ESTATUTOS DA FUNDAÇÃO ARCA DA ALIANÇA Alguns elementos históricos "Existir para servir" foi o lema escolhido para a Fundação Arca da Aliança que, na mente do seu fundador, Padre Joaquim Rodrigues Ventura, é um projeto sempre em aberto, onde cabem as situações humanas, que reclamam especiais cuidados de assistência, desde a idade infantil à idade provecta, a prestar, na medida das suas possibilidades, pelos três sectores de atividade da Fundação: socio-caritativo, arte- educação, cultura - espiritualidade. Embora de constituição recente, esta Fundação mergulha as suas raízes no ano de 1980, ano em que o fundador construiu uma casa, na Rua de Santa Cruz, nº. 1, em Fátima, à qual foi dado o nome de Arca da Aliança, porque ia ser aberta, desde o início e sem fins lucrativos, a pessoas, famílias e grupos, que quisessem refazer as suas forças, físicas e espirituais, num ambiente de grande tranquilidade, propício à oração e reflexão. Passados que foram mais de quinze anos de serviço assim prestado, surgiu a ideia de uma Fundação, que pudesse dar expressão, de uma forma mais perfeita e mais abrangente, aos ideais que aquela casa vinha servindo. Contactado um grupo de amigos, foi decidido dar corpo a esta ideia, o que veio a concretizar-se, por escritura pública de 3 de Dezembro de 1997, com a constituição formal da Fundação Arca da Aliança, nome da casa que lhe dera origem (D.R. nº. 25, III Série, de 30-01-1998). A 21 de Julho de 1998, a Fundação foi reconhecida pelo Ministério da Administração Interna (D.R. nº. 181, II Série) e, por despacho de 23 de Dezembro de 1999 do Primeiro-Ministro, declarada de utilidade pública (D.R. n0. 10, II Série), e registada como Instituição Particular de Solidariedade Social em 21 de Maio de 2004 (D.R. nº 148, III Série, de 25-O6-2004. Estatutos Capítulo I Designação, Natureza, Duração e Sede da Instituição Art 1 - A Fundação adota a designação "Fundação Arca da Aliança" e é criada por vontade expressa do instituidor, Padre Joaquim Rodrigues Ventura. Art. 2º - A "Fundação Arca da Aliança", adiante designada simplesmente por Fundação, é uma instituição de direito privado, de interesse social, sem fins lucrativos, que se regerá pelos presentes estatutos e, em tudo o que neles for omisso, pelas leis portuguesas aplicáveis. Art 3 - A Fundação tem duração ilimitada. 1
Art 4º - A sua sede é na Rua de Santa Cruz, nº 1, em Fátima, na casa denominada "Arca da Aliança, podendo, contudo, criar dependências onde for julgado necessário ou conveniente. Capítulo II Fins e Atividades Artigo 5 - A Fundação tem como fins: a) praticar a solidariedade social e a caridade fraterna, apoiando crianças, jovens e adultos, em situações de carência, a nível individual, familiar e institucional, sendo a sua ação de âmbito nacional; b) apoiar instituições que se dedicam à educação e conceder bolsas de estudo aos estudantes mais carenciados e com bom aproveitamento académico; c) promover iniciativas culturais, designadamente o desenvolvimento e a qualidade das artes plásticas em geral e da arte sacra em particular, reunindo artistas, realizando e apoiando colóquios, exposições e concursos; d) proporcionar tempos e espaços de oração, estudo e reflexão sobe o essencial da fé cristã. Artigo 6 - Para a concretização dos seus objetivos, a Fundação propõe-se criar e manter estruturas adequadas, como um Jardim de Infância, um ATL, um Centro de Dia, o Apoio domiciliário, um Lar e um Complexo habitacional para idosos e um Centro cultural polivalente. Capítulo III Património Artº 7º - Constituem o património da Fundação, para a prossecução dos seus fins, os seguintes bens: a) Uma casa de habitação, doada pelo fundador para sede da Fundação e apoio às atividades a desenvolver, casa composta de rés-do-chão, primeiro andar, segundo andar e sótão, com a superfície coberta de cento e noventa e quatro metros quadrados, sita na Rua de Santa Cruz, número um, Cova da Iria - Fátima, inscrita na matriz predial urbana da referida freguesia de Fátima sob o número 2289; b) Um fundo inicial próprio, no valor de trinta milhões de escudos, contribuição de anónimos e do instituidor para o arranque da Fundação; c) Os bens que a Fundação adquira com rendimentos disponíveis do seu património; d) Subsídios eventuais ou permanentes que, porventura, lhe venham a ser concedidos por quaisquer pessoas individuais ou coletivas de direito público ou privado; 2
