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Na escola estão Pedro e Thiago conversando. THIAGO: Não, tive que dormi mais cedo por que eu tenho prova de matemática hoje.

Daniel Duarte. 1 a edição

Transcrição:

Falso Amor De Débora Costa

Capítulo 12 Cena 1 Grupo Werneck Administração GLAUCO: (olhando Henrique com raiva) Quem você pensa que é para falar assim comigo? HENRIQUE: (sorri, olha a secretária) Ele não sabe quem eu sou? SECRETÁRIA: (sorri, disfarça). HENRIQUE: (olha Glauco) Eu tenho mais o que fazer do que perder o meu tempo com você. GLAUCO: (segura o braço de Henrique) Escuta aqui... HENRIQUE: (puxa o braço da mão de Glauco, o olha com raiva, fica exaltado) Não coloca a mão em mim ou vai se arrepender! RÉGIS: (sai de sua sala, olha para Henrique e Glauco) O que está acontecendo aqui? GLAUCO: (está com raiva) O seu filho está me desrespeitando! HENRIQUE: Respeito se conquista. RÉGIS: Parem de brigar, aqui não é lugar para isso. GLAUCO: Régis o Flávio nunca se interessou pelo grupo Werneck, não sei o que ele faz aqui. RÉGIS: (olhando Glauco) Agora o meu filho está interessado e ele sempre foi muito capaz, portanto quando o ver por aqui o trate como ele é, o futuro presidente desse grupo. (olha Henrique) Venha Flávio, quero conversar com você. (entra em seu escritório). HENRIQUE: (olha Glauco, sorri sarcástico, entra na sala de Régis). GLAUCO: (fica com raiva).

Cena 2 Rio de Janeiro Favela Rua DANIELA: (está indo para a casa onde Flávio está preso). TAMARA: (está seguindo Daniela). DANIELA: (abre a porta da casa, entra). Cativeiro de Flávio Cena 3 DANIELA: (encosta a porta para trancar). TAMARA: (empurra a porta, olha Daniela) Que tanto tu esconde aqui? FLÁVIO: (está sentado, observa). DANIELA: (fica assustada). TAMARA: (olha Flávio, se aproxima) Henrique o que tu ta fazendo aqui? E ainda todo arrebentado? DANIELA: Tamara sai daqui! TAMARA: (olhando Daniela) O que tu fez com Henrique? FLÁVIO: Eu não sou Henrique. DANIELA: É melhor você deixar isso comigo. TAMARA: (olhando Flávio) Não é o Henrique? Então deixa ver suas costas. FLÁVIO: Pra que? TAMARA: Henrique tem uma tatuagem. FLÁVIO: (se levanta, tira a camisa, se vira de costas). TAMARA: (olhando as costas de Flávio, fica espantada) Então aquela coisa de irmão gêmeo era mesmo verdade... FLÁVIO: (veste a camisa, se senta) Infelizmente é, e Henrique está na minha casa enquanto fico preso aqui.

DANIELA: Flávio você não deveria ter contado nada pra ela! TAMARA: (olha Daniela) Agora eu quero saber de tudo. (sorri) Com isso tenho Henrique nas mãos. DANIELA: Tamara sai daqui se o Gilberto te pega aqui vai sobrar pra mim. TAMARA: Eu vou, mas te espero na minha casa. (olha Flávio, sorri, sai). DANIELA: (tranca a porta, fica nervosa, se aproxima de Flávio) Você não faz ideia para quem foi contar essa história, a Tamara fica com Henrique, mas ela está com raiva dele. FLÁVIO: Não estou nem ai Daniela, por mim essa tal Tamara pode fazer da vida do Henrique um inferno como ele está fazendo da minha. Cena 4 Mais Tarde São Paulo Fundação Cristina Werneck Sala de Cristina FREDERICO: (entra, olha Cristina) Posso entrar? (sorri). CRISTINA: (sorri) Claro que pode. FREDERICO: (se senta) Eu estava dando uma volta pela fundação e a vida que esse lugar tem é incrível. CRISTINA: (sorri) Isso é verdade. FREDERICO: Cris a Sueli está? CRISTINA: (olhando Frederico) Ela está no consultório dela. FREDERICO: Eu preciso falar com ela. CRISTINA: Frederico a Sueli já sofre muito procurando o filho dela, eu acompanho essa história de perto, acho que sua presença só vai prejudicar ainda mais as coisas. FREDERICO: Cris eu amo a Sueli... Você não faz ideia de quanto, o filho dela também é meu, eu quero acompanhar tudo de perto. CRISTINA: Eu vou falar para ela que você está aqui e ela decide se fala ou não com você.

