Europa: aspectos demográficos e econômicos

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Transcrição:

Europa: aspectos demográficos e econômicos

População Alto índice socioeconômico; Mesmo o fator climático ou espacial sendo limitações em regiões setentrionais a maior parcela da economia compõe o setor industrial.

População superior a 740 milhões de habitantes (aprox. 10% da população mundial);

Aspectos físicos e culturais Maiores densidades demográficas estão em torno dos vales do rio Reno, Pó, Tâmisa, Danúbio e Sena. Menores densidades demográficas estão nas regiões montanhosas e na porção mais setentrional da Europa.

Aspectos físicos e culturais A urbanização pode-se dizer que ocorreu durante os grandes períodos de revolução industrial destacando a 1ª Revolução que atraiu muitos camponeses para as regiões em que localizavam-se as fábricas; Atualmente a Europa possui 45 cidades com mais de 1 milhão de habitantes.

Aspectos físicos e culturais Expressiva diversidade étnica, resultado dos processos migratórios ao longo da história; Essa diversidade étnica nem sempre faz com que a população conviva de forma harmônica, gerando muitas vezes movimento separatistas em alguns países.

Aspectos físicos e culturais Idiomas mais falados: neolatino (portugueses, espanhóis, franceses romenos e italianos) germânico (alemães, ingleses, noruegueses, suecos, dinamarqueses e islandeses) e o eslavo (poloneses, russos, ucranianos, tchecos, eslovenos, sérvios e croatas).

Aspectos físicos e culturais População predominante é a caucasoide; A presença de imigrantes de outros continentes tem resultado em uma mistura étnica neste continente; O alto desenvolvimento deste território acaba tornando-o alvo da imigração, sendo atrativo o trabalho informal para estes imigrantes; A maior parte destes trabalhadores estão estabelecidos no território europeu de forma ilegal; A xenofobia é uma forma de preconceito muito comum dentro do território europeu.

Estrutura da população Países ricos possuem um baixo crescimento vegetativo (relação entre taxa de natalidade e mortalidade); As condições de saúde, saneamento básico, atendimento hospitalar e alimentação possibilitam baixas taxas de mortalidade em praticamente todo o continente. Apesar de as taxas de mortalidade infantil de alguns países apresentarem mais elevadas, se comparado a outros países subdesenvolvidos do mundo, se encontram em níveis menores (europeus). Europa: mortalidade infantil País Total por 1000 nascidos vivos Alemanha 3 Holanda 3 Suíça 4 Albânia 15 Moldávia 15 Geórgia 18

Taxa de mortalidade Infantil País 1960 2013 Romênia 75,7 9,2 Bulgária 45,1 7,3 Malta 38,3 6,7 Hungria 47,6 5,0 Polônia 56,1 4,6 Suécia 16,6 2,7 Rep. Tcheca 20,0 2,5 Estônia 31,1 2,1 Finlândia 21,0 1,8 Europa: expectativa de vida País Anos Noruega 81,5 Suíça 82,5 Holanda 81,0 Alemanha 80,7 Albânia 77,4 Sérvia 74,1 Moldávia 68,9 Chipre ------- 1,6 A queda na mortalidade infantil está associada a melhorias nas condições de vida, a partir do desenvolvimentos de técnicas médicas-sanitárias.

Estrutura da população Condições de educação, informação e os padrões do Norte desenvolvido fazem com que as taxas de natalidade sejam baixas. Segundo o Banco Mundial, sete países são europeus, dentre os dez possuem maiores taxas de pessoas graduadas no Ensino Superior. O Índice de fecundidade é muito baixo, encontram-se abaixo de 2,1 filhos por mulher; Um dos fatores que contribuem para a queda da taxa de natalidade é a participação da mulher no mercado de trabalho.

Estrutura da população Nem todos os países que fazem parte deste continente apresentam as mesmas condições; porém, de forma geral os índices variam de médio s muito alto. IDH - Europa País Renda per capita US$ IDH Noruega 65.900 0,944 Suécia 44.700 0,898 Bélgica 41.700 0,881 Holanda 47.400 0,915 Itália 34.500 0,872 Portugal 26.300 0,822 Federação Russa 10.845 0,778 Moldávia 4800 0,663

Agropecuária Destaca-se a utilização de técnicas e equipamentos modernos específicos para as necessidades locais. A produtividade atingiu alto desempenho e grande competitividade no mercado externo.

Agropecuária Europa Setentrional Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia; O clima é um fator limitante à atividade primária no entanto através de incentivos governamentais (como subsídios); A atividade agrícola está voltada para a produção de batata, cevada e trigo. A Dinamarca se destaca na produção de trigo e criação de bovinos e suínos; a Noruega, como produtora de aveia e criação de ovinos.

Agropecuária Europa Ocidental Andorra, Bélgica, Espanha, França, Irlanda, Luxemburgo, Mônaco, Países Baixos, Portugal e Reino Unido; A produção agrícola está voltada para o cultivo de beterraba, trigo, cevada, frutas cítricas e uvas; A França se destaca como o 5 produtor de milho, enquanto a Espanha assume a posição de 6ª posição mundial de laranjas; Na Península Ibérica (Portugal e Espanha) lidera a produção de azeitonas.

