QUEREMOS NÃO TER PRAGA??

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Transcrição:

07/11/2017 Perspectivas no Manejo integrado de Pragas de Olericolas Profa Dra Maria Aparecida Cassilha Zawadneak UFPR Mosca-branca Bemisia tabaci O que é Praga-chave? São aqueles organismos que frequentemente ou sempre atingem o nível de controle. Pulgão das Brássicas (Brevicoryne brassicae) Esta praga constitui o ponto chave no estabelecimento de sistema de manejo das pragas; São poucas as espécies nesta categoria nos agroecossistema, em muitas culturas só ocorre uma a três pragas-chave. QUEREMOS NÃO TER PRAGA?? Tripes (Thrips tabaci) Sucção continua de seiva Desuniformidade maturação de frutos Transmissão de viroses Grupo / Geminivírus Begomovirus 1

FATORES QUE LIMITAM O AUMENTO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA MANEJO INTEGRADO = União de métodos de controle de insetos MÉTODOS CULTURAIS Potencial genético das plantas Manejo / tecnologia Ambiente Economia Fatores bióticos (pragas) CONTROLE BIOLÓGICO MIP ROTAÇAO DE CULTURAS CONTROLE QUIMICO PLANTAS TOLERANTEES Decisão dos Métodos de Controle POLICULTIVOS a) aspectos ecológicos impactos ambientais b) aspectos econômicos eficiência e custo de controle c) aspectos sociais toxicidade e perigo durante a aplicação. 2

Cultivares diferentes CONCEITOS Cultivo consorciado duas ou mais culturas Interagem entre si (Vandermeer, 1989); Plantas companheiras sinergismo (Franck, 1983); Plantas antagônicas dificulta o desenvolvimento da outra. Mirai Ruby Queen Metabolismo secundário Consórcio comum em países andinos Principais grupos de compostos secundários Monitoramento/ Amostragem http://www2.esalq.usp.br/departamentos/lpv /lpv672/semana%204/11%20- %20Referencia%20para%20leitura%20- %20%20Alelopatia%20na%20agricultura.pdf AVALIAÇÃO VISUAL ARMADILHA AMARELA DE AGUA MOERICKE LUMINOSA Ferreira, A.G. & Aqüila, M.E.A. 2000. Alelopatia: uma área emergente da ecofisiologia. Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal 12(Edição especial): 175-204. PITFALL 3

Monitoramento para detecção das pragas Tuta absoluta traça-do-tomateiro ARMADILHAS CROMOTRÓPICAS COLORIDAS ARMADILHAS ALIMENTARES Armadilhas delta com piso septo de borracha (liberador) adesivo CULTURAS: Uso autorizado em qualquer cultura na qual ocorra o alvo biológico indicado. Produto já testado na cultura de tomate. 2 armadilhas/ ha a 1,60m do chão. Durabilidade: 60 dias (em campo) BIO TUTA Status para Uso no Estado: Liberado Classe: Feromônio sintetico Número do Registro: 06805 Classificação Toxicológica: IV - Pouco Tóxico Inflamabilidade: Comburente Formulação: Gerador de gás Forma de Ação: Atração 4

07/11/2017 NOCTUIDEOS Armadilhas luminosas Rotação de culturas Manejo Liberação de vespinhas Trichogramma pretiosum 07/11/2017 Lagarta-Militar Spodoptera frugiperda 6 instares* Manejo do solo; Incremento do Controle Biológico Natural: Predadores, micro-organismos e nema entomopatogênicos M A C Zawadneak UFPR mazawa@ufpr.br Armadilhas luminosas Bacillus thuringensis e Inseticidas seletivos 18 BIO SPODOPTERA ALVO BIOLÓGICO: Spodoptera frugiperda (Lagarta-militar, Lagarta-do-cartucho) em áreas uniformes e maiores que 5 ha: 1 armadilha para cada 10 ha Em áreas pequenas ou desuniformes: 1 armadilha por ha Foto: Ventura et al. UEL 5

Semioquimicos LARVA ALFINETE OU VAQUINHA NACIONAL Diabrotica speciosa 07/11/2017 ARMADILHA ATRATIVA Foto: Ventura et al. UEL Foto: EPAGRI 6

Controle Biológico O controle biológico é um fenômeno natural que consiste na regulação do número de plantas e animais por inimigos naturais, os quais se constituem nos agentes de mortalidade biótica (Parra et.al, 2002) Linnaeus, em 1760, já afirmava que cada organismo tem um inimigo natural Expressão usada em 1919 pesquisador Harry Smith uso de inimigos naturais no controle de insetos-praga Nível de equilíbrio (NE): É a densidade populacional média durante um longo período de tempo Um inseto só é praga se em curto espaço de tempo é capaz de multiplicar rapidamente e atingir um nível populacional que causa danos econômicos à cultura. Nível de dano econômico (NDE): É a densidade populacional capaz de causar prejuízos à cultura iguais ao custo de adoção de medidas de controle CATEGORIAS CONTROLE BIOLOGICO Organismos benéficos CONTROLE BIOLOGICO Microorganismos Macroorganismos - Parasitoides Macro-organismos entomófagos - Predadores - Patógenos Micro-orgamismos entomopatogênicos 7

Controle Biológico Organismos benéficos CARACTERÍSTICAS GRUPOS TAMANHO ESPECIFICIDADE GRUPO TAXONÔMICO PRAGAS MORTAS DURANTES CICLO DE VIDA MOMENTO DA MORTE Parasitoides Geralmente menores que o hospedeiro Especialistas Insetos (Principalemnte Hymenoptera e Díptera) Um Após o contato Predadores Geralmente maiores que a presa Generalistas Insetos e não-insetos Várias No contato Entomopatógenos Microrganismos Depende do grupo Fungos, Bactérias e Vírus Muitos Mais de uma semana Fonte: Araujo & Zawadneak Trichogramma spp parasitoide de ovos de Lepidoptera Predador Trichogramma pretiosum Trichogramma galloi M A C Zawadneak UFPR mazawa@ufpr.br Foto: Bug é um organismo que se alimenta de muitas presas para completar seu ciclo matando-as. M A C Zawadneak UFPR mazawa@ufpr.br Fonte: http://www.correionoticias.com.br/site/brasil-tera-que-desenvolvermodelo-proprio-de-controle-biologico/ 8

34 34 Fungos Entomopatogenicos Larvas de corós e cigarrinhas-das-pastagens infectados por Metarhizium anisopliae Fungos Entomopatogenicos Mahanarva fimbriolata Mosca-branca e vaquinha infectados por fungo entomopatogenico Beauveria bassiana Fonte:http://organicsoiltechnology.com/fungus-beauveria-bassiana-entomopathogenic-fungi.htm Bactérias Entomopatógenicas Bt bactéria gram prositiva Controle quimico Fonte: Bijaya Kuprety 9

Controle químico Cuidados com proteção do aplicador e resíduos no ambiente Receituário agronômico COMO IMPLANTAR O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS? 1. Identificação, avaliação da bioecologia e nível populacional (amostragem) da praga-chave; 2. Identificação e avaliação populacional de inimigos naturais; 3. Conhecer a fenologia da cultura e fisiologia da planta; 4. Avaliar as influências climáticas sobre a praga e inimigos naturais e estabelecer a época mais favorável a ocorrência da praga; 5. Desenvolver técnicas de criação e liberação dos inimigos naturais; 6. Estabelecer o nível de controle e dano econômico da praga chave; 7. Tomada de decisão e escolha do agente de controle; 8. Estabelecer um modelo para futuros surtos da praga em questão na região. 10