CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS DE DESENVOLVIMENTO DO HOMEM CIEPH ANA PAULA DE OLIVEIRA ROCHA

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Transcrição:

CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS DE DESENVOLVIMENTO DO HOMEM CIEPH ANA PAULA DE OLIVEIRA ROCHA ACUPUNTURA, FITOTERAPIA E DRENAGEM LINFÁTICA NO TRATAMENTO DE VARIZES DO MEMBRO INFERIOR

FLORIANÓPOLIS 2006 ANA PAULA DE OLIVEIRA ROCHA ACUPUNTURA, FITOTERAPIA E DRENAGEM LINFÁTICA NO TRATAMENTO DE VARIZES DO MEMBRO INFERIOR Trabalho de Conclusão do Curso em Especialização em Acupuntura, apresentado para o Centro de Estudos e Pesquisas de Desenvolvimento do Homem - CIEPH. Orientador: Professor Kris Marcel Artiero da Silva Coordenador: Marcelo Fabián Oliva FLORIANÓPOLIS 2006

Aos meus pais com muito carinho.

AGRADECIMENTO A todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização e divulgação deste trabalho. Meu especial agradecimento a todas as pessoas que colaboraram como sujeitos da pesquisa.

A natureza, o tempo e a ciência são os três grandes médicos. H.G. Bohn

SUMÁRIO RESUMO----------------------------------------------------------------------------------------- vii ABSTRACT------------------------------------------------------------------------------------- viii CAPÍTULO I 1. INTRODUÇÃO----------------------------------------------------------------------- 01 1.1. O PROBLEMA E A IMPORTÂNCIA-------------------------------------------- 01 1.2. OBJETIVOS-------------------------------------------------------------------------- 03 1.2.1. Geral----------------------------------------------------------------------------------- 03 1.2.2. Específicos-------------------------------------------------------------------------- 03 CAPÍTULO II 2. REVISÃO DE LITERATURA---------------------------------------------------- 04 2.1. AS VARIZES------------------------------------------------------------------------- 04 2.1.1. Definição e Epidemiologia------------------------------------------------------ 04 2.1.2. Fisiopatologia da Variz---------------------------------------------------------- 05 2.1.3. Tipos de Varizes------------------------------------------------------------------- 08 2.1.4. Causas da Variz-------------------------------------------------------------------- 09 2.1.5. Prevenção---------------------------------------------------------------------------- 11 2.2. DRENAGEM LINFÁTICA--------------------------------------------------------- 13 2.2.1. Efeitos da Drenagem Linfática------------------------------------------------ 13 2.2.2. Indicações Clínicas--------------------------------------------------------------- 15 2.2.3. Procedimentos--------------------------------------------------------------------- 15 2.3. ACUPUNTURA---------------------------------------------------------------------- 16 2.3.1. Bases da Medicina Tradicional Chinesa----------------------------------- 17 2.3.2. Noções dos Meridianos--------------------------------------------------------- 19 2.3.3. Diagnóstico pela MTC------------------------------------------------------------ 21 2.3.4. Diagnóstico pela MTC para Varizes----------------------------------------- 23 2.3.5. Aplicação da Acupuntura------------------------------------------------------- 24 2.3.6. Pontos Utilizados------------------------------------------------------------------ 26 2.3.7. Tempo de Tratamento------------------------------------------------------------ 30 2.4. FITOTERAPIA----------------------------------------------------------------------- 30 2.4.1. Efeitos da Fitoterapia------------------------------------------------------------ 31 2.4.2. Principais Indicações------------------------------------------------------------ 32

2.4.3. Dosimetria Formas de Utilização das Plantas--------------------------- 33 2.4.3.1. Chas------------------------------------------------------------------------------------ 33 2.4.3.2. Tinturas-Mães Tintura Alcoolatura Extrato Fluídos ---------------- 34 2.4.3.3. Pós Extratos Secos Extratos Secos Padronizados------------------- 36 2.4.4. Fitoterapia para Varizes--------------------------------------------------------- 36 CAPITULO III 3. METODOLOGIA-------------------------------------------------------------------- 41 CAPÍTULO IV 4. ANÁLISE DE DADOS------------------------------------------------------------- 43 4.1. APRESENTAÇÃO DOS CASOS / DADOS DOS PACIENTES--------- 49 4.3. SATISFAÇÃO PESSOAL DOS PACIENTES COM O TRATAMENTO---------------------------------------------------------------------- 50 CONCLUSÃO---------------------------------------------------------------------------------- 51 GLOSSÁRIO------------------------------------------------------------------------------------ 52 REFERÊNCIAS-------------------------------------------------------------------------------- 54

RESUMO O funcionamento do organismo como um todo depende do bom desempenho de todos os seus componentes. Assim, o estímulo exercido sobre alguma parte, desencadeia uma série de reações que, de alguma forma, influenciará o todo. Pôr esta razão não devemos estudar um fenômeno isoladamente, mas compreendido em sua relação com todas as partes do indivíduo. Este trabalho têm como objetivo demonstrar a eficácia de métodos alternativos ao da medicina convencional para o tratamento de uma patologia muito comum na população mundial denominada de varizes. Foram utilizados métodos como a acupuntura, fitoterapia e drenagem linfática para a realização desta pesquisa. O tratamento durou cerca de três meses contínuos, onde foi observada uma melhora significativa no quadro álgico referente a patologia, também foi constatada uma redução considerável na aparência física da doença que predomina a visualização das veias envolvidas no processo. Dois indivíduos foram envolvidos nesta pesquisa. Mulheres, na faixa etária entre 50 a 70 anos de idade, com diferentes profissões e hábitos variados foram submetidas ao mesmo tratamento onde houve um acompanhamento semanal. O tratamento constitui de uma sessão de acupuntura semanal, uma sessão de drenagem linfática de quinze em quinze dias, as pacientes foram orientadas a utilizar um gel fitoterápico devidamente prescrito nas lesões cutâneas duas vezes ao dia juntamente com doses diárias de cápsulas de um fitoterápico específico uma vez ao dia. Palavras-chave: varizes tratamento acupuntura fitoterapia drenagem linfática