FREDERICO: Tudo bem, obrigado. Sala de aula Cena 5 A sala está vazia, Roberta está sentada, pega o celular e liga para Flávio. ROBERTA: (ao telefone, sorri) Oi meu amor. HENRIQUE: (está saindo do grupo Werneck, vai em direção ao estacionamento, falando com Roberta no celular) Oi princesa. ROBERTA: (sorri) Não marca nenhum compromisso para hoje á noite, vou fazer um jantar especial para você no meu apartamento. HENRIQUE: (sorri) Não vejo a hora, é claro que eu vou. ROBERTA: Meu amor a sua mãe está preocupada com você. HENRIQUE: (sério, para em frente ao carro de Flávio) Não tem motivos para isso. ROBERTA: Tem sim, você que amava tanto ensinar música resolveu se dedicar aos negócios. HENRIQUE: Princesa é melhor falarmos a noite está bem? ROBERTA: Claro, te amo. Grupo Werneck - Estacionamento HENRIQUE: Também. (desliga). Cena 6 ÁGATA: (desce de um taxi, se aproxima de Henrique, o olha sorri) Flávio, é bom te ver de novo. (o abraça). HENRIQUE: (olha Ágata sorri) Ágata... Você está linda priminha. ÁGATA: (da risada) Como é? Você nunca me chamou assim. HENRIQUE: Para tudo existe uma primeira vez. ÁGATA: E vejo que não está mais bravo comigo.

HENRIQUE: (sorri olhando Ágata) Eu tive tempo o suficiente para pensar no lugar onde estive e entre meus pensamentos estava o que aconteceu entre nós e vi que você me fez um favor a única coisa ruim nisso é que não me lembro de nada... (fala no ouvido de Ágata) O dia que você quiser repetir é só me procurar, garanto que vou estar bem acordado. (beija o rosto de Ágata, a olha, pisca pra ela, entra no carro, o liga da a partida e sai). ÁGATA: (sorri inconformada) Gente... Quem sequestrou o Flávio foram os alienígenas? Acho que fizeram um transplante de cérebro e o devolveram. (dá risada). Mansão Werneck Sala Cena 7 SILVIA: (pensativa) Onde será que Frederico está? (pega o celular liga para Frederico, dá caixa postal). EMPREGADA: (se aproxima) A senhora me chamou? SILVIA: (altiva, olha a empregada) Sim, eu quero o endereço da Fundação de Cristina. EMPREGADA: No escritório tem alguns cartões de lá. SILVIA: Então vá até o escritório, pegue um cartão e me traga. EMPREGADA: Sim senhora. (entra no escritório). SILVIA: (pensativa) Sueli trabalha lá, algo está me dizendo que é naquela fundação ridícula que vou encontrar o meu marido. Cena 8 Rio de Janeiro Favela Cativeiro de Flávio FLÁVIO: (está andando de um lado para o outro). GILBERTO: (entra, o olha) Eu tenho um servicinho para você playboy. FLÁVIO: (olhando Gilberto) Que tipo de serviço? GILBERTO: Henrique deixou algumas coisas pendentes, embora seu papai tenha dado cinco milhões por você não posso colocar a mão nessa grana, e

você vai cobrar algumas pessoas que estão me devendo e para Henrique também. FLÁVIO: Você vai me deixar sair daqui? GILBERTO: Você vai se passar por Henrique, eu vou estar ao seu lado playboy para o caso de você querer dar uma de esperto e fazer o que não deve como fugir ou tentar se comunicar com alguém. FLÁVIO: O que eu ganho em troca de fazer o que está me pedindo? GILBERTO: (sorri) Não banque o espertinho rapaz. FLÁVIO: Eu faço o que você está me pedindo se eu puder sair daqui as vezes, aqui não tem janela, estou dias fechado. GILBERTO: Se você se comportar eu deixo você respirar lá fora duas vezes por semana, sendo vigiado é claro. FLÁVIO: Melhor isso do que nada... GILBERTO: Vou te levar para o meu barraco, lá tem roupas do Henrique e você vai vestir, e mais uma vez quero que saiba que qualquer gracinha que fizer eu ligo para o Henrique e mando ele machucar alguém que você ama. FLÁVIO: Não vou tentar nada. GILBERTO: Ótimo, vem comigo. (sai). FLÁVIO: (vai com Gilberto). Cena 9 São Paulo Mais Tarde Fundação Cristina Werneck Sala de Sueli SUELI: (está arrumando as coisas para sair). FREDERICO: (entra). SUELI: (fica brava) Eu disse que não queria falar com você! FREDERICO: Não faz isso comigo Sueli, eu te amo. SUELI: Me ama? Ama mesmo? Então por que não se separou de Silvia como tinha me prometido?

