Professor Eustáquio Vidigal www.centroestrategia.com.br
Obstáculos para o desenvolvimento da burguesia Esse entrave era em boa parte causado pelo Antigo Regime
Crescimento demográfico Insuficiente produção agrícola Entraves feudais Fenômenos climáticos Fome e miséria Jacqueries (revoltas camponesas)
Absolutismo Direito divino Assembleia dos Estados Gerais não era convocada
Desordem administrativa Gastos colossais da corte Enormes custos das guerras Guerra dos sete anos Guerra de independência dos EUA Tratados desvantajosos Éden-Rayneval Inglaterra Vinho - Tecidos
Regulamentações (interferências do estado na economia) próprias do mercantilismo Taxas Proibições
Burguesia Não tinha influência política Era marginalizada socialmente Organização estamental Alto e baixo clero Nobreza O povo Primeiro Estado Segundo Estado Terceiro Estado
Clero Alto e baixo clero Segundo a ordem hierárquica e sua origem nobre ou humilde Nobreza Nobreza de sangue (origem feudal) Nobreza de Toga (compra de título ou mérito) O povo Burguesia (banqueiros, profissionais liberais, funcionários públicos e comerciantes) Artesãos, sans-culottes, camponeses e servos
Difíceis condições socioeconômicas, revoltas, concorrências dos produtos ingleses, falências, desemprego, queda dos salários, condições climáticas e elevação dos preços dos produtos. Elementos que fomentaram a insatisfação geral
Ministros para tentar resolver a situação Calonne Assembleia dos Notáveis (Nobreza e Clero) Sugeriu que o Primeiro e o Segundo estado contribuíssem com impostos. Pressionado pelos dois estados se demitiu Necker Convocação dos estados-gerais (1789) O terceiro estado exigiu o fim do voto por estado, queriam o voto por cabeça. (primeiro estado 291 deputados, segundo estado 270 deputados e terceiro estado 578 deputados) Diante disso Luís XVI tentou dissolver os estados-gerais, impedindo a entrada de deputados na sala de sessões. Os representantes do terceiro-estado rebelarem-se e invadiram a sala do jogo de péla, exigindo uma Constituição
Em 9 de julho o terceiro-estado com alguns membros do baixo clero, declararam-se em Assembleia Nacional Constituinte. Criação da Guarda Nacional Resistir ao rei e liderar a população civil, que começava a se armar. Em 14 de julho, a multidão invadiu a fortaleza da Bastilha Grande Medo
Nessa imagem, os revolucionários são tratados pela imprensa inglesa de forma animalesca. De fato, no momento em que líderes da revolução não condenaram a morte brutal dos guardas que tinham a função de proteger a Bastilha, abriase uma porta para o terror e a máquina certeira da guilhotina fazer suas milhares de vítimas.
Abolição dos privilégios feudais Aprovada a Declaração do Direitos do Homem e do Cidadão Igualdade de todos perante a lei Direito a propriedade privada Direito de resistência a opressão
Os representantes do povo francês, reunidos em Assembleia Nacional, tendo em vista que a ignorância, o esquecimento ou o desprezo dos direitos do homem são as únicas causas dos males públicos e da corrupção dos Governos, resolveram declarar solenemente os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem, a fim de que esta declaração, sempre presente em todos os membros do corpo social, lhes lembre permanentemente seus direitos e seus deveres; a fim de que os atos do Poder Legislativo e do Poder Executivo, podendo ser a qualquer momento comparados com a finalidade de toda a instituição política, sejam por isso mais respeitados; a fim de que as reivindicações dos cidadãos, doravante fundadas em princípios simples e incontestáveis, se dirijam sempre à conservação da Constituição e à felicidade geral. Em razão disto, a Assembleia Nacional reconhece e declara, na presença e sob a égide do Ser Supremo, os seguintes direitos do homem e do cidadão: Art.1º. Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum. Art. 2º. A finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. Esses direitos são a liberdade, a propriedade a segurança e a resistência à opressão. Art. 3º. O princípio de toda a soberania reside, essencialmente, na nação. Nenhuma operação, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela não emane expressamente. Art. 4º. A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo. Assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites apenas podem ser determinados pela lei. Art. 5º. A lei não proíbe senão as ações nocivas à sociedade. Tudo que não é vedado pela lei não pode ser obstado e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordene. Art. 6º. A lei é a expressão da vontade geral. Todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou através de mandatários, para a sua formação. Ela deve ser a mesma para todos, seja para proteger, seja para punir. Todos os cidadãos são iguais a seus olhos e igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo a sua capacidade e sem outra distinção que não seja a das suas virtudes e dos seus talentos.
