Melhorias no Processo

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Transcrição:

PRÊMIO GLP DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA - EDIÇÃO 2015 - Melhorias no Processo de Requalificação de Recipientes Transportáveis de Gás LP de 13 kg

PRÊMIO GLP DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA EDIÇÃO 2015 PARTICIPANTES: SINDIGAS - Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo Bureau Veritas CATEGORIA: Produção TÍTULO: MELHORIAS NO PROCESSO DE REQUALIFICAÇÃO DE RECIPIENTES TRANSPORTÁVEIS DE GÁS LP DE 13 KG AUTORES: (1) Adriano Horta Loureiro - SINDIGÁS (2) Celso Galvão - BUREAU VERITAS (1) Engenheiro de Telecomunicações e Eletrônica (UGF), Pós Graduação em Gestão Ambiental (UGF), Avaliador de Laboratório da NBR 17025 (INMETRO), Auditor da Qualidade (BATALAS MCG Qualidade), Gerente Técnico (SINDIGÁS), Coordenador da Comissão de GLP (IBP), Presidente do Conselho Diretor de Assuntos de Certificação - CDAC (BRTÜV), Presidente do Comitê de Imparcialidade - CI (TÜV-SUD), Membro de Comitês de Certificação (ABNT, BRTÜV, CERTA, EXATA e TÜV-SUD), Membro do Grupo Técnico do CB09 (ABNT), com 15 anos de experiência no mercado. (2) Profissional formado em Estatística pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), com sólida experiência em empresas de grande porte nacionais e multinacionais, tais como Bureau Veritas, Natura Cosméticos, Cia. Atlantic de Petróleo, Esso Brasileira de Petróleo, Cervejarias Reunidas Skol Caracu, Ambev S.A e Seagram do Brasil, com atuação em marketing e vendas, logística, compras, importação, exportação, centros de distribuição e administração. Realização de consultoria em logística para a Natura Cosméticos (2004/2008) e Transportadoras Utilíssimo e Rodofly, além de consultorias customizadas para o Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo), Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) e Abadi (Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis). Possui o Curso de Gestão Integrada - SGI (ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001) ministrado pelo Bureau Veritas, tendo realizado auditorias customizadas em empresas como Petrobras, Unilever, Baker Hughes, Serasa Experian, ASL BJ Northeast (BJ) e Kion Group.

SINOPSE O estudo apresentado a seguir, foi idealizado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo Sindigás, que concluiu ser necessário um estudo para identificar oportunidades de melhorias no processo de requalificação e propor recomendações para buscar a garantia da correta anotação dos anos de requalificação e de fabricação dos recipientes transportáveis de Gás LP de 13 Kg, nos certificados de requalificação e inutilização, tornando-se também, mais clara a identificação das antecipações realizadas. Para o desenvolvimento deste estudo, o Sindigás contratou a consultoria Bureau Veritas. Em 1996, foi assinado o Código de Autorregulamentação, relativo ao envasilhamento, à comercialização e à distribuição de Gás Liquefeito de Petróleo - Gás LP. Ainda em 1996, uma Portaria MME fixou os prazos para requalificação, sobre um universo estimado de recipientes, dando início ao Programa de Requalificação. Ao fim do 1º Ciclo de requalificação, em Dezembro de 2006, foi constatado um quantitativo de recipientes de 13 Kg de Gás LP, que deveriam estar requalificados e não estavam. A esse quantitativo, adotamos a terminologia de excedentes da fase I do programa de requalificação. Em Dezembro de 2011, chega ao fim as metas estipuladas pelo Código de Autorregulamentação. Como resultado, de 1996 a 2011, foram requalificados mais de 106 milhões de recipientes de 13 Kg de Gás LP, mais de 17 milhões foram inutilizados e mais de 41 milhões de novos recipientes adquiridos, confirmando que o programa foi um sucesso. Mesmo com as ações realizadas pelas distribuidoras, o excedente identificado no final da fase I do programa de requalificação, embora declinando a cada ano, não demonstrava uma queda muito expressiva. Em 2013, a ANP estabeleceu novos modelos de certificados para requalificação e inutilização de recipientes transportáveis para Gás LP, em busca dessa maior confiabilidade nas informações necessárias para acompanhamento do programa de requalificação. Nesse momento, foi sugerido pelo Sindigás, a contratação deste estudo, desenvolvido considerando a realização de visitas técnicas de campo, entrevistas e avaliações documentais. Foram identificadas oportunidades de melhorias destacadas para cada etapa do processo de requalificação e inutilização, permitindo uma melhoria contínua de seus processos e maior confiabilidade da documentação gerada. O tratamento das oportunidades de melhorias identificadas e a implementação das respectivas recomendações trará diversos benefícios para as Distribuidoras, principalmente no que se refere a redução do custo referente às antecipações das requalificações e recuperação/aumento da credibilidade das informações geradas nos certificados junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ANP.

