CAPÍTULO XVI DAS PENALIDADES
Art. 256. A autoridade de trânsito, na esfera das competências estabelecidas neste Código e dentro de sua circunscrição, deverá aplicar, às infrações nele previstas, as seguintes penalidades: I - advertência por escrito; II- multa; III- suspensão do direito de dirigir IV- apreensão do veículo V- Cassação da carteira Nacional de habilitação VI- Cassação da permissão para dirigir; VII- frequência obrigatória em curso de reciclagem; I - advertência por escrito; (Ver art. 267 CTB) É aplicada pela autoridade de trânsito, aos condutores e pedestres, nas infrações leves ou médias, punidas com multa, e involuntárias, dentre outras condições. II - multa; É graduada em diferentes patamares, segundo a gravidade da infração, consiste na exigência de o infrator pagar e recolher aos cofres públicos uma quantia em dinheiro, que, às vezes, é até quintuplicada. III- suspensão do direito de dirigir; Corresponde à proibição em conduzir durante um determinado período tempo, que pode ir de um mês a um ano, ou de seis meses a dois anos, na reincidência.
Art 261- A penalidade do direito de dirigir será aplicada, nos casos previstos neste código, pelo prazo mínimo de um mês até no máximo de um ano e no caso de reincidência no período de doze meses, pelo prazo mínimo de seis meses até no máximo de dois anos, segundo critérios estabelecidos pelo próprio CONTRAN. ( Ver Res 182/05). 1º Além dos casos previstos em outros artigos deste código e excetuados aqueles especificados no art. 263, a suspensão do direito de dirigir será aplicada sempre que o infrator atingir a contagem de vinte pontos em seu prontuário, prevista no art. 259. IV- apreensão do veículo; Consiste na retirada do veículo de circulação, normalmente por não oferecer as condições para trafegar efetuando-se a restituição unicamente depois de regularizada a situação que determinou a medida e de satisfeitas as cominações de multa, despesas havidas e outras decorrências. Art. 262. O veículo apreendido em decorrência da penalidade aplicada será recolhido ao depósito e nele permanecerá sob custódia e responsabilidade do órgão ou entidade apreendedora, com ônus para seu proprietário, pelo prazo de até trinta dias, conforme critério a ser estabelecido pelo CONTRAN. ( Ver Res. 53/98 )
V - cassação da Carteira Nacional de Habilitação; Equivale a retirar o direito de dirigir, cancelando a habilitação, ficando a pessoa na situação de como se nunca fora autorizada. Depois de dois anos, iniciará todo o procedimento normal para conseguir a habilitação, se quiser dirigir novamente. Art. 263. A cassação do documento de habilitação dar-se-á: I- quando, suspenso o direito de dirigir, o infrator conduzir qualquer veículo; II- no caso de reincidência, no prazo de doze meses, das infrações previstas no Inc. III do art. 162 e nos arts. 163,164,165,173,174,175; III- Quando condenado judicialmente por delito de trânsito, observado o disposto no art 160. Cassar o documento de habilitação não se restringe a interditar o direito de dirigir. Corresponde a retirar esse direito, a torná-lo sem efeito, a anulá-lo, a cancelá-lo. É como se a pessoa, no caso, passasse a não ter direito de dirigir. Constitui uma penalidade aplicável ao condutor não por defeitos ou precariedades do veículo, mas sim pela incapacitação e violações das regras de trânsito praticadas por aquele. A sua aplicação é de competência exclusiva da autoridade de trânsito que expediu a habilitação, ou da autoridade do órgão onde se efetuou o registro.
