Eng. Agr. Victor Silveira

Documentos relacionados
Manejo de Sphenophorus e Cigarrinha como estratégia única 12 INSECTSHOW

Manejo de pragas da cana-de-açúcar ao longo do ciclo de produção

GESTÃO AVANÇADA DO CONTROLE DE PRAGAS EM GRANDES LAVOURAS DE CANA-DE-AÇÚCAR

DEMONSTRATIVO DE CÁLCULO DE APOSENTADORIA - FORMAÇÃO DE CAPITAL E ESGOTAMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES

PRÓ-TRANSPORTE - MOBILIDADE URBANA - PAC COPA CT /10

PRÓ-TRANSPORTE - MOBILIDADE URBANA - PAC COPA CT /10

TECNOLOGIA WG. Tecnologia de formulação WG desenvolvida pela Syngenta para a aplicação liquida no solo de fungicida e inseticida em lavouras de Café.

DELEGACIA REGIONAL TRIBUTÁRIA DE

Cigarrinha das raízes Mahanarva fimbriolata Monitoramento e manejo

Safra 2016/2017. Safra 2015/2016

TABELA PRÁTICA PARA CÁLCULO DOS JUROS DE MORA ICMS ANEXA AO COMUNICADO DA-46/12

GDOC INTERESSADO CPF/CNPJ PLACA

MANEJO DE PRAGAS. Leila L. Dinardo-Miranda

RESULTADOS PRÁTICOS DE CONTROLE DE BROCA COM AUXÍLIO DA INTELIGÊNCIA DIGITAL. José Carlos Rufato DTM Syngenta

DATA DIA DIAS DO FRAÇÃO DATA DATA HORA DA INÍCIO DO ANO JULIANA SIDERAL T.U. SEMANA DO ANO TRÓPICO

II Encontro de Usuários de Variedades de Cana de Açúcar " Frederico de Menezes Veiga" Manejo Varietal no Grupo Raizen

13/08/2012. Pedro Takao Yamamoto Departamento de Entomologia e Acarologia ESALQ/USP O Vetor O Patógeno. A Doença. até metade dos anos 60

Bases do manejo integrado de pragas em cana-de-açúcar. Leila Luci Dinardo-Miranda

MONITORAMENTO E CONTROLE DO BICUDO DA CANA-DE-AÇÚCAR, Sphenophorus levis.

Data Moeda Valor Vista Descrição Taxa US$ 07-Jul-00 Real 0,5816 Sem frete - PIS/COFINS (3,65%) NPR 1,81 14-Jul-00 Real 0,5938 Sem frete - PIS/COFINS

Provence: parceiro ideal no. em todas as épocas. Augusto Monteiro. Agr. Desenv. Mercado - Bayer

TABELA PRÁTICA PARA CÁLCULO DOS JUROS DE MORA ICMS ANEXA AO COMUNICADO DA-87/12

Valores de ATR e Preço da Tonelada de Cana-de-açúcar - Consecana do Estado de São Paulo

MONITORAMENTO DE POPULAÇÃO E CONTROLE DE CIGARRINHA DA RAIZ EM CANA-DE-AÇÚCAR. Newton Macedo

BROCA GIGANTE. Como controlar esta praga? Telchin licus licus (Lepidoptera, Castniidae) José de Souza Santos Consultor

CONTROLE DE PRAGAS E INCIDÊNCIA DE DOENÇAS OPORTUNISTAS

Impurezas e Qualidade de Cana-de-Açúcar

Controle de Plantas Daninhas em Cana-de-açúcar

Alturas mensais de precipitação (mm)

A evolução da tecnologia de controle da broca da cana: opções efetivas de manejo

Quando e Como Aplicar Micronutrientes em Cana de Açúcar para Aumento de Produtividade. Marcelo Boschiero

Controle de percevejo Euschistus heros com adição de adjuvantes Ensaio 2. Avaliação

Figura 1 Distribuição espacial do índice de seca meteorológica em 30 de novembro e em 15 de dezembro de 2012.

Figura 1 Distribuição espacial do índice de seca meteorológica em 31de Agosto e em 15 de Setembro de 2012.

DESEMPENHO E DESTAQUES VARIETAIS NA PEDRA AGROINDUSTRIAL S/A. Eng. Agr. Sergio M. Selegato

Panorama da Safra e Perspectivas. Dezembro/18

3ª REUNIÃO DE FORNECEDORES. Usina Ipê Novembro de 2018

Perdas Qualitativas e quantitativas ocasionadas pela broca da cana José Antonio Rossato Jr.