ABSTRACT The operation of the organism as a whole depends on the good acting of all their components. Like this, the incentive exercised on some part, it unchains a series of reactions that, in some way, it will influence the whole. To put this reason should not study a phenomenon separately, but understood in her relationship with all the individual's parts. This work has as objective demonstrates the effectiveness of alternative methods to the of the conventional medicine for the treatment of a very common pathology in the denominated world population of varicose veins. Methods were used as the acupuncture, fitoterapia and lymphatic drainage for the accomplishment of this research. The treatment lasted about three continuous months, where a significant improvement was observed in the picture álgico regarding pathology; also, a considerable reduction was verified in the physical appearance of the disease that the visualization of the veins prevails involved in the process. Two individuals were involved in this research. Women, in the age group among 50 to 70 years of age, with different professions and varied habits were submitted to the same treatment where there was a weekly attendance. The treatment constitutes of a session of weekly acupuncture, a session of lymphatic drainage of fifteen in fifteen days, the patients were oriented to use a gel fitoterápico properly prescribed in the coetaneous lesions twice a day together with daily doses of capsules of a specific fitoterápico once a day. Word-key: varicose veins - treatment - acupuncture - fitoterapia - drainage

CAPÍTULO I 1. INTRODUÇÃO 1.1. O PROBLEMA E A IMPORTÂNCIA Segundo Bontempo (1999) as varizes do membro inferior são estudadas e tratadas desde a Antigüidade, existem referências à tratamentos que remotam à mais de 2000 anos. Esta preocupação da medicina com as varizes desde os primórdios da história da civilização ocorreu porque as varizes são bem visíveis. Constituem a mais comum de todas as doenças vasculares. Sua incidência é de cerca de 15% da população adulta. Incidem três vezes mais na mulher do que nos homens em decorrência de fatores hormonais. Esta patologia que segundo Boarim (1999) caracteriza-se pelas dilatações das veias superficiais das pernas. Essas veias dilatadas funcionam como barreiras para o sangue, fechando as válvulas quando ele passa, para que o sangue siga seu caminho. Quando as paredes perdem a elasticidade e as válvulas começam a falhar, o sangue fica parado, formando depósitos causando as varizes. Entre as causas mais freqüentes estão a gravidez, a adolescência, a hereditariedade, o sedentarismo, a obesidade e o excesso de hormônios femininos 1 Segundo o mesmo autor, o perigo maior para a saúde, entretanto, reside na formação de trombos (coágulos) no interior dos vasos tortuosos, que, por contingência do destino podem a qualquer momento desprender-se e ocasionar 1 Disponível em www.angiopatiasinstituto.com.br, acessado em 06/01/2006

2 entupimentos em órgãos distantes, levando à embolia pulmonar ou a embolia cerebral. Existem várias formas de tratar essa patologia tão comum: pela medicina convencional alguns medicamentos para afinar o sangue, cirurgias para retirada da veia afetada, mesoterapia (aplicação de injeções no local lesionado) com medicamentos específicos para a diminuição das varizes, na fisioterapia aplica-se o princípio da drenagem linfática manual, método desenvolvido após a segunda guerra mundial que visa uma melhora na circulação da linfa e do sangue, facilitando a circulação sangüínea e também amenizando os sintomas de dores como cansaço e também o edema nos membros inferiores; aplica-se também dentro da fisioterapia o uso de meias de contenção para facilitar o retorno venoso dos membros inferiores; dentro da medicina natural aplica-se os princípios da fitoterapia com uso interno e externo, a trofoterapia com princípios de reeducação alimentar e introdução de alimentos específicos tanto para prevenir como para amenizar os sintomas desta patologia, a geoterapia com aplicação de argilas específicas esterilizadas no local ajudam a diminuir o edema e aliviam as dores locais; os exercícios físicos como caminhadas curtas acompanhadas de exercícios respiratórios e hidroginástica podem ajudar isso depois da fase aguda da doença; e também dentro da medicina chinesa aplicam-se princípios dos cinco elementos para tratar as varizes utilizando a aurículoterapia para aliviar as dores e o edema nos membros inferiores e a aplicação das agulhas em pontos específicos para tratar não só os sintomas como a etiologia das varizes. Conforme exposto acima lança-se a pergunta: Quais os efeitos fisiofuncionais das técnicas de drenagem linfática, fitoterapia e acupuntura combinadas para o tratamento de varizes em membros inferiores?

3 1.2. OBJETIVOS 1.2.1. Geral Investigar os efeitos fisiofuncionais das técnicas de drenagem linfática manual, fitoterapia brasileira e acupuntura utilizando agulhas como recurso associadas em conjunto para a melhora dos sintomas específicos das varizes como também evidenciar uma melhora na parte fisiofuncional da doença. 1.2.2. Específicos Verificar alívio da dor no decorrer do tratamento proposto Verificar alterações visuais dos membros inferiores antes e depois do tratamento Verificar a satisfação das pacientes antes e depois do tratamento Constatar a eficácia das três técnicas agrupadas para o tratamento e a melhoria nos sintomas das varizes em membros inferiores Colaborar com a comunidade científica no que diz respeito a comprovação de tratamentos intitulados alternativos a medicina convencional, respeitando as normas de publicações científicas para aumentar os dados no que diz respeito a medicina natural ou terapias naturais.

4 CAPÍTULO II 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. AS VARIZES 2.1.1. Definição E Epidemiologia Segundo Di Pietro (2001), varizes ou veias varicosas são veias dilatadas, alongadas e tortuosas. Além de serem prejudiciais à estética, as varizes podem causar dor, cansaço e sensação de peso nas pernas. Sob o ponto de vista da mesma autora, as artérias levam o sangue do coração para as extremidades, e as veias têm a função de levar o sangue de volta ao coração, impulsionado, principalmente pela bomba muscular das panturrilhas. Dentro das veias existem pequenas válvulas que impedem o retorno venoso para as extremidades. Quando as válvulas não se fecham adequadamente, acontece esse retorno, a que se denomina refluxo. Quando acontece o refluxo, aumenta a quantidade de sangue dentro das veias, o que faz com que elas se dilatem. Para Robbins (1996), para que o sangue possa voltar ao coração, as veias possuem válvulas venosas que impedem seu refluxo. Caso essas pequenas válvulas falhem, o sangue reflui e causa a dilatação das veias devido ao aumento do volume sangüíneo. As varizes aparecem com mais freqüência nos membros inferiores: pés, pernas e coxas. As varizes se apresentam em três estágios distintos: telengiectasias, microvarizes e varizes. No estágio das telangiectasias as veias são bem fininhas,

