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Transcrição:

Segundo Reinado (1840-1889)

REPRODUÇÃO - COLEÇÃO PARTICULAR O significado histórico do Segundo Reinado O Segundo Reinado é visto como um período de prosperidade econômica e incentivo às inovações. Na área política, representa a consolidação, o apogeu e a crise do Estado monárquico. A família real no Rio de Janeiro, em foto de 1887.

O significado histórico do Segundo Reinado A produção cafeeira tornou-se a principal atividade econômica do Brasil, impulsionando o primeiro surto industrial do país. Abolição do tráfico negreiro e formação de uma nova oligarquia rural não escravista, associada à mão de obra do imigrante europeu. Criação da Lei de Terras, redigida com a finalidade de garantir mão de obra para a grande lavoura cafeeira. A Guerra do Paraguai envolveu os países da Bacia do Rio da Prata e seu resultado contribuiu para fortalecer politicamente o Exército brasileiro.

Liberais e conservadores Dois grupos políticos, o Partido Liberal e o Partido Conservador, dominaram a política brasileira no Segundo Reinado. Partidos no Segundo Reinado Partido Liberal ( Luzias ) Partido Conservador ( Saquaremas ) Defendiam mais autonomia para as províncias Venceu as primeiras eleições parlamentares: eleições do cacete Defendiam um poder central forte De volta ao poder em 1841, tomaram medidas para reduzir o poder das províncias

Parlamentarismo às avessas Em 1847 é introduzido o parlamentarismo no Brasil ficou conhecido como parlamentarismo às avessas. Chamado assim porque o imperador nomeava o primeiro-ministro, que convocava eleições para o Parlamento, diferente da Grã-Bretanha, onde o primeiro-ministro é indicado pelo partido político que obtém maioria nas eleições parlamentares. Além disso, por meio do Poder Moderador, o imperador podia nomear ou demitir ministros e dissolver a Câmara dos Deputados. Ministério da Conciliação Formado em 1853 no ministério do marquês de Paraná, reunia os setores mais moderados dos partidos Liberal e Conservador.

Economia: permanências e mudanças O capital acumulado pela cafeicultura foi aplicado em setores industriais e na construção de ferrovias, que também contou com investimentos ingleses. Apesar das experiências com a mão de obra imigrante, o trabalho escravo africano predominou na cafeicultura brasileira até o início da década de 1880. O barão (e depois visconde) de Mauá é considerado o primeiro grande empresário brasileiro criou um banco, investiu em ferrovias, no serviço de iluminação, na instalação de cabos telegráficos, em companhias de comércio e navegação fluvial.

Economia: permanências e mudanças Outras atividades econômicas tiveram destaque na pauta de exportações brasileiras e no mercado interno: Extração de látex no Norte, para produção de borracha. Produção de açúcar no Nordeste. Cultivo de algodão no Maranhão, Pará e em Goiás. Tabaco no sul da Bahia. Pecuária em várias partes do país e produção de charque no Sul do Brasil.

CARTOGRAFIA: FERNANDO JOSÉ FERREIRA Economia: permanências e mudanças EXPANSÃO DO CAFÉ E DAS FERROVIAS EM SÃO PAULO 40 km Fontes: TOLEDO, Vera Vilhena; GANCHO, Cândida Vilares. Sua Majestade o café. São Paulo: Moderna, 2003; GORODETTI, João Emílio; CORNEJO, Carlos. Lembranças de São Paulo. São Paulo: Solaris, 2003. p.26-27

31.3 Transformações e conflitos A sociedade em transformação As pressões inglesas pelo fim do tráfico negreiro e a sua abolição, em 1850, estimularam alguns cafeicultores a fazerem experiências com novas relações de trabalho: Sistema de parceria: o fazendeiro assumia as despesas com a vinda e a instalação dos imigrantes, que deveriam depois ser ressarcidas com juros o sistema fracassou. Imigração subvencionada: a partir de 1870, o Estado passou a patrocinar a vinda de imigrantes para o trabalho na lavoura, e eles passaram a receber salários. 31.3 Transformações e conflitos

