PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2009
|
|
|
- Raphael Madeira Salvado
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2009 Altera a Lei nº , de 10 de janeiro de 2002 Código Civil, a Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil, e revoga as Leis nº 8.971, de 29 de dezembro de 1994, e nº 9.278, de 10 de maio de 1996, para assegurar a ampliação dos direitos civis dos companheiros, na união estável. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Os arts , inciso I, 1.830, e da Lei nº , de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), passam a vigorar com a seguinte redação: Art I aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art ); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares;... (NR) Art Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se, ao tempo da morte do outro, não estavam separados judicialmente, nem separados de fato, há mais de dois anos. (NR) Art Os descendentes do mesmo grau, qualquer que seja a origem do parentesco, têm os mesmos direitos à sucessão de seus ascendentes. (NR) Art São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes, o cônjuge e o companheiro. (NR) Art. 2º Acrescente-se o art A à Lei nº , de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), com a seguinte redação:
2 2 Art A. O companheiro participará da sucessão do outro na forma seguinte: I em concorrência com descendentes, terá direito a uma quota equivalente à metade do que couber a cada um destes, salvo se havia: a) comunhão de bens durante a união estável e inexistiam bens particulares do autor da herança; ou b) impedimento para o casamento, ou motivo para, se celebrado, reger-se pela separação obrigatória de bens (art ); II em concorrência com ascendentes, terá direito a uma quota equivalente à metade do que couber a cada um destes; III em falta de descendentes e ascendentes, terá direito à totalidade da herança. Parágrafo único. Ao companheiro sobrevivente, enquanto não constituir nova união ou casamento, será assegurado, sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar. Art. 3º O inciso II do art. 155 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), passa a vigorar com a seguinte redação: Art II que dizem respeito a casamento, união estável, filiação, separação dos cônjuges, conversão desta em divórcio, alimentos e guarda de menores.... (NR) Art. 5º Ficam revogados o art da Lei nº , de 10 de janeiro de 2002, a Lei nº 8.971, de 29 de dezembro de 1994, e a Lei nº 9.278, de 10 de maio de publicação. Art. 6º Esta Lei entra em vigor noventa dias após a sua
3 3 JUSTIFICAÇÃO Esta proposição visa a alterar dispositivos da Lei nº , de 10 de janeiro de 2002, que institui o Código Civil, para corrigir o injusto e discriminatório tratamento que a lei conferiu ao direito sucessório dos companheiros, na união estável. Inicialmente, o 3º do art. 226 da Constituição Federal, no que se refere ao tratamento da família, preconiza que, para efeito de proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar a sua conversão em casamento. De fato, o texto constitucional não deixa dúvida de que tanto a família constituída pelo casamento, quanto a formada pela simples união de fato de homem e mulher merecem a proteção legal, em homenagem ao princípio da igualdade. Inclusive no que se refere à sucessão, cônjuge e companheiro devem ter paridade de tratamento. Note-se também que a norma insculpida no art do Código Civil, que trata da sucessão hereditária dos companheiros, encontra-se deslocada, no Capítulo I (Disposições Gerais) do Título I (Da Sucessão em Geral), quando o adequado é tratar desse tema no Capítulo I (da Ordem da Vocação Hereditária) do Título II (Da Sucessão Legítima) do Livro V (Do Direito das Sucessões) do Código Civil, por meio da inclusão do art A, que os arrolaria em conjunto com os demais herdeiros. Aliás, o art é o único dispositivo do Código Civil que, isolada e timidamente, trata da sucessão dos companheiros, na união estável. No que se refere à herança patrimonial do companheiro, o caput do art do Código Civil limita a sucessão aos bens adquiridos onerosamente na constância da união estável. Assim, os bens particulares que foram adquiridos antes da união estável, e aqueles adquiridos a título gratuito, por doação ou sucessão, pertencerão aos descendentes, ascendentes ou colaterais, mas não são herdados pelo companheiro do falecido.
