinada a operandos. A tabela 2-5, mostra o espaço de memória ocupado por cada tipo de operando e onde os seus valores são armazenados. 35

Capítulo 2 Descrição Técnica Operando Ocupação de memória Localização E entrada 1 byte microcontrolador S saída 1 byte microcontrolador A auxiliar 1 byte microcontrolador KM constante M -- programa aplicativo KD constante D -- programa aplicativo KF constante F -- programa aplicativo KI constante I -- Programa aplicativo M memória 2 bytes RAM de operandos D decimal 4 bytes RAM de operandos F real 4 bytes RAM de operandos I inteiro 4 bytes RAM de operandos TM tabela M 2 bytes por posição RAM de operandos TD tabela D 4 bytes por posição RAM de operandos TF tabela F 4 bytes por posição RAM de operandos TI tabela I 4 bytes por posição RAM de operandos Tabela 2-5 Ocupação de Memória As tabelas 2-6, 2-7 e 2-8 mostram os tipos e a quantidade máxima de operandos disponível para cada controlador e a faixa de endereços que podem ocupar. Operando Endereços Quantidade E entrada E000 a E063 64 S saída S000 a S063 64 A auxiliar A000 a A095 96 M memória M0000 a M7935 7936 D decimal D0000 a D3967 3968 TM tabela memória TM000 a TM030 255 TD tabela decimal TD000 a TD014 255 Tabela 2-6 Operandos da UCP AL-2002/MSP Operando Endereços Quantidade E entrada E000 a E255 256 S saída S000 a S255 256 A auxiliar A000 a A511 512 M memória M0000 a M9983 9984 D decimal D0000 a D9983 9984 TM tabela memória TM000 a TM095 255 TD tabela decimal TD000 a TD047 255 Tabela 2-7 Operandos da UCP AL-2003 Operando Endereços Quantidade E entrada E000 a E255 256 S saída S000 a S255 256 A auxiliar A000 a A511 512 M memória M0000 a M9983 9984 D decimal D0000 a D9983 9984 F real F0000 a F9983 9984 I inteiro I0000 a I9983 9984 TM tabela memória TM000 a TM095 255 TD tabela decimal TD000 a TD047 255 TF tabela real TF000 a TF047 255 TI tabela inteiros TI000 a TI047 255 Tabela 2-8 Operandos da UCP AL-2004 Para declaração e operação de operandos inteiros 32bits (%KI, %I e %TI), deve-se utilizar o MasterTool versão 3.83 ou superior com AL-2004 de software executivo versão 2.10 ou superior. 36

Capítulo 2 Descrição Técnica As tabelas 2-6, 2-7 e 2-8 especificam a quantidade máxima possível de operandos M, D, F, I, TM, TD, TF e TI com a memória de operandos utilizada totalmente por cada tipo, sem a declaração dos demais. Caso sejam declarados dois ou mais tipos diferentes de operandos em um programa aplicativo, o número máximo possível para cada tipo será diferente dos valores apresentados. Os operandos E e S são considerados em conjunto, ou seja a soma do número de operandos E com o número de operandos S deve ser menor do que a quantidade máxima indicada na tabela. A utilização dos operandos através das instruções de programação no programa aplicativo é apresentada em detalhes no manual de utilização do software programador. Mapa de Memórias As figuras 2-13, 2-14 e 2-15 apresentam os mapas de memória das UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004. Flash EPROM programa aplicativo RAM programa aplicativo FFFFH 32K 32K 32K 32K 32K 32K 32K 32K (0) (1) (2) (3) (0) (1) (2) (3) 8000H EPROM programa executivo RAM dados 7FFFH 16K operandos do programa aplicativo 32K 16K variáveis do programa executivo 0000H expansão Figura 2-13 Mapa de Memórias da UCP AL-2002/MSP 37

Capítulo 2 Descrição Técnica FF:FFFF programa executivo EPROM 64K FF:0000 FE:FFFF programa RAM RAM Flash Flash... Flash Flash aplicativo (0) (1) (0) (1) (14) (15) 64K 64K 64K 64K 64K 64K FE:0000 01:FFFF operandos aplicativo RAM 64K 01:0000 00:FFFF variáveis executivo RAM 64K 00:0000 Figura 2-14 Mapa de Memórias do AL-2003 38

Capítulo 2 Descrição Técnica FF:18000 programa executivo EPROM 96K FF:00000 FE:0FFFF programa RAM RAM Flash Flash... Flash Flash aplicativo (0) (1) (0) (1) (14) (15) 64K 64K 64K 64K 64K 64K FE:00000 01:0FFFF operandos aplicativo RAM 64K 01:00000 00:0FFFF variáveis executivo RAM 64K 00:00000 Figura 2-15 Mapa de Memórias do AL-2004 Os mapas apresentam os seguintes elementos: Programa executivo: área de memória que contém o programa gerenciador do controlador programável (sistema operacional). Programa aplicativo: área de memória que armazena os módulos que compõem o programa de controle implementado pelo usuário. Os valores entre parênteses correspondem ao número do bancodotipodememóriarespectivo(ramouflasheprom). Operandos do programa aplicativo: área de memória que contém os operandos numéricos utilizados pelo programa aplicativo. Variáveis do programa executivo: área de memória que contém as variáveis de uso interno pelo programa executivo, não possuindo acesso pelo usuário do CP. Proteções Para garantia da integridade do programa aplicativo e do sistema, os controladores programáveis realizam constante monitoração do hardware e do software, verificando seu correto funcionamento. Cão-de-guarda É um circuito que monitora continuamente a correta atuação do microprocessador principal da UCP. Caso detecte algum tipo de falha, o circuito de cão-de-guarda desativa o processador, desenergiza os pontos de saída e liga o LED WD no painel frontal da UCP, garantindo um procedimento de falha seguro. 39

Capítulo 2 Descrição Técnica Proteção para Falta de Energia A fonte de alimentação do barramento possui um circuito sensor que verifica continuamente o estado da tensão na sua entrada. Em caso de falha na alimentação, um sinal avisa a UCP, que é interrompida para a execução de uma rotina que armazena o conteúdo dos operandos retentivos. A fonte de alimentação garante o fornecimento de tensões para a UCP por tempo suficiente para que esta rotina seja processada. Checksum É uma verificação contínua realizada pelo programa executivo na área de memória onde se encontra o programa aplicativo, de modo a detectar alterações no mesmo, garantindo sua integridade. Teste de Barramentos de E/S É um teste realizado a cada ciclo de execução do programa aplicativo, com a finalidade de detectar problemas de má conexão de módulos nos barramentos de E/S, curtos-circuitos no mesmo, ou defeitos nos circuitos de acionamento. Bateria A bateria da fonte de alimentação principal do sistema garante que os módulos do programa aplicativos armazenados em memória RAM e os valores dos operandos retentivos da UCP sejam mantidos enquanto o CP estiver desenergizado. A UCP executa periodicamente uma rotina de teste da bateria, para a verificação do seu estado. Caso a bateria esteja em condições inadequadas para uso, o LED BT do painel da fonte de alimentação é ligado, informando que deve ser realizada a sua troca. Além do acionamento do LED, uma mensagem de advertência é exibida na janela de verificação do estado do CP, nos softwares programadores. Supercapacitor Além da proteção do conteúdo da memória RAM através da bateria da fonte de alimentação, as UCPs AL-2003 e AL-2004 possuem um capacitor de alto valor na sua placa de circuito. Este capacitor permite que o módulo UCP AL-2003 ou AL-2004 seja removido do barramento por um curto período de tempo (12 horas), sem que haja a perda do conteúdo da sua memória RAM. O supercapacitor não necessita de procedimentos de manutenção. Conversão de Código AL-2002 para AL-2003 ou AL-2004 Os módulos que compõem o programa aplicativo (C000, E001, etc) são compatíveis entre as UCPs AL-2003 e AL-2004. Para a conversão de códigos de uma UCP para outra deve-se somente observar a alocação de operandos reais (não disponível para AL-2003) e substituir os módulos função. Porém os módulos das UCPs AL-2003 ou AL-2004 não são compatíveis com a UCP AL-2002/MSP, ou seja, não é possível a carga de um programa aplicativo elaborado para uma UCP AL-2002/MSP em uma UCP AL-2003/AL-2004 e vice-versa. Contudo, é possível a conversão de um programa aplicativo da UCP AL-2002/MSP para ser utilizado na UCP AL-2003/AL-2004 com o programador MasterTool Programming. Na janela de definição do módulo C no programador, ao trocar o modelo de UCP de AL-2002 para AL-2003 ou de AL-2002 para AL-2004, os módulos componentes do projeto programados em linguagem de diagrama de relés são convertidos para o formato de código das UCPs AL-2003/AL-2004, operação executada em poucos minutos. Caso o programa utilize módulos F programados em linguagem assembly, estes não são convertidos, devendo ser substituídos pelos equivalentes que acompanham o disquete do programador programados para o AL-2003 ou AL-2004. Para maiores detalhes, consultar o MasterTool Programming - Manual de Utilização do MasterTool. O MasterTool Programming de versão 3.83 ou superior verifica se o programa de usuário possui instruções que utilizam operandos inteiros 32bits (%KI, %I e %TI) e antes de enviar o programa de usuário é feito uma consulta a UCP e verificado se o modelo é AL-2004 com versão 2.10 ou superior. O envio é abortado caso a consulta a UCP retorne um valor diferente do esperado. 40

Capítulo 3 Configuração Configuração Módulo C Este capítulo descreve sucintamente os procedimentos de configuração do equipamento. Para maiores detalhes, consultar o manual de utilização do programador utilizado. Quanto à configuração, dois aspectos são fundamentais para o correto funcionamento do sistema: declaração de parâmetros do módulo C do programa aplicativo, no programador configuração dos módulos de E/S presentes no barramento Inicialização Para a configuração do sistema, alguns procedimentos iniciais devem ser seguidos: 1. Conectar o cabo no canal serial disponível do equipamento programador (microcomputador IBM-PC ou compatível) e na UCP a ser configurada, no seu conector ALNET I 2. Energizar o sistema 3. Executar o software programador no microcomputador A figura 3-1 mostra a conexão do CP AL-2003 ao terminal de programação. Figura 3-1 Conexão do CP ao Terminal de Programação 41

Capítulo 3 Configuração Parâmetros do Módulo C Para a elaboração do programa aplicativo, são necessárias no mínimo as seguintes declarações no módulo C: configuração do modelo de UCP, para a escolha do tipo de UCP utilizada configuração do número de operandos numéricos (M, D, F, I, TM, TD, TF e TI) que serão utilizados no programa aplicativo declaração dos módulos de entrada e saída presentes nos barramentos do CP As demais opções devem ser configuradas conforme a sua utilização. Por exemplo, caso o controlador seja conectado em rede de comunicação ALNET II, devem ser configurados os parâmetros respectivos. Módulos de E/S Quanto aos módulos de E/S dos barramentos, é indispensável que sejam verificados os aspectos colocados nos itens a seguir. Distribuição dos Módulos nos Barramentos Os CPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 podem ser ligados a até 9 barramentos para o alojamento dos módulos de E/S, numerados de 0 a 9. Cada barramento pode conter até 16 módulos. Barramento 0 - é o barramento à direita da UCP, ligado diretamente à mesma, podendo conter módulos processadores auxiliares ou módulos de E/S da série AL-2000. O número de módulos possível de ser alojado neste barramento varia conforme o modelo do bastidor empregado (consulte a Característica Técnica do bastidor para saber as posições válidas do barramento). Barramento 1 - não é utilizado, reservado para futuras ampliações do sistema. Barramentos 2 a 5 - são alimentados por fontes suplementares e ligados à UCP através da primeira interface de barramento AL-3411. Podem conter módulos de E/S da série AL-1000 ou da série QUARK. Barramento: 6 a 9 - são alimentados por fontes suplementares e ligados à UCP através da segunda interface de barramento AL-3411 Podem conter módulos de E/S da série AL-1000 ou da série QUARK. Se a interface de barramento na primeira posição for o módulo AL-3406 os barramentos 4 e 5 estará desabilitado. Se existir um AL-3406 na segunda posição os barramentos 8 e 9 estará desabilitado. Os módulos de E/S podem ser instalados em qualquer posição do bastidor, exceto quando houver restrição específica, observando-se o consumo máximo de corrente permitido por barramento. Recomenda-se que os módulos sejam distribuídos de forma organizada. Em um mesmo barramento, deve-se separar os módulos conforme seu tipo, dispondo-os na seguinte ordem: entradas digitais, entradas não digitais, saídas digitais e saídas não digitais. Na utilização de troca a quente por barramento, deve-se observar a organização dos módulos nos barramentos conforme o processo controlado (Ver capítulo 8, Troca a Quente de Módulos de E/S). Declaração dos Módulos de E/S no Programador Os módulos de E/S e módulos processadores presentes nos barramentos utilizados no CP devem ser declarados no programador utilizado. Estas declarações são armazenadas no módulo de configuração (módulo C) do programa aplicativo para informar a disposição de módulos ao controlador programável, quando carregado no mesmo. 42

Capítulo 3 Configuração É indispensável que todos os módulos alojados nos barramentos sejam declarados no programador. Pontes de Ajuste e Endereçamento Os módulos de E/S da série AL-2000 não necessitam de ajustes ou configurações, bastando inseri-los no bastidor na posição adequada. Os módulos de E/S das séries AL-1000 e QUARK possuem pontes de ajuste para a seleção do seu endereço de acesso, devendo as mesmas serem configuradas antes do módulo ser instalado. O procedimento de configuração das pontes de ajuste está descrito no apêndice A, Subsistema de E/S. Configuração da Arquitetura Este capítulo tem como objetivo auxiliar a determinação de quais produtos e acessórios são necessários para a montagem de uma arquitetura composta de produtos da Série AL-2000, de modo que esta seja tecnicamente viável e possua o melhor desempenho funcional. A metodologia de escolha da configuração é apresentada em etapas, sendo compostas de exemplos práticos para facilitar a compreensão. Para que a configuração seja corretamente realizada, é importante que os capítulos anteriores deste documento tenham sido lidos, pois as características previamente apresentadas são aqui referenciadas. As seguintes etapas são apresentadas a seguir: Etapa 1: definição da UCP; Etapa 2: definição dos pontos básicos de E/S; Etapa 3: definição dos módulos especiais e de comunicação; Etapa 4: definição de acessórios necessários para ligação dos módulos da Série AL-2000. Etapa1-UCP Nesta etapa, o objetivo é verificar se a UCP da Série AL-2000 atende às necessidades do sistema que será automatizado. As características da UCP podem ser consultadas nos capítulos anteriores deste manual, ou então no documento Características Técnicas, disponível para download no site da Altus. Para saber se a UCP atende às necessidades do sistema, devem ser considerados os seguintes itens: Tempo de ciclo; Memória disponível para aplicativo; Memória disponível para operandos; Quantidade de pontos de E/S que a UCP irá controlar; Capacidade do barramento. Tempo de Ciclo O tempo de ciclo dos Controladores Programáveis depende de fatores como número de E/S digitais e analógicas, instruções utilizadas na programação, redes de comunicação, entre outros fatores. Memória Disponível para Aplicativo A memória disponível para o usuário desenvolver sua aplicação é de 128K RAM e 1024K Flash. Memória Disponível para Operandos A memória disponível para operandos numéricos é de 48K RAM. 43