CRITÉRIOS PARA UM CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS EFICIENTE, VERSÁTIL E DE SUCESSO! ROMUALDO CARETTA Agente Comercial

ESTRATÉGIAS DE MONITORAMENTO E MANEJO DE PERCEVEJOS NAS FASES INICIAIS DE DESENVOLVIMENTO DO MILHO SAFRINHA. Rodolfo Bianco

RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DA EXECUÇÃO FINANCEIRA

Manejo de plantas. sucesso. Augusto Monteiro. Agrônomo de Desenv. de Mercado

Gestão do Controle de Pragas no Grupo Raízen. Ribeirão Preto 24/07/2014

Plantas daninhas no cenário de resistência

Variedades de Cana-de-Açúcar Pragas e Doenças: Eng. Agr. Gustavo de Almeida Nogueira Canaoeste

Reunião XXXXXX. Reunião de Fornecedores. Unidade XXXX. Unidade Buriti

Figura 1 Distribuição espacial do índice de seca meteorológica em 30 de junho e em 15 de julho de 2012.

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS NA REGIÃO SUL

INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS PRODUTIVOS PARA A CULTURA DO MILHO

COMPARATIVOS ENTRE SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO RIBEIRÃO PRETO - SP

PRAGAS AGRÍCOLAS. Engenheiro Agrônomo - Joelmir Silva PIRACICABA SP CULTURA: CANA-DE-AÇÚCAR

Resistência de Insetos a Inseticidas

Experiências práticas de reserva de forragem no oeste da Bahia. Prof. Danilo Gusmão NEPPA/UNEB, Coordenador da Faculdade de Medicina Veterinária

SITUAÇÃO ATUAL DAS PRAGAS EXÓTICAS DO EUCALIPTO

Vênus Em Aquário 25 Dez Vênus Em Peixes 18 Jan Vênus Em Áries 12 Fev Vênus Em Touro 8 Mar Vênus Em Gêmeos 4 Abr 1940

Projeto PREVCLIMACANA: uso do banco de dados e da modelagem matemática associada às imagens de satélite visando a estimativa de safra

Soluções BASF para o Manejo de Plantas Daninhas em Cana-de-Açúcar. Daniel Medeiros Des. Tec. de Mercado BASF daniel.medeiros@basf.

Vantagens e Desvantagens da Utilização da PALHA da Cana. Eng. Agr. Dib Nunes Jr. GRUPO IDEA

COMO AVALIAR A EFICIÊNCIA NO CONTROLE DE PRAGAS

RECALL SMITHS LISTA DOS PRODUTOS ENVOLVIDOS, IMPORTADOS AO BRASIL PELA CIRÚRGICA FERNANDES, COM INFORMAÇÕES SOBRE PRODUTOS VENDIDOS E EM ESTOQUE

ATUALIZAÇÃO EM CONTROLE DE PRAGAS DA CANA-DE-AÇÚCAR. Broca do colmo e cigarrinha das raízes

FICOU AINDA MELHOR O QUE ERA BOM

Manejo da palhada e efeitos sobre a ciclagem de nutrientes e produtividade do canavial. Nilza Patrícia Ramos Embrapa Meio Ambiente

A complexidade e as alternativas num sistema intensificado para o manejo dos percevejos e da mosca-branca

A Cultura da Cana-de-Açúcar

VARIEDADES DE CANA SOB A ÓTICA DO FORNECEDOR. Eng.Agr. Dib Nunes Jr. Grupo IDEA

O cultivo do algodoeiro no sistema de plantio direto rotação de culturas: O Grande Desafio. Aurélio PAVINATO SLC Agrícola S.A.