Art. 7º. Ninguém pode ser acusado, preso ou detido senão nos casos determinados pela lei e de acordo com as formas por esta prescritas. Os que solicitam, expedem, executam ou mandam executar ordens arbitrárias devem ser punidos; mas qualquer cidadão convocado ou detido em virtude da lei deve obedecer imediatamente, caso contrário torna-se culpado de resistência. Art. 8º. A lei apenas deve estabelecer penas estrita e evidentemente necessárias e ninguém pode ser punido senão por força de uma lei estabelecida e promulgada antes do delito e legalmente aplicada. Art. 9º. Todo acusado é considerado inocente até ser declarado culpado e, se julgar indispensável prendê-lo, todo o rigor desnecessário à guarda da sua pessoa deverá ser severamente reprimido pela lei. Art. 10º. Ninguém pode ser molestado por suas opiniões, incluindo opiniões religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida pela lei. Art. 11º. A livre comunicação das ideias e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do homem. Todo cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusos desta liberdade nos termos previstos na lei. Art. 12º. A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de uma força pública. Esta força é, pois, instituída para fruição por todos, e não para utilidade particular daqueles a quem é confiada. Art. 13º. Para a manutenção da força pública e para as despesas de administração é indispensável uma contribuição comum que deve ser dividida entre os cidadãos de acordo com suas possibilidades. Art. 14º. Todos os cidadãos têm direito de verificar, por si ou pelos seus representantes, da necessidade da contribuição pública, de consenti-la livremente, de observar o seu emprego e de lhe fixar a repartição, a coleta, a cobrança e a duração. Art. 15º. A sociedade tem o direito de pedir contas a todo agente público pela sua administração. Art. 16.º A sociedade em que não esteja assegurada a garantia dos direitos nem estabelecida a separação dos poderes não tem Constituição. Art. 17.º Como a propriedade é um direito inviolável e sagrado, ninguém dela pode ser privado, a não ser quando a necessidade pública legalmente comprovada o exigir e sob condição de justa e prévia indenização.
Os bens da Igreja foram confiscados Os padres passaram a subordina-se ao Estado, no papel de funcionários públicos, segundo a Constituição Civil do Clero. Clero refratário Não aceitaram essa decisão e fugiram e se alinharam com nobres e com reis absolutistas. Clero juramentado Aceitaram a decisão. Em 1791, a Assembleia Nacional proclamou a primeira Constituição da França Três poderes Executivo Rei Legislativo Deputados eleitos pelo voto censitário Judiciário Monarquia constitucional
O poder da burguesia Voto censitário Leis que proibiam greves e formação de associações de trabalhadores Fim dos privilégios aristocráticos Restrições econômicas a população Separava-se, assim, a burguesia do terceiro estado
Em setembro de 1971 foi aprovada a primeira Constituição Francesa. Monarquia constitucional Acabou com o absolutismo A Assembleia passa a fazer e aprovar leis Perda dos privilégios do clero e da nobreza Criação do voto censitário Cidadãos ativos com renda exigida para votar e ser votado. Cidadãos passivos não votantes (85% da população, pobres, mulheres e não brancos foram excluídos do direito ao voto) Proibiu os sindicatos e as greves
A Constituição desagradou profundamente o rei e seus aliados internos (alto clero e alta nobreza) e externos (ÁUSTRIA E PRÚSSIA) Essas forças se uniram, montaram um exército e invadiram a França. A Assembleia reagiu a pátria em perigo Prenderam o rei e sua família O exército francês revolucionário (batalha de Valmy) venceu o exército estrangeiro
Elegeu-se uma nova Assembleia Nacional Convenção Extinguiu a Monarquia Proclamou a República Intensa disputa entre os 750 deputados que se encontravam divididos em quatro grandes grupos políticos.
Girondinos Representavam a burguesia industrial e comercial. Voto censitário Propriedade privada Contrários a participação popular na Convenção Jacobinos A exemplo de Robespierre, Governo central forte Voto universal Participação popular na direção do processo revolucionário Montanheses Cordeliers Liderados por Marat e Danton Fim da propriedade privada Reforma agrária Planície Composta por deputados que agiam conforme seus interesses Ora apoiava os jacobinos Ora apoiava os girondinos
O rei foi levado a julgamento pela Convenção Girondinos propunham uma solução conciliatória. Jacobinos desejavam a execução do rei. O rei Luís XVI foi considerado culpado, e em janeiro de 1793, diante de uma multidão foi guilhotinado.