Capítulo 3 Configuração Pontos de E/S Com a UCP da Série AL-2000 é possível a utilização de módulos de E/S locais ou remotos: E/S Locais São os módulos de E/S conectados ao próprio barramento da UCP. Para E/S locais são utilizados os módulos de E/S da Série AL-2000. A UCP AL-2004 realiza o controle local de um número máximo de 142 módulos de E/S locais, sendo que o máximo de pontos digitais de E/S são 2048 e os pontos analógicos são limitados pela capacidade de módulos no barramento e pela capacidade de processamento do programa aplicativo. E/S Remotas São os módulos de E/S conectados na UCP em um barramento de campo. Para E/S remotas são utilizados módulos da Série Ponto. Barramento da Série AL-2000 O barramento é responsável pela interligação da UCP aos módulos de E/S, bem como pela alimentação dos circuitos lógicos destes módulos. A quantidade de módulos que um barramento suporta vai depender do bastidor que será utilizado. A tabela a seguir, mostra os bastidores disponíveis e a quantidade de módulos que cada um suporta: Módulo AL-3631 AL-3634 AL-3635 AL-3640 Descrição Bastidor para Fonte, UCP e 4 Módulos Inteligentes Bastidor para Fonte, UCP e 16 Módulos Bastidor para Fonte, UCP e 8 Módulos Inteligentes Bastidor para Fonte Redundante, UCP e 6 Módulos Inteligentes Tabela 3-1 Bastidores da Série AL-2000 Os bastidores possuem slots específicos para fonte, UCP e módulos inteligentes. Os módulos inteligentes são os de processamento e comunicação. Exemplo A tabela a seguir apresenta aplicações típicas que utilizam a UCP da Série AL-2000, exemplificando o número médio de pontos de E/S utilizados, tempo de ciclo, memória utilizada para o programa aplicativo e a memória utilizada pelos operandos: Aplicação Pontos de E/S Memória de Aplicativo Memória de Operandos Tempo de Ciclo Plataforma de Petróleo Fogo & Gas 1100 64K 6000 95 ms Controle de Aciaria 6600 64K 1500 100 ms Saneamento 260 20K 2048 130 ms Tabela 3-2 Valores de referência de aplicações com a Série AL-2000 Etapa2 SistemadeE/S Nesta etapa, o objetivo é determinar os pontos básicos de E/S e verificar quais módulos atendem às necessidades da aplicação: Módulos de E/S da Série AL-2000 Os módulos de E/S da Série AL-2000 são conectados diretamente no bastidor da UCP AL-2004 e possuem características especiais, como CheckBeforeOperate(CBO), registro de eventos e módulos analógicos isolados. 44

Capítulo 3 Configuração Utilizando-se esta arquitetura, o número máximo de pontos de E/S que a UCP poderá controlar é 2048 pontos. Conforme analisado anteriormente, a quantidade de módulos que um barramento suporta vai depender do bastidor que será utilizado. Os módulos de E/S da Série AL-2000 são: Módulo AL-3116 AL-3130 AL-3132 AL-3138 AL-3201 AL-3202 AL-3150 AL-3151 AL-3150/8 AL-3151/8 Descrição Módulo 16 entradas digitais 24 Vdc Isoladas Módulo 32 entradas digitais 125 Vdc optoacopladas c/ registro de eventos Módulo 32 entradas digitais 48 Vdc optoacopladas c/ registro de eventos Módulo 32 entradas digitais 24 Vdc optoacopladas c/ registro de eventos Módulo 16 saídas digitais 24 Vdc/2 A Módulo 32 saídas digitais a relé NA optoacopladas com Check Before Operate Módulo 16 entradas analógicas isoladas, 16 bits Módulo 16 entradas analógicas isoladas, RTD/Termistor, 16 bits Módulo 8 entradas analógicas isoladas, 16 bits Módulo 8 entradas analógicas isoladas, RTD/Termistor, 16 bits Tabela 3-3 Módulos de E/S da Série AL-2000 Exemplo Sistema com as seguintes características: Tensão de alimentação 24 Vcc 45 entradas digitais 24 Vcc com registro de eventos 42 saídas digitais com CheckBeforeOperate(CBO) Conclusão: Como esse sistema necessita de módulos de E/S com características especiais de registro de eventos, com resolução de 1ms, e CBO, o qual testa fisicamente o relé da saída antes de acioná-lo, os módulos utilizados devem ser da Série AL-2000 de controladores programáveis. Módulos apropriados: CPU: AL-2004 Módulo de entradas digitais com registro de Eventos: 2 x AL-3138 Módulo de saídas digitais com CBO: 2 x AL-3202 Acessórios Bastidor: AL-3631 Fonte: AL-3511 (24 a 48Vdc) ou AL-3512 (100 a 240Vac) Cabos Arquitetura resultante: Figura 3-2 Bastidor com módulos de E/S da Série AL-2000 45

Capítulo 3 Configuração MódulosdeE/SdaSériePonto A Série AL-2000 possui uma interface de rede mestre PROFIBUS-DP (AL-3406) que permite a implementação de arquiteturas com E/S remotas PROFIBUS-DP. A opção da Altus para módulos de E/S remotos são os módulos da Série Ponto. A UCP da Série AL-2000 pode controlar até 126 cabeças de rede de campo PROFIBUS DP (PO5063V1 ou PO5063V5) da Série Ponto. Cada cabeça de rede pode controlar até 480 pontos de E/S, com possibilidade de conexão local à interface homem-máquina via canal RS-232, diagnóstico via LED`s, via configurador ou disponíveis no CP. AscabeçasderededecampodaSériePontosão: Módulo PO5063V1 PO5063V5 Descrição Cabeça de rede de campo Cabeça de rede de campo redundante Tabela 3-4 Cabeças de Rede de Campo Série Ponto Os módulos de E/S da Série Ponto são: Módulo PO1000 PO1001 PO1002 PO1003 PO1004 PO1006 PO1010 PO1112 PO1113 PO1213 PO2020 PO2022 PO2025 PO2132 PO7079 Descrição Módulo 16 entradas digitais 24Vdc optoacopladas Módulo 16 entradas digitais 110Vac optoacopladas Módulo 16 entradas digitais 220Vac optoacopladas Módulo 16 entradas digitais 48Vdc optoacopladas Módulo 16 entradas digitais 125Vdc optoacopladas Módulo 8 entradas digitais monitoradas 24Vdc Módulo 32 entradas digitais 24Vdc optoacopladas Módulo 8 entradas analógicas universais, programadas individualmente e com barreira de isolação Modúlo 8 entradas analógicas tensão/corrente barreira isolada Módulo 1 a 8 entradas analógicas tensão/corrente com barreira de isolação Módulo 16 saídas digitais a transistor 24Vdc e 1A optoacopladas Módulo 16 saídas digitais a relé normalmente abertos, contato seco e 2A Módulo 8 saídas digitais 24Vdc seguras e isoladas Módulo 4 canais analógicos de saída universais programados individualmente Módulo contador rápido 4 entradas 24Vdc Tabela 3-4 Módulos de E/S da Série Ponto Exemplo Sistema com as seguintes características: Tensão de alimentação 24 Vdc 90 entradas digitais 24 Vdc com troca a quente e distribuídos no campo 50 saídas digitais à relé com troca a quente e distribuídos no campo 32 entradas analógicas 0-10V, 12 bits de resolução com troca a quente e distribuídos no campo 18 saídas analógicas 0-10V, 12 bits de resolução com troca a quente e distribuídos no campo 46

Capítulo 3 Configuração Conclusão: O sistema necessita de módulos de E/S distribuídos com troca a quente, características disponíveis nos módulos de E/S da Série Ponto. Por isso, serão utilizados módulos de E/S desta série. A comunicação de dados entre a UCP da Série AL-2000 e os módulos da Série Ponto é realizada através do protocolo de comunicação PROFIBUS-DP. Módulos apropriados: CPU: AL-2004 Módulo de interface PROFIBUS-DP: AL-3406 Módulo remota PROFIBUS-DP: PO5063V1 Base para cabeça de rede PROFIBUS-DP: PO6500 Módulo de entradas digitais: 3 x PO1010 Base de entradas digitais: 3 x PO6000 Módulo de saídas digitais: 4 x PO2020 Base de saídas digitais: 4 x PO6000 Módulo de entradas analógicas: 4 x PO1213 Base de entradas analógicas: 4 x PO6001 Módulo de saídas analógicas: 5 x PO2132 Base de saídas analógicas: 5 x PO6001 Módulo fonte suplementar: 1 x PO8085 Base módulo fonte suplementar: 1 x PO6800 Módulo expansor de barramento: 2 x PO7078 Acessórios: Bastidor: AL-3631 Fonte: AL-3511 (24 a 48Vdc) ou AL-3512 (100 a 240Vac) Cabos Arquitetura resultante: Figura 3-3 Arquitetura com UCP da Série AL-2000 e módulos de E/S da Série Ponto 47

Capítulo 3 Configuração Etapa 3 Módulos Especiais e de Comunicação Nesta etapa, o objetivo é verificar as necessidades de módulos especiais para as arquiteturas da Série AL-2000. Rede PROFIBUS-DP PROFIBUS-DP é um padrão de comunicação industrial, utilizado para aplicações com transmissão de dados em alta velocidade, tarefas complexas, comunicação entre equipamentos distantes entre si, entre outras. Para utilizar este protocolo na Série AL-2000 é necessário o módulo Interface de Rede Mestre PROFIBUS-DP (AL-3406). Este módulo possibilita a conexão à rede PROFIBUS-DP, com diagnósticos completos, permitindo que a UCP da arquitetura acesse qualquer dispositivo de campo compatível com este protocolo, tais como E/S remoto, sensores, atuadores, etc. Essa rede de comunicação é necessária sempre que forem utilizadas remotas da Série Ponto. Para maiores informações dessa rede de comunicação, recomenda-se a leitura do manual da Rede PROFIBUS-DP, disponível para download no site da Altus. Rede Ethernet Através da rede Ethernet é possível a troca de dados com outros dispositivos, acesso através de estações de supervisão e configuração com o software de programação. É uma rede de alta velocidade, mundialmente difundida. A Série AL-2000 permite o uso de solução ALNET II e MODBUS. ALNET II O ALNET II sobre TCP/IP é um protocolo proprietário que permite a comunicação multimestre entre CPs e com sistemas de supervisão, para fins de controle. Também é utilizado para programação do CP através do software MasterTool, quando não se utiliza conexão ponto a ponto em meio físico RS232. Este protocolo está disponível nas interfaces AL-3412 (Interface Ethernet 10/100 Mbits/s) e AL-3414 (Interface Ethernet Redundante MODBUS TCP) da Série AL-2000. MODBUS O MODBUS tornou-se mundialmente conhecido por ser um protocolo aberto, bastante simples e de fácil implementação. Amplamente difundido para uso em canais seriais RS232 e RS485 (RTU e ASCII), possui também uma versão para a rede Ethernet, denominado MODBUS TCP. Este protocolo está disponível na Interface Ethernet Redundante MODBUS TCP (AL-3414), sob dois formatos: MODBUS TCP e MODBUS RTU sobre TCP/IP. Processador de Comunicação A Série AL-2000 possui um processador de comunicação (AL-2005) que pode ser utilizado para realizar tarefas de alta complexidade liberando o processador principal para realizar suas tarefas convencionais, permitindo um balanceamento da carga de processamento entre os dois processadores. Redundância de UCP Para aplicações onde é importante uma grande disponibilidade do sistema de automação, a Série AL-2000 disponibiliza configuração redundante de seus componentes: fontes, UCPs, interfaces Ethernet, interfaces de redes de campo e cabeças de redes de campo. Para se operar em redundância é necessária a duplicação da arquitetura padrão e a inclusão do módulo coprocessador de redundância (AL-2017). Este permite o sincronismo de operandos e memória imagem, permitindo que uma UCP reserva entre em funcionamento imediato no caso da 48

Capítulo 3 Configuração UCP principal entrar no estado de erro. O painel PX2612 permite a troca manual do funcionamento da UCP principal e reserva, facilitando operações de manutenção no sistema. Para maiores informações relativas a esta configuração, recomenda-se a leitura do Manual de Utilização do Coprocessador de Redundância AL-2017, disponível para download no site da Altus. Exemplo Sistema com as seguintes características: Redundância de UCP Módulos de E/S com troca a quente Módulos apropriados: UCP: 2 x AL-2004 Coprocessador de Redundância: 2 x AL-2017 Interface PROFIBUS-DP: 2 x AL-3406 Cabeça de Rede de Campo PROFIBUS-DP: 1 x PO5063V1 Módulos de E/S da Série Ponto, conforme a necessidade Acessórios: Painel de Comando da Redundância: 1 x PX2612 Bastidor: 2 x AL-3631 Fonte: 2 x AL-3511 (24 a 48Vdc) ou 2xAL-3512 (100 a 240Vac) Cabos Arquitetura resultante: Figura 3-4 Arquitetura com UCP redundante Redundância de Redes de Comunicação Redundância de comunicação é a possibilidade de um equipamento se comunicar numa rede de dois ou mais canais distintos. Quanto maior o número de canais, maior a probabilidade deste equipamento estabelecer e manter conexões, ou seja, maior disponibilidade deste equipamento para realizar 49

Capítulo 3 Configuração comunicações com outros equipamentos. Falhas em apenas um dos canais não impedem o equipamento de se comunicar na rede. Na Série AL-2000 é possível o uso de redundância nas seguintes redes de comunicação: Rede Ethernet - Utilizando duas interfaces Ethernet 10/100 Mbits MODBUS TCP/IP (AL-3414); Rede PROFIBUS-DP Utilizando duas interfaces mestres de rede PROFIBUS-DP (AL-3406). Exemplo Sistema com as seguintes características: Redundância de UCP, fonte e de redes de comunicação Supervisão via Ethernet Módulos de E/S com troca a quente Módulos Apropriados: UCP: 2 x AL-2004 Coprocessador de Redundância: 2 x AL-2017 Interface PROFIBUS-DP: 4 x AL-3406 Interface Ethernet 100 Mbits: 4 x AL-3414 Cabeça de Rede de Campo PROFIBUS-DP: 2 x PO5063V5 Módulos de E/S da Série Ponto, conforme a necessidade Acessórios: Painel de Comando da Redundância: 1 x PX2612 Bastidor: 2 x AL-3640 Fonte: 4 x AL-3511 (24 a 48Vdc) ou 4xAL-3512 (100 a 240Vac) Cabos Arquitetura resultante: Figura 3-5 Arquitetura com UCP e cabeça de rede de campo redundante 50

Capítulo 3 Configuração Protocolos de Comunicação A tabela abaixo disponibiliza um resumo dos protocolos de comunicação disponibilizados nos produtos da Série AL-2000: Protocolo ALNET I ALNET II MODBUS-TCP MODBUS-RTU PROFIBUS-DP DNP 3.0 IEC 101 Produto UCP AL-2004 UCP AL-2004 Interface Ethernet AL-3414 Mestre e Escravo Driver AL-2734 no Processador de Comunicação AL-2005 Mestre Interface de Rede AL-3406 Escravo Interface de Rede AL-3416 Mestre Driver AL-2743 no Processador de Comunicação AL-2005 Escravo Driver AL-2741 no Processador de Comunicação AL-2005 Driver AL-2739 no Processador de Comunicação AL-2005 Tabela 3-6 Protocolos de comunicação da Série AL-2000 Etapa 4 - Acessórios Esta etapa tem como objetivo definir itens necessários à instalação física dos controladores programáveis da série AL-2000. Cabos de Comunicação A relação de cabos necessários para a comunicação e programação dos módulos da série AL-2000 pode ser consultada no item Descrição Técnica deste manual. Fontes de Alimentação Para o correto dimensionamento da fonte de alimentação necessária, devem ser consultadas as tabelas de características dos respectivos documentos, Características Técnicas, no item Descrição Técnica, para identificação do consumo de cada módulo. Além disso, devem ser acrescentados os consumos de sensores, relés, encorders, ou seja, tudo o que for alimentado com a fonte e que consumir corrente dos pontos de saída do sistema. 51

Capítulo 4 Instalação Instalação Este capítulo descreve os procedimentos e cuidados necessários para a instalação do controlador programável e relaciona diversos itens gerais a serem observados para o funcionamento do sistema. Instalação Mecânica Painel de Montagem Para segurança na instalação das UCPs da série AL-2000 e dos módulos do subsistema de E/S, é recomendável que os mesmos sejam fixados em um painel de montagem, contendo calhas e réguas de bornes para conduzir e conectar a fiação elétrica dos equipamentos aos sinais externos do campo. O sistema deve ser montado preferencialmente na posição horizontal, com o bastidor da UCP posicionado na parte superior e os bastidores do subsistema de E/S na parte inferior do painel. Recomenda-se que o painel de montagem seja alojado em um armário, devendo este possuir a profundidade mínima de 400 mm para conter a profundidade dos bastidores mais os conectores e cabos conectados aos painéis frontais dos módulos. A figura 4-1 apresenta um exemplo de armário típico para um sistema com UCP AL-2002/MSP, AL-2003 ou AL-2004. Figura 4-1 Painel de Montagem (dimensões em mm) 52