5 com cerca de 0,5 milímetro de diâmetros. Nesta fase são fáceis de tratar. De 0,5 a 5 milímetros são chamadas de microvarizes e quando a dilatação passa dos 6 mm são denominadas de varizes. Quando chega nesse estágio poderão ocorrer sintomas como dor, inchaço nas pernas, flebite e até hemorragias e a pessoa poderá necessitar de uma intervenção cirúrgica para a retirada da veia.(fardy, 2001) 2.1.2. Fisiopatologia da Variz Sabe-se que o sistema venoso transporta 98% das toxinas do meio intersticial e os 2% restantes são transportados pelo circuito linfático. A rede inteira da circulação do sangue está avaliada em 96.000 km, número que dá uma idéia da importância de suas ramificações. A partir do coração, as artérias decrescem para se tornarem finas arteríolas que são os capilares. Esse circuito se prolonga por vênulas e depois por veias de calibre maior que vão retornar ao coração, levando o sangue venoso. ( ROBBINS,1996) Quando o sangue contido na veia é impulsionado, ele empurra a válvula de encontro à parede do vaso, circulando assim livremente em direção ao coração. Como a progressão da corrente sangüínea venosa não é contínua, cessada a força que o impulsiona, tende o sangue a retornar pela ação da gravidade. Tal fato, entretanto, não ocorre porque o sangue se insinua no seio da válvula, fazendo com que a borda livre se encoste na parede do vaso. Desta forma, a luz da veia é temporariamente obliterada, até que novo impulso faça o sangue progredir em direção ao coração. Pode haver mais de uma válvula em um mesmo ponto da veia, sendo freqüente encontrar duas e mais raramente três. Insuficiência de uma válvula é a impossibilidade de impedir completamente o refluxo do sangue. A insuficiência de muitas válvulas de uma mesma veia provoca sua dilatação e conseqüente estase sangüínea: tal estado é conhecido pelo nome de varizes. (DANGELO, JG & FATTINNI, C.A, 1998). Se não fosse pelas válvulas nas veias, o efeito da pressão hidrostática faria com que a pressão venosa nos pés fosse sempre em torno de + 90 mmhg no adulto de pé. Entretanto, cada vez que movem as pernas, os músculos se contraem e

6 comprimem as veias dentro desses músculos ou adjacentes a eles, e isso espreme o sangue para fora das veias. As válvulas dentro das veias são dispostas de tal maneira que a direção do fluxo do sangue só pode ser para o coração. Conseqüentemente, cada vez que uma pessoa move as pernas ou mesmo tenciona os músculos, uma certa quantidade de sangue é impelida em direção ao coração, e a pressão nas veias é diminuída. Este sistema de bombeamento é conhecido como a bomba venosa ou bomba muscular, e é bastante eficiente para que, em circunstâncias normais, a pressão venosa nos pés de um adulto que caminha permaneça próxima ou abaixo de 25 mmhg. (FARDY, 2001) O mesmo autor elucida que na pessoa parada de pé, a bomba venosa não trabalha, e a pressão venosa na parte inferior da perna subirá até o valor hidrostático pleno de 90 mmhg em cerca de 30 segundos. As pressões nos capilares também sobem muito, fazendo com que vaze líquido do sistema circulatório para dentro dos espaços dos tecidos. Como resultado, as pernas incham e o volume sangüíneo diminui. O defeito nas veias das pessoas que têm varizes está nas válvulas e nas paredes das veias. Existem dois tipos de veias nos membros inferiores, as veias superficiais que ficam sob a pele, na camada de gordura e que podem ser visíveis, e existem as veias profundas que ficam no meio da musculatura da perna e não são visíveis, e existem ainda as veias comunicantes, que ligam as veias superficiais e profundas. As válvulas orientam o sangue nas veias dos membros, sempre da veia superficial para a profunda, através da veia comunicante, e impedem que o sangue faça o caminho errado, descendo pelas veias, quando a pessoa está de pé ou sentada. As artérias levam o sangue do coração para todo o corpo. O sangue então, depois de oxigenar e alimentar as células, retorna para o coração através das veias.

7 Quando a pessoa está em pé ou sentada, o sangue vai para o pé com facilidade, porque o coração impulsiona e, além disso, para baixo é mais fácil, mas o sangue encontra dificuldades no caminho inverso: pés coração. Nas pessoas em que as veias têm válvulas e paredes normais o sangue aguarda a oportunidade de voltar, sem causar nenhuma alteração. (FATTINNI, 1998) Nas pessoas em que as válvulas estão doentes acontece, então, uma inversão no caminho do sangue, que passa a ir de cima para baixo e da veia profunda para a superficial. Este fato provoca um aumento do volume sangüíneo dentro da veia superficial, ocorrendo o processo de dilatação e aparecimento de varizes. O sangue volta para o coração através do coração periférico, que na verdade, existe. È a musculatura da panturrilha. Mas este coração só funciona quando nos movimentamos, contraindo e relaxando os músculos da perna. Quando os músculos se contraem, impulsionam o sangue para cima realizando a circulação. Ao andar e correr, sobretudo os músculos da panturrilha trabalham. A cada passo, se contraem e voltam a relaxar, produzindo movimentos de bombeamento. Entretanto, o corpo criou um sistema por meio do qual aproveita esse bombeamento e que facilita o retorno do sangue, os músculos da panturrilha bombeiam o sangue nas veias e atuam diretamente sobre elas no interior da perna. Estas veias, que se encontram nos músculos, estão ligadas através de outros vasos venosos com as grandes veias alojadas sob a pele. Por essa razão, o bombeamento dos músculos da panturrilha pode chegar até a grande veia da perna, a veia safena maior, que flui a pouca distância sob a pele. ( Fardy,2001)

