Cópia não controlada após impressão ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ET.AdRA.183.01 Equipamento Metálico, Mecânico e Eletromecânico APARELHOS DE ELEVAÇÃO PONTES ROLANTES 27/10/16 1 ESPECIFICAÇÃO DO FORNECIMENTO As condições de funcionamento da ponte rolante e dos aparelhos de elevação são as indicadas na Memória Descritiva e Justificativa. 2 PRESCRIÇÕES GERAIS Os aparelhos de elevação deverão ter, na face exterior da viga da estrutura ou local similar, uma chapa com indicação da sua capacidade, posicionada e com dimensão tal que seja facilmente visível. 3 CAMINHO DE ROLAMENTO DA PONTE ROLANTE As vias do caminho de rolamento da ponte rolante ficarão instaladas em vigas de aço, as quais, por sua vez, assentarão em cachorros de betão. As vigas de aço poderão ser contínuas, ou ser constituídas por elementos múltiplos, no entanto, a sua rigidez e dimensão das abas deverão garantir que o contato aço-betão, na zona de apoio nos cachorros, seja inferior a 6 MPa, e, que a flecha máxima entre cachorros, não ultrapasse 1/900 do valor do vão entre os mesmos. Cada via do caminho de rolamento será formada por carris do tipo BURBACH, ou equivalente, de acordo com a norma DIN 536 que assentarão diretamente nas vigas de aço. Os vários elementos de carril constituintes de cada via deverão ser soldados uns aos outros topo a topo, e, as juntas de dilatação deverão ter uma inclinação de 45º em relação ao eixo de cada via. O posicionamento e a fixação dos carris nas vigas de aço deverão ser assegurados por intermédio de grampos, os quais serão apertados diretamente às vigas de aço por parafusos equipados com porca e contra-porca. As extremidades das vias do caminho de rolamento deverão ser equipadas, por um lado com esperas para encosto dos batentes das longarinas da ponte nos limites do seu curso, e, por outro, com rampas para atuação dos fins de curso montados nas mesmas, para corte da alimentação dos motores da translação. 4 ESTRUTURA DA PONTE ROLANTE A estrutura da ponte rolante deverá ser do tipo monoviga. O cálculo deverá ser feito de acordo com a Section I - Appareils Lourds de Levage et de Manutention, Edition F.E.M. - Elaborado EIA Aprovado DMAN 1 de 7
Cópia não controlada após impressão ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ET.AdRA.183.01 Equipamento Metálico, Mecânico e Eletromecânico APARELHOS DE ELEVAÇÃO PONTES ROLANTES 27/10/16 Fédération Européenne de la Manutention, considerando-se a "Classe de Utilização" A, um estado de carga l e um grupo 2. As duas vigas de suporte do guincho e as duas cabeceiras para alojamento das rodas deverão ser do tipo caixão, cuja rigidez de flexão será suficiente para garantir que a flecha máxima não ultrapasse 1/900 dos respetivos vãos. A construção deverá ser integralmente soldada a arco elétrico. Com a finalidade de facilitar a respetiva montagem, a ligação entre a viga principal e as cabeceiras deverá efetuar-se por intermédio de uniões aparafusadas, as quais devem estar preparadas para serem soldadas após conclusão da montagem. As extremidades das duas cabeceiras deverão ser equipadas com batentes elásticos para encosto nas esperas montadas nos extremos das vias do caminho de rolamento, impedindo assim o prosseguimento do curso da ponte. O caminho de rolamento do guincho deverá ser constituído por dois carris colocados nas faces superiores das vigas principais e na prumada das almas centrais dos respetivos caixões. Os carris do caminho de rolamento deverão ser equipados por um lado, com esperas para encosto dos batentes do carro do guincho nos limites do seu curso, e, por outro, com elementos fixos para atuação dos fins de curso para corte da alimentação dos motores da translação desse carro. Elaborado EIA Aprovado DMAN 2 de 7