Capítulo 4 Instalação Na construção do armário, as paredes laterais e posteriores, as partes superiores e inferiores, devem ser unidas por pontos de solda que não podem ter uma distância superior a 50 mm entre si, para garantir uma boa condução de corrente de terra. Para a correta ventilação e distribuição da fiação, deve-se respeitar espaçamentos mínimos entre calhas e equipamentos, como mostra a figura 4-2. Figura 4-2 Espaços entre Equipamentos Montagem dos Bastidores AL-3630, AL-3631, AL-3632 e AL-3635 As figuras 4-3 e 4-4 mostram a furação necessária para fixação dos bastidores. 53

Capítulo 4 Instalação Figura 4-3 Furação para Fixação do AL-3630 e AL-3631 Figura 4-4 Furação para Fixação do AL-3632 e AL-3635 54

Capítulo 4 Instalação Montagem dos Bastidores AL-1500 e Fonte Suplementar AL-2512 Nos barramentos que utilizam módulos de E/S da série AL-1000, estes são alojados em bastidores AL-1500 e alimentados pela fonte suplementar AL-2512. A figura 4-5 mostra a furação necessária para fixação de uma fonte de alimentação suplementar AL-2512 e dois bastidores AL-1500. Figura 4-5 Furação para Fixação do AL-2512 e AL-1500 A figura 4-6 mostra o procedimento de fixação do bastidor AL-1500 no painel de montagem. 55

Capítulo 4 Instalação Figura 4-6 Montagem do AL-1500 no Painel A figura 4-7 mostra o procedimento de fixação da fonte suplementar AL-2512 no painel de montagem. Figura 4-7 Fixação do AL-2512 no Painel 56

Capítulo 4 Instalação Montagem dos Trilhos de Fixação para Módulos QUARK Nos barramentos que utilizam módulos de E/S da série QUARK, estes são alojados em trilhos de fixação presos à chapa do painel de montagem. A fonte suplementar QK2512 que alimenta os módulos também é alojada no mesmo trilho que suporta os módulos. Os trilhos que servem de suporte para a montagem dos módulos no armários elétrico são do tipo padrão TS-35 e fornecidos em 4 modelos: QK1500/4: fonte suplementar mais 4 módulos de E/S QK1500/8: fonte suplementar mais 8 módulos de E/S QK1500/12: fonte suplementar mais 12 módulos de E/S QK1500/16: fonte suplementar mais 16 módulos de E/S Deve ser previsto o tamanho do trilho de fixação conforme o número de módulos utilizado e prevendo-se expansões futuras. A figura 4-8, mostra as furações necessárias no painel elétrico para a fixação de todos os modelos de trilhos existentes. Figura 4-8 Furação para os Trilhos Os trilhos devem possuir uma camada mínima de 7 µ m de cromo. Sugere-se o uso de trilhos do fabricante Conexel. Instalação dos Módulos Instalação dos Módulos nos Bastidores Os módulos da série AL-2000 possuem conectores padrão Eurocard e são conectados ao barramento pela parte posterior. As bordas inferior e superior do módulo devem ser encaixadas nas guias da posição desejada do bastidor, introduzindo-se o módulo firmemente para o correto encaixe do conector Eurocard existente na sua parte posterior com o barramento. Os manípulos devem ser apertados para garantir a fixação mecânica do módulo no bastidor. A fonte de alimentação do sistema é instalada na posição mais à esquerda do bastidor. Logo ao seu lado deve ser instalada a UCP AL-2002/MSP, AL-2003 ou AL-2004. Os demais módulos são dispostosaoladodireitodaucp. 57

Capítulo 4 Instalação Figura 4-9 Instalação dos Módulos AL-2000 O módulo adaptador AL-3411 para os barramentos 2, 3, 4 e 5 (barramentos para módulos de E/S da série AL-1000) deve estar colocado na posição 0 (imediatamente à direita da UCP) do barramento principal. O módulo adaptador AL-3411 para os barramentos 6, 7, 8 e 9 (barramentos para módulos de E/S da série AL-1000) deve estar colocado na posição 1 do barramento principal. Consulte a Característica Técnica do bastidor para saber as posições válidas do barramento para os módulos processadores AL-2005, AL-2006, AL-3405 e AL-3406. Instalação dos Módulos nos Bastidores AL-1500 Os módulos da série AL-1000 são instalados nos bastidores AL-1500 com a execução de três procedimentos: configuração das pontes de ajuste (PAs ou jumpers) existentes em cada módulo de E/S antes da inserção dos módulos nos bastidores; as pontes de ajuste são responsáveis pelo endereçamento dos módulos (ver apêndice A, Subsistema de E/S) inserção dos módulos nos bastidores, na ordem definida no projeto do sistema 58

Capítulo 4 Instalação conexão do cabo plano de interligação dos módulos ATENÇÃO: O desrespeito a qualquer um dos procedimentos acima citados poderá provocar mau funcionamento ou mesmo o não funcionamento do sistema. Endereçamento dos Módulos de E/S Cada módulo de E/S da série AL-1000 possui pontes de ajuste do seu endereço na parte posterior da sua placa de circuito. A forma correta de ajuste das pontes está descrita no Apêndice A, Subsistema de E/S. ATENÇÃO: Todos os módulos devem ter suas configurações de pontes de ajuste conferidas antes de serem inseridos nos bastidores. Inserção dos Módulos nos Bastidores Os módulos da série AL-1000 são instalados nos bastidores AL-1500, conforme mostrado na figura 4-10. Figura 4-10 Instalação dos Módulos AL-1000 nos Bastidores AL-1500 Os manípulos devem ser apertados para garantir a fixação mecânica do módulo no bastidor. Conexão do Cabo Plano Os módulos AL-1000 do barramento conectam-se à fonte de alimentação suplementar AL-2512 através de um cabo plano de barramento com 16 vias, existentes em 4 modelos, conforme o número de módulos utilizado: AL-304: conecta a fonte a até 4 módulos de E/S AL-1000 AL-308: conecta a fonte a até 8 módulos de E/S AL-1000 AL-312: conecta a fonte a até 12 módulos de E/S AL-1000 AL-316: conecta a fonte a até 16 módulos de E/S AL-1000 59

Capítulo 4 Instalação O cabo interliga os conectores existentes na parte superior dos módulos, conforme mostrado na figura 4-11. Figura 4-11 Interligação dos Módulos AL-1000 com o Cabo Plano Para a conexão do cabo plano deve-se iniciar a partir da fonte suplementar, onde devem ser conectados dois conectores, sendo conectados os módulos de E/S a seguir. Os conectores do cabo plano devem ser introduzidos firmemente nos conectores dos módulos, a fim de se obter um bom contato elétrico e garantia de funcionamento. CUIDADO: Todas as conexões devem ser feitas com a fonte de alimentação suplementar DESENERGIZADA. ATENÇÃO: Os cabos planos possuem polaridade para inserção com conector específico para a UCP e conectores para os módulos de E/S. Instalação dos Módulos QUARK nos Trilhos de Fixação Os módulos da série QUARK são instalados nos trilhos de fixação com a execução de três procedimentos: configuração das pontes de ajuste (PAs ou jumpers) existentes em cada módulo de E/S antes da inserção dos módulos nos bastidores; as pontes de ajuste são responsáveis pelo endereçamento dos módulos (ver apêndice A, Subsistema de E/S) inserção dos módulos no trilho, na ordem definida no projeto do sistema conexão do cabo plano de interligação dos módulos ATENÇÃO: O desrespeito a qualquer um dos procedimentos acima citados poderá provocar mau funcionamento ou mesmo o não funcionamento do sistema. 60

Capítulo 4 Instalação Endereçamento dos Módulos de E/S Cada módulo de E/S da série QUARK possui pontes de ajuste do seu endereço na parte posterior da sua placa de circuito. A forma correta de ajuste das pontes está descrita no Apêndice A, Subsistema de E/S. ATENÇÃO: Todos os módulos devem ter suas configurações de pontes de ajuste conferidas antes de serem inseridos nos bastidores. Inserção dos Módulos no Trilho A fonte suplementar e os módulos de entrada e saída possuem uma fenda na parte traseira, que possibilita sua fixação ao trilho no armário elétrico, através de encaixe. A figura 4-12 mostra a fixação dos módulos no trilho, seguida pela seqüência de operações a ser executada. Figura 4-12 Montagem dos Módulos no Trilho Segurar o módulo com firmeza pela sua parte frontal, inclinando-o levemente para trás Aproximar o módulo ao trilho, de forma a possibilitar o encaixe da sua fenda à parte superior do trilho Baixar o módulo, para que fique sustentado pelo trilho, e a seguir forçá-lo para baixo e empurrá-lo até ouvir um "clique", indicando que o módulo está travado no trilho Remoção dos Módulos do Trilho Para a remoção dos módulos deve-se executar os passos do item anterior da maneira inversa, tendo antes o cuidado de soltar a trava que fixa os módulos no trilho, conforme mostra a figura 4-13. 61

Capítulo 4 Instalação Figura 4-13 Retirada dos Módulos do Trilho Retirar o cabo do barramento, puxando-o para cima até soltar-se do módulo Inserir uma chave de fenda na trava de fixação, por baixo do módulo Girar a chave de fenda, de modo a forçar a trava para baixo Inclinar o módulo para cima e a seguir levantá-lo para retirá-lo do trilho Conexão do Cabo Plano A fonte suplementar QK2512 conecta-se aos módulos de E/S da série QUARK através de um cabo plano de barramento com 16 vias, existentes em 4 modelos, conforme o número de módulos utilizado: QK1304: conecta a fonte a até 4 módulos de E/S QUARK QK1308: conecta a fonte a até 8 módulos de E/S QUARK QK1312: conecta a fonte a até 12 módulos de E/S QUARK QK1316: conecta a fonte a até 16 módulos de E/S QUARK Para a conexão do cabo plano deve-se iniciar a partir da fonte, onde devem ser conectados dois conectores, sendo conectados os módulos de E/S a seguir. Deve-se observar que existem duas ranhuras na parte superior de cada módulo, que servem como guia para a introdução da peças plásticas que envolvem os conectores do cabo plano. Os conectores do cabo plano devem ser introduzidos firmemente nos conectores dos módulos, a fim de se obter um bom contato elétrico e garantia de funcionamento. CUIDADO: TodasasconexõesdevemserfeitascomUCP DESENERGIZADA. ATENÇÃO: Os cabos planos possuem polaridade para inserção com conector específico para a UCP e conectores para os módulos de E/S. 62

Capítulo 4 Instalação Figura 4-14 Interligação de Módulo QUARK com o Cabo Plano Caso o número de módulos empregado no sistema não seja múltiplo de 4, sobrará um pedaço do cabo planoaoladodoúltimomódulodosistema.paraquenãofiquesimplesmentependuradoaoladodo módulo, pode-se tomar uma das alternativas a seguir: cortar o cabo plano rente ao último conector utilizado, utilizando-se de uma tesoura afiada preencher o resto do barramento com módulos cegos QK1501 Instalação Elétrica Informações Gerais A instalação dos CPs ALTUS deve respeitar a norma IEEE 518/1977, "Guide for Installation of Electrical Equipment to Minimize Electrical Noise Inputs to Controllers External Sources". Para realizar as conexões elétricas do CP, é necessário que os módulos estejam instalados no painel de montagem e fixados mecanicamente pelos manípulos. Distribuição das Alimentações no Armário A forma como é realizada a distribuição dos cabos de sinais e alimentações é, sem dúvida, um dos pontos mais importantes da instalação de controladores programáveis. A correta distribuição dos cabos no armário e o correto aterramento das partes garantem a compatibilidade eletromagnética (EMC) da instalação, protegendo-a contra interferências. 63

Capítulo 4 Instalação A tabela 4-1 deste capítulo apresenta uma lista de bitolas corretas dos cabos de ligação para cada tipo de módulo. PERIGO: Ao realizar qualquer distribuição dos cabos nos dutos ou alterar a posição de cabos, certifiquese de que a alimentação geral do armário esteja DESLIGADA. A alimentação do CP deve possuir chave geral, que desenergiza a fonte de alimentação principal e as fontes suplementares. Embora o CP já possua proteções contra curto-circuito, recomenda-se o uso de bornes para alimentação geral do painel de montagem com fusíveis integrados, bem como a previsão de uma tomada fornecendo 110 ou 220 Vac, para uso do terminal de programação. É importante que esta tomada possua terminal de aterramento, pois o terminal de programação deverá, obrigatoriamente, possuir conexão com o terra do sistema. Todas as tomadas do armário devem possuir indicação clara de suas tensões. É importante que as alimentações do painel elétrico sejam corretamente distribuídas, através de barras de distribuição ou bornes de ligação. A partir destes pontos de distribuição geral, leva-se um cabo próprio a cada ponto específico a ser alimentado. Deve-se evitar ramificações locais nas alimentações dos módulos, diminuindo-se assim os percursos dos cabos conduzindo alta corrente. Aconselha-se a reunião dos bornes de alimentação em determinado espaço da régua de bornes, evitando-se misturá-los com os bornes de sinais dos módulos para maior facilidade na sua localização. ATENÇÃO: A ALTUS não recomenda emendas em cabos que possam causar danos ao sistema ou mesmo problemas de conexão no mesmo. Para ramificações, como, por exemplo, as conexões dos sinais do armário aos elementos da máquina ou processos controlados, utilizar régua de bornes. É necessário uma borneira geral ou uma barra de terra no armário, onde serão realizados todos os aterramentos de fontes e módulos. Esta barra deve estar ligada a um terra com baixa resistência. Distribuição dos Demais Circuitos Para melhor desempenho do equipamento, é necessário separar os circuitos quanto ao seu tipo, para reduzir interferências eletromagnéticas: circuitos de alimentação AC e acionamentos de cargas AC e DC circuitos de entrada e saídas digitais de baixa corrente (menor ou igual a 1 A) circuitos analógicos Estes circuitos devem ser distribuídos em calhas separadas ou evitando-se que se disponham paralelamente uns aos outros. A distância mínima de 150 mm é recomendada entre todos os sinais de E/S e alimentações maiores que 500 V. Cabos de Alimentação e Sinais A conexão de alimentações e sinais é realizada pelo painel frontal das fontes e módulos em bornes específicos. A bitola dos cabos utilizados deve ser corretamente dimensionada conforme as indicações da tabela 4-1. Módulo Terminal Diâmetro mínimo indicado Entradas digitais + V 1,0 mm 2 64

Capítulo 4 Instalação 0V Pinos de sinal 1,0 mm 2 0,5 mm 2 Saídas digitais de baixa corrente +V 0V Pinos de sinal 1,0 mm 2 0,5 mm 2 0,5 mm 2 Saídas digitais 2 A +V 0V Pinos de sinal 1,5 mm 2 1,0 mm 2 1,0 mm 2 Alimentação 110 / 220 Vac ou F1, F2 1,0 mm 2 Vdc Alimentação 24 / 48 Vac ou F1, F2 1,5 mm 2 Vdc Alimentação 24 Vdc +V 0V 1,5 mm 2 1,5 mm 2 Aterramento 1,5 mm 2 Tabela 4-1 Bitolas dos Cabos de Conexão Alimentação da Fonte Principal do Sistema Para a alimentação do barramento principal do sistema podem ser utilizadas as fontes AL-3501, AL-3510, AL-3511 e AL-3512. As tensões de operação destas fontes estão colocadas na tabela 4-2. Módulo AL-3501 AL-3510 AL-3511 AL-3512 Tensão de operação 20a30Vdc 93a253Vac 110a220Vdc 19,2 a 57,6 Vdc 93,5 a 253 Vac 100a300Vdc Tabela 4-2 Tensões da Fonte de Alimentação Principal As fontes de alimentação AL-3512 e AL-3511 substituem, respectivamente, as fontes AL-3510 e AL-3501. Os cabos com as tensões de alimentação devem ser ligados aos conectores apropriados do modelo de fonte escolhido. O terminal de aterramento da fonte (GND) deve ser conectado através de um cabo exclusivo diretamente à barra de aterramento do painel de montagem. Deve ser consultado o Manual de Características Técnicas de Controladores Programáveis para maiores informações. Alimentação e Conexões das Fontes Suplementares As fontes suplementares que alimentam os demais barramentos do sistema possuem as tensões de entrada mostradas na tabela 4-3. Módulo AL-2512 QK2512 Tensão de operação 93,5 a 253 Vac 100a300Vdc 93,5 a 253 Vac 100a300Vdc Tabela 4-3 Tensões da Fonte de Alimentação Suplementar Os cabos com as tensões de alimentação devem ser ligados aos conectores apropriados do modelo de fonte escolhido. 65