FREDERICO: Eu tentei! Mas Silvia fez ameaças, não só a mim mas á você também... SUELI: Frederico não me procure mais, já tenho muitos problemas sem você por perto. FREDERICO: (olhando Sueli) Eu sinto sua falta. SUELI: (pega a bolsa, vai saindo). FREDERICO: (segura Sueli, a beija). SUELI: (beijando Frederico). SILVIA: (entra, fica séria olhando Frederico e Sueli, aplaude devagar) Mas que cena linda, quase comovente, o reencontro dos amantes. SUELI: (assustada olhando Silvia). FREDERICO: (olhando Silvia) O que você está fazendo aqui? SILVIA: Eu estava para te fazer essa pergunta, mas já vi. SUELI: (vai saindo) Com licença. SILVIA: (barra Sueli na porta a olha) Você não vai há lugar algum, antes você vai me ouvir, aliás, os dois. FREDERICO: Silvia... SILVIA: (interrompendo Frederico) Eu não faço ideia de onde o filhote de vocês está, mas se continuarem a se ver, se continuarem com esse casinho absurdo, eu vou encontrar ele, e quando fizer vou mandar para longe do Brasil e vocês nunca mais terão a chance de encontrar. SUELI: (olhando muito Silvia) Não Silvia, eu juro que não tenho mais nada com o Frederico, ele que veio atrás de mim. SILVIA: O beijo que eu vi não foi a força. SUELI: (aflita) O marido é seu! Deixa ele longe de mim, mas por favor, não faça nada contra meu filho e nem me prejudique na busca. SILVIA: (olhando Sueli) Diga á ele... Peça você ao meu marido que te deixe em paz para sempre.

SUELI: (com vontade de chorar, nervosa, olha Frederico) Eu já te falei mil vezes que não te quero perto de mim! Para de me procurar porque o meu filho é muito mais importante do que você na minha vida! (sai). FREDERICO: (olha Silvia, está com raiva) Não entendo por que você faz isso, se nem gostar de mim você gosta. SILVIA: (sorri olhando Frederico) Eu faço isso porque me diverte, e quem te disse que eu não gosto de você, se não gostasse deixaria você com ela. FREDERICO: (vai saindo). SILVIA: Eu vou com você. FREDERICO: Não! Você veio sozinha, pois que volte também! (sai). SILVIA: (da risada, sai). Mansão Werneck Piscina HENRIQUE: (está nadando). Cena 10 EMPREGADA: (se aproxima trazendo um drink coloca em cima da mesa, sai). HENRIQUE: (sai da piscina, pega o drink, bebe, sorri) Estou adorando isso aqui, é o lugar que pertence a mim. (bebe). CRISTINA: (se aproxima, sorri) Que bom te ver aqui meu amor. HENRIQUE: (fica sério, coloca os óculos de sol, bebe). CRISTINA: (olhando Henrique) Flávio o que é isso que está bebendo? HENRIQUE: Um drink, por quê? CRISTINA: (sorri) Por nada querido é que você não tem o costume de beber. HENRIQUE: Mas as coisas mudaram. CRISTINA: Como foi hoje com seu pai?

