CONTEÚDO PROGRAMÁTICO



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Transcrição:

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ÍNDICE Lei 8.112/90...2 Responsabilidade Do Servidor...2 Penalidades Disciplinares...3 Processo Administrativo Disciplinar...3 Regulamento Penitenciário Federal...5 Da Organização...5 Da Finalidade...5 Das Características...5 Da Estrutura...5 Dos Agentes Penitenciários Federais...6 Dos Órgãos Auxiliares E De Fiscalização Dos Estabelecimentos Penais Federais...6 1

Responsabilidade Do Servidor AlfaCon Concursos Públicos Lei 8.112/90 Pelo exercício irregular de suas atribuições, o servidor irá responder na esferas: Administrativa Civil (obrigação de reparar o dano) Penal (abrange crime e contravenções imputadas ao servidor, nessa qualidade) Essas esferas são independentes, podendo cumular-se. Dessa forma, a absolvição ou condenação em uma delas, como regra geral, em nada influência nas demais. Pela mesma infração ele poderá responder nas três esferas, não havendo bis in idem (não será considerada dupla ou tripla condenação pelo mesmo fato, pois são esferas diferentes, com consequências diferentes). Apesar da independência das esferas, caso o servidor seja absolvido criminalmente (negada a existência do fato ou sua autoria), a responsabilidade administrativa será afastada. Se for absolvido por outro motivo, como falta de provas por exemplo, a responsabilidade administrativa não será afetada. Responsabilidade administrativa afastada apenas em caso de ABSOLVIÇÃO criminal que negue a existência do fato (o fato nem mesmo ocorreu); ou a sua autoria (não foi o servidor que praticou aquele ato). A responsabilidade civil do servidor é SUBJETIVA (somente será configurada se ele agiu com dolo ou culpa). Ela decorre de ato omissivo ou comissivo (ação ou omissão), doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. Quem pode responder objetivamente (regra geral, que não exige a comprovação de dolo ou culpa, assunto aprofundado em tópico específico) é o Estado, nunca o servidor. Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva. A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida. Assim, quando o servidor causar um dano a terceiros, esse terceiro somente poderá acionar judicialmente, visando a uma indenização, a Administração, ele não pode ingressar com a ação diretamente contra o servidor. Caso a Administração Pública seja condenada, ela poderá ajuizar ação regressiva contra esse servidor, para reaver os valores que houver pago ao particular em indenização. Entretanto, o servidor apenas será responsabilizado se tiver agido com dolo ou culpa (responsabilidade subjetiva). A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa qualidade. Nenhum servidor poderá ser responsabilizado civil, penal ou administrativamente por dar ciência à autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, a outra autoridade competente para apuração de informação concernente à prática de crimes ou improbidade de que tenha conhecimento, ainda que em decorrência do exercício de cargo, emprego ou função pública 2

Penalidades Disciplinares Assim como as formas de provimento e de vacância, as penalidades administrativas possuem um rol taxativo (7 modalidades): advertência; suspensão; demissão; cassação de aposentadoria; cassação da disponibilidade; destituição de cargo em comissão; destituição de função comissionada. Cancelamento Do Registros Enquanto a advertência tem seus registros cancelados depois de decorridos três anos, a suspensão será cancelada dos registros no prazo de 5 anos, caso não pratique nova infração nesse período (mas esse cancelamento não opera efeitos retroativos, ele não irá receber o período em que ficou afastado). Advertência - 3 anos Suspensão - 5 anos Prescrição Da Ação Disciplinar Trata-se da perda do direito que o Estado possui de punir o servidor pela prática de alguma infração funcional. O prazo prescricional não começa na data da prática do ato, mas sim da data em que a administração teve ciência do mesmo. PRAZOS Cancelamento dos registros (caso não pratique nova falta nesse prazo - não produz efeitos retroativos): Advertência Suspensão Demissão/Cassação/Destituição 180 dias 2 anos 5 anos O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido. Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime (segue o prazo prescricional do crime caso aquele ato também seja um crime). INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO ocorre com a abertura da sindicância ou instauração de processo administrativo disciplinar (interrompe até a decisão final proferida por autoridade competente). Uma vez interrompida a prescrição, o prazo volta a correr (do zero) a partir do dia em que cessar a interrupção. Processo Administrativo Disciplinar Processo Administrativo Disciplinar pode ser usado como um termo genérico, isto é, são as modalidades de instrumentos que a administração pública federal possui para apurar a prática de 3