BREVE HISTÓRICO DAS EMPRESAS ENVOLVIDAS Sindigás O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo Sindigás, foi criado em 1974 com a finalidade de estudar, coordenar, proteger e representar a categoria diante da sociedade brasileira e nas diversas esferas dos governos federal, estadual e municipal. Além disso, o Sindigás busca uma maior colaboração junto aos poderes públicos, associações e entidades sindicais, de todos os níveis, no sentido da solidariedade social e de sua subordinação aos interesses nacionais. Do ano de sua criação para cá, a entidade promoveu uma série de ações com o objetivo de modernizar o mercado e oferecer ao consumidor brasileiro produtos e serviços com mais segurança e qualidade. Hoje, o Sindigás conta com seis empresas associadas (Amazongás, Fogás, Nacional Gás, Liquigás, Supergasbras e Ultragaz), que atuam em todas as regiões do país, em 100% dos municípios. Juntas, elas representam quase 90% do mercado total de Gás LP brasileiro. São empresas que oferecem ao consumidor uma larga tradição de confiabilidade de suas marcas e que têm a responsabilidade de assegurar, há mais de 75 anos, o abastecimento da população brasileira em todos os pontos do território nacional. Bureau Veritas Fundado em 1828, o Bureau Veritas é líder mundial em Testes, Inspeções e Certificação (TIC), prestando serviços de alta qualidade. O Bureau Veritas apoia os clientes a enfrentar os desafios crescentes de qualidade, segurança, proteção ambiental e responsabilidade social. Como parceiro de confiança, o Bureau Veritas oferece soluções inovadoras que vão além do mero cumprimento com as normas e respectiva regulamentação, reduzindo o risco, melhorando o desempenho e promovendo um desenvolvimento sustentável. O Bureau Veritas distingue-se pelos seus valores de integridade, ética, consultoria imparcial, foco no cliente e segurança no trabalho. É reconhecido e acreditado internacionalmente pelos principais organismos nacionais e internacionais.