e) Outros bens que à Fundação advenham por qualquer título gratuito; f) Doações e legados puros e, bem assim, doações e legados condicionais ou onerosos, desde que, nestes últimos casos, a condição ou o encargo não contrariem os fins da instituição. Artº 8º - A Fundação pode praticar todos os atos necessários à realização dos seus fins e á gestão do seu património, adquirindo, onerando e alienando qualquer espécie de bens, nos termos previstos na lei. Capítulo IV Organização e Funcionamento Artº 9 - São órgãos da Fundação: o Conselho da Fundação, o Conselho Diretivo e o Conselho Fiscal, substituível por um fiscal único, de acordo com o o Artº 27, 3, da Lei-Quadro das Fundações, de 9 de Julho de 2012. Artigo 10 - Conselho da Fundação 1. O Conselho da Fundação é composto por treze, quinze ou dezassete individualidades de reconhecido mérito e competência nas áreas que constituem o objeto da Fundação, oriundos da ALA DOS AMIGOS DA FUNDAÇÃO, em que se integram os membros do Conselho Directivo, presidido pelo Fundador ou por quem o substituir. 2. O Conselho da Fundação reúne ordinariamente pelo menos duas vezes por ano, até ao fim de Março para apreciar e aprovar o relatório e contas do Conselho Diretivo relativos ao ano anterior e o respetivo parecer do Conselho Fiscal, e até ao final de Novembro para apreciar e aprovar o orçamento e o plano de ação relativos ao ano seguinte e, extraordinariamente, sempre que o convoque o seu Presidente ou o requeira a maioria dos seus membros. Artº 11º - Compete ao Conselho da Fundação: a) preservar os princípios inspiradores da Fundação; b) apresentar sugestões e fazer recomendações relativamente às atividades da Fundação; c) pronunciar-se sobre questões específicas que lhe sejam submetidas pelo Conselho Diretivo. d) autorizar qualquer alienação de património imóvel da Fundação, seja a que título for; e) aprovar qualquer alteração, modificação ou extensão de normas estatutárias, dos fins da Fundação e de tudo o que diga respeito à sua modificação, fusão ou extinção. f) cooptar os membros do Conselho Diretivo e aprovar as listas por ele eleitas. g) pronunciar-se e aprovar todas as medidas de carácter extraordinário na vida da Fundação. Artº 12º - Conselho Diretivo 1. O Conselho Diretivo é composto por três, cinco ou sete membros, sendo um presidente, que é o Fundador ou quem o substituir, dois vice-presidentes, sendo um vitalício nomeado nos 3
estatutos, que substituirão o presidente nas suas faltas e impedimentos temporários, e os restantes vogais; 2. Os membros do Conselho Diretivo são designados inicialmente nas disposições transitórias destes estatutos e futuramente escolhidos pelo Conselho da Fundação, por cooptação entre os seus membros, com a antecedência mínima de três meses relativamente ao termo do seu mandato. 3. No prazo estipulado no número anterior, o Conselho deverá designar, por voto secreto e maioria simples, os seus membros para cada novo mandato. 4. Os membros do Conselho Diretivo serão pessoas singulares, mesmo no caso de serem representantes de pessoas coletivas civis ou religiosas. Art.º 13º - Mandato do Conselho Diretivo 1. O mandato dos membros do Conselho Diretivoe é de três anos, sendo livremente renovável. 2. O presidente e o vice-presidente designados nas disposições transitórias destes estatutos exercerão os cargos a título vitalício. 3. O presidente do Conselho Diretivo terá voto qualidade. Artº 14º - Em caso de renúncia, demissão ou morte de algum membro do Conselho, este preencherá essa vaga nos termos estatutários. Artº 15º - Sempre que seja considerado necessário ou conveniente para o cumprimento dos fins da Fundação, o Conselho Diretivo poderá: a) criar órgãos, permanentes ou não, de consulta e informação em cada um dos ramos de atividade que constituem o objeto da Fundação, estabelecer os regulamentos a que o seu funcionamento deve ficar sujeito e preencher os respetivos cargos; b) encarregar quaisquer pessoas idóneas de promoverem ao expediente ordinário dos serviços da Fundação e de darem execução às deliberações do Conselho; c) constituir mandatários, de acordo com as disposições estatutárias. Artº 16º - A Fundação obriga-se: a) pela assinatura do presidente do Conselho Diretivo; b) pelas assinaturas conjuntas de dois membros do Conselho Diretivo, sendo pelo menos uma de um vice-presidente, a quem forem conferidos poderes para o efeito por deliberação c) pela assinatura de um procurador, tratando-se de ato certo e determinado. Artº 17º - O Conselho Diretivo reunirá, em sessão ordinária, trimestralmente e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo presidente ou a solicitação de qualquer dos seus membros. 4
