Informativo técnico- Trilho Estaca



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Transcrição:

Informativo técnico- Trilho Estaca Vantagens Introdução No Brasil o uso de aço como elementos de fundações profundas tem grandes avanços. Há pouco tempo, as vigas metálicas eram apenas soluções alternativas para casos específicos, como exemplo: pilares de divisa, em estruturas de contenções, para atravessar lentes de pedregulhos, concreções ou quando se queriam reduzir as vibrações decorrentes da cravação de estacas de deslocamento. Hoje a aplicação de vigas/perfil para o estaqueamento é uma realidade, tornando-se a solução para a correção do solo. Legenda descrevendo imagem ou elemento gráfico. O Grupo Ferro & Metal tem como objetivo apresentar a alternativa de uso dos trilhos TR para utilização em fundação. Segundos dados coletados, o trilho TR é tão eficiente quanto as Vigas/Perfis, nesta aplicação, a principal vantagem é o fato que se presta a cravação em quase todos os tipos de terreno permitindo fácil cravação e grande quantidade de carga. Sua é cravação facilitada, porque, ao contrario de outros tipos de estaca, em lugar de fazer compressão lateral dos terrenos, se limita a cortar diversas camadas do terreno, Hoje em dia já não existem preocupações com o problema de corrosão, pois os trilhos permanecem inteiramente enterrados em solo natural, neste caso a quantidade de oxigênio existente é tão pequena que a oxidação é interrompida em um pequeno espaço de tempo. Reduzido nível de vibração durante sua cravação, quer seja com martelos de queda livre ou com os modernos martelos hidráulicos. Possibilidade de cravação em solos de difícil transposição como, por exemplo, argilas rijas a duras, pedregulhos e concreções (laterita, limonita, etc.) sem o inconveniente do levantamento de estacas vizinhas já cravadas (como ocorre, por exemplo, no caso das estacas pré-moldadas de concreto e Franki) e sem perdas de trilhos quebrados que oneram não só o estaqueamento. Resistência a esforços elevados de tração (da ordem de grandeza da carga de compressão) e de flexão (o porquê de seu emprego muito ligado às estruturas de contenção). Possibilidade de tratamento à base de betume especial (pintura), com a finalidade de reduzir o efeito do atrito negativo. Facilidade de corte e emenda de modo a reduzir perdas decorrentes da variação da cota de apoio do extrato resistente, principalmente em solos residuais jovens.

DADOS TÉCNICOS TRILHOS: (Medidas) Legenda: A: Altura B: Patim C: Boleto D: Alma Trilhos Dimensões (mm) Módulo de resistência cm³ TR Km/m A B C D Boleto Patim 25 24,6 98,4 98,4 54,0 11,1 81,6 86,7 32 32,0 112,7 112,7 61,1 12,7 120,8 129,5 37 37,1 122,2 122,2 62,7 13,5 149,1 162,9 45 44,6 142,9 130,2 65,1 14,3 205,6 149,7 50 50,3 152,4 136,5 68,2 14,3 247,4 291,7 57 56,9 168,3 139,7 69,0 15,9 294,8 360,7 68 67,6 185,7 152,4 74,6 17,5 391,6 463,8 DADOS DE CARGAS

Aplicações Como elementos de fundação os Trilhos TR têm aplicação destacada nas construções industriais, em edifícios de andares múltiplos, pontes e viadutos, portos e torres de transmissão. Nas estruturas de contenção têm papel preponderante em função da facilidade de cravação, de sua alta resistência e da versatilidade de integração com elementos construtivos complementares. Cravado de forma única, duplas, triplas ou quádruplas, nos três últimos casos unidos por soldas. Símbolos TR Dimensão Espaçamento Cargas x1/x2 (mm) (cm) min/max (T) 32 113,0/113,0 55 a 60 25 a 30 37 122,2/122,2 60 a 70 30 a 35 45 142,9/130,2 70 a 75 35 a 40 50 157,4/136,5 75 a 80 40 a 45 57 168,3/139,7 80 a 90 45 a 55 68 186,0/152,0 90 a 100 55 a 65 32 225,4/112,7 65 a 70 50 a 60 37 244,4/122,2 70 a 75 60 a 75 45 258,8/130,2 75 a 85 75 a 85 50 304,8/136,5 85 a 95 85 a 95 57 336,6/139,7 100 a 110 95 a 110 32 112,7/225,4 65 a 70 50 a 60 37 122,2/214,6 70 a 75 60 a 75 45 142,9/246,9 75 a 85 75 a 85 50 152,4/262,7 85 a 95 85 a 95 57 168,3/287,0 100 a 110 95 a 110 32 290,0 75 a 90 80 a 95 37 315,0 80 a 95 95 a 110 45 361,0 90 a 100 110 a 130 50 383,6 95 a 115 130 a 150 57 417,3 105 a 130 140 a 165 32 339,0 90 a 100 120 a 135 37 366,6 95 a 110 120 a 135 45 416,0 100 a 115 145 a 165 50 441.3 115 a 130 160 a 180 57 476.3 130 a 145 180 a 205 Obs: O espaçamento e a carga máxima serão determinados em função das sondagens de reconhecimento e/ou cravação de estaca de prova. Dimensões Trilhos A B C D TR-32 112,7 112,7 61,1 12,7 TR-37 122,2 122,2 62,7 13,5 TR-45 142,9 130,2 65,1 14,3 TR-50 152,4 136,5 68,2 14,3 TR-57 168,3 139,7 69,0 15,9 TR-68 185,7 152,4 74,6 17,4

TIPOS DE SOLO/CARGA Conclusão Com base nos dados apresentados, fica claro que o uso de Trilhos TR como estacas para fundação torna-se uma opção de qualidade, aja visto que contem as mesmas características das Vigas/Perfil, e seu custo é reduzido. Bibliografia: Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia Sul Rio Grandense Apostila de Fundações Técnicas Construtivas e Edificações, Abril 2011, Professora Carolina Barros. Aula de Estacas DMC/FURG, Professor Antonio Alves Fundações. Coletânea uso do Aço Gerdau, 1 Edição 2006.