8 2.1.3. Tipos De Varizes Podemos de forma didática, considerando a questão de saúde e a estética, dividir as varizes em quatro tipos a seguir, conforme dado extraído do centro de estudos das angiopatias, classificação feita pelo Dr. Francischelli, (2001): TIPO I: (Vasinhos e Microvarizes), apesar de ser um problema de saúde, não causa riscos imediatos, sendo um problema que atinge mais a auto-estima do paciente. Portanto, geralmente o paciente procura o médico pela questão estética, por isso chama-se esse tipo de predominantemente estético. TIPO II: (Varizes onde está presente a doença e a estética), já é uma doença que envolve alguns riscos e problemas para o paciente, e por isso deve ser tratada, entretanto, pode estar presente também a preocupação estética. Neste caso, os dois problemas devem ser considerados, a doença funcional e a estética. TIPO III: (Varizes assintomáticas sem preocupação estética) todas as situações onde se apresentem varizes, sem que a questão estética esteja envolvida. Neste caso, a doença funcional está presente, sem que o paciente esteja preocupado com a aparência estética. Em alguns casos as varizes podem atingir grandes dimensões antes de apresentar complicações, em outras situações, em outras situações, mesmo pequenas varizes já as apresentam. TIPO IV: (Varizes com complicações), as complicações mais freqüentes são as tromboflebites, as úlceras de perna, as hiperpigmentações, o eczema venoso, as hemorragias, a fibrose, a

9 dermatite Ocre, as infecções e o quadro de dor. Neste caso, a doença funcional está presente, sem que o paciente esteja preocupado com a aparência estética. Geralmente, são pacientes onde o problema está presente há longo tempo, sem tratamento, e que já apresentam complicações. Existem também dois tipos de varizes assim classificadas: primárias e secundárias. As chamadas primárias são aquelas que aparecem influenciadas pela tendência hereditária, responsável pelas antiestéticas linhas vermelhas e azuis de diversos tamanhos; e as chamadas secundárias que aparecem por doenças adquiridas no decorrer da vida e são de tratamento mais difícil chamadas erroneamente de varizes internas. 2.1.4. Causas da Variz Para Boarim (1999), o surgimento de varizes é raro antes dos 14 anos de idade e geralmente, quando ocorrem em crianças, fazem parte de deformidades vasculares congênitas. A partir da puberdade há aumento progressivo na incidência das varizes, sendo que acima dos 70 anos, cerca de 70% das pessoas apresentam dilatações venosas nos membros inferiores. Calcula-se que 24 milhões de pessoas sofrem com os problemas decorrentes das varizes. Alguns fatores são levados em consideração no surgimento desta patologia: 1. HEREDITARIEDADE: O indivíduo com propensão genética nasce com menor resistência da parede das veias e essa predisposição, associada a fatores desencadeantes como gestação, obesidade e sedentarismo, profissões que

10 implicam um tempo prolongado em posições eretas (exemplos cabeleireiros, balconistas, porteiros...) ou que exigem grandes esforços (exemplo de estivadores, halterofilistas), favorece o surgimento de varizes. 2. GRAVIDEZ: É o fator desencadeante mais importante que faz com que a incidência de varizes predomine nas mulheres. Nessa condição, além das alterações hormonais que ocorrem durante todo o período de gestação, na Segunda metade da gestação há aumento da pressão nas veias das pernas devido a compressão do útero. Se esse aumento de pressão não for suficiente para provar dilatação permanente, as veias voltam ao seu calibre inicial após o parto. Isto costuma ocorrer após a primeira gestação, no entanto, com as gestações sucessivas, as veias tendem a se dilatar, tornando-se varicosas e assim permanecem após os partos. 3. POSIÇÕES CORPÓREAS: As posições que favorecem o aparecimento de varizes são a de ficar em pé por longos períodos ou sentado. Nestas posições existe a dificuldade para a circulação de retorno e é justamente quando as varizes aparecem. Estando em movimento fazemos funcionar o coração periférico, que impulsiona o sangue para cima evitando o aparecimento de varizes e quando estamos deitados o coração fica no mesmo nível da perna, o que facilita o retorno do sangue, se estivermos com os pés elevados, o coração fica para baixo e os pés para cima então o retorno sangüíneo fica favorecido. 4. ALTERAÇÕES HORMONAIS: A influência dos hormônios femininos (estrogênio e progesterona) acontece porque estes afetam a parede das veias. Isto explica o uso de anticoncepcionais como fator desencadeante para a patologia, pois eles são à base de hormônios femininos.

11 5. ALIMENTAÇÃO: Pesquisas imputam ao consumo exagerado de laticínios grau considerável de culpa para o surgimento de varizes. A proteína Láctea é extremamente alergizante, e são as próprias reações do organismo que, ocasionariam lesões vasculares precursoras de varizes. A obesidade também é um fator responsável pelo aparecimento das varizes pela grande pressão hidrostática exercida sobre as veias e vasos do membro inferior. 2.1.5. Prevenção Sob o ponto de vista de Thomé (1988), o ideal no tratamento de varizes é sempre evitar seu aparecimento. É importante tentar evitar atividades onde a pessoa é obrigada a ficar muitas horas em pé ou sentado. Caso não seja possível, a pessoa deve elevar as pernas por 15 minutos 2 a 3 vezes durante o dia, e à noite, quando chegar em casa, também deve-se movimentar os pés, como se estivesse acelerando um carro, este movimento chamado dorsiflexão, faz a musculatura da panturrilha se contrair ritmicamente, colocando em ação o coração periférico, que faz a circulação funcionar. Além disso, deve-se usar meia elástica, em geral de média compressão, que reduz a ação traumática da pressão hidrostática sobre as veias, as meias agem desviando, através da meias comunicantes, o sangue das vais superficiais, onde as varizes se formam, para as veias profundas, onde não existem varizes. Para vestir a meia elástica deve-se elevar as pernas por 20 minutos antes de colocar as meias para esvaziar bem as veias; caso contrário, elas perdem sua ação. Boarim (1999) afirma que outra medida é o uso de vitamina C, Que aumenta a síntese de colágeno, fibra que reforça a parede do vaso. Se a pessoa

