Catástrofes ambientais Prof. lucasmarqui Frequentemente o homem é responsável por causar danos ao meio ambiente, danos esses que não atingem apenas plantas e animais, causando impacto negativo também na água, no solo e no ar. Quando realizamos uma atividade, estamos cientes de que ela pode trazer impacto negativo ao ambiente e é por isso que medidas de prevenção de acidentes são necessárias. O problema ocorre quando essas medidas falham. Os desastres ambientais que ocorreram no Brasil e no mundo são consequência, principalmente, da estrutura precária de algumas instalações e falta de manutenção constante para evitar o risco de acidentes. Nos dias atuais, a degradação do meio ambiente vem aumentando e para isso, o tema precisa ser abordado para ser compreendido. Impacto ambiental, por definição, é qualquer alteração significativa no meio ambiente, sendo ela provocada pela ação humana ou fenômenos naturais. Os desastres causados por furacões, tsunamis e queimadas naturais, são impactos de causas naturais que não foram resultados da ação do homem por exemplo. Já aquelas causadas pelo homem são as atividades petrolíferas, agricultura, pastagem para criação de gado, mineração, entre outros, mas que também tem resultados bastante catastróficos. Os impactos também podem ser adversos ou benéficos. Há atividades como gestão de unidades para conservação como, por exemplo, de parques e reservas, o reflorestamento de áreas degradadas, cultura de plantas e animais e os chamados "negócios verdes" de reciclagem, produtos biodegradáveis, serviços de recuperação, entre outros. Já os impactos adversos são aqueles mais citados e divulgados na mídia sobre poluição atmosférica, destruição da flora e fauna, contaminação de água e desmatamento, por exemplo. Na história já ocorreram grandes desastres ambientais, causados tanto pelo homem, como pela natureza. Os que mais marcaram a história como grandes impactos ambientais no mundo são: Bomba de Hiroshima e Nagasáki - Japão (1945) As duas explosões que ocorreram em agosto e mataram entre 150 mil a 220 mil japoneses. As estimativas não são precisas porque os documentos militares da época foram destruídos. No raio de 1 quilômetro do centro da explosão, quase todos os animais e plantas morreram. Em 58 anos a radiação aumentou em 51% dos casos de leucemia. Hoje as duas cidades posseum índices de Pagina: 1
radiação aceitáveis. Prof. lucasmarqui Explosão de Chernobyl - Ucrânia (1986) Considerado o pior acidente radioativo do mundo. A radiação foi maior que as da bomba de Hiroshima e Nagazaki, a nuvem nuclear atingiu a Europa e contaminou milhares de quilômetros de florestas e doenças em mais de 40 mil pessoas. A explosão de um dos quatro reatores da usina de energia de Chernobyl, ocasionada por uma série de falhas humanas, foi responsável pela morte de 32 pessoas na hora e outras 10 mil perderam a vida nos anos seguintes. A proporção foi tanta porque o incêndio foi controlado só 9 dias depois. Foram gastos 480 milhões de dólares para limpar a região. E até hoje existem evidências do acidente em uma cidade totalmente fantasma. Fukushima - Japão (2011) O acidente nuclear que ocorreu no Japão em 2011 após um tsunami, daqui alguns anos pode ser considerado o pior, porque as consequências não pararam até hoje por causa do vazamento radioativo. Até hoje, 50 mil pessoas ainda não podem voltar para suas casas. Desastres no Brasil Goiânia (1987) Um dos mais graves casos de radiação do mundo ocorreu em Goiânia por meio do material radiativo Césio 137. Dois catadores de lixo arrombaram um aparelho radiológio nos escombro de um antigo hospital abandonado e encontraram um pó branco que emitia luz azul. Os catadores levaram o Césio 137 para outros pontos da cidade, contaminando pessoas, água, solo e ar. Pelo menos 4 pessoas morreram e centenas de outras desenvolveram doenças. Em 1996 a Justiça condenou três sócios e um funcionário do hospital abandonado por homicídio culposo. A pena foi de três anos e dois meses de, porém, foram trocadas por prestação de serviços voluntários. Rompimento da barragem de Mariana - Minas Gerais (2015) Em novembro, o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG) provocou a liberação de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos. O Rio Doce que já estava comprometido por causa de poluição e assoreamento, depois do Pagina: 2