4 4 Ao companheiro somente cabe reclamar a legítima em relação aos aqüestos, isto é, os bens adquiridos a título oneroso durante a união estável. Essa restrição quanto à participação sucessória do companheiro do falecido não existia na legislação anterior ao Código Civil de Isso porque a Lei nº 8.971, de 29 de dezembro de 1994, parcialmente revogada (derrogada), que regula o direito dos companheiros a alimentos e à sucessão, no caput do seu art. 2º, dispõe que o companheiro comprovado de pessoa solteira, separada judicialmente, divorciada ou viúva, em comunhão de vida há mais de cinco anos, ou que dele tenha prole, participa na sucessão do companheiro falecido, nas seguintes condições: i) o companheiro sobrevivente, enquanto não constituir nova união, terá direito ao usufruto de quarta parte dos bens do falecido, se houver filhos deste ou comuns; ii) o companheiro sobrevivente terá direito, enquanto não constituir nova união, ao usufruto da metade dos bens do falecido, se não houver filhos, embora sobrevivam ascendentes; iii) na falta de descendentes e ascendentes, o companheiro sobrevivente terá direito à totalidade da herança. Portanto, durante o período de integral vigência da Lei nº 8.971, de 1994, o companheiro era herdeiro usufrutuário, mas não de fato dos bens do falecido, não importando o título da aquisição (gratuito ou oneroso), nem sua época (se anterior ou posterior ao início da união). Quanto à concorrência com parentes do falecido, e ainda sob o prisma da Lei nº 8.971, de 1994, o companheiro não concorria com os descendentes ou ascendentes do falecido. Isso porque, segundo o disposto no art. 2º dessa lei, se o de cujus deixasse filhos (leia-se: descendentes), esses receberiam a totalidade da herança, mas o companheiro tinha direito ao usufruto sobre um quarto dos bens do falecido (art. 2º, inciso I). Por outro lado, se o falecido deixasse apenas ascendentes, esses receberiam a totalidade da herança, porém, o companheiro tinha direito ao usufruto sobre a metade dos bens do falecido (art. 2º, inciso II). Por fim, se o falecido não deixasse descendentes nem ascendentes, o companheiro, somente assim, herdava a totalidade dos bens do falecido (art. 2º, inciso III). Com a edição do novo Código Civil, houve profunda alteração no direito sucessório dos companheiros, que passaram a concorrer com os descendentes e ascendentes do falecido, não mais na qualidade de
5 5 usufrutuários, mas na condição de co-proprietários dos bens adquiridos a título oneroso na constância da união estável (art , incisos I e II). No entanto, o inciso III do art do Código Civil criou a absurda concorrência entre o companheiro e os parentes colaterais do falecido (irmãos, tios, sobrinhos e primos). Assim, se o companheiro vier a falecer sem deixar ascendentes, nem descendentes, mas se tiver, por exemplo, um primo (parente colateral de 4º grau), o companheiro receberá um terço dos bens da herança, ao passo que o primo será contemplado com os outros dois terços dos bens da herança do falecido. Se o falecido deixa, por exemplo, apenas um irmão (parente colateral em 2º grau), esse recebe dois terços dos bens da herança, enquanto o companheiro, apenas um terço. É evidente o equívoco legal e o retrocesso operado, nesse ponto, pelo novo Código Civil. Ademais, é possível até sustentar a inconstitucionalidade do inciso III do art do Código Civil, por ofensa ao princípio da igualdade. Realmente, o art do Código prevê que, em falta de descendentes e ascendentes, será deferida a sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. Portanto, falecendo pessoa casada, sem deixar ascendentes nem descendentes, o cônjuge sobrevivente receberá todos os bens da herança. O paralelismo traçado na Constituição, no entanto, confere às pessoas em uniões estáveis igual tratamento legal dispensado às pessoas casadas. Insistir na aplicação literal da regra prevista no art , inciso III, da nova Lei Civil, é afrontar o princípio constitucional da igualdade, além de deslustrar o da vedação do enriquecimento sem causa, o que ocorrerá quando o parente colateral sucessível do autor da herança adquirir a maior parte dos bens do acervo patrimonial deixado em detrimento do companheiro supérstite, com quem o falecido convivia pública e notoriamente. O Código Civil de 2002, quando tratou da sucessão dos companheiros, rebaixou o status do companheiro em relação ao do cônjuge sobrevivente, pois diferenciou o quinhão da herança que toca a cada um deles, no caso de falecimento sem ascendentes e descendentes. Trata-se, pois, de dispositivo que pode ser inquinado de inconstitucional, porquanto ofendeu os princípios da igualdade e da dignidade da pessoa humana. É que, para a execução de norma constitucional de caráter programático, o legislador não pode fazer retroceder valor sócio-econômico por meio de edição de lei de menor hierarquia, superveniente, com a redução do alcance da norma constitucional.