12 tem história familiar de varizes, deve começar a se prevenir desde a juventude, especialmente se for mulher, para evitar que o problema fique muito sério. A massagem pode ajudar, mas deve ser constante. A melhor massagem para ajudar a circulação das veias chama-se drenagem linfática. O mesmo autor elucida que evitar o sol e o calor: o sol, sauna, banhos muito quentes e demorados provocam o aquecimento da pele e a passagem de uma maior quantidade de sangue pelos vasos da pele. Se uma maior quantidade de sangue passa pelos vasos superficiais eles se acomodam a essa situação e se dilatam sendo um fator que favorece o aparecimento de vasinhos nas pessoas que são predispostas, por isso são medidas úteis evitar banhos muito quentes e demorados, evitar exposição ao sol da praia. Quando estiver exposto ao calor da praia ou da piscina deve-se Ter o cuidado de entrar na água a cada 15 ou 20 minutos para evitar que a perna fique muito quente. Evitar o excesso de peso: o excesso de peso sobrecarrega a circulação e provoca o aparecimento de varizes. Ter bons hábitos alimentares é saudável para todo o corpo. O excesso de peso também provoca celulite que está associada as microvarizes e telangiectasias (vasinhos). Fazer exercícios: os exercícios melhoram a força muscular da perna e, portanto melhoram a circulação de retorno. Os melhores são andar, correr e nadar. Evitar o uso de anticoncepcionais: os hormônios femininos (pílulas, tratamento de menopausa, reposição hormonal) retêm líquidos e aumentam a pressão dentro das veias, também amolecem as paredes dos vasos e são uns dos principais fatores desencadeantes de varizes. Evitar o uso de salto alto: o salto alto faz com que a musculatura da perna fique permanentemente contraída, sem o movimento rítmico, o que dificulta a

13 circulação venosa.. O uso em ocasiões especiais não chega a ser prejudicial, mas o seu uso rotineiro certamente é. Para Fattinni (1998), varizes não voltam se forem retiradas com cirurgia, aparecem outras que devem ser tratadas. Uma veia que estava normal no momento de um tratamento, mais tarde poderá estar doente, porque a tendência hereditária existirá durante toda a vida. Este fato não invalida qualquer tipo de tratamento, porque se as varizes não forem cuidadas poderão levar a sérias complicações no futuro. Por esse motivo é que se propõe o tratamento continuado de varizes, que controla o problema estético e a doença conforme se manifestem. 2.2. DRENAGEM LINFÁTICA 2.2.1. Efeitos da Drenagem Linfática Para Leduc (2002), os movimentos de massagem têm como objetivo principal o aumento do volume de linfa admitido pelos capilares linfáticos e o aumento da velocidade de seu transporte através dos vasos linfáticos. Indiretamente estas manobras influenciam outras funções biológicas. O mesmo autor elucida que as influências diretas da drenagem são: capacidade dos capilares linfáticos, velocidade da linfa transportada, filtração e reabsorção dos capilares sangüíneos, quantidade de linfa processada dentro dos gânglios linfáticos; sobre a musculatura esquelética, sobre a motricidade do intestino, sobre o sistema nervoso vegetativo, sobre a imunidade; as influências indiretas da drenagem seriam: nutrição celular, oxigenação dos tecidos, desintoxicação da musculatura esquelética; absorção de nutrientes pelo trato

14 gastrointestinal; distribuição de hormônios, aumento na quantidade de líquidos excretados. Para Jacquemay (2000), as relações entre o sistema linfático e outros sistemas circulatórios são divididas em três: o vascular sangüíneo, o céfaloraquidiano e o linfático. O sistema vascular sangüíneo é um anel vascular fechado provido de uma bomba, o coração. A função deste sistema consiste em assegurar que o sangue atinja todas as partes do organismo, a fim de que cada célula possa receber nutrição conforme suas necessidades funcionais, o sangue flui afastando-se do coração, nas artérias e arteríolas, para atingir os capilares, que não apenas permitem o escapamento do líquido nutriente para dentro dos espaços teciduais, como também reabsorve parte do líquido tecidual. A partir dos capilares, o sangue retorna ao coração pelas veias. Assim, no sistema vascular sangüíneo, o sangue flui em dois sentidos: a partir do coração e para o coração. O sistema circulatório do líquido céfalo raquidiano é também um sistema fechado de canalizações. O sistema linfático, ao contrário dos dois primeiros, não é fechado, mas comunica-se diretamente com o sistema venoso na raiz do pescoço. Consiste em um sistema de capilares que começam de um modo cego, que captam o líquido tecidual não absorvido pelos capilares sangüíneos, e em uma série de vasos coletores de tamanho cada vez maior que, finalmente, drenam o líquido contido, denominado linfa, para dentro das veias subclávias. No sistema linfático, o fluxo da linfa é sempre em um sentido, isto é, para o coração. Uma característica do sistema linfático é a interpolação de filtros (gânglios linfáticos) ao longo de seus vasos principais, através dos quais a linfa tem de passar antes de ser transferida às veias.

15 2.2.2. Indicações Clínicas Segundo Di Pietro (2001), as principais indicações da drenagem linfática seriam: os edemas causados por: deficiência linfática; edema causado pela elevação da pressão hidrostática nos capilares; edema causado pela baixa pressão coloidosmótica no plasma; edema causado pelo aumento da pressão coloidosmótica do líquido interticial; causado pelo aumento da permeabilidade capilar; liposdistrofia ginóide (celulite); edema gestacional; deficiência circulatória venosa ou circulação sangüínea de retorno comprometida (varizes); no pré e pós-cirurgia plástica, para o tratamento de acne, da couperose, de rosácea, para o rejuvenescimento, musculatura tensa, sistema nervoso abalado entre outras. 2.2.3. Procedimentos Segundo Di Pietro (2001), as condições de trabalho para este tipo de massagem são as seguintes: o cliente deve encontrar-se numa posição cômoda e numa temperatura amena, a pele deve estar limpa e sem produtos, o profissional também deve estar em uma posição cômoda, que lhe permita trabalhar com calma e concentrar sua atenção sobre o estado do tecido e sobre as reações gerais do seu paciente. O ambiente ideal é calmo, eventualmente com fundo musical suave e calmo, a iluminação deve ser discreta, durante a drenagem cliente e profissional devem permanecer em silêncio, após o término da drenagem, o cliente deve permanecer ainda por 20 minutos deitado, deve evitar qualquer tipo de manipulação neste estado de repouso.

16 A drenagem linfática utilizada foi baseada na técnica de Leduc, foi feita somente nos membros inferiores, sendo que a sessão utiliza-se de 45 minutos para efetuar a massagem e 20 minutos de descanso na maca. O tempo necessário para a aplicação da técnica de drenagem linfática manual para auxiliar no tratamento das varizes seria de uma a três vezes por semana, caso não seja possível pode abster-se a uma sessão a cada quinze dias. O importante é a constância no recebimento da técnica, tendo em vista que o necessário é no mínimo de dez sessões para que se obtenha um bom resultado. 2.3. ACUPUNTURA Conforme a origem da palavra (acus: agulha, puntura: punturas), a acupuntura consiste na inserção em profundidade de agulhas muito finas, alguns milímetros em pontos específicos da pele. ( ENQUIN 1998) Esta ciência surgiu na China, em plena Idade da Pedra, isto é, há aproximadamente 4.500 anos. A Medicina tradicional Chinesa, a qual chamaremos de MTC daqui em diante, é uma ciência que abrange a filosofia, a patologia, o diagnóstico, a profilaxia e o tratamento das doenças. Wing (1995),cita que o registro médico mais antigo é o Huang Di Nei Jing que é um resumo das experiências médicas e das conquistas terapêuticas de 770 ac a 221 ac. Esse registro sistematizou a filosofia e patologia humana, organizou questões diagnósticas, terapêuticas e preventivas ao estabelecer a base teórica da MTC.