Capítulo 4 Instalação O terminal de aterramento da fonte (GND) deve ser conectado através de um cabo exclusivo diretamente à barra de aterramento do painel de montagem. Cada fonte suplementar conecta-se a uma interface de barramento AL-3411 através do cabo AL-1367. Esta conexão pode ser executada com o CP energizado, desde que a chave de troca a quente da fonte esteja na posição STBY e o CP esteja configurado para troca de módulos a quente. A figura 4-15 mostra a conexão do cabo AL-1367 à fonte AL-2512 e a alimentação desta última. Figura 4-15 Conexão do Cabo AL-1367 A conexão do cabo plano do barramento com a fonte suplementar e os módulos de E/S está descrita na seção Instalação dos Módulos, neste mesmo capítulo. Deve ser consultado o Manual de Características Técnicas de Controladores Programáveis para maiores informações sobre as fontes suplementares. Alimentação e Conexões dos Módulos de E/S Para alimentação e conexão dos módulos de E/S do sistema, cuidados especiais devem ser tomados, principalmente em relação aos módulos analógicos. Informações detalhadas sobre a instalação e conexão de cada módulo podem ser obtidas no Manual de Características Técnicas de Controladores Programáveis. A tabela 4-1 na seção Cabos de Alimentação e Sinais neste mesmo capítulo apresenta as bitolas corretas dos cabos a serem utilizados. São sugeridas ainda algumas precauções extras: utilizar cabos flexíveis, para facilitar a instalação e manutenção do armário cabos que carregam o mesmo tipo de sinal, por exemplo sinal de entrada e seu 0V, devem ser colocados juntos na calha percorrendo o menor caminho possível e, em caso de problemas com interferência eletromagnética, devem ser trançados utilizar cabos aos pares com malha aterrada para os canais analógicos; em ambientes com grandes fontes geradoras de ruído eletromagnético (motores, contatores) próximas, utilizar cabos com pares trançados e blindagem 66

Capítulo 4 Instalação não instalar cabos de sinais em paralelo com cabos de alimentação, prendendo-os em bornes distintos dos bornes destinados às alimentações ATENÇÃO: Módulos de E/S não optoacoplados possuem o seu ponto de 0 V conectado diretamente ao 0 V da fonte do sistema. Fontes de alimentação externas que forneçam tensões para estes módulos devem ter o seu 0 V aterrado no mesmo ponto das fontes do sistema. Caso contrário, correntes espúrias podem surgir. Interface Serial A conexão dos canais seriais é realizada através de conectores fêmea DB9, localizados no painel frontal da UCP, conforme mostrado na figura 4-16. Figura 4-16 Conexão ao Canal Serial da UCP AL-2002/MSP ATENÇÃO: Antes de conectar os canais seriais de dois equipamentos quaisquer, é imprescindível que ambos os equipamentos possuam um ponto de aterramento em comum. Recomenda-se que o conector do cabo fique firmemente parafusado no painel frontal, para garantir o aterramento do cabo de comunicação e aumentar a imunidade a ruídos. A UCP AL-2002/MSP possui somente um canal serial, denominado ALNET I, no padrão RS-232C, cuja pinagem é apresentada na tabela 4-4. Pino Sinal Descrição 1 PGND terra de proteção 67

Capítulo 4 Instalação 2 TX dado transmitido 3 RX dado recebido 4 RTS request-to-send 5 CTS clear-to-send 6 DSR data-set-ready 7 SGND terra de sinal 8 não conectado 9 DTR data-terminal-ready "Case" PGND terra de proteção Tabela 4-4 Pinagem do Conector Serial RS-232 As UCPs AL-2003 e AL-2004 possui dois canais seriais, denominados ALNET I e COM. O canal principal ALNET I segue o padrão RS-232C, com a pinagem apresentada na tabela 4-4. Pode-se definir o padrão do canal secundário COM com o uso dos módulos seriais AL-2405. Utilizando-se o módulo AL-2405/232, o canal COM segue o padrão RS-232C. Com o uso do módulo AL-2405/485I, o canal COM segue o padrão EIA485, com a pinagem apresentada na tabela 4-5. Pino Sinal Descrição 1 PGND terra de proteção 2 não conectado 3 D+ dados tx/rx + 4 não conectado 5 BR- referência de tensão 0 V 6 BR+ referência de tensão +5 V 7 não conectado 8 D- dados tx/rx - 9 não conectado "Case" PGND terra de proteção Tabela 4-5 Pinagem do Conector Serial EIA485 A tabela 4-6 apresenta os cabos disponíveis para utilização dos canais seriais das UCPs. Cabos Equipamentos Interligados Comp. AL-1342 AL-2002/MSP ou AL-2003 ou Micro IBM-PC (DB9) 3 m AL-2004 AL-1343 AL-2002/MSP ou AL-2003 ou Micro IBM-PC (DB25) 3 m AL-2004 AL-1344 AL-2002/MSP ou AL-2003 ou Modem padrão RS-232C 3 m AL-2004 AL-1345 Micro IBM-PC Modem padrão RS-232C 3 m AL-1346 Notebook ou AL-3904 Modem padrão RS-232C 3 m AL-1366 AL-2002/MSP ou AL-2003 ou FT5, FT10 (RS-232C) 3 m AL-2004 AL-1331 AL-2002/MSP ou AL-2003 ou FT1, FT3 (RS-232C) 3 m AL-2004 AL-1321 AL-2002/MSP ou AL-2003 ou FT51, FT52, FT55 (RS-232C) 3 m AL-2004 AL-1338 AL-2003 ou AL-2004 FT1, FT3, FT5, FT10 (EIA485) 3 m AL-1322 AL-2003 ou AL-2004 FT51, FT52, FT55 (EIA485) 3 m AL-1397 AL-2002/MSP ou AL-2003 ou AL-1413 3 m AL-2004 AL-2301 AL-2002/MSP ou AL-2003 ou AL-2600 3 m AL-2004 AL-2321 AL-2002/MSP ou AL-2003 ou AL-2004 AL-2410 2/10 m Tabela 4-6 Cabos para Conexão Serial 68

Capítulo 4 Instalação Informações mais detalhadas sobre os cabos e as interfaces estão disponíveis no Manual de Características Técnicas de Controladores Programáveis. Para requisição destes produtos consulte o apêndice B, Acessórios, destemanual. ALNET II Os procedimentos de instalação, configuração e utilização da rede ALNET II estão descritos no Manual de Utilização ALNET II. 69

Capítulo 4 Instalação Instalação do Módulo Serial AL-2405 O canal serial auxiliar das UCPs AL-2003 e AL-2004 (inscrição COM no painel frontal) pode operar nos padrões RS-232C ou EIA485, através do uso do módulo serial AL-2405/232I ou AL-2405/485I, respectivamente. Este módulo possui o formato de uma pequena placa retangular que deve ser conectada à placa de circuito da UCP AL-2003, através dos conectores existentes em ambas. Para o funcionamento do canal serial auxiliar COM dos AL-2003 ou AL-2004, é indispensável que esteja conectado ao mesmo um módulo AL-2405. Entretanto, caso este canal serial não seja utilizado, o AL-2003 pode operar sem o módulo AL-2405. Para a instalação do AL-2405, as duas fileiras de pinos de conexão (CM1 e CM2) existentes no mesmo devem ser inseridos completamente nos conectores fêmeas (CF4 e CF3) existentes na parte central da placa de circuito do AL-2003, na altura do conector COM do painel. A figura 4-17 mostra a posição do AL-2405 depois de instalado na placa de circuito do AL-2003, e a posição dos conectores. AL-2003 / AL-2004 1 6 K AL-2405 Conector COM (DB9) CM2 CM1 CF3 1 CF4 1 Figura 4-17 Posição do Módulo AL-2405 nas UCPs AL-2003 e AL-2004 Cuidar para que os 10 pinos de CM2 (AL-2405) estejam corretamente inseridos em CF3 (AL-2003/AL-2004) e que os 24 pinos de CM1 (AL-2405) estejam corretamente inseridos em CF4 (AL-2003/AL-2004). Cuidar para que não existam pinos sobrando do conector fêmea (inserção desalinhada) ou pinos tortos. O módulo AL-2405 não acompanha o produto AL-2003 ou AL-2004, devendo ser adquirido separadamente. 70

Capítulo 4 Instalação da Expansão de Memória RAM Instalação A UCP AL-2002/MSP permite o aumento da memória RAM para o programa aplicativo de 32 Kbytes para 128 Kbytes, instalando-se a expansão de memória AL-2650. As UCPs AL-2003 e AL-2004 já possuem originalmente 128 Kbytes de memória RAM para o programa aplicativo, não utilizando expansões. A expansão de memória RAM AL-2650 (128 Kbytes) é instalada no soquete identificado como U6 da placa de circuito impresso da UCP AL-2002/MSP, substituindo o circuito integrado existente neste soquete. ATENÇÃO Ao efetuar a troca de memórias, os módulos do programa aplicativo que não estejam armazenados em Flash e os valores dos operandos do CP serão perdidos. Deve ser efetuada uma cópia do programa e dos valores antes da troca, caso necessário. ATENÇÃO Os componentes internos das UCPs e os módulos de expansão de memória são sensíveis a descargas eletrostáticas (ESD). O contato com componentes da placa de circuito e a manipulação dos módulos de memória somente podem ser realizados em local protegido contra ESD ou observando-se os cuidados mínimos de proteção, sob pena de danificar os componentes. Deve-se ter especial cuidado na colocação da memória RAM AL-2650, sob pena de não funcionamento da UCP: orientação: alertar para o alinhamento do pino 1 da memória com o pino 1 do soquete atentar para que a memória RAM AL-2650 não fique com pinos dobrados na sua inserção no soquete A figura 4-18 apresenta o procedimento de retirada da memória. Para tanto, deve-se inserir a ponta de uma chave de fenda chata entre o circuito integrado e o seu soquete, movimentando a chave com cuidado, afastando o integrado do soquete até a sua remoção. Para facilitar o processo e evitar a dobra dos pinos, sugere-se a inserção alternada da chave de fenda na parte inferior e superior do circuito integrado. Figura 4-18 Remoção da RAM do Soquete 71

Capítulo 4 Instalação Após a retirada da memória original, insere-se a nova no mesmo soquete. A memória RAM apresenta-se em dois tamanhos: 32 Kbytes com 28 terminais e 128 Kbytes com 32 terminais. O soquete na placa para memória RAM permite inserção de memória de até 32 terminais. A figura 4-19 mostra a correta posição de inserção das memórias RAM no soquete. Figura 4-19 Soquete para Memória RAM ATENÇÃO: Antes de inserir a UCP no bastidor, conferir a correta inserção das memórias. Conferir a sua posição e verificar se nenhum de seus terminais quebrou ou foi inserido dobrado. Instalação da Expansão de Memória Flash EPROM A UCP AL-2002/MSP permite o aumento da memória Flash EPROM para o programa aplicativo de 32 Kbytes para 128 Kbytes, instalando-se a expansão de memória AL-2652. As UCPs AL-2003 e AL-2004 já possuem originalmente 1 Mbyte de memória Flash EPROM para o programa aplicativo, não utilizando expansões. A expansão de memória Flash AL-2652 (128 Kbytes) é instalada no soquete identificado como U5 da placa de circuito impresso da UCP AL-2002/MSP, substituindo o circuito integrado existente neste soquete. A instalação da expansão de memória Flash EPROM AL-2652 deve ser feita da mesma maneira que a expansão de memória RAM AL-2650, conforme procedimento colocado na seção anterior deste capítulo, com a diferença de que a expansão de memória Flash deve ser inserida no soquete denominado U5. Deve-se observar as mesmas recomendações quanto aos cuidados com ESD e com a inserção do módulo no soquete. Cuidados Gerais Conexões A correta fixação dos conectores nos painéis das UCPs e dos módulos do sistema garantem a segurança do equipamento e seu correto funcionamento. Para isso, devem ser verificados os seguintes pontos: 72

Capítulo 4 Instalação os cabos junto aos bornes de ligação do painel de montagem devem estar com conexão segura e firme os bornes de alimentação e aterramento das partes do sistema devem estar firmes e bem conectados, assegurando boa passagem de corrente os conectores de ligação dos módulos devem estar firmemente encaixados a conexão do terra da UCP ao terra do painel de montagem deve estar firme e com a bitola de cabo correta (mínimo 1,5 mm 2 ), para garantir bom aterramento Distribuição das Alimentações Fora do Armário Em aplicações onde o armário está distante da máquina ou do sistema a ser controlado, embora esteja no mesmo prédio, recomenda-se os seguintes procedimentos: a condução dos cabos do armário à máquina deve ser feita em condutores metálicos o aterramento destes dutos deve ser feito a cada 20 metros separar os cabos em dois grupos para distribuição nos dutos: cabos de sinais digitais até 60 V, cabos blindados conduzindo sinais analógicos e cabos blindados com alimentações até 230 V cabos com tensão superior a 230 V Iluminação do Armário É fundamental que se coloque iluminação interna no armário, acionada por interruptor, para facilitar a sua operação. Recomenda-se que a iluminação seja com lâmpadas incandescentes, pois lâmpadas fluorescentes podem gerar interferências indesejáveis. Se estas forem utilizadas, as seguintes precauções devem ser tomadas de modo a reduzir a interferência: colocar tela metálica entre a lâmpada e o armário, para reduzir a emissão de ruídos colocar blindagem nos cabos de alimentação da lâmpada proteger o interruptor em caixa metálica e colocar filtro na rede de alimentação junto à chave Blindagem Recomenda-se blindagem especial para a porta do armário, paredes internas ou gavetas que eventualmente o armário possua. Fortes fontes geradoras de interferência eletromagnética (transformadores, motores, cabos com alta corrente ou tensão) situadas dentro do armário, devem ser cobertos por chapas metálicas aterradas, quando situados a menos de 50 cm das partes eletrônicas do CP. Cabos que ultrapassam as partes blindadas devem ser blindados ou filtrados. Os cabos blindados dentro do armário devem ser aterrados em ambas extremidades. Os demais cabos blindados só não devem ser aterrados em ambas as extremidades, quando existirem diferenças de tensão entre os pontos de aterramento ou recomendação específica. Alimentações Conferir se as tensões das alimentações estão dentro dos valores especificados nas características técnicas (ver capítulo 2, Descrição Técnica). ATENÇÃO: Onde houver alta tensão, colocar etiqueta de aviso e proteções que não permitam o fácil acesso. 73

Capítulo 4 Instalação Temperatura e Potência Os equipamentos ALTUS são projetados para trabalhar a uma temperatura ambiente de 60 C (exceto quando especificado). Portanto, esta deve ser a temperatura interna máxima do armário. Alguns procedimentos para instalação do CP são necessários: utilizar armários com volume interno suficiente para uma boa circulação de ar é fundamental que se instale ventilação forçada ou trocadores de ar com o meio externo, para que não haja elevação da temperatura além do limite; em casos críticos, recomenda-se o uso de equipamentos de refrigeração, para manter o equipamento operando dentro dos níveis de temperatura de operação distribuir de forma homogênea fontes de calor dentro do armário, para evitar pontos de aquecimento considerar a dissipação nos cabos que conduzem correntes mais elevadas para evitar superaquecimento interno às calhas Interferência Eletromagnética A interferência eletromagnética (EMI) é responsável pela grande maioria dos problemas encontrados em equipamentos instalados, devido a não terem sido tomadas medidas de proteção apropriadas. Pode-se reduzir significativamente estes problemas se as seguintes precauções forem seguidas: correta distribuição e arranjo dos cabos nas calhas, evitando misturar cabos de alimentação com cabos de sinais partes metálicas inativas devem ser aterradas no armário caso existam elementos que causem emissão de ruídos recomenda-se o uso de blindagens especiais filtrar cabos de sinais e alimentação A figura 4-20 mostra um exemplo de filtragem para os cabos de alimentação do armário. Figura 4-20 Filtros para Alimentação do Armário 74

