LITERATURA COLONIAL - BARROCO

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Transcrição:

Lista de exercícios Aluno (a): Turma: 2 ano Professor: Daniel Disciplina: Literatura No Anhanguera você é + Enem Antes de iniciar a lista de exercícios, leia atentamente as seguintes orientações: É fundamental a apresentação de uma lista legível, limpa e organizada. Rasuras podem invalidar a lista. Questões discursivas deverão ser respondidas na própria lista. Não há necessidade de folhas em anexo, todas as respostas serão exclusivamente na lista. O não atendimento a algum desses itens faculta ao professor o direito de desconsiderar a lista. A lista deve ser feita a caneta. Data de entrega e prova: 24/03/2018 P2-1 BIMESTRE LITERATURA COLONIAL - BARROCO O Barroco - a arte que predominou no século XVII - registra um momento de crise espiritual na cultura ocidental. Nesse momento histórico, convivem duas mentalidades, duas formas distintas de ver o mundo: de um lado o paganismo e o sensualismo do Renascimento; de outro, a forte onda de religiosidade que faz lembrar o teocentrismo medieval. Não só no período barroco, mas em várias outras épocas, a literatura serviu como veículo para expressar sentimentos de religiosidade e comunhão entre o homem e Deus. Em alguns casos, também para criticar a Igreja e suas relações com o poder. Procure refletir sobre essa questão a partir da análise dos textos que seguem: Leia com atenção: Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos, os escravos muitos; os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome; os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros; os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses; os senhores em pé apontando para o açoite, como estátuas da soberba e da tirania, os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. Ó Deus! Quantas graças devemos à fé que nos destes, porque ela só nos cativa o entendimento, para que, à vista destas desigualdades, reconheçamos contudo vossa justiça e providência! Estes homens não são filhos do mesmo Adão e da mesma Eva? Estas almas não foram resgatadas com o sangue do mesmo Cristo? Estes corpos não nascem e morrem, como os nossos? Não respiram com o mesmo ar? Não os cobre o mesmo céu? Não os aquenta o mesmo sol? Padre Antônio Vieira (Barroco século XVII) 01. O autor enfatiza a igualdade entre escravos e senhores a partir de uma concepção cristã do mundo. Relacione essa afirmativa ao texto. 1

02. A figura de linguagem mais utilizada nesse sermão é a antítese ( aproximação de palavras que expressam ideias opostas ). Identifique alguns trechos em se utiliza essa figura. 03. Por que a antítese é uma ferramenta importante para a argumentação que o autor quer fazer? Explique. 04. Nas quatro últimas linhas do texto, que tipo de frase Vieira emprega para despertar a consciência de seus ouvintes? 05. De que forma o autor concebe a importância da fé para os cristãos? Guerra santa Ele diz que tem, que tem como abrir o portão do céu Ele promete a salvação Ele chuta a imagem da santa, fica louco-pinel Mas não rasga dinheiro, não Ele diz que faz, que faz tudo isso em nome de Deus Como um Papa da Inquisição Nem se lembra do horror da noite de São Bartolomeu Não, não lembra de nada não 2

Não lembra de nada, é louco Mas não rasga dinheiro Promete a mansão no paraíso Contanto que você pague primeiro Que você primeiro pague o dinheiro Dê sua doação, e entre no céu Levado pelo bom ladrão Ele pensa que faz do amor sua profissão de fé Só que faz da fé profissão Aliás em matéria de vender paz, amor e axé Ele não está sozinho, não Eu até compreendo os salvadores profissionais Sua feira de ilusões Só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz Deixa o outro vender limões Um vende limões, o outro Vende o peixe que quer O nome de Deus pode ser Oxalá Jeová, Tupã, Jesus, Maomé Maomé, Jesus, Tupã, Jeová Oxalá e tantos mais Sons diferentes, sim, para sons iguais. Gilberto Gil Em relação à canção de Gilberto Gil, assinale V (Verdadeiro) ou F (Falso) para as afirmações abaixo, justificando sua resposta. 06. ( ) A canção faz uma análise sobre a postura e o comportamento de líderes religiosos. 07. ( ) A canção retrata um problema atual que era muito comum na Idade Média e que agora se verifica sob outras formas: as indulgências. 08. ( ) Não se pode dizer que a temática da canção tenha relação com a nossa realidade atual. 09. ( ) A expressão salvadores profissionais se refere aos fiéis das religiões. 10. ( ) No trecho Só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz / Deixa o outro vender limões / Um vende limões, o outro / Vende o peixe que quer, podemos ter a seguinte interpretação: assim como o limão e o peixe se completam e coexistem, pois aquele pode ser tempero e refresco para este, as religiões devem respeitar-se mutuamente, com cada uma reconhecendo a existência e os direitos da outra. 11. ( ) Conforme se deduz da leitura da última estrofe, o mesmo Deus pode ter vários nomes diferentes, ideia esta aceita por todas as religiões difundidas pelo mundo. 12. ( ) A canção critica a religiosidade do povo e procura ressaltar como as diferenças entre as religiões são inconciliáveis. 13. Explique com suas palavras o título do texto. 3

