Instrumentos Financeiros

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Transcrição:

Instrumentos Financeiros

Derivativos - Swap

Instrumento financeiro composto (híbrido) >> Instrumento financeiro composto (híbrido) >> Derivativo embutido é um componente de um instrumento híbrido

Como estão as apresentações? Os arquivos em PowerPoint devem ser enviados até o dia 12/10/2016 pelo STOA, por meio de link a ser criado pelo docente. O envio atrasado implica em redução de 50% da nota final do trabalho.

Questões norteadoras da discussão Derivativos embutidos 1 o que é? 2 em que condições deve ser separado? Instrumentos financeiros compostos 3 exemplo? 4 como mensurar? Notícia sobre debêntures perpétuas 5 como as empresas classificaram? 6 qual a posição da CVM e do CPC sobre o assunto?

IAS 32/CPC 39 Deve-se separar um instrumento financeiro composto em seus componentes de passivo e de PL, desde o reconhecimento inicial Instrumento Financeiro Composto Passivo PL Manual (2010)

CPC 39 Item 28 O emitente de instrumento financeiro não derivativo deve avaliar os termos do instrumento financeiro para determinar se ele contém tanto um passivo quanto um componente de patrimônio líquido. Tais componentes devem ser classificados separadamente como passivos financeiros, ativos financeiros ou instrumentos patrimoniais de acordo com o item 15.

A essência na classificação 15. O emissor de instrumento financeiro deve classificar o instrumento, ou parte de seus componentes, no reconhecimento inicial como passivo financeiro, ativo financeiro ou instrumento patrimonial de acordo com a essência do acordo contratual e as definições de passivo financeiro, ativo financeiro e instrumento patrimonial. Exemplo: ação preferencial com cláusula obrigatória de resgate Onde classificar no BP? Passivo

A essência na classificação 18. A essência de um instrumento financeiro, em vez de sua forma jurídica, rege sua classificação no balanço patrimonial da entidade. [...] Alguns instrumentos financeiros assumem a forma legal de patrimônio líquido, mas são passivos em sua essência e outros podem combinar características associadas a instrumentos patrimoniais e características associadas a passivos financeiros exemplo

A essência na classificação (a) uma ação preferencial que proporcione resgate obrigatório pelo emitente por uma quantia fixa ou determinável em data fixa ou futura, ou dê ao titular o direito de exigir que o emitente resgate o instrumento numa ou após uma data específica por uma quantia fixa ou determinável, é um passivo financeiro;

CPC 39 AG31. Uma forma comum de instrumento financeiro composto é um instrumento de dívida com a opção de conversão embutida, como por exemplo um título de dívida conversível em ações ordinárias da própria empresa emissora e sem nenhum outro derivativo embutido.

Debêntures conversíveis em ações Quanto às debêntures conversíveis em ações, o investidor poderá, em prazos determinados e sob condições previamente definidas, optar pela conversão de seu valor em ações, incorporando-o ao capital da sociedade emitente Todas as condições pertinentes a emissão, prazos, resgates, rendimentos, conversão em ações e vencimento de debêntures são obrigatoriamente fixados em assembleia geral de acionistas. http://ibmec.org.br/geral/debentures-e-debentures-conversiveis-em-acoes/

Marfrig As atividades da empresa dividem-se em produção, processamento, industrialização, venda e distribuição de alimentos à base de proteína animal, incluindo carne bovina, ovina, aves e peixes, além de outros produtos alimentícios variados, tais como empanados, pratos prontos, vegetais congelados e sobremesas, entre outros. INSTRUMENTO PARTICULAR DE ESCRITURA DA 5ª EMISSÃO DE DEBÊNTURES CONVERSÍVEIS EM AÇÕES DA MARFRIG GLOBAL FOODS S.A.... III.15. CONVERSIBILIDADE DAS DEBÊNTURES... São Paulo, 22 de janeiro de 2014. http://ri.marfrig.com.br/pt/documentos/escritura_debentures 5_emissao.pdf

