Crédito Acumulado do ICMS



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Transcrição:

17 de Abril de 2009 Transaction Services

Agenda Page 1 Princípio da Não-Cumulatividade 1 2 Saldo Credor x Saldo Acumulado 6 3 Geração, Apropriação e Utilização do Crédito Acumulado 10

Fundamentos Legais Decreto nº 45.490/00 - RICMS/SP arts. 71 a 84 Constituição Federal art. 155, II; 2º, I; Lei Complementar 87/96 Portaria CAT 53/96 Lei nº 6.374/89 (Lei do ICMS Paulista)

Seção 1 Princípio da Não-Cumulatividade Transaction Services

Seção 1 - Princípio da Não-Cumulatividade Princípio da Não-Cumulatividade A Constituição Federal dispõe sobre o ICMS: Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: (...) II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; (...) 2

Seção 1 - Princípio da Não-Cumulatividade Princípio da Não-Cumulatividade 2. O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: I - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal; II - a isenção ou não-incidência, salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes; b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores; (...) XII - cabe à lei complementar: c) disciplinar o regime de compensação do imposto; 3

Seção 1 - Princípio da Não-Cumulatividade Lei Complementar 87/96 Art. 25. Para efeito de aplicação do disposto no art. 24, os débitos e créditos devem ser apurados em cada estabelecimento, compensando-se os saldos credores e devedores entre os estabelecimentos do mesmo sujeito passivo localizados no Estado. 1º Saldos credores acumulados a partir da data de publicação desta Lei Complementar por estabelecimentos que realizem operações e prestações de que tratam o inciso II do art. 3º e seu parágrafo único podem ser, na proporção que estas saídas representem do total das saídas realizadas pelo estabelecimento: I - imputados pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no Estado; II - havendo saldo remanescente, transferidos pelo sujeito passivo a outros contribuintes do mesmo Estado, mediante a emissão pela autoridade competente de documento que reconheça o crédito. 2º Lei estadual poderá, nos demais casos de saldos credores acumulados a partir da vigência desta Lei Complementar, permitir que: I - sejam imputados pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no Estado; II - sejam transferidos, nas condições que definir, a outros contribuintes do mesmo Estado. 4

Seção 1 - Princípio da Não-Cumulatividade A simples existência de saldos credores de ICMS, em decorrência das atividades operacionais dos contribuintes, por si só, não permite concretizar o desígnio constitucional da não-cumulatividade, porque de nada adianta ser conferido o direito ao abatimento dos débitos se o contribuinte permanece com créditos do imposto sem que lhe seja concedido o direito de utilizar integralmente os respectivos valores. José Eduardo Soares de Melo RIGHT CLICK TO INSERT 5

Seção 2 Saldo Credor x Saldo Acumulado Transaction Services

Seção 2 - Saldo Credor x Saldo Acumulado Saldo Credor x Crédito Acumulado Saldo credor é o valor resultante do confronto entre débitos e créditos do ICMS em um determinado período de apuração, que registrado no Livro Registro de Apuração do contribuinte, somente poderá ser utilizado para quitação de débitos próprios*, também gerados e registrados em conta gráfica. * Portaria CAT nº 76/2001 prevê o recolhimento do ICMS de forma centralizada, permitindo a compensação entre saldos credores e devedores de todos os estabelecimentos de um mesmo titular. Art. 45 da Lei 6.374/89 - É vedada a restituição por qualquer forma do valor do imposto que tenha sido utilizado como crédito pelo estabelecimento destinatário, bem como do saldo de créditos existentes na data do encerramento das atividades do estabelecimento. 7

Seção 2 - Saldo Credor x Saldo Acumulado Saldo Credor x Crédito Acumulado Crédito acumulado é o saldo credor do ICMS gerado a partir de situações específicas previstas em lei que, quando transferido do Livro Registro de Apuração ao Demonstrativo de Crédito Acumulado DCA (ou DGCA, quando aplicável), poderá ser utilizado não somente para abater os débitos próprios da Empresa, mas também para pagar fornecedores e quitar dívidas tributárias com o Estado de São Paulo. Crédito Acumulado Saldo credor 8

Seção 2 - Saldo Credor x Saldo Acumulado RIGHT CLICK TO INSERT O crédito acumulado deve obedecer ao Princípio da Não-Cumulatividade, estar em consonância com o entendimento da administração tributária paulista, bem como atender a todas as exigências legais para ser considerado legítimo. 9