RESUMO HISTÓRICO Em maio de 1991, o DNC - Departamento Nacional de Combustíveis, editou a Portaria nº 15, instituindo um Grupo de Trabalho com a atribuição de elaborar o "Programa de Requalificação de Recipientes Transportáveis de Gás LP". Medida urgente para reduzir o número de acidentes causados pela má conservação dos botijões P13 comercializados à época; As distribuidoras não se viam estimuladas a zelar pela qualidade dos recipientes de suas respectivas marcas, uma vez que outras distribuidoras acabavam por envasilhá-los e comercializá-los. Ao término dos trabalhos realizados pelo Grupo Técnico, houve um consenso entre as empresas de que qualquer Programa de Requalificação somente lograria êxito se as distribuidoras não mais envasilhassem e comercializassem o Gás LP em botijões de Outras Marcas ( OM ). Foi firmado, então, em agosto de 1996, o Código de Autorregulamentação, relativo ao envasilhamento, à comercialização e à distribuição de Gás Liquefeito de Petróleo - Gás LP. Em seguida, em outubro desse mesmo ano, foi editada a Portaria INMETRO nº 167, que determinou quais normas da ABNT deveriam ser aplicadas para a requalificação e fixou que o ritmo das requalificações deveria atender aos ajustes acordados entre o governo e o setor com base no Programa Nacional de Requalificação. Para determinar os prazos para a requalificação dos botijões P13, o Ministério de Minas e Energia editou em novembro de 1996 a Portaria MME nº 334, fixando os seguintes prazos: Art. 1º - III até 1º de novembro de 2006, para conclusão do processo de requalificação do estoque de 68.826.641 botijões existentes no mercado, fabricados até o ano de 1991, inclusive ; (1º ciclo) Art. 1º - IV até 1º de novembro de 2011, para conclusão do processo de requalificação do estoque de 12.801.160 botijões existentes no mercado, fabricados entre os anos de 1992 e 1996. (2º ciclo) Nota: O Universo de botijões P13 existentes no mercado à época, foi estimado por agentes públicos e privados. Inicia-se, então, o Programa de Requalificação com metas a serem seguidas pelas distribuidoras, as quais deveriam, além do critério da data de fabricação, submeterem ao mesmo processo de requalificação todo e qualquer botijão de sua respectiva marca que não estivesse dentro das normas e padrões para serem comercializados, segundo os critérios estabelecidos na NBR 8865 e na NBR 8866, ambas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.

O Programa de Requalificação foi integralmente recepcionado pela Resolução ANP nº 15/05, tendo apenas sido admitida a dilação do prazo para a conclusão da requalificação do estoque de 68,8 milhões de botijões P-13, que passou de 01/11/06 para 31/12/06. Em Dezembro de 2011, chega ao fim as metas estipuladas pelo Código de Autorregulamentação. Como resultado, de 1996 à 2011, foram requalificados mais de 106 milhões de recipientes de 13kg de Gás LP, mais de 17 milhões foram inutilizados e mais de 41 milhões de novos recipientes adquiridos. Atualmente, mesmo com o fim das metas de requalificação, as distribuidoras permanecem com um ritmo alto de requalificação, superando a cada ano o volume médio mensal realizado.

PROBLEMAS E OPORTUNIDADES Os exitosos números alcançados pelas distribuidoras, ao término das metas estabelecidas no Código de Autorregulamentação, demonstram o comprometimento das distribuidoras com o programa de requalificação e a segurança dos recipientes, confirmando que o programa foi um sucesso. No entanto, ao fim do 1º Ciclo de requalificação, foi constatado um quantitativo de recipientes de 13kg de Gás LP que deveriam estar requalificados e não estavam. A esse quantitativo, adotamos a terminologia de excedentes da fase I do programa de requalificação. É importante destacar que, a esse excedente encontrado, não se pode atribuir a falta de compromisso ou de responsabilidade das distribuidoras. Não havia um controle rígido do quantitativo de botijões existentes no país quando estabeleceu-se as metas para requalificação. Tanto as empresas como o organismo regulador acreditaram no sucesso e somente aplicaram verificações após o fim do programa. Para aprimorar a estimativa de botijões excedentes, existente da fase I do programa de requalificação, em 2007 foi criado um método estatístico para um melhor acompanhamento e direcionamento das ações sobre a requalificação dos botijões. A partir desse momento, outras ações foram adotas pelas distribuidoras, como a intensificação de orientações nas bases para foco na idade, além de se manter firme a separação pelo critério visual; algumas requalificadoras, a partir de 2008, passaram a fornecer datas de cada recipiente requalificado. Dentre outras, uma ação de suma importância adotada pelas distribuidoras foi aumentar a visibilidade da data de requalificação da plaqueta de identificação da requalificação, onde algumas empresas adotaram uma plaqueta com maior altura da data, e outras passaram a utilizar plaquetas com apêndice vazado com o ano para a requalificação. Mesmo com as ações acima descritas, o excedente identificado no final da fase I do programa de requalificação, embora declinando a cada ano, não demonstrava uma queda muito expressiva. Identificamos então, que o volume de requalificação realizado mensalmente pelas distribuidoras, embora elevados, as informações apontadas nos certificados de requalificação precisavam de maior confiabilidade. Percebemos que informações como antecipações realizadas não eram controladas pelas distribuidoras, o que dificultava o planejamento anual das requalificações e ações direcionadas das empresas. Pensando nisso, em 2013, a ANP estabeleceu novos modelos de certificados para requalificação e inutilização de recipientes transportáveis para Gás LP, em busca dessa