Capítulo 4 Instalação Supressores de Ruído É extremamente importante a conexão de supressores de ruído de porte adequado diretamente em todas as cargas indutivas (relés, contactoras, solenóides, etc.) acionadas ou não pelo CP. O acionamento de cargas indutivas gera fortes ruídos elétricos que, se não atenuados em sua origem, podem atingir o CP, afetando seu funcionamento. A figura 4-21 mostra alguns exemplos de elementos recomendados para supressão de ruídos em cargas indutivas. Figura 4-21 Supressores de Ruído No caso de cargas resistivas (lâmpadas, LEDs de sinalização, resistores de aquecimento, etc.), não é necessário o uso destes dispositivos. Fusíveis Recomenda-se verificar os fusíveis do sistema e dos módulos, certificando-se que os mesmos estejam em bom estado e com valor e tipo correto, antes de energizar o sistema. ATENÇÃO: Nunca se deve substituir um fusível por outro de maior valor de corrente, sob pena de causar sérios danos ao equipamento. Proteção contra Raios Em aplicações externas, em que os cabos ou linhas de comunicação do CP com os sinais de campo saiam para fora da instalação ou percorram caminhos a céu aberto, deve-se considerar os possíveis danos causados por raios. Recomenda-se o uso de varistores ou arrestores (com gases inertes) nestes cabos, para proteção do sistema contra sobretensões decorrentes da queda de raios nestas linhas. Algumas blindagens especiais também são necessárias, conforme mostra a figura 4-22. 75

Capítulo 4 Instalação Figura 4-22 Proteção Contra Raios É recomendável que se instalem estes dispositivos de proteção junto à entrada da indústria ou mesmo juntoaoarmário. A figura 4-22 mostra a forma correta de instalação de proteção contra raios para um sistema genérico. Cada sistema possui detalhes próprios de instalação, portanto recomenda-se que se estude cada caso individualmente para definição da melhor forma de proteção. Em casos considerados críticos, consulte diretamente o Departamento de Suporte da ALTUS. Teste de Funcionamento Para verificação da correta instalação do sistema, recomenda-se os seguintes procedimentos de teste do CP: Energizar o sistema. Na primeira vez que é energizado, o CP deve ficar com o LED PG (programação) piscando e o LED ER (erro) ligado, indicando a ausência de programa aplicativo. Caso o sistema não inicialize (não ligue ou não pisque nenhum LED), consulte o capítulo 5, Manutenção Caso o sistema inicialize, conectar o programador e verificar seu modo e diretório de módulos. Passar o CP para programação. Pode-se então, carregar os módulos de software que compõem o programa aplicativo e colocar o CP em modo execução. Outras informações para a elaboração de programa aplicativo podem ser encontradas no capítulo 3, Configuração, destemanual.para informações detalhadas recomenda-se o manual de utilização do software programador correspondente. Substituição entre AL-2002, AL-2003 ou AL- 2004 A UCP AL-2002/MSP de um sistema já instalado pode ser substituída por uma UCP AL-2003 ou por uma AL-2004, pelo fato serem funcionalmente compatíveis. Esta possibilidade é útil para a expansão 76

Capítulo 4 Instalação de sistemas para além dos limites suportados pela UCP AL-2002/MSP ou para o aumento do desempenho no processamento de controle. Para a substituição das UCPs, deve-se inicialmente converter o programa aplicativo elaborado para a UCP AL-2002/MSP para as UCPs AL-2003/AL-2004. Esta conversão é executada pelo programador MasterTool Programming, conforme descrito no item Conversão de Código AL-2002 - AL-2003 - AL-2004,nocapítulo2,Descrição Técnica. Após a conversão, as UCPs devem ser trocadas e o novo programa aplicativo carregado na UCP AL-2003 ou AL-2004. O novo sistema de controle deve ser completamente testado, realizando-se os ajustes necessários para o seu comportamento correto. Pela compatibilidade funcional das UCPs, normalmente não são necessários ajustes no programa convertido. Entretanto, devido ao aumento na velocidade de processamento do AL-2003/AL-2004 em relação ao AL-2002/MSP, pode haver necessidade de modificações em seqüenciamentos de controle, inserção de atrasos ou outras medidas, conforme o caso, para o correto funcionamento do sistema. 77

Capítulo 5 Manutenção Manutenção Este capítulo refere-se à manutenção do sistema. Nele estão contidas informações sobre diagnósticos do sistema e procedimentos do operador em caso de erros. CP não Entra em Funcionamento Se ao energizar o sistema a UCP não entra em atividade (todos os LEDS do painel desligados), os seguintes procedimentos devem ser executados: Verificar o estado do fusível da fonte de alimentação principal do CP. Caso o fusível esteja queimado, substituí-lo e religar o sistema. Em caso de nova queima, verificar os itens descritos a seguir. Se todos estiverem corretos, substituir a fonte de alimentação. Verificar tensão de entrada nas fontes de alimentação do CP. Caso acuse problema de sobretensão na alimentação, o sistema de proteção da fonte deve ter queimado o fusível interno. Para substituição do fusível, consultar o Manual de Características Técnicas de Controladores Programáveis para a fonte em questão. Verificar o bom estado das conexões de cabos e conectores. Em caso de problemas de conexões, consertá-las e reenergizar o sistema. Verificar se o dimensionamento de correntes dos barramentos de E/S ultrapassa o máximo especificado nas características técnicas das fontes de alimentação. Consultar a seção Dimensionamento das Correntes dos Barramentos no Apêndice A, Subsistema de E/S. Verificar a necessidade de uso de dispositivos de proteção recomendados no Capítulo 4 Instalação. Caso persista o problema, consultar o Departamento de Suporte da ALTUS. Diagnósticos do Painel As UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 possuem LEDs no seu painel frontal para indicar diferentes modos de operação, auxiliando também no diagnóstico de possíveis erros. Estes LEDs são mostrados na figura 5-1. 78

Capítulo 5 Manutenção Figura 5-1 LEDs de Indicação de Estado da UCP A tabela 5-1 apresenta os estados possíveis de serem visualizados nos 5 primeiros LEDs (EX, PG, FC, ER, WD) das UCPs. Modo de Operação Estado dos LEDs EX PG FC ER WD Execução Programação Ciclado Execução com forçamentos, compactação, saídas desabilitadas ou carga de módulo Programação com forçamentos, compactação, saídas desabilitadas ou carga de módulo Ciclado com forçamentos, compactação, saídas desabilitadas ou carga de módulo Erro de E/S, tempo de ciclo de programa X excedido Erro de programa X Erro de cão-de-guarda Ligado Piscando Desligado X Tabela 5-1 LEDs de Identificação do Modo de Operação do CP A tabela 5-2 apresenta os estados possíveis de serem visualizados nos LEDs que indicam a atividade do canal serial ALNET I, padrão RS-232C. 79

Capítulo 5 Manutenção Atividade ALNET I Estado dos LEDs TX RX Sem atividade no canal CP transmitindo mensagem X CP recebendo mensagem X CP transmitindo e recebendo mensagem X X continuamente Piscando Desligado X Tabela 5-2 LEDs de Transmissão e Recepção ALNET I A tabela 5-3 apresenta os estados possíveis de serem visualizados nos LEDs que indicam a atividade da rede ALNET II. Atividade ALNET II Estado dos LEDs TX RX Sem atividade na rede CP transmitindo mensagem X X CP recebendo mensagem ou mensagem para X outro CP da rede Piscando Desligado X Tabela 5-3 LEDs de Transmissão e Recepção ALNET II Erros na Operação Esta seção lista anormalidades mais comuns encontradas na operação dos CPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004. Nela estão incluídas explicações sobre a identificação de cada tipo de erro e procedimentos a serem executados a fim de corrigi-lo. A figura 5-2 apresenta um fluxograma de procedimentos a serem executados diante de diversos tipos erros que podem ser detectados no CP. 80

Capítulo 5 Manutenção Figura 5-2 Fluxograma de Atuação em Caso de Erro Erros Detectados na UCP A seguir são apresentados detalhadamente os erros mais comuns e ações para corrigi-los, conforme descrito no fluxograma da figura 5-2. LED WD ligado: circuito de cão-de-guarda da UCP ativo. Desligar e religar a alimentação AC do sistema. Se o erro persistir, conectar o programador e tentar passar o CP para modo programação, disparando o comando correspondente nos três segundos iniciais após a energização do controlador programável. Se for possível a passagem para modo programação, existe algum erro no programa aplicativo, devendo o mesmo ser analisado. Caso contrário, a UCP está com defeito, devendo ser substituída. LEDs ER e PG ligados: erro de programa na UCP. O programa aplicativo carregado na UCP não está correto; não existe algum dos módulos de programa indispensáveis (C-.000 e E-.001); o programa aplicativo está com erro ou o "checksum" de algum módulo de programa está incorreto. Consultar a causa exata do erro com o software programador na janela de informações de estado do CP. Se o programa aplicativo está correto ou a causa do erro foi "checksum" incorreto, passar para modo programação, remover todos os módulos de programa e carregar novamente todo o programa aplicativo. Caso persista o erro, a UCP está com defeito, devendo ser substituída. LED ER ligado e LED EX piscando: erro de execução do programa ou de E/S. Houve algum erro durante a execução do programa aplicativo, como tempo de ciclo excedido, ou foi detectada falha no barramento de ligação aos módulos de E/S. Consultar a causa exata do erro com o software programador na janela de informações de estado do CP. Se o erro for de tempo de ciclo, deve-se reduzir o programa até atingir o tempo de ciclo desejado ou aumentar o tempo máximo de ciclo no programador. Para maiores informações, consultar o manual de utilização do software programador utilizado. Se o erro for de barramento, verificar as conexões dos barramentos de E/S. Se o erro persistir, desconectar todos os módulos do barramento. Conectar um a um alterando o módulo de configuração a cada inserção e testando o funcionamento do CP até voltar a configuração completa. Não havendo solução do problema, substituir a fonte de alimentação, substituir um a um os módulos de E/S e finalmente a UCP. 81

Capítulo 5 Manutenção LED RX ALNET I não pisca quando se buscam informações do CP com o programador através deste canal serial. Verificar o modelo e as condições do cabo de interligação do microcomputador e a UCP. Conferir se o canal de comunicação utilizado no microcomputador é o selecionado pelo programador. Verificar o aterramento entre os equipamentos. Caso persista o erro, provavelmente a porta serial do microcomputador ou do CP estão danificadas. Substituir a UCP e utilizar outro microcomputador ou outra porta serial com o software programador. LED RX ALNET I pisca e LED TX ALNET I não pisca quando se buscam informações do CP com o software programador através deste canal serial. Se o LED WD estiver acionado, executar os procedimentos correspondentes. Caso não esteja, substituir o cabo de comunicação. Persistindo o erro, substituir a UCP. Erros Detectados nas Fontes de Alimentação LED BATT LOW ligado: A bateria da fonte de alimentação está descarregada ou não está instalada. Substituir a bateria da fonte pelo modelo especificado no Manual de Características Técnicas de Controladores Programáveis, na seção correspondente ao modelo de fonte utilizado. LED POWER ligado e algum dos LEDs indicativos de tensão desligados. Substituir a fonte de alimentação, pois a mesma não está gerando a tensão correspondente. LED POWER e LEDs de tensão piscam intermitentemente. Desenergizar a fonte de alimentação. Remover um a um os módulos presentes no barramento, reenergizando a fonte após cada remoção, até que o problema não mais ocorra. O último módulo removido provavelmente está com defeito, causando o erro de funcionamento na fonte de alimentação. Erros Detectados no Subsistema de E/S LED FAULT em algum módulo de E/S está ligado. Passar o CP para modo programação ou desabilitar as suas saídas com o terminal de programação. Verificar se algum ponto de saída do módulo permanece acionado. Em caso afirmativo, trocar o módulo. Em caso contrário, verificar os fusíveis do módulo, medir os valores e polaridades das tensões de alimentação do mesmo. Observar os conectores e sobrecarga no acionamento. Caso as condições de funcionamento estejam corretas e o erro persista, substituir o mesmo. LED ACTIVE em algum módulo de E/S não pisca. Verificar as alimentações, fusíveis e a conexão do módulo ao cabo plano do barramento de E/S. Caso o erro persista, conferir se o mesmo foi corretamente especificado na declaração do barramento no módulo C do programa aplicativo e se as suas pontes de ajuste estão corretamente posicionadas. Se o erro ainda persistir, trocar o módulo, o cabo do barramento de E/S e o CP, respectivamente. Ponto de entrada digital com estado fixo no programa independente seu acionamento elétrico. Verificar as tensões de operação do módulo, as conexões do cabo plano do barramento e dos demais cabos, verificar os fusíveis e a correta instalação elétrica do sistema. Ponto de saída digital aciona sozinho ou não aciona com o comando do CP. Verificar as tensões de operação do módulo, as conexões do cabo plano do barramento e dos demais cabos, verificar os fusíveis e a correta instalação elétrica do sistema. Verificar se a carga do módulo está dentro dos valores mínimos e máximos especificados no Manual de Características Técnicas de Controladores Programáveis. Pontos de entrada ou saída analógica com leituras erradas. 82

Capítulo 5 Manutenção VerificarseoscaboseasinstalaçõesrespeitamasespecificaçõesdescritasnoManualde Características Técnicas de Controladores Programáveis. ATENÇÃO: Nunca se deve substituir um fusível por outro de maior valor de corrente, sob pena de causar sérios danos ao equipamento. ATENÇÃO: Se após a execução destes procedimentos o problema não for resolvido, recomenda-se anotar os procedimentos executados, substituir os equipamentos avariados e entrar em contato com o Departamento de Suporte da ALTUS para manutenção do sistema. Informações e STATUS do CP Os STATUS e os diagnósticos do AL2003 e AL2004 podem ser monitorados através do módulo de função F-STCP.044. Esta função pode ser adquirida no pacote de módulos de funções do MasterTool. Este módulo de função pode retornar informações de versão do executivo do CP, espaço livre nos bancos de RAM e EEPROM, tempo de execução do ciclo, mensagens de advertência, etc. O modo de configuração da função F-STCP.044 pode ser visto abaixo: F-STCP.044 - Função Status do UCP Introdução A função F-STCP.044 retorna o status da UCP em um bloco de operandos M ou em uma TM. Este status corresponde aos mesmos parâmetros que são respondidos no comando 37 do protocolo ALNETI. Programação As células da instrução CHF utilizada para a chamada da função são programadas do seguinte modo: - OPER1 - Especifica o número de parâmetros que são passados para a função em OPER3. Este operando deve ser obrigatoriamente uma constante memória com valor 1 (KM+00001). - OPER2 - Deve ser um operando do tipo constante memória com valor 0 (KM+0000). Este operando define o número de parâmetros possíveis de serem programados na janela de edição de OPER4. Como esta função não necessita de nenhum parâmetro em OPER4, o valor de OPER2 é 0. 83

Capítulo 5 Manutenção - OPER3 - Contém os parâmetros que são passados para a função, declarados através de uma janela visualizada no MasterTool, AL-3830 ou AL-3832 quando a instrução CHF é editada. O número de parâmetros editáveis é especificado em OPER1, sendo fixo em 1 para este módulo: TMXXXX ou MXXXX: Tabela ou bloco de operandos M onde será escrito o status que foi lido do CP. A tabela deve conter 50 posições. Em caso de operandos M a função escreve no operando declarado e nos 49 subsequentes, sendo que estes devem estar declarados no módulo C do projeto. - OPER4 - Não utilizado. Descrição dos Operandos de Status Segue descrição dos operandos e o índice no qual se encontram dentro da tabela da função. Em caso de operando M, o operando declarado representa o índice 00. 84

