MINISTÉRIO PÃO DA VIDA



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Transcrição:

PAGINA 1 BÍBLIA PASSO A PASSO NOVO TESTAMENTO 7. AS ESCRITURAS 1. Literatura Judaica O povo judeu era uma nação devotada a seu livro divino. Tinham o Antigo Testamento judaico no original hebraico e a tradução grega chamada Septuaginta. O judeu também tinha acesso aos Targuns, que eram as traduções aramaicas do Antigo Testamento que acrescentavam algum material não encontrado no texto bíblico. Apócrifos: Os judeus tinham consciência de outros livros não encontrados no cânon do Antigo Testamento. Primeiro, dentre estes livros,encontravam-se os Apócrifos, um termo que significa oculto ou secreto. Eram textos de história, ficção e sabedoria judaica, alguns até aceitos pela Igreja Católica Apostólica Romana, mas rejeitados pelos protestantes. Dentre os livros apócrifos estão: 1 e 2 Esdras, Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, 1 e 2 Macabeus, algumas adições no livro de Ester e a Daniel. Pseudepigrafes: Um segundo conjunto de livros que não se encontra na nossa Bíblia recebeu o nome de Pseudepígrafes. Essa palavra significa escritos falsamente atribuídos a personagens bíblicos e refere-se a livros que falsamente reivindicam ser escritos por pessoas conhecidas. Alguns destes livros, utilizam o nome de personagens falecidos do Antigo Testamento como autores, a fim de obter autoridade. Outros escritos considerados pseudepígrafes descrevem a vinda do julgamento de Deus e do reino de Deus à terra com linguagem altamente simbólica e visionária. Dentre estes escritos, estão 1 e 2 Enoque, Oráculos Sibilinos, os Testamentos dos Doze Patriarcas, a Assunção de Moisés, Jubileus, Epístolas de Aristéia e 3 e 4 Macabeus. Pergaminhos do Mar Morto: Os pergaminhos do Mar Morto, encontrados em cavernas perto do Mar Morto a partir de 1947, contém literatura da seita jucaica dos essênios, composta ou copiada de 200 a.c. até 70 d.c. Dentre as obras encontradas, estavam o Documento de Damasco e comentários sobre vários livros do Antigo Testamento. Além disso, cópias de cada livro do Antigo Testamento, com excessão de Ester, aparecem entre a literatura dos essênios.

As Seitas Judaicas MINISTÉRIO PÃO DA VIDA PAGINA 2 Fariseus (Separados): Nome de uma das três seitas judaicas, juntamente com os saduceus e essênios. Era a seita mais segura da religião judaica, (At 26.5). A seita dos fariseus foi criada no período anterior à guerra dos macabeus, com o fim de oferecer resistência ao espírito helênico, que havia se manifestado entre os judeus, que era a tendência de adotar os costumes da Grécia. Todos quantos aborreciam a prática desses costumes pagãos, já espalhados entre o povo judeu, foram levantados a criar uma forte reação, para que os judeus voltassem a observar estritamente as leis de Moisés. A feroz perseguição de Antico Epifanes contra eles, 175-164 a.c., levou-os a se organizarem em um partido. Antíoco queria que os judeus abandonassem a sua religião em troca da fé idólatra da Grécia, tentou destruir as Escrituras, e mandou castigar de morte a quantos fossem encontrados com o livro da lei, 1 Macabeus 1.56-57. Quando terminou a guerra dos fariseus em defesa de sua liberdade religiosa, passaram a disputar cargos políticos, pois tinham medo da volta da repressão religiosa, e mantiveram esse medo durante o período do domínio romano. Os fariseus sustentavam a doutrina da predestinação que consideravam em harmonia com o livre arbítrio. Criam na imortalidade da alma, na ressurreição do corpo, na tricotomia, corpo, alma e espírito. Também criam nas recompensas e castigos na vida futura, de acordo com a vida que levar neste mundo, que as almas do ímpios eram lançadas em prisão eterna, enquanto os justos, revivendo, iam habitar em novos corpos. Por esta razão, se distinguiram da doutrina dos saduceus, mas não constituiram a essência do farisaismo, que é o resultado final e necessário da concepção religiosa, que faz consistir a religião em viver de conformidade com a lei, e fazer o que a lei manda. Deste modo, a religião passou a consistir na prática de atos externos, em prejuizo às disposições do coração. Eles não somente aceitavam a lei de Moisés, interpretando-a com muita perícia, como também haviam ensinado ao povo outras práticas de suas tradições, que não estavam escritas na lei de Moisés. Tradições que o Senhor Jesus considerou de importância secundária (Mt 15,2-6). A princípio, eles eram pessoas de grande valor religioso e se constituiam a melhor parte da nação judaica. Com o passar do tempo, a seita dos fariseus passou a ser hereditária, e a nova geração era de homens de caráter muito inferior, passando a viver uma vida de geral reprovação. João Batista, se

