Direito das Sucessões

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Transcrição:

Direito das Sucessões

OBJETIVO Conhecer o instituto da Sucessão legítima.

ROTEIRO! Introdução! Ordem de vocação hereditária! Herdeiros necessários! Sucessão por cabeça e por estirpe! Direito de transmissão e de representação

ROTEIRO! Introdução! Ordem de vocação hereditária! Herdeiros necessários! Sucessão por cabeça e por estirpe! Direito de transmissão e de representação

! Introdução A sucessão legítima, também chamada de legal ou ab intestato, ocorrerá nos seguintes casos: a) em caso de inexistência, invalidade ou caducidade de testamento, e b) em relação aos bens nele não compreendidos.

! Introdução Segundo CRG, neste caso, o legislador defere a herança a pessoas da família do de cujus. Deve-se lembrar que a sucessão testamentária pode conviver normalmente com a legítima

! Introdução Basta haver herdeiro necessário, a quem o legislador assegurou o direito a legítima, ou que o testador tivesse disposto apenas parte de seus bens. O chamamento dos sucessores é feito de acordo com uma sequência denominada ordem da vocação hereditária

ROTEIRO! Introdução! Ordem de vocação hereditária! Herdeiros necessários! Sucessão por cabeça e por estirpe! Direito de transmissão e de representação

! Ordem de vocação hereditária A ordem de vocação hereditária é uma sequencia em que os herdeiros são colocados em ordem de preferência. Os herdeiros são classificados por classes, sendo que a classe mais próxima exclui a mais remota.

! Ordem de vocação hereditária A primeira classe é a dos descendentes. Havendo alguém desta classe ficam, afastados todos os herdeiros pertencentes às demais classes. Porém, há uma exceção: a concorrência com cônjuge sobrevivente

! Ordem de vocação hereditária Dentro de uma mesma classe, a ordem de preferência se dá pelo grau: o mais mais próximo exclui o mais afastado Ex.: filho x neto

Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares;

Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: (...) II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge III - ao cônjuge sobrevivente; IV - aos colaterais.

! Ordem de vocação hereditária Aqui cabe destacar duas críticas doutrinárias: a) cônjuge sobrevivente em regime de separação de bens; b) discriminação de companheiro

Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes: I - se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho; II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles;

Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes: (...) III - se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá direito a um terço da herança; IV - não havendo parentes sucessíveis, terá direito à totalidade da herança.

! Ordem de vocação hereditária Como reportado anteriormente a sucessão legítima pode ocorrer ao lado da sucessão testamentária, bastando para isto a existência de herdeiros necessários. Cabe a pergunta: o que são os chamados herdeiros necessários?

! Ordem de vocação hereditária Aqui cabe fazer a distinção entre herdeiros legítimos e herdeiros necessários Legítimos são aqueles herdeiros que obtiveram esta condição por previsão legal: ascendentes, descendentes, cônjuge, companheiro e colaterais até o quarto grau

Art. 1.838. Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida a sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. Art. 1.839. Se não houver cônjuge sobrevivente, nas condições estabelecidas no art. 1.830, serão chamados a suceder os colaterais até o quarto grau.

ROTEIRO! Introdução! Ordem de vocação hereditária! Herdeiros necessários! Sucessão por cabeça e por estirpe! Direito de transmissão e de representação

! Herdeiros necessários Os herdeiros necessários são os descendentes, os ascendentes e o cônjuge. A eles se atribui de pleno direito a metade dos bens da herança. A metade restante pode ser disposta livremente Esta metade é chamada de legítima

Art. 1.845. São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge.

Art. 1.846. Pertence aos herdeiros necessários, de pleno direito, a metade dos bens da herança, constituindo a legítima.

Art. 1.847. Calcula-se a legítima sobre o valor dos bens existentes na abertura da sucessão, abatidas as dívidas e as despesas do funeral, adicionando-se, em seguida, o valor dos bens sujeitos a colação.

! Herdeiros necessários Estão sujeitos à colação os bens que os descendentes receberam do de cujus em vida A colação será abordada com maior profundidade mais a frente, quando abordarmos o inventário e a partilha

Art. 2.002. Os descendentes que concorrerem à sucessão do ascendente comum são obrigados, para igualar as legítimas, a conferir o valor das doações que dele em vida receberam, sob pena de sonegação. (...)

E se o herdeiro necessário estiver contemplado no testamento? Poderá perder sua parte na legítima?

! Herdeiros necessários Não perderá! O herdeiro necessário não perde seu direito à legítima pelo fato de ser nomeado herdeiro testamentário ou legatário.

Art. 1.849. O herdeiro necessário, a quem o testador deixar a sua parte disponível, ou algum legado, não perderá o direito à legítima.

ROTEIRO! Introdução! Ordem de vocação hereditária! Herdeiros necessários! Sucessão por cabeça e por estirpe! Direito de transmissão e de representação

! Sucessão por cabeça Falamos que a sucessão se dá por classes de herdeiros. Vimos que em uma mesma classe podemos encontrar herdeiros de graus diferentes (descendentes: filhos, netos, bisnetos, etc).

! Sucessão por cabeça Chamada à sucessão uma determinada classe, serão herdeiros aqueles de graus mais próximo dentro desta classe. havendo mais de um herdeiro, a herança será dividida igualmente Esta divisão é chamada de sucessão por cabeça ou per capta

! Sucessão por cabeça Ex.: Aberta a sucessão, procurados os descendentes, encontraram-se 4 filhos. Cada um receberá 25% da herança

! Sucessão por cabeça E se um destes herdeiros vier a falecer após a transmissão da herança?

