Carta Municipal de Património Edificado

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Transcrição:

Município de Óbidos

Introdução A presente proposta tem por objectivo a identificação e caracterização da e respectivo Inventário Municipal de Património Edificado na área do município de Óbidos, destinando-se a figurar no elenco de espaços e imóveis de Interesse Cultural Relevante inventariados a contemplar no Regulamento do Plano Director Municipal de Óbidos, actualmente em revisão. A proposta de listagem e de referenciação geográfica integra: Todos os imóveis classificados (MN, IIP, IIM); Respectivas zonas de protecção legais (ZP, ZEP); Imóveis em vias de classificação; Todos os imóveis inventariados em bases nacionais (IHRU); Todos os móveis inventariados no regulamento do PDM (versão em vigor); Novas propostas de inventário que devam ser objecto de especial protecção e valorização. A carta e inventário em apreço deverá ser entendida como uma peça complementar a uma Carta/Inventário Geral de Património Cultural do Concelho de Óbidos cujo âmbito deverá integrar um conjunto de outras tipologias de Património Cultural definidas no Art.º2 do Título I, da Lei 107/2001 de 8 de Setembro, designadamente histórico, paleontológico, arqueológico, arquitectónico, linguístico, documental, artístico, etnográfico, científico, social, industrial ou técnico que reflictam valores de memória, antiguidade, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade ou exemplaridade. A estes diversos tipos de Património Cultural deve ainda juntar-se uma Carta de Paisagem que integre valores identitários do território, nomeadamente a expressão agrícola, florestal, espaços silvestres, etc., considerando não só o impacto nas actividades humanas, como o enquadramento geral dos imóveis inventariados. A determinação de uma lista de bens inventariados é essencial como instrumento de gestão e como expressão de uma estratégia de desenvolvimento do município, constituindo simultaneamente um factor de reserva à proliferação urbana e uma oportunidade acrescida ao nível da defesa dos valores identitários, de salvaguarda cultural e patrimonial, de estratégias de incremento turístico e, sobretudo da qualidade de vida das populações de forma integrada e sustentável.

A deve, ainda, nortear as acções de inventário (levantamento sistemático em permanente actualização); planeamento no contexto da gestão territorial; compatibilização com as políticas de salvaguarda e desenvolvimento cultural em articulação com instituições públicas e privadas; valorização no domínio da educação e formação; garantir a aplicação de princípios de intervenção adequados; incentivar o acesso e fruição aos bens culturais; vivificar aspectos identitários; em suma, promover o bem-estar social e económico e ainda a qualidade de vida dos munícipes. Por último deve a constitui uma base indicadora dos imóveis que devam ser propostos para classificação e inventário nacional, dirigidas às respectivas instituições responsáveis: IGESPAR e IHRU. Os referidos objectos arquitectónicos são sujeitos a uma caracterização sumária considerando os seguintes elementos básicos: Número de identificação; Topónimo; Microtopónimo; Tipo; Subtipo; Designação; Descrição; Protecção; Observações; Nível. No que respeita ao tipo e subtipo estabeleceram-se as seguintes divisões: 1. Conjunto Urbano 2. Zona de Protecção Urbana 3. Zona de Protecção Paisagística 4. Arquitectura Militar 4.1. Castelo 5. Arquitectura Religiosa 5.1. Santuário 5.2. Igreja 5.3. Capela 5.4. Ermida 5.5. Oratório 5.6. Tumular 5.7. Cruzeiro 5.8. Passos da Via-sacra 5.9. Convento 5.10. Mosteiro 6. Arquitectura pública 6.1. Assistencial 6.2. Coreto 6.3. Correios 6.4. Cultural

6.5. Escola 6.6. Espaço Público 6.7. Ferroviária 6.8. Jogo da Bola 6.9. Marco 6.10. Memorativa 6.11. Paços do Concelho 6.12. Pelourinho 6.13. Ponte 6.14. Relógio de Sol 6.15. Turística 7. Arquitectura Civil 7.1. Casal 7.2. Comércio 7.3. Eira 7.4. Habitação 7.5. Quinta 8. Arquitectura da Água 8.1. Aqueduto 8.2. Casa de Fresco 8.3. Chafariz 8.4. Fonte 8.5. Mina 8.6. Poço 8.7. Tanque 8.8. Termas 9. Arquitectura pré-industrial 9.1. Azenha / Moinho de água 9.2. Fábrica 9.3. Lagar de Azeite 9.4. Lagar de Vinho 9.5. Moinho de vento 10. Arquitectura Efémera Na metodologia adoptada estabeleceram-se 2 níveis operativos que deverão resultar em princípios norteadores e condicionantes a possíveis intervenções. Assim, propõem-se para Nivel 1 todos os imóveis (individuais ou conjuntos) que pela sua relevância patrimonial (raridade, antiguidade, valor intrínseco) ou coerência de conjunto, se constituam como objectos prioritários de inventário, estudo, salvaguarda, reabilitação/restauro. São eles todos os imóveis classificados (Monumento Nacional, Imóvel de Interesse Público, Imóvel de Interesse Municipal), em vias de classificação e todos aqueles inventariados a nível nacional (pelo IHRU). Este mesmo nível integra outros objectos arquitectónicos que, independentemente de individualmente poderem assumir o Nível 2, estejam contudo integrados na Zona Especial de Protecção do Conjunto Urbano da Vila de Óbidos, da Zona de Protecção do Aqueduto da Usseira ou da Zona 1 e 2 do Plano de Pormenor de A-da-Gorda. Como Nível 2 ficam todos os restantes imóveis (individuais, conjuntos, zonas de protecção urbana e zonas de protecção paisagística) cuja relevância

patrimonial ou coerência, embora menos estruturante em termos patrimoniais, constituam objectos de interesse em si mesmos ou, dado o diálogo espacial com objectos identificados a Nível 1, se tornem essenciais como área de protecção. Em Nível 3 consideram-se bens edificados que se enquadram num contexto de Património Rural, nomeadamente objectos que em si mesmos podem ou não ter alguma relevância arquitectónica ou artística, mas são assim classificados por serem parte integrante te uma memória vivencial e de uma caracterização cultural do território. Neste caso encontram-se a maior parte de estruturas de apoio como eiras, poços, minas, tanques, etc.. Das tipologias mais correntes neste nível existem contudo bens que poderão dispor de outros níveis (1 ou 2) caso estejam integrados em zonas de elevado interesse ou relevância cultural, quer disponham de características particulares que os distingam como objectos individuais. Dadas as limitações de tempo para levantamentos e confirmação no terreno, optou-se, termos metodológicos, por integrar nesta proposta de Carta Municipal de Património Edificado todo o Património Arquitectónico e Urbanístico e o Património Rural que eventualmente poderiam ser caracterizados separadamente. Pareceu, pois, mais interessante considerar ambos os âmbitos patrimoniais num só plano atendendo ao entrosamento de dados e concomitâncias entre si, evitando-se a ambiguidade conceptual que poderia resultar de tal diferenciação. Contudo deve ser ressalvado que, além dos elementos identificados (eventualmente os mais significativos), existem componentes do património rural ainda não exaustivamente inventariados (como o caso de eiras, estruturas de água, lagares, etc.), dado apenas existirem registos parciais. Considerando o exposto no parágrafo anterior, além das estruturas identificadas na presente proposta de inventário, devem ressalvar-se todos aqueles imóveis que, a seu tempo, venham a ser identificados e aos quais se devam aplicar os mesmos critérios de circunstâncias análogas.

Listagem de bens a inventariar

Peças gráficas