1. Formação do Feudalismo
1.1. Herança Romana O COLONATO foi uma instituição de fins do Império Romano, em que trabalhadores (colonos) recebiam um lote de terra para seu sustento, em grandes propriedades rurais. Em troca, o trabalhador entregava parte de sua produção ao proprietário. Estes trabalhadores ficavam, assim, presos à terra que recebiam. A dependência e as obrigações dos colonos tenderam a aumentar com o passar dos séculos, dando origem à SERVIDÃO feudal.
1.2. Herança Germânica O COMITATUS foi uma instituição de origem germânica, introduzida na Europa, a partir das migrações e invasões germânicas. Trata-se de um pequeno grupo de guerreiros, vinculados a um chefe por meio de juramento de fidelidade. O chefe tinha a função de redistribuir os bens conquistados. Esta troca de fidelidade militar e distribuição de bens, entre os chefes guerreiros e seus guerreiros, esteve na base das relações de SUSERANIA E VASSALAGEM, que surgem no século IX d.c..
1.3. O papel da Igreja A IGREJA converteu as populações de origem romana e as de origem germânica ao cristianismo. Isto permitiu a união das diferentes heranças da organização social e política dos romanos e dos germânicos. A Cristandade uniu a Europa entorno de uma religião comum, com valores comuns. Daí surge o grande poder da Igreja na Idade Média.
2. O Feudalismo Características principais: O Feudo era a propriedade de terra ou direito de cobrança de taxas, que servia como moeda de troca nas relações entre a nobreza. A Economia do feudo tendia a ser autossuficiente e produzia principalmente para a subsistência. O feudo chegava a cunhar moeda própria. Suas principais atividades econômicas eram a agricultura e o pastoreio. A servidão era a principal relação de trabalho. Havia poucos escravos e os vilões eram os trabalhadores livres, que habitavam principalmente as vilas. O poder político era descentralizado: os reis eram fracos, em seu lugar governavam em cada feudo, os diversos senhores feudais. A relação de Suserania e Vassalagem construía uma hierarquia relativa entre os nobres. Cada Vassalo respondia somente ao seu Suserano direto, não possuindo nenhum vínculo com o Suserano de seu Suserano. Também lhe era possível ter Vassalos próprios, tornando-se Suserano dos mesmos. A Igreja predominava como proprietária de 1/3 das terras da Europa, a instituição mais rica, mais influente na cultura, nas artes e no pensamento. Ela se fazia presente na vida de todos, pelos rituais cotidianos: o batizado, o casamento, a extrema-unção, as regras alimentares (jejuns de carne), as missas, as pregações.
2.1. Suserania e Vassalagem: uma aliança entre nobres O Vassalo é um nobre inferior ao Vassalagem: serviço militar, conselhos, fidelidade, amizade. Vassalo O Suserano é um nobre superior ao seu Vassalo. seu Suserano Escriba registra a doação em documento escrito para dar-lhe valor jurídico. O Suserano cede o direito de administrar e explorar um FEUDO: Trata-se de uma aliança militar de origem germânica (Lembrar: Comitatus) Suserano
2.2. Servidão: uma relação de exploração entre classes O Feudo e seus servos: Moradia e proteção do senhor feudal, sua família e servos mais próximos Servos trabalham para o senhor Servos trabalham para si Terras comunais: Geralmente, hortas de uso comum dos camponeses. Os servos: escravos da terra Corveia: trabalho gratuito compulsório (obrigatório) para o senhor. Talha: entregar parte da produção pessoal ao senhor. Banalidade: pagamento para usar equipamentos do feudo, como o moinho, o forno etc. Dízimo: pagamento de 1/10 da produção para a Igreja Além da nobreza, o Clero também explorava os servos.
2.3. A Sociedade Feudal Clero: monopólio do saber Nobreza: monopólio das armas Trabalhadores (Servos e Vilões)
3. Islamismo O Islamismo surgiu no século VII d.c. em Meca. Maomé, seu fundador, foi influenciado pelo judaísmo e pelo cristianismo. Ele teria recebido a revelação do Arcanjo Gabriel, de que havia somente um Deus. Assim, o Islamismo é uma religião MONOTEÍSTA. Antes disso, os árabes eram POLITEÍSTAS. Sua expansão medieval data dos séculos VII e VIII. Os árabes eram fortes comerciantes e influenciaram bastante a cultura dos povos europeus durante a Idade Média.
4. Visões clássicas da Idade Média As visões negativas são originárias do humanismo (séc. XIV), do Renascimento (séc. XV e XVI) e do Iluminismo (séc. XVIII). Estas visões enfatizaram as guerras, o predomínio da Igreja Católica sobre a ciência, as epidemias e outros aspectos negativos. As visões positivas são originárias do romantismo (séc. XIX) e enfatizam as lendas, os mitos, as artes, a cultura popular, o surgimento das línguas modernas (português, espanhol, italiano, alemão, inglês etc.) e das culturas nacionais europeias.