! Sucessão por estirpe Neste caso, se algum herdeiro vier a falecer após receber a transmissão da herança, seu direito será transmitido a seus sucessores. Assim, serão chamados à sucessão herdeiros de classe/graus diferentes (ex.: morte do avô / morte do pai)

! Sucessão por estirpe Quando a sucessão envolve sucessores de classe distintas dizemos que se dá por estirpe. Neste caso, os sucessores de graus diferentes terão direito à parcela que o herdeiro da classe/graus superior faria se estivesse participando da sucessão (Ex.: 25%)

! Sucessão por estirpe Isto ocorre porque no direito brasileiro temos o institutos como o do direito de transmissão e de representação

ROTEIRO! Introdução! Ordem de vocação hereditária! Herdeiros necessários! Sucessão por cabeça e por estirpe! Direito de transmissão e de representação

! Direito de transmissão Como a herança se transfere aos herdeiros no exato momento da morte do de cujus (abertura da sucessão), é possível que aconteça de que algum dos herdeiros que recebeu automaticamente sua parte na herança venha a falecer antes do procedimento de inventário e partilha

! Direito de transmissão Desta forma, direito de transmissão é o direito dos sucessores de um herdeiro que faleceu após a abertura da sucessão da qual era beneficiário, de receber aquilo que a ele caberia.

! Direito de transmissão Exemplo: A morre deixando dois filhos: B e C. Antes da partilha B falece deixando também dois filhos b1 e b2. Como se procederá neste caso?

! Direito de transmissão Assim, percebe-se que corre direito de transmissão quando o sucessor originário efetivamente recebeu a herança e, em razão de sua morte, a mesma foi transmitida a seus herdeiros.

Se a pessoa considerada herdeira do de cujus tiver falecido antes da abertura da sucessão? Seus herdeitos perdem o direito de suceder? Depende!

! Direito de representação Pode acontecer de uma pessoa que seria chamada à sucessão de alguém morrer /ser excluída da mesma antes de aberta a sucessão. Neste caso, seu descendente poderá participar da successão em seu lugar, o que configuraria o direito de representação

Art. 1.851. Dá-se o direito de representação, quando a lei chama certos parentes do falecido a suceder em todos os direitos, em que ele sucederia, se vivo fosse.

! Direito de representação EpD destaca o fato de que se a pessoa prémorta ou excluída da sucessão se encontrar na classe dos ascendentes, ou se for o cônjuge / companheiro, seu direito sucessório se extinguirá quando de sua morte, pois o direito de representação beneficia somente a classe dos descendentes!

Art. 1.852. O direito de representação dá-se na linha reta descendente, mas nunca na ascendente.

Isto explica a exclusão dos ascendentes, mas e o cônjuge/ companheiro(a)? Porque estariam excluídos da sucessão?

Art. 1.851. Dá-se o direito de representação, quando a lei chama certos parentes do falecido a suceder em todos os direitos, em que ele sucederia, se vivo fosse.

! Direito de representação Assim, direito de representação é o direito assegurado aos descendentes dos descendentes do de cujus de participar da sucessão. Deve-se frisar que aqueles que herdam pro representação têm direito apenas ao que caberia ao sucessor original, pré-morto ou excluído da sucessão

! Direito de representação Assim, como bem destaca CRG, se o de cujus deixar descendentes, estes sucedem-lhe por direito próprio. Mas, se um dos filhos do de cujus já for falecido no momento da abertura da sucessão, o seu lugar será ocupado pelos pelos seus descendentes, que herdarão por representação.

! Direito de representação - requisitos Porém, para que se opere o direito de representação deve-se atentar para a ocorrência de determinados requisitos.

! Direito de representação - requisitos a) o representado deve ter falecido antes do representante, exceto nas hipóteses de indignidade; b) o representante deve ser descendente do representado;

! Direito de representação requisitos c) o representante deve possuir legitimação para herdar do representado, no momento da abertura da sucessão; Ex.: o excluído da sucessão de seu pai não o pode representá-lo na sucessão do avô; O sobrinho-neto não pode representar o sobrinho (seu pai)

! Direito de representação requisitos d) não deve haver solução de continuidade no encadeamento dos graus entre representante e representado. O descendente mais remoto não pode saltar o mais próximo e pleitear a herança em seu lugar. Ex.: o neto não representa se o pai está vivo

E se o descendente renunciar a seu direito de herança, seu filho poderia pleitear a representação?

Art. 1.811. Ninguém pode suceder, representando herdeiro renunciante. Se, porém, ele for o único legítimo da sua classe, ou se todos os outros da mesma classe renunciarem a herança, poderão os filhos vir à sucessão, por direito próprio, e por cabeça.

Art. 1.810. Na sucessão legítima, a parte do renunciante acresce à dos outros herdeiros da mesma classe e, sendo ele o único desta, devolve-se aos da subsequente.

Art. 1.812. São irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia da herança.

E se o descendente do de cujus for excluído da sucessão, seu filho poderia representá-lo?

! Direito de representação Como comentado anteriormente, nosso direito considera o herdeiro (ou legatário) que praticar determinados atos indigno de suceder o autor da herança. Se isto acontecer pode ocorrer de se declarar sua exclusão da sucessão, sendo o mesmo, para efeitos sucessórios, considerado como pessoa morta.

Art. 1.816. São pessoais os efeitos da exclusão; os descendentes do herdeiro excluído sucedem, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão. Parágrafo único. O excluído da sucessão não terá direito ao usufruto ou à administração dos bens que a seus sucessores couberem na herança, nem à sucessão eventual desses bens.