GESTÃO DO PROCESSO DE PROJETOS_ESTRUTUR A

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Transcrição:

GESTÃO DO PROCESSO DE PROJETOS_ESTRUTUR A Eng.Leonardo Braga Passos, Msc Sócio/Diretor PI-Engenharia e Consultoria Diretor Regional BH-ABECE (2015/2016)

INTRODUÇÃO / OBJETIVO

O Manual para Contratação de projetos para o desempenho de edificações habitacionais tem como principal objetivo orientar aos contratantes do setor da construção civil como deve ser realizada a contratação de projetos em cada fase do empreendimento visando garantir os requisitos de desempenho. Este manual integra as diversas disciplinas envolvidas no processo de contratação, indicando um norte para a contratação, coordenação e recebimento do produto final, o PROJETO.

ETAPAS / FASES

O manual foi dividido em seis fases: Fase A: Concepção do Produto; Fase B: Definição do Produto; Fase C: Identificação e Solução das Interfaces; Fase D: Detalhamento das Especialidades; Fase E: Pós Entrega do Projeto; Fase F: Pós Entrega da Obra.

FASE A Concepção do Produto ESTRUTURA

Atividades Parecer qualitativo sobre o tipo de estrutura (podendo, caso seja necessário, ser fornecido um croqui de lançamento de pilares); Consultoria estrutural ao empreendedor e arquiteto. Produto Gerado Relatório de análise do solo; Relatório indicando tipos de estruturas compatíveis com o empreendimento.

Com a visita ao local: Pode-se sugerir os mais adequados tipos de estruturas a serem utilizados (concreto protendido, estrutura metálica, estrutura pré-fabricadas, etc.), analisar o acesso de equipamentos (gruas, caminhões, etc.) e possíveis interferências, verificar existência ou não de empresas e mão de obra especializadas; É possível verificar junto a corretores de imóveis e a população da região se existe algum método executivo estrutural que poderá gerar alguma dificuldade nas vendas, por motivos regionais e/ou culturais; Pode-se verificar a disponibilidade de insumos e materiais na região.

Com a sondagem: É possível identificar as característica do solo, nível do lençol freático, existência de aterros, matacões e até mesmo cavernas ou vazios; Pode-se sugerir os tipos de fundações e contenções mais adequados para aquele terreno, levando em consideração não somente as características do solo mas também as interferências com a vizinhança e acessibilidade de equipamentos; Verificar visualmente possíveis instabilidades geológicas.

Construção próxima a rio Aterro sem controle Área de risco Construções desordenadas

FASE B Definição do Produto ESTRUTURA

Atividades Concepção básica de sistemas estruturais, com estudos de alternativas estruturais a serem adotadas (recomenda-se duas alternativas); Tipos de tecnologias construtivas a serem utilizadas (Estrutura in loco ou industrializada); Fase de construção (Estrutura provisória ou definitiva). Atendimento a NBR 15575 Indicar vida útil de projeto; Indicar as principais normas a serem utilizadas.

Produto Gerado Análise de alternativas de modelos estruturais adequados para o empreendimento; Croqui ou pré-forma com as principais dimensões de elementos estruturais; Quantitativos aproximados de materiais (concreto, forma e armação); Assistência conceitual aos projetistas das demais disciplinas e ao empreendedor.

Nesta fase o produto gerado irá : Auxiliar o construtor/empreendedor e arquiteto na escolha da opção estrutural mais adequada podendo estimar um valor básico de custo da estrutura; Auxiliar o construtor na definição dos tipos de tecnologias construtivas a serem utilizados; Auxiliar o arquiteto na compatibilização inicial da estrutura com a arquitetura (definição de pé-direito, adequações de caixa de escada, elevadores e ambientes, etc.); Auxiliar os projetistas de instalações no estudo inicial de prumadas e shaft`s.