Agropecuária Europa Ocidental Na pecuária prevalece a intensiva, com a produção de bovinos, ovinos e aves. A pecuária intensiva caracteriza-se por uma alimentação balanceada, com quantidade exata de nutrientes necessários ao desenvolvimento do animal, e ele vive sobre confinamento. 1990 Ocorreu a doença da vaca louca (provocada pela ração enriquecida de proteína animal). O governo decretou o sacrifício dos animais, o que causou imenso prejuízo na produção.

Agropecuária Europa Ocidental A França ocupa a 11ª posição na criação de suínos em escala mundial e a 14ª na produção de bovinos; os Países Baixos, a 13ª na produção de bovinos.

Agropecuária Europa Central Alemanha, Áustria, Eslováquia, Hungria, Liechtenstein, Polônia, Polônia, República Tcheca e Suíça; Na agricultura destaca-se a produção de trigo, cevada, batata inglesa e beterraba; A Alemanha e a maior produtora regional de trigo e beterraba e se destaca. A Polônia se destaca na produção de cevada e batata inglesa; a Alemanha e Polônia também destacam-se na criação dos maiores rebanhos de bovinos, suínos, caprinos, ovinos e aves.

Agropecuária Europa Meridional Albânia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Eslovênia, Grécia, Itália, Macedônia, Malta, Montenegro, Romênia, Sérvia, San Marino, Turquia e Vaticano. Apresenta uma das temperaturas mais elevadas do continente, o que possibilita o cultivo de produtos agrícolas típicos de regiões quentes, como frutas, semente de girassol, milho, tabaco, uva e cereais. Na pecuária destacam-se as criações de bovinos, suínos, ovinos e caprinos, especialmente na Itália.

Agropecuária Europa Oriental Armênia, Azerbaijão, Bielo-Rússia, Estônia, Geórgia, Letônia, Lituânia, Moldávia, Rússia e Ucrânia; Solo característicos tchernozion, tem características por ser um solo mineral, tonalidade escuro, argila e com riqueza de matéria orgânica.

Agropecuária Europa Oriental Esse solo beneficia os agricultores de países como a Ucrânia e a Federação Russa, com prósperas colheiras de cereais. Essa região produz batata inglesa, beterraba, chá, algodão, maça, laranja, tabaco e uva. A Ucrânia possui grandes rebanhos de bovinos, suínos e aves.

Trabalho e indústria As condições de trabalho das primeiras indústrias eram deploráveis. Os operários eram submetidos a longas jornadas diárias, que poderiam chegar a dezesseis horas, com pequenas pausas para refeições. Haviam sérios problemas ligados à insalubridade e às condições de higiene.

Trabalho e indústria Ao fim da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), a Europa encontrava-se arrasada, e o setor industrial havia sofrido baixas. O desemprego juntamente com as severas condições de vida estimularam sentimento nacionalista, favorecendo a ascensão de partidos políticos que envolveram os europeus em um segundo confronto bélico. Novamente o setor industrial foi voltado para abastecer a máquina de guerra. Os anos que seguiram ao término da 2ª Guerra Mundial (1939-1945) foram marcados por profundas mudanças na estratégia industrial.

Trabalho e indústria Seguindo a tendência mundial, as indústrias passaram a se instalar em outros países, principalmente nos mais pobres. Os grandes grupos de empresas multinacionais expandiram suas unidades, buscando ampliar suas atividades. É importante ressaltar que as multinacionais e transnacionais não transferem sua sede, apenas instalam novas unidades de produção. Assim o comando está sobre a unidades principal localizada no país de origem. Os royalties e os lucros obtidos com as transações feitas nas empresas instaladas nos países pobres também voltam para a sede.

Classificação das indústrias Indústrias de bens de produção: podem ser também denominadas indústrias de base. São fábricas que industrializam as matérias-primas de origem mineral, como as siderúrgicas e metalúrgicas. E seus produtos são destinados a outras indústrias.

Classificação das indústrias Indústrias de bens de capital: são as indústrias que produzem máquinas e equipamentos que serão utilizados por outras indústrias em seu processo produtivo.

Classificação das indústrias Indústrias de bens de consumo: são as que destinam suas produções aos consumidores finais. Elas se dividem em duráveis e não duráveis. Bens não duráveis:englobam a indústria alimentícia, bebidas e de vestuários. Bens duráveis: referem-se Às indústrias que produzem eletrodomésticos, automóveis, móveis e outros bens que apresentam certa conservação.

Classificação das indústrias Durante o séc. XX, os países capitalistas o comando da economia esteve por conta do setor de bens de consumo. Já os países com economia planificada, que aderiram ao sistema socialista da antiga URSS, tinham os bens de produção, sendo seu setor predominante as indústrias pesadas.