17 Para Maciocia (1996), a principal característica da acupuntura enquanto modalidade terapêutica é encarar o ser humano como um todo, onde corpo e mente configuram-se como duas facetas de uma mesma unidade, ao contrário de toda estrutura da ciência médica ocidental que tem como base a filosofia dualista a oposição aceita entre mente e matéria, espírito e corpo. Na MTC, manifestações físicas e mentais dos seus pacientes são manifestações inseparáveis de uma só e inalterável entidade. O mesmo autor cita que no tratamento de doenças com acupuntura é necessário diferenciar as condições patológicas de acordo com a teoria da MTC e as peculiaridades da acupuntura, e dominar princípios básicos para prescrição e aplicação nos pontos específicos. 2.3.1 Bases da Medicina Tradicional Chinesa A MTC dá grande importância a unidade do corpo humano em si e sua relação com a natureza, e mantêm que o corpo humano mesmo é um todo orgânico e têm relações muito íntimas e inseparáveis com o meio natural externo (WEN, 2002). O mesmo autor elucida que as partes componentes do corpo humano são inseparáveis de cada uma das outras estruturas, relacionadas, subsidiárias e condicionáis umas as outras em fisiologia, e de determinada influência umas sobre as outras em patología. O homem é influênciado direta e indiretamente pelos movimentos da natureza, a qual ele esta obrigado a dar respostas fisiológicas e patológicas. Quando o clima varia com a quatro estações num ano variam também três condições

18 normais do pulso (frequência, ritmo, volume, tensão). Pulso em corda primavera, cheio verão, flutuante outono, afundado inverno. A ocorrência, desenvolvimento e mudanças de muitas doenças são sazonais. De manhã a energia vital do corpo humano começa a tornar-se mais forte, enquanto os fatores patogênicos mais fracos, ao meio dia a energia vital do corpo está predominante e domina sobre os fatores patogênicos; a tarde a energia vital começa a tornar-se mais fraca, enquanto os fatores patogênicos mais fortes, a meia noite a energia vital do corpo retorna aos órgãos internos, enquanto os fatores patogênicos vão para um ponto dominante (LIN SHU, 1996). A MTC não focaliza sua atenção principal nas similaridades e dissimilaridades entre as doenças, mas nas diferenças entre as síndromes que elas tem. Trata-se da mesma doença com métodos diferentes. Segundo Wen (2002), originalmente, na China, designava-se os cinco elementos de Wu-Hsing; sendo que Wu significa cinco e Hsing, andar. Os conco elementos ou seja a Madeira, o Fogo, a terra, o Metal e a água são, na realidade, os cinco elementos básicos que constituem a natureza. Existe entre eles uma interdependência e uma interrestrição que determinam seus estados de constante movimento e mutação. A teoria dos Cinco elementos ocupa um lugar importante na medicina chinesa, porque todos os fenômenos dos tecidos e órgãos, da fisiologia e da patologia do corpo humano, estão classificados e são ineterpretados pelas interrelações desses elementos. Essa teoria é usada como guia na prática médica. Segundo Lin Shu (1996), os termos yin e yang são aplicados para expressar qualidade dual e opostas. É uma conceituação filosófica, uma maneira de generalizar os dois princípios opostos que podem ser observados em todos os fenômenos relacionados dentro do mundo natural. Podem representar dois fenômenos separados com naturezas contrárias, bem como aspectos diferentes e

19 opostos dentro do mesmo fenômeno. Assim, o povo chinês antigo chegou ao entendimento que todos os aspectos do mundo natural podiam ser compreendidos como tendo um aspecto dual, por exemplo, dia e noite, brilho e obscuridade, movimento e quietude, calor e frio etc. baseado nas propriedades da água e fogo, tudo no ambiente natural pode ser classificado como yin e yang. Aqueles com propriedades básicas do fogo, como: calor, movimento, brilho, pertencem a yang e aqueles com propriedades básicas de água, como frio, quietude, obscuridade, pertencem a yin. Para Maciocia (1996), a natureza yin e yang é um fenômeno relativo, pois um contém o outro e um pode mudar para o outro. Estas duas polaridades estão em posição e ao mesmo tempo em que se complementam e se contém de formas harmônicas, uma enfraquece a outra se fortificando e quando ocorre o desequilíbrio entre essas duas polaridades pode haver, manifestações patológicas, já que o equilíbrio entre ambas é necessário para a saúde. 2.3.2 Noções dos Meridianos Wing (1995), elucida que os chamados meridianos na MTC são canais de reentrâncias musculares onde circulam deferentes tipos de energias que irradiam em todas as células do nosso corpo, dando a elas um ritmo de trabalho. A sua fluidez, sem bloqueios ou estagnações, nas direções certas, com a intensidade regular, vai determinar o estado de saúde da pessoa. Para a MTC e na Acupuntura, são fundamentais os meridianos; é neles que estão localizados os pontos que usamos para auxiliar no diagnóstico, mais indica também onde o remédio dever ser aplicado.