HENRIQUE: (coloca o copo na mesa, tira os óculos de sol, olha Cristina) Depois falamos, o dia está bonito e quero nadar mais um pouco. (mergulha na piscina). CRISTINA: (pensativa chateada). Grupo Werneck Sala de Régis Cena 11 RÉGIS: (está em pé lendo uns documentos). ÁGATA: (entra). RÉGIS: (olha Ágata, fica nervoso, coloca os documentos na mesa, a olha) O que está fazendo aqui? ÁGATA: (sorri) Vim te ver, temos um assunto pendente Régis. RÉGIS: Não temos nada para falar! Sai daqui agora. ÁGATA: (se aproximando de Régis) Todo esse estresse é por causa do nosso beijo? RÉGIS: Você me beijou do nada, não tive como escapar. ÁGATA: (da risada, olhando Régis) Essa desculpa foi horrível. RÉGIS: (se afasta de Ágata) Eu não te quero por perto menina! ÁGATA: Não sou menina... Mas se quer que eu seja... Serei... (sorri sedutora olhando Régis). RÉGIS: (olhando Ágata) O que você quer de mim Ágata? Por que está fazendo isso? ÁGATA: (olhando Régis) Você não é burro, sabe o que quero. RÉGIS: (abre a porta, olha Ágata) Pois eu não vou entrar nesse seu joguinho, e presta atenção, não venha mais aqui. ÁGATA: Difícil... Meu pai e minha mãe trabalham aqui. RÉGIS: Aqui é lugar de trabalho e não de visita social. ÁGATA: (sorri) Você fica lindo quando está zangado sabia?

RÉGIS: Vai embora Ágata. ÁGATA: (olhando Régis, caminha em direção á porta, segura a mão dele, fecha a porta, o olha muito) E me provoca quando finge que não me quer por perto. (beija Régis). RÉGIS: (beijando Ágata). ÁGATA: (olha Régis, sorri) Agora não foi de surpresa. RÉGIS: (ofegando, olhando Ágata) Eu sou casado, eu amo a Cris. ÁGATA: Eu também a amo é minha tia, mas o que isso tem haver com nós? RÉGIS: (olhando Ágata) Não existe nós e nem vai existir. ÁGATA: (sorri, morde a orelha dele de leve, fala baixo) Vai sim porque eu quero e muito que exista nós. (olha Régis, sorri, morde o lábio inferior, joga um beijo para Régis, sai). RÉGIS: (vai até sua mesa, se senta, está atordoado) Régis não deixe ela te seduzir, Cristina não merece isso. Cena 12 Rio de Janeiro Favela Barraco de Gilberto FLÁVIO: (está vestido como Henrique). GILBERTO: (o olha) Você tem que tirar esse ar de playboy da cara, o Henrique tem mais jeito de homem entende. FLÁVIO: Eu sou homem, não posso mudar meu jeito do dia para a noite. GILBERTO: Pode sim porque qualquer vacilo seu vão te deixar cheio de balas, você entendeu tudo que te falei? FLÁVIO: Entendi. GILBERTO: Henrique sabe lutar boxe e você? FLÁVIO: Não sei nenhuma arte marcial. GILBERTO: Eu vou dar um jeito do professor te ensinar sem que ninguém saiba.

FLÁVIO: Eu acho isso desnecessário. GILBERTO: Você está proibido de falar assim na frente das pessoas. FLÁVIO: Eu já entendi tudo e sei como me portar. GILBERTO: Então vamos lá, faz cara de mau... Henrique. (sorri). FLÁVIO: (faz uma expressão parecida com a de Henrique). DANIELA: (entra, olha Flávio, fica séria) Eu não sabia que você já tinha voltado? FLÁVIO: Não sou o Henrique. DANIELA: (olhando Flávio) Credo... Mas está igualzinho aquele traste, por quê? GILBERTO: Não é da sua conta, vamos lá Flávio e não se esqueça, Parceiro e eu estamos de olho. FLÁVIO: Mesmo livre ainda sou o prisioneiro, já sei disso. GILBERTO: Exatamente. (abre a porta). FLÁVIO: (sai). GILBERTO: (sai). DANIELA: O que será que o Gilberto está aprontando? Rodoviária Cena 13 TAMARA: (se aproxima do balcão) Me dá uma passagem pra São Paulo. ATENDENTE: (entrega a passagem para Tamara). TAMARA: (pega a passagem, paga, pega as malas, se senta para esperar o embarque, sorri) Tu não perde por esperar Henrique, ou melhor... Flávio. São Paulo Mansão Werneck Sala CRISTINA: (está sentada). Cena 14

