Eletrolifting (Striat)
- Lifting é uma palavra de origem inglesa e seu significado é levantamento, eletro deriva de eletricidade (corrente elétrica). - O equipamento consiste em um gerador de corrente contínua constante, apresenta dois eletrodos e sua intensidade é reduzida à nível de microampéres. - Um eletrodo é passivo tipo placa ou um bastão especial e um ativo especial, o qual consiste de uma fina agulha sustentada por uma caneta.
Ação - Segundo Silva 1998, o objetivo da ultilização do eletrolifiting é suavizar, atenuar e eliminar alterações das linhas de expressão que se formam na face devido a contração dos músculos, atuando em nível celular restaurando a camada colágena e estimulando a produção de elastina.
Efeitos - Conhecendo-se os efeitos polares de corrente contínua, mais precisamente os do pólo negativo, associando então estes efeitos com os do processo inflamatório causado pela lesão da agulha; estimulase assim um processo de reparo do tecido.
- Seus efeitos podem variar caso a caso, com duração entre 3 semanas e 6 meses (devendo ser retocada). A durabilidade do tratamento está associada à execução completa aliada a manutenção (Silva, 1998; Borges 2006). - Durante o processo de reparação tecidual, Durante o processo de reparação tecidual, instalado o processo inflamatório, os fibroblastos ativados encontram-se em diferenciação em resposta aos fatores de crescimento. Eles se multiplicam e produzem fibras colágenas, secretando também proteoglicanos e fibras elásticas.
- Estudos em estrias atróficas (Girro, 1991) mostraram que após sessões de Eletrolifting ocorre um acentuado aumento de fibroblasto jovens, uma neovascularização e, como conseqüência, uma grande melhoria no visual da pele, ficando próxima ao aspecto normal.
- Imediatamente após a aplicação da técnica, aparecem hiperemia e edema típico de qualquer processo inflamatório devido às substâncias locais liberadas pela lesão, provocando, assim, vasodilatação e aumento da permeabilidade dos vasos. A região é preenchida por um composto de leucócitos, eritrócitos, proteínas plasmáticas e fibrinas.
- O processo de epitelização inicia-se simultaneamente, obrigando as células dérmicas a penetrar pelo interior das fendas formadas pela agulha, e estimuladas pela formação de fibrina originada pela hemorragia da microlesão. - Surgem na profundidade da lesão os fibroblastos e se produz paralelamente uma proliferação rápida de capilares. A estimulação fibroblástica tem importante papel no processo regenerativo dessa atrofia tecidual.
- A resposta a agressão, no caso específico a perfuração pela agulha, pode finalizar com a recuperação da estria, restituindo a sua arquitetura original.
Técnica de Aplicação - A pele deve estar limpa por cosmético ou álcool. - A agulha deve ser descartável, devendo ser fina porém rígida. - Conecta-se então a agulha ao eletrodo específico que por sua vez é conectado ao pólo negativo da corrente contínua em microamperagem.
- O pólo positivo (passivo) deve ser conectado a um bastão segurado pelo paciente. Ou pode-se acopla-lo a um eletrodo de borracha ou silicone e fixa-lo no ombro ou braço do paciente. - As rugas, linhas de expressão ou estrias deverão ser estimuladas uma a uma.
- Quanto a intensidade da corrente, encontramos algumas divergências. Na prática clínica, encontramos comumente profissionais utilizando cerca de 70 a 100 microampéres no tratamento das estrias e de 150 a 200 microampéres para as rugas (Borges 2010). - Estes valores variam de acordo com o grau de sensibilidade de cada paciente. Alerta-se para não ultrapassar 300 microampéres a fim de se evitar manchas ou lesões na pele, pela intensa ação do componente galvânico da corrente.
Os procedimentos para executar o eletrolifting podem ser divididos em três grupos: 1. Deslizamento da agulha dentro do canal da ruga. 2. Penetração da agulha em pontos adjacentes e no interior da ruga. Chevron (técnica do X). 3. Escarificação; método de deslizamento da agulha no canal da ruga, diferenciando-se pela agulha ser posicionada a 90 graus, ocasionando uma lesão no tecido.
- O tempo de cada penetração deverá ser de +/- 4 segundos. Para pessoas de mais idade +/- 3 segundos, pela condição de hidratação. OBS: Conflitos da Literatura - A profundidade da penetração deve ser nas camadas da epiderme (estrato espinhoso). Por não atingir a derme não há sangramento.
agulha caneta
Principais Indicações - Rugas São sucos ou pregas da pele, que aparecem por efeito principalmente do avanço da idade. O colágeno, componente fundamental do tecido conjuntivo torna-se mais rígido e a elastina vai perdendo sua elasticidade natural, devido a redução do número de fibras elásticas.
O letrolifting é capaz de ativar o colágeno e a elastina (proteínas albuminóides), fazendo uma compactação e reagregação das fibras para a dissimulação parcial ou total das linhas de expressão. Esta técnica consiste do deslocamento da Esta técnica consiste do deslocamento da proteína da própia pele, através da corrente, para o preenchimento dos sulcos que formam as rugas (Silva, 1998; Borges, 2006).;
- Estrias É uma atrofia tegumentar adquirida. Raras ou numerosas, se dispõe paralelamente umas às outras. Indica um desequilíbrio elástico localizado. Representada por pregueamento, secura, menor elasticidade da pele. Acredita-se que a excessiva deposição de gordura no tecido adiposo, especialmente a que ocorre repentinamente, com conseqüente dano às fibras elásticas e colágenas da pele.
INCIDÊNCIA DAS ESTRIAS X FATORES ETIOLÓGICOS
Inicialmente apresenta uma inflamação dermal e vasos capilares dilatados apresentando aspecto avermelhado- roxo. Posteriormente apresentam aspecto esbranquiçadas, parecendo hipopigmentadas e fibróticas.
A coloração da estria em princípio interfere no resultado, pois as róseasavermelhadas tendem a responder melhor ao estímulo que as brancas.
No eletrolifting a estimulação da agulha com corrente associada desencadeia uma inflamação aguda localizada, não apresentando efeito sistêmico (Girro, 2002). A resposta a agressão, no caso A resposta a agressão, no caso específico a perfuração pela agulha, pode finalizar com a recuperação da estria, restituindo a sua arquitetura original.
Contra-Indicações - Se a paciente apresentar níveis elevados de glicocorticóides, endógenos ou exógenos, como, por exemplo, na síndrome de Cushing; - Gravidez; - Puberdade; - Não pode tomar sol com o processo inflamatório ativo, pois há risco de manchar a pele; - Alergias ou irritação a corrente elétrica.