Variações sazonais no crescimento de plantas forrageiras. Fatores que afetam o crescimento estacional de plantas forrageiras

Adubação de Lavouras Podadas. Alysson Vilela Fagundes Eng. Agr.Fundação Procafé

Monitoramento e controle do bicudo da cana-de-açúcar, Sphenophorus levis Luiz Carlos de Almeida Erich Stingel Enrico De Beni Arrigoni

Palestra apresentada no 1º Simpósio de Pragas de Solo, Pindorama, SP. José Ednilson Miranda Embrapa Algodão

Biologia e Manejo de Sphenophorus levis. Eng. Agro. Nathalie Yamashita Des. Mercado Cana Ribeirão Preto - SP

Cigarrinhas em Pastagens

Efeitos da Estiagem sobre a Produção cafeeira. Alysson Vilela Fagundes

Avaliação do ano vitícola de 2011 na EVAG

Ocorrência de grilos em plantios de eucalipto no Paraná

16ª. REUNIÃO TÉCNICA PROTEF MANEJO DE PRAGAS E DOENÇAS FLORESTAIS REGIÃO SUBTROPICAL

COOPERCITRUS SIMPÓSIO DE ALTA TECNOLOGIA / 2018

Dinâmica e manejo de doenças. Carlos A. Forcelini

Efeito de Moddus na maturação e na qualidade da matéria-prima da Cana-de-açúcar. Alessandra Julianetti Barreto Suporte Técnico Fevereiro 2012

Mudanças climáticas. Aumento de períodos de estiagem (Pinto & Assad, 2008) Aumento de frequência de chuvas intensas e temporais

Av. Ademar Diógenes, BR 135 Centro Empresarial Arine 2ºAndar Bom Jesus PI Brasil (89)

Manejo da Mosca-branca na Soja. Eliane D. Quintela Embrapa Arroz e Feijão

MANUAL TÉCNICO 1. PREPARO DE SOLO 1.1 FERTILIZANTES E CORRETIVOS. a. AMOSTRA DE SOLO

Transcrição:

Eng. Agr. Victor Silveira Desenvolvimento 1 Técnico de Mercado

Cigarrinha das raízes Com Inseticida Mahanarva fimbriolata Perdas de 15% a 80% TCH Perdas de 30% na POL Sem Inseticida Foto: severo ataque Região Oeste/SP - 2015 2

O que está acontencendo com a população de Cigarrinhas das raízes em cana? Muitas informações não conclusivas (achismo) Amostragem? Momento da aplicação? Nova espécie? Perda de sensibilidade? Aplicações mal feitas? Manejo incorreto? Aumento populacional (meio ambiente e hábitos da praga)? 3

O que está acontencendo com a população de Cigarrinhas das raízes em cana? Muitas informações não conclusivas (achismo) Amostragem? Momento da aplicação? Nova espécie? Perda de sensibilidade? Aplicações mal feitas? Manejo incorreto? Aumento populacional (meio ambiente e hábitos da praga)? 4

Monitoramento Populacional e Momento da aplicação Cigarrinha Danos das Raízes PRIMEIRAS CHUVAS Fim das Águas Danos Relativos Adultos Ninfas SmartBio 1ª Geração 2ª Geração 3ª Geração Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março Fazer as avaliações a cada 15 dias no período de maior incidência Tenha a correta identificação dos níveis populacionais (equipe bem dimensionada) Inicie o controle ainda na primeira geração ou antes do aparecimento dela 5 Fonte: Newton Macedo

O que está acontencendo com a população de Cigarrinhas das raízes em cana? Muitas informações não conclusivas (achismo) Amostragem? Momento da aplicação? Nova espécie? Perda de sensibilidade? Aplicações mal feitas? Manejo incorreto? Aumento populacional (meio ambiente e hábitos da praga)? 6

Nova espécie Centro de Cana - IAC 50% M. spectabilis + 50 % Mahanarva sp. Centro de Cana - IAC 100% Mahanarva sp. Fonte: Centro Avançado da Pesquisa Tecnológica de Cana do IAC 7

O que está acontencendo com a população de Cigarrinhas das raízes em cana? Muitas informações não conclusivas (achismo) Amostragem? Momento da aplicação? Nova espécie? Perda de sensibilidade? Aplicações mal feitas? Manejo incorreto? Aumento populacional (meio ambiente e hábitos da praga)? 8

Monitoramento de Sensibilidade Mahanarva fimbriolata para TMX 9 Fonte: R&D/Lab Service Syngenta

O que está acontencendo com a população de Cigarrinhas das raízes em cana? Muitas informações não conclusivas (achismo) Amostragem? Momento da aplicação? Nova espécie? Perda de sensibilidade? Aplicações mal feitas? Manejo incorreto? Aumento populacional (meio ambiente e hábitos da praga)? 10

Aplicações mal feitas Quais as razões para dificuldade de controle em certas áreas? -Aplicações mal feitas (aplicações em área total; bicos entupidos/desregulados; etc); -Dose baixa do inseticidas; -Qualidade da água de aplicação; -Outras Fonte: Gandolfo et al (2009) 11

