AS ORIGENS DA PRÁTICA DO CUIDAR
ORIGENS DA AÇÃO DE CUIDAR Gênero Homo surgiu na superfície terrestre há aproximadamente 2 milhões de anos Homo sapiens existe há cerca de 100 mil anos Processo civilizatório teve início há 10 mil anos, quando: o homem abandonou o estilo de vida nômade e passou a fixar-se na terra, transformando-se de caçador em agricultor e criador de animais.
Não há uma data exata para o início da história humana. Por séculos, o Egito foi considerado o berço da civilização humana. Recentemente, descobertas arqueológicas têm demonstrado que a figura humana mais primitiva foi a encontrada na África do Sul.
O RITUAL DO CUIDAR Para estudar como os grupos primitivos cuidavam de doentes, seria preciso antes de tudo examinar os achados arqueológicos Arqueologia- ciência que traz à luz as marcas da existência do homem no passado remoto A história tem sido registrada através dos tempos em pedras, objetos, instrumentos, inscrições hieroglíficas ou cuneiformes, papiros e finalmente livros e documentos.
CÓDIGO DE HAMURABI Hamurabi- maior rei babilônio (1792a.C.-1750a.C.) elaborou um sistema de leis severas como olho por olho, dente por dente. Foi inscrito em texto cuneiforme, em diorita negra Previa normas de conduta para o sacerdote/médico, uma das quais estabelecia que, se ele errasse no tratamento de um homem livre, teria sua mão arrancada.
Moisés estabeleceu o Código Mosaico Regular as práticas religiosas que abrangia aspectos sanitários e de saúde Apresentava de forma sistemática e organizada os métodos para prevenir doenças, por meio de certas regras de higiene pessoal, alimentação e repouso. Previa normas gerais para inspeção e seleção de animais para abate, cuidados com excreta e notificação em caso de doença contagiosa, para assegurar isolamento, quarentena e desinfecção
ATIVIDADE DE CUIDAR Confunde no tempo com o trabalho da mãe no cuidado e na nutrição dos filhos e de outras pessoas dependentes, como os idosos, os feridos ou doentes. A proteção materna instintiva foi a primeira forma de manifestação do ser humano no cuidado de seu semelhante Na época do nomadismo, quando era comum as crianças serem sacrificadas por atrapalhar as caminhadas dos grupos nômades em busca de alimentos, muitas delas foram salvas pelas mães.
O conhecimento dos meios de cura conferia poder, e o homem, aliando tal conhecimento ao misticismo, fortaleceu esse poder e apoderou-se dele, transformando-se em figura mística ou religiosa para aplacar as forças do mal. Essas figuras tornaram-se conhecidas como pajés, feiticeiros, xamãs e sacerdotes, que utilizavam magias, danças e beberagens para afugentar os demônios, que segundo crença da época, provocavam as doenças Neste período as doenças eram tidas como um castigo de Deus ou resultavam do poder do demônio.
A FIGURA DO CUIDADOR ATRAVÉS DOS TEMPOS Origem dos cuidados objeto da profissão de enfermagem Os cuidados existem desde que surgiu a vida, uma vez que seres humanos sempre precisaram deles. Cuidar é um ato que tem a finalidade de permitir que a vida continue a desenvolver-se e, assim, lutar contra a morte (do indivíduo, do grupo ou da espécie) Para garantir as funções vitais era necessário, pelo menos, prover a alimentação, a proteção com o vestuário e abrigo contra as intempéries.
Necessidades cotidianas deram origem a um conjunto de atividades assumidas por homens e mulheres. Organização de tais tarefas deu lugar a divisão sexuada do trabalho, marcando o lugar do homem e da mulher na vida social e econômica.
Surgimento dos sacerdotes, com direito de eliminar do grupo qualquer suspeito de ser portador do mal (ciganos, hereges, mendigos e loucos) Esse papel de mediador foi se transformando, dando origem à figura do médico
HIPÓCRATES Médico grego, filho de um sacerdote-médico, viveu de 460a.C. a 355 a.c. Tido como pai da medicina pelo fato de tê-la separado da religião, da magia e da filosofia e, assim, dado início à medicina científica
A ação de proteção, no início reflexa e instintiva, tornou-se objeto do xamã ou feiticeiro, depois do sacerdote e, mais tarde, do médico. Cuidar tornou-se tratar a doença. Sem conseguir tratar dos doentes, necessitavam de outras pessoas que assumissem as numerosas atividades paralelas ao trabalho de investigação e de tratamento das doenças