6 6 Novamente, com relação ao cônjuge, o problema de concorrência com os parentes colaterais do falecido não se verifica. Isso porque, assim como o art , inciso III, do Código Civil de 1916, o art , inciso III, do atual diploma civil determina ser o cônjuge o terceiro na ordem de vocação hereditária. Portanto, se o falecido não deixou descendentes nem ascendentes, todos os bens do acervo patrimonial do falecido serão herdados pelo cônjuge, qualquer que seja o regime de bens. Repita-se: não importa o regime de bens. O cônjuge jamais será preterido na ordem de vocação hereditária por irmãos, sobrinhos, tios, primos ou sobrinhos-netos do falecido. Por que, então, aplicar-se tal regra aos companheiros? O novo Código Civil não contempla os companheiros com o direito real de habitação, antes previsto nas Leis nº s 8.971, de 1994, e 9.278, de Quanto ao cônjuge, ao contrário, o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família está assegurado no art , inclusive de modo mais amplo do que no antigo Código Civil de 1916, uma vez que agora não se extingue com o novo casamento do beneficiário, como antes ocorria (art , 2º, do Código Civil de 1916). Para solucionar tal injustiça, pugna-se pelo acréscimo do art A, ao Código Civil, em cujo parágrafo único se determine idêntica proteção jurídica ao companheiro, assegurando-lhe direito real de habitação. O art. 5º, inciso LX, da Constituição Federal, elenca como direito fundamental do cidadão a publicidade dos atos processuais, contudo a própria Lei Magna faz referência aos casos em que se admitirá o curso do processo em segredo de justiça. O inciso II do art. 155 do Código de Processo Civil, que ora se pretende alterar, enumera em que hipóteses haverá o segredo de justiça, nada impedindo que outras sejam acrescidas pelo legislador, ao seu critério, de forma a salvaguardar do vexame público a dignidade das pessoas envolvidas em determinados litígios. Esse é o caso de manter-se a proteção aos processos que envolvam questões referentes à união estável, antes previsto no art. 9º da Lei nº 9.278, de No que concerne à técnica legislativa, é imprescindível observar que o inciso IV do art. 7º da Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de 1998, determina que o mesmo assunto não poderá ser disciplinado por mais de uma lei. Por isso, o art. 5º da proposição revoga expressamente a Lei nº 8.971, de 1994, e a Lei nº 9.278, de 1996, para conferir à união estável tratamento único, previsto pelo Código Civil.