Capítulo 5 Manutenção Byte 00 Identificação do modelo da UCP 01 Caracter 0 de identificação auxiliar da UCP 02 Caracter 1 de identificação auxiliar da UCP 03 Caracter 2 de identificação auxiliar da UCP 04 Caracter 3 de identificação auxiliar da UCP 05 Caracter 4 de identificação auxiliar da UCP 06 Caracter 5 de identificação auxiliar da UCP 07 Caracter 6 de identificação auxiliar da UCP 08 Caracter 7 de identificação auxiliar da UCP 09 Versão do Executivo (Parte Alta) 10 Versão do Executivo (Parte Baixa) Descrição 00H - AL-3003 01H - AL-3004 20H - AL-2000 21H - AL-2002 22H - QK2000 23H - AL-2003 40H - AL-600 41H - QK600 50H - QK800 51H - QK801 A0H - PL101 A1H - PL102 A2H - PL103 A3H - PL104 A4H - PL105 A5H - PL106 C0H - PO3042 C1H - PO3142 C2H - PO3242 C3H - PO3342 C6H - PO3045 C7H - PO3145 C8H - PO3245 C9H - PO3345 11 Modo de operação 1 do CP Byte 1: String de identificação auxiliar da UCP 8 caracteres Formato V.RC, onde V é o número da Versão,RéonúmerodarevisãoeoCé o número da última correção. Parte alta armazena o valor V e a parte baixa armazena R e C nos nibbles 1 e 0, respectivamente. exe: CP em modo execução prg: CP em modo programação cic: CP em modo ciclado tst: CP em modo teste cop: copiando módulo de EPROM para RAM for: há forçamento(s) de relé(s) cpt: compactando RAM 85

Capítulo 5 Manutenção sai: saídas digitais desabilitadas Byte 0: 12 13 14 15 Código de mensagem 1 Código de mensagem 2 Código de mensagem 3 Código de mensagem 4 16 Tempo de ciclo instantâneo Em ms 17 Tempodeciclomédio Emms 18 Tempo de ciclo máximo Em ms 19 Tempo de ciclo mínimo Em ms 20 Período E018 00H - 50ms 01H - 25ms 02H - 10ms 03H - 5ms 04H - 3,125ms 05H - 2,5ms 06H - 1,25ms 07H - 0,625ms FFH - Sem E018 21 Operando reservado 22 Tempo máximo da varredura de programa 23 Estado da RAM do programa aplicativo apg: apagando flash EPROM prt:níveldeproteçãodocp(valorde0- sem proteção - a 3 - proteção máxima) trc: troca de módulos de E/S com o CP energizado C8H Chamada de modulo inexistente C9H - Limite de chamadas ultrapassado CAH - Erro no barramento de módulos de E/S CBH - Falha de módulo no barramento de E/S CCH - Falha no coprocessador CDH - Ausência do sinal de sincronismo CFH - Bateria do CP descarregada D0H - Módulo de E/S não acessado D1H - Há módulo com diagnóstico 00-100ms 01-200ms 02-300ms 03-400ms 04-500ms 05-600ms 06-700ms 07-800ms Byte 1: Informações gerais do estado da RAM de programa aplicativo: cpt: RAM compactada (0) ou não (1) Byte 0: indicador dos bancos de RAM do programa aplicativo existentes: 24 Espaço livre em bytes da RAM programa aplicativo bits 7-0: bancos existentes 86

Capítulo 5 Manutenção banco 0 25 Espaço livre em bytes da RAM programa aplicativo banco 1 26 Espaço livre em bytes da RAM programa aplicativo banco 2 27 Espaço livre em bytes da RAM programa aplicativo banco 3 28 Espaço livre em bytes da RAM programa aplicativo banco 4 29 Espaço livre em bytes da RAM programa aplicativo banco 5 30 Espaço livre em bytes da RAM programa aplicativo banco 6 31 Espaço livre em bytes da RAM programa aplicativo banco 7 32 Estado da EPROM do programa aplicativo Byte 0: indicador dos bancos de EPROM do programa aplicativo existentes: 33 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 0 34 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 1 35 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 2 36 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 3 37 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 4 38 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 5 39 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 6 40 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 7 41 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 8 42 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 9 43 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo bits 7-0: bancos existentes 87

Capítulo 5 Manutenção banco 10 44 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 11 45 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 12 46 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 13 47 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 14 48 Espaço livre em bytes da EPROM programa aplicativo banco 15 49 Operando Reservado Entradas e Saídas Descrição das Entradas: habilita - quando esta entrada está energizada a função é chamada, sendo analisados os parâmetros programados na instrução CHF. Caso o número de parâmetros ou seu tipo sejam diferentes das necessidades da função, haverá a energização da saída de indicação de erro. também é consistido se existe um números mínimo de operandos declarados após o indicado na função. Se estes estiverem corretos, busca os parâmetros de status e copia para os operandos. Descrição das Saídas: sucesso - é energizada quando a função foi corretamente executada. erro - é energizada caso ocorra erro na especificação dos operandos ou tentativa de acesso a operandos não declarados. ATENÇÃO: A função F-STCP.044 somente copia os STATUS e os diagnósticos do CP para os operandos %M ou %TM quando estiver em modo EXECUÇÃO, pois trata-se de um módulo de função que é chamado no ladder. ATENÇÃO: Para informações referentes a outro produtos para a cobertura dos diagnósticos da arquitetura, verificar os Manuais de Utilização dos produtos em questão. Diagnósticos do AL-2005 são mencionados nos manuais dos drivers de comunicação. Manutenção Preventiva Recomenda-se a troca da bateria da fonte de alimentação no máximo a cada 4 anos, devido a sua característica de autodescarga, principalmente em equipamentos sujeitos a altas temperaturas de operação (acima de 40 C). Deve-se verificar, a cada ano, se os cabos de interligação estão com as conexões firmes, sem depósitos de poeira, principalmente os dispositivos de proteção (ver Capítulo 4 Instalação). Em ambientes sujeitos a extrema contaminação, deve ser efetuada limpeza periódica e preventiva no equipamento, retirando-se resíduos, poeira, etc. 88

Capítulo 6 Relógio de Tempo Real Relógio de Tempo Real Este capítulo descreve as principais características do relógio de tempo real das UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004. Cada UCP possui um relógio de tempo real implementado no seu coprocessador. A contagem do tempo é mantida em funcionamento com o sistema desenergizado por um circuito integrado dedicado, alimentado pela bateria do sistema. Características Principais Através das funções F-RELG.048 e F-SINC.049 é possível obter informações de ano, mês, dia do mês, dia da semana, hora, minuto e segundo para a utilização no programa aplicativo. A função F-SINC.049 é indicada para uso quando o relógio operar sincronizado com o relógio de outras UCPs (ver capítulo 7, Sincronismo). A precisão do relógio é de 100 ppm. O tempo fornecido pelo relógio é utilizado pelos módulos de registro de eventos AL-3130 para obter horários dos eventos ocorridos, com precisão de 1 ms. Para maiores informações a respeito das funções F-RELG.048 e F-SINC.049, consultar o manual de utilização do software programador. 89

Capítulo 7 Sincronismo Sincronismo Este capítulo descreve as características de sincronismo das UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL- 2004 e as configurações típicas utilizadas para o mesmo. Configurações de Uso Uma das características dos CPs é a capacidade de sincronizar o relógio de tempo real de sua UCP com o relógio de outra UCP ou uma base de tempo externa ao sistema. Através de uma rede de sincronismo, é possível manter os relógios de diversos controladores operando com uma diferença máxima de 1 milisegundo entre si. A figura 7-1 mostra uma configuração típica de sincronismo dos relógios de diversos controladores. Um CP é configurado como gerador do sincronismo e os demais como receptores. O tempo dos relógios dos CPs receptores é periodicamente ajustado com o do CP gerador, evitando escorregamentos. Se os CPs também estiverem conectados através da rede ALNET II, é executado o acerto dos valores do horário automaticamente a cada minuto, conforme o relógio do CP gerador. CP Gerador Conversor AL-1413 Cabo AL-2301 AL-1413 Cps Receptores Figura 7-1 Rede de Sincronismo entre CPs A figura 7-2 apresenta a mesma rede da figura 7-1, utilizando-se uma base de tempo externa para acerto do sistema. Neste caso, o relógio de todos os controladores, incluindo o do CP gerador, permanecem sincronizados com o do equipamento externo. 90

Capítulo 7 Sincronismo Base de Tempo CP Gerador Figura 7-2 Rede de Sincronismo com Base de Tempo Externa Nas figuras 7-1 e 7-2 a rede de sincronismo está implementada através de meio físico elétrico. Também é possível a sua implementação através de fibras óticas, abrangendo maiores distâncias entre os elementos da rede. Para maiores informações sobre as conexões e características destes tipos de rede, consultar o Manual de Utilização AL-1413 para rede elétrica ou o Manual de Utilização FOCOSpararedeótica. Caso o sistema de controle possua um único CP que deva possuir a informação de tempo com grande precisão, este pode ser conectado diretamente à uma base de tempo externa, como mostra a figura 7-3. Neste caso, o CP deve ser configurado como gerador do sincronismo, não havendo a necessidade de existência de CPs receptores do sincronismo conectados ao mesmo. 91

Capítulo 7 Sincronismo Base de Tempo Figura 7-3 CP Sincronizado por Base de Tempo Externa O modo de operação do CP, gerador ou receptor do sincronismo, é selecionado na janela Sincronismo do software programador, na janela de visualização do módulo C do programa aplicativo. ATENÇÃO: Somente um único controlador conectado à rede deve ser configurado como gerador do sincronismo. Todos os demais devem ser configurados como receptores do sincronismo. Base de Tempo Externa O relógio do CP gerador do sincronismo pode seguir a informação de tempo fornecida por equipamento externo ao sistema de controladores como, por exemplo, equipamentos GPS ("Global Positioning System") ou microcomputadores. O tempo do CP gerador pode ser acertado através de equipamento externo de duas formas diferentes: acerto relativo e acerto absoluto. Acerto Relativo O acerto relativo consiste em manter o tempo do CP gerador sincronizado com um relógio externo através do recebimento de pulsos periódicos de acerto. Estes pulsos devem possuir as seguintes características: período mínimo de ocorrência: 1 segundo duração do pulso: 50 a 350 milisegundos padrão elétrico RS-232C 92

Capítulo 7 Sincronismo A cada subida do sinal, o valor de milisegundo do tempo é arredondado nos relógios dos CPs. Este sinal deve ser conectado ao pino RX do conector SYNC do painel frontal da UCP, cuja pinagem está descrita na tabela 7-1. Acerto Absoluto O tempo do CP gerador pode ser acertado através das funções F-RELG.048 e F-SINC.049. Os valores do horário podem ser informados através de operandos M ou TM, que podem ser escritos no CP através da comunicação ALNET I ou ALNET II. Utilizando-se a função F-SYNC.049, ao ser acionada a terceira entrada da função, o horário é enviado para o coprocessador, que fica aguardando o próximo pulso de entrada de sincronismo. No instante que a entrada transitar de -12 V para + 12 V, o horário passa a vigorar, sendo zerado o valor dos milisegundos. Utilizando-se a função F-RELG.048, ao ser acionada a segunda entrada da função, o horário passa imediatamente a vigorar, sendo zerado o valor dos milisegundos. Para maiores informações a respeito das funções F-RELG.048 e F-SINC.049, consultar o manual de utilização do software programador. Características Elétricas O sinal de sincronismo possui características elétricas RS-232C e a pinagem apresentada na tabela 7-1. Pino Sinal Descrição 1 GND terra de proteção 2 TX saída de sincronismo 3 RX entrada de sincronismo 4 não conectado 5 não conectado 6 não conectado 7 SGND terra de sinal 8 não conectado 9 não conectado Case PGND terra de proteção Tabela 7-1 Pinagem do Conector de Sincronismo 93

Capítulo 8 Troca a Quente Troca a Quente A troca a quente de módulos de E/S é uma característica necessária nos sistemas de controle para diversos tipos de processo. Ela consiste na substituição de módulos de E/S sem interromper a execução do controle do sistema. Os módulos podem ser substituídos sempre que necessário, permanecendo o CP energizado controlando o processo. A UCP deixa de executar acessos ao módulo durante a troca, mantendo os pontos de entrada com o valor anterior à sua remoção. Os módulos de E/S utilizados pelos CPs AL-2002/MSP, AL-2003 e Al-2004 podem ser classificados em dois tipos quanto à troca a quente: módulos com troca a quente individual módulos com troca a quente por barramento Os módulos com troca a quente individual são especialmente desenvolvidos para atender esta característica, podendo ser substituídos individualmente sem que todo o sistema pare. Neste caso, os pontos controlados pelo cartão permanecem inativos durante a substituição. O apêndice A apresenta os módulos que possuem esta característica.. Os módulos com troca a quente por barramento são módulos da série AL-1000 ou QUARK, que, através da fonte suplementar AL-2512 ou QK2512, podem ser substituídos com a desativação do grupo de módulos instalados no barramento. Os CPs AL-2002/MSP, AL-2003 e AL-2004 permitem a utilização de até 8 barramentos, que devem ser organizados de acordo com o processo, para que em caso de troca de um módulo, a desativação do grupo não prejudique o processo como um todo. Como Realizar a Troca a Quente Troca de Módulo Individual Para evitarem-se erros no acesso ao módulo, a chave existente no seu painel deve ser colocada na posição STBY antes de removê-lo, sendo acionada para a posição RUN após a troca. A seguinte seqüência deve ser realizada para a retirada do módulo: passar a chave de troca para a posição STBY esperar o LED ACTIVE desligar desligar os cabos e conectores do módulo afrouxar os manípulos de fixação remover o módulo do bastidor A seguinte seqüência deve ser realizada para a reinserção do módulo: inserir o módulo no bastidor com a chave na posição STBY apertar os manípulos de fixação conectar os cabos e conectores do módulo passar a chave de troca para a posição RUN o LED ACTIVE deve ligar 94

Capítulo 8 Troca a Quente Troca de Módulo por Barramento Para evitarem-se erros no acesso aos módulos, a chave existente no painel da fonte de alimentação AL-2512 ou QK2512 deve ser colocada na posição STBY antes de remover os módulos do barramento, e recolocada na posição RUN após a troca. A seguinte seqüência deve ser realizada para a retirada do módulo: passar a chave de troca para a posição STBY esperar os LEDs ON e ACTIVE desligarem desligar os cabos e conectores do módulo a ser trocado afrouxar os manípulos de fixação (módulo da série AL-1000) remover o módulo do bastidor (módulo da série AL-1000) ou do trilho de fixação (módulo da série QUARK) A seguinte seqüência deve ser realizada para a reinserção do módulo: inserir o módulo no bastidor (módulo da série AL-1000) ou no trilho de fixação (módulo da série QUARK) com a chave da fonte na posição STBY apertar os manípulos de fixação (módulo da série AL-1000) conectar os cabos e conectores do módulo passar a chave de troca para a posição RUN os LEDs ON e ACTIVE da fonte devem ligar caso exista, o LED ACTIVE do módulo deve piscar 95

Apêndice A Acessórios Acessórios Neste apêndice estão reunidos os equipamentos que podem ser utilizados em configurações com os CPs AL-2002/MSP e AL-2003. Estes itens não acompanham as UCPs, podendo ser requisitados à ALTUS para a composição de um novo sistema, para expansões em sistemas já implementados ou para substituírem módulos já existentes. Módulos de Entrada Série AL-2000 Modelo AL-3100 AL-3116 AL-3117 AL-3130 AL-3132 AL-3138 AL-3150 AL-3150/8 AL-3151 AL-3151/8 Descrição Módulo 64ED 24 Vdc Módulo 16ED isoladas 24 Vdc Módulo 16ED isoladas 125 Vdc Módulo 32ED 125 Vdc registro eventos Módulo 32ED 48 Vdc registro eventos Módulo 32ED 24 Vdc registro eventos Módulo 16EA isoladas selecionável 16 bits Módulo 8 EA isoladas selecionáveis 16 bits Módulo 16EA RTD termopar selecionável 16 bits Módulo 8 EA RTD termopar selecionável 16 bits Módulos de Entrada Série AL-1000 Modelo AL-1109/J AL-1109/K AL-1109/S AL-1116/-1 a+1ma AL-1116/-10+10 AL-1116/0 a+1ma AL-1116/0-10V AL-1116/0-20mA AL-1116/0-5V AL-1117 AL-1119 AL-1128 AL-1129 AL-1133 AL-1134 AL-1139 Descrição Módulo 4EA termopar J 10 bits Módulo 4EA termopar K 10 bits Módulo 4EA termopar S 10 bits Módulo 8EA isoladas -1 a + 1 ma, 12 bits Módulo 8EA isoladas -10 +10 V, 12 bits Módulo 8EA isoladas 0 a + 1 ma, 12 bits Módulo 8EA isoladas 0-10 V, 12 bits Módulo 8EA isoladas 0-20 ma, 12 bits Módulo 8EA isoladas 0-5V, 12 bits Módulo 4E RTD tipo PT-100 Módulo 8EA selecionável, 12 bits Módulo 16ED 24 Vdc opto Módulo 8ED 230 Vdc opto Módulo 16ED 110 Vac opto Módulo 16ED 220 Vac opto Módulo 8EA programáveis com overflow Módulos de Entrada Série QUARK Modelo Descrição QK1109/J QK1109/K QK1116/-10+10 QK1116/0-10V Módulo 4EA termopar J 10 bits Módulo 4EA termopar K 10 bits Módulo 8EA isoladas -10+10V, 12 bits Módulo 8EA isoladas 0-10V, 12 bits 96