Na imagem um sansculottes assiste a execução do rei Luís XVI. Descansando o pé na cabeça de um clérigo o revolucionário toca violino em uma cena aterradora. Próximo à plataforma outros revolucionários assistem a cena (repare nos gorros) e ao fundo uma Igreja arde em chamas.
A execução do rei desencadeou uma série de reações internas e externas Externas Várias monarquias europeias (Áustria, Prússia, Espanha e Inglaterra) uniram-se e formaram a Primeira Coligação contra a França. Interna Em meio à grave crise econômica, grupos sans-culottes armados cercaram a Assembleia Nacional, depuseram os deputados girondinos e colocaram os jacobinos no poder (junho de 1793)
Governo fortemente centralizado Dirigido por Robespierre Comitê de Salvação Pública com grande poder Tribunal Revolucionário Julgava sumariamente os contrarevolucionários. Medidas adotadas pelo Comitê Alistamento em massa (18 a 25 anos de idade). Tabelou os preços dos produtos de primeira necessidade e elevou os salários. Dividiu as terras dos nobres em pequenos lotes e as vendeu ou doou aos camponeses. Aboliu a escravidão nas colônias francesas. Instituiu a escola primária pública e obrigatória.
Robespierre (1758-1794) foi um político, revolucionário radical francês. Deputado na Assembleia Nacional e líder do Clube Jacobino. Popularmente conhecido como o "incorruptível". Os amigos da Constituição fundam um clube que ficou conhecido como jacobinos - nome dos primeiros dominicanos instalados em Paris, e Robespierre torna-se o líder do clube. Começou uma longa e dura luta com os poderosos girondinos. Em 1791 há uma cisão no partido Jacobino, Os moderados fundam o clube dos feuillants e Robespierre torna-se líder dos radicais.
Jacobinos x Girondinos Assassinato de Marat (jacobino) por Charlote Corday (girondina) Os jacobinos aumentaram a repressão Lei dos suspeitos suspendia os direitos individuais e intensificava o uso da guilhotina. Período do Terror (setembro de1793 a julho de 1794)
O enfraquecimento dos jacobinos A intensificação do uso da violência Perderam o apoio popular e dos deputados. Aproveitando-se desse enfraquecimento, os deputados da planície e os girondinos desfecharam um golpe em julho de 1794 (9 Termidor pelo novo calendário) e retomaram o poder. Robespierre, Saint-Just e outros líderes jacobinos foram presos e guilhotinados sem julgamento. Encerrava-se, assim, a fase mais popular e radical da revolução. A burguesia retomava o poder.
Liberou os preços dos alimentos e aluguéis Restabeleceu a escravidão nas colônias Estimulou o crescimento da indústria do algodão, da metalurgia e da mineração. Em 1795, aprovou uma nova Constituição Voto censitário Poder executivo ficou a cargo de um Diretório, formado por cinco deputados escolhidos por sorteio.
Combateu duramente seus dois principais adversários: Os realistas (volta da monarquia) ajudados pela Inglaterra, promoviam levantes para levar ao poder o conde de Artois, irmão de Luís XVI. Os novos jacobino, apoiados pelos sans-culottes, faziam oposição ao governo por meio d seus clubes e jornais. Conspiração dos Iguais movimento popular liderado por Graco Babeuf. Propunha o fim da propriedade privada e a distribuição equitativa da riqueza.
Reação Decretou uma lei que condenava à morte todos os que eram favoráveis à reforma agrária ou a volta da monarquia. Ordenou a ocupação militar de Paris. Anulou a eleições Fechou a imprensa oposicionista. Diretório enfraquecido Denúncias de corrupção Violência Instabilidade política Os militares ganham prestígio
Napoleão Bonaparte Conhecido pelo excelente desempenho no combate aos exércitos estrangeiros. Passou a ser visto como o salvador da pátria Em 10 de novembro de 1799 (18 de Brumário pelo calendário republicano), Napoleão desfechou um golpe de Estado, e, apoiado por um grupo político-militar (girondinos) tomou o poder.
Substituição do Antigo Regime pela República Súditos passara à condição de cidadãos A sociedade de ordens deu lugar à sociedade de classes Fim das leis que estabeleciam distinções baseadas no nascimento Diminuição do poder da Igreja Aumento do número de camponeses proprietários Fim das regulamentações mercantilistas Fim das relações servis Consolidação do capitalismo