7 7 Por todas as razões expendidas, cremos poder contar com amplo apoio dos ilustres Pares para a aprovação deste projeto de lei, com o que estaremos balizando, no País, de modo mais equânime, o direito sucessório dos companheiros, na união estável. Sala das Sessões, Senador ROBERTO CAVALCANTI
Gustavo Rene Nicolau
Evolução histórica do cônjuge na legislação brasileira Ordenações Filipinas Código Beviláqua Código Reale Direito real de habitação Art. 1.831. Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de
DIREITO CIVIL. Direito das Sucessões. Sucessão Legítima Ordem de Vocação Hereditária Parte 1. Prof ª. Taíse Sossai
DIREITO CIVIL Direito das Sucessões Sucessão Legítima Ordem de Vocação Hereditária Parte 1 Prof ª. Taíse Sossai - Sucessão legítima: opera por força da lei (arts. 1.829 e 1.790) - Impositiva: Havendo herdeiros
A SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL
A SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL Prof. Dr. Francisco José Cahali CASAMENTO: Convocação p/a Concorrência CC, art. 1829, I: CÔNJUGE HERDA concorrendo CÔNJUGE NÃO HERDA Comunhão parcial com bens
Sucessão que segue as regras da lei quando: DIREITO DAS SUCESSÕES
DIREITO DAS SUCESSÕES I. SUCESSÃO EM GERAL II. SUCESSÃO LEGÍTIMA III. SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA IV. INVENTÁRIO E PARTILHA SUCESSÃO LEGÍTIMA 1. Conceito 2. Parentesco 3. Sucessão por direito próprio e por
Professora: Vera Linda Lemos Disciplina: Direito das Sucessões 7º Período
Professora: Vera Linda Lemos Disciplina: Direito das Sucessões 7º Período Toda a sucessão legítima observará uma ordem de vocação hereditária que, no Código Civil, está prevista no artigo 1.829. Art. 1.829.
Direito das Sucessões
Direito das Sucessões OBJETIVO Conhecer o instituto da Sucessão legítima. ROTEIRO! Introdução! Ordem de vocação hereditária! Herdeiros necessários! Sucessão por cabeça e por estirpe! Direito de transmissão
BuscaLegis.ccj.ufsc.Br
BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Os direitos dos companheiros na união estável. Sandra Ressel * A União estável é um instituto que consiste na união respeitável, a convivência contínua, duradoura e pública, entre
Direito Civil. Sucessão em Geral. Professora Alessandra Vieira.
Direito Civil Sucessão em Geral Professora Alessandra Vieira www.acasadoconcurseiro.com.br Direito Aula Civil XX DO DIREITO SUCESSÓRIO Considerações Gerais: A abertura da sucessão se dá no exato instante
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Ordem vocacional hereditária.
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Aula ministrada dia 12/03/2018. (Aula 05 de sucessão). Ordem vocacional hereditária. Descendentes; Ascendentes (pais, avós,
Direito Civil Prof. Conrado Paulino Rosa
DIREITO DE REPRESENTAÇÃO 1. Direito de representação: Por direito próprio: o Herdeiros descendentes recebem de forma direta, sucedendo por cabeça ou por direito próprio, sem nenhuma representação entre
Pós Graduação em Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Aula dia 25/02/2019. Ordem vocacional hereditária.
Pós Graduação em Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Aula dia 25/02/2019. Ordem vocacional hereditária. Com o falecimento do autor da herança sem testamento ab intestado segue
Continuando o estudo de sucessão legítima
Curso/Disciplina: Direito Civil (Família e Sucessões) Aula: 37 Professor(a): Aurélio Bouret Monitor(a): Vanessa Souza Aula nº. 37 Continuando o estudo de sucessão legítima Continuando o estudo de sucessão
Problemática da equiparação do Casamento com a União Estável para fins sucessórios
Problemática da equiparação do Casamento com a União Estável para fins sucessórios Por André Muszkat e Maria Letícia Amorim* Casamento e união estável são dois institutos jurídicos distintos, apesar de
1 - Introdução: 1 - Introdução: SUCESSÃO LEGÍTIMA: ASPECTOS ESPECÍFICOS 20/10/2014
SUCESSÃO LEGÍTIMA: ASPECTOS ESPECÍFICOS Profa. Dra. Cíntia Rosa Pereira de Lima 1 - Introdução: 2 formas de sucessão: lei ou vontade (art. 1.786 CC/02); Sucessão legítima ou ab intestato deferida por lei
CONVIVENTE: A PERSPECTIVA DE UM NOVO ESTADO CIVIL E SEUS REFLEXOS PARA O RCPN
CONVIVENTE: A PERSPECTIVA DE UM NOVO ESTADO CIVIL E SEUS REFLEXOS PARA O RCPN RODRIGO TOSCANO DE BRITO Doutor e Mestre em Direito Civil pela PUC-SP. Professor de Direito Civil da UFPB e da Escola da Magistratura.