20 Os pontos demarcados anatomicamente no trajeto destes meridianos, ao serem estimulados, produzem diversas reações químicas dependendo da ordem que foram utilizados, pois na combinação destes pontos entre si resulta a bioquímica humana.(maciocia, 1996) As formas de utilização destes pontos nos permite regular a máquina humana, criando um equilíbrio através do jogo de forças existentes nestes campos eletromagnéticos com sua bipolaridade.(maciocia, 1996) O mesmo autor cita que existem vários tipos de meridianos, conforme sua localização e função que desempenham. Em primeiro lugar acham-se os 12 chamados principais, e são assim classificados: Três canais Yin da mão: 1. Canal dos Pulmões da mão Taiyin; 2. Canal do Pericárdio da mão Jueyin; 3. Canal do Coração da mão Shaoyin. Três canais Yang da mão: 1. Canal do Intestino grosso da mão Yangming; 2. Canal do Triplo Aquecedor da mão Shaoyang; 3. Canal do Intestino Delgado da mão Taiyang. Três canais Yin do pé: 1. Canal do Baço do pé Taiyang; 2. Canal do Fígado do pé Jueyin; 3. Canal do Rim do pé Shaoyin. Três canais Yang do pé: 1. Canal do Estômago do pé Yangming; 2. Canal da Vesícula Biliar do Pé Shaoyang;

21 3. Canal da Bexiga do pé Taiyang. Embora existam, naturalmente, muito mais de doze meridianos separados, constituindo o corpo humano, como já foi citado, considera-se que todas as outras partes do organismo estão sob controle de um desses doze órgãos ou diversos, e por eles são regulados. (ENQUIN, 1988) Os meridianos principais são assimétricos e existe para cada lado do corpo, representando cada um, um órgão ou função. A direção geral desses meridianos é vertical, tanto dos membros quanto do tronco.(enquin, 1988) 2.3.3 Diagnóstico pela MTC Segundo Auterochi (1992),o diagnóstico através da MTC é realizado através de cinco métodos: ver o doente, escutá-lo, perguntar, apalpar o seu pulso e verificar características específicas na sua língua. O diagnóstico do pulso é detalhado exigindo um bom conhecimento do terapeuta. O pulso, na artéria radial do punho, é dividido em três zonas, cada qual com uma posição superficial e outra profunda. Cada posição ocupa aproximadamente 13 milímetros dessa artéria o espaço exato só pode ser avaliado com a prática e varia um pouco de pessoa para pessoa. A Segunda posição é aproximadamente oposta à apófise (saliência óssea) do rádio. Colocando-se levemente a polpa de um dedo sobre a artéria radial, em cada uma das três posições, é possível perceber que a sensação obtida difere em cada local com exceção de pessoas em perfeito estado de saúde -, e que se a pressão for gradualmente aumentada chega-se a um ponto onde a sensação ou percepção torna-se totalmente diversa. Se os pulsos da primeira posição

22 apresentam vibração mais forte do que os da terceira, Yang será mais poderosa que Yin, e vice-versa. Na mão esquerda, com pressão superficial, faz-se o diagnóstico do intestino delgado, da vesícula e da bexiga; com pressão maior, o coração, fígado e rins. Na mão direita, diagnosticam-se através do pulso superficial os pulmões, o baço e a circulação sexualidade; com pulso profundo, o intestino grosso, o estômago e o triplo aquecedor. Ainda sob o ponto de vista de Auterochi (1992), as pulsações podem ser classificadas em: a) superficial, média ou profunda; b) lisa (tranqüila) ou grossa (agitada, em ondas), c) cheia (excesso) ou vazia (carência) ; d) longa ou curta. O diagnóstico através da lingologia (pela observação da língua), divide-se em coloração da língua (pálida, púrpura ou vermelha), cor da saburra (revestimento da língua, caso houver), amarelo ou branco, se esta saburra está grossa ou espessa, fina ou inexistente, se a língua possui determinados tipos de marcas, se a língua é grande, edemaciada, se ela é longa ou fina, se apresenta marcas dentilhadas ao lado. A língua proporciona um diagnóstico mais global, não tão específico como o pulso, no entanto possui detalhes que são bem peculiares, e que somente a língua possui. Os órgãos mais estudados na língua são: coração e pulmão na ponta, estômago no meio da língua, fígado e baço pâncreas na lateral, e no final da língua os rins, podemos considerar também a raiz da língua aquecedor inferior, o meio da língua aquecedor médio, a ponta da língua aquecedor superior. Tanto para realizar um diagnóstico quanto para executar-se um tratamento, é imprescindível o conhecimento dos meridianos, da natureza de seus pontos principais e das leis que regem esta forma de terapia, considerados a base da acupuntura. (ENQUIN, 1992)

23 Existem doze meridianos, que estão intimamente relacionados a doze órgãos. As demais partes do organismo encontram-se sob controle de um ou vários desses órgãos. Desta forma, esses doze órgãos ou funções corporais são considerados primários, e outros secundários. (WING, 1995) 2.3.4 Diagnóstico pela MTC para Varizes A visão oriental, ou da Medicina Tradicional Chinesa, as varizes formam-se porque o sangue tem dificuldade em circular na veia e se acumula, causando assim dilatações. Este acúmulo se dá por duas razões diferentes. (MACIOCIA, 1996) No primeiro tipo, o acúmulo de sangue resulta de um processo longo de estagnação de energia e de sangue (Qi E Xue) nos canais. Isto é visto em pessoas que ficam longo tempo trabalhando em pé sem descansar. O trabalho excessivo e a posição desfavorável dificultam a circulação do sangue que vai se acumulando nas pernas.(maciocia, 1996) O segundo tipo acontece em pessoas predispostas a varizes. Estas têm fraqueza na energia do baço, que é responsável pelos tecidos de sustentação no corpo. Assim, as veias têm paredes fracas, e o sangue escapa com facilidade. Além do tratamento interno para a causa básica, a MTC (Medicina Tradicional Chinesa) preconiza um tratamento externo, pois considera que a doença se manifesta predominantemente na pele. (AUTEROCHI, 1992) O diagnóstico através da MTC considera os seguintes fatores: 1) ESTAGNAÇÃO DE ENERGIA E SANGUE NOS CANAIS: Esta síndrome refere-se a sinais e sintomas produzidos por circulação do sangue bloqueada devida a estagnação das atividades funcionais do Qi. Neste caso, ocorre

