Condensação nos edifícios e nas janelas. Prevenção e reparação dos danos.

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Transcrição:

Janelas de Sótão Condensação nos edifícios e nas janelas. Prevenção e reparação dos danos.

1. As exigências de isolamento nas nossas casas tem vindo a aumentar nos últimos 50 anos. Casas mais antigas não eram isoladas o que significava uma maior perda de calor. 2. Muitas das casas actuais são isoladas devido aos regulamentos fixados pelas autoridades no que respeita à perda de calor e densidade das casas. Apenas uma modesta perda de calor é permitida devido ao crescimento dos custos de energia, resultando numa protecção térmica extrema. 3. Nos esforços para evitar perdas de calor, a necessidade de ventilação é, por vezes, ignorada. Qualquer casa está sujeita à condensação devido às regulares actividades domésticas. A humidade não consegue escapar às casas bem isoladas.

4. O ar, a uma dada temperatura, tem uma certa quantidade de humidade. Quanto mais frio o ar, menor o conteúdo de humidade. Quando quente, ar húmido é arrefecido e a condensação ocorre. Nas casas, a condensação ocorre nas janelas, sendo que estas superfícies são as mais frias numa divisão, independentemente do tipo de construção. 5. A condensação é um SINAL PERIGOSO, indicando que o clima interior é demasiado húmido, podendo causar danos à casa e às pessoas que nela habitam. Pode reduzir a quantidade de humidade arejando a sua casa todos os dias. Para uma redução adicional de condensação poderá colocar uma fonte de calor por baixo da janela, p.e. um radiador.

6. Agora temos uma maior facilidade e a possibilidade de regular o clima interior. Com materiais de construção de melhor qualidade podemos reduzir o consumo de energia. A humidade no ar em ligação com uma temperatura elevada pode ser controlada, por exemplo, arejando dentro de intervalos regulares. 7. A temperatura da divisão pode ser sentida no seu próprio corpo. A humidade por outro lado, tem de ser medida ou registada de outra forma. 8. Olhando para as janelas com condensação no interior, conseguimos observar o primeiro sinal de perigo a indicar que o clima interior está muito húmido e a necessitar de ser mudado. 9. Um sistema de eixos demonstra a teoria sobre a capacidade do ar conter água. O eixo horizontal revela a temperatura em graus centígrados (ºC). 10. O eixo vertical revela a quantidade de água que 1m 3 de ar contém.

11. As curvas no gráfico demonstram a humidade do ar relativa, onde a curva dos 100% corresponde ao máximo, mais a humidade do ar relativa para 75%, 50% e 25% respectivamente. 12. A curva dos 100% revela que o ar contém no máximo 4g de água (a 0ºC). A 20ºC contém aproximadamente 15g de água. Por outras palavras, ar quente pode conter mais vapor que ar frio. 13. No diagrama observa-se como a humidade no ar varia num dia de inverno: com uma temperatura exterior de 0º e 75% de humidade em valores absolutos contém 3g de água/m 3. Começando no ponto 1 no diagrama, imaginemos que ar frio entra na divisão através de ventilação e que este ar é aquecido a 20ºC (do ponto 1 ao ponto 2). O ar continua a conter aproximadamente apenas 3g de agua/m 3. Mas como o ar quente absorve mais vapor, é medida com uma humidade do ar relativa de aproximadamente 20%. Ou seja, ar muito seco. 14. Uma família média liberta aproximadamente 15 l de água em 24 horas. A humidade advém parte das pessoas sob a forma de transpiração e expiração e parte da cozinha e casa de banho. 15. Neste diagrama passamos do ponto 2 ao ponto 3. O valor da humidade do ar depende da quantidade de humidade libertada pela lavagem, pelo cozinhar, pelo banhar, etc.. Maior parte dos problemas de condensação advêm daqui. É importante cozinhar com tampas e arejar a casa todos os dias. No ponto 3, 12g de água/m 3, medindo até uma humidade do ar relativa de aproximadamente 80% com um máximo de 15g de água/m 3.

16. Não existe perigo num quarto com uma temperatura de 20ºC. Contudo, se o ar for arrefecido, passamos do ponto 3 ao ponto 4. No ponto 4, o ar está saturado tendo como resultado a precipitação (a 16ºC). 17. Com uma temperatura interior de 20ºC, uma temperatura de vidro de 16ºC é normal. 18. Sob tais circunstâncias, a água que advém da condensação correrá pelo vidro abaixo. Conclusão: a condensação na parte interior do vidro é um SINAL DE PERIGO. A humidade do ar relativa é demasiada elevada e deve ser mudada. 19. O que pode ser feito para evitar tal situação? Basicamente, tem as seguintes possibilidades: 1) LIMITAR A ENTRADA DE HUMIDADE 2) AREJAR 3) AUMENTAR A TEMPERATURA 4) ASSEGURAR O POSICIONAMENTO CORRECTO DE UMA FONTE DE CALOR Portugal, Lda. Tv. das Pedras Negras, 1 2º 1100-404 Lisboa Tel: 21 880 00 60 Fax: 21 887 00 15

20. Limitar a entrada de humidade: As curvas do diagrama das páginas 2-3 demonstram as possibilidades. Em primeiro lugar tentamos limitar o acesso do ar que ocorre entre os pontos 2 e 3. Quando estivermos a cozinhar tome a precaução de não espalhar o vapor utilizando uma tampa, ventilador de cozinha o simplesmente ter uma janela aberta. Mantenha a casa de banho bem arejada. A secagem de roupa deve ocorrer num quarto fechado devidamente arejada depois de utilizada. 21. Arejar: Problemas de condensação podem ser ultrapassadas com muita ventilação. Ar com uma quantidade de 12g de água/m 3 pode ser substituída por ar com uma quantidade de 3g de água/m 3. Muitas pessoas estão relutantes em ventilar devido à perda de energia que possa ocorrer. Parar com o arejamento significa submeter a sua casa a zonas podres e a ataques de fungos.