desastre ficou ainda mais comprometido. Prof. lucasmarqui Nos últimos 14 anos, só em Minas Gerais ocorreram acidentes na Mineração Rio Verde, em Nova Lima (2001), na Mineração Rio Pomba Cataguases, em Miraí (2007), e na Mineração Herculano, em Itabirito (2014). Por enquanto, a Samarco, responsável pelas operações de mineração, já recebeu cinco multas do Ibama, que totalizam R$ 250 milhões. Além disso, a empresa também arcará com todos os custos de indenização individual e coletiva e a recuperação ambiental da área impactada, que tem duração imprevisível. As transformações ambientais e os fenômenos naturais fazem parte da evolução natural do planeta. Sempre teremos enchentes, deslizamentos de terras e tantos outros. Precisamos é de políticas públicas de uso e ocupação do solo urbano, identificando e monitorando áreas de vulnerabilidade natural ou áreas que desconhecemos o meio físico, para proteger a população desses desastres. As catástrofes que ocorreram na região serrana do Rio de Janeiro, por exemplo, onde centenas de vidas foram destruídas, ou de enchentes que acontecem na Cidade de Goiás-GO, podem ser evitadas. Medidas simples como não jogar lixo no chão, não ocupar as encostas e planície de inundação, não desmatar as matas ciliares, não deixar prosperar moradias irregulares, não poluir águas, entre outros. Se agirmos conscientemente, além de preservarmos a natureza, evitamos esses desastres ambientais. Os vulcões são aberturas no solo, através das quais emergem à superfície rochas quentes, em fusão, e gases. Grande parte da crosta terrestre e muitas das montanhas resultam dos vulcões. Os vulcões são terríveis indicativos de grande calor e pressão existentes nas camadas mais profundas da Terra, isto é, das forças turbulentas que aí se agitam. Manifestam-se nos pontos onde a crosta se encontra mais fraca, especialmente onde duas placas (secções da crosta terrestre) se encontram ou se separam. Aí, a pressão pode forçar a rocha fundida e outras substâncias do manto a emergir à superfície da Terra. Quando há erupções vulcânicas, é ejetada a rocha em fusão, chamada magma, que se forma a grandes profundidades. À superfície, o magma pode explodir no ar em fragmentos, que vão desde poeira fina e quente, até grandes Pagina: 3
Prof. lucasmarqui pedras chamadas bombas vulcânicas, ou poderá derramar-se sob a forma de torrentes de lava. Os vulcões são sempre uma ameaça latente, em especial aqueles que durante largo tempo se mantiveram inativos e cuja entrada em erupção apanhou desprevenidos, e sem experiência desses fenômenos, os habitantes da região. Não se encontram igualmente distribuídos na superfície terrestre. Há regiões em que é maior o risco de ocorrerem estes acidentes naturais. A atividade vulcânica tem um grande impacto sobre a Natureza e sobre o Homem, pois sendo uma força da Natureza, o Homem não a pode parar. As consequências podem ser desastrosas. Então, é fundamental que se saiba o que fazer antes e durante a sua ocorrência, de forma a minorar os seus efeitos. Os indícios da ocorrência da atividade vulcânica são perceptíveis, podendo assim ser prevista. No plano científico, o estudo dos vulcões tem fornecido informações fundamentais aos geofísicos sobre a constituição e condições da Terra inacessível e sobre a dinâmica da litosfera. ATIVIDADE VULCÂNICA O vulcão é um aparelho que põe em comunicação, de maneira temporária ou permanente, os focos magmáticos do interior da crosta com a superfície da Terra. Apresenta-se, no seu aspecto mais habitual, como um monte de forma cônica, o cone vulcânico constituído pela acumulação dos produtos emitidos. O vulcanismo é uma manifestação do constante geodinamismo, constituindo o mecanismo central da evolução do nosso planeta, cujas erupções subaérias constituem apenas um dos seus aspectos. Para além de erupções espetaculares como a que aconteceu na ilha do Fogo em 