maior confiabilidade nas informações necessárias para acompanhamento do programa de requalificação. O Sindigás, na figura de entidade de classe, através da sua Diretoria de Operações, após analisar cada fato acima apresentado, e principalmente, levando em consideração os novos modelos de certificados estabelecidos pela ANP em 2013, concluiu ser necessário um estudo para identificar oportunidades de melhorias no processo e propor recomendações para buscar a garantia da correta anotação dos anos de requalificação e de fabricação dos recipientes transportáveis de Gás LP de 13 Kg, nos certificados de requalificação e inutilização, tornando-se também, mais clara a identificação das antecipações realizadas. Para o desenvolvimento do estudo recomendado pela Diretoria de Operações, o Sindigás procurou no mercado uma Consultoria renomada, sendo contratada a Bureau Veritas.

PLANO DE AÇÃO OBJETIVOS, METAS E ESTRATÉGIAS Os principais objetivos do estudo foram: Identificar oportunidades de melhorias no processo e propor recomendações para buscar a garantia da correta identificação dos lançamentos das datas de elegibilidade e datas de fabricação dos recipientes transportáveis de Gás LP de 13 Kg; Analisar os novos modelos de certificados de requalificação e inutilização de recipientes transportáveis de Gás LP de 13 Kg, adotados pela ANP em 2013; Analisar o grau de aderência dos processos quanto ao atendimento às normas de referência Gestão à Vista; Verificar o processo de aplicação da metodologia DWS; Estudar a viabilidade de padronização dos contratos das distribuidoras com as oficinas de requalificação, apenas em sua abordagem técnica. O tratamento adequado das oportunidades de melhorias identificadas, possibilitam a redução da interferência do erro humano inerentes ao processo. Adicionalmente, é importante destacar que a correta anotação dos anos, de requalificação e de fabricação dos recipientes transportáveis de Gás LP de 13 Kg, nos certificados de requalificação e inutilização, tornam também mais clara a identificação das antecipações realizadas. O estudo foi desenvolvido considerando a realização de visitas técnicas de campo, entrevistas e avaliações documentais. As avaliações documentais consistem em verificar os modelos e dados informados nos certificados, contratos das requalificadoras, procedimentos, registros e documentos de controle. A visita técnica de campo contemplou entrevistas com a força de trabalho, identificação da data de elegibilidade e data de fabricação dos recipientes, verificação do atendimento às normas de referência, rotinas de controle, segregação de recipientes e atendimento aos procedimentos operacionais. Os procedimentos técnicos de cada organização não foram o foco deste trabalho, no entanto todas as sequências dos processos operacionais foram observadas com o objetivo de permitir novas análises e oportunidades de melhorias. Durante as verificações de campo, foi considerado o histórico das modificações geradas na gravação das datas de fabricação dos recipientes ao longo dos anos, conforme detalhamento a seguir.

Até 1978 Não obrigatória a data de fabricação no corpo do recipiente; De 1979 a 1991 Obrigatória a gravação da data de fabricação utilizando as letras do alfabeto em alto-relevo no corpo do recipiente; Em 1992 Introduzido o ano de fabricação, mas ainda se utilizou a letra como data de fabricação no corpo do recipiente; A partir de 1993 Tornou-se obrigatória a gravação do ano de fabricação em alto relevo no corpo do recipiente.

