Gatos do Mato RS

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Transcrição:

Projeto Gatos do Mato RS --------------------------------------------------- Monitoramento e Conservação dos Pequenos Felinos Silvestres em Fragmentos de Mata Atlântica na Região do Vale do Taquari, Sul do Brasil JAIME LUIS DIEHL

Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles. Philip Ochoa Panorama morros da Lagoa da Harmonia Vale do Taquari

Gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus) Jaime Diehl APRESENTAÇÃO O Brasil possui o maior número de espécies de mamíferos na região Neotropical. No entanto, devido à crescente destruição e fragmentação dos ambientes naturais, cada vez mais espécies se encontram ameaçadas de extinção, e muitas delas ainda têm sua biologia desconhecida (FONSECA et al., 1996). Os felinos silvestres estão entre as espécies mais ameaçadas do mundo, sendo afetados por fatores que variam localmente, seja pela descaracterização de habitats, pelas suas exigências alimentares, pela forte pressão de caça em função do alegado prejuízo que causam ao predarem criações domésticas, além da baixa densidade natural (IUCN, 1996). Felinos como o gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus), gato-maracajá (Leopardus wiedii) e gato-mourisco (Puma yagouaroundi), registrados por foto-captura na região do Vale do Taquari e principais alvos deste projeto, regulam as populações de todas as espécies que constituem as suas presas, impedindo seus excessos populacionais. Do mesmo modo, os carnívoros predadores estão ligados ao controle dos mamíferos herbívoros, que por sua vez, alimentam-se de espécies vegetais. Já as comunidades vegetais influenciam a distribuição de polinizadores, aves e insetos. Portanto, quando se afeta a comunidade de predadores, se afeta ao ecossistema como um

todo e qualquer perturbação no ecossistema se reflete nas espécies no topo da cadeia alimentar, tornando os carnívoros mais vulneráveis do que outras espécies (TERBORGH, 1998; MILLER & RABINOWITZ, 2007, HOOGESTEIJN, 2006). Os felinos silvestres são de hábitos solitários e, quase em sua totalidade, predominantemente noturnos e por isso observações em campo são escassas, o que faz com que faltem muitos dados sobre suas vidas. Desta forma, pesquisas de campo se fazem prementes para seu melhor conhecimento e conseqüente preservação (OLIVEIRA & CASSARO, 2006). Gato-mourisco (Puma yagouaroundi) Jaime Diehl Gato-maracajá (Leopardus wiedii) Jaime Diehl

O Vale do Taquari encontra-se na região central do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas 29 38 22 S, 51 22 22 O e 29 55 12 S, 51 39 10 O, em uma área de aproximadamente 3.775 km², abrangendo 36 municípios. A cobertura florestal nativa (Floresta Estacional Decidual Aluvial, Submontana e alguns remanescentes de Floresta Ombrófila Mista) encontra-se consideravelmente fragmentada como resultado da antropização. Tal fragmentação é mais evidente na porção baixa do vale, formada pelas planícies do Rio Taquari, onde os fragmentos têm menores dimensões e são mais isolados. Os principais fragmentos florestais de estrutura primária situam-se nas encostas e topos dos morros com maior declividade, muitos dos quais, apresentando conectividade ao longo de sucessivos morros. Todavia, decorrente do abandono de áreas cultivadas, nota-se um gradativo aumento da cobertura vegetal nativa, principalmente nas áreas montanhosas. Esse aumento de vegetação secundária tem sido essencial para criar os últimos refúgios da fauna. Um elemento essencial das estratégias de conservação in situ deve ser a proteção da diversidade biológica dentro e fora de áreas protegidas. O perigo de se depender apenas de Unidades de Conservação como Parques e Reservas é que essa estratégia pode criar um estado de sítio, onde as espécies e comunidades biológicas dentro das Unidades de Conservação são rigorosamente protegidas enquanto que aquelas que estão fora podem ser livremente exploradas (PRIMACK & RODRIGUES, 2001). Portanto, pela importância ecológica dos felinos silvestres, o objetivo principal deste projeto é realizar o seu monitoramento (padrões de atividade) e apurar a sua distribuição espacial (presença ou ausência) em todo o Vale do Taquari a fim de fornecer subsídios para o conhecimento da sua ecologia e para programas de educação ambiental na comunidade.