1995 e a que aconteceu no vulcão Unzen, no Japão em 1991, muitas outras mais suaves ocorrem a cada momento, a maioria nas profundezas dos oceanos e por isso não perceptíveis. A atividade vulcânica influencia de um modo nefasto ou benéfico as populações humanas. Quantas e quantas vezes as erupções provocam destruição e mortes, tomando muitas vezes aspectos catastróficos. A atividade dos vulcões não é contínua e homogênia, alternando a projeção de materiais piroclásticos (fase explosiva) com a emissão de produtos fundidos (fase efusiva). Tudo depende da temperatura e da composição química do magma, pois são eles que determinam a viscosidade e as condições de expulsão dos gases existentes no magma. Pagina: 4
A atividade vulcânica pode ter também uma fase mista. Prof. lucasmarqui Nas regiões onde há atividade vulcânica podem encontrar-se, a muitos metros de profundidade, acumulações de vapor de água ou lençóis de água líquida, a temperaturas muito elevadas (superiores a 200º) devido ao contacto com rochas aquecidas pelo calor emanado de uma câmara magmática próxima. Estas águas podem representar uma fonte de energia importante. O vapor de água é captado sob pressão e conduzido para uma central elétrica onde aciona turbinas. Então o magma despedaça-se e dá origem a piroclastos e a correntes piroclásticas, emulsões gasosas carregadas de piroclastos em suspensão. VULCANISMO ATIVO Podemos dizer que um vulcão está em atividade quando são emitidos materiais no estado de fusão ígnea, a lava, pela libertação de gases e muitas vezes pela expulsão de materiais sólidos de dimensões variáveis. Ocorrem outras erupções em que a lava é pulverizada devido a grandes explosões, sendo então expulsa sob a forma de pequenos fragmentos incandescentes. Quando se dá um aumento de pressão na câmara magmática, o magma é obrigado a subir através das fendas existentes na crosta. Na maior parte dos casos, nos vulcões ativos, forma-se uma chaminé central, cilíndrica, mas por vezes há outras emissões feitas através de aberturas nos flancos do cone vulcânico. A lava resulta do magma e entra então em contacto direto com o ar ou com a água, consoante sejam erupções subaéreas ou subaquáticas. As erupções podem ser, como já foi dito atrás, efusivas, explosivas e mistas, consoante o tipo de magma, a sua temperatura e composição química. Quando uma subida de magma muito viscoso, originário de magmas ácidos, ricos em sílica, é acompanhada de uma explosão brutal dos gases, dá-se a erupção explosiva. É acompanhada por grandes explosões com a emissão de piroclastos e formação de nuvens de cinzas (poeiras e gases incandescentes). O magma despedaça-se. As lavas, como são muito viscosas, não formam escoadas e solidificam na cratera, formando as agulhas e os domos ou cúpulas. As primeiras são acumulações de lava com formas alongadas e pontiagudas que consolidaram no interior da chaminé e as segundas são acumulações de lava consolidada na cratera, com formas arredondadas. Os domos lávicos ou agulhas de lava chegam a atingir muitos metros de altura (300 m de altura na montanha Pelada, em 1902). Os magmas básicos, menos ricos de sílica, como os magmas basálticos, são os mais fluidos. Os gases dissolvidos que eles contêm escapam-se facilmente e o magma derrama-se, acontecendo a erupção efusiva, em correntes com alguma velocidade e podendo percorrer centenas de quilómetros, pois a lava Pagina: 5
Prof. lucasmarqui está a altas temperaturas, está bastante fluida. Se for emitida lentamente, forma escoadas. Pode também formar correntes de lava ou mantos de lava se, o terreno for, respectivamente inclinado ou plano. A erupção mista dá-se quando, durante a erupção, ocorrem períodos explosivos e efusivos, isto é com explosões violentas e libertação de piroclastos e gases e com alguma calma e formação de escoadas. As erupções vulcânicas são, em regra, precedidas por abalos de terra, os quais resultam provavelmente da fraturação do teto da câmara magmática em consequência dos movimentos ascensionais do magma. Relacionado com as erupções, notam-se frequentemente variações locais no campo magnético terrestre