IMPLEMENTAÇÃO No total, foram realizadas visitas em 23 requalificadoras e 14 bases de distribuidoras (associadas ao Sindigás) para observar as práticas existentes em cada local de operação. Para cada coleta dos dados necessários para uma verificação das atividades desenvolvidas nos processos foi elaborada uma "descrição do processo de requalificação e inutilização de recipientes transportáveis de aço para gás liquefeito de petróleo (Gás LP) de 13 Kg. A avaliação das etapas do processo de requalificação e inutilização de recipientes transportáveis de Gás LP de 13 kg, nas distribuidoras associadas ao SINDIGÁS e nas requalificadoras, foi realizada no período de janeiro a abril de 2013. Foram identificadas oportunidades de melhorias que serão destacadas para cada etapa do processo de requalificação e inutilização, permitindo uma melhoria contínua de seus processos e maior confiabilidade da documentação gerada. Na avaliação de campo / documental, foram observados os procedimentos executados e verificados sua adequação às normas estabelecidas, como a ABNT NBR 8865:2010 e ABNT NBR 8866:2012, considerando a sequência de realização das atividades para os processos das distribuidoras e requalificadoras. Foram visitadas as seguintes bases de distribuidoras: Nacional Gás (Duque de Caxias- RJ); Supergasbras (Duque de Caxias RJ); Supergasbras (Paulínia SP); Liquigás (Paulínia SP); Ultragaz (Paulínia SP); Liquigás (Mauá SP); Ultragaz (Mauá SP); Supergasbras (Canoas RS); Liquigás (Canoas RS); Bahiana (Mataripe BA); Nacional Gás (Ipojuca PE); Paragás (Belém PA); Fogás (Manaus AM); Amazongás (Manaus AM).

Foram visitadas as seguintes oficinas de requalificação: Nacional Gás (Duque de Caxias RJ); Qualival (Duque de Caxias RJ); Rublena (Duque de Caxias RJ); Mangels (Paulínia SP); Rebogás (Mauá SP); Metalpur (Mauá SP); NHL (Monte Mor SP); Mangels (Araucária PR); Nova Fase (Cascavel PR); Mangels (Canoas RS); Pampa (Canoas RS); Nacional Gás (Mataripe BA); Bahiana (Mataripe BA); Mangels (Feira de Santana BA); Nacional Gás (Ipojuca PE); Mangels (Cabo de Sto. Agostinho PE); Mangels (Aparecida de Goiânia GO); Paragás (Belém PA); Fogás (Manaus AM); Amazongás (Manaus AM); Nova Fase (Maracanaú CE); Esmaltec (Maracanaú CE); Mangels (Três Corações MG). Em função da particularidade de cada distribuidora / requalificadora, torna-se inviável desenhar um fluxo único capaz de espelhar os processos como são realizados, no entanto os fluxos apresentados a seguir são aplicáveis às distribuidoras e requalificadoras e possibilita o atendimento dos objetivos e recomendações.

O processo de envasamento realizado por grande parte das distribuidoras está indicado no Fluxograma abaixo:

Melhorias no Processo de Requalificação de Recipientes Transportáveis de Gás LP de 13 kg O processo de requalificação realizado por grande parte das requalificadoras está indicado no Fluxograma abaixo:

