3 MODALIDADES DO CICLISMO Não há muitos registros sobre cada modalidade, além de haver uma variedade muito grande de informações sobre uma mesma modalidade. PORTE (1996), porém, nos relata sobre os vários estilos de uma forma mais clara e precisa que outros autores pesquisados: 3.1 CICLISMO DE ESTRADA É o mais importante de todos os estilos do ciclismo. Divide-se em três grandes categorias: ciclismo de competição, cicloturismo e ciclodesportivo. 3.1.1 Competição: vai desde a prova em linha, a prova por etapas passando pela contra-relógio (individual ou por equipes) ou por escalada. Para os seniores amadores (19 a 35 anos) está dividida em categorias, definidas pelos resultados obtidos: seniores da 1 a à 5 a categoria, veteranos, provas corporativas e profissionais; 3.1.2 Cicloturismo: é o ciclismo no sentido mais amplo e pode definir-se como a excursão ou o passeio, individual ou em grupo, acessível a todos e por todas as partes. Não há classificação. O cicloturismo é quase uma arte de viver, é o ócio, a saúde, a boa convivência, compartilhar o esforço, o contato com a natureza. Praticamente qualquer pessoa pode participar deste tipo de prova depois de, naturalmente, Ter-se assegurado de sua boa saúde (exame médico) e respeitando seu próprio ritmo. 3.1.3 Provas ciclodesportivas: as provas ciclodesportivas foram criadas no começo dos anos 80 por iniciativa de Yan Contat. Constitui uma espécie de compromisso entre a competição e a volta, porém nisto suzi mariño pequini USP 2000 3.1
não há que se enganar: está aproximando-se cada vez mais da competição e os participantes devem estar bem preparados. São bastante compridas, difíceis e são disputadas num ritmo forte. 3.2 PISTA É uma atividade muito variada, tendo em conta o número de especialidades e distâncias propostas: 3.2.1 Velocidade: é a prova rainha, a mais espetacular de todas as provas sobre pista. Disputa-se em um quilômetro (ou na distância mais próxima, realizando duas ou três voltas, segundo o comprimento da pista), e requer qualidades como velocidade, resistência, tática. Precisa tanto de uma grande força muscular como de um bom controle emocional, podendo ser disputada por equipe. 3.2.2 Quilômetro: consiste em realizar o melhor tempo possível nesta distância. Pode-se considerar um sprint longo (corrida de curta distância), e precisa de qualidades musculares de resistência. 3.2.3 Perseguição: é disputada por dois corredores em uma distância dada (quatro quilômetros em seniores). São excelentes ciclistas e possuem uma boa velocidade de base e uma força natural que lhe permite manter-se a uma marcha constante, podendo ser disputada também por equipes de quatro. 3.2.4 Corrida por pontos: disputada por numerosos corredores em uma distância dada (de 5 a 30 quilômetros), obtendo-se pontos nos momentos dos sprints (corrida de curta distância em alta velocidade) intermediários. Reúne as qualidades do sprints e da resistência. suzi mariño pequini USP 2000 3.2
3.2.5. Eliminação: disputa-se em uma distância que é determinada pelo comprimento da pista e o número de corredores. Em cada uma ou duas voltas de pista, o último corredor é eliminado. 3.2.6. Meio fundo: disputa-se com o ciclista atrás de uma motocicleta equipada de um joelho situado na sua parte traseira. As distâncias percorridas (o tempo está fixado em uma hora) reservam esta prova para os corredores resistentes. As velocidades médias podem ultrapassar os 60 quilômetros por hora. 3.2.7 Récord da hora: abandonada totalmente depois da marca de Eddy Mercks (1972) e da posterior de Francesco Moser (1984). Volta a ser apreciada pelas recentes tentativas do impressionante britânico Chris Boardman e seu compatriota Graeme Obree; o récord da hora volta a ser atualmente o troféu mais apreciado dos melhores corredores do mundo e suas melhores horas (40 quilômetros em uma hora). 3.3. CICLOCROSS A característica mais importante do ciclocross se encontra na intensidade do esforço exigido, ainda que sua duração não ultrapasse uma hora entre os seniores e 40 minutos para os juniores. Requer qualidades básicas e atléticas, ainda que também técnicas: habilidade, agilidade, reflexos, equilíbrio. 3.4. MOUNTAIN BIKE Nascida nos Estados Unidos nos anos 70, a Mountain Bike tem-se convertido em um autentico fenômeno social. Suas qualidades possibilitam ultrapassar os obstáculos mais perigosos; e, naturalmente, esta moda tem dado lugar ao surgimento de competições: suzi mariño pequini USP 2000 3.3
3.4.1 Cross-country: disputa-se em distâncias de 40 a 60 quilômetros, com desníveis de 1.000 a 2.000 metros. Impõe um esforço cardiovascular prolongado e precisa de aptidões físicas de resistência. 3.4.2 Bike-trial: consiste em abrir seções de terrenos naturais ou artificiais sem por os pés no solo e sem se agarrar ao mínimo apoio. Requer sentido de equilíbrio e domínio da bicicleta. 3.4.3 Descida: consiste em descer individualmente 400 a 1.000 metros de desnível com uma duração de esforço em cinco minutos. Exige, de forma indispensável, qualidades técnicas, atléticas e musculares combinadas com sentido de equilíbrio, flexibilidade e habilidade. Lembra a descida de esqui. 3.5 AS DEMAIS PRÁTICAS 3.5.1 Bici-cross BMX: disputa-se em pistas preparadas com obstáculos (cavaletes, valetas, curvas elevadas etc.). Com um comprimento de 270 a 380 metros, podem ser diminuídas para os menores de 10 anos. Estão organizadas por categorias: desde os menores (a partir de 6 anos) até os veteranos, passando pelos seniores e as femininas. 3.5.2 Ciclo-polo: esporte coletivo (equipes de cinco) em que os jogadores avançam na bicicleta e devem marcar gols. 3.5.3 Velo-cross: é um sprint ao longo de uma distância por volta de 350 metros, sobre uma pista preparada com vários obstáculos. 3.5.4 Estilo livre: é a variante artística do ciclo-cross. suzi mariño pequini USP 2000 3.4
3.3.5 Ciclo-ball: é um esporte coletivo que se pratica em sala (equipes de dois) em que os jogadores devem marcar os gols com as rodas de sua bicicleta. 3.5.6 Trialthlon: composta de três provas sucessivas: natação, corrida ciclística e a pé. suzi mariño pequini USP 2000 3.5