infrações disciplinares dos servidores. São eles: Sindicância; AlfaCon Concursos Públicos Processo Administrativo Disciplinar (PAD em sentido restrito); e PAD de rito Sumário. Regras Gerais A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa (ela é garantida em qualquer caso em que uma penalidade deva ser aplicada). As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a autenticidade. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será arquivada, por falta de objeto. Essa apuração, por solicitação da autoridade a que se refere, poderá ser promovida por autoridade de órgão ou entidade diverso daquele em que tenha ocorrido a irregularidade, mediante competência específica para tal finalidade, delegada em caráter permanente ou temporário pelo Presidente da República, pelos presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República, no âmbito do respectivo Poder, órgão ou entidade, preservadas as competências para o julgamento que se seguir à apuração Uma penalidade só pode ser aplicada após passar por uma dessas 3 modalidades, não existe aplicação de penalidade sem uma das modalidades de PAD (nem mesmo a advertência). Súmula Vinculante 5 do STF: A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a constituição.. Dessa forma, a defesa técnica (advogado) não é requisito indispensável para o PAD (contrata advogado se quiser). Mas caso a lei específica do cargo preveja a obrigatoriedade de advogado, esse requisito deve ser observado. Todas as modalidades de PAD tem como pré-requisito indispensável a formação de uma comissão (a composição depende da modalidade de PAD, mas ela é sempre formada por servidores estáveis). MODALIDADES DE PAD E PRINCIPAIS DIFERENÇAS SINDICÂNCIA Advertência Suspensão até 30 dias PAD Suspensão + 30 dias Demissão Cassação Destituição PAD SUMÁRIO Acumulo ilegal de cargos Abandono de cargo Inassiduidade Habitual 4

Da Organização AlfaCon Concursos Públicos Regulamento Penitenciário Federal Da Finalidade Excecução da pena (restrição de liberdade) preso condenado ou provisorio interesse da seguranca publica ou do proprio preso Obs.: Os presos condenados e provisorios não podem cumprir penas juntos (manter contato) Das Características PRESIDIO FEDERAL Da Estrutura Regimento interno do depen estrutura organizacional e competência das unidades 5

Dos Agentes Penitenciários Federais Carreira lei 10.693/03 Reestruturacao da carreira lei 11.907/09 Direitos e deveres lei 8.112/90 Normas complementares dos procedimentos carcerarios, formas de atuacao, obrigacoes e encargos depen SPF manual de procedimentos das rotinas carcerarias Dos Órgãos Auxiliares E De Fiscalização Dos Estabelecimentos Penais Federais Art. 12. São órgãos auxiliares do Sistema Penitenciário Federal: I - Coordenação-Geral de Inclusão, Classificação e Remoção; II - Coordenação-Geral de Informação e Inteligência Penitenciária; III - Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário Federal; IV - Ouvidoria; e V - Coordenação-Geral de Tratamento Penitenciário e Saúde. Parágrafo único. As competências dos órgãos auxiliares serão disciplinadas no regimento interno do Departamento Penitenciário Nacional. Da Corregedoria-Geral FISCALIZACAO E CORREIÇÃO Da Ouvidoria Receber, avaliar, sugerir e encaminhar propostas, reclamações e denúncias Da Assistência Ao Preso E Ao Egresso Material necessidades basicas Saude preventiva e curativa (médico, farmácia, odontologia, hospitalar e ambulatorial, dentro ou fora do presidio) Psiquiatrica e psicologica preso familia instituicao ressocializacao e reintegracao social (preso em rdd entender a conduta faltosa e efeitos da reclusao severa) Educacao basico e fundamental (obrigatorio), profissionalizante, biblioteca. Obs.: Preso em rdd também tem que estudar Religiao liberdade de culto e crença Egresso (livre ate 1 ano ou em condicional) reintegracao. (Apenas no estado em que a familia reside) 6