Artigo 18 - Compete ao Conselho Diretivo gerir a instituição e representá-la, incumbindo-lhe, designadamente: a) garantir a efetivação dos direitos dos beneficiários; b) elaborar anualmente e submeter ao parecer do Conselho Fiscal o relatório e contas de gerência, bem como o orçamento e programa de ação para o ano seguinte; c) assegurar a organização e o funcionamento dos serviços, bem como a escrituração dos livros, nos termos da lei; d) organizar o quadro do pessoal e contratar e gerir o pessoal da instituição; e) zelar pelo cumprimento da lei, dos estatutos e das deliberação dos órgãos da Fundação. 19 - Compete, em especial, ao presidente: a) representar a Fundação em juízo ou fora dele; b) convocar, presidir e dirigir as reuniões do Conselho Diretivo e promover a execução das suas deliberações; c) despachar os assuntos normais de expediente e outros que careçam de solução urgente. Art 20.º - 0 exercício das funções de membro do Conselho Diretivo será remunerado ou não, consoante deliberação do órgão deliberativo. Art 21.º - 0 Conselho Diretivo procederá todos os anos a um inventário dos bens da Fundação e a um balanço de todos os s eus rendimentos e gastos. Art. 22º - Conselho Fiscal 1. O Conselho Fiscal é composto por três membros, eleitos pelo Conselho Diretivo, sendo um presidente e os restantes vogais, podendo ser substituído por um Revisor Oficial de Contas. 2. A duração do mandato dos membros do Conselho Fiscal é de três anos, podendo ser renovado por uma ou mais vezes. Art. 23.º - Compete ao Conselho Fiscal: a) verificar se a aplicação dos rendimentos do património da Fundação se realizou de harmonia com os seus fins estatutários; b) verificar a exatidão das contas anuais da Fundação; c) elaborar um relatório anual sobre a sua ação de fiscalização e emitir parecer sobre as contas anuais apresentadas pelo Conselho Diretivo; d) assistir ou fazer-se representar por um dos seus membros às reuniões do Conselho Diretivo, sempre que julgue conveniente, mas sem direito a voto; e) solicitar ao Conselho Diretivo elementos que considere necessários ao cumprimento das suas atribuições, bem como propor reuniões extraordinárias para discussão, com aquele órgão, de determinados assuntos cuja importância o justifique. 5
Capítulo V Disposições Finais Art. 24.º - O Conselho Diretivo tem a seguinte composição: Presidente - Padre Joaquim Rodrigues Ventura Vice-Presidente - Custódia Bárbara Lampreia Soeiro Por três ou cinco elementos cooptados pelo Conselho da Fundação. Art. 25 - O mandato dos elementos do Conselho Diretivo designados inicia-se na data da celebração da presente escritura ou com a eleição dos mesmos. Art. 26º - O Conselho Fiscal é eleito nos termos estatutários. Artigo 27 - O instituidor da Fundação mantém a sua residência, vitaliciamente, na casa por ele doada para sede e atividades da Fundação, assim como a vice-presidente da Fundação, referida no artigo 24. Artigo 28º - A alteração dos presentes Estatutos e a transformação ou extinção da Fundação só podem ser deliberados pelo Conselho da Fundação, por maioria de três quartos dos votos validamente expressos. Artigo 29 - No caso da extinção da Fundação, compete ao Conselho da Fundação tomar as medidas necessárias à salvaguarda dos objetivos, pessoas e bens da Fundação, em conformidade com as disposições legais aplicáveis e com as cláusulas constantes dos protocolos efetuados, devendo os bens da Fundação, no respeito pela vontade do fundador, reverter para a Diocese de Leiria - Fátima, de forma a garantir a prossecução de fins análogos. Artigo 30 - A "Ala dos Amigos" da Fundação é constituída por todas as pessoas que se proponham colaborar na prossecução das atividades da Fundação, quer através de contribuição pecuniária, quer de trabalho voluntário, quer de participação nos eventos da Fundação e que, como tal sejam admitidas pelo Conselho Diretivo. 6