Vídeo
Há alguns anos apenas, as câmeras eram equipamentos caros e volumosos. Os equipamentos domésticos de filmagem em película encontraram no padrão Super 8 sua expressão mais popular. Ainda assim, não era um equipamento muito fácil de se operar, se levamos em conta a necessidade de revelação do filme e de um projetor especial para exibi-lo. EVOLUÇÃO
O surgimento do Vídeo Home System o VHS revolucionou o paradigma do vídeo doméstico. Em um tempo relativamente curto, as câmeras de película foram substituídas por equipamentos de gravação magnética no padrão Vídeo Tape. Por conta dessa mudança tecnológica, a linguagem do vídeo sobrepujou a abordagem cinematográfica no mercado das câmeras domésticas. EVOLUÇÃO
Desde que as Camcorders câmeras gravadoras/reprodutoras de pequeno porte passaram a dominar o mercado doméstico de vídeo, alguns aspectos da sua operação tornaram-se padrão para as gerações seguintes de equipamento. Assim, podemos definir que toda a câmera de vídeo possui os seguintes subsistemas de operação: a) Acionamento alimentação: corrente alternada, comutável entre baterias (geralmente recarregáveis) e cabos de força ligados diretamente à rede elétrica. (b) Seletores de função: on/off, vídeo (reprodução), câmera recorder (gravação), vídeo player (reprodução) e, opcionalmente, camera still (função fotográfica). EVOLUÇÃO
(c) Ajuste de duração da mídia longa, média, curta diretamente proporcional à qualidade: quanto mais longa a duração da fita, menor a qualidade da gravação. (c) (d) (e) Ajustes automatizados de foco, balanço de luz (white balance) e cor (color balance) com opção manual. Capacidade de captação sonora de nível regulável. Outras funções (opcionais) legendagem (GC-Gerador de Caracteres), gravação em baixa luz (nigthshot), efeitos especiais (FX.) EVOLUÇÃO
(1) Qual o melhor ajuste de duração para a fita-disco? Com certeza, a menos que seja uma emergência, o operador deve buscar sempre a melhor qualidade optando pela menor duração de mídia. (2) É melhor optar pelos ajustes automáticos ou manuais? A resposta depende muito da situação. É claro que ajustes manuais proporcionam resultados melhores, mas desde que o operador saiba exatamente o que está fazendo. (3) Qual a diferença entre o zoom óptico e o digital? O zoom óptico é aquele obtido pela própria lente da câmera, enquanto o zoom digital é produto de recursos de software no sistema das câmera digitais. Em termos de qualidade, o zoom óptico é incomparavelmente melhor. Aliás, se tiver que optar pelo zoom digital, é melhor fazê-lo na fase da edição das imagens e não na de captação. O QUE É ESSENCIAL SABER SOBRE CÂMERAS? (I)
(4) Como escolher e configurar as lentes? Nos equipamentos que permitem a troca de lentes e filtros é possível usar de diferentes tipos de lentes, que são conhecidas basicamente em três grupos distintos: GRANDE ANGULAR Conjunto de Lentes que nos dão uma visão ampla e provoca um distanciamento dos objetos; A distância entre elas são de até 35 mm. NORMAL Conjunto de Lentes que nos dão uma visão de distância parecida com a da nossa vista normal A distância entre elas são de aproximadamente 50 mm. TELE=OBJETIVA Conjunto de Lentes que nos dão uma visão aproximação de locais e objetos distantes; A distância entre elas são superiores a 70 mm.. O QUE É ESSENCIAL SABER SOBRE CÂMERAS
(5) Há cuidados especiais a se tomar com a alimentação da câmera? a. baterias se conservam melhor quando carregadas por completo após sua descarga total; b. baterias garantem mobilidade, mas numa câmera fixa, pode-se optar por alimentação direta da tomada; c. nesse caso, embora muitos equipamentos sejam bivolts, verifique a compatibilidade da corrente elétrica e use, sempre que possível, um filtro de linha ou estabilizador para evitar interferências na gravação. (6) O que é bater o branco? É o ajuste manual do balanço de cor, que consiste em acionar a câmera apontando-a para uma superfície uniforme branca (ou cinza). Isso deve ser realizado com a câmera em modo de setup manual (nãoautomático). Ainda hoje é mais seguro efetuar esta operação do que confiar no balanço de cor automático da câmera. O QUE É ESSENCIAL SABER SOBRE CÂMERAS
Acessórios Além das câmeras propriamente ditas, alguns itens ajudam muito a obtenção de boas imagens para se editar: v BÁSICOS Microfone(s) mídias para gravação, baterias de reserva, cabos de conexão, cabos de força, correias e tripé/monopé. kit de iluminação, com pontos de luz (holofotes), tripés de lâmpada, difusores e filtro. O QUE É ESSENCIAL SABER SOBRE CÂMERAS
Existem diversas tecnologias atuais para vídeo digital. No contexto escolar consideramos principalmente, fatores como: CUSTO uma vez que os equipamentos para edição não precisam ser profissionais, os sistemas de captura de imagem também podem ser mais simples. Isso viabiliza o uso de câmeras fotográficas que gravam, webcams e até celulares. CONECTIVIDADE o maior problema técnico a resolver, talvez seja o de descarregar as imagens no computador, o que se consegue com os cabos adequados, mas também com leitores de cartões compatíveis com entrada USB. A mídia com que a câmera trabalha fita, disco ou cartão também influencia. FACILIDADE DE USO equipamentos fáceis de se operar são mais adequados do que aqueles com vários recursos mas pouco intuitivos. O QUE É ESSENCIAL SABER SOBRE CÂMERAS