Regime Disciplinar Ordinário: Das Recompensas E Regalias, Dos Direitos E Dos Deveres Dos Presos Recompensas elogio e regalias (bom comportamento, colaboracao com a disciplina e dedicacao ao trabalho) Regalias assistir cinema, teatro, shows, jogos espertivos; visitas extraodinarias Dos Direitos Dos Presos Assegurados todos os não atingidos pela pena Direitos basicos e comuns: Alimentacao a vestuario Trabalho previdencia peculio Proporcionalidade de tempo (trabalho descanso recreacao) Assistencias Advogado Visita Igualdade de tratamento Contato com o mundo exterior» Obs.: Em caso de dificuldade de comunicacao do preso alguem o interpretará. Dos Deveres Dos Presos Respeito Comportamento Obdiencia Indenizacao Pelos Danos Higiene Trabalho Não Ter Celular Da Disciplina Art. 41. Não haverá falta nem sanção disciplinar sem expressa e anterior previsão legal ou regulamentar. Das Faltas Disciplinares Leves Medias Graves FALTAS LEVES Art. 43. Considera-se falta disciplinar de natureza leve: I - comunicar-se com visitantes sem a devida autorização; II - manusear equipamento de trabalho sem autorização ou sem conhecimento do encarregado, mesmo a pretexto de reparos ou limpeza; III - utilizar-se de bens de propriedade do Estado, de forma diversa para a qual recebeu; 7

IV - estar indevidamente trajado; V - usar material de serviço para finalidade diversa da qual foi prevista, se o fato não estiver previsto como falta grave; VI - remeter correspondência, sem registro regular pelo setor competente; VII - provocar perturbações com ruídos e vozerios ou vaias; e VIII - desrespeito às demais normas de funcionamento do estabelecimento penal federal, quando não configurar outra classe de falta. Faltas Medias Art. 44. Considera-se falta disciplinar de natureza média: I - atuar de maneira inconveniente, faltando com os deveres de urbanidade frente às autoridades, aos funcionários, a outros sentenciados ou aos particulares no âmbito do estabelecimento penal federal; II - fabricar, fornecer ou ter consigo objeto ou material cuja posse seja proibida em ato normativo do Departamento Penitenciário Nacional; III - desviar ou ocultar objetos cuja guarda lhe tenha sido confiada; IV - simular doença para eximir-se de dever legal ou regulamentar; V - divulgar notícia que possa perturbar a ordem ou a disciplina; VI - dificultar a vigilância em qualquer dependência do estabelecimento penal federal; VII - perturbar a jornada de trabalho, a realização de tarefas, o repouso noturno ou a recreação; VIII - inobservar os princípios de higiene pessoal, da cela e das demais dependências do estabelecimento penal federal; IX - portar ou ter, em qualquer lugar do estabelecimento penal federal, dinheiro ou título de crédito; X - praticar fato previsto como crime culposo ou contravenção, sem prejuízo da sanção penal; XI - comunicar-se com presos em cela disciplinar ou regime disciplinar diferenciado ou entregar-lhes qualquer objeto, sem autorização; XII - opor-se à ordem de contagem da população carcerária, não respondendo ao sinal convencional da autoridade competente; XIII - recusar-se a deixar a cela, quando determinado, mantendo- se em atitude de rebeldia; XIV - praticar atos de comércio de qualquer natureza; XV - faltar com a verdade para obter qualquer vantagem; XVI - transitar ou permanecer em locais não autorizados; XVII - não se submeter às requisições administrativas, judiciais e policiais; XVIII - descumprir as datas e horários das rotinas estipuladas pela administração para quaisquer atividades no estabelecimento penal federal; e XIX - ofender os incisos I, III, IV e VI a X do art. 39 da Lei nº 7.210, de 1984. (DEVERES DO PRESO) Faltas Graves Art. 45. Considera-se falta disciplinar de natureza grave, consoante disposto na Lei nº 7.210, de 1984, e legislação complementar: I - incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina; II - fugir; III - possuir indevidamente instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem; IV - provocar acidente de trabalho; V - deixar de prestar obediência ao servidor e respeito a qualquer pessoa com quem deva relacionar-se; 8

VI - deixar de executar o trabalho, as tarefas e as ordens recebidas; e VII - praticar fato previsto como crime doloso. Da Sanção Disciplinar Crime Doloso Com Subversao Da Ordem Rdd Tentativa = Falta Das Medidas Cautelares Administrativas Diretor (ato motivado) isolamento de 10 dias (preventivo) Rebeliao diretor suspensao das visitas por 15 dias (renovaveis 1 única vez) Das normas de aplicação do regime disciplinar diferenciado Caracteristicas (alem das já citadas no art. 6º deste regulamento) 1. duração máxima de trezentos e sessenta dias, sem prejuízo de repetição da sanção, nos termos da lei; 2. banho de sol de duas horas diárias; 3. uso de algemas nas movimentações internas e externas, dispensadas apenas nas áreas de visita, banho de sol, atendimento assistencial e, quando houver, nas áreas de trabalho e estudo; 4. sujeição do preso aos procedimentos de revista pessoal, de sua cela e seus pertences, sempre que for necessária sua movimentação interna e externa, sem prejuízo das inspeções periódicas; e 5. visita semanal de duas pessoas, sem contar as crianças, com duração de duas horas. Da Classificação Da Conduta E Da Reabilitação CONDUTA: Ótima sem anotacoes e com recompensas Boa sem anotacoes ou com reabilitacao Regular faltas leves e medias sem reabilitacao Mau faltas graves sem reabilitacao Prazos Para Reabilitacao 1. três meses, para as faltas de natureza leve; 2. seis meses, para as faltas de natureza média; 3. doze meses, para as faltas de natureza grave; e 4. vinte e quatro meses, para as faltas de natureza grave que forem cometidas com grave violência à pessoa ou com a finalidade de incitamento à participação em movimento para subverter a ordem e a disciplina que ensejarem a aplicação de regime disciplinar diferenciado. 9