DIREITO DAS SUCESSÕES
1) (OAB/PR 28/08/2004) Assinale a alternativa correta, tomando em consideração as afirmativas a seguir: I Na sucessão dos conviventes (união estável), o companheiro sobrevivente que concorrer na herança
OAB XXI EXAME DE ORDEM 1ª FASE Direito Civil Aula 05 Luciano Figueiredo Sucessões Teoria Geral
Sucessões Teoria Geral Material para o Curso de Primeira Fase da OAB. Elaboração: Luciano L. Figueiredo 1. 1. Conceitos de Sucessão e Conceitos Importantes - Sucessor x Herdeiro x Legatário 2. Sistema
Direito Civil. Direito das Sucessões. Prof. Marcio Pereira
Direito Civil Direito das Sucessões Prof. Marcio Pereira Sucessões (art. 1.784 do CC) É a transmissão de bens, direitos e obrigações de uma pessoa para outra que se dá em razão de sua morte. Aberta a successão,
CARTILHA INFORMATIVA SOBRE:
CARTILHA INFORMATIVA SOBRE: As consequências patrimoniais dos principais regimes de bens quando da morte de um dos cônjuges. Material produzido por Felipe Pereira Maciel, advogado inscrito na OAB/RJ sob
PROJETO DE LEI N.º, DE 2007
PROJETO DE LEI N.º, DE 2007 Regulamenta o artigo 226 3º da Constituição Federal, união estável, institui o divórcio de fato. O Congresso Nacional decreta: DA UNIÃO ESTAVEL Art. 1º- É reconhecida como entidade
Pós Graduação em Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Aula dia 27/02/2019. Ordem vocacional hereditária.
Pós Graduação em Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Aula dia 27/02/2019. Ordem vocacional hereditária. Quando o cônjuge ou convivente sobrevivente concorre com os descendentes
SEPARAÇÃO E SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL. Aspectos Relevantes
SEPARAÇÃO E SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL Aspectos Relevantes 1 2 Introdução O presente trabalho não tem o intuito de exaurir o tema, haja vista sua extensão e as particularidades de cada caso,
Instituições de Direito Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 31
Instituições de Direito Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 31 DIREITO DE FAMÍLIA Conceito é o conjunto de normas jurídicas que disciplina a entidade familiar, ou seja, a comunidade formada por qualquer
Sucessão do(a) companheiro(a). Art , CC
Sucessão do(a) companheiro(a). Art. 1.790, CC Sucessão do companheiro(a): CAHALI: A inclusão do direito sucessório decorrente da união estável de forma desconexa, incompleta, como promovida pelo Código
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões.
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Aula ministrada dia 02/10/2017. Variedade do regime de bens. Comunhão parcial de bens. Bens que não se comunicam na comunhão
XXII EXAME DE ORDEM DIREITO CIVIL: FAMÍLIA E SUCESSÕES PROF.ª CARLA CARVALHO
XXII EXAME DE ORDEM DIREITO CIVIL: FAMÍLIA E SUCESSÕES PROF.ª CARLA CARVALHO XXII EXAME DE ORDEM DIREITO DE FAMÍLIA Temas recorrentes FAMÍLIA casamento; regime de bens partilha Alteração SUCESSÕES vocação
Requisitos da União Estável
Curso de Direito - Parte Especial - Livro IV - Do Direito de Família - Prof. Ovídio Mendes - Fundação Santo André 1 / 6 DA UNIÃO ESTÁVEL P A R T E E S P E C I A L LIVRO IV DO DIREITO DE FAMÍLIA TÍTULO
DIREITO CIVIL VI AULA 5: Petição de Herança e Ordem de Vocação
DIREITO CIVIL VI 1. AÇÃO DE PETIÇÃO DE HERANÇA É novidade no Código Civil/02 - arts. 1.824 a 1.828, CC Pode ser proposta pelo herdeiro preterido ou desconhecido É proposta após a finalização do inventário
Conceito: é a relação afetiva ou amorosa entre homem e mulher, não adulterina ou incestuosa, com estabilidade e durabilidade, vivendo ou não sob o
União Estável Conceito: é a relação afetiva ou amorosa entre homem e mulher, não adulterina ou incestuosa, com estabilidade e durabilidade, vivendo ou não sob o mesmo teto, com o objetivo de constituir
REGIMES DE BENS E PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO
REGIMES DE BENS E PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO GUSTAVO NICOLAU Advogado; Mestre e Doutor - USP; Mestre - Univ. of Chicago Livros publicados pelas Editoras Atlas e Saraiva Gustavo Rene Nicolau [email protected]
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO CIVIL E PROCESSO CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Família e Sucessões.