PAGINA 3 dirigindo a eles e aos saduceus, chamou-os de raça de víboras. Jesus denunciou severamente a hipocrisia e o orgulho, pelo modo que desprezavam as coisas mais importantes da lei para darem atenção a minúsculas práticas externas (Mt 5.29; 6.6,11,12; 23.1-39). Os fariseus tomaram parte na conspiração contra a vida de Jesus Cristo (Mc 3.6; Jo 11.47-57. Porém, na seita dos fariseus, encontravam-se homens de alto valor, sinceros e retos, como foi Paulo. Quando ele pertencia à seita, se orgulhava dela, e defendia a seita perseguindo os cristãos. Tudo que Paulo aprendeu, foi ao pé do Mestre Gamaliel, que também era fariseu. Saduceus: Nome de um partido oposto à seita dos fariseus. Era composto de um número reduzido de homens educados, ricos e de boa posição social. A palavra saduceu deriva-se de Zadoque. Dizem os rabinos que o partido tirou o nome de Zadok, seu fundador, que viveu pelo ano 300 a.c. Porém, a composição deste partido era de elementos da alta aristocracia sacerdotal, crê-se que o nome Zadoque, se refere ao sacerdote de igual nome que oficiava no reinado de Davi, e em cuja família se perpetuou a linha sacerdotal. Em oposição aos fariseus, eram acérrimos defensores das tradições do antigos e limitavam o seu credo às doutrinas que encontravam no texto sagrado. Distinguiam-se dos fariseus nos seguintes pontos: (1) Negavam a ressurreição e o juizo futuro, afirmando que a alma morre com o corpo; (2) Negavam a existência de anjos e dos espíritos; (3) Negavam o fatalismo em defesa do livre arbítrio, ensinando que todas as nossas ações estão sujeitas ao poder e vontade de cada um, por isso nós somos a causa dos atos bons; os atos maléficos, pelos quais sofremos, resultam da nossa própria insensatez, e que Deus não intervem nos atos de nossa vida, quer sejam bons, quer sejam maus; (4) Negavam a imortalidade e a ressurreição. Negando a existência da alma e dos espíritos, os saduceus entraram em conflito com a doutrina de angeologia do judaismo, e neste princíoio não se submetiam a lei. Essênios: Nome de uma ordem religiosa, existente no tempo de Cristo, composta de cerca de 4.000 homens que se dedicavam a uma vida ascética. (Ascese: Pessoas que exercitam-se para levar uma vida de realização e virtude, em busca da plenitude moral Dicionário Aurélio). Com o intuito de observar religiosamente a lei cerimonial, formaram colônias em várias cidades da Judéia e no deserto de Engadi. Cada uma dessas colônias possuia a sua própria sinagoga, que era constituída de um largo salão que servia igualmente para as

PAGINA 4 refeições em conjunto, para assembléia e para os banhos diários em águas correntes. Qualquer pessoa que desejasse fazer parte da ordem, obrigava-se a abrir mão de tudo que possuia em favor dela. Liam a lei de Moisés dia e noite, e esforçavam-se a regular-se por ela nos menores pontos. Adotaram hábitos muito simples, tanto no vestuário como na alimentação. Passavam o dia cultivando hortas e fabricando produtos artesanais. Não precisavam de dinheiro, produziam com as próprias mãos o que lhes era necessário para viver. Em viagem, achavam sempre abrigos gratuitos com outros irmãos da mesma ordem. Condenavam a escravidão e não reconheciam outra distinção entre homens, a não ser o puro do impuro. Os essênios aprovavam o casamento, mas somente casamento entre pessoas da mesma colônia. Observavam a moralidade; prometiam honrar a Deus, e ser justo com todos os homens, não fazer mal a ninguém, odiar o mal e promover o bem, ser fiéis uns para com os outros, e principalmente para com as autoridades, amar a verdade, desmascarar os mentirosos, guardar as mãos contra os furtos e conservar a consciência livre e fugir dos negócios ilícitos. Zelotes (Zeloso): Os zelotes não eram uma seita religiosa, como os fariseus ou os essênios, mas um grupo de nacionalitas fanáticos que apoiavam a violência como meio de libertação de Roma. Um dos discípulos de Jesus, Simão tinha feito parte do grupo (Lc 6.15). Este partido converteu-se em centro de resistência aos romanos no tempo de Cirênio, sob a direção de Judas Galileu. Crescendo em fanatismo, provocou a guerra do império dos Césares. Depois, esse grupo degenerou em um corpo de assassinos, que cometia toda sorte de crime Herodianos: Os herodianos (Mc 3.6) eram uma pequena minoria de judeus importantes que apoiavam a dinastia de Herodes e o governo romano. Os pontos de vista políticos que tinham eram opostos aos dos zelotes. Não eram exatamente um grupo religioso, eles vieram da aristocracia sacerdotal dos saduceus. Consedaravam esta a vantagem que tinham para apoiar o reinado de Herodes. Escribas: Escriba era uma função de Notário Público, era o responsável para lavrar os documentos. No Antigo Testamento, a função do escriba era ser Secretário do governo para tratar da correspondência oficial e os registros financeiros. Os levitas serviam de escriba para tomar conta dos negócios com a reparação do templo.