Art. 82. O cometimento da falta disciplinar de qualquer natureza durante o período de reabilitação acarretará a imediata anulação do tempo de reabilitação até então cumprido. 1º Com a prática de nova falta disciplinar, exigir-se-á novo tempo para reabilitação, que deverá ser somado ao tempo estabelecido para a falta anterior. 2º O diretor do estabelecimento penal federal não expedirá o atestado de conduta enquanto tramitar procedimento disciplinar para apuração de falta. Art. 83. Caberá recurso, sem efeito suspensivo, no prazo de cinco dias, dirigido à diretoria do Sistema Penitenciário Federal, contra decisão que atestar conduta. Dos Meios De Coerção Art. 84. Os meios de coerção só serão permitidos quando forem inevitáveis para proteger a vida humana e para o controle da ordem e da disciplina do estabelecimento penal federal, desde que tenham sido esgotadas todas as medidas menos extremas para se alcançar este objetivo. Parágrafo único. Os servidores e funcionários que recorrerem ao uso da força, limitar-se-ão a utilizar a mínima necessária, devendo informar imediatamente ao diretor do estabelecimento penal federal sobre o incidente. Art. 85. A sujeição a instrumentos tais como algemas, correntes, ferros e coletes de força nunca deve ser aplicada como punição. Parágrafo único. A utilização destes instrumentos será disciplinada pelo Ministério da Justiça. Art. 86. As armas de fogo letais não serão usadas, salvo quando estritamente necessárias. 1º É proibido o porte de arma de fogo letal nas áreas internas do estabelecimento penal federal. 2º As armas de fogo letais serão portadas pelos agentes penitenciários federais exclusivamente em movimentações externas e nas ações de guarda e vigilância do estabelecimento penal federal, das muralhas, dos alambrados e das guaritas que compõem as suas edificações. Art. 87. Somente será permitido ao estabelecimento penal federal utilizar cães para auxiliar na vigilância e no controle da ordem e da disciplina após cumprirem todos os requisitos exigidos em ato do Ministério da Justiça que tratar da matéria. Art. 88. Outros meios de coerção poderão ser adotados, desde que disciplinada sua finalidade e uso pelo Ministério da Justiça. Art. 89. Poderá ser criado grupo de intervenção, composto por agentes penitenciários, para desempenhar ação preventiva e resposta rápida diante de atos de insubordinação dos presos, que possam conduzir a uma situação de maior proporção ou com efeito prejudicial sobre a disciplina e ordem do estabelecimento penal federal. Art. 90. O diretor do estabelecimento penal federal, nos casos de denúncia de tortura, lesão corporal, maus-tratos ou outras ocorrências de natureza similar, deve, tão logo tome conhecimento do fato, providenciar, sem prejuízo da tramitação do adequado procedimento para apuração dos fatos: I - instauração imediata de adequado procedimento apuratório; II - comunicação do fato à autoridade policial para as providências cabíveis, nos termos do art. 6º do Código de Processo Penal; III - comunicação do fato ao juízo competente, solicitando a realização de exame de corpo de delito, se for o caso; IV - comunicação do fato à Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário Federal, para que proceda, quando for o caso, ao acompanhamento do respectivo procedimento administrativo; e V - comunicação à família da vítima ou pessoa por ela indicada. Das Revistas Art. 97. A revista consiste no exame de pessoas e bens que venham a ter acesso ao estabelecimento penal federal, com a finalidade de detectar objetos, produtos ou substâncias não permitidos pela administração. Parágrafo único. O Departamento Penitenciário Nacional disporá sobre o procedimento de revista. 10