Rifoneiro divino Responde, por favor: Deus é quem sabe? Sabe Deus o que faz? Deus dá o pão, não amassa a farinha? Deus o dá, Deus o leva? Pertence-lhe o futuro? Deus te dá saúde? Deus ajuda a quem cedo madruga? Será que Deus não dorme? E é Deus por todos, cada um por si? Deus consente, mas nem sempre? Deus perdoa, Deus castiga? Deus me livra ou salva? Deus vê o que o Diabo esconde? De hora em hora Deus melhora? Mas é se Deus quiser? E Deus quer? Deus está em nós? E nós, responde, estamos nele? Carlos Drummond de Andrade 14. Como é elaborado esse texto? Que tipo de expressão ele utiliza? 15. Drummond parece questionar a influência divina em nossas vidas. Explique. 16. Elabore uma lista de outros provérbios e expressões que se referem a Deus, na linguagem popular. 4

17. Com referência ao Barroco, todas as alternativas são corretas, exceto: a) O Barroco estabelece contradições entre espírito e carne, alma e corpo, morte e vida. b) O homem centra suas preocupações em seu próprio ser, tendo em mira seu aprimoramento, com base na cultura greco-latina. c) O Barroco apresenta, como característica marcante, o espírito de tensão, conflito entre tendências opostas: de um lado, o teocentrismo medieval e, de outro, o antropocentrismo renascentista. d) A arte barroca é vinculada à Contrarreforma. e) O Barroco caracteriza-se pela sintaxe obscura, uso de hipérbole e de metáforas. 18. "Nasce o Sol, e não dura mais que um dia. Depois da luz, se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria." Na estrofe acima, de um soneto de Gregório de Matos, a principal característica do Barroco é: a. culto da Natureza b. a utilização de rimas alternadas c. a forte presença de antíteses d. culto do amor cortês e. uso de aliterações 19. "Que falta nesta cidade? Verdade. Que mais por sua desonra? Honra. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. O demo a viver se exponha, 5

Por mais que a fama a exalta, Numa cidade onde falta Verdade, honra, vergonha." Pode-se reconhecer nos versos acima, de Gregório de Matos: a. caráter de jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço de uma crítica, em tom de sátira, do perfil moral da cidade da Bahia. b. caráter de jogo verbal próprio da poesia religiosa do século XVI, sustentando piedosa lamentação pela falta de fé do gentio. c. estilo pedagógico da poesia neoclássica, por meio da qual o poeta se investe das funções de um autêntico moralizador. d. caráter de jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço da expressão lírica do arrependimento do poeta pecador. e. estilo pedagógico da poesia neoclássica, sustentando em tom lírico as reflexões do poeta sobre o perfil moral da cidade da Bahia. 20. "Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres... O ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas que levam, de que eu trato, são os outros - ladrões de maior calibre e de mais alta esfera... Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo de seu risco, estes, sem temor nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados, estes furtam e enforcam." (Sermão do bom ladrão, Vieira) Em relação ao estilo empregado por Vieira neste trecho pode-se afirmar: a. autor recorre ao Cultismo da linguagem com o intuito de convencer o ouvinte e por isto cria um jogo de imagens. b. Vieira recorre ao preciosismo da linguagem, isto é, através de fatos corriqueiros, cotidianos, procura converter o ouvinte. c. Padre vieira emprega, principalmente, o Conceptismo, ou seja, o predomínio das ideias, da lógica, do raciocínio. d. O pregador procura ensinar preceitos religiosos ao ouvinte, o que era prática comum entre os escritores da época. e. O trecho não representa a linguagem do Barroco, pela inexistência de figuras de linguagem. 6

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