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO CIVIL E PROCESSO CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Família e Sucessões. (Aula 08/03/2018) Ordem vocacional hereditária. Descendentes; Ascendentes
SUCESSÃO DOS ASCENDENTES - REGRAS DE CONCORRÊNCIA COM O CÔNJUGE
SUCESSÃO DOS ASCENDENTES - REGRAS DE CONCORRÊNCIA COM O CÔNJUGE Christina Gouvêa Pereira MENDINA Elisangela Samila BATISTA Juliene Barbosa MENDES Rayana Camille LOURENÇO SUCESSÃO DOS ASCENDENTES - REGRAS
CEM. Direito Civil. CERT 10ª Fase TRE PE
CEM CADERNO DE EXERCÍCIOS MASTER CERT 10ª Fase Período: 1) FCC - DP AM/DPE AM/2013 A união estável a) equipara-se, para todos os fins, ao casamento civil, inclusive no que toca à prova. b) pode ser constituída
ALGUNS ASPECTOS QUE DIFERENCIAM A UNIÃO ESTÁVEL DO CASAMENTO
ALGUNS ASPECTOS QUE DIFERENCIAM A UNIÃO ESTÁVEL DO CASAMENTO José Ricardo Afonso Mota: Titular do Ofício do Registro Civil e Tabelionato de Notas da cidade de Bom Jesus do Amparo (MG) A união estável,
DECLARAÇÃO DE ÚNICOS HERDEIROS
DECLARAÇÃO DE ÚNICOS HERDEIROS NOME DO(A) SEGURADO(A)/PARTICIPANTE: Nº APÓLICE e/ou CERTIFICADO INDIVIDUAL e/ou PROPOSTA: Na conformidade Da Sucessão Legítima Ordem de Vocação Hereditária, conforme disposto
AVALIAÇÃO 2 1 LEIA COM ATENÇÃO:
Universidade do Sul de Santa Catarina Campus Norte Curso: Direito Disciplina: Direito das Sucessões Professor: MSc. Patrícia Fontanella Acadêmico (a): AVALIAÇÃO 2 1 LEIA COM ATENÇÃO: 1. A PROVA É INDIVIDUAL
Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima, (14/08/2017) Continuação de execução de alimentos, e ordem hereditária.
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima, (14/08/2017) Continuação de execução de alimentos, e ordem hereditária. Execução alimentos Artigo 523 do CPC
UNIÃO ESTÁVEL. 1 Introdução: 1 Introdução: 28/09/2014. União Estável vs. Família Matrimonializada. CC/16: omisso. CF/88: art.
UNIÃO ESTÁVEL Prof.a Dra Cíntia Rosa Pereira de Lima União Estável vs. Família Matrimonializada CC/16: omisso CF/88: art. 226, 3º Hoje: CC/02 (arts. 1.723 a 1.726) Concubinato. Já está superada a divergência
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO CIVIL E PROCESSO CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu. (20/08/2018) Execução de alimentos.