21. INSTRUMENTO MANDATÓRIO CONVERSÍVEL EM AÇÕES A Companhia, com base na essência da operação (equity) e nas características da mesma, registrou, inicialmente, o Instrumento Mandatório (principal) como Reserva de Capital, classificado no Patrimônio Líquido. Todavia, a Comissão de Valores Mobiliários - CVM, através do Ofício/CVM/SEP/GEA-5/nº 329/2012, datado de 10 de outubro de 2012, manifestou-se a respeito desse instrumento, determinando: (i) a reclassificação da contabilização do Instrumento Mandatório, e (ii) que fossem reapresentadas as demonstrações contábeis de 2011, comparadas as demonstrações de 2010.

21. INSTRUMENTO MANDATÓRIO CONVERSÍVEL EM AÇÕES A Companhia acatou a determinação da CVM, procedendo à reclassificação integral do Instrumento Mandatório para rubrica contábil específica no passivo não circulante A contabilização anterior estava amparada por pareceres contábeis e jurídicos emitidos especificamente para a matéria

Instrumento Financeiro Composto Ações que têm opção de venda pelo valor justo apenas na liquidação, e que também são a classe mais subordinada, mas que especificam uma obrigação de dividendo não discricionário fixo, serão tratadas como instrumentos financeiros compostos (ou metade PL, metade Passivo) Livro IFRS Mackenzie et al 2012, p. 671

Reconhecimento inicial (IAS 32/CPC 39) Fundamentação para a separação O elemento do PL tem valor econômico Reconhecimento inicial (na perspectiva do emitente) Valor justo do componente do passivo; valor presente dos fluxos de caixa contratados descontados a taxa de mercado Valor justo da opção Livro IFRS Mackenzie et al 2012; p. 672

Derivativos Embutidos Instrumento híbrido Efeito: variação no fluxo de caixa Derivativo embutido

Derivativos Embutidos São cláusulas contratuais dentro de outros contratos, que modifiquem as características do contrato padrão no que diz respeito aos seus fluxos de caixa esperado Pela norma, um derivativo embutido é um componente de um instrumento híbrido que inclui tanto um derivativo quanto um contrato hospedeiro/mãe (host contract)

Derivativos Embutidos Exemplo Opções de compra de ações em debêntures conversíveis Antes de contabilizar: separar ou não??

Derivativos Embutidos Antes de contabilizar um instrumento híbrido, deve-se avaliar se o derivativo embutido deve ser separado do contrato hospedeiro Deve separar se: As características econômicas e riscos do derivativo embutido não forem intimamente ligadas as características e riscos do contrato hospedeiro Ex.: o que influencia minha decisão de converter a dívida em ações? Existe outro instrumento com as mesmas características do derivativo embutido que seja definido como derivativo segundo IAS 39/CPC 38 Ex.: opções de ações O instrumento híbrido não é classificado como VJPR......sendo que o derivativo é classificado como VJPR

Mensuração Subsequente

Derivativos Embutidos Separar ou não? * *classificação: VJPR, DPV, MAV, E&R

Derivativos Embutidos uma vez separado, o que fazer? Se houver separação, o derivativo embutido deve ser tratado como um derivativo comum (VJPR) e o contrato hospedeiro/mãe de acordo com o CPC cabível O derivativo embutido deve ser avaliado inicialmente ao valor justo e o valor residual deve ser atribuído ao contrato hospedeiro, de maneira a não criar ganho ou perda inicial

Derivativos Embutidos E se não for possível determinar o valor justo do derivativo embutido?

CPC 39 Mensuração Valor justo do instrumento financeiro composto como um todo (-) Valor justo do contrato mãe (=) Valor justo do derivativo embutido

CPC 39 Debênture conversível Item 31 Valor justo do instrumento financeiro composto como um todo (-) Valor justo do componente do passivo (=) Valor contábil do instrumento patrimonial representado pela opção de conversão do instrumento em ações ordinárias

Derivativos Embutidos