PARTIDO POPULAR SOCIALISTA

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Transcrição:

Resolução Eleitoral Nº 001/10 NORMAS PARA AS CONVENÇÕES ELEITORAIS DE 2010 A Comissão Executiva, ad referendum do do Partido Popular Socialista, em reunião realizada no dia 09 de abril de 2010, na cidade de Brasília (DF), por unanimidade de seus membros e Considerando-se que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram que os mandatos eletivos pertencem aos Partidos; Considerando-se o compromisso histórico do PPS com a ética e a probidade para o exercício de mandatos públicos eletivos e a necessidade da instituição de mecanismos para assegurar a prevalência destes princípios; Considerando-se a manobra regimental da base governista na Câmara dos Deputados, impedindo a votação do projeto de iniciativa popular da?ficha Limpa?, subscrito por mais de 1,5 milhão de eleitores, que propunha tornar inelegíveis candidatos condenados pelo Poder Judiciário, RESOLVE Atendendo exigências do art. 18, 3º, do seu Estatuto, a Comissão Executiva Nacional, ad-referendum do do PPS, define a seguinte Resolução Eleitoral: Art. 1º - As Convenções Eleitorais (Nacional, Estadual ou Distrital) destinadas a deliberar sobre chapa própria ou coligações e escolha de candidatos aos pleitos majoritários e/ou proporcionais de 3 de outubro de 2010, serão convocadas e realizadas, no período de 10 a 30 de junho de 2010, pela respectiva Comissão Executiva, através de Edital, constando local, data e horário e publicado em jornal de grande circulação e/ou no site estadual, e a Nacional no portal nacional www.pps.org.br, com antecedência mínima de 30 (trinta dias), constando-se em ata própria todas as deliberações. Único - A respectiva Comissão Executiva deverá comunicar à Justiça Eleitoral com antecedência mínima de dez dias a realização da convenção. 1

Art. 2º - O processo de seleção dos candidatos ao pleito de outubro será conduzido pela respectiva Comissão Executiva, que publicará uma lista única na sede partidária, até dez dias antes da Convenção, observando-se: I- A inclusão, após avaliação pela Coordenação Eleitoral Estadual, Distrital ou Nacional, dos pré-candidatos que atenderem ao disposto no 1º e 4º, do art. 10 do Estatuto partidário; II- Os pedidos de impugnação poderão ser apresentados no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas após a divulgação da lista, tendo a Coordenação Eleitoral igual prazo para apreciá-los, cabendo recurso fundamentado, por qualquer das partes, à respectiva Comissão Executiva e em última instância à Convenção; 1º - A Coordenação Eleitoral na elaboração da lista, a Comissão Executiva e a Convenção, na aprovação dos candidatos, darão preferência aos pré-candidatos a deputado federal; com comprovada vida orgânica e militância partidária; com notória expressão política e eleitoral; e aos que militem no movimento social e que atendam aos dispositivos estatutários. 2º - Para que tenha seu nome incluído na lista da Comissão Executiva e apreciado pela Convenção Eleitoral, o pré-candidato deverá enviar até o dia 25 (vinte e cinco) de maio à Coordenação Eleitoral um termo de compromisso, no qual constará obrigatoriamente: a) ciência e concordância com as disposições estatutárias e com aquela que determina os limites das coligações; b) declaração de que conhece e concorda com as disposições estatutárias relativas à contribuição financeira do titular de mandato eletivo; c) declaração de que concorda em dispor de seu sigilo fiscal e bancário, quando se fizer necessário. 3 - O filiado que não constar da lista única, desde que esteja com sua situação em conformidade com as exigências da legislação eleitoral e com as condições estatutárias do PPS, poderá ter seu nome reapresentado à respectiva Convenção, que decidirá por maioria a sua inclusão ou não; no caso de a lista única estar completa, a inclusão somente poderá ocorrer em substituição ao nome de outro pré-candidato, obrigatoriamente destacado. 2

4 - Será exigida do pré-candidato, no ato da inscrição, comprovação de estar em dia com sua contribuição financeira junto ao Partido e o certificado de participação no Curso de Formação Política. 5º - Da inscrição dos pré-candidatos no Curso de Formação Política, as direções estaduais enviarão ao diretório nacional, por e-mail ou carta, a relação de todos os participantes para registro em cadastro nacional. 6 - O pré-candidato deverá apresentar curriculum vitae e um resumo das propostas que compõem sua plataforma de campanha. Art. 3º - Não poderão ser candidatos a qualquer cargo público eletivo os filiados ao Partido Popular Socialista que tenham contra si condenação na segunda instância de qualquer órgão colegiado do Poder Judiciário, pela prática dos seguintes crimes: I - contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público; II - contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência; III - contra o meio ambiente e a saúde pública; IV - eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade V - de abuso de autoridade; VI - de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; VII - de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; VIII - de redução à condição análoga à de escravo; IX - contra a vida e a dignidade sexual e X - praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando. 3