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO CIVIL E PROCESSO CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu. (20/08/2018) Execução de alimentos. A pessoa que tem patrimônio, tem emprego fixo, tem dinheiro, não
Registro: DECISÃO MONOCRÁTICA. Agravo de Instrumento Processo nº Relator(a): Fábio Podestá
fls. 93 Registro: 2016.0000116063 DECISÃO MONOCRÁTICA Agravo de Instrumento Processo nº 2027718-79.2016.8.26.0000 Relator(a): Fábio Podestá Órgão Julgador: 5ª Câmara de Direito Privado VOTO NÚMERO: 12060
CONCORRÊNCIA DO CÔNJUGE SOBREVIVENTE COM OS DESCENDENTES (ARTIGO 1829, INCISO I DO CÓDIGO CIVIL)
CONCORRÊNCIA DO CÔNJUGE SOBREVIVENTE COM OS DESCENDENTES (ARTIGO 1829, INCISO I DO CÓDIGO CIVIL) Edemir de FRANÇA 1 Rômulo Salles LIPKA 2 Waldir aparecido de MORAIS 3 Christina Gouvêa Pereira MENDINA 4
Sexta da Família: planejamento sucessório
Sexta da Família: planejamento sucessório LUIZ KIGNEL Advogado militante; Especialista em Direito Privado pela USP; Membro do IBDFam e do IBGC. Planejamento Sucessório Luiz Kignel [email protected] www.plkc.com.br
Na comunhão parcial, cônjuge só tem direito aos bens adquiridos antes do casamento
Curso de Direito - Parte Especial - Livro IV - Do Direito de Família - Prof. Ovídio Mendes - Fundação Santo André 1 / 8 DO REGIME DE COMUNHÃO PARCIAL P A R T E E S P E C I A L LIVRO IV DO DIREITO DE FAMÍLIA
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima 1-) Prática de família e sucessões: A-) Casamento: a) Impedimentos matrimoniais: Previsto perante
ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Desembargadores VITO GUGLIELMI (Presidente), PAULO ALCIDES E FRANCISCO LOUREIRO.
Registro: 2014.0000377214 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento nº 2067667-81.2014.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é agravante MUNICIPALIDADE DE SÃO PAULO,
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. 4ª aula de laboratório de sucessões ministrada dia 20/06/2018.
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. 4ª aula de laboratório de sucessões ministrada dia 20/06/2018. Ordem vocacional hereditária. Sucessão pura do cônjuge sobrevivente.
Instituições de Direito Público e Privado. Parte X Herança
Instituições de Direito Público e Privado Parte X Herança 1. Sucessão Conceito Sucessão A palavra suceder tem o sentido genérico de virem os fatos e fenômenos jurídicos uns depois dos outros (sub + cedere).
Direito Civil VI - Sucessões. Prof. Marcos Alves da Silva
Direito Civil VI - Sucessões Prof. Marcos Alves da Silva SUCESSÃO DO CÔNJUGE Herdeiro necessário e concorrente ( concorrente, conforme o regime de bens) Os regimes de matrimoniais de bens e suas implicações
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO
ACÓRDÃO Registro: 2017.0000233097 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento nº 2215443-17.2016.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que são agravantes BLUTERKOWSKY MARCÍLIO
Professora Alessandra Vieira
Sucessão Legítima Conceito: A sucessão legítima ou ab intestato, é a que se opera por força de lei e ocorre quando o de cujus tem herdeiros necessários que, de pleno direito, fazem jus a recolher a cota
1. Ordem de vocação hereditária - Sucessão Legítima:
1 PONTO 1: Ordem de vocação hereditária - Sucessão Legítima PONTO 2: Sucessão Testamentária 1. Ordem de vocação hereditária - Sucessão Legítima: Art. 1603 1, CC/16: I Descendentes II Ascendentes III Conjuges
Sucessão dos ascendentes Sucessão do cônjuge Sucessão dos colaterais
Sucessão dos ascendentes Sucessão do cônjuge Sucessão dos colaterais Da sucessão dos ascendentes Herdam somente se não houver descendente. São herdeiros necessários: 1.845, CC. Chamadosasucederpordireitopróprioeemsegundo
SUCESSÃO NA UNIÃO ESTÁVEL: A QUESTÃO DA INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO DO CÓDIGO CIVIL
185 SUCESSÃO NA UNIÃO ESTÁVEL: A QUESTÃO DA INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 1.790 DO CÓDIGO CIVIL SUCCESSION IN THE STABLE UNION: THE QUESTION OF THE UNCONSTITUTIONALITY OF ARTICLE 1790 OF THE CIVIL CODE
PARECER Nº, DE RELATOR: Senador ROBERTO REQUIÃO I RELATÓRIO
PARECER Nº, DE 2017 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 612, de 2011, de autoria da Senadora Marta Suplicy, que altera os arts.
