PÁG. 1 DE 13 PRÁTICA DE SERVIÇO DE BANDA LARGA REQUISITOS MÍNIMOS PARA OS PRESTADORES DE SERVIÇO DO PROGRAMA NACIONAL DE BANDA LARGA - PNBL Sumário 1.OBJETIVO... 2 2.CAMPO DE APLICAÇÃO... 2 3.DEFINIÇÕES... 2 4.DETALHAMENTO DO PRODUTO... 5 5.REQUISITOS REGULAMENTARES PARA ATENDIMENTO AO PNBL...6 6.REQUISITOS TÉCNICOS PARA OFERTA DO PNBL AO USUÁRIO FINAL...7 7. REQUISITOS OPERACIONAIS... 11 8. REQUISITOS DE QUALIDADE DE SERVIÇO Prestado ao usuário final...12 9. PROPRIEDADE INDUSTRIAL... 12 10. APROVAÇÃO E DATA DE VIGÊNCIA...13
PÁG. 2 DE 13 1. OBJETIVO 1.1. Esta Prática tem por objetivo estabelecer os requisitos mínimos exigidos dos Prestadores de Serviço de Banda Larga que serão beneficiados pelo Programa Nacional de Banda Larga PNBL, instituído pelo Decreto 7.175, de 12 de maio de 2010. 1.2. O pretendente poderá requerer o serviço mediante preenchimento da Manifestação de Interesse ao PNBL que se encontra disponível no sítio www.telebras.com.br. 1.3. O atendimento integral aos requisitos mínimos habilitará o Prestador a celebrar o contrato de Prestação de Serviços com a Telebrás. 2. CAMPO DE APLICAÇÃO 2.1. Esta prática se aplica a todos os Prestadores de Serviço de Banda Larga que manifestarem interesse em se interligar à rede da Telebrás para consecução dos objetivos do Programa Nacional de Banda Larga - PNBL. 3. DEFINIÇÕES 3.1. Para fins desta Prática, aplicam-se as seguintes definições: I. Acesso: conjunto de meios físicos ou lógicos pelos quais um usuário é conectado a uma rede de telecomunicações; II. Assinante: pessoa natural ou jurídica que possui vínculo contratual com a prestadora para fruição do SCM;
PÁG. 3 DE 13 III. Backhaul: Infraestrutura de rede de suporte do STFC para conexão em banda larga, interligando as redes de acesso ao backbone da operadora; IV. Banda Larga: tráfego de informações contínuo, ininterrupto e com capacidade suficiente para aplicações de dados, voz e vídeo; V. Internet Popular: produto destinado à conexão dedicada à internet da Telebrás para o atendimento dos Prestadores de Serviço de Banda Larga participantes do PNBL; VI. Manifestação de Interesse ao PNBL: formulário disponível no sítio da Telebrás por meio do qual o Prestador de Serviços comunica formalmente o seu interesse em contratar os serviços de conexão com a Rede Telebrás; VII. Programa Nacional de Banda Larga - PNBL, instituído pelo Decreto 7.175, de 12 de maio de 2010, que objetiva fomentar e difundir o uso e o fornecimento de bens e serviços de tecnologias de informação e comunicação; VIII. Ponto de Presença (PoP): elemento de rede empregado como acesso remoto de um ponto de interconexão; IX. Porta IP: porta de telecomunicações disponibilizada pela Telebrás nas localidades abrangidas pelo PNBL; X. Porta de Telecomunicações: Porta de equipamentos de telecomunicações por meio da qual trafega a informação e, no caso de equipamentos telealimentados, também a energia elétrica destinada ao seu funcionamento, como por exemplo: porta para conexão ao STFC, porta de rede local (Ethernet), porta de rede xdsl, etc. Não se enquadram nesta definição portas destinadas à conexão com equipamentos