FASE C Identificação e Solução das Interfaces ESTRUTURA

Atividades Desenvolvimento da pré-forma e posteriormente (após compatibilizações) das formas (nesta fase ainda há possibilidade de se negociar e efetuar pequenas alterações). Nesta etapa recomenda-se a contratação da ATP (Análise técnica de projeto) a ser realizado por profissional habilitado; Atendimento a NBR 15575 Os elementos devem atender ao TRRF (Tempo Requerido de resistência ao Fogo).

Produto Gerado Pré-forma de todos os pavimentos com cortes e indicação das principais cotas e dimensões; Forma de todos os pavimentos com cortes, devidamente cotadas e detalhadas (inclusive furação de vigas e lajes no caso de estrutura protendida). Planta de primeira fiada (no caso de projetos em alvenaria estrutural); Mapa de carga e locação de pilares preliminares; Relatório de ATP

Nesta fase o produto gerado irá : Auxiliar o engenheiro geotécnico na escolha e definição das fundações e contenções; Permitir que o construtor e arquiteto possam analisar as interferências com as demais disciplinas com maior precisão; Permitir que os demais projetistas (instalações, ar condicionado, térmica, etc.), possam compatibilizar e definir com maior precisão seus trabalhos com base na forma estrutural; O avaliador estrutural opinar e indicar suas observações sobre o material fornecido nesta etapa.

FASE D Detalhamento das Especialidades ESTRUTURA

Projeto estrutural detalhado (Formas, armações, cortes, detalhes executivos, detalhes de ligações, detalhes de chumbadores, elevações e modulações de alvenarias estruturais, pontos de grautes, armaduras de Protensão, etc. ); Indicação nos projetos da necessidade de realização de ensaios; Projeto final de locação de pilares, fundações, contenções e mapas de carga; Relatório da ATP;

Projeto de Cimbramento; Projeto de forma para fabricação; Projeto de radiers, lajes de subpressão, pisos estruturais, parede de diafragma, cortina atirantada, câmaras transformadoras, contenções provisórias, etc. Quantitativos de materiais; Memorial descritivo.

FASE E Pós Entrega do Projeto ESTRUTURA

Visitas técnicas e assistência à obra, com o intuito de apresentar o projeto e orientar a equipe de execução visando uma boa execução da estrutura; Análise da estrutura devido a não conformidades durante a execução (excentricidades nos estaqueamentos, concreto não conforme, desaprumos, etc.); Projetos de reforços estruturais ocasionados devido a não conformidades;

Acompanhamento da execução da estrutura visando a transferência de responsabilidade da execução para o projetista; Relatório final da ATP; Projeto de as built; Visitas ao fabricante da estrutura de aço; Auxilio na elaboração do manual de utilização e manutenção das estruturas.

FASE F Pós Entrega da Obra ESTRUTURA

Visitas técnicas à obra para avaliação de anomalias (caso existam), com geração de relatórios e projeto de reforço estrutural (caso seja necessário); Elaboração de relatórios técnicos e/ou projetos de reforço estrutural devido a modificações de carregamentos ou modificações na estrutura existente devido a reformas; Acompanhamento e analise de ensaios de prova de carga com o intuito de avaliação de capacidade da estrutura existente.

TÓPICOS SOBRE A NORMA DE DESEMPENHO NBR 15575:2013 ESTRUTURA

Sempre que forem adotados valores de VUP maiores que o mínimo, estes devem constar no projeto e/ou memoria (Mínimo para estrutura de 50 anos); Os projetos devem prever interações entre construções próximas (rebaixamento de lençol freático, desconfinamento de solo); Garantir a segurança contra incêndio e dificultar a propagação do incêndio.

Garantir a segurança no uso e operação: Não podem ocorrer rupturas, instabilidades, tombamentos e deformações acima dos limites de normas; Tabelas de deslocamentos e flechas máximas; No caso de coberturas que permitam acesso de veículos, o guarda corpo deve resistir a carga horizontal concentrada de 25 KN aplicada a 50cm a partir do piso.

Obrigado! Leonardo Braga Passos pi@piengenharia.eng.br regionalbh@abece.com.br (31) 3426-6308