Seção 3 Geração, Apropriação e Utilização do Crédito Acumulado Transaction Services

Seção 3 - Geração, Apropriação e Utilização do Crédito Acumulado Passo 1 Geração do Crédito Acumulado Passo 2 Apropriação do Crédito Acumulado Passo 3 Utilização do Crédito Acumulado 11

Seção 3 - Geração, Apropriação e Utilização do Crédito Acumulado RICMS/SP: Art. 72 - O crédito acumulado dir-se-á (Lei 6.374/89, art. 46): I - gerado, quando ocorrer hipótese descrita no artigo anterior; II - apropriado, quando lançado, no último dia do período em que for gerado ou autorizada a sua apropriação, observado o disposto nos 1º a 11: a) no livro Registro de Apuração do ICMS, no quadro "Débito do Imposto -Outros Débitos", com a expressão "Crédito Acumulado Utilizável Apropriado no Período"; b) em demonstrativo, conforme modelo aprovado pela Secretaria da Fazenda; III - utilizável, a partir do período seguinte ao de sua apropriação. 12

Seção 3.1 Geração do crédito acumulado Transaction Services

Seção 3.1 - Geração do crédito acumulado Geração do Crédito Acumulado 1. Geração do crédito acumulado O crédito acumulado é gerado, conforme artigo 71 do RICMS/SP, em três situações: aplicação de alíquotas diversificadas em operações de entrada e de saída de mercadoria ou em serviço tomado ou prestado; operação ou prestação efetuada com redução de base de cálculo; operação ou prestação realizada sem o pagamento do imposto, tais como isenção ou não-incidência com manutenção de crédito, ou, ainda, abrangida pelo regime jurídico da substituição tributária com retenção antecipada do imposto ou do diferimento. 14

Seção 3.1 - Geração do crédito acumulado Geração do Crédito Acumulado Operações e prestações que destinem mercadorias e serviços ao exterior: Imunidade x Não-incidência 15

Seção 3.1 - Geração do crédito acumulado Como determinar o crédito acumulado? RIGHT CLICK TO INSERT 16

Seção 3.1 - Geração do crédito acumulado Geração do Crédito Acumulado O crédito acumulado será determinado com base em um dos seguintes critérios, todos com ICMS incluso: custo das mercadorias saídas; custo dos insumos usados na fabricação e embalagem dos produtos saídos; custo dos insumos utilizados na prestação de serviços; Além disso, o contribuinte deverá identificar o percentual médio de crédito de imposto, levando em consideração as operações de entrada de mercadorias ou insumos e de recebimento de serviços que compõem o custo das operações ou prestações geradoras de crédito acumulado. 17

Seção 3.1 - Geração do crédito acumulado Consideram-se insumos as matérias-primas, os materiais secundários ou de embalagem e os serviços recebidos, no âmbito do imposto, utilizados no processo de industrialização dos produtos ou na prestação de serviços cujas operações ou prestações possibilitaram a geração do crédito acumulado. RIGHT CLICK TO INSERT 18

Seção 3.1 - Geração do crédito acumulado Exemplo Exportação de 27 mesas Valor Nota Fiscal = R$10.000,00 Etapa (1) Madeira 5.000,00 Pregos 250,00 Verniz 750,00 Embalagem 300,00 Cola 700,00 Total dos insumos 7.000,00 Etapa (2) Aíquota Média Aquisições Valor contábil ICMS creditado Madeira 6.097,56 1.097,56 Pregos 301,20 51,20 Verniz 903,61 153,61 Embalagem 365,85 65,85 Cola 795,45 95,45 Total 8.463,69 1.463,69 Alíquota média: 1.463,7/8.463,7 = 0,17 (17%) Etapa (3) Inclusão do ICMS no custo Custo 7.000,0 Custo com ICMS = 7.000 / (1-17%) Custo com ICMS = 7.000 / (1-0,17) Custo com ICMS = 7.000 / 0,83 Custo com ICMS = 8.433,73 Crédito Acumulado 8.433,73 * 17% = 1.433,73 Etapa (4) Cálculo do IVA IVA = Vendas - Compras Compras IVA = 10.000-7.000 7.000 IVA = 0,4286 19