Apêndice A Acessórios QK1116/0-20mA Módulo 8EA isoladas 0-20MA, 12 bits QK1116/0-5V Módulo 8EA isoladas 0-5V, 12 bits QK1117 Módulo 4E RTD tipo PT-100 QK1119 Módulo 8EA selecionável, 12 bits QK1128 Módulo 16ED 24 Vdc opto QK1130 Módulo 32ED isoladas 24V QK1131 Módulo 32ED isoladas 125V QK1132 Módulo 8ED isoladas 24Vdc com alarme falha QK1133 Módulo 16ED 110 Vac opto QK1134 Módulo 16ED 220 Vac opto QK1136 Módulo 8EA isoladas monitoradas QK1137 Módulo 16ED 24Vdc opto troca quente QK1139 Módulo 8 EA programáveis com overflow Módulos de Saída Série AL-2000 Modelo Descrição AL-3200 Módulo 48SD 12 A 48 Vdc/0,5A opto AL-3201 Módulo 16SD 24 Vdc/2A opto AL-3202 Módulo 32SD relé "check before operate" Módulos de Saída Série AL-1000 Modelo Descrição AL-1200 Módulo 8SD 24Vdc/2A opto AL-1201 Módulo 8SD 110Vdc/2A opto AL-1202 Módulo 8SD 220Vdc/2A opto AL-1203/0-20mA Módulo 4SA 0-20 ma 10 bits AL-1203/0-5V Módulo 4SA 0-5V 10 bits AL-1203/1-5V Módulo 4SA 1-5V 10 bits AL-1203/4-20mA Módulo 4SA 4-20 ma 10 bits AL-1203/0-20mA Módulo 4SA 0-20 ma 10 bits AL-1211 Módulo 8SD NA relés CS opto AL-1212 Módulo 8SD NF relés CS opto AL-1213 Módulo 4SD NA + 4SD NF relés opto AL-1214 Módulo 4SA 0-10V 10 bits, escala ajustável AL-1222 Módulo 4SA isoladas selecionáveis 12 bits AL-1223 Módulo 16SD 110/220 Vac opto AL-1224 Módulo 16SD NA relé AL-1225 Módulo 8SD NA relé troca quente AL-1226 Módulo 16SD 24Vdc/2A opto source AL-1227 Módulo 8SD 24Vdc/2A monitoradas Módulos de Saída Série QUARK Modelo Descrição QK1222 QK1223 QK1224 QK1225 QK1226 QK1227 Módulo 4SA isoladas selecionáveis 12 bits Módulo 16SD 110/220 Vac opto Módulo 16SD NA relé Módulo 8SD NA relé troca quente Módulo 16SD 24Vdc/2A opto source Módulo 8SD 24Vdc/2A monitoradas 97

Apêndice A Módulos Especiais Modelo Descrição Acessórios AL-1401 Interface de barramento para Foton AL-1450 Contador rápido com interface transdutor de posição AL-1460 Interface para painel de LEDs AL-2005 Real time multitask processor AL-2006 Processador para redundância AL-3405 Interface rede Ethernet AL-3406 Interface rede PROFIBUS-DP mestre AL-3411 Interface para barramentos AL-1000 QK1401 Interface de barramento para Foton QK1402 Interface serial para barramento QK1404 Interface PROFIBUS escravo QK1405 Interface PROFIBUS mestre QK1450 Contador rápido com interface transdutor de posição Fontes de Alimentação Modelo Descrição Bastidores AL-3501 AL-3510 AL-3511 AL-3512 AL-2512 QK2512 AL-1513 AL-1514 AL-1516 AL-1517 Modelo AL-3630 AL-3631 AL-3632 AL-3634 AL-3635 AL-3640 AL-1500 AL-1501 QK1501 Trilhos de Fixação Modelo QK1500/4 Fonte alimentação 20 A 30 Vdc Fonte alimentação 93 A 253 Vac Fonte alimentação 19 A 57 Vdc Fonte alimentação 93 A 253 Vac Fonte suplementar Fonte suplementar Fonte 24 Vdc 0,7 A Fonte 12 Vdc 1,2 A Fonte 24 Vdc 3 A Fonte 24 Vdc 1 A para trilho Descrição Bastidor Eurocard 4 módulos Bastidor Eurocard 4 módulos inteligentes Bastidor Eurocard 8 módulos Bastidor Eurocard 16 módulos Bastidor Eurocard 8 módulos inteligentes Bastidor Fonte Redundante UCP + 6 módulos Bastidor para 4 módulos AL-1000 Módulo cego Módulo cego Descrição Trilho para 4 módulos + UCP 98

Apêndice A Acessórios QK1500/8 QK1500/12 QK1500/16 Interfaces Seriais Memórias Modelo AL-2405/232 AL-2405/485I Modelo Trilho para 8 módulos + UCP Trilho para 12 módulos + UCP Trilho para 16 módulos + UCP Descrição Módulo serial RS-232C Módulo serial EIA485 Descrição Bateria Cabos AL-2650 AL-2652 Modelo AL-2690 Modelo Memória RAM CMOS 128K Memória Flash EPROM 128K Descrição Bateria de lítio para AL-3510 Descrição AL-1321 AL-1330 AL-1331 AL-1342 AL-1343 AL-1344 AL-1345 AL-1346 AL-1366/3M AL-1397 AL-2300 AL-2301 AL-2320 AL-2321/10M AL-2321/2M AL-2322 AL-2323 AL-2600 QK1304 QK1308 QK1312 QK1316 Programadores Modelo Cabo CFDB15-CMDB9 (FT5X/CP RS-232C) Cabo CMDB9-CFDB9 (Foton/PC) Cabo Foton/CP (RS-232C) Cabo CP-laptop com sinais de modem Cabo CP-IBM-PC com sinais de modem Cabo CP-modem Cabo IBM-PC -modem Cabo Laptop-modem Cabo AL-2006 / AL-2006 Cabo FT5, FT10 - AL-1413 Cabo de ligação UCP - derivador AL-2600 e terminação AL-2600 Cabo de rede RS-485 Cabo RS-485 para modems óticos Cabo RS-232C para modems óticos Cabo RS-232C para modems óticos Cabo de expansão de bastidor Cabo RS-232C modem ótico/pc DB25 Derivador e terminação ALNET II Cabo UCP - 4 módulos E/S Cabo UCP - 8 módulos E/S Cabo UCP - 12 módulos E/S Cabo UCP - 16 módulos E/S Descrição 99

Apêndice A Acessórios AL-3830 Concessão direitos de uso software programador para AL-2000/AL-2000 AL-3840 Concessão direitos de uso software programador MasterTool MT4000 Concessão direitos de uso software programador MT4000 MT4100 Concessão direitos de uso software programador MT4100 AL-3904 Programador notebook Redes ALNET I e ALNET II Modelo Descrição FOCOS IHMs Manuais AL-2400/S-C AL-2401 AL-2420 QK2400 QK2401 AL-1413 Modelo AL-2513 AL-2410 AL-2608 AL-2609 AL-2610 AL-2611 Modelo FT1 FT3 FT5 FT10 FT51 FT52 FT55 AL-1476/PLUS AL-1476/PLUS-MMI AL-1490 Modelo MAN/AL-3840-UT Gateway ALNET I ALNET II Bridge ALNET II Interface ALNET II para IBM-PC Gateway ALNET I ALNET II Bridge ALNET II Conversor RS-232/RS-485 Descrição Fonte para modem ótico Modem ótico Módulo cego para modems óticos Módulo expansor de bastidor Bastidor para 16 modems óticos Bastidor para 3 modems óticos Descrição Visor LCD 2 linhas X 20 colunas 4 teclas Visor LCD 2 linhas X 20 colunas 20 teclas Terminal de operação LCD 2 linhas x 16 colunas teclado programável caracteres 8 mm Terminal de operação LCD 4 linhas x 20 colunas teclado programável caracteres 4 mm Terminal industrial gráfico LCD "touchscreen" Terminal industrial gráfico LCD color "touchscreen" Terminal industrial LCD com teclado Terminal microcomputador industrial Terminal microcomputador industrial com supervisório Computador industrial unidade básica Descrição Manual de Utilização MasterTool 100

Apêndice A Acessórios MAN/AL-3840-PG MAN/AL-3830-UT MAN/ALNET II MAN/AL-2410-UT MAN/AL-1413-UT Manual de Programação MasterTool Manual de Utilização AL-3830 Manual de Utilização ALNET II Manual de Utilização FOCOS Manual de Utilização AL-1413 101

Apêndice B Subsistema de E/S Subsistema de E/S As UCPs AL-2002/MSP, AL-2003 AL-2004 utilizam um subsistema de entrada e saída para compatibilizar os sinais lógicos da UCP com os sinais de campo do processo que está sendo controlado. Este subsistema é composto por bastidores, fontes suplementares de alimentação e módulos de E/S propriamente ditos. Módulos do Subsistema de E/S O subsistema de E/S é composto por uma série de módulos digitais, analógicos e outras interfaces, que adaptam os sinais lógicos a sinais compatíveis com o processo ou vice-versa. Os módulos de E/S utilizados com as UCPs AL-2000/MSP, AL-2003 e AL-2004 pertencem a três séries: AL-2000, AL-1000 e QUARK. Módulos da Série AL-2000 Os módulos da série AL-2000 seguem o padrão físico Eurocard dupla altura e são alojados no barramento 0, no mesmo bastidor que aloja a UCP e a fonte de alimentação principal do sistema. AtabelaA-1apresentaosmódulospertencentesaestasérie. Módulo Código ALTUS de identificação do módulo Tipo Tipo do módulo: Ent entrada Esp especial Sai saída E/S entradaesaída Ptos Número de sinais conectáveis ao módulo Isol Valor em volts do isolamento galvânico do módulo (NI não isolado) Característica Descrição do módulo Acesso programa Forma de acesso pelo programa da UCP Módulo Tipo Ptos Isol Característica Acesso Programa AL-3100 Ent 64 NI 24 Vdc Varredura E/S AL-3116 Ent 16 2500 24 Vdc com troca a quente Varredura E/S AL-3117 Ent 16 2500 125 Vdc com troca a quente Varredura E/S AL-3130 Ent 32 2500 125 Vdc com registro de eventos e troca a quente Varredura E/S F-EVENT.017 AL-3132 Ent 32 2500 48 Vdc com registro de eventos e troca a quente Varredura E/S F-EVENT.017 AL-3138 Ent 32 2500 24 Vdc com registro de eventos e troca a quente Varredura E/S F-EVENT.017 AL-3150 Ent 16 1500 Analógico 16 bits F-3150.023 selecionável AL-3151 Ent 16 1500 RTD, termopar configurável F-3150.023 AL-3200 Sai 48 NI 12 a 48 Vdc 0,5 A VARREDURA E/S AL-3201 Sai 16 2500 24 Vdc 2 A VARREDURA E/S AL-3202 Sai 32 2500 Saídas a relé, check before operate Tabela A-1 Módulos de E/S da Série AL-2000 VARREDURA E/S F-CBO.018 Módulos da Série AL-1000 Os módulos da série AL-1000 são utilizados nos barramentos 2 a 9. Cada barramento é composto por bastidores AL-1500 e uma fonte suplementar de alimentação AL-2512, conectada a um adaptador AL-3411 do barramento principal. 102

Apêndice B Subsistema de E/S AtabelaA-2apresentaosmódulospertencentesaestasérie. Módulo Código ALTUS de identificação do módulo Tipo Tipo do módulo: Ent entrada Esp especial Sai saída E/S entradaesaída Ptos Número de sinais conectáveis ao módulo Isol Valor em volts do isolamento galvânico do módulo (NI não isolado) Característica Descrição do módulo Acesso programa Forma de acesso pelo programa da UCP Módulo Tipo Ptos Isol Característica Acesso Programa AL-1109 Esp 4 NI Termopar J, K, S, B 10 bits F-TERMO.003 AL-1116 Ent 8 1000 Analógico 12 bits Instrução A/D AL-1117 Esp 4 NI RTD tipo PT-100 10 bits F-PT100.002 AL-1119 Ent 8 NI Analógico 12 bits Instrução A/D selecionável AL-1128 Ent 16 2500 24 Vdc Varredura E/S AL-1129 Ent 8 2500 230 Vdc Varredura E/S AL-1133 Ent 16 2500 110 Vac Varredura E/S AL-1134 Ent 16 2500 220 Vac Varredura E/S AL-1139 Ent 8 NI Analógico 10 bits Varredura E/S selecionável AL-1200 Sai 8 1500 24 Vdc 2 A Varredura E/S AL-1201 Sai 8 1500 110 Vac 2 A Varredura E/S AL-1202 Sai 8 1500 220 Vac 2 A Varredura E/S AL-1203 Sai 4 NI Analógico 10 bits Instrução D/A AL-1211 Sai 8 1500 Relés NA contato seco Varredura E/S AL-1212 Sai 8 1500 Relés NF contato seco Varredura E/S AL-1213 Sai 8 1500 Relés NA + NF contato seco Varredura E/S AL-1214 Sai 4 NI Analógico 10 bits, escala Instrução D/A ajustável AL-1222 Sai 4 500 Analógico 12 bits Instrução D/A selecionável AL-1223 Sai 16 2500 110/220 Vac Varredura E/S AL-1224 Sai 16 2500 Relé NA Varredura E/S AL-1225 Sai 8 2500 Relé NA contato seco troca a Varredura E/S quente AL-1226 Sai 16 2500 24 Vdc 2 A source Varredura E/S AL-1227 Sai 8 2500 24 Vdc 2 A saídas Varredura E/S monitoradas AL-1232 Sai 4 2500 Analógico 12 bits Instrução D/A selecionável AL-1401 Esp - NI Interface de barramento para FOTON Varredura E/S e F-DISP.007 AL-1402 Esp - NI Interface serial de F-1402.021 barramento AL-1450 Esp - NI Contador rápido com F-CONTR.004 interface para transdutor de posição AL-1460 Esp - NI InterfaceparapaineldeLEDs F-LED.001 Tabela A-2 Módulos de E/S da Série AL-1000 Módulos da Série QUARK Os módulos da série QUARK são utilizados nos barramentos 2 a 9. Cada barramento é composto por módulos de E/S da série QUARK e uma fonte suplementar de alimentação QK2512, alojados em um trilho de montagem. A fonte QK2512 é conectada a um adaptador AL-3411 do barramento principal. AtabelaA-3apresentaosmódulospertencentesaestasérie. 103