Aplicação Aérea de Inseticida

Aplicação Aérea de Inseticida 13

Recomendação de Aplicação Terrestre Barra de Aplicação Pingente 30% da calda aplicada no solo 70% da calda aplicada na planta 70/30 Drench 14

Syngenta contribuindo de forma intensa para uma aplicação cada vez melhor Novas modalidades de aplicação (ex. grânulos sólidos) Programa de Certificação de empresas de aplicação aérea (via Andef) Apoiar a busca contínua por novas soluções 15 Classificação: APENAS USO INTERNO

O que está acontencendo com a população de Cigarrinhas das raízes em cana? Muitas informações não conclusivas (achismo) Amostragem? Momento da aplicação? Nova espécie? Perda de sensibilidade? Aplicações mal feitas? Manejo incorreto? Aumento populacional (meio ambiente e hábitos da praga)? 16

Aumento populacional (meio ambiente e hábitos da praga) Destruição de formas biológicas Elevação da Umidade Temperaturas + estáveis 17

Manejo Integrado Syngenta Primeiras Chuvas 20 25 Dias Evitar o aumento dos ovos em diapausa de uma safra para outra Primeiras Ninfas 25 30 Dias Primeiros Adultos 20 25 Dias Ninfas 25 30 Dias Adultos 20 25 Dias Ninfas 25 30 Dias Pico de Adultos Fim das Águas Ovos em diapausa 180 200 Dias Áreas de alta pressão Ovos Ovos Ovos Ovos 1ª Geração 2ª Geração 3ª Geração Segundo José Francisco, ovos submetidos a temperaturas acima de 30 C e abaixo de 40% de UR tem sua viabilidade comprometida. 18 Fonte: Garcia, J.F. 2006

Aplicação de Actara em áreas com e sem Palha Região de Guaíra/SP Ninfas/m Manejo da Palhada (desafogamento da soqueira) 30 60 75 90 daa Áreas de alta pressão Com palha Sem palha Dose (Kg/ha) 0,33 0,33 Comentários: Guaíra/SP desenleiramento Antes Depois Total ha aplicado 20.000 20.000 Total reaplicado 35% 0% % de areas enleiradas 0 95% 19 Fonte: R&D Syngenta

Metodologias de aplicações de inseticidas no controle de Mahanarva sp. Região de Pirajuba/MG Métodos: 70/30 x Corte de Soqueira Áreas de alta pressão 12 10 8 6 4 2 * * * 0 0 DAA 10 DAA 22 DAA 37 DAA 51 DAA 68 DAA 70/30 Corte Soqueira * Diferença estatistica, fator p < 0,1 20 Fonte: R&D Syngenta

Ninfas/m Resultados de Controle Actara corte de soqueira Média de 3 áreas - Safra 2015/16 Áreas de alta pressão 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 15 30 60 90 Check Actara 0,33 kg 21 Fonte: R&D Syngenta

Sugestões de Manejos: Realizar a retirada da palha da soqueira desafogamento em áreas Áreas de alta pressão com históricos de altas infestações Utilizar tecnologias de aplicação que direcionem o inseticida na base da touceira (Cortador de Soqueira ou 70/30 ou Drench) Utilizar dose recomendada 22

Precipitação mensal em mm Fonte: www.ipmet.unesp.br - dados de 2001 a 2014 (SP) Sugestão de Manejo: Desafogamento da soqueira Áreas de alta pressão A B C mai jun jul ago set out nov dez jan fev mar abr 0,333 kg/ha A Cana de início de safra aplicações 70/30 ou Drench B Cana de pico da seca Corte de soqueira ou 70/30 ou Drench C Cana de meio e final de safra aplicações 70/30 ou Drench 23 Fonte: R&D e DTM Syngenta

Sugestão de Manejo Áreas de baixa pressão Aplicação 70/30, Drench, área total e Aérea Dose de Actara: 0,333 kg/ha Áreas de alta pressão Desaforamento da soqueira Preferencialmente fazer corte de soqueira, aplicação 70/30 ou Drench Dose de Actara: 0,333 kg/ha 70/30 Drench Aérea Área Total Corte de Soqueira 24 Classificação: APENAS USO INTERNO

Testemunha Centro de São Paulo Picos de 23 ton./ha Triangulo Mineiro Picos de 14 ton./ha Oeste de São Paulo Picos de 18 ton./ha 25