e feno menos meteorológicos especiais, tais como um aumento de pluviosidade (por condensação do vapor de água em torno dos grãos de poeira) e formação de nuvens carregadas de eletricidade. Com o tempo as erupções cessam. Se cessarem definitivamente, os cientistas consideram os vulcões extintos. Mas alguns vulcões estão apenas adormecidos, podendo permanecer inativos durante centenas de anos, e entrar em erupção com súbita violência. LAVAS ÁCIDAS Apresentam temperaturas compreendidas entre 800ºC e 1000ºC, possuem alta viscosidade, fluem mais lentamente e solidificam dentro da própria cratera ou muito perto da mesma. Devido à sua viscosidade os gases têm dificuldade em libertar-se originando grandes tensões e conseqüentes explosões extremamente violentas. A violência dessas explosões pode originar a destruição parcial ou total do aparelho vulcânico e pulverizar a lava, solidificada ou ainda pastosa, que se acumula na cratera. Os fragmentos são projetados, solidificando os que ainda estão pastosos, no seu trajeto pelo ar e acabando por cair devido ao próprio peso. Estes fragmentos sólidos são designados por piroclastos e entre eles podem estar presentes fragmentos da rocha encaixante da chaminé. Quanto mais violenta for a explosão, menores são as dimensões dos piroclastos. Estes podem classificar-se de acordo com as dimensões dos fragmentos. OS VULCÕES NO MUNDO Durante o último milênio forma observadas erupções em cerca de 520 vulcões terrestres. Pagina: 6
Prof. lucasmarqui A distribuição dos vulcões á superfície do Globo não é uniforme. Como se pode observar no mapa, há zonas de grande atividade, que contrastam com outras onde, na atualidade, não há manifestações vulcânicas. No globo terrestre a distribuição da atividade vulcânica relaciona-se mutuamente com as zonas de atividade sísmica. Atualmente, as principais concentrações de vulcões ativos são: Ao longo das margens do Pacífico É a zona do mundo com mais vulcões. É de tal forma concentrada em atividade vulcânica que é conhecida por anel de fogo. Coincide também com uma zona fortemente sísmica. Destacam se no lado americano os vulcões do Alasca e Aleutas, a cordilheira das Cascatas, onde fica o vulcão de Sta. Helena e mais para o Sul, no México o célebre Paricutin. A partir do México, a faixa vulcânica desdobra-se, formando a Cordilheira da América Central e o arco das Antilhas, onde se destaca o vulcão da montanha Pelada. Do lado asiático encontram-se os vulcões da Camechatca e das Curilhas, seguindo-se o Japão onde há uma bifurcação que dá o arco das Marianas e o arco das Filipinas. Seguem-se os vulcões da Nova Guiné, que se estendem pelos vulcões de numerosas ilhas até à Nova Zelândia, prolongando-se para a Antarctica. Os vulcões circumpacíficos são muito explosivos. Sistemas de cristas montanhosas do Atlântico e Pacífico Nesta zona dá-se o derramamento de lavas e conseqüentemente a formação de crosta oceânica. Aqui destacam-se os vulcões da Islândia, Açores, Canárias, Cabo Verde e Tristão da Cunha. Cintura Mediterrânea e África Oriental A cintura mediterrânea abrange o Sul de Itália, as ilhas do mar Egeu, o Cáucaso meridional, e segue até aos Himalaias (onde na actualidade não vulcanismo ativo). Há ainda a destacar a Indonésia onde existe vulcanismo muito intenso e, quase sempre, exclusivamente explosivo, sendo uma das regiões da Terra com atividade mais violenta. O Krakatoa, o Merapi e Tambora são entre outros, vulcões importantes na Indonésia. Em Portugal atualmente a zona de maior atividade vulcânica é no arquipélago dos Açores. A última erupção ocorreu em Serreta no mês de Dezembro de 1999. Furnas, Água de Pau e Sete Cidades são três dos mais importantes Pagina: 7
Prof. lucasmarqui vulcões da ilha de São Miguel. As manifestações mais frequentes são a emissão de fumarolas e nascentes de água ebuliente. São Jorge é um vulcão linear. Na ilha Terceira destaca-se o vulcão de Santa Bárbara na parte ocidental. Embora o arquipélago da Madeira seja de origem vulcânica, o vulcanismo é considerado extinto nestas ilhas. Admite-se que as erupções se verificaram há 1,7 milhões de anos. Pagina: 8