Apêndice B Subsistema de E/S Módulo Código ALTUS de identificação do módulo Tipo Tipo do módulo: Ent entrada Esp especial Sai saída E/S entradaesaída Ptos Número de sinais conectáveis ao módulo Isol Valor em volts do isolamento galvânico do módulo (NI não isolado) Característica Descrição do módulo Acesso programa Forma de acesso pelo programa da UCP Módulo Tipo Ptos Isol Característica Acesso Programa QK1109 Esp 4 NI Termopar J, K, S, B 10 bits F-TERMO.003 QK1116 Ent 8 1000 Analógico isolado, 12 bits Instrução A/D QK1117 Esp 4 NI RTD tipo PT-100 10 bits F-PT100.002 QK1119 Ent 8 NI Analógico 12 bits Instrução A/D selecionável QK1128 Ent 16 2500 24 Vdc Varredura E/S QK1130 Ent 32 2500 24 Vdc Varredura E/S QK1131 Ent 32 2500 125 Vdc Varredura E/S QK1132 Ent 8 2500 24 Vdc laço de alarme Varredura E/S QK1133 Ent 16 2500 110 Vac Varredura E/S QK1134 Ent 16 2500 220 Vac Varredura E/S QK1136 Ent 8 1000 Analógico 12 bits Instrução A/D selecionável monitorado QK1137 Ent 16 2500 24 Vdc troca quente Varredura E/S QK1139 Ent 8 NI Analógico 12 bits Instrução A/D selecionável monitorado QK1222 Sai 4 500 Analógico 12 bits Instrução D/A selecionável QK1223 Sai 16 2500 110/220 Vac Varredura E/S QK1224 Sai 16 2500 Relé NA Varredura E/S QK1225 Sai 8 2500 Relé NA contato seco troca a Varredura E/S quente QK1226 Sai 16 2500 24 Vdc 2 A source Varredura E/S QK1227 Sai 8 2500 24 Vdc 2 A saídas monitoradas Varredura E/S F-1227.020 QK1401 Esp - NI Interface de barramento para FOTON Varredura E/S e F-DISP.007 QK1402 Esp - NI Interface serial de F-1402.021 barramento QK1404 Esp - 500 Interface Profibus escravo F-1404.022 QK1405 Esp - 500 Interface Profibus mestre F-1405.025 QK1450 Esp - NI Contador rápido com interface para transdutor de posição F-CONTR.004 Tabela A-3 Módulos de E/S da Série Quark Módulos Processadores Estes módulos realizam tarefas auxiliares simultaneamente à UCP do controlador programável, possuindo microprocessadores e memórias próprias para este objetivo. São implementados no padrão Eurocard dupla altura, devendo ser alojados em posições especiais do barramento que aloja a UCP (consultar a seção Instalação dos Módulos nos Bastidores do capítulo 4, Instalação). A tabela A-4 apresenta os módulos processadores existentes. Módulo Código ALTUS de identificação do módulo Característica Descrição do módulo Acesso programa Forma de acesso pelo programa da UCP 104

Apêndice B Subsistema de E/S Módulo Característica Acesso Programa AL-2005 Processador multitarefa em tempo-real F-2005.016 AL-2006 Processador de redundância e/ou E/S remotas F-2006.019 AL-3405 Interface para rede Ethernet TCP/IP Programa executivo AL-3406 Interface para rede PROFIBUS mestre F-3406.85 Tabela A-4 Módulos Processadores Endereçamento Cada módulo de E/S do subsistema possui na parte posterior de sua placa de circuito impresso duas pontes de ajuste que definem um endereço para o acesso ao módulo pela UCP. A figura A-1 mostra as pontes de ajuste para um módulo de E/S da série QUARK. Figura A-1 Localização das Pontes de Ajuste A primeira ponte deve ser colocada em uma das duas últimas posições disponíveis, determinando o primeiro dígito do endereço. A segunda ponte, localizada logo acima, possui 8 posições e determina o segundo dígito do endereçamento. Desta forma, existem 16 endereços possíveis (00, 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17). A figura A-2 mostra em detalhe uma ponte de ajuste selecionada no endereço 03. 105

Apêndice B Subsistema de E/S Figura A-2 Configuração das Pontes de Ajuste As pontes devem ser configuradas de acordo com a posição em que o módulo é inserido no barramento. O valor da ponte de ajuste deve ser idêntico à posição em que o módulo é inserido no barramento, convertida para a numeração octal, como mostra a figura A-3. O software programador apresenta o endereço a ser configurado para cada módulo, na janela de declaração dos barramentos no módulo C do programa aplicativo. Figura A-3 Valores das Pontes de Ajuste no Barramento Dimensionamento das Correntes dos Barramentos As fontes suplementares AL-2512 e QK2512 fornecem as tensões de alimentação para o barramento de E/S ao qual estão conectadas. Ao serem escolhidos os módulos de E/S a serem conectados no barramento, uma regra deve ser verificada: a soma dos consumos de corrente de todos os módulos deve ser menor do que a máxima capacidade fornecida pela fonte, na tensão de 12 Vdc. Para a tensão de 12 Vdc, as fontes suplementares de alimentação podem fornecer no máximo 2000 ma de corrente. A tabela A-4 apresenta o consumo de cada módulo, na tensão de 12 Vdc. Módulo Módulo Correntemáximaem+12V AL-1109 QK1109 63,0 ma 106

Apêndice B Subsistema de E/S AL-1116 QK1116 136,0 ma AL-1117 QK1117 61,0 ma AL-1119 QK1119 122,0 ma AL-1128 QK1128 29,0 ma AL-1129 25,0 ma QK1130 60,0 ma QK1131 71,0 ma QK1132 25,0 ma AL-1133 QK1133 25,0 ma AL-1134 QK1134 19,0 ma QK1136 136,0 ma QK1137 56,0 ma AL-1139 QK1139 122,0 ma AL-1200 43,0 ma AL-1201 71,0 ma AL-1202 71,0 ma AL-1203 100,0 ma AL-1211 60,0 ma AL-1212 60,0 ma AL-1213 60,0 ma AL-1214 100,0 ma AL-1222 QK1222 20,0 ma AL-1223 QK1223 100,0 ma AL-1224 QK1224 50,0 ma AL-1225 QK1225 40,0 ma AL-1226 QK1226 31,0 ma AL-1227 QK1227 80,0 ma AL-1401 QK1401 70,0 ma AL-1450 QK1450 144,0 ma Tabela A-4 Consumo de Corrente dos Módulos de E/S A seguir há um exemplo de cálculo de correntes para um barramento que utiliza a fonte suplementar AL-2512 Número Tipo Consumo Consumo Módulos módulo unitário total 3 AL-1128 25,0 ma 75,0 ma 12 AL-1222 20,0 ma 240,0 ma 1 AL-1401 70,0 ma 70,0 ma Total: 385,0 ma Tabela A-5 Exemplo de Consumo de Corrente dos Módulos de E/S O consumo total de corrente de 385,0 ma neste barramento é perfeitamente suprido pela fonte suplementar AL-2512, pois esta fornece até 2000,0 ma em +12 Vdc. O cálculo da corrente total consumida em +12 V deve ser realizado para todos os barramentos conectados aos adaptadores AL-3411 (barramentos 2 a 9), comparando-se o este consumo com a corrente máxima fornecida pelas fontes suplementares utilizadas. Caso o consumo de algum barramento supere a corrente máxima fornecida pela sua fonte, devem ser removidos alguns módulos do mesmo para que esta condição seja cumprida. 107

Apêndice C Glossário Glossário Termo em português Algoritmo Arrestor Barramento Definição Seqüência finita de instruções bem definidas, objetivando à resolução de problemas. Dispositivo de proteção contra raios carregado com gás inerte. Conjunto de sinais elétricos agrupados logicamente com a função de transferir informação e controle entre diferentes elementos de um subsistema. Bit Unidade básica de informação, podendo estar no estado 0 ou 1. BT Sigla para teste de bateria em inglês (battery test). Byte Unidade de informação composta por oito bits. Ciclo de varredura Uma execução completa do programa aplicativo de um controlador programável. Circuito de cão de Circuito eletrônico destinado a verificar a integridade do funcionamento de um equipamento. guarda Controlador programável CP Database Default Diagnóstico Download E/S E2PROM Encoder Endereço de módulo Entrada/saída EPROM ER ESD Estação de supervisão EX FC Flash EPROM FMS Hardkey Hardware IEC 1131 IEC Pub. 144 (1963) IEC-536-1976 Também chamado de CP. Equipamento que realiza controle sob o comando de um programa aplicativo escrito em linguagem de relés e blocos. É composto de uma UCP, uma fonte de alimentação e uma estrutura de E/S. Veja controlador programável. Banco de dados. Valor predefinido para uma variável, utilizado em caso de não haver definição. Procedimento utilizado para detectar e isolar falhas. É também o conjunto de dados usados para tal determinação, que serve para a análise e correção de problemas. Carga de programa ou configuração nos módulos. Veja entrada/saída. Memória não-volátil, que pode ser apagada eletricamente. Transdutor para medidas de posição. Endereço pelo qual o CP realiza acessos a um determinado módulo de E/S colocado no barramento. TambémchamadodeE/S.DispositivosdeE/Sdedadosdeumsistema.NocasodeCPs,correspondem tipicamente a módulos digitais ou analógicos de entrada ou saída que monitoram ou acionam o dispositivo controlado. Significa erasable programmable read only memory. É uma memória somente de leitura, apagável e programável. Não perde seu conteúdo quando desenergizada. Sigla usada para indicar erro nos LEDs. Sigla para descarga devida a eletricidade estática em inglês (electrostatic discharge). Equipamento ligado a uma rede de CPs ou instrumentação com a finalidade de monitorar ou controlar variáveis de um processo. Sigla usada para indicar execução nos LEDs. Sigla usada para indicar forçamento. Veja E2PROM. Sigla para fieldbus message system. Conector normalmente ligado à interface paralela do microcomputador com a finalidade de impedir a execução de cópias ilegais de um software. Equipamentos físicos usados em processamento de dados onde normalmente são executados programas (software). NormagenéricaparaoperaçãoeutilizaçãodeCPs. Norma para proteção contra acessos incidentais e vedação contra água, pó ou outros objetos estranhos ao equipamento. Norma para proteção contra choque elétrico. IEC-801-4 IEEE C37.90.1 (SWC) Interface Interrupção ISOL. kbytes LED Linguagem Assembly Norma para testes de imunidade a interferências por trem de pulsos. SWC significa Surge Withstand Capability. Esta norma trata da proteção do equipamento contra ruídos tipo onda oscilatória. Dispositivo que adapta elétrica e/ou logicamente a transferência de sinais entre dois equipamentos. Evento com atendimento prioritário que temporariamente suspende a execução de um programa. Sigla usada para indicar isolado ou isolamento. Unidade representativa de quantidade de memória. Representa 1024 bytes. Sigla para light emitting diode. É um tipo de diodo semicondutor que emite luz quando estimulado por eletricidade. Utilizado como indicador luminoso. Linguagem de programação do microprocessador, também conhecida como linguagem de máquina. 108

Apêndice C Glossário Linguagem de programação Linguagem de relés e blocos Altus Lógica MasterTool Menu Módulo (referindo-se a hardware) Módulo (referindo-se a software) Módulo C Módulo de configuração Módulo de E/S Módulo E Módulo execução Módulo F Módulo função Módulo P Módulo procedimento Um conjunto de regras e convenções utilizado para a elaboração de um programa. Conjunto de instruções e operandos que permitem a edição de um programa aplicativo para ser utilizado em um CP. Matriz gráfica onde são inseridas as instruções de linguagem de um diagrama de relés que compõe um programa aplicativo. Um conjunto de lógicas ordenadas seqüencialmente constitui um módulo de programa. Identifica o programa Altus para microcomputador padrão IBM-PC ou compatível, executável em ambiente WINDOWS, que permite o desenvolvimento de aplicativos para os CPs das séries Ponto, Piccolo, AL-2000, AL-2000 e Quark. Ao longo do manual, este programa será referido pela própria sigla ou como programador MasterTool. Conjunto de opções disponíveis e exibidas por um programa no vídeo e que podem ser selecionadas pelo usuário a fim de ativar ou executar uma determinada tarefa. Elemento básico de um sistema completo que possui funções bem definidas. Normalmente é ligado ao sistema por conectores, podendo ser facilmente substituído. Parte de um programa aplicativo capaz de realizar uma função específica. Pode ser executado independentemente ou em conjunto com outros módulos, trocando informações através da passagem de parâmetros. Veja módulo de configuração. Também chamado de módulo C. É um módulo único em um programa de CP que contém diversos parâmetros necessários ao funcionamento do controlador, tais como a quantidade de operandos e a disposição dos módulos de E/S no barramento. Módulo pertencente ao subsistema de entradas e saídas. Veja módulo execução. Módulo que contém o programa aplicativo, podendo ser de três tipos: E000, E001 e E018. O módulo E000 é executado uma única vez, na energização do CP ou na passagem de programação para execução. O módulo E001 contém o trecho principal do programa que é executado ciclicamente, enquanto que o módulo E018 é acionado por interrupção de tempo. Veja módulo função. Módulo de um programa de CP que é chamado a partir do módulo principal (módulo E) ou a partir de outro módulo função ou procedimento, com passagem de parâmetros e retorno de valores. Atua como uma subrotina. Veja módulo procedimento. Módulo de um programa de CP que é chamado a partir do módulo principal (módulo E) ou a partir de outro módulo procedimento ou função, sem a passagem de parâmetros. Nibble Unidade de informação composta por quatro bits. Octeto Conjunto de oito bits numerados de 0 a 7. Operandos Elementos sobre os quais as instruções atuam. Podem representar constantes, variáveis ou um conjunto de variáveis. PA Ver pontes de ajuste. PROFIBUS PA Significa protocolo PROFIBUS Process Automation. PC Sigla para programmable controller. É a abreviatura de controlador programável em inglês. PG Sigla usada para indicar programação. Ponte de ajuste Chave de seleção de endereços ou configuração composta por pinos presentes na placa do circuito e um pequeno conector removível, utilizado para a seleção. Posta em marcha Procedimento de depuração final do sistema de controle, quando os programas de todas as estações remotas e UCPs são executados em conjunto, após terem sido desenvolvidos e verificados individualmente. Programa aplicativo É o programa carregado em um CP, que determina o funcionamento de uma máquina ou processo. Programa executivo Sistema operacional de um controlador programável. Controla as funções básicas do controlador e a execução de programas aplicativos. RAM Sigla para random access memory. É a memória onde todos os endereços podem ser acessados diretamente de forma aleatória e com a mesma velocidade. É volátil, ou seja, seu conteúdo é perdido quando o equipamento é desenergizado, a menos que se possua uma bateria para a retenção dos valores. Ripple Ondulação presente em tensão de alimentação contínua. RX Sigla usada para indicar recepção serial. Sistema redundante Sistema que contém elementos de reserva ou duplicados para executar determinada tarefa, que podem tolerar determinados tipos de falha sem que execução da tarefa seja comprometida. Software Programas de computador, procedimentos e regras relacionadas à operação de um sistema de processamento de dados. Soquete Dispositivo no qual se encaixam circuitos integrados ou outros componentes, facilitando a substituição dos mesmos e simplificando a manutenção. Subsistema de E/S Conjunto de módulos de E/S digitais ou analógicos e interfaces de um controlador programável. Tag Nome associado a um operando ou a uma lógica que permite uma identificação resumida de seu 109

Apêndice C Toggle Troca a quente TX UCP UCP ativa UCP inoperante UCP redundante UCP reserva Upload UTIL. Varistor WD Word conteúdo. Elemento que possui dois estados estáveis, trocados alternadamente a cada ativação. Procedimento de substituição de módulos de um sistema sem a necessidade de desenergização do mesmo. Normalmente utilizado em trocas de módulos de E/S. Sigla usada para indicar transmissão serial. Glossário Sigla para unidade central de processamento. Controla o fluxo de informações, interpreta e executa as instruções do programa e monitora os dispositivos do sistema. Em um sistema redundante, a UCP ativa realiza o controle do sistema, lendo os valores dos pontos de entrada, executando o programa aplicativo e acionando os valores das saídas. É a UCP que não está no estado ativo (controlando o sistema) nem no estado reserva (supervisionando a UCP ativa). Não pode assumir o controle do sistema. Corresponde à outra UCP do sistema, como, por exemplo, a UCP2 em relação à UCP1 e vice-versa. Em um sistema redundante, é a UCP que supervisiona a UCP ativa, não realizando o controle do sistema, mas estando pronta para assumir o controle em caso de falha na UCP ativa. Leitura do programa ou configuração dos módulos. Sigla usada para indicar utilização. Dispositivo de proteção contra surto de tensão. Sigla para cão de guarda em inglês (watchdob). Veja circuito de cão de guarda. Unidade de informação composta por 16 bits. 110