AUDIÊNCIA DIRIGIDA MINUTA DO RBAC 90

Documentos relacionados
MEDICINA LEGAL. Traumatologia. Balística Parte 1. Profª. Leilane Verga

RESOLUÇÃO /01/ ANAC

Audiência Pública nº 07/2017 Resolução ANAC Procedimentos de embarque e desembarque de passageiros armados, despacho de arma de fogo e de munição e

- Armamento e Tiro -

CARTILHA DE ARMAMENTO E TIRO

ANEXO I A PLANO INSTRUCIONAL

PORTARIA Nº 015 -COLOG, DE 05 DE OUTUBRO DE 2009.

Título: Origem: SSO/GPNO

Permitido dentro ou como em bagagem despachada. NÃO NÃO n/a n/a. NÃO NÃO n/a n/a. NÃO NÃO n/a n/a. NÃO NÃO n/a n/a

IXº CAMPEONATO BRASILEIRO OPEN RAM

Permitido dentro ou como bagagem de mão. Permitido dentro ou como em bagagem despachada

ANEXO 1 DO PLANO DE FORMAÇÃO DE TIRO REGULAMENTO SOBRE O USO DE ARMAS DE FOGO EM FORMAÇÃO E FORA DO ÂMBITO DE ACÇÕES POLICIAIS

SAIBA MAIS SOBRE O EMBARQUE E O DESPACHO DE ARMAS DE FOGO E MUNIÇÕES EM AERONAVES CIVIS

EXERCÍCIOS AULA 08 ARMAMENTO E TIRO

Regras. Tiro Rápido de Precisão (TRP)

Sumário Capí tulo 1 A Cadeia de Custódia Capí tulo 2 Introdução à Balí stica Forense Capí tulo 3 Armas de Fogo Curtas

ASSOCIAÇÃO DOS GUARDAS MUNICIPAIS DE CURITIBA GESTÃO 2009/ LAZER E SOCIAL 8º TORNEIO DE TIRO DA AGMUC CARACTERÍSTICA EVENTO...

Equipamentos de menor potencial ofensivo

Apostila para Candidatos Teste MEAF CETTAS - Carabina Tipo Puma / Winchester 92/94 Calibres. 38 Spl ou 44/40

REGULAMENTO PARA PROVA ACESSÓRIA CIRCUITO DE CAÇA C. C. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TIRO DE DEFESA PESSOAL E CAÇA CBTDPC

REGULAMENTO ESPECÍFICO TIRO DE PISTOLA

INFOGRÁFICOS INFOGRÁFICOS: ARMAS & DIREITOS HUMANOS. Curadoria de Daniel Mack Ilustrações de Cassiano Pinheiro

CARTILHA DE ARMAMENTO E TIRO

Regulamento de Prova de Tiro. Numero 2/2013. Duelo de Balão

Sumário Capítulo 1 Ferimentos produzidos por Projéteis de Arma de Fogo (PAF) Capítulo 2 Incapacitação balística

REGULAMENTO PARA A MODALIDADE DE TIRO RÁPIDO DE PRECISÃO CAMPEONATO FRTP 2018

Pistola Taurus PT 59 S - Cal.380 ACP 19 tiros (calibre permitido) - Oxidada

VERSÃO 1.0 MAIO 2019 REGULAMENTO DAS PROVAS DE TIRO DE RECREIO STEEL CHALLENGE.22

DUELO 20 SEGUNDOS LIGHT. Atualizado em

RESOLUÇÃO ANAC Nº, DE DE DE 2014.

PARTE II REGRAS PARA CONSTRUÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE NAVIOS IDENTIFICA- DOS POR SUAS MISSÕES

CARTILHA DE ARMAMENTO E TIRO

< PT TECNOLOGIA MILITAR no calibre.380 ACP. Pistolas, Revólveres & Armas Longas 2015 calibres permitidos

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA

PORTARIA Nº COLOG, DE 26 DE AGOSTO DE 2009

COMANDO DA AERONÁUTICA CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS

Carabina.22 à 25 metros

MEDICINA LEGAL. Traumatologia. Balística Parte 2. Profª. Leilane Verga

Anexo I Armas Longas (p/formação de Instrutores)

Gestão de operações aeroportuárias: Infraestrutura de Segurança. Profª Janaína Araújo

Pistolas semiautomáticas - Cal.9mm com 2 carregadores.