Art. 4º - Caberá à Comissão Executiva do Diretório da instância em que se der a eleição, no prazo de até cinco dias antes da realização da Convenção Eleitoral, proceder ao levantamento da vida pregressa dos pré-candidatos, a fim de averiguar se nenhum deles se enquadra nas hipóteses previstas no artigo 3º. Art. 5º - Se algum pré-candidato se enquadrar em qualquer das situações descritas no art. 3º, seu nome estará impedido de ser escolhido/aprovado como candidato pelo PPS. Art. 6º - A Comissão Executiva deverá comunicar, por escrito, o impedimento previsto no artigo anterior ao pré-candidato que se encontre nesta situação, com até vinte e quatro horas de antecedência da realização da Convenção Eleitoral, indicando-se o motivo para o impedimento de ser candidato pelo PPS, devendo constar o número do processo e o órgão colegiado do Tribunal em que ocorreu a condenação. Art. 7º - Caberá à Comissão Executiva, ouvida a respectiva Coordenação Eleitoral, apresentar proposta de coligação para as eleições, tanto majoritária quanto proporcional, priorizando: I - a pré-candidatura de José Serra à Presidência da República, nas eleições de 2010, de acordo com deliberação do XVI Congresso Nacional do PPS. II - a eleição para deputado federal, para sustentar o necessário crescimento do partido. III - esforços possíveis para que a aliança em torno da coligação nacional se reproduza em todos os estados. IV - caso a aliança nacional não se reproduza no estado, a direção local deverá fazer pedido circunstanciado de anuência à Executiva Nacional, que terá 48 (quarenta e oito) horas para decidir sobre o pedido. Art. 8º - Os filiados ao PPS, especialmente os candidatos, os detentores de mandato eletivo e todos aqueles que integram o diretório nacional, estadual, distrital, o diretório municipal ou comissão provisória organizadora e demais órgãos partidários, apoiarão exclusivamente candidatos a Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual apoiados oficialmente pelo partido. 1 - No caso de chapa de deputados federais e estaduais o apoio será exclusivo aos candidatos do partido, independente de alianças ou coligações. 4

2º - No caso de opção de voto como cidadão, o dirigente partidário terá que se licenciar obrigatóriamente do cargo investido no partido. 3º - O retorno ao cargo de dirigente partidário após as eleições de 2010, terá que ser aprovado pela comissão executiva respectiva, mediante pedido do interessado. Art. 9º - Qualquer filiado poderá denunciar, desde que fundamentadamente, eventual violação a esta determinação perante a Comissão Executiva Estadual competente. 1 - Havendo indícios consistentes de violação a regra, caberá à Comissão Executiva Estadual encaminhar denúncia à respectiva Comissão de Ética. 2 - Os processos decorrentes desta Resolução terão preferência sobre quaisquer outros em tramitação na Comissão de Ética. 3 - A Comissão de Ética, recebida a denúncia, notificará o denunciado para apresentar defesa no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sob pena de se considerar verdadeiros os fatos alegados; 4 - Sorteado o relator, este deverá emitir seu parecer no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, contados a partir do recebimento dos autos; 5 - Em seguida, a Comissão de Ética reunir-se-á aprovando ou não o voto proposto pelo relator, no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas, contados a partir do recebimento dos autos; 6 - A Comissão de Ética formará sua convicção pela livre apreciação dos fatos, incluindo aqueles públicos e notórios, bem como indiciários, além da prova produzida no procedimento, atentando para circunstâncias ou fatos, ainda que não indicados ou alegados pelas partes, mas que preservem o interesse público de lisura e fidelidade partidária; 7 - A infração a qualquer dispositivo desta Resolução constituirá falta gravíssima ao princípio da fidelidade partidária, passível de expulsão do infrator; 8 - Em caso de condenação anterior ao envio das listas, fica autorizado o partido a retirar o nome do filiado-condenado da Convenção; em sendo posterior, fica o partido autorizado a requerer o cancelamento do registro da sua candidatura junto à Justiça Eleitoral. 5

Art. 10º - A Convenção poderá ser realizada em qualquer dia da semana, devendo-se considerar aquele que possibilite maior presença e participação de convencionais, respeitado o período necessário às deliberações, nunca inferior a duas horas. Art. 11º - A Convenção Eleitoral Estadual ou Distrital será constituida por: I - Delegados municipais, zonais ou setoriais, eleitos nos recentes Congressos preparatórios ao XVI Congresso Nacional; II - Os detentores de mandato em nível estadual ou distrital; III - Os membros efetivos e suplentes do Diretório Estadual e respectivos conselhos. 1º - Caberá recurso à Executiva Nacional sobre as decisões da Convenção Eleitoral Estadual que contrarie os dispositivos desta resolução, com efeito suspensivo até o julgamento final. Art. 12º - A Convenção Eleitoral Nacional será constituída por: I - Delegados estaduais e do Distrito Federal, eleitos nos recentes congressos regionais preparatórios ao XVI Congresso Nacional; II - Os detentores de mandatos eletivos em nível federal; III - Os membros efetivos e suplentes do e respectivos conselhos. 1º - Os componentes da Convenção Eleitoral serão credenciados como delegados e só estes terão direito a voz e voto. 2º - Só serão credenciados delegados caso os respectivos Diretórios Estaduais ou Distrital estejam em situação regular junto ao, nos termos do estatuto e de Resolução financeira em vigor; 3º - Só poderão exercer o direito de voto os filiados em dia com suas contribuições financeiras, na forma estatutária e de acordo com prévia informação da Tesouraria. Art. 13º - A Convenção poderá instalar-se com qualquer número de convencionais, mas só deliberará com a maioria absoluta dos delegados. 6

Art. 14º - Não será permitido o voto cumulativo, nem por procuração. Art. 15º - Caso a Convenção não indique o número máximo de candidatos de acordo com a Lei, a Comissão Executiva poderá até o dia 5 de julho de 2010 preencher as vagas remanescentes. Único - A Convenção deverá obrigatoriamente preencher todas as vagas previstas na quota de sexo (30%), de acordo com a legislação eleitoral. Art. 16º - Os casos omissos serão resolvidos pelo plenário da respectiva Convenção. Art. 17º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, sendo que sua vigência alcança, inclusive, o pleito eleitoral de 2010. Brasília (DF), 09 de abril de 2010. Roberto Freire Presidente 7