Psicofármacos. aleitamento materno

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Transcrição:

Psicofármacos e aleitamento materno Carlos Lemos Serviço de Neonatologia MBB/CHUC PROGRAMA DE FORMAÇÃO em SAÚDE MATERNA Atualizações em obstetrícia e neonatologia Janeiro / Fevereiro 2017

Psicofármacos e aleitamento materno Gravidez e pós-parto risco elevado de sintomatologia psiquiátrica e recorrências ; Medicação na gravidez manter pós-parto; Fármacos passam e acumulam-se no leite materno.

Psicofármacos e aleitamento materno Medicar grávidas ou mães a amamentar com distúrbios psiquiátricos Benefício Mãe/filho ꓫ Risco Mãe/filho

Psicofármacos e aleitamento materno Mãe com doença não tratada/não controlada: bem-estar materno; stress materno e familiar; dificuldade na prestação de cuidados ao filho; interação com o filho; perturbação do desenvolvimento motor e psicosocial.

Psicofármacos e aleitamento materno Vantagens do aleitamento materno: Mãe 1. Hemorragia pós-parto 2. Involução uterina 3. Peso 4. Vinculação, satisfação psicológica 5. Barato 6. Sempre pronto

Psicofármacos e aleitamento materno Benefícios do aleitamento materno: Criança 1. Digestão fácil 2. Crescimento adequado (curvas da OMS) 3. Melhor neurodesenvolvimento 4. Infeções: meningite bacteriana, bacteriémia, diarreia, inf. respiratórias, OMA, IU, NEC, sépsis. 5. Alergia e intolerância às PLV 6. Síndroma Morte Súbita Lactente

Psicofármacos e aleitamento materno Vantagens do aleitamento materno: Adulto 1. Melhor desempenho cognitivo 2. DM tipo I e tipo II 3. Obesidade 4. Hipercolesterolémia

Psicofármacos e aleitamento materno A dose e efeito do psicofármaco ingerido pela criança, depende: 1. Fármaco - ligação às proteínas, semivida, lipossolubilidade do fármaco 2. Dose materna 3. Quantidade de leite ingerido, frequência das mamadas, idade da criança.

Psicofármacos e aleitamento materno Classe fármaco Teratogenicidade Período perinatal Ansiolíticos -Benzodiazepina Ø peso nascimento S. Abstinência neonatal Hipotonia neonatal Neuro desenvolvimento Ø Antidepressivos -ISRS Bx evidência - Anencefalia - Onfalocelo Ht pulmonar I.APGAR S. Abstinência neonatal ADPM motor (alguns estudos) Antidepressivos tricíclicos Ø Parto prematuro 3ºT S. Abstinência ligeiro (autolimitado) Ø Neuroléticos Poucas evidências Parto prematuro S. extra-piramidais ( doses) S. Abstinência neonatal Ø Estabilizadores de humor Lítio m. cardíacas, VPS - 5x malf congénitas Lítio toxicidade neonatal VPS S. abstinência VPS Déf. cognitivo e alt. comportamento

Antidepressivos (SSRI) Amamentação Risco Sertalina Escitalopram Citalopram Paroxetina Fluoxetina Risco baixo Acumulação Fluvoxetina Risco baixo Poucos estudos www.e-lactancia.org

Antidepressivos Amamentação Risco Inibidor da recaptação noradrenalina Venlafexina Duloxetina Noradrenérgico/ serotoninérgicos Mirtazapina Mianserina Antidepressivos tricíclicos Amitriptilina Imipramina Clomipramina Nortriptilina www.e-lactancia.org

Antipsicóticos/ estabilizadores humor Carbamazepina Valproato Quetiapina Clozapina Perfenazina Olanzepina Lamotrigina Lítio Perfenazina Haloperidol Amamentação Risco baixo Alto (evitar) Risco Desidratação, hipotonia, alterações tiróideias e ECG www.e-lactancia.org

Ansiolíticos/ hipnóticos Amamentação Risco Lorazepam Alprazolam Diazepam Risco baixo Clonazepam Risco baixo Bromazepam Risco alto (evitar) www.e-lactancia.org

Psicofármacos e aleitamento materno A medicação raramente contraindica a amamentação; A amamentação deve ser aconselhada; ꓫDesaconselhar: Descompensação materna; Stress; Risco de negligência; Risco de maus tratos.

Psicofármacos e aleitamento materno Êxito -> Melhoria da autoestima; Quando a amamentação não corre bem: - Stress, angústia, cansaço, redução da autoestima -> descompensação.

Psicofármacos e aleitamento materno Adaptar a cada situação: - Suplementar com leite adaptado se necessário (desculpabilizar); - Se não consegue dormir, descansar (choro, mamadas frequentes, receio de não acordar) -> extrair leite ou sugerir L.A. Ponderar suspender: - Risco descompensação materno; - Efeitos secundários na criança (hipotonia, sonolência, dificuldades alimentares).

Psicofármacos e aleitamento materno Preferir a via oral; Fármaco com menor risco e menor dose possível (quanto maior a dose, maior tende a ser a sua concentração no leite materno); Menor duração de tratamento possível (quanto mais prolongado o tratamento, maior a exposição da criança); Evitar associações de medicamentos; Quando a mãe toma um psicofármaco durante a gravidez e até ao parto é apropriada a continuação com esse fármaco durante o aleitamento (para minimizar sintomas de privação na criança).

Psicofármacos e aleitamento materno Na UIP, após seguimento multidisciplinar da grávida com psicopatologia (simultaneamente ao seguimento da puérpera) Seguimento da criança Obstetras Pediatras Educadores de infância Técnicos de Serviço Social Psicólogos Psiquiatras Assegura o acompanhamento de crianças em risco durante 2 anos, sempre que justificado, numa filosofia de continuação de cuidados, em articulação com estruturas da comunidade onde a família se insere.