1. Somente aponte sua arma, carregada ou não, para onde pretenda atirar; 3. A arma NUNCA deverá ser apontada em direção que não ofereça segurança;

RIO GRANDE DO SUL CARACTERISTICAS TÉCNICAS

CURSO COMBATE URBANO

Fuzil Militar de Combate

MERCADORIAS PERIGOSAS ARTIGOS RESTRITOS

REGULAMENTO BRASILEIRO DA AVIAÇÃO CIVIL RBAC nº 135 EMENDA nº 03

INSTRUÇÃO SUPLEMENTAR IS

Dangerous Goods. Aviação Geral

TÍTULO: DEFINIÇÃO DE PARÂMETROS PARA ANÁLISE DE AERONAVES REMOTAMENTE PILOTADAS (RPA)

As armas apreendidas no Estado do Rio de Janeiro e rastreadas até instituições do Estado

FEDERAÇÃO MARANHENSE DE TIRO ESPORTIVO - FMTE REGULAMENTO DE BENCHREST

RESOLUÇÃO Nº 457, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2017.

VI JOGOS NACIONAIS DA MAGISTRATURA

Maquinas, equipamentos e ferramentas diversas na construção civil. Juarez Sabino da Silva Junior Técnico de Segurança do Trabalho

Operação de RPAS X. Interação com as Unidades Aéreas de Segurança Pública. Cel PM PAULO Luiz Scachetti Junior Cmt do GRPAe / SP

CAPÍTULOS. ABORDAGEM - Ver Título 11. DOCUMENTOS, REGULAMENTAÇÃO E NORMAS - Ver Título 11. MATERIAIS E MÃO DE OBRA - Ver Título 11

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TIRO

MODELO DE PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO - POP

REGULAMENTO FUZIL ESPORTIVO

REGULAMENTO TIRO TÁTICO DESPORTIVO - TTD

Campeonato. Portugal. Pistola Sport 9mm

TRANSPORTE AEROMÉDICO OPERAÇÕES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TIRO. Regulamento de Provas de Pistola Sport 9mm

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TIRO REGULAMENTO DO CAMPEONATO DE PORTUGAL COM ARMAS DE ORDENANÇA

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TIRO DEFENSIVO

DRONES. Aeromodelo É toda aeronave não tripulada com finalidade de recreação.

Transcrição:

90.0AM Aplicabilidade SUBPARTE AM RBAC 90 ARMAS E MUNIÇÕES EMBARCADAS (a) Esta seção estabelece os requisitos aplicáveis aos órgãos e entes da Administração Pública que, em razão de suas atribuições legais pretendam realizar o transporte aéreo de armas e munições a bordo de aeronaves civis públicas registradas no Brasil e a qualquer pessoa que executa quaisquer atividades relacionadas ao transporte aéreo de armas ou munições. (b) Para efeitos desta norma, são armas: (1) revólveres; (2) pistolas; (3) espingardas; (4) carabinas; (5) fuzis; (6) armas de dardos; (7) armas de choque (TASER); (8) sprays incapacitantes; (9) bombas de efeito moral; (10) outras definidas em regramentos próprios. (c) Estão incluídos como munição: (1) cartucho e projéteis de armas; (2) bombas de gás, fumaça, atordoantes e similares; (3) cartuchos de espingarda; (4) munição de rifles e armas de mão; (5) dardos; (6) balas de borracha; (7) outras definidas em regramentos próprios. 90.1AM Condições gerais para o transporte de armas e munições (a) No transporte de armas e munições o órgão deverá realizar o gerenciamento do risco de tal modo que os riscos à aeronave, aos tripulantes, aos passageiros, às pessoas e propriedades em solo encontrem-se dentro do nível aceitável de desempenho da segurança operacional NADSO, estabelecido na matriz de risco para a segurança operacional.

(b) A quantidade máxima de armas e munições a serem transportadas na aeronave devem se submeter à legislação federal e regulamentação de operação do órgão ou ente responsável. (c) É responsabilidade do comandante da aeronave a inspeção do quantitativo de armas e munições embarcadas e a compatibilidade desse numerário com os limites permitidos no regramento vigente. (d) É de responsabilidade do comandante da aeronave e do operador aerotático a verificação da segurança quanto ao acondicionamento das armas transportadas, conforme a respectiva tabela: Armas Pistolas semiautomáticas; Rifles semiautomáticas; Carabinas; Espingardas automáticas; Espingardas de ação deslizante; Rifle de ferrolho; Rifles automáticos e similares. Revólver Armas de choque elétrico (ex: TASER). Sprays incapacitantes Condição segura Pistolas semiautomáticas devem estar acondicionadas em um coldre seguro; Rifles semiautomáticos, carabinas, espingardas automáticas, espingardas de ação deslizante, rifle de ferrolho, rifle automático, se transportadas no compartimento de carga da aeronave, deverão estar acondicionadas em recipientes próprios, e caso sejam transportadas pelo agente público, este deverá utilizar a bandoleira. Para todas as armas citadas as partes funcionais do armamento devem estar para frente e com o gatilho solto, a trava de segurança ativada, quando possível; o carregador municiado e alojado na arma, não sendo permitida munição na câmara. Cilindro carregado com munição, arma em um coldre seguro que previna disparos acidentais e trava de segurança ativada, quando possível. Arma em um coldre seguro, que previna contra ativação acidental e não deve ser retirado do coldre em nenhum momento durante o voo. Transportados em um recipiente próprio e resistente.