SILVIA: (entra, a olha) Era com você mesma que eu queria falar. CRISTINA: Aconteceu alguma coisa? HENRIQUE: (vem da piscina, observa). SILVIA: Não se faça de sonsa, você está acobertando sua amiguinha para que ela e Frederico se encontrem naquela sua fundação ridícula! CRISTINA: (se levanta) Nada disso Silvia, hoje o Frederico foi até lá sim mas eu só soube que ele queria ver a Sueli depois. SILVIA: Mentira! Você está ajudando os dois. JANETE: (entra). HENRIQUE: (se aproxima, fica ao lado de Silvia, olha Cristina) Isso não é coisa que se faça mamãe... CRISTINA: (olhando Henrique, inconformada) Flávio eu juro que não estou fazendo isso, Sueli disse que não queria ver o Frederico e eu passei o recado. SILVIA: Eu os encontrei aos beijos na sua fundação. (olha Henrique) Sua mãe sempre me odiou querido e agora quer se vingar acobertando a amiguinha dela e seu avô a se encontrarem. HENRIQUE: (coloca a mão no ombro de Silvia, olha Cristina) Eu não esperava isso de você... É uma coisa mesquinha. CRISTINA: (olhando Henrique, fica com vontade de chorar). JANETE: (sorri sem que ninguém perceba, fica séria, se aproxima de Cristina, olha Henrique) Flávio você está contra sua mãe? HENRIQUE: Estou, achei o que ela fez muito baixo. CRISTINA: (chora) Mas eu não fiz nada! E se você quer acreditar na Silvia e ficar do lado dela o problema é seu! (sobe as escadas). JANETE: (olhando Henrique, finge estar brava) O que aconteceu com você para tratar a Cris assim? (sobe as escadas). SILVIA: (olha Henrique, sorri) Obrigada por ter me defendido querido.

HENRIQUE: (olhando Silvia) A partir de hoje conte sempre comigo... Vovó, agora eu preciso me arrumar, tenho um encontro com Roberta. SILVIA: Essa moça é pouca coisa para você. HENRIQUE: (sorri) Isso quem decide sou eu. (sobe as escadas). SILVIA: (sorri pensativa). Suíte de Régis e Cristina CRISTINA: (está chorando). Cena 15 JANETE: (segurando a mão de Cristina) Fica calma Cris. CRISTINA: Desde quando meu filho voltou que ele está diferente, me tratando de um modo frio, você viu o que ele fez agora, e eu não entendo o motivo. JANETE: (olhando Cristina) Deve ser estresse pós-traumático, é comum que isso aconteça depois de tudo que ele passou. CRISTINA: (enxuga as lagrimas) Pode ate ser... JANETE: Vamos falar com Flávio e ver se ele vai ao psicólogo. CRISTINA: Hoje não vou falar, mas amanhã sim... (olha Janete) Eu quero que Flávio volte a ser como era porque esse Flávio de agora está me deixando muito magoada. JANETE: (abraça Cristina, sorri sem que ela veja). Cena 16 Á Noite Apartamento de Roberta Sala HENRIQUE: (entra, beija Roberta). ROBERTA: (beijando Henrique o olha sorri) Como você está lindo meu amor. HENRIQUE: (sorri) Obrigado princesa e você está muito sexy. (beija o pescoço de Roberta).

ROBERTA: (olha Henrique, sorri) Flávio... HENRIQUE: (sorri) Não disse nada demais. ROBERTA: (segura a mão de Henrique, o olha nos olhos) Eu tenho uma surpresa para você, fecha os olhos. HENRIQUE: (fecha os olhos). ROBERTA: (leva Henrique para a sala de jantar). Sala de Jantar Cena 17 A mesa está posta, o prato principal é strogonoff de camarão. ROBERTA: Cuidado meu amor, aqui é a cadeira, pode sentar. HENRIQUE: (se senta) Já posso abrir os olhos? ROBERTA: Ainda não. (pega com o garfo um pouco de strogonoff, coloca na boca de Henrique). HENRIQUE: (come) Que delicia. ROBERTA: (da mais um pouco de strogonoff para Henrique, sorri, pode abrir os olhos). HENRIQUE: (abre os olhos, olha a mesa). ROBERTA: Fiz o seu prato favorito meu amor. HENRIQUE: (fica preocupado) É camarão? ROBERTA: (sorri) Claro que é, strogonoff de camarão. HENRIQUE: (se levanta). ROBERTA: O que foi Flávio? HENRIQUE: (começa a se sentir mal, disfarça) Não sei... ROBERTA: (olhando Henrique) Meu amor... Seu rosto está ficando vermelho.

HENRIQUE: (tosse) Não estou me sentindo bem, eu quero ir para o hospital e rápido. ROBERTA: (preocupada) Eu vou pegar as chaves do carro. (sai). HENRIQUE: (se senta, está passando mal, tosse) Droga... Por que ele tinha que gostar da única coisa que tenho alergia! (tosse, passando mal). Fim do Capítulo