. 5 GUINCHO E DIFERENCIAL O guincho deverá ficar montado num carro-suporte e deverá ser de cabo. O diferencial deverá ficar suspenso de uma estrutura de rolamento e deverá ser de cabo. O cabo terá uma extremidade ligada a um limitador de esforço solidário com o carro, e terá a outra extremidade fixa num tambor enrolador. Dimensionalmente, os cabos deverão estar de acordo com as normas DIN 3055, 3060 e 3066 (antiga DIN 655). O cálculo dos cabos dever-se-á fazer de acordo com a norma DIN 15020. As roldanas deverão ser preferivelmente de construção soldada de aço. O diâmetro das roldanas deverá ser calculado de acordo com a norma DIN 15020 e as dimensões do perfil da garganta deverão estar de acordo com a norma DIN 15061. As roldanas deverão ser montadas, por intermédio de casquilhos de bronze auto-lubrificante, em veios de aço carbono. Os ganchos, quando forem simples, deverão ter dimensões de acordo com as normas DIN 15401 ou 15402 e, quando forem duplos, com a norma DIN 15402. Os limitadores de esforço são elementos elásticos, preparados para actuar um fim de curso que corte a alimentação elétrica do guincho, sempre que o esforço no cabo ultrapasse em 10% o valor nominal da força do guincho. Os elementos base dos limitadores de esforço deverão ser anilhas de mola, tipo SCHNORR ou BELLEVILLE, ou equivalente. Os diferenciais serão equipados com um tambor de cabos de construção vazada. Conforme as conveniências, o guincho será equipado com um ou dois tambores de cabo, de construção soldada ou vazada. O comprimento de um tambor será tal que restem por desenrolar pelo menos três espiras mortas de cabo, quando o gancho atingir a sua posição limite inferior. O veio de cada tambor trabalhará em duas chumaceiras solidárias com a estrutura do diferencial e equipadas com casquilho de bronze auto-lubrificante. Elaborado EIA Aprovado DMAN 3 de 7
Os tambores serão acionados por um único grupo motor-redutor-freio, equipado no seu veio de saída com um ou mais carretos que engrenam em rodas dentadas solidárias com uma das extremidades de cada tambor. O motor elétrico deverá estar de acordo com o especificado neste Caderno de Encargos no que concerne a motores elétricos. O redutor deverá ser de corpo estanque, equipado, conforme as conveniências, de engrenagens helicoidais ou de parafuso sem fim, trabalhando em banho de óleo. O veio do motor elétrico deverá ficar ligado ao veio de entrada do redutor por intermédio de uma união elástica. Uma das uniões deverá ter forma apropriada para atuação de um freio. O freio deverá ser de dupla sapata, desativação eletromagnética e atuação por falta de corrente, impulsionado por molas helicoidais e amortecido hidraulicamente. O carro de suporte do guincho deverá ser constituído por perfilados de aço, de construção soldada e deverá ser preparado para montar uma translação. A estrutura de rolamento do diferencial deverá ser preparada para montar uma translação. 6 TRANSLAÇÃO DA ESTRUTURA E DO GUINCHO DA PONTE ROLANTE E DO DIFERENCIAL MONOCARRIL A translação da estrutura deverá ter duas velocidades: 5 e 20 m/min e a do guincho e diferencial, duas velocidades de 1 e 4 m/min. Cada translação deverá ser constituída por quatro rodas de duplo verdugo, montadas nos seus veios por intermédio de rolamentos. Em cada via haverá uma roda livre e uma roda motora. As rodas motoras serão acionadas por um grupo motor-redutor-freio, através de um veio de sincronização. Para esse fim deverão as rodas motoras ficar solidárias com rodas dentadas, para poderem ser actuadas pelos carretos montados nas extremidades do veio de sincronização. O motor elétrico deverá estar de acordo com o especificado para motores elétricos. O redutor deverá ser de corpo estanque, equipado conforme as conveniências, de engrenagens helicoidais ou de parafuso sem fim, trabalhando em banho de óleo. Elaborado EIA Aprovado DMAN 4 de 7
O veio do motor elétrico deverá ficar ligado ao veio de entrada do redutor por intermédio de uma união elástica Quando os motores elétricos não forem equipados já com freio, montar-se-á um freio de dupla sapata, de desativação eletromagnética e atuação, por falta de corrente, impulsionado por molas e amortecida hidraulicamente. O veio de sincronização deverá ser montado em chumaceiras equipadas com casquilhos de bronze auto-lubrificante e distanciadas de valores que assegurem a sua estabilidade nas solicitações conjuntas de flexão e torção. As rodas deverão ser de aço vazado, temperadas e revenidas nas zonas de contacto com os carris e nos verdugos, de forma a atingirem uma dureza compatível com a dos carris. As rodas submetidas a solicitações transversais deverão ser montadas em dois rolamentos de rolos cónicos. As rodas sem solicitações transversais poderão ser montadas em rolamentos de rolos ou de esferas consoante as suas cargas. Ambas as translações deverão ser equipadas com fins de curso para corte de alimentação quando atuadas pelos elementos fixos colocados nos extremos dos respetivos caminhos de rolamento. 