Modernização urbana e mudança de hábitos Capitais acumulados pela cafeicultura + Recursos liberados pelo fim do tráfico de escravos + Incentivos à industrialização Crescimento dos centros urbanos Ampliação de casas comerciais, como cafés e confeitarias Serviços públicos como: transporte, saneamento, iluminação etc. Novos segmentos sociais, advogados, médicos, jornalistas, marceneiros, alfaiates, professores etc. Ampliação do comércio Investimentos em teatros, concertos líricos e óperas, frequentados pela camada privilegiada de políticos, intelectuais, ricos e comerciantes 31.3 Transformações e conflitos

A Rebelião Praieira (1848) Liberais de Pernambuco rebelaram-se contra medidas de centralização administrativa e jurídica adotadas pelo governo de d. Pedro II, motivados também pela crise da produção açucareira nordestina. Adesão das camadas populares, artesãos, liberais, senhores de engenho. O movimento foi influenciado pelas ideias do socialismo utópico e pelas Revoluções de 1848 na Europa. Os rebeldes nomeiam Antônio Chichorro para a presidência da província pretendiam instaurar uma república e instituir o sufrágio universal. 31.3 Transformações e conflitos

A Rebelião Praieira (1848) Reação do governo monárquico: Destituição do governo liberal de Antônio Chichorro em 1848. Início da rebelião armada, que deixou cerca de 800 mortos e foi detida por forças do governo monárquico em 1849 fim dos conflitos em 1851. 31.3 Transformações e conflitos

REPRODUÇÃO - MUSEU HISTÓRICO NACIONAL, BUENOS AIRES A Guerra do Paraguai (1864-1870) Paraguai e Argentina disputavam o controle dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, na Bacia do Prata. A Argentina bloqueou a navegação das embarcações paraguaias e prejudicou a economia desse país. Rendição de Uruguaiana, pintura de Candido López, 1865. 31.3 Transformações e conflitos

A Guerra do Paraguai (1864-1870) O Paraguai saiu em defesa do Uruguai após o Brasil e a Argentina se envolverem nos assuntos internos uruguaios. O Paraguai declarou guerra à Argentina, invadiu parte do país vizinho e também do atual Mato Grosso do Sul, no Brasil. O Brasil e a Argentina reagiram, assinando com o Uruguai o Tratado da Tríplice Aliança, e atacaram o Paraguai. A guerra acabou em 1870 com a morte de Solano López. Ao final da guerra, o Paraguai havia perdido quase 80% da sua população masculina. 31.3 Transformações e conflitos

A Proclamação da República A monarquia brasileira perdeu sua base de sustentação social ao abolir a escravidão e por não atender às reivindicações de diferentes segmentos da sociedade. O Partido Liberal Radical reivindicava o fim do Poder Moderador, maior autonomia para as províncias e reformas econômicas. O Exército, influenciado pelas ideias positivistas, passou a conspirar contra a realeza, formando uma aliança com a oligarquia rural. Um golpe militar liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca proclamou a república no dia 15 de novembro de 1889. Foi o fim da monarquia no Brasil. 31.3 Transformações e conflitos

ANOTAÇÕES EM AULA Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Claudia Fernandes Elaboração: Leandro Torelli e Gabriel Bandouk Edição de texto: Maria Raquel Apolinário, Vanderlei Orso e Gabriela Alves Preparação de texto: Mitsue Morrisawa Coordenação de produção: Maria José Tanbellini Iconografia: Aline Reis Chiarelli, Leonardo de Sousa Klein e Daniela Baraúna EDITORA MODERNA Diretoria de Tecnologia Educacional Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Coltri Fernandes Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin Editor de arte: Fabio Ventura Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres Revisores: Antonio Carlos Marques, Diego Rezende e Ramiro Morais Torres Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados. EDITORA MODERNA Rua Padre Adelino, 758 Belenzinho São Paulo SP Brasil CEP: 03303-904 Vendas e atendimento: Tel. (0 11) 2602-5510 Fax (0 11) 2790-1501 www.moderna.com.br 2012