O espaço industrial na atual Europa Ao final do séc. XVIII Cidades se desenvolveram em torno das reservas de carvão mineral (devido a 1ª revolução industrial), durante este período as indústrias se desenvolviam próximo as bacias carbonífera, que forneciam energia para o funcionamento das fábricas. Com a evolução dos meios de comunicação e transporte e energia, a indústria europeia mudou seus critérios locacionais, tornou-se altamente lucrativa e responsável pela maior parcela dos rendimentos de exportação.

Indústria Europa Ocidental Andorra, Bélgica, Espanha, França, Irlanda, Luxemburgo, Mônaco, Países Baixos, Portugal e Reino Unido; Atividade industrial: farmacêuticas, têxteis, químicas, eletrônicas, automobilísticas, metalúrgicas, navais, de bebidas, de máquinas, de materiais de transporte, de tabaco e de produtos gráficos. Berço da industrialização; Reino Unido destaca-se com o PIB total de 2,435 trilhões de dólares(2014) prevalecendo indústrias farmacêuticas;

Indústria Europa Ocidental A França é o 2º país em industrialização nesta região europeia com um PIB de US$2,585 trilhões em 2014; Abriga empresas como: Renault, PSA Peugeot Citroen, Ar Liquide, Rhodia, tendo como referências no segmento da moda marcas como Yves Saint Laurent, Dior e Cartier. A França é a maior produtora de Vinho e também produz maquinas, materiais de transportes, metalúrgicos, bebidas e tabaco.

Industria Europa Central Alemanha, Áustria, Eslováquia, Hungria, Liechtenstein, Polônia, Polônia, República Tcheca e Suíça; Atividade industrial: Indústrias petroquímicas, siderúrgicas, químicas, automotivas, metalúrgicas, farmacêuticas, têxteis, eletroeletrônicas, de equipamentos de transporte, de alimentos, de máquinas, de madeira, de papel, de relógios de precisão, de automóveis, de construção e de tabaco.

Industria Europa Central Alemanha destaca-se na liderança industrial correspondia a US$ 3,62 trilhões em 2014; e seu PIB Indústrias diversificadas nos setores de transporte, químico, automotivo e alimentício. Na Alemanha encontram-se sedes de algumas das maiores empresas multinacionais do mundo. Empresas como Daimler/Mercedes-Benz, Volkswagen, Group, Bayer, Basf e Bosch.

Industria Europa Central Na Áustria, encontram-se indústria que produzem máquinas, alimentos, madeira, papel e itens metalúrgicos. Na Suíça as industrias são voltadas para o setor alimentício um bom exemplo é a Nestlé e a Lindt, não podemos nos esquecer do setor farmacêutico, têxtil, maquinas e relógios de precisão.

Indústria Europa Meridional Albânia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Eslovênia, Grécia, Itália, Macedônia, Malta, Montenegro, Romênia, Sérvia, San Marino, Turquia e Vaticano. Atividade industrial: Empresas de refino de petróleo e indústrias metalúrgicas, automotivas, de alimentos, de bebidas, de máquinas e de bens de produção.

Indústria Europa Meridional O país com a economia mais forte é a Itália, com PIB de US$ 2,066 trilhões em 2014. As principais indústrias são no refino de petróleo como a Agip, que atua no Brasil. No parque industrial automotivo possui a representatividade de empresas como o grupo Fiat, detentor das marcas de luxo Alfa Romeo e Maserati. Devido a muitos países da região terem feito parte do antigo sistema socialista, neles prevalecem ainda o setor de bens de produção.

Indústria Europa Setentrional Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia; Atividade Industrial: Indústria eletrônica, siderúrgica, química, metalúrgica, gráfica e editorial, de máquinas, de eletroeletrônicos domésticos, de produtos minerais não metálicos e metálicos, de alimentos e de equipamentos de transporte. O maior desempenho econômico desta região está sobre a Suécia, com um PIB de 434,2 bilhões de dólares em 2014; prevalecendo indústrias de eletrônicos, siderúrgico, químico e de transporte.

Industria Europa Oriental Armênia, Azerbaijão, Bielo-Rússia, Estônia, Geórgia, Letônia, Lituânia, Moldávia, Rússia e Ucrânia; Atividade industrial: Indústria de cargas, siderúrgica, metalúrgica, automotiva e de equipamentos bélicos, como submarinos navios e aviões de guerra. A Federação Russa e a Ucrânia são os países com maior industrialização nesta região.

Extrativismo A Federação Russa é o terceiro maior produtor mundial de petróleo e tem papel fundamental no fornecimento deste produto para vários países europeus. Outros produtores são a Noruega e o Reino Unido. O Carvão Mineral é outro produto explorado intensamente sobre solo europeu. Podemos destacar países como: Federação Russa, Polônia, Ucrânia, Alemanha, Reino Unido, República Tcheca e Espanha.

Extrativismo O gás natural é explorado em diversos países sendo a Federação Russa o maior produtor mundial. O cobre é explorado na Polônia, com uma produção anual de 28 milhões de toneladas.