7 MOTORES ELÉTRICOS Os motores elétricos deverão ser adequados ao serviço previsto nesta especificação, devendo ser usados motores assíncronos trifásicos. Os motores deverão poder funcionar à plena carga e em boas condições, para valores da tensão diferindo de ± 5% em relação ao seu valor nominal. O dimensionamento dos motores será feito com base nos valores dos momentos resistentes e velocidades desejadas para os diversos movimentos, e, ainda, na frequência de manobra e factor de marcha pretendidos. O serviço será intermitente, com inversão de marcha, devendo os motores ter uma potência nominal com folga de 35% em relação à potência máxima a fornecer. A classe de proteção dos motores não será inferior a IP54, devendo, no entanto, as caixas de terminais ter proteção não inferior a IP65. No fabrico do motor dever-se-á ter em atenção que o meio ambiente terá períodos bastante húmidos. Elaborado EIA Aprovado DMAN 5 de 7
A ventilação dos motores será feita por ar, sem recurso a nenhum fluido adicional para evacuação do calor. Os motores terão no mínimo isolamento da classe F. Os enrolamentos deverão ser duplamente impregnados. Os motores de duas velocidades de sincronismo deverão ter momento motor constante. A mudança de uma velocidade para outra nos motores de elevação dever-se-á fazer por uma variação do número de pólos, com acoplamento de um mecanismo de redução. Os motores a fornecer terão potências nominais de acordo com a norma NP432, ou equivalente europeia ou internacional, entendendo-se estas, para os motores de duas velocidades, em relação à velocidade mais alta. Os motores terão forma de execução mecânica adequada, segundo DIN 42 980. Serão seguidas as regras dimensionais constantes das publicações 72-1 e 722 da IEC bem como a norma NP-433, ou equivalente. Relativamente à intermutabilidade, serão seguidas as regras em vigor entre os países da União Europeia bem como as constantes das normas NP-395, NP-396, NP-397 e NP398, quando aplicáveis. Serão seguidas as normas de qualidade constantes da publicação 34-1 da IEC. Serão fornecidos todos os equipamentos auxiliares necessários ao bom funcionamento e comando dos motores. 8 ALIMENTAÇÃO E COMANDO A alimentação da ponte rolante, do seu guincho e do diferencial monocarril dever-se-á fazer por intermédio de cabos flexíveis com condutores dispostos paralelamente e envolvidos pela mesma banda isolante. Os cabos de alimentação ficarão suspensos de grampos ligados a rodízios, os quais ficam montados e rolam no interior de perfis ocos e parcialmente abertos na face inferior, para possibilitar a ligação rodízio-grampo. No caso da alimentação geral da ponte rolante, os perfis mencionados na cláusula anterior, ficarão rigidamente ligados à face lateral das vigas de aço de suporte do caminho de rolamento. Elaborado EIA Aprovado DMAN 6 de 7
No caso da alimentação do guincho da ponte, aqueles perfis ficarão rigidamente ligados à face lateral da viga principal da estrutura. No fornecimento previsto por este Caderno de Encargos deverá estar incluída a tomada de corrente, a qual ficará montada no extremo da viga de aço de suporte do caminho de rolamento e à qual estão ligados os perfis ocos, tal como mencionado anteriormente. O comando de todas as operações da ponte rolante e do diferencial monocarril deverá ser feito a partir de uma botoneira de comando e sinalização suspensa da respetiva estrutura, por intermédio de um cabo flexível. A botoneira de comando deverá ser equipada com um interruptor geral com imobilização por chave e a sua proteção mecânica não será inferior a IP55. 9 MATERIAIS A qualidade dos materiais a utilizar nos diversos elementos deverá estar de acordo com as normas discriminadas nas Cláusulas seguintes ou outras equivalentes. O aço estrutural em geral deverá ser o ST37.2 de acordo com a norma DIN 17 100. As rodas deverão ser em aço vazado GS60 de acordo com a norma DIN 1681 e deverão ser temperadas e revenidas nas zonas de contacto com os carris e nos verdugos, de forma a atingirem uma dureza compatível com a dos carris. Os veios deverão ser em aço duro, ST60 de acordo com a norma DIN 17 100. Os arames dos cabos do guincho deverão ser de aço com uma tensão de ruptura de 1300 MPa de acordo com a norma DIN 2078. A parafusaria a aplicar deverá ser no mínimo de aço classe 6.8, de acordo com a norma DIN 267, folha 3. As porcas deverão ser no mínimo de aço classe 6, de acordo com a norma DIN 267, folha 4. Elaborado EIA Aprovado DMAN 7 de 7