Psicofármacos na gravidez - o seguimento da criança UIP 2001-2006 Rita Moinho, Mónica Jerónimo, Fátima Negrão, Joana Mesquita Serviço de Pediatria MBB Congresso sobre psiquiatria e saúde mental 15 Junho de 2012, Hospital Sobral Cid

Resultados 186 crianças acompanhadas na UIP (psicopatologia medicada na gravidez 2001-2006) n=123 66 : 57

Resultados Período perinatal Idade Mãe (Mi) Idade gestacional IA (Mi) Mi min máx 1º 5º Mi min máx Peso Nascimento (gr) LIG (n) AIG (n) GIG (n) Ansiedade (n=11) 35 38 36 41 9 10 3370 1860 4015 1 9 1 Depressão (n=92) 29 38 32 41 9 10 3235 1815 4675 2 80 10 Esquizofrenia (n=4) 26 38 27 39 9 10 3252 1205 3795 0 4 0 P. Bipolar (n=16) 27,5 38 33 41 9 10 3108 1970 3855 0 14 2 Total 29 38 27 41 9 10 3240 1205 4675 3 107 13

Resultados Malformações Retinoblastoma Depressão SSRI+ BZD n=5 4% /123 Luxação congénita da anca Criptorquidia CIA restritiva Depressão Ansiedade Depressão 2 AD tricíclicos AD tricíclico + 2 BZD ISRS+AD tricíclico +BZD Canal AV incompleto Depressão ISRS+AD tricíclico +BZD Síndrome privação neonatal n=1/123 0,8% Síndrome de privação precoce: tremor das extremidades aos 2 dias de vida Depressão Amitriptilina + Fluoxetina + Alprazolam

Resultados Fármacos BZD ISRS AD tricíclicos Neuroléticos Antiepiléticos n % n % n % n % n % 98 79,7 77 62,6 54 43,9 22 17,9 9 7,3

Resultados Aleitamento materno n % Duração Mi Continuação terapêutica (%) Ansiedade (n=11) 11 100 2 m 45 % Depressão (n=92) 79 86 3 m (91%) 62 % Esquizofrenia (n=4) 4 100 1 m 100 % P. Bipolar (n=16) 11 68,8 4 m 72,7 % TOTAL 105 85,4 3 m

Follow-up consultas UIP Resultados Teste de Mary-Sheridan Follow up (%) Duração mi Follow-up (A) DPM 6M (n) DPM 12M (n) DPM 24M (n) N ADPM N ADPM N ADPM Ansiedade (n=11) Depressão (n=92) Esquizofrenia (n=4) P. Bipolar (n=16) TOTAL 82 % 2,2 87 % 1,8 75 % 2,7 100 % 1,9 85% 2,2 8 1 7 1 5 1 79 0 68 0 50 0 2 1 2 1 2 0 14 1 14 1 12 1 103 3 91 3 69 2 2,8% ADPM 6m 3,2% ADPM 12m 2,8% ADPM 24m

Resultados Follow-up Crianças de 5 a 11 anos Follow up Atual (n/%) Destino atual Mãe Avós Adoção n % n % n % n PDAH Desenvolvimento Rendimento escolar D. Aprendizagem Normal n % n % n % Ansiedade (n=11) Depressão (n=92) Esquizofrenia (n=4) P. Bipolar (n=16) 7 (64%) 6 86 1 14 0 0 0 1 14 1 14 5 71 55 (60%) 48 87 2 3,6 3 5,5 2 2 3,6 7 12,7 48 87 4 (100%) 2 50 1 25 1 25 0 1 25 0 0 3 75 8 (50%) 7 88 0 0 1 12,5 0 2 25 3 37,5 5 62,5 74 (60%) 85 5,4 6,8 8% 15% 82,4%

Resultados Follow-up Crianças de 5 a 11 anos Follow up atual Consultas Desenvolvimento Pedopsiq Psicologia Ansiedade (n=11) Depressão (n=92) Esquizofrenia (n=4) P. Bipolar (n=16) 7 (64%) 2 (28,6%) 1 (14,3%) 1 (14,3%) 55 (60%) 7 (12,7%) 10 (18,2%) 3 (5,5%) 4 (100%) 1 (25%) 1 (25%) 0 8 (50%) 3 (37,5%) 0 0 74 (60%) 13 (17,5%) 12 (16%) 4 (5,4%)

Comentários finais A patologia mental materna predominante foi a depressão (75%), como descrito na literatura; Globalmente verificou-se boa adaptação à vida extrauterina em todos os grupos Grande maioria com peso AIG (87%), com apenas 2,4% LIG.

Comentários finais Prevalência de malformações à população geral (4%). 3-5% of all births result in congenital malformations Robinson A. and Linden MG. 1993. Clinical Genetic Handbook, Boston, Blackwell Scientific Publications O síndrome de privação neonatal foi raro (0,8%). (inferior ao descrito na literatura)

Comentários finais Boas taxas de aleitamento materno (85,4%); ADPM primeiros 2 anos de vida ~3% (Ø depressão). estimada em entre 1 e 3% das crianças com menos de 5 anos de idade (Ferreira et al, 2006)

Comentários finais Follow up 5-11 anos em 60% - 8% PDAH A prevalência estimada da PDAH de 7,19% (REV NEUROL 2002;35:1019-1024) - 15% de dificuldades de aprendizagem à semelhança de outros países, a percentagem de crianças e jovens com NEE de 10% (Correia, 2008) Adoção em 6,8% ( Nível socioeconómico?).