Seção 3.1 - Geração do crédito acumulado O valor do custo das mercadorias saídas, dos insumos empregados na fabricação e embalagem dos produtos saídos ou na prestação de serviços será apurado em sistema de apuração de custos que leve em consideração controle de estoques e esteja apoiado em valores originados da escrituração contábil do contribuinte. E caso o contribuinte não tenha o controle de estoques e escrituração que possibilite a apuração do custo e dos insumos? (...) Art 72, RICMS/SP 4º - Para concessão da autorização de que trata o 1º, sendo impraticável a apuração segundo o sistema referido no 3º, em substituição, poderá: 1 - a Secretaria da Fazenda estabelecer disciplina de controle de produção e estoque específica para o segmento de atividade econômica; 2 - a autoridade competente considerar o Índice de Valor Acrescido Mediana, apurado pela Secretaria da Fazenda para o segmento de atividade econômica a que pertença o estabelecimento. 20

Seção 3.2 Apropriação do Crédito Acumulado Transaction Services

Seção 3.2 - Apropriação do Crédito Acumulado Apropriação do Crédito Acumulado Primeiramente, importante esclarecer que o valor do crédito acumulado a ser apropriado no Livro Registro de Apuração e no DCA não poderá exceder ao valor do saldo credor que seria gerado caso não houvesse a apropriação; ou seja, em determinado período de apuração, não poderá ser gerado saldo devedor em decorrência da apropriação do crédito acumulado. Art. 72, 11 do RICMS/SP 22

Seção 3.2 - Apropriação do Crédito Acumulado Apropriação do Crédito Acumulado 2. Apropriação do crédito acumulado O crédito acumulado será apropriado, quando lançado, no último dia do período em que for gerado ou autorizada a sua apropriação: no livro Registro de Apuração do ICMS, no quadro "Débito do Imposto -Outros Débitos", com a expressão "Crédito Acumulado Utilizável Apropriado no Período"; em demonstrativo de crédito acumulado - DCA, conforme modelo aprovado pela Secretaria da Fazenda. 23

Seção 3.2 - Apropriação do Crédito Acumulado Apropriação do Crédito Acumulado O 1º do art. 72 estabelece que há necessidade de prévia autorização da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo para a apropriação dos créditos acumulados. A decisão do pedido será precedida de verificação fiscal da legitimidade dos créditos apropriados pelo contribuinte. Até Fevereiro/07, o 5º do art. 72 do RICMS/SP dispensada a prévia autorização da Secretaria da Fazenda para a apropriação do crédito acumulado, para a hipótese do inciso III do art. 71 (isenção, NI e ST), desde que respeitados alguns limites previstos em lei. Decreto 51.584/07 revogou o 5º supracitado. 24

Seção 3.2 - Apropriação do Crédito Acumulado Apropriação do Crédito Acumulado Art. 16, 4º e 5º da Portaria 53/96: Prevê Regime Especial que permite que a verificação da legitimidade dos créditos apropriados seja feita posteriormente. Requisitos: 1.Não ter débito declarado ou AIIM relativo à falta de pagamento do imposto, créditos fiscais, crédito acumulado ou com operações geradoras de crédito acumulado até o montante de 3% sobre o total dos créditos escriturados nos últimos 03 anos; ou caso tenha, oferecer fiança, seguro ou garantia real, exceto penhor. 2.Apresentar, juntamente com o pedido de autorização para apropriação de crédito acumulado, fiança bancária, seguro de obrigações contratuais ou garantia real, exceto penhor, de valor mínimo equivalente ao requerido e com prazo de cobertura não inferior ao estabelecido no regime especial. 25

Seção 3.2 - Apropriação do Crédito Acumulado Apropriação do Crédito Acumulado Situações especiais: Regra geral, o pedido para apropriação do crédito acumulado é analisado pelo Diretor Executivo da Administração Tributária. Há duas exceções em que a competência será do Delegado Regional Tributário : 1. quando o valor a ser apropriado for de até 80.000 (oitenta mil) UFESPs, nas hipóteses de geração do inciso III do artigo 71 do Regulamento do ICMS (isenção, NI e ST), relativo ao próprio período, e o IVA das operações ou prestações geradoras for igual ou superior à mediana do segmento de atividade econômica a que pertença o estabelecimento. 26