Art. 265. As penalidades de suspensão do direito de dirigir e de cassação do documento de habilitação serão aplicadas por decisão fundamentada da autoridade de trânsito competente, em processo administrativo, assegurado ao infrator amplo direito de defesa. Embora na aplicação de qualquer infração deva existir decisão fundamentada assegurando-se sempre o direito de defesa, dá o código realce a situação. Uma vez lavrado o auto de infração, fica autuado com o direito de defesa de trinta dias. VI - cassação da Permissão para Dirigir; É imposta no caso de cometer o condutor certos tipos de infrações, atalogadas na parte das infrações, como no caso de direção durante a suspensão do direito de dirigir, na reincidência em infrações especificadas e na condenação judicial em crime de trânsito. VII - freqüência obrigatória em curso de reciclagem. Equivale a uma reeducação do motorista rebelde ou contumaz nas infrações
Art 256. 3º A imposição da penalidade será comunicada aos órgãos ou entidades executivos de trânsito responsáveis pelo licenciamento do veículo e habilitação do condutor. Especialmente para implantar o sistema de punição de pontos, computados a cada 12 meses, de acordo com a natureza das infrações, para fins de suspensão do direito de dirigir, de cassação da CNH e para impor o curso de reciclagem, é imprescindível a comunicação das penalidades aos órgãos ou entidades executivos de trânsito. Todos os órgão executivos deverão ter o sistema de habilitação de condutores informatizados e interligados ao Registro Nacional de Carteiras de Habilitação RENACH, através da Base Índice Nacional de Condutores BINCO.
Art. 258. As infrações punidas com multa classificam-se, de acordo com sua gravidade, em quatro categorias: I - infração de natureza gravíssima, punida com multa de valor correspondente a 180 (cento e oitenta) UFIR; R$ 191,54 II - infração de natureza grave, punida com multa de valor correspondente a 120 (cento e vinte) UFIR; R$ 127,69 III - infração de natureza média, punida com multa de valor correspondente a 80 (oitenta) UFIR; R$ 85,13 IV - infração de natureza leve, punida com multa de valor correspondente a 50 (cinqüenta) UFIR. R$ 53,20 O CTB preferiu especificar na ordem descendente segundo a gravidade. Assim, há a infração gravíssima, penalizada com multa equivalente a 180 UFIRs; a grave descendo a pena para 120 UFIRs; a média, quando a penalidade atinge o valor correspondente a 80 UFIRs, e a de natureza leve, ficando a multa em 50 UFIRs. Art. 259. A cada infração cometida são computados os seguintes números de pontos: I - gravíssima - sete pontos; II - grave - cinco pontos; III - média - quatro pontos; IV - leve - três pontos.
Art. 259. A cada infração cometida são computados os seguintes números de pontos: I - gravíssima - sete pontos; II - grave - cinco pontos; III - média - quatro pontos; IV - leve - três pontos. A cada infração, segundo sua importância, é atribuído um número de pontos negativos contra o infrator. Ao alcançar um total prefixado, incidirá nova pena, consistente na suspensão do direito de dirigir, de acordo com o Art. 261, parágrafo 1 º. Sempre que o infrator atingir a contagem de vinte pontos, no período de doze meses sofrerá a penalidade de suspensão. A fim de viabilizar o acompanhamento da vida pregressa no setor de trânsito mostra-se indispensável que a autoridade competente comunique aos órgãos ou entidades executivas de trânsito responsáveis pelo licenciamento e pela habilitação a ocorrência e aplicação da penalidade.
Art. 268. O infrator será submetido a curso de reciclagem, na forma estabelecida pelo CONTRAN: I - quando, sendo contumaz, for necessário à sua reeducação; II - quando suspenso do direito de dirigir; III - quando se envolver em acidente grave para o qual haja contribuído, independentemente de processo judicial; IV - quando condenado judicialmente por delito de trânsito; V - a qualquer tempo, se for constatado que o condutor está colocando em risco a segurança do trânsito; O curso de reciclagem, na verdade, corresponde mais a uma medida administrativa de reeducação, que se torna necessária em situações de verificação de falta de formação, de habilidades próprias para a direção, ou em se constatando desvio de conduta. Consoante os itens do dispositivo acima, concede-se amplo arbítrio às autoridades de trânsito para impor a penalidade de freqüência em curso de reciclagem, porquanto o critério nem sempre é objetivo.