PAGINA 5 Porém, na época de Jesus Cristo, eles assumiram a função de doutores da lei. Aqueles que ensinavam leis, e muitas vezes faziam decretos regulamentando as leis da seguinte forma: a) No estudo e interpretação da lei, tanto civil como religiosa, e nos pormenores de sua aplicação na vida prática. As decisões dos grandes escribas contituiam a lei moral, ou a tradição dos anciãos; b) Dedicavam-se ao estudos das Escrituras em geral, e decidiam sobre assuntos históricos e doutrinários; c) Ocupavam as cadeiras de ensino que ministravam a um grupo de discípulos. A profissão de escriba recebeu grande impulso, depois que os judeus voltaram do cativeiro. Quando cessaram as profecias, restando apenas o estudo das escrituras, o número de escribas cresceu muito, principalmente na época dos Macabeus (1 Macabeus 7.12). No tempo de Cristo, exerciam grande influência entre o povo. Muitos deles faziam parte do sinédrio (Mt 16.21; 26.3). Alguns escribas aceitavam os ensinos de Jesus Cristo, porém a maior parte deles desprezavam. Os escribas se associaram aos principais anciãos na perseguição contra Pedro e João, e também tramaram a morte de Estevão (At 4.5; 6.12) A Bíblia dos Primeiros Cristãos O Antigo Testamento Como Guia: Que tipo de Bíblia tinham os primeiros cristãos? Não existia o Novo Testamento, pois Deus estava no processo de produzí-lo por intermédio dos escritores humanos guiados pelo Espírito Santo. Os cristão primitivos usavam o Antigo Testamento como fonte de informação sobre Deus. Note como Pedro baseou-se no Antigo Testamento para fazer seu sermão no dia de Pentecostes (At 2.14-36). Ele também dispunha de fontes orais e escritas sobre a vida e a obra de Cristo (ver Lc 1.1-4; 1 Co 14.1-4). Às vezes, os cristão primitivos dependiam de uma revelação de Deus concedida por um profeta cristão. Por isso, o dom de profecia era muito importante naquela época (At 11.23). O Canôn do Novo Testamento Mesmo depois de Deus mover os cristãos primitivos a escreverem o Novo Testamento, passaram-se séculos antes de todas as Igrejas concordarem em aceitar todos os livros do Novo Testamento como autoridade. Os escritos de Paulo e os evangelhos, rapidamente foram aceitos pelas Igrejas. Alguns livros, tais como Hebreus, exigiram mais tempo antes de ser aceitos, pois os cristãos não tinham certeza de sua autoria. O estilo apocalíptico do último livro fez com que algumas Igrejas demorassem a aceitá-lo como escrito inspirado. Levou também algum tempo para que os livros bem curtos, tais como 2 e 3 João, recebessem reconhecimento. Muitas das Igrejas primitivas hesitaram em aceitar

PAGINA 6 2 Pedro como genuíno em virtude de seu estilo de escrita levantar questôes sobre a autoria do apóstolo Pedro. Cânon Refere-se aos Livros Aceitos Por fim, os cristãos aceitaram os 27 livros do Novo Testamento como inspirados e confiáveis. Usaram o termo cânon a fim de descrever a coleção de livros. O termo cânon originalmente se referia a uma vara de medir, muito usada para a época. Mais tarde, passou a referir-se a livros que se enquadraram na vara de medir (ou padrão) das crenças e práticas da Igreja primitiva. Eles passaram a ser o cânon ou o guia a partir do qual todos os demais livros e mensagens eram medidos. 27 Livros Canônicos e Critérios para a Aceitação A reunião do Concílio da Igreja em Cartago no ano 397 reconheceu os 27 livros como tendo autoridade divina. Os cristãos oraram, jejuaram e clamaram a Deus que os orientasse na seleção dos livros a cononizar, observando o seguinte critério: (1) Associação com os apóstolos; (2) Doutrina apostólica; (3) Moralmente edificantes e aceitos pela Igreja, conforme segue: 1. Em primeiro lugar, perguntaram se um apóstolo, como Paulo ou João, ou alguém associado a um apóstolo, como Marcos ou Lucas, era o autor do livro. 2. Em segundo lugar, aceitavam os livros cujos ensinamentos concordavam com a doutrina apostólica. 3. Em terceiro lugar, aceitaram os livros que eram moralmente edificantes e tinham ampla aceitação por parte da igreja. Alguns livros edificantes não-apostólicos não conseguiram receber a aceitação no cânon. Consideramos os escritos de muitos autores modernos para a época e edificantes, mas não foram incluidos nas Escrituras Sagradas, livros que serviram para edificação espiritual, mas não canonizados. Muitos cristãos primitivos haviam escrito livros maravilhosos, mas foram rejeitados para o cânon. O cânon do Novo Testamento, foi um trabalho do Espírito Santo, porque os cristãos se reuniram primeiro para orar e jejuar e depois canonizar os 27 livros, na orientação do Espírito. Se, para canonizar os livros do Novo Testamento foi preciso de orientação de Deus através do Espírito Santo, o mesmo deve acontecer para que eles sejam canonizados em nossa vida. Pois o cânon é a vara de medir o nosso compromisso com Deus, após o conhecimento da Sua Palavra.