24 uma estagnação crônica de energia e sangue que vai lesando os vasos sangüíneos. Correspondem aos casos de varizes associados a uma posição inadequada de trabalho, como vendedores que passam o dia todo de pé. Os sintomas são varizes de grosso calibre, dor nas pernas, úlcera crônica ma perna, escurecimento da pele e sensação de distensão local. 2) INCAPACIDADE DO BAÇO DE MANTER O SANGUE FLUINDO DENTRO DOS VASOS:Esta síndrome é causada pela insuficiência do qi do baço que leva à incapacidade de manter o sangue fluindo dentro dos vasos sangüíneos, o baço dentro da MTC, é o órgão responsável por manter o sangue nos vasos. Caso ele não desempenhe adequadamente esta função, o sangue escapa e se acumula nos tecidos. É o caso de microvarizes em pessoas predispostas. Os sintomas são sensação de peso nas pernas e no corpo, hematomas sem razão aparente, fadiga, microvarizes, anorexia, sangramento com sangue escuro. (AUTEROCHI, 1992) 2.3.5 Aplicação da Acupuntura A técnica terapêutica que consiste na inserção de agulhas, na profundidade de alguns milímetros, em pontos da pele especificadamente determinados tem como objetivo básico reequilibrar a quantidade e circulação de energia vital no organismo, tornando-o harmônico. (www.acupuntura.pró.com.br) Pela interpretação da MTC, o corpo humano é um todo organizado, composto de duas partes ligadas estruturalmente, porém opostas, o yin e o yang. A teoria do yin yang enuncia que a atividade fisiológica do corpo humano é o resultado da manutenção de uma relação harmoniosa da unidade dos contrários dos dois princípios. Esta teoria explica o aparecimento das doenças por um

25 desequilíbrio relativo de uma subida grande mais do yin ou do yang. Quando os dois elementos estão em seu estado normal, controlam-se mutuamente e mantêm um relativo equilíbrio; é a condição fundamental de uma atividade vital correta. O yin e o yang coexistem então em um processo comum de oposição e de interdependência que os liga de modo indissociável, o Yin representando a substância e o Yang, a função vital, o primeiro sendo a base do segundo e o segundo a força motora da produção do primeiro. (www.acupuntura.pro.com.br) A oposição dos dois fatores pode acarretar um desequilíbrio, e a doença aparecerá segundo um dos processos patológicos seguintes: o reforço de um aspecto Yin ou Yang acarreta o enfraquecimento do outro aspecto; a fraqueza constitucional do Yin ou do Yang reforçará o aspecto oposto, segundo a fórmula : yin deficiente, Yang desmedido. Yang deficiente, Yin florescente ; fraqueza simultânea dos dois aspectos, mudança de um aspecto no aspecto oposto. Por todo o corpo estão espalhados pontos sensíveis, que não se encontram dispostos de maneira aleatória, constituem uma espécie de cadeia, como se fossem a continuação dos outros. Unindo-os por traços imaginários obtêm-se linhas longitudinais denominadas canais, passagens ou meridianos, que formam uma rede fechada de circulação isto é, onde um meridiano acaba, outro principia. Os meridianos estão diretamente relacionados aos órgãos ou funções corporais a às demais partes do corpo. (WING, 1995) A experiência mostra que ao se punçarem determinados pontos de um meridiano com agulhas metálicas, experimenta-se a sensação de que algo está transitando por eles, este algo, que os chineses chamam de Qi, foi traduzido por energia vital. Esta energia, segundo os chineses, circula através dos corpos de forma regular. As doenças são conseqüências naturais da má distribuição de energia

26 vital. Alguns sintomas de carência de energia são: sensação de vazio, fraqueza, insatisfação, insegurança, desânimo, frio, suor, flacidez, excesso de agressividade, agitação, angústia, dor, calor, contração, convulsão, espasmo, inflamação. De acordo com o ensinamento chinês, o sangue circula acompanhando a energia. Se a energia circula, também o faz o sangue. Se for obstruída por obstáculo, o sangue pára. ( MACIOCIA, 1996) 2.3.6. Pontos Utilizados A escolha dos pontos foi realizada baseando-se nos sintomas apresentados pelas pacientes e também pela etiologia da doença. A acupuntura altera a circulação sangüínea. A partir da estimulação de certos pontos pode-se alternar a dinâmica da circulação regional proveniente de microdilatações. Outros pontos promovem o relaxamento muscular, sanando o espasmo, diminuindo a inflamação e a dor. (WING, 1995) A seqüência utilizada no tratamento proposto inicia-se pela punturação dos pontos iniciando pelo lado esquerdo na seqüência o mesmo ponto do lado direito. Todos os pontos utilizados foram bilaterais. A seguir está a seqüência de pontos utilizados no tratamento que têm um ciclo com inicio no 1ºponto e fechamento no 16º ponto, a retirada dos pontos inicia do 16º ponto na mesma seqüência de punturação até o último ponto que seria o 1º ; P9, IG4, C7, BP10, E36, BP6, R3 e F3. A importância de seguir esta seqüência determinada de punturação segue o raciocínio da circulação de energia dentro dos meridianos, que tem um início e um fim, sendo assim, o caminho da energia sempre é cíclico, neste caso, também usamos uma formatação cíclica para obtermos um melhor resultado, pois essa

27 seqüência não foi alterada em nenhuma das sessões realizadas para termos a certeza da eficiência do tratamento. Cita-se um exemplo cotidiano para facilitar o entendimento desta seqüência: quando se acende uma luz em algum cômodo de uma casa, inicia-se apertando o interruptor, neste caso, teve-se a intenção de acender a luz e deu-se o estímulo inicial. A energia luminosa percorreu em milésimos de segundo o seu caminho pela instalação elétrica para acender a luz desse cômodo. Para apagar-se a luz, deu-se o estímulo no mesmo interruptor só que desta vez ao contrário do primeiro, ou seja, no sentido oposto, quebrando a corrente gerada pelo primeiro estímulo. Assim segue o curso da energia dentro de um ciclo preestabelecido na acupuntura. A energia corre por determinados pontos acendendo luzes criando uma corrente única para um determinado fim. Segue a descrição detalhada da função de cada ponto utilizado no tratamento, segundo Enquin (1998): P9 ou TAIYUAN (Grande Abismo) : Ponto de influência dos vasos, ponto Yuan primário do canal do pulmão e ponto Shu-riacho, está localizado no término radial do vinco transversal do punho, na depressão do lado radial da artéria radial. A escolha deste primeiro ponto para o início do tratamento deu-se pela sua capacidade de dilatar os vasos sangüíneos melhorando o fluxo de sangue nas veias e artérias. P9 é o ponto de união de todos os vasos sangüíneos. É um ponto de tonificação, estimula a circulação sangüínea e influencia o pulso. Por ser um ponto Yuan primário, é onde o qi é retido. IG4 HE GU (Vale da Junção): Localizado no dorso da mão, entre os 1º e 2º ossos metacárpicos, aproximado no meio do 2º osso metacarpiano no