22. De modo a não gastar muita energia, períodos curtos de ventilação é mais eficaz, porque o ar pode ser substituído sem arrefecer as paredes e mobília. Períodos curtos e frequentes de ventilação todos os dias é melhor que poucos e longos. 23. Os quartos são divisão particularmente expostas. As pessoas normalmente preferem dormir num quarto fresco. Isto combinado com o facto que cada pessoa liberta cerca de ½ litro de humidade durante a noite, através da transpiração e expiração, tornam os quartos particularmente expostos. Ventilação permanente e uma janela aberta durante a noite será então útil. 24. Um constante arejamento dos cobertores e lençóis também contribui para a redução da extensão do problema. Portugal, Lda. Tv. das Pedras Negras, 1 2º 1100-404 Lisboa Tel: 21 880 00 60 Fax: 21 887 00 15

25. Aumentar a temperatura: Da curva temos: quanto mais elevada a temperatura, maior a absorção de vapor = menor perigo de condensação. Na sala de estar, a temperatura mais baixa deverá ser aproximadamente 20ºC, ou o risco de danos de condensação e humidade aumentam. 26. É importante reforçar a necessidade de ventilação, caso tenha investido num regulador nocturno automático. 27. Assim, o ar húmido está a ser substituído por ar seco. Sem ventilação o perigo de condensação é substancial. 28. Posicionamento correcto de uma fonte de calor: Significa que a fonte de calor, p.e. um radiador, deve estar localizado debaixo da janela. Isso assegura um fluxo de ar quente sob a superfície do vidro. A temperatura na parte interior do vidro é aumentada, consequentemente minimizando a quantidade de condensação.

29. Tenham as janelas 2 ou 3 camadas de vidro, elas são normalmente as superfícies mais frias na divisão. Se as capacidades de isolamento do vidro fossem equiparadas às das paredes, elas teriam de ter 20 camadas de vidro. Por terem a superfície mais fria dentro de uma casa, as janelas geram condensação. Isto, infelizmente, leva a um mau juízo de que algo está errado com a janela. 30. Resumindo: 1) Limitar a entrada de humidade 2) Arejar 3) Aumentar a temperatura 4) Posicionar fonte de calor correctamente. 31. Nos quartos que tenham janelas verticais e janelas de telhado o argumento é que nenhuma condensação ocorre nas janelas verticais contrariamente às janelas de telhado. A razão deve-se ao facto de que a janela num telhado inclinado arrefece mais, uma vez que a perda de calor, sob a forma de radiação, é maior que radiação perdida das janelas verticais. 32. Muitos do problemas de condensação devem-se à instalação incorrecta que impede o fluxo de ar sob o vidro. A explicação 1 demonstra uma instalação correcta. Explicações 2+3 impedem o fluxo de ar de chegar ao vidro, resultando em condensação.

Aqui o parapeito interior permite um fluxo correcto de ar quente à parte inferior da janela. Aqui o parapeito interior é demasiado largo para permitir um fluxo equilibrado de ar quente à parte inferior da janela. Este parapeito interior impede que o vidro receba um fluxo equilibrado de ar. 33. O acabamento ideal terá um corte vertical na parte superior da janela e um corte horizontal na parte inferior. Algum tipo de grade ou abertura deverá ser colocada no caso de fazer um acabamento com parapeito interior. Se não for colocado qualquer tipo de fonte de calor debaixo da janela, ar quente deverá ser soprado sob a janela por outros meios de aquecimento. 34. Não é a condensação em si que é um problema, mas sim a sua consequência: descoloração da madeira. A madeira pode ser reparada da seguinte forma: Em primeiro lugar, é recomendado limpar a madeira com uma solução de cloro que eliminará o podre e descolora a madeira. Um pouco de lixa será necessário até que a área descolorida tenha a mesma cor que a madeira circundante. Após este tratamento a madeira está um pouco protegida contra novos ataques. Normalmente a madeira está suficientemente seca para ser tratada com um verniz. A VELUX tem disponível kits de manutenção e reparação para este efeito. Por favor contacte a VELUX para mais informações. 35. Um acabamento com um agente contra os podres é recomendado. Um verniz deverá ser utilizado como tratamento final para prevenir que a madeira absorva ar húmido. Se a madeira contém uma humidade superior a 20% os riscos de apodrecer aumentam. Daí ser importante um acabamento em verniz.

RESUMINDO: 36. Condensação nas janelas é um sinal de elevada humidade no ar danificando a casa e pondo em risco a saúde das pessoa que nela habitam. 37. O risco de condensação pode ser reduzido minimizando a quantidade de humidade, arejando, aumentando a temperatura e posicionando correctamente uma fonte de calor. VELUX Portugal, Lda Travessa das Pedras Negras, 1 2º 1100-404 Lisboa Tel: 218 800 060 Fax: 218 170 015 www.velux.pt