VALE DO TAQUARI Vista das planícies do Rio Taquari a partir do Morro Gaúcho Arroio do Meio

METODOLOGIA Primeira fase. A metodologia descrita aqui se baseia no armadilhamento fotográfico. Métodos de estudo que não sejam invasivos, ou seja, não causem transtorno físico ou comportamental aos animais são extremamente úteis, pois podem ser utilizados em pesquisas com animais ameaçados sem riscos para o seu bem estar (MARQUES & MAZIN, 2005). Um dos métodos não invasivos mais usados atualmente são as armadilhas fotográficas, que são câmeras fotográficas automáticas acionadas por sensores de movimento, que fotografam os animais quando os mesmos percorrem o raio de ação dos seus sensores. Neste estudo foram percorridas trilhas, cursos d água e matas fechadas da área do projeto para instalação de estações de foto-captura, partindo da premissa de que animais se deslocam ao longo de trilhas, percorrem os habitats por rotas muito variáveis, ou podem estar associados a aspectos físicos particulares dos habitats, como proximidade de água, afloramentos rochosos, etc (CULLEN et al., 2004).

As estações foram distribuídas (a partir de setembro de 2011) especificamente nas áreas da paisagem às quais os animais estão associados, sendo que as câmeras funcionaram em tempo integral e os locais foram registrados através de suas coordenadas geográficas. Com revisões quinzenais, os equipamentos permaneceram armados por períodos de 30 dias em cada área e depois remanejados sucessivamente até cobrirem, virtualmente, todas as áreas que sejam prováveis habitats do grupo na região eleita para o estudo. Durante este ciclo definiu-se as áreas ideais para receberem estações de monitoramento de longa duração. Estas estações permanecerão registrando dados por um tempo mínimo de 60 meses e serão vistoriadas em intervalos de 15 dias. Dados deste estudo fomentaram a revisão da Lista de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção do Rio Grande do Sul (FZB e SEMA), no ano de 2012, bem como forneceu dados para a elaboração do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Pequenos Felinos do ICMBio, no ano de 2013. Segunda fase. Paralelamente, amparado pelos resultados do levantamento e monitoramento, serão adotadas ações junto aos moradores e visitantes da região que contribuam com a preservação dos felinos silvestres que habitam ou usam a área como conexão para outros ambientes. Estas ações ganham maior ímpeto à medida que já foram apurados relatos de ataques de felinos a criações domésticas, despertando o revide por parte dos proprietários rurais; o atropelamento de indivíduos nas estradas que cortam a região e a retirada de exemplares da natureza para abastecer o tráfico de peles e animais vivos. A fiscalização da caça clandestina e do comércio de espécies silvestres, com o auxílio das autoridades, também fará parte das ações pretendidas.

Também é imprescindível tornar de conhecimento público o material deste projeto, com a finalidade de causar um efeito pedagógico e a sociedade compreender a urgência da preservação natural. Durante a campanha foram detectadas inúmeras espécies raras e ameaçadas da fauna regional. A beleza intrínseca dos felinos e outras espécies registradas com certeza vão trazer um apelo a mais à necessidade de protegermos a biodiversidade. A responsabilidade de toda comunidade aumenta à medida que se toma conhecimento da diversidade de animais silvestres que habitam na Natureza da nossa região. Jaime Diehl Irara (Eira barbara). Carnívoro raro que habita a região.

Jaime Diehl Gato-maracajá (Leopardus wiedii), foto-captura de armadilha fotográfica. Gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus) atropelado. Jaime Diehl

Jaime Diehl Gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus) atacado e morto por cães. Jaime Diehl Gato-maracajá (Leopardus wiedii) atropelado em estrada da região.