O DIREITO SUCESSÓRIO DO COMPANHEIRO E DO CÔNJUGE NO DIREITO BRASILEIRO
O DIREITO SUCESSÓRIO DO COMPANHEIRO E DO CÔNJUGE NO DIREITO BRASILEIRO Bernardo Henrique Fernandes¹ Valéria Edith Carvalho de Oiliveira 2 RESUMO: O presente artigo busca apresentar as principais diferenças
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. 3ª aula de laboratório de sucessões ministrada dia 18/06/2018. Sucessão.
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. 3ª aula de laboratório de sucessões ministrada dia 18/06/2018. Sucessão. Espécies. Sucessão testamentária é a disposição de
DA INOPONIBILIDADE DO DIREITO REAL DE HABITAÇÃO A TERCEIROS COPROPRIETÁRIOS ANTERIORES DO IMÓVEL.
DA INOPONIBILIDADE DO DIREITO REAL DE HABITAÇÃO A TERCEIROS COPROPRIETÁRIOS ANTERIORES DO IMÓVEL. Nelson Yoshiaki Kato 1 RESUMO: O presente artigo aborda, sob a ótica jurisprudencial, a questão da inoponibilidade
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO SUCESSÓRIO DO COMPANHEIRO
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO SUCESSÓRIO DO COMPANHEIRO Tiago Ribeiro 1 RESUMO O objetivo principal deste trabalho é tratar da evolução histórica do direito sucessório do companheiro no que tangencia as
INCONSTITUCIONALIDADE DE DIREITOS SUCESSÓRIOS DIFERENCIADOS PARA CÔNJUGE E COMPANHEIRO: UMA ABORDAGEM A PARTIR DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: 878.
INCONSTITUCIONALIDADE DE DIREITOS SUCESSÓRIOS DIFERENCIADOS PARA CÔNJUGE E COMPANHEIRO: UMA ABORDAGEM A PARTIR DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: 878.694-MG Rayanne Moreira dos Santos Dantas 1 RESUMO: Sentença
O casamento é a união plena entre duas pessoas, na qual ambos têm os MESMOS direitos e deveres.
Casamento O casamento é a união plena entre duas pessoas, na qual ambos têm os MESMOS direitos e deveres. PRAZO PARA DAR ENTRADA No mínimo 40 (quarenta) dias antes da data prevista para celebração do casamento.
SUMÁRIO. Parte I TEORIA 1. INTRODUÇÃO AO DIREITO DAS SUCESSÕES... 21
SUMÁRIO Parte I TEORIA 1. INTRODUÇÃO AO DIREITO DAS SUCESSÕES... 21 1.1. Conceituação e o objeto da sucessão hereditária... 21 1.2. Da abertura da sucessão... 23 1.3. A morte no ordenamento jurídico brasileiro...
DIREITO DAS SUCESSÕES: HERDEIRO PRÉ-MORTO E CONSEQUÊNCIAS SUCESSÓRIAS PARA A(O) VIÚVA(O).
DIREITO DAS SUCESSÕES: HERDEIRO PRÉ-MORTO E CONSEQUÊNCIAS SUCESSÓRIAS PARA A(O) VIÚVA(O). Luciano Amorim Correia Filho 1 Sumário: 1. Introdução. 2. Momento da abertura da Sucessão e suas consequências.
DIREITO DAS SUCESSÕES. CONCEITOS FUNDAMENTAIS E REGRAS GERAIS
SUMÁRIO 1. DIREITO DAS SUCESSÕES. CONCEITOS FUNDAMENTAIS E REGRAS GERAIS... 1 1.1 Introdução. O direito das sucessões e seus fundamentos. A função social das heranças... 1 1.2 Das modalidades gerais de