(e) É vedado o transporte aéreo das seguintes armas municiadas: (1) espingarda de cano duplo; (2) espingardas de cano único que não sejam automáticas ou de ação deslizante; (3) lançador de granada de efeito moral; (4) armas de dardos. 90.2AM Operações normais com armas e munições embarcadas (a) Operações normais com armas e munições embarcadas realizados por órgãos ou entes da Administração Pública que não estão enquadrados no art. 144 da Constituição da República Federativa do Brasil devem observar os seguintes procedimentos: (1) Antes da decolagem, o comandante deve inspecionar as condições de armazenamento das armas e munições a fim de garantir a segurança; (2) O comandante da aeronave poderá vetar o transporte de armas ou munições, de forma motivada, para preservação da segurança de voo; (3) As armas devem ser transportadas desmuniciadas e em conformidade com os procedimentos previstos no manual de operações da unidade aérea pública. É vedado o transporte de armas a bordo destas aeronaves na ausência destes procedimentos no MOP; (4) As armas e munições devem ser transportadas em compartimentos ou outra área designada; (5) É vedado realizar de dentro da aeronave: (i) disparos, tais como tiro embarcado; (ii) lançamento de qualquer tipo de munição; (iii) municiar ou desmuniciar armas; (iv) manuseio de armas e munições até o pouso da aeronave; (6) Bombas de efeito moral e congêneres, tais como bombas de fumaça e sprays incapacitantes devem ser transportadas dentro de caixas fortes e resistentes ao fogo e devem conter: (i) indicação de explosivo quando contendo bombas; (ii) indicação de tóxico quando contendo sprays incapacitantes.

90.3AM Operações aéreas especiais com armas e munições embarcadas (a) Operações aéreas especiais com armas e munições embarcadas realizados pelos órgãos de segurança pública dispostos no art. 144 da Constituição da República Federativa do Brasil, devem ser observados os seguintes procedimentos: (1) Antes da decolagem, o comandante deve inspecionar as condições de armazenamento das armas e munições a fim de garantir a segurança, inclusive dos dispositivos de proteção contra ativação acidental das bombas de efeito moral e congêneres; (2) O comandante da aeronave poderá vetar o transporte de armas ou munições, de forma motivada, para preservação da segurança de voo; (3) A realização de disparos, tais como tiro embarcado, ou lançamento de qualquer tipo de munição de dentro do helicóptero só poderão ser efetuados quando: (i) previamente autorizado pelo comandante; (ii) essencial ao cumprimento da missão; (iii) em conformidade com os procedimentos operacionais e de segurança, definidos e aprovados no SOP e no MOP da unidade aérea pública; (iv) a tripulação, incluindo o operador aerotático, estiver devidamente treinada nestas operações especiais; (4) Nas operações aéreas especiais é proibido o transporte de passageiros que não estejam diretamente ligados à referida operação. (5) As armas longas utilizadas para disparos de dentro da aeronave devem dispor de coletores para as cápsulas de munição. (i) Na ausência desses coletores a unidade aérea pública deverá dispor de procedimentos operacionais a fim de garantir que as cápsulas e a munição não atinjam a tripulação, aeronave ou passageiros em voo; (6) Os passageiros que pretendam transportar armamentos e munições, tais como agentes públicos e que não sejam qualificados como operadores aerotáticos, comandantes ou co-pilotos, estes devem cumprir integralmente os procedimentos previstos na Seçao 90.2AM (a). (7) As operações aéreas especiais não se submetem as disposições constantes na Seção 90.2AM (a) deste Regulamento desde que em consonância com o SOP e MOP do órgão;

(8) Nas operações aéreas especiais com armas e munições é obrigatório que a tripulação e passageiros realizem o gerenciamento do risco para a preservação da segurança de voo. (9) Bombas de efeito moral e congêneres podem ser transportadas somente se garantido que estes dispositivos estejam protegidos contra ativação acidental.