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TEORIA DAS CIÊNCIAS HUMANAS I 1º Semestre de 2015 Disciplina Obrigatória Destinada: alunos do departamento de Filosofia Código: FLF0278 Pré-requisito: FLF0113 e FLF0114 Prof. Luiz Repa Carga horária: 120h Créditos: 06 Número máximos de alunos por turma: 90 I OBJETIVOS Pretende-se realizar uma introdução à tradição de pensamento conhecida pelo nome de teoria crítica, tendo como fio condutor o tema da racionalização como reificação. Nesse sentido, procura-se primeiramente estudar como G. Lukács articula a teoria da racionalização de M. Weber no interior da crítica de K. Marx dedicada ao fetichismo da mercadoria, para em seguida perseguir as variações que o tema recebe em alguns modelos de teoria crítica, em especial aqueles de M. Horkheimer e Th. W. Adorno. II CONTEÚDO 1) Fetichismo da mercadoria e trabalho abstrato 2) Alienação e valor 3) Ascetismo e desencantamento do mundo 4) A racionalização como perda de sentido e de liberdade 5) Racionalização como reificação 6) As antinomias do pensamento burguês 7) Totalidade e consciência do proletariado 8) Teoria crítica e teoria tradicional 9) O materialismo interdisciplinar 10) Capitalismo tardio como capitalismo de Estado

11) Crítica da razão instrumental: oposição entre razão subjetiva e objetiva 12) A dialética do esclarecimento e a dominação da natureza 13) A indústria cultural e crítica da ideologia 14) Potencialidades para uma sociedade emancipada III - MÉTODOS UTILIZADOS Aulas expositivas e análises de textos fundamentais da teoria crítica IV - ATIVIDADES DISCENTES Participação nas aulas expositivas, dissertação e prova V - CRITÉRIOS DE AVALIAÇAO Prova (peso 1) e dissertação (peso 2) VI BIBLIOGRAFIA Abromeit, J. Max Horkheimer and the Fondations of the Frankfurt School. Cambridge University Press, 2011. Adorno, Th. W. Prismas. Crítica Cultural e sociedade. São Paulo: Ática, 1998.. Palavras e sinais. Petrópolis: Vozes, 1995 Althusser, L. A favor de Marx. Rio de Janeiro: Zahar, 1979. Benhabib, S. Critique, Norm, and Utopia. Columbia University Press, 1987. Benjamin, W. Obras Escolhidas, v. I. São Paulo: Brasiliense, 1985. Cohn, G. Crítica e resignação. São Paulo: Martins Fontes, 2003. Dubiel, H. Theory and Politics: Studies in the Development of Critical Theory. MIT Press, 1985. Fausto, R. Abstração real e contradição: sobre o trabalho abstrato e o valor. In: Marx: lógica e política. Vol. I, São Paulo: Brasiliense, 1983.

Geras, N. Essência e aparência. Análise da mercadoria em Marx. In: Cohn, G. (org.). Sociologia. Para ler os clássicos. Rio de Janeiro: Azougue Editoria, 2007.Giannotti, J. A. Contra Althusser. In: Exercícios de filosofia. Petrópolis/São Paulo: Vozes/CEBRAP, 1975.. Marx: vida e obra. Porto Alegre: L&PM. 2000. Habermas, J. O discurso filosófico da modernidade. São Paulo: Martins Fontes, 2000.. Teoria do agir comunicativo. São Paulo: Martins Fontes, 2012. Honneth, A. Teoria crítica. In: Giddens, A (org.) Teoria social hoje. São Paulo: Unesp, 1999.. The Critique of Power: Reflective Stages in a Critical Social Theory. MIT Press, 1993.. Reification: A Recognition-Theoretical View. Oxford University Press, 2007. Horkheimer M, Adorno, Th. W. Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1985. Horkheimer, M. A presente situação da filosofia social e as tarefas de um Instituto de Pesquisa Social. In: Praga Estudos Marxistas, n. 7, 1999.. Teoria tradicional e teoria crítica. In: Benjamin, W. et alli. Textos escolhidos. Col. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1975.. Authoritarian State. In: Arato, A, Gebhardt, E. The Essential FrankfurthSchool Reader. New York: Continuum, 1982.. Eclipse da razão. São Paulo: Centauro, 2002.. Teoria crítica I. São Paulo: Perspectiva, 1990.. The end of reason. In: Arato, A, Gebhardt, E. The Essential Frankfurth School Reader. New York: Continuum, 1982. Jay, M. A imaginação dialética. São Paulo: Contraponto, 2008. Lênin, V. I. Que fazer? São Paulo: Hucitec, 1978. Löwy, M. A Teoria da Revolução no Jovem Marx. Petrópolis: Vozes, 2002.]

. Para uma Sociologia dos Intelectuais Revolucionários: a evolução política de Lukács, 1909-1929. São Paulo: LECH, 1979. Lukács, G. História e consciência de classe. São Paulo: Martins Fontes, 2003. Luxemburgo, R. Questões de organização da social-democracia russa. In: Loureiro, I. (Org.) Rosa Luxemburgo: textos escolhidos: vol. I. São Paulo: Editora Unesp, 2011. Mandel, E. A formação do pensamento econômico de Karl Marx. Rio de Janeiro: Zahar, 1968. Marcuse, H. A ideologia da sociedade industrial: o homem unidimensional. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. Marx, K. O capital Crítica da economia política. Coleção os Economistas, Vol. I. São Paulo: Abril Cultural, 1983.. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2004. Nobre, M. (org.) Curso livre de teoria crítica. Campinas: Papirus, 2008.. A dialética negativa de Theodor W. Adorno. São Paulo: Iluminuras, 1998.. Lukács e os limites da reificação. São Paulo: Ed. 34, 2001. Pierucci, A. F. O desencantamento do mundo. São Paulo: Editora 34, 2005. Pollock, F. State Capitalism: Its Possibilities and Limitations. In: Arato, A, Gebhardt, E. The Essential Frankfurth School Reader. New York: Continuum, 1982. Rouanet, S. P. Teoria crítica e psicanálise. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1998. Schluchter, W. The Paradox of Rationalisation: On the Relation of Ethics and World. In: Roth, G., Schluchter, W. Max Weber's Vision of History: Ethics and Methods. Berkeley: University of California Press, 1979, Weber, M. Ciência como vocação. In: Ciência e política: duas vocações. São Paulo:Cultrix, s/d.. Consideração intermediária: teoria dos graus e orientações da rejeição religiosa do mundo. In: Sociologia da religião. Lisboa: Antropos, 2006.

. Introdução de A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Pioneira, 1983.. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.