PÁG. 4 DE 13 periféricos, como por exemplo: porta RS232, porta USB, porta paralela (impressora), etc; XI. Prestador de Serviço de Banda Larga: pessoa jurídica, com autorização SCM, que provê serviço em redes de serviços de telecomunicações, sendo responsável pelo serviço perante seus assinantes; XII. Rede Telebrás : rede privativa de comunicação da administração pública federal que provê infraestrutura e rede de suporte a serviços de telecomunicações e presta apoio e suporte de conexão à internet em banda larga; XIII. Serviço de Comunicação Multimídia - SCM: é um serviço fixo de telecomunicações de interesse coletivo, prestado em âmbito nacional e internacional, no regime privado, que possibilita a oferta de capacidade de transmissão, emissão e recepção de informações multimídia (dados, voz e imagem), utilizando quaisquer meios, a assinantes dentro de uma área de prestação de serviço; XIV. Serviço de Conexão à Internet - SCI: serviço de valor adicionado, que possibilita o acesso à INTERNET a usuário e Prestadores de Serviço de Informação; XV. Serviço Telefônico Fixo Comutado destinado ao Uso do Público em Geral STFC: serviço de telecomunicações que, por meio da transmissão de voz e de outros sinais, destina-se à comunicação entre pontos fixos determinados, utilizando processos de telefonia. XVI. Serviço de Valor Adicionado - SVA: atividade que acrescenta, a um serviço de telecomunicações que lhe dá suporte e com o qual não se confunde, novas utilidades
PÁG. 5 DE 13 relacionadas ao acesso, armazenamento, apresentação, movimentação ou recuperação de informações; 4. DETALHAMENTO DO PRODUTO 4.1. O produto Internet Popular é composto de três itens: acesso, porta IP e serviço de conexão à Internet. 4.2. Excepcionalmente, o acesso poderá ser disponibilizado pela Telebrás, após estudo de viabilidade técnica e econômica, com ônus para o Prestador. 4.3. O serviço de conexão à internet, ofertado pela Telebrás, compreende: a) Velocidades simétricas e múltiplas de 10 Mbps e de 100 Mbps limitado a 1 Gbps por porta IP; b) Faixa de endereços IP fixos e válidos na razão de 16 endereços para cada 10 Mbps de velocidade contratada. 4.4. Caso o Prestador necessite de uma quantidade maior de endereços IP fixos, a Telebrás poderá fornecê-los mediante acerto comercial.
PÁG. 6 DE 13 5. REQUISITOS REGULAMENTARES PARA ATENDIMENTO AO PNBL 5.1. O Prestador de Serviço de Banda Larga deverá obrigatoriamente possuir autorização de SCM outorgada pela Anatel; 5.2. O Prestador de Serviço deve atender ao disposto na Resolução nº 272, de 9 de agosto de 2001, que objetiva disciplinar as condições de prestação e fruição do SCM.
PÁG. 7 DE 13 6. REQUISITOS TÉCNICOS PARA OFERTA DO PNBL AO USUÁRIO FINAL 6.1. Independente do cenário em que se encontra o Prestador, os seguintes requisitos gerais devem ser atendidos: 6.2. Do Acesso : no caso previsto no item 4.2, o Prestador será responsável por: I. Prover, instalar e manter a infraestrutura necessária ao serviço contratado, incluindo configurações de seus equipamentos da rede interna, reservando área para instalação dos equipamentos de conexão da Telebrás, bem como fornecimento de energia para os equipamentos ali instalados, às suas expensas; II. Manter a temperatura ambiente entre 5 a 30 graus Celsius; III.Providenciar ponto de aterramento com resistência menor a 5 Ohms; IV. Providenciar alimentação monofásica independente, de 110/220 VCA, 60 hz, com tomada tripolar; V. Providenciar no-break com capacidade para pelo menos 1 hora de uso sem energia comercial; VI. Manter a umidade relativa do ar entre 5% a 95%, sem condensação; VII. Manter ambiente seguro, livre da passagem de pessoas estranhas ao serviço.