CONSIDERAÇÕES FINAIS É possível perceber que as principais oportunidades de melhorias identificadas estão relacionadas ao processo de Requalificação, o que requer maior dedicação e esforço das Distribuidoras associadas ao SINDIGÁS no sentido de buscar soluções para eliminar ou minimizar as lacunas existentes neste processo. Este estudo faz diversas recomendações que envolvem o processo de requalificação e inutilização de recipientes transportáveis de Gás LP de 13 kg, que na sua maioria são perfeitamente aplicáveis às atividades das requalificadoras, porém o processo de requalificação é naturalmente passível de erro humano, uma vez que toda seleção dos recipientes é feita de forma visual e em linha de produção. DISTRIBUIDORAS Considerando todas as oportunidades de melhorias identificadas durante as avaliações de campo e verificações documentais, percebe-se que o processo das distribuidoras encontra-se em nível elevado de implementação e alinhamento às exigências das normas de referência, sendo identificadas somente duas oportunidades de melhoria no processo, referente ao local de execução da metodologia DWS (modelo estatístico), que deve ser realizado em ambiente controlado, minimizando a interferência de fatores externos ao processo, e, com relação à gestão à vista, com a recomendação de explicitar em um painel as datas de elegibilidade dos recipientes segregados para requalificação, visando facilitar a execução da atividade pelo operador. Considera-se que tal modelo de gestão contribui para garantia da correta informação nos certificados e planilhas de controle. REQUALIFICADORAS Diferentemente das distribuidoras, as atividades das requalificadoras possuem diversas oportunidades de melhorias systemic, que demonstram fragilidades do processo de requalificação dos recipientes transportáveis de aço para gás liquefeito de petróleo (Gás LP) de 13 Kg. Fragilidades essas, que comprometem o registro das datas de elegibilidade dos recipientes e consequentemente aumentam o custo das Distribuidoras com a requalificação destes recipientes, principalmente em função das antecipações realizadas e não controladas de maneira eficaz. Vale destacar que esta fragilidade do processo de requalificação de recipientes transportáveis de aço para gás liquefeito de petróleo (Gás LP) de 13 Kg, reduz a confiabilidade das informações geradas nos respectivos certificados de requalificação e consequentemente, compromete a imagem das distribuidoras de Gás LP frente à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ANP, Órgão Regulador vinculado

ao Ministério de Minas e Energia. De qualquer forma, é importante frisar que o prejuízo existente não interfere na segurança do usuário final, somente obriga um aumento, por vezes desnecessária de requalificações (devido a não apropriação das antecipações). Dentre as principais oportunidades de melhorias, destacam-se as atividades relacionadas ao preenchimento das datas de elegibilidade e de fabricação nos certificados de requalificação e inutilização, possibilitando às distribuidoras efetuarem estudos econômicos mais completos, levando em consideração a revisão das quantidades a serem requalificadas, em função das antecipações identificadas; coleta das informações referentes às datas de elegibilidade e fabricação, após percorrer todas as etapas de segregação; correta anotação dos dados para os novos modelos de certificados de requalificação e inutilização, adotados pela ANP; anotação da data de elegibilidade antes da retirada das plaquetas de requalificação; identificação correta dos recipientes sem data e dar maior destaque ao local de segregação dos recipientes, para preenchimento das informações dos recipientes aprovados e reprovados. Concluímos esta avaliação do processo de requalificação e inutilização de recipientes transportáveis de Gás LP de 13 Kg, certos de que o tratamento das oportunidades de melhorias identificadas e a implementação das respectivas recomendações trará diversos benefícios para as Distribuidoras associadas ao SINDIGÁS, principalmente no que se refere a redução do custo referente às antecipações das requalificações e recuperação/aumento da credibilidade das informações geradas nos certificados junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ANP.

GLOSSÁRIO Elegibilidade ano em que o recipiente transportável de Gás LP de 13 Kg deve ser requalificado (em se tratando de primeira requalificação, deverá ser considerada a data de fabricação acrescida de 15 anos ou, caso já tenha passado por alguma requalificação anterior, deverá ser considerada a data da plaqueta (ferradura) de identificação da última requalificação realizada); Anotação marcação/identificação feita no corpo do recipiente, com relação à data de elegibilidade do recipiente (giz ou outro meio); Preenchimento registro documental das datas de elegibilidade e de fabricação dos recipientes aprovados e/ou reprovados; Metodologia DWS - metodologia utilizada atualmente pelas distribuidoras, através da aplicação de um modelo estatístico, para identificação do melhor número estimado de recipientes elegíveis para requalificação, em relação ao seu universo de recipientes em circulação no mercado. Permite estimar e acompanhar a evolução do percentual do saldo a requalificar, por motivo de data de elegibilidade vencida.