Seção 3.2 - Apropriação do Crédito Acumulado Apropriação do Crédito Acumulado 2. apropriação de crédito acumulado até o limite de 20.000 (vinte mil) UFESPs, hipótese em que a verificação fiscal da legitimidade dos créditos apropriados pelo contribuinte será efetuada posteriormente. * Previsão legal: Art. 16, caput e 3º e 6º da Portaria 53/96. 27

Seção 3.2 - Apropriação do Crédito Acumulado Apropriação do Crédito Acumulado Crédito acumulado originário de exportação e remessas com fim específico de exportação Apropriação permitida somente com a comprovação da efetiva exportação Crédito acumulado originário de crédito impugnado em decorrência de infração relativa a crédito indevido do imposto e operações efetuadas sem o pagamento do imposto Apropriação permitida somente após decisão definitiva na esfera administrativa favorável ao contribuinte 28

Seção 3.2 - Apropriação do Crédito Acumulado Apropriação do Crédito Acumulado Como requerer a autorização para apropriação dos créditos? O requerimento deverá ser feito através de petição entregue ao Posto Fiscal da área do estabelecimento, contendo: qualificação da empresa (nome, CNPJ, CNAE, etc) origem, hipótese de geração e valor do crédito acumulado a ser apropriado; tipo de operação, espécie de produto ou mercadoria e dispositivo legal que ampara o benefício; os motivos que impedem a utilização do crédito no próprio estabelecimento; 29

Seção 3.2 - Apropriação do Crédito Acumulado Apropriação do Crédito Acumulado débitos do imposto, do estabelecimento ou de outros do mesmo titular situados em território paulista, apurados ou não pelo fisco, indicando quais e em que estágio se encontram; no caso de parcelamento, informar se foi deferido e se está sendo regularmente cumprido; motivo da não apropriação do crédito acumulado nos períodos próprios, se gerado segundo a hipótese do inciso III do artigo 71 do Regulamento do ICMS. 30

Seção 3.3 Utilização do Crédito Acumulado Transaction Services

Seção 3.3 - Utilização do Crédito Acumulado Utilização do Crédito Acumulado Uma vez apropriado o crédito acumulado, o contribuinte poderá: 1. transferir o crédito para outro estabelecimento da empresa, ou de outra empresa situada no Estado de São Paulo; 2. liquidar débitos tributários para com o próprio Estado (as regras para esta utilização estão descritas nos arts. 586 a 592 do RICMS/SP) 3. por regime especial, compensar do imposto exigível mediante guia de recolhimentos especiais 32

Seção 3.3 - Utilização do Crédito Acumulado Utilização do crédito acumulado 4. nos casos de apropriação do crédito acumulado até 30/11/07, o contribuinte que pretenda realizar investimentos nesse Estado, poderá utilizá-lo, na modernização ou ampliação de suas plantas industriais e para construção de novas fábricas, para: I - pagamento de bens e mercadorias adquiridos, inclusive energia elétrica, exceto material de uso e consumo, a serem utilizados na realização do projeto de investimento neste Estado; II - pagamento do ICMS relativo à importação de bens destinados ao seu ativo imobilizado; III - transferência a contribuinte do ICMS, visando a realização do projeto de investimento. 33

Seção 3.3 - Utilização do Crédito Acumulado Utilização do crédito acumulado Em relação a esse último caso, há algumas exigências a serem cumpridas: o montante total do investimento a ser efetuado deve ser igual ou superior a R$ 50.000.000,00 (cinqüenta milhões de reais); o montante total de crédito acumulado a ser utilizado nos termos deste artigo seja igual ou superior a R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais) devidamente apropriado na data da protocolização do pedido, entre outras. * Conforme art. 21 das Disposições Transitórias do RICMS/SP 34

Seção 3.3 - Utilização do Crédito Acumulado Além da utilização para compensação de débitos do próprio contribuinte, a lei permite a transferência dos créditos acumulados do ICMS para terceiros: RIGHT CLICK TO INSERT 35

Seção 3.3 - Utilização do Crédito Acumulado Utilização do Crédito Acumulado Transferência para estabelecimento de empresa interdependente; Transferência para estabelecimento fornecedor, a título de pagamento das aquisições feitas por estabelecimento industrial, nas operações de compra de a) matéria-prima, material secundário ou de embalagem, para uso pelo adquirente na fabricação de seus produtos; b) máquinas, aparelhos e equipamentos industriais para integração no ativo imobilizado; Transferência para estabelecimento fornecedor, a título de pagamento das aquisições feitas por estabelecimento comercial, até o limite de 30% do valor de cada operação de compra de bem destinado ao ativo permanente para utilização direta na sua atividade comercial; 36