Podemos comparar de forma sucinta, as opções de câmeras comumente encontradas na rede escolar: TIPO EXEMPLOS VANTAGENS DESVANTAGENS Câmeras de baixo custo Webcams e Dispositivos fotográficos incluídos em fones celulares. Custo baixo, fácil manuseio e conectividade. Baixa qualidade de imagem, ausência de recursos técnicos. Câmeras para gravação de vídeos Filmadoras digitais simples, padrão DVD ou MiniDV. Custo médio, maior gama de recursos. Eventualmente, conecitividade. Câmeras fotográficas que gravam Câmeras domésticas populares e DSRs. Melhor qualidade de imagem, fácil conectividade (cartões de memória). Preço médio a alto, necessidade aprender a usar os recursos. Câmeras analógicas Câmeras com tecnologia de vídeo padrão VHS, High 8, ou similares. Preço da mídia. Conectividade com o computador problemática. O QUE É ESSENCIAL SABER SOBRE CÂMERAS
Dicas (muito úteis): faça um checklist: relacione todos os equipamentos e acessórios e confira tudo antes de sair para gravar; teste o equipamento principal e os acessórios com antecedência; procure, sempre que possível, ter sempre um exemplar de reserva equipamento vital: duas câmeras, dois tripés, duas baterias, etc. evite gastos com luz. Em alguns casos, com poucos spots é possível resolver alguns problemas: use uma placa de isopor como rebatedor e difusor, use espelhos. O QUE É ESSENCIAL SABER SOBRE CÂMERAS
Enquanto tecnologia, os microfones também tem uma história longa e rica em detalhes. Diferentemente das câmeras, entretanto, os microfones diferenciam-se basicamente por usa maior ou menor sensibilidade de acordo com o uso pretendido. Assim, há microfones duros, geralmente direcionais e cardióides para quando desejamos captar a voz de um locutor e cancelar o ruído externo. Eles também são muito usados em palcos de auditórios e apresentações musicais. Para outras ocasiões envolvendo som direto, gravação de ruídos para sonoplastia e vozes solistas, costumamos usar microfones sensíveis, omnidirecionais também chamados de condensador. MICROFONES
Entretanto, além dos microfones direcionais tipo shotgun, acoplados diretamente às câmeras, os microfones mais usados em gravações audiovisuais são o de Lapela e o Boom. O microfone de Lapela é do tipo omnidirecional, usado para captar som direto em cenas internas e externas que ressaltem os diálogos. O Boom é um microfone sensível de direcionalidade regulável muito usado na captação direta quando se quer captar a ambiência, além do som do objeto principal. MICROFONES
O QUE É ESSENCIAL SABER SOBRE MICROFONES? (1) Qual o problema de se usar os microfones embutidos das câmeras digitais? A menos que se trate de uma captação em espaço fechado e próxima ao objeto, eles não proporcionarão resultados bons ou minimamente satisfatórios. O problema principal é o controle de ganho ineficiente ou existente, o que leva a um ganho mínimo misturado com ruído ou ao estouro do áudio (sinal excessivo), inutilizando a gravação. (2) É possível recuperar o áudio deteriorado na edição? A edição de um áudio problemático (assim como acontece também com o vídeo) é muito menos capaz de operar milagres do que se imagina. Quando ocorre o clipping, isto é, a saturação do áudio por ganho excessivo, não há como restaurar a gravação: é preciso re-sonorizar o filme. Quando o ruído captado do ambiente é excessivo, pode-se re-equalizar o áudio, mas o resultado nunca será plenamente satisfatório. No fundo, a questão é simples: o número de horas gastos na edição para consertar defeitos de captação, quase sempre custa mais caro do que refazer as partes ruins quando isto é possível (3) É necessário ter alguém só para operar o áudio? É altamente recomendável ter um operador de áudio competente para aliviar a tarefa do videomaker. Este auxiliar se encarrega da escolha do microfone adequado para cada situação, além de monitorar o processo de captação do áudio, evitando a saturações e microfonia. MICROFONES
O QUE É ESSENCIAL SABER SOBRE MICROFONES? (4) Como se monitora o som? Com um bom fone de ouvido, que pode ser definido como um dispositivo que proporciona um bom sinal (alto e claro) sem colorir demais o som, isto é, sem melhorar as características do som original a ponto de enganar o operador. Por isso é que dizemos que os monitores fones de ouvido e caixas acústicas devem oferecer resposta plana que, na prática, consiste em apresentar o som como ele realmente é. (5) O que é a microfonia? É o nome dado ao ruído provocado pela realimentação (feedback) do som, quando captado do monitor pelo microfone. A microfonia aguda é bem conhecida como microfone que apita, mas também pode ocorrer a microfonia grave. O tipo de ambiência, com reverberação excessiva (causada por excesso de superfícies refletoras de som), a proximidade do microfone com as caixas acústicas e a predominância das frequências agudas, também induzem a microfonia: são todos fatores a ser corrigidos na gravação de som direto. Regra geral: monitore sempre usando fones de ouvido. MICROFONES
REFERÊNCIAS Bibliografia Básica WATTS, Harris. On Camera: o curso de produção de filme e vídeo da BBC. São Paulo, Summus, 1990. (-------------------). Direção de Câmera. São Paulo, Summus, 1999. WOHLGEMUTH, JULIO. Vídeo Educativo, uma pedagogia audiovisual. São Paulo, SENAC, 2005.
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