PÁG. 8 DE 13 6.3. Da Porta de Acesso IP a) Possuir roteador compatível com a conexão contratada; b) Conectar-se ao ponto de acesso IP disponibilizado no PoP Telebrás. Esta conexão deverá ser compatível com o padrão de interface elétrica IEEE 802.3z ou IEEE 802.3ab. 6.4. Do Serviço de Conexão Internet a) Servidor primário DNS (Domain Name Server); b) Firewall; c) Servidor web local; d) Servidor de e-mail POP3/IMAP4 e SMTP; e) Sistema de autenticação de usuários (Sistema AAA). 6.5. No primeiro cenário - Configuração em Single Homed, o Prestador realiza uma conexão exclusiva com a Rede Telebrás. Neste caso, o Prestador deverá substituir os endereços IP existentes por endereços alocados pela Telebrás. 6.6. No segundo cenário Configuração em Dual Homed, o Prestador já possui toda a infraestrutura, mantém a conexão existente e estabelece uma nova conexão com a Rede Telebrás. Neste caso, o Prestador deverá realizar a troca de tráfego com a Telebrás através do protocolo de roteamento BGP-4 e atender aos seguintes requisitos: a) Roteador compatível com o requisito acima; b) Ser um Sistema Autônomo - SA.
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PÁG. 11 DE 13 7. REQUISITOS OPERACIONAIS 7.1. Sem prejuízo do disposto no anexo à Resolução Nº 272, de 9 de Agosto de 2001, a central de atendimento deverá atender aos seguintes requisitos: Atendimento Prazo Máximo Instalação 15 dias úteis 1 Reparo 8 horas 2 7.2. O Prestador de Serviço de Banda Larga deve liberar o acesso SNMP Read-Only nos seus equipamentos concentradores de acesso de usuários (RAS, Roteador, Switch) para que o Sistema de Gerência de Rede da TELEBRÁS possa coletar informação de tráfego por usuário, caso este o permita. 7.3. O Prestador de Serviço de Banda Larga deve monitorar a utilização do enlace para que valor da taxa de utilização não exceda a 75%. Neste caso, o Prestador deverá providenciar a ampliação da capacidade de banda. 1 Prazo máximo nas condições normais de atendimento, exceto para as situações de estudos necessários para a viabilidade do atendimento, a ser negociado com o cliente caso a caso. 2 Tempo definido em razão do nível de serviço negociado com o cliente. Nos demais casos o tempo de reparo deve ser negociado em contrato em função do SLA a ser ofertado.
PÁG. 12 DE 13 8. REQUISITOS DE QUALIDADE DE SERVIÇO PRESTADO AO USUÁRIO FINAL 8.1. O Prestador de Serviço de Banda Larga deve garantir aos usuários finais a velocidade de 512 kbps, com um máximo compartilhamento de 1:10, de acordo com as premissas estabelecidas no PNBL, por meio do dimensionamento adequado dos recursos de hardware e software. 8.2. O Prestador não deverá aplicar nenhum mecanismo de Modelação de Tráfego (Traffic Shapping) em seus equipamentos de rede com o objetivo de restringir a banda no acesso dos usuários, exceto se explicitamente autorizado pela Telebrás. 8.3 Sem prejuízo do disposto no anexo à Resolução Nº 272, de 9 de Agosto de 2001, o Prestador deverá atender aos seguintes índices de desempenho: Disponibilidade Acima de 99,0% Latência Inferior a 150 ms Perda de pacotes Inferior a 2% 9. PROPRIEDADE INDUSTRIAL 9.1. Esta prática garante aos seus inventores ou responsáveis a produção do intelecto (seja nos domínios industrial, científico, literário e/ou artístico) do direito de auferir, por tempo indeterminado, recompensa pela própria criação,, constituindo propriedade intelectual dos símbolos, nomes, imagens, desenhos e modelos utilizados neste documento.
PÁG. 13 DE 13 10. APROVAÇÃO E DATA DE VIGÊNCIA 10.1. Esta Prática foi aprovada pelo Diretor Comercial por delegação do Presidente da Telebrás em xx/xx/2010, e entra em vigor a partir de xx/xx/2010.