Seção 3.3 - Utilização do Crédito Acumulado Utilização do Crédito Acumulado a título de pagamento de aquisições de caminhão, de chassi com motor, novo, ou de combustível, efetuadas pelo estabelecimento prestador de serviço de transporte rodoviário de bem, mercadoria ou valor, para utilização no exercício de sua atividade, devendo o bem destinar-se a uso do adquirente pelo prazo mínimo de um ano, para estabelecimento: a) fornecedor de combustível; b) fabricante do caminhão ou chassi com motor, ainda que adquirido do estabelecimento revendedor. do estabelecimento fabricante de álcool carburante para o estabelecimento de cooperativa centralizadora de vendas, até o limite de 30% do imposto incidente na remessa daquele produto; para o estabelecimento industrializador do petróleo bruto, decorrente de operação com combustível líquido ou gasoso ou lubrificante, derivado de petróleo, na hipótese de isenção, NI ou ST, ou decorrente de operação interestadual com álcool carburante, na hipótese de outro estabelecimento da mesma empresa. 37

Seção 3.3 - Utilização do Crédito Acumulado Utilização do Crédito Acumulado para estabelecimento industrializador, decorrente de operação interna realizada por estabelecimento atacadista com amendoim em baga ou em grão, adquirido de produtor paulista e ao abrigo do diferimento previsto no inciso II do artigo 350 (diferido o imposto para o momento: i) sua saída para outro Estado; ii) sua saída para o exterior; iii) a saída dos produtos resultantes de sua industrialização) 38

Seção 3.3 - Utilização do Crédito Acumulado Utilização do Crédito Acumulado Como é feita a transferência do crédito acumulado? A transferência é feita mediante emissão de Nota Fiscal, que deverá ser lançada pelo: Emitente: no Livro Registro de Saídas com a utilização apenas das colunas "Documento Fiscal" e "Observações", anotando-se nesta a expressão "Transferência de. Destinatário: diretamente no livro Registro de Apuração do ICMS, no quadro "Crédito do Imposto - Outros Créditos", com a expressão "Recebimento de ", facultado o lançamento no próprio período em que ocorrer a transferência. 39

Seção 3.4 Da Utilização do Crédito Acumulado pelo Destinatário Transaction Services

Seção 3.4 - Da Utilização do Crédito Acumulado pelo Destinatário O destinatário do crédito acumulado poderá utilizá-lo para: 1. Abater o saldo devedor apurado em sua escrita fiscal (principal finalidade); 2. Gerar crédito acumulado (mediante autorização da Secretaria da Fazenda) 41

Seção 3.5 Restrições Transaction Services

Seção 3.5 - Restrições Restrições para apropriação e utilização do crédito acumulado: O art. 82 do RICMS/SP veda a apropriação e utilização do crédito acumulado ao contribuinte que, por qualquer estabelecimento situado em território paulista, tiver débito do imposto. Contudo, o parágrafo único traz exceções nos casos em que o débito: 1 tiver sido apurado pelo fisco, enquanto não inscrito na dívida ativa; 2 for objeto de pedido de liquidação, nos termos do artigo 79; 3 estiver inscrito na dívida ativa e ajuizado, garantido por depósito, judicial ou administrativo, fiança bancária, imóvel com penhora devidamente formalizada ou outro tipo de garantia, a juízo da Procuradoria Geral do Estado. 4 for objeto de pedido de parcelamento deferido e celebrado, que esteja sendo regularmente cumprido, desde que autorizado pelo Secretário da Fazenda 43

Seção 3.5 - Restrições Importante: E nos mesmos moldes de toda a legislação acerca do crédito acumulado, o art. 83 do RICMS/SP deixa a critério do fisco a aceitação final de sua utilização quando afirma que, mesmo depois de preenchidas todas as etapas pela lei estipuladas, o reconhecimento da legitimidade e a homologação dos créditos ainda restarão pendentes: Art. 83 - O uso da faculdade prevista neste capítulo não implicará reconhecimento da legitimidade do crédito acumulado, nem homologação dos lançamentos efetuados pelo contribuinte (Convênio AE-7/71, cláusula quinta). 44