Veículo de apoio OUTRAS ESPÉCIES REGISTRADAS Graxaim-do-mato (Cerdocyon thous) Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) Macaco-prego (Sapajus nigritus)

Paca (Cuniculus paca) Quati (Nasua nasua) Filhotes de quati Guaxinim (Procyon cancrivorus) Filhotes de guaxinim

Gambá-de-orelhas-brancas (Didelphis albiventris) Gambá-de-orelhas-pretas (Didelphis aurita) Veado-anão (Mazama nana) Veado-virá (Mazama gouazoubira)

REGISTROS EM DESTAQUE Gato-do-mato-pequeno melânico (registro noturno) Gato-do-mato-pequeno melânico (registro diurno) Gato-do-mato-pequeno e filhote (rg. noturno) Gato-do-mato-pequeno e filhote (rg. diurno)

EXEMPLOS DE PROBLEMAS A MITIGAR Animais domésticos em ambiente silvestre Espécies silvestres cativas Caça ilegal

Projeto Gatos do Mato RS Monitoramento e Conservação dos Pequenos Felinos Silvestres em Fragmentos de Mata Atlântica na Região do Vale do Taquari, Sul do Brasil CONSIDERAÇÕES FINAIS A Natureza necessita de uma visão holística para ser compreendida. Os mecanismos que ela desenvolve e que conferem equilíbrio ao meio ambiente são muito sensíveis a alterações. A antropização vem infligindo graves desequilíbrios a esses mecanismos. Comunidades biológicas que levaram milhões de anos para se desenvolver vêm sendo devastadas pelo homem em toda a Terra. A lista de transformações de sistemas naturais que estão diretamente relacionadas a atividades humanas é longa. Inúmeras espécies diminuíram rapidamente, algumas até o ponto de extinção, em consequência da caça predatória, destruição do habitat e ação de novos predadores e competidores. A diversidade genética diminui (depressão endogâmica: acasalamento entre parentes), inclusive, entre espécies com grandes populações. O próprio clima do planeta pode ter sido alterado por uma combinação de poluição atmosférica e desmatamento. As atuais ameaças à diversidade biológica não tem precedentes. Nunca, na história natural, tantas espécies estiveram ameaçadas de extinção em período tão curto (RODRIGUES, 2001). Além de ser um dano irreparável à biodiversidade, levar uma espécie à extinção é inaceitável do ponto de vista ético.

Jaime Diehl BIBLIOGRAFIA CULLEN, Laury Jr. et al. Métodos de Estudos em Biologia da Conservação da Vida Silvestre. Curitiba: Editora UFPR; Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, 2003. Reimpressão 2009. 632 p. OLIVEIRA, Tadeu Gomes de. CASSARO, Katia. Guia de Campo dos Felinos do Brasil. São Paulo: Instituto Pró-Carnívoros; Fundação Parque Zoológico de São Paulo; Sociedade de Zoológicos do Brasil; Pró-Vida Brasil, 1999. Reimpressão 2006. 80 p. PRIMACK, Richard B. et al. Biologia da Conservação. Londrina: E. Rodrigues, 2001. Reimpressão 2011. 328 p. MARQUES, Rosane Vera. MAZIN, Fábio Dias. A Utilização de Armadilhas Fotográficas para Estudo de Mamíferos de Médio e Grande Porte. Caderno La Salle, v2 n 1, 219-228, 2005. IUCN. INTERNATIONAL UNION FOR NATURE CONSERVATION. Status survey and conservation action plan wild cats. IUCN SSC Cat Specialist Group, 1996. 204 p.

AUTORES JAIME LUIS DIEHL, microempresário, preservacionista, pesquisador autônomo da fauna silvestre. PAULINE AMANDA VOGNACH, acadêmica de Biologia. CONTATO: Rua 3 de outubro, 591 caixa postal 54 Teutônia RS - Brasil Cep 95890-000 E-mail projetogatosdomato@